terça-feira, 31 de março de 2009

Mais declarações infelizes

D. Ilídio Leandro afirma ser "um homem da modernidade" apostado em que a Igreja que representa e abraçou se mantenha actualizada em relação à sociedade dos nossos tempos, dando "respostas actuais a problemas actuais."

D. Ilídio afirma respeitar muito a Idade Média "para as pessoas que viveram a Idade Média".

"Também no século XXI eu gostaria, e da minha parte farei tudo, para que a Igreja esteja também actualizada em ordem à relação com a pessoa humana e com a sociedade humana também à medida do século XXI", assegurou.

Fonte: RTP (http://www.rtp.pt/)

Sempre o humano, sempre o homem. Mas afinal quem é que a Igreja serve? Deus ou o homem? A Igreja não tem de estar actualizada ou modernizada coisa nenhuma, porque trata da Fé e da Moral, coisas que não se actualizam nem ficam "modernas" nem "ultrapassadas".

É neste sentido de modernidade e de actualização da Igreja católica que o Bispo de Viseu continua a envergonhar os católicos dignos desse nome. Na segunda-feira, este Senhor Bispo, que tanto agrada à sociedade paganizada, participou num debate cujo tema central era a violência doméstica.

D. Ilídio, iluminado sabe-se lá por obra de que espírito, diz que, nos casos em que exista violência doméstica, a única solução para este homem da Igreja é a dissolução do matrimónio, ou seja, o divórcio.
Isto porque, segundo o clérigo, "quando já não há o amor, já não há casamento, porque o amor é a sua base". Os discursos sentimentalóides dos cultuadores do homem são tããão remelosos que chegam a ser giros... O amor treina-se, sabia? Sabe o que é o verdadeiro Amor? O que vem de Deus? Não é um sentimento esquisitóide. O verdadeiro amor - entre homem e mulher - treina-se, educa-se, é um processo de aprendizagem. É para isso que serve o namoro.

Claro, quando o namoro não passa de uma fase de "curtição", irresponsável e infantilmente, não há aprendizagem. Quando a coisa corre mal depois do casamento, o divórcio é a saída mais fácil. Longe de ser solução, é remedeio. Tal como o preservativo.

Qual será o próximo desvairo deste senhor Bispo? Defender o "casamento" entre homossexuais, como propõe a cultura gayzista, em nome do amor e dos 'direitos humanos'?

Admirem-se... Triste destino mundo, que coloca o homem no lugar de Deus. Que coloca o látex no lugar da castidade, fidelidade e responsabilidade. Que não sabe dignificar o ser humano, mas antes o rebaixa, defendendo comportamentos indignos da sua natureza, mais perto dos comportamentos anilamalescos selvagens.

Deus livre Portugal!

Mas Roma está atenta.

O Santo Padre não brinca em serviço, isso está mais que visto.

Das heresias modernistas, libera nos Domine!

Santa Mãe de Deus, Rainha de Portugal, salvai Portugal das investidas do Maligno e que resplandeça a Fé Católica neste país que é Vosso filho e Vassalo!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Os 'católicos' modernos

Do blog Tradição Católica

(entre parêntesis, acrescento eu)

1 Quando tentam defender a fé, recorrem unicamente a frases retiradas da Sagrada Escritura. É frequente esquecerem-se da outra fonte da Revelação: a sagrada Tradição. Não serve para legitimar posições, não está na Bíblia.

2 Raramente citam textos do magistério e, quando o fazem, é sempre do magistério pós-conciliar. São Pio X, Leão XIII, Pio XI e os demais Papas pré-conciliares são para esquecer.

(Digo eu, quase que reduzindo a zero os 1960 anos de vida da Igreja. Para eles, a Igreja Católica teve início com o Concílio Vaticano II, esse 'super-concílio', dogmático para alguns pseudo-católicos. É feio e perverso fazer de uma coisa aquilo que ela não é, a nosso bel-prazer. Infelizmente, o CVII foi usado e abusado por muitos para colocar o homem no lugar de Deus, para 'des-divinizar' a Igreja, na estapafúrdia e irreflectida intenção de a tornar mais humana. Preferir o humano ao Divino é muito, mas muito triste... Judas não fez melhor...)

3 Atribuem aos outros teses que sabem que não subscrevem. Por exemplo, há quem chame católicos tradicionalistas de sedevacantistas materiais (o que vem a ser isto???)

4 Distorcem a doutrina da Igreja, para adaptá-la sei lá ao quê. Jogam com as palavras.

5 Odeiam a clareza (e a objectividade, acrescento eu) e, como tal, a escolástica e a lógica aristotélico-tomista.

6 Contrapõem a misericórdia à verdade e preferem a primeira à segunda.

(Claro, há quem seja tão apegado ao erro, que acha que, se estiver errado, pode valer-lhe a misericórdia Divina... Como se valesse de alguma coisa para o obstinado no erro... Deus quer salvar todos os homens, mas não seria perfeitamente Justo se desse à salvação a quem não a merece. Há quem não deixe e não queira ser salvo. A liberdade que Deus nos deu dá-nos essa possibilidade de O rejeitarmos).

7 Gostam de pastorais.

(Coisa mais linda!... Podem defender as maiores barbaridades. Podem não saber um parágrafo do Catecismo. Mas se fazem pastoral, seja ela qual for, são católicos dignos desse nome! Brilhante...)

8 Relativizam a fé da Igreja, a Sua doutrina e moral. Uma coisa é o princípio, outra os casos individuais.

9 Chamam fariseus a todos quantos tentam viver em graça de Deus. Leis para quê?

10 Falam de um Jesus bonzinho, aberto ao diálogo e diferente do Cristo que a Igreja católica apresenta. (Esquecem-se que Jesus Cristo é Deus, como tal, infinitamente misericordioso e infinitamente justo. Jesus não é um "tipo porreiro, pah! É cá da malta!").

11 Criticam encíclicas papais, as verdadeiramente católicas, claro.

(Principalmente as anteriores ao Concílio Vaticano II e as posteriores que tenham algum raio de Tradição Católica. "Isso já passou de moda!". Como se houvesse modas na Doutrina Sagrada)

12 Não amam a Santíssima Virgem.

13 Separam Jesus de Maria. Chamam escrupulosos aos outros mas, quando o tema é a Mãe de Deus, têm tantos escrúpulos. Não demos demasiado ênfase a Maria que isso obscurece a centralidade de Cristo!

(Haverá pior que um filho a renegar a Mãe? A devoção mariana é o atalho seguro para chegar ao Caminho, à Verdade e à Vida!)

14 São ecuménicos no mau sentido da palavra. Procuram a unidade e não a conversão. Daqui se conclui que, a não terem cuidado, rapidamente se transformarão em indiferentistas ou protestantes.

(O verdadeiro Ecumenismo hoje em dia está pervertido. Haja diálogo! Todos querem falar. Ninguém se entende. E a Igreja Católica a rebaixar-se, colocando-se no mesmo patamar das falsas religiões, seitas e cismáticos. Ecumenismo, sim, mas com o verdadeiro objectivo: A conversão à Igreja de Jesus Cristo. Não há unidade sem a conversão à Igreja Católica, a única e verdadeira Igreja de Jesus. Para os mais distraídos, Jesus, antes de subir a Céu, disse "Ide e ensinai"! Não disse "Ide e dialogai"! Patético.

15 Não crêem no Demónio.

(Este é a melhor carta que o Inimigo tem para apostar. Convencer-nos da sua não existência. Não acreditar no Diabo é o caminho mais directo para se constatar o contrário e travar conhecimento com esse ser asqueroso)

16 Não fogem das ocasiões próximas de pecado porque já não acreditam nessas "coisas" medievais.

(Gloriosa Idade das Luzes! Antes medievais que pervertidas e obscuras como as actuais, esta a verdadeira Idade das Trevas. Libera nos Domine!)

17 Iluminados como são, dizem que o Inferno é um estado de alma e não um lugar. No Purgatório, claro que não acreditam.

(Muitos dstes, infelizmente, vão poder confirmar o contrário...)

18 A Missa não é o Sacrifício de Cristo, é um encontro da comunidade com o Senhor ressuscitado para celebrar o banquete da palavra e do pão. Pura teologia protestante, portanto.

(Sim, tal qual um banquete na tasca do vizinho. Afinal, Cristo é um "porreiraço pah!" e diverte-se "à brava" com as violas, baterias, danças e palminhas, qual circo ou festa entre "people porreiro!". Chega de profanações ao Santíssimo Sacramento. Por acaso havia festa no Calvário? Convençam-se que a MISSA NÃO É UMA FESTA! É o Sacramento por excelência, no qual têm os outros a base. É o Sacrifício da Cruz, e no Calvário havia tudo menos festa... Excepto para os inimigos de Nosso Senhor. Esses não duvido que tocassem as violas, pandeiretas, guitarras, dançassem e batessem palminhas...)

19 Não pedem a intercessão dos santos.

20 Não acreditam na eficácia da mortificação dos sentidos, do sacrifício corporal, da dor e da penitência cristã. Deus é alegria, dizem.

21 Não obedecem à Igreja nem lhe são submissos, procurando sempre uma razão para justificar uma possível adesão aos princípios da fé católica.

Até aqui, o artigo da Teresa.

(http://www.emdefesadelefebvre.blogspot.comm/)

And so on, and so on...

Católicos que não sabem o que são é o prato do dia. É mais tolerável um ateu ou herege convicto no erro que um católico tipo 'maria-vai-com-todas'.

É impossível querer agradar ao mundo e a Deus ao mesmo tempo. Não foi por acaso que a Igreja sempre determinou que o mundo, juntamente com o demónio e a carne, é um dos inimigos da alma.

Há quem se envergonhe da Doutrina da Igreja Católica e tenha medo da Verdade. Há quem prefere consentir o erro e a mentira, para agradar ao mundo. Os cultuadores do mundo, adoradores do homem, os que cantam os louvores da criatura dizem-se pela vida, apresentam-se como sendo por Deus, mas em contradição com a Santa Doutrina da Igreja.

Como servir a dois senhores, sendo um o Criador, pricípio e fim de todas as coisas, eterno e imutável, e o outro uma criatura que dança ao sabor das modas, corrompido pelo pecado? De que lado combatemos, afinal?

Ou pela Verdade, ou pela mentira.

Ou pela Luz, ou pelas Trevas.

Ou preto ou branco.

No que respeita a Fé e Moral, não há cinzentos. Chega de relativismo!

De que lado queremos estar?

Pela Igreja, e portanto, por Deus?
Ou pelo príncipe deste mundo, o Demónio?

Mater Castissima, ora pro nobis!

domingo, 29 de março de 2009

"Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação." (2 Tm 4,1-3)

"É claro que há circunstâncias, e do ponto de vista médico não tenho qualquer dúvida, em que proibir o preservativo é consentir na morte de muitas pessoas (...) as pessoas que estão aconselhar o Papa deveriam ser mais cultas". (D. Januário Torgal Ferreira)

"Nestes casos, quando a pessoa infectada não prescinde das relações e induz o(a) parceiro(a) (conhecedor ou não da doença) à relação, há obrigação moral de se prevenir e de não provocar a doença na outra pessoa. Aqui, o preservativo não somente é aconselhável como poderá ser eticamente obrigatório." (D. Ilídio Leandro)


Lamento informar, Senhores Bispos, mas a continuar assim vão ter de continuar a ter vergonha da Igreja Católica, porque a sua Doutrina não muda um milímetro, muito menos com as tristes declarações que se andam a fazer por aí. Temos pena, mas é mesmo assim. Ao contrário dos Senhores Bispos, a Igreja não se preocupa com a opinião da maioria ou com o que é socialmente aceitável e politicamente correcto. Apenas com a Verdade. Deus nos livre de uma seita desse género! Mas, na Igreja Santa e Imaculada, existem pastores que, em vez da união, apenas levam à confusão e dispersão do rebanho.


Atitudes destas lembram-me os novos Judas... Que vendem a Verdade pelo troco de serem bem vistos pela sociedade e pelo mundo, envergonhando-se de defenderem o que a Santa Igreja ensina.


São fiéis a quem afinal? Acaso a Verdade é relativa? Serve para uns casos e outros não? Se, como sucessores dos Apóstolos, não sabem ser fiéis à Doutrina e à Santa Igreja, como querem que as pessoas os ouçam quando falam ensinam e promovem a fidelidade entre casais?


Ah, pois é, a fidelidade que se ensina hoje é a fidelidade entre o casal e o látex, o salvador do mundo, esse importantíssimo terceiro elemento que qualquer casal "normal" não dispensa nos dias de hoje. Casais e outras espécies de "casais", teimosa e indecentemente apresentados pela cultura gayzista e companhia limitada...


No entanto, e curiosamente, este tipo de declarações heréticas chegam a ser proveitosas para os verdadeiros filhos da Igreja. Chegam até a ser necessárias para a correcta instrução de quem deseja ser fiel à Doutrina da Santa Igreja. Pelo fruto conhecereis a árvore. Por certas atitudes, começamos a perceber por que lado é que eles combatem.


Pelo Santo Padre, pela Santa Igreja Católica, pela Verdade, por Deus;

Ou pelos os senhores do mundo, pela imoralidade, contra o Papa, contra a Igreja, pelo Demónio.


Não há meio termo.


Dizia Nossa Senhora à Irmã Lúcia:


"O que mais aflige ao Imaculado Coração de Maria e ao Coração de Jesus é a queda das almas religiosas e sacerdotais. O Demónio sabe que os religiosos e padres que se afastam de sua vocação arrastam consigo um número de almas para o Inferno. O Demónio quer conquistar as almas consagradas. Ele as tentará corromper para adormecer as almas dos leigos e, assim, levá-los à impenitência final".


Nosso Senhor abençoe o Papa Bento XVI, que enfrenta os lobos corajosa e gloriosamente, lobos esses que uivam com cada vez mais intensidade. Sendo fiel à Santa Doutrina, vai praticamente sozinho guiando a Barca de Pedro até bom porto, contra a ondulação do mundo e contra a ondulação provocada por aqueles que deviam ser seus súbditos fidelíssimos.


Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis!


Santíssima Virgem, Mãe da Igreja, abençoai os sacerdotes e os Bispos do mundo inteiro, eles que têm a enorme graça e poder de tornar o Vosso Filho presente no Altar, tão Real como está no Céu.


Protegei-os, Mãe Castíssima, das investidas do Maligno e que contem com a fortaleza do Espírito Santo para defenderem a Verdadeira Fé Católica, sempre e em qualquer lugar, sem vergonha e sem medo, já quem combate por Vós e pelo Vosso Filho e defende a Santa Doutrina, nada tem a recear porque conta com a imensa graça do Soberano dos Céus e da Terra.


Mater Ecclesiae, ora pro nobis!

sábado, 28 de março de 2009

Domingo V da Quaresma - 29 de Março de 2009 - Ano B

LEITURA I
Leitura do Livro de Jeremias (Jer 31,31-34)

Dias virão, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma aliança nova.
Não será como a aliança que firmei com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egipto, aliança que eles violaram, embora Eu exercesse o meu domínio sobre eles, diz o Senhor.
Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel, naqueles dias, diz o senhor: Hei-de imprimir a minha lei no íntimo da sua alma e gravá-la-ei no seu coração.
Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Não terão já de se instruir uns aos outros, nem de dizer cada um a seu irmão:«Aprendei a conhecer o Senhor».
Todos eles Me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno, diz o Senhor.
Porque vou perdoar os seus pecados e não mais recordarei as suas faltas.


SALMO RESPONSORIAL - Salmo 50 (51)

Dai-me, Senhor, um coração puro.

Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.
Lavai-me de toda a iniquidade
e purificai-me de todas as faltas.

Criai em mim, ó Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.

Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso.
Ensinarei aos pecadores os vossos caminhos
e os transviados hão-de voltar para Vós.


LEITURA II

Leitura da Epístola aos Hebreus (Heb 5,7-9)

Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade.
Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.


EVANGELHO

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 12,20-33)

Naquele tempo, alguns gregos que tinha vindo a Jerusalémpara adorar nos dias da festa, foram ter com Filipe, de Betsaida da Galileia, e fizeram-lhe este pedido: «Senhor, nós queríamos ver Jesus».
Filipe foi dizê-lo a André; e então André e Filipe foram dizê-lo a Jesus. Jesus respondeu-lhes:«Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado.
Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna.
Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém Me servir, meu Pai o honrará.
Agora a minha alma está perturbada. E que hei-de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora. Pai, glorifica o teu nome».

A bondade sem a verdade não leva à salvação

"A fé cristã tem a ver com a razão e não se opõe a ela, mas exige. Acima de tudo, porém, isso significa que a fé cristã tem a ver essencial e originariamente com a verdade. Não é indiferente para o homem o que ele acredita; não se pode substituir a verdade pela boa intenção. A perda da verdade corrompe também as boas intenções.

Corrompe também o amor que sem verdade é cego, não podendo por isso cumprir o seu sentido propriamente dito: querer e fazer bem ao próximo. Só quando sei o que é o homem e o mundo na verdade, posso ser verdadeiramente bom. A bondade sem a verdade pode produzir uma justificação subjectiva, mas não a salvação.”

(RATZINGER, Joseph. Dogma e anúncio. São Paulo: Loyola, 2005, p.97)

HOJE EM DIA, AS PESSOAS NÃO ACREDITAM MAIS EM VERDADES ABSOLUTAS, MAS ACREDITAM COM FÉ ABSOLUTA EM VERDADES RELATIVAS QUE LHES AGRADAM.

É a chamada prostituição da inteligência...


Fonte: site Adversus haereses
http://advhaereses.blogspot.com/


E ja diz o povo...de boas intenções está o Inferno cheio. Ninguém se salva simplesmente por ser bom. Ou por ter boas intenções. É preciso que essas intenções e boas obras estejam aliadas à Fé e que vão de encontro à Verdade, sendo baseadas nela.

Ego sum via et veritas et vita. (São João: 14,6)

Do politicamente correcto e do medo de defendermos a verdade, libera nos Domine!

sexta-feira, 27 de março de 2009

A perversidade desta gente não tem limites


"A caixa de correio do Vaticano vai receber dezenas de milhares de preservativos como forma de protesto pelas recentes declarações do Papa Bento XVI, em África, contra o uso do preservativo para combater a Sida.

Os organizadores, um grupo de italianos registados na rede social «Facebook», asseguram que, esta sexta-feira, 60 mil pessoas enviarão preservativos para o Vaticano, noticia o Jornal 20 minutos.

No entanto, os números podem chegar aos milhões, tendo em conta que outros grupos de todo o mundo de redes sociais similares se propuseram a participar. Cada pessoa enviará um preservativo para a Casa Pontifícia, prevendo-se que cheguem ao destino no primeiro dia de Abril.

O grupo italiano entende que esta é «uma provocação pacífica realizada por gente jovem, que são provavelmente os mais afectados por este problema, o das doenças sexualmente transmissíveis». A campanha iniciou em Itália, mas alargou-se a toda a Europa, a países como a França, Reino Unido, Alemanha, Áustria e Bulgária."


A ser uma notícia verdadeira, resta lamentar este pântano de lodo e lixo social que vivemos. Os referidos grupos ainda têm o descaramento de dizer que é "uma provocação pacífica realizada por gente jovem, que são provavelmente os mais afectados por este problema, o das doenças sexualmente transmissíveis".

A ser assim, de quem é a culpa? Do Santo Padre? Da Igreja Católica? Os grandes culpados da proliferação da SIDA e das outras IST's são estes grupos de cultuadores do sexo, que vêem o látex como o salvador do mundo.

"Provocação pacífica"? Não. Provocação ordinária, reles e infantil, típica de gente mal formada (e informada), que exalta a promiscuidade e o sexo livre e têm aversão à castidade, à fidelidade, à decência, à pureza e à relação sexual como acto unitivo e procriativo (e não meramente recreativo!) entre homem e mulher.
O único remédio realmente eficaz para a SIDA são os valores morais e cristãos, estes sim realmente dignos do ser humano. No lugar da (des)educação sexual obrigatória, devia ser obrigatória uma educação moral. Assim, evitar-se-ia que as crianças deste país crescessem sem valores, sem regras, onde tudo é tido como normal:
- como os assassínios de seres humanos dentro das barrigas das mães, sem que ninguém seja penalizado por isso (vergonhosamente já tido como normal);

- como o facto de um um "casal" poder ser formado por duas (ou mais, sabe-se lá!) pessoas do mesmo sexo;

- como o ser normal ter duas mães e/ou dois pais (ou três, ou quatro...);
- como ser normal matar velhinhos e/ou incapacitados porque o sofrimento não dignifica ninguém...
- etc...

É neste contexto deprimente, vazio, desumano, indigno da natureza humana, sem Deus, sem valores, sem Fé que as nossas futuras crianças vão crescer? Se um dia as deixarem crescer...
Tenho medo por elas...

Poderão não ter de saber a História de Portugal, o Catecismo ou os valores morais e universais que dignificam o ser humano. Poderão não ter de saber a importância da fidelidade ou o que é verdadeiramente um casamento.

Mas vão ser obrigados a saber, desde muito cedo, como colocar uma borracha pelo pénis abaixo, como recorrer a químicos para as meninas se tornarem temporariamente estéreis, como descobrir a "orientação" sexual ou como se livrar de um filho sem peso na consciência e ninguém os responsabilizar por isso.

Triste futuro o delas...

Triste para nós, vergonhoso para a sociedade e, acima de tudo, ofensivo para Deus...
Mãe da Igreja, abençoai o Santo Padre Bento XVI, gloriosa e valentemente reinante!

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis!

Sancta Maria, Mater Castissima, ora pro nobis!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Contra a heresia modernista

Eu, João, firmemente abraço e aceito cada uma e todas as definições feitas e declaradas pela autoridade inerrante da Igreja, especialmente estas verdades principais que são directamente opostas aos erros destes dias.

Antes de mais nada eu professo que Deus, a origem e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão a partir do mundo criado (Cf Rom. 1,90), ou seja, dos trabalhos visíveis da Criação, como uma causa a partir de seus efeitos, e que, portanto, Sua existência também pode ser demonstrada.

Segundo: eu aceito e reconheço as provas exteriores da revelação, ou seja, os actos divinos e especialmente os milagres e profecias como os sinais mais seguros da origem divina da Religião cristã e considero estas mesmas provas bem adaptadas à compreensão de todas as eras e de todos os homens, até mesmo os de agora.

Terceiro, eu acredito com fé igualmente firme que a Igreja, Guardiã e mestra da Palavra Revelada, foi instituída pessoalmente pelo Cristo histórico e real quando Ele viveu entre nós, e que a Igreja foi construída sobre Pedro, o príncipe da hierarquia apostólica, e seus sucessores pela duração dos tempos.

Quarto: eu sinceramente mantenho que a Doutrina da Fé nos foi trazida desde os Apóstolos pelos Padres ortodoxos com exactamente o mesmo significado e sempre com o mesmo propósito. Assim sendo, eu rejeito inteiramente a falsa representação herética de que os dogmas evoluem e se modificam de um significado para outro diferente do que a Igreja antes manteve. Condeno também todo erro segundo o qual, no lugar do divino Depósito que foi confiado à esposa de Cristo para que ela o guardasse, há apenas uma invenção filosófica ou produto de consciência humana que foi gradualmente desenvolvida pelo esforço humano e continuará a se desenvolver indefinidamente.

Quinto: eu mantenho com certeza e confesso sinceramente que a Fé não é um sentimento cego de religião que se alevanta das profundezas do subconsciente pelo impulso do coração e pela moção da vontade treinada para a moralidade, mas um genuíno assentimento da inteligência com a Verdade recebida oralmente de uma fonte externa. Por este assentimento, devido à autoridade do Deus supremamente verdadeiro, acreditamos ser Verdade o que foi revelado e atestado por um Deus pessoal, nosso Criador e Senhor.

Além disso, com a devida reverência, eu me submeto e adiro com todo o meu coração às condenações, declarações e todas as proibições contidas na encíclica Pascendi e no decreto Lamentabili, especialmente as que dizem respeito ao que é conhecido como a história dos dogmas.

Também rejeito o erro daqueles que dizem que a Fé mantida pela Igreja pode contradizer a história, e que os dogmas católicos, no sentido em que são agora entendidos, são irreconciliáveis com uma visão mais realista das origens da Religião cristã.

Também condeno e rejeito a opinião dos que dizem que um cristão erudito assume uma dupla personalidade - a de um crente e ao mesmo tempo a de um historiador, como se fosse permissível a um historiador manter coisas que contradizem a Fé do crente, ou estabelecer premissas que, desde que não haja negação directa dos dogmas, levariam à conclusão de que os dogmas são falsos ou duvidosos.

Do mesmo modo, eu rejeito o método de julgar e interpretar a Sagrada Escritura que, afastando-se da Tradição da Igreja, da analogia da Fé e das normas da Sé Apostólica, abraça as falsas representações dos racionalistas e sem prudência ou restrição adopta a crítica textual como norma única e suprema.

Além disso, eu rejeito a opinião dos que mantém que um professor ensinando ou escrevendo sobre um assunto histórico-teológico deve antes colocar de lado qualquer opinião preconcebida sobre a origem sobrenatural da Tradição católica ou a promessa divina de ajudar a preservar para sempre toda a Verdade Revelada; e que ele deveria então interpretar os escritos dos Padres apenas por princípios científicos, excluindo toda autoridade sagrada, e com a mesma liberdade de julgamento que é comum na investigação de todos os documentos históricos profanos.

Finalmente, declaro que sou completamente oposto ao erro dos modernistas, que mantém nada haver de divino na Tradição sagrada; ou, o que é muito pior, dizer que há, mas em um sentido panteísta, com o resultado de nada restar a não ser este facto simples - a colocar no mesmo plano com os fatos comuns da história - o fato, precisamente, de que um grupo de homens, por seu próprio trabalho, talento e qualidades continuaram ao longo dos tempos subsequentes uma escola iniciada por Cristo e por Seus Apóstolos.

Prometo que manterei todos estes artigos fielmente, inteiramente e sinceramente e os guardarei invioladas, sem me desviar em nenhuma maneira por palavras ou por escrito. Isto eu prometo, assim eu juro, para isso Deus me ajude, e os Santos Evagelhos de Deus que agora toco com minha mão.

(Juramento de São Pio X contra o Modernismo, 01 de Setembro de 1910)


Infelizmente, por existirem nos dias de hoje muitos bispos, sacerdotes e teólogos que se dizem "católicos" que defendem uma doutrina pessoal,muito pouco ou nada católica, - exemplo das tristes e covardes opiniões de D. Januário no que respeita ao uso do preservativo ou de tantos sacerdotes e leigos que opinaram hereticamente relativamente à matança dos bebés gémeos no ventre da menina, sua mãe, no Brasil - torna-se inevitável abordar a questão do modernismo. O modernismo é uma heresia nascida no século XIX, espalhando-se depressa no universo católico, e que foi denunciada e combatida desde muito cedo por Papas como São Pio X (1835-1914), que inclusive fez promulgar o Juramento Anti-Modernista que deveria ser feito por todo e qualquer sacerdote católico. Na encíclica Pascendi Domini Grecis, Pio X classifica o modernismo como a síntese de todas as heresias.

Então, não é assim tão estranho que um católico que o queira ser verdadeiramente, que se esforce por cumprir o que a Santa Igreja recomenda, nos dias de hoje, seja atacado por todos os lados. O modernismo virou "moda" e quem dele se afastar é rotulado de todos os defeitos e mais alguns.

Por isso, não de estranhar que o mundo paganizado em que vivemos se revolte contra a Igreja e contra o Santo Padre quando ele afirma, gloriosa e valentemente a Verdade da Fé Católica. E tantas vezes que o Santo Padre Bento XVI suporta pacientemente a ira do mundo...

℣. Oremus pro Pontifice nostro Benedicto.
℟. Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra,et non tradat eum in animam inimicorum eius.

℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam.

Oremus.
Deus, omnium fidelium pastor et rector, famulum tuum Benedictum, quem pastorem Ecclesiae tuae praeesse voluisti, propitius respice: da ei, quaesumus, verbo et exemplo, quibus praeest, proficere: ut ad vitam, una cum grege sibi credito, perveniat sempiternam.
Per Christum, Dominum nostrum.
℟. Amen.

Mater Ecclesiae, ora pro nobis!

Da heresia modernista, libera nos Domine!
Do mundo, do Demónio e da Carne, libera nos Domine!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Sem papas na língua para dizer a verdade!

"A prostituição eclesiástica e a Paixão do Papa"

"1. Haverá aí alguém que não tenha ouvido falar num Bispo, até há pouco desconhecido, chamado Williamson? Creio que ninguém ignorará o grande clamor que se levantou por todo o mundo e mesmo na Igreja a propósito das suas disparatadas, ingénuas ou imbecis, maliciosas ou simplesmente apatetadas, afirmações sobre o holocausto perpetrado pelos nazis ao povo judeu. É fácil de compreender a grave apreensão que esse pronunciamento público provocou, principalmente nos sobreviventes e familiares dos que padeceram e morreram vítimas daquela monstruosa injustiça. Se hoje é ponto assente, não subsistindo dúvidas, sobre a enormidade e extensão daquele genocídio maquiavélico, entende-se também, muito bem, a perigosidade de tais declarações, uma vez que poderá contribuir, em certa medida, para gerar ou incrementar movimentos anti-semitas que advoguem que tudo não tenha passado de um delírio ou de uma propaganda dolosa, por parte desse povo, com objectivos inconfessáveis. Concebida a suspeita, a desconfiança, e com esta a hostilidade, tende a crescer dando à luz desentendimentos, discórdias, agressividades, perseguições, etc.

No entanto, tanto quanto nos é dado saber, este Bispo, que recordemo-nos está suspenso a divinis, nunca promoveu a ideologia nazi, aceitando plenamente as pesadas e implacáveis condenações que da mesma fizeram os Papas Pio XI e Pio XII, e nunca matou nenhum judeu.

Nos dias de hoje há um outro holocausto – a palavra é do Papa João Paulo II – o do aborto. Este genocídio foi advogado, propagandeado, promovido e votado por muitos que várias instituições católicas, desde a RR à UCP, têm como colaboradores ou convidados a debater e palestrar sobre os mais variados assuntos, inclusive acerca da licitude deste crime que João Paulo II classificou como o mais perverso e abominável.

O Bispo Williamson nunca, mas mesmo nunca, seria convidado ou autorizado a palestrar sobre qualquer tema, mesmo que fosse o do amor aos inimigos, como o são os promotores do holocausto contemporâneo.

Parece-me, pois, que isto só poderá significar o seguinte: quem manda na Igreja em Portugal não se rege por princípios e valores, mas pela popularidade e benefícios que pode ganhar. O que me leva a concluir que se o anti-semitismo estivesse de moda, contasse com maiorias, tivesse a comunicação social a seu favor e mandasse no estado, o Bispo Williamson e outros como ele, talvez mesmo Goebbels, caso fosse vivo, seguramente teriam as mesmas atenções e gozariam da mesma presença na RR, na UCP e em outras instituições da Igreja. As Sagradas Escrituras ao indicarem este tipo de comportamento chamam-lhe prostituição.

2. O Papa Bento XVI tem aquele traço que caracterizava Jesus Cristo, de Quem é vigário na Terra. Quando ensina, pela palavra ou pelo exemplo, desencadeia vendavais. Foi o que aconteceu agora, mais uma vez, a propósito de preservativo. Porque disse a verdade, a comunidade internacional, constituída por políticos, grandes multinacionais farmacêuticas, comunicação social, membros da hierarquia da Igreja, movimentos de controlo demográfico, instituições eugenistas, etc., formaram furacões, cuja característica parece ser a de, por incapacidade de se abrirem para irem ao encontro do outro, rodopiarem sobre si mesmos levando a destruição e desolação a toda a parte. O Santo Padre foi, de novo, flagelado pelos grandes deste mundo, acusado injustamente, condenado na praça pública. O semanário português Expresso ultrapassou ignobilmente em infâmia os algozes que coroaram Cristo de espinhos, ao encapuzar o representante do mesmo Cristo com aquele látex posto ao serviço da promiscuidade imunda que domina grande parte do mundo.

O Norte e o Ocidente rasgaram hipocritamente as faustosas e luxuriosas vestes arguindo o Papa de ser responsável por um genocídio sexual, como se a castidade e a fidelidade no matrimónio pudessem liquidar alguém! Este mesmo multimilionário Noroeste que atulha África de preservativos mas que é incapaz de auxiliar esse continente num verdadeiro combate à malária que mata muito mais que a sida; que ignora as mães que têm de andar 40 quilómetros a pé para arranjarem uma aspirina para o seu filho doente, ou 10 quilómetros para irem buscar água; que assistiu impávido e sereno aquele tenebroso e imenso genocídio do Ruanda. Este Noroeste que censura a informação verdadeira e cientificamente comprovada do incentivo à promiscuidade que as suas campanhas do látex imundo têm promovido com o consequente aumento exponencial das doenças sexualmente transmissíveis, algumas incuráveis e outras mais mortais que a sida. Em 20 anos, por exemplo, nos USA elas subiram de três para cerca de vinte. O preservativos é incapaz de deter o vírus do papiloma humano (HPV) que é responsável por muito mais mortes que a sida. E o vírus desta, com o decorrer do tempo, acabará inevitavelmente, mesmo com o uso consistente do preservativo, em virtude do chamado “efeito roleta russa”, por contagiar quem o usa. Isto quem o afirma não é a Igreja mas sim a IPPF a maior organização não governamental do mundo que se dedica ao incentivo do aborto, da promiscuidade sexual, da contracepção e do preservativo.

Não por acaso Edward C. Green, Director do projecto de investigação sobre a sida do Centro de Estudos, da Universidade de Harvard (USA), para a População e Desenvolvimento veio a terreno defender o Papa Bento XVI: “O Papa tem razão, ou dito de outra maneira, as melhores provas que temos estão de acordo, suportam, as palavras do Papa”. E continuou “ os nossos estudos, incluindo o US – funded Demographic Healt Surveys’, mostram uma associação consistente entre a maior disponibilidade e uso de preservativos e uma taxa mais alta (não mais baixa) de infecção por HIV.”

Os médicos que trabalham em África sabem-no bem. Em entrevistas, por estes dias, ao Avvennire afirmaram categoricamente que não é possível diminuir o contágio sem uma alteração radical dos comportamentos. E que só onde ela se deu é que se verificou uma diminuição substancial do mesmo. Sendo porventura os exemplos mais eloquentes o Uganda, em África, e as Filipinas, no Pacífico.

Acima falei de vendaval e logo a seguir dos furacões. Espero que não se tenha entendido que eu atribuía a responsabilidade por estes últimos ao Santo Padre. Não! Estes devastadores como são devem ser atribuídos ao império que as potestades malignas exercem sobre os grandes deste mundo. Os vendavais, pelo contrário, são causados pelo Espírito Santo, como no Pentecostes, e suscitam conversões e adesão a Jesus Cristo e à Sua Igreja. É isso mesmo que verificamos com o Papa Bento XVI. Bem podem as autoridades mundanas e algumas eclesiásticas arreganhar-lhe o dente e rosnar-lhe impropérios que o povo simples está com ele e segue-o avidamente, como outrora seguia Jesus."

Nuno Serras Pereira
23. 03. 2009

http://jesus-logos.blogspot.com/search/label/Nuno%20Serras%20Pereira


Oremus pro Pontifice nostro Benedicto.
Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius.


Mater Ecclesiae, ora pro nobis!

terça-feira, 24 de março de 2009

"Ai de vós que ao mal chamais bem, e ao bem, mal, que tomais as trevas por luz" (Is. 5, 20)

Chega-me hoje a notícia de que o clérigo argentino Monsenhor Hugo Santiago, membro da Opus Dei e bispo da diocese de Santo Tomé, pode estar no centro de uma polémica por ter dito que "a homossexualidade é uma doença que pode ser tratada e curada", durante uma homilia perante milhares de fiéis católicos.

(Pode e deve ser tratada, acrescento eu.)

"Como padres e educadores estaremos fracassando em uma verdadeira educação para o amor ao permitir que prevaleça a sensualidade, porque se estará submetendo os nossos jovens ao hábito de relações superficiais e efémeras, cujo fruto não poderá ser outro que o de matrimónios separados e filhos órfãos", disse Monsenhor Santiago.

O bispo, de 55 anos, pediu aos fiéis para "assumirem o compromisso de recuperar o sentido moral, ético e o poder de discernir com claridade o que está bem e o que está mal", já que "somente assim a sociedade será ordenada outra vez segundo Deus e haverá paz."

Grande Monsenhor Santiago! Para completar esta brilhante intervenção de Monsenhor Santiago, faço aqui um parêntesis à notícia para aconselhar dos óptimos livros:
“Auto-piedade neurótica e Terapia anti-Queixa”, de Guerárd Van Den Aardweg e“A Batalha pela Normalidade Sexual”, do mesmo autor.
Dois livros, entre outros, que já ajudaram inúmeros homossexuais a viverem uma vida digna e casta, dentro da sua condição. São também muito bons para serem lidos por Psicólogos e profissionais ligados ao ramos da Saúde e Psicologia.
Dentro do mesmo propósito, transcrevo aqui uma entrevista feita ao Cardeal Pujats, Arcebispo de Riga, capital da Letónia, onde ele esclarece o problema do homossexualismo, indica meios para lutar contra essa prática pecaminosa, perversa e indigna do ser humano e expõe as razões pelas quais ele a combate, pois não se trata de uma orientação sexual, mas de perversão sexual.

Sua Eminência o Cardeal Pujats é um baluarte na luta contra a difusão do homossexualismo, actuando publicamente contra as nauseantes e desumanas "gays parades" e apelando ao governo para que proíba tais manifestações. Seria o mínimo que qualquer país decente e civilizado devia fazer.


Fonte: Revista Catolicismo

Catolicismo - O que favorece a expansão do homossexualismo?

Cardeal Pujats - De um lado, o homossexualismo é favorecido pelo enorme culto do sexo, que se propaga através dos meios modernos de comunicação, e também pelo facto de que esse vício tem sido até oficialmente promovido em alguns países, em nome dos mal-entendidos “direitos do homem”. De outro lado, o caminho para o homossexualismo é aberto pela falta de fé e pelo empedernimento moral de grande parte da sociedade.

Catolicismo - Por que tantas pessoas são indiferentes diante da expansão do homossexualismo?

Cardeal Pujats - Sobretudo são indiferentes a esse problema os que não crêem em Deus, como também os cristãos que não consideram a sua fé como algo importante.
Por que procedem assim? Exemplifico com a situação em meu país. No governo, todo um grupo de pessoas depende financeira ou administrativamente de um só indivíduo. Sentindo-se elas pressionadas, ou ficam do lado do superior ou - no melhor dos casos - calam-se e manifestam indiferença, embora no fundo da alma não concordem com esse indivíduo.
No aparelho estatal, mesmo um pequeno grupo de funcionários homossexuais pode facilmente obter o objectivo desejado. Essa questão apresenta-se de modo pior no âmbito judiciário. O regime de opressão da União Soviética era mantido pela recíproca dependência dos funcionários.
Entretanto, aos que crêem em Deus de todo o coração, mas não exercem uma real influência na sociedade, só resta organizar-se e corajosamente dar testemunho de Cristo pelo exemplo de suas vidas, baseadas no cumprimento dos mandamentos divinos. Os diversos sistemas mudam e caem, mas “a verdade divina permanece pelos séculos”, como diz o Livro dos Salmos (Sl. 116,2).
O parlamento da Letónia implementou, em 2005 uma emenda à lei, que estabelece: o Estado “protege o casamento - união entre um homem e uma mulher”.

Catolicismo - Muitos autores conceituados, apoiando-se nas Sagradas Escrituras e no Magistério eclesiástico, nos seus escritos sobre o homossexualismo condenam categoricamente essa prática pecaminosa. São eles entretanto raramente citados, e como consequência muitos católicos assumem posição de tolerância em relação ao problema. De que modo se pode proteger os fiéis em face desse perigo?


Cardeal Pujats - O clero tem a obrigação de, citando a Bíblia, lembrar aos fiéis que a Sagrada Escritura condena toda sorte de impurezas. Apoiando-se na Bíblia, podem-se tirar conclusões preliminares para que os fiéis se orientem melhor sobre o que pode e o que não pode ser tolerado.
Devemos pregar que o Direito divino e a Lei natural são estáveis e imutáveis. O que muda é a posição das pessoas e dos parlamentos e o direito que eles criam. Por isso, nenhum legislativo pode eliminar o Decálogo, porque ele se apoia no Direito natural, garantindo a existência da sociedade. Devemos falar que não é permitido extirpar o limite entre o bem e o mal, entre o que é permitido e o que é proibido, claramente estabelecido pela Lei divina. Finalmente, devemos asseverar que o homossexualismo é um vício que se contrai, podendo ser comparado com a dependência de drogas, o alcoolismo, o fumo, etc., razão pela qual os que o praticam não podem pretender serem tratados como uma “minoria”. Devemos dizer que a perversão sexual não pode ser tolerada na esfera pública, para que tal desordem não se transforme em um mau exemplo para toda a sociedade. Se alguém tem inclinações para o vício, este deve ser disciplinado e tratado. Não se pode legalizá-lo ou protegê-lo, invocando a noção erradamente aplicada de direitos humanos. O homossexualismo não é uma orientação sexual, mas uma perversão sexual.

Catolicismo - Cada vez que a Igreja protesta contra leis que favorecem o homossexualismo, surge a objecção de que ela se imiscui em política. O que V. Eminência diria sobre tal acusação?

Cardeal Pujats - A Igreja tem o direito de protestar, se o Estado impõe o homossexualismo. A Religião e a Moral constituem uma específica esfera de sua competência. Condenando o homossexualismo, a Igreja não ultrapassa pois o limite de sua competência. Ao contrário, são os governos e parlamentos que extrapolam suas competências, tentando alterar os mandamentos divinos e o conceito de virtude e de vício.
Além disso, os acordos realizados pela Santa Sé com os governos de muitos países garantem à Igreja a liberdade de expressão. E também concedem aos fiéis “a possibilidade de livre criação e divulgação de iniciativas sociais, culturais e educacionais, que têm origem nos princípios da fé cristã” (Concordata da Santa Sé com a Letónia, item 9).
O princípio da separação entre o Estado e a Igreja indica unicamente as competências de ambas as partes. Em alguns países, os membros da Igreja católica constituem a maioria dos cidadãos. Poderá o Estado existir, se tais cidadãos forem separados dele de modo artificial? Tanto os fiéis em geral como os bispos são cidadãos de seu respectivo país, com todos os direitos que disso derivam. E também desfrutam o direito de protestar contra leis imorais.

Catolicismo - Como reacção contra pressões do lobby homossexual do exterior, na Letónia foi votada uma lei estabelecendo que o casamento é a união exclusiva entre um homem e uma mulher. De que modo os letões protestam contra a pressão da União Europeia a favor da propagação do homossexualismo?

Cardeal Pujats - Diante da crescente pressão da propaganda homossexual, o parlamento da Letónia estatuiu, em 2005, uma emenda à lei, que estabelece: o Estado “protege o casamento ­- união entre um homem e uma mulher”, excluindo assim o reconhecimento legal da coabitação homossexual. Um factor importante na luta contra essa perversão sexual na Letónia é a voz comum de todos nessas questões morais. Justamente por isso, no dia 13 de Fevereiro de 2007 o primeiro-ministro rejeitou o projecto de lei apresentado ao parlamento pelos homossexuais.
Praticamente desapareceram as iniciativas de organizar em Riga “paradas homossexuais”. Em seu lugar, os cristãos organizam no Verão a Festa da Família, através de uma solene marcha pelas ruas da capital. Há também um concerto e entrega de prémios às famílias que se destacam. Os cristãos utilizam-se também da televisão, rádio e imprensa leiga, que é simpática à Igreja.
Quando os homossexuais prepararam e apresentaram ao parlamento seu projecto, os professores de 200 escolas encaminharam ao primeiro-ministro uma carta de protesto. Durante um mês os fiéis das paróquias recolheram mais de 17.000 assinaturas pedindo que o parlamento rejeitasse os projectos de lei que favorecem os homossexuais.

Catolicismo - Nos meios de informação apareceram artigos favoráveis aos homossexuais, mas nada se escreveu sobre esta parte da sociedade que decididamente se opõe ao homossexualismo. V. Eminência pode explicar isso?

Cardeal Pujats - A afirmação de que a maioria absoluta da sociedade se manifesta pela família normal não é nenhuma novidade. Donde também a posição da maioria não despertar o interesse da imprensa. Como o homossexualismo se liga a escândalo, é pretexto para, de tempos em tempos, aparecer no centro das atenções dos meios de informação.
Nesse assunto, é curioso o seguinte: analisando essa questão, não se procura a essência, mas a priori se anuncia que os homossexuais constituem uma “minoria” discriminada. Neste caso, a condição de “minoria”, com leis especiais, justificaria automaticamente serem recebidas em todos os ambientes pessoas que praticam algum vício, tais como o uso de drogas e o alcoolismo.
Para debelar as trevas, é necessário a luz. Sobretudo é preciso seguir este ideal: “Bem-aventurados os puros de coração, pois eles verão a Deus” (Mateus 5,8).

Catolicismo - Há alguns meses a imprensa liberal polaca criticou V. Eminência pelo modo de combater o homossexualismo. Aparecem também opiniões no sentido de que é melhor silenciar, pois com o silêncio evita-se popularidade para os meios homossexuais. Como V. Eminência julga isso?

Cardeal Pujats - Em cada país a situação é diferente. O facto é que o silêncio foi um erro nos países onde o homossexualismo já obtivera direitos. Igualmente na Letónia, a táctica do silêncio não foi apropriada. O homossexualismo não teve aqui sucesso porque encontrou resistência, como já mencionei anteriormente.
É claro, a Igreja condena a violência, mas não é responsável pelo que se passa nas ruas, quando os organizadores de paradas se encontram com opositores. Garantir a ordem nas ruas é competência da polícia.

Catolicismo - Nos Estados Unidos surgiu um movimento que, como resposta à expansão de doenças como a SIDA, promove a castidade, sobretudo entre os jovens. Nas universidades actuam grupos que propagam a abstenção de relações antes do casamento. Infelizmente, por directrizes da UE, a Europa é “forçada” à promoção da imoralidade. Como lutar contra isso?

Cardeal Pujats - Para debelar as trevas, é necessário a luz. É necessário viver de acordo com os ditames da fé, praticando-a pelo menos um dia. Então a luz se acende. Depois um segundo dia…, um terceiro, e assim por diante. O maior bem que se pode oferecer aos cônjuges é a guarda da castidade.
Muito importante é também que na sociedade seja dominante a convicção de que as relações antes do casamento são um mal, da mesma forma como não é preciso hoje convencer ninguém de que o roubo é um ato a ser repudiado.
Deus reservou o prazer sexual aos cônjuges para que criem seus filhos e fortaleçam sua família. As pessoas que coabitam antes de se casarem são simples ladrões do prazer sexual. Aproveitam daquilo que Deus destinou exclusivamente aos cônjuges. Com isso, prejudicam a si mesmos e à sua família, pois nenhum pecado fica sem consequências negativas. Este pecado traz prejuízos também para a sociedade. Se alguém o comete antes do casamento, revela que depois poderá transgredir a lei do matrimónio. É preciso lutar pela pureza antes do casamento, em cada país, pois isso é do interesse da sociedade inteira.

Catolicismo - Na maioria dos casos a prática do homossexualismo tende para uma escalada cada vez maior do desregramento e de uma obsessiva procura de novas sensações, o que constitui a negação das relações existentes no casamento normal. Por que então os homossexuais desejam que suas uniões obtenham o status de casamento, uma vez que elas estão em oposição à essência do mesmo?

Cardeal Pujats - Nessa tendência para a legalização do homossexualismo, na verdade tem-se em vista exclusivamente o reconhecimento da libertinagem pela lei. Quanto às relações homossexuais, é difícil imaginar uma vida feliz onde esse pecado é praticado. Por que então os homossexuais fazem tanta questão de legalizar o pseudo-casamento? Pode-se dizer que o inferno é o lugar de um sofrimento sem limites, mas infelizmente não faltam candidatos que queiram ir para lá.

"Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno" (Mt 24, 41).
Da praga do homossexualismo, libera nos Domine!

Mãe Castíssima, rogai por nós, pelos homossexuais, que saibam viver na santidade, tomando-Vos como modelo perfeitíssimo de castidade e rogai por este país, Vosso filho e vassalo!

Rainha de Portugal, protegei-o das investidas do Demónio. Só tu nos podes salvar!

domingo, 22 de março de 2009

Amar a Igreja Católica é amar a Deus

Nestes dias em que o Santo Padre é incompreendido por tantos 'católicos', atacado por outros tantos, entre os quais Bispos, Sacerdotes e religiosos, já sem contar com os inimigos externos que o apedrejam diariamente, urge reflectir sobre a importância de estar com o Papa.

Estar com o Santo Padre é estar com a Igreja, e estar com a Igreja é estar com Deus. É IMPOSSÍVEL ser católico e não aceitar a Doutrina da Igreja e/ou a autoridade do Santo Padre. O mundo não compreende a Igreja porque está fechado em si mesmo. Está mergulhado no lodo e na lama, na escuridão. Por isso, como diz o Evangelho de hoje, o mundo não suporta a Luz, porque esta denuncia as suas más obras.

Quem acredita n'Ele, não está condenado; quem não acredita, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus. A causa da condeção é esta: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas acções eram más. Quem pratica o mal, tem ódio da luz, e não se aproxima da luz, para que suas acções não sejam desmascaradas. (São João, 3, 14-21)

É notória e tão facilmente detectável a maldade, falsidade e a preversidade do mundo! Basta estar atento às críticas que se fazem à Igreja. Aquilo que é condenado pela Igreja Católica aparece mascarado de bom pelo mundo, mas ao ser iluminado pela Luz de Deus, faz uivar os adeptos das preversões, pois estes, por estarem constantemente mergulhados na escuridão (ainda que se achem na posse da Verdade e no maior dos Iluminismos) não suportam a Luz Verdadeira, anunciada pela Igreja Católica, sendo esta a única detentora da Verdade pela qual somos detidos.

Enfim, já digo como o outro:

MAS QUE GENTE IGNORANTE!...

Sobre o amor à Igreja e ao Santo Padre, fala-nos sabia e brilhantemente São Josemaria Escrivá:

"A suprema potestade do Romano Pontífice e a sua infalibilidade, quando fala ex cathedra, não são uma invenção humana, pois baseiam-se na explícita vontade fundacional de Cristo. Que pouco sentido tem enfrentar o governo do Papa com o dos bispos, ou reduzir a validade do Magistério pontifício ao consentimento dos fiéis! Nada mais alheio à Igreja do que o equilíbrio de poderes; não nos servem esquemas humanos, por mais atractivos ou funcionais que sejam.

Ninguém na Igreja goza por si mesmo de potestade absoluta, enquanto homem; na Igreja não há outro chefe além de Cristo; e Cristo quis constituir um Vigário seu - o Romano Pontífice - para a sua Esposa peregrina nesta terra. A Igreja é Apostólica por constituição: a que verdadeiramente é e se chama Católica, deve ao mesmo tempo brilhar pela prerrogativa da unidade, santidade e sucessão apostólica. Assim, a Igreja é Una, com unidade esclarecida e perfeita de toda a terra e de todas as nações, com aquela unidade da qual é princípio, raiz e origem indefectível a suprema autoridade e mais excelente primazia do bem-aventurado Pedro, príncipe dos Apóstolos, e dos seus sucessores na cátedra romana.

E não existe outra Igreja Católica, senão aquela que, edificada sobre o único Pedro, se levanta pela unidade da fé e pela caridade num único corpo conexo e compacto.Contribuímos para tornar mais evidente essa apostolicidade aos olhos de todos, manifestando com requintada fidelidade a união com o Papa, que é união com Pedro. O amor ao Romano Pontífice há-de ser em nós uma formosa paixão, porque nele vemos a Cristo. Se tivermos intimidade com o Senhor na nossa oração, caminharemos com um olhar desanuviado que nos permitirá distinguir, mesmo nos acontecimentos que às vezes não compreendemos ou que nos causam pranto ou dor, a acção do Espírito Santo."

"Na Igreja está a nossa salvação. Não podemos esquecer que a Igreja é muito mais do que um caminho de salvação: é o único caminho. Ora isto não foi inventado pelos homens, mas foi Cristo quem assim dispôs: o que crer e for baptizado, será salvo; o que, porém, não crer, será condenado. Por isso se afirma que a Igreja é necessária, com necessidade de meio, para nos salvarmos. Já no século II Orígenes escrevia: se alguém quer salvar-se, venha a esta casa, para que possa consegui-lo...

Que ninguém se engane a si mesmo: fora desta casa, isto é, fora da Igreja, ninguém se salva. E São Cipriano: se alguém tivesse escapado (do dilúvio) fora da arca de Noé, então poderíamos admitir que quem abandona a Igreja pode escapar da condenação.

Extra Ecclesiam, nulla salus.

É o aviso contínuo dos Padres: fora da Igreja católica pode encontrar-se tudo - admite Santo Agostinho - menos a salvação. Pode ter-se honra, pode haver Sacramentos, pode cantar-se o "Aleluia", pode responder-se "Amen", pode defender-se o Evangelho, pode ter-se fé no Pai, no Filho e no Espírito Santo e, inclusivamente, até pregá-la. Mas nunca, se não for na Igreja Católica, pode encontrar-se a salvação.

No entanto, como se lamentava Pio XII há pouco mais de vinte anos, alguns reduzem a uma fórmula vã a necessidade de pertencer à Igreja verdadeira para alcançar a salvação eterna. Este dogma de fé integra a base da actividade corredentora da Igreja, é o fundamento da grave responsabilidade apostólica dos cristãos.

Entre os mandatos expressos de Cristo determina-se categoricamente o de nos incorporarmos no Seu Corpo Místico pelo Baptismo. E o nosso Salvador não só promulgou o mandamento de que todos entrassem na Igreja, mas estabeleceu também que a Igreja fosse meio de salvação, sem a qual ninguém pode chegar ao reino da glória celestial.

É de fé que quem não pertence à Igreja não se salva; e que quem se não baptiza não ingressa na Igreja. A justificação, depois da promulgação do Evangelho, não pode verificar-se sem o lavacro da regeneração ou o seu desejo, estabelece o Concilio de Trento."

(Livro Amar a Igreja, pontos 13 e 24)

São Josemaria, rogai por nós!

Mãe da Igreja, abençoai o Santo Padre Bento XVI, orgulho dos verdadeiros filhos da Igreja, dos católicos dignos desse nome! Olhai para a Barca de Pedro, que mete água por todos os lados! Dai força ao Santo Padre para a conduzir a bom porto, longe do mar impetuoso do mundo. Por Deus, contra o mundo!

Do Mundo, do Demónio e da Carne, libera nos Domine!

Viva Sua Santidade Bento XVI!

sábado, 21 de março de 2009

Domingo IV da Quaresma - 22 de Março de 2009 - Ano B

LEITURA I

Leitura do Segundo Livro das Crónicas (2 Cr 36,14-16.19-23)

Naqueles dias, todos os príncipes dos sacerdotes e o povo multiplicaram as suas infidelidades, imitando os costumes abomináveis das nações pagãs, e profanaram o templo que o Senhor tinha consagrado para Si em Jerusalém. O Senhor, Deus de seus pais, desde o princípio e sem cessar, enviou-lhes mensageiros, pois queria poupar o povo e a sua própria morada.
Mas eles escarneciam dos mensageiros de Deus, desprezavam as suas palavras e riam-se dos profetas, a tal ponto que deixou de haver remédio, perante a indignação do Senhor contra o seu povo.
Os caldeus incendiaram o templo de Deus, demoliram as muralhas de Jerusalém.
Lançaram fogo aos seus palácios e destruíram todos os objectos preciosos.
O rei dos caldeus deportou para Babilónia todos os que tinham escapado ao fio da espada; e foram escravos deles e de seus filhos, até que se estabeleceu o reino dos persas.
Assim se cumpriu o que o Senhor anunciara pela boca de Jeremias:
«Enquanto o país não descontou os seus sábados, esteve num sábado contínuo, durante todo o tempo da sua desolação, até que se completaram setenta anos».
No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, para se cumprir a palavra do Senhor, pronunciada pela boca de Jeremias, o Senhor inspirou Ciro, rei da Pérsia, que mandou publicar, em todo o seu reino, de viva voz e por escrito, a seguinte proclamação:
«Assim fala Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, Deus do Céu, deu-me todos os reinos da terra e Ele próprio me confiou o encargo de Lhe construir um templo em Jerusalém, na terra de Judá.
Quem de entre vós fizer parte do seu povo ponha-se a caminho e que Deus esteja com ele».


SALMO RESPONSORIAL - Salmo 136 (137)

Se eu me não lembrar de ti, Jerusalém, fique presa a minha língua.

Sobre os rios de Babilónia nos sentámos a chorar,
Com saudades de Sião.
Nos salgueiros das suas margens,
dependurámos nossas harpas.

Aqueles que nos levaram cativos
queriam ouvir os nossos cânticos
e os nossos opressores uma canção de alegria:
«Cantai-nos um cântico de Sião».

Como poderíamos nós cantar um cântico do Senhor
em terra estrangeira?
Se eu me esquecer de ti, Jerusalém,
esquecida fique a minha mão direita.

Apegue-se-me a língua ao paladar,
se não me lembrar de ti,
se não fizer de Jerusalém
a maior das minhas alegrias.


LEITURA II

Leitura da Epístola do Apóstolo São Paulo aos Efésios (Ef 2,4-10)

Irmãos: Deus, que é rico em misericórdia, pela grande caridade com que nos amou, a nós, que estávamos mortos por causa dos nossos pecados, restituiu-nos à vida em Cristo– é pela graça que fostes salvos –e com Ele nos ressuscitou e nos fez sentar nos Céus com Cristo Jesus, para mostrar aos séculos futurosa abundante riqueza da sua graça e da sua bondade para connosco, em Cristo Jesus.
De facto, é pela graça que fostes salvos, por meio da fé. A salvação não vem de vós: é dom de Deus. Não se deve às obras: ninguém se pode gloriar.
Na verdade, nós somos obra sua, criados em Cristo Jesus, em vista das boas obras que Deus de antemão preparou, como caminho que devemos seguir.


EVANGELHO

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 3,14-21)
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos:
«Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou em nome do Filho Unigénito de Deus.
E a causa da condenação é esta: a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras.Todo aquele que pratica más acções odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Em Angola, o Santo Padre condena toda a forma de aborto

O Papa Bento XVI condenou, esta sexta-feira, todas as formas de aborto, e pediu que "África erradique uma vez por todas a corrupção", durante um discurso na sede da presidência angolana em Luanda.
"Como é amarga a ironia daqueles que promovem o aborto entre as curas para a saúde materna. É desconcertante a tese daqueles que acreditam que a eliminação da vida é um assunto de saúde reprodutiva", disse o pontífice, durante um encontro na sede da presidência com o chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.

Bento XVI reiterou a sua posição face ao aborto e mencionou o artigo 14 do Protocolo de Maputo, carta sobre os Direitos da Mulher na África, que entrou em vigor em 2005 e foi ratificada pelos 20 Estados membros.

Nesse artigo o aborto é referido como um dos métodos para regulamentar as políticas reprodutivas.

Notícia Sapo/AFP

Bento XVI, gloriosamente reinante, não nos dá novidade nenhuma. Reitera o que qualquer pessoa inteligente aceita: que o aborto não pode fazer parte de nenhuma política de saúde reprodutiva.

Não é um direito da mulher nem de qualquer outra pessoa.

Não é uma medida terapêutica.

É simplesmente um Holocausto, muito pior que o Holocausto Judeu, mas intra-uterino. Múltiplos assassínios por esses hospitais e clínicas (eufemismo para MATADOUROS) espalhados pelo país e pelo mundo...

Só apetece dizer a quem defende o contrário: DAHH! ACORDEM PARA A VIDA, IGNORANTES!

Da praga do aborto, libera nos Domine!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Solenidade de São José, Esposo Castíssimo da Virgem Santa Maria

Na Solenidade de São José, ouçamos o que São Josemaria Escrivá nos diz acerca deste Glorioso Patriarca:

"Há bastante tempo que gosto de recitar uma comovedora invocação a S. José, que a própria Igreja nos oferece entre as orações preparatória da Missa:

José, varão bem-aventurado e feliz, ao qual foi concedido ver e ouvir a Deus, a Quem muitos reis quiseram ver e ouvir e não viram nem ouviram; e não só vê-Lo e ouvi-Lo mas trazê-Lo nos braços, beijá-Lo, vesti-Lo e guardá-Lo: rogai por nós.

Esta oração servir-nos-á para entrar no último tema que hoje vou tocar: a convivência íntima e carinhosa de José com Jesus. Para S. José, a vida de Jesus foi uma contínua descoberta da sua vocação. Recordámos acima aqueles primeiros anos cheios de circunstâncias aparentemente contraditórias: glorificação e fuga, majestade dos magos e pobreza da gruta, canto dos Anjos e silêncio dos homens.

Quando chega o momento de apresentar o Menino no Templo, José, que leva a modesta oferenda de um par de rolas, vê como Simeão e Ana proclamam que Jesus é o Messias. Seu pai e sua mãe ouviram com admiração, diz S. Lucas. Mais tarde, quando o Menino fica no templo sem que Maria e José o saibam, ao encontrá-Lo de novo depois de O procurarem três dias, o mesmo evangelista narra que se maravilharam.José surpreende-se, José admira-se. Deus vai-lhe revelando os seus desígnios e ele esforça-se por compreendê-los.

Como toda a alma que quer seguir de perto Jesus, descobre logo que não é possível andar com passo ronceiro, que não pode viver da rotina. Porque Deus não se conforma com a estabilidade num nível conseguido, com o descanso no que já se tem. Deus exige continuamente mais e os seus caminhos não são os nossos caminhos humanos. S. José, como nenhum outro homem antes ou depois dele, aprendeu de Jesus a estar atento para conhecer as maravilhas de Deus, a ter a alma e o coração abertos."

(Livro Cristo que passa, ponto 54)


São José,
Ilustre descendente de David,
Luz dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Castíssimo guarda da Virgem,
Pai nutrício do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Jesus,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos trabalhadores,
Glória da vida de família,
Guarda das virgens,
Sustentáculo das famílias,
Alívio dos infelizes,
Esperança dos doentes,
Padroeiro dos moribundos,
Terror dos demónios,
Protector da Santa Igreja,
ora pro nobis!

Palavras de Bento XVI acerca da SIDA e do uso do preservativo

Na grande maioria das vezes, só é noticiado e publicado o que importa para alimentar a polémica e que seja o suficiente para atacar a Santa Igreja. Um fruto do jornalismo rasca.

As palavras do Santo Padre, no seu devido contexto:

"Afirmo que não se pode superar este problema da Sida apenas com frases publicitárias. Se não há ânimo, se os africanos não se entreajudam, não se pode resolver o flagelo com a distribuição de preservativos: pelo contrário, o risco é de aumentar o problema.

A solução só se pode encontrar num duplo empenho: primeiro, uma humanização da sexualidade, isto é, uma renovação espiritual e humana que inclua um novo modo de comportamento das pessoas umas em relação às outras; segundo, uma verdadeira amizade também e sobretudo para com as pessoas que sofrem, a disponibilidade, mesmo com sacrifício, com renúncias pessoais, a estar com os que sofrem.

Reafirmo, pois, esta nossa dupla força de renovação interior do ser humano, de lhe dar uma força espiritual e humana que o leve a um comportamento justo para com o próprio corpo e o corpo dos outros; e reafirmo também esta capacidade de sofrer com os que sofrem, de permanecer presente nas situações de prova. Parece-me ser esta a resposta justa, e a Igreja dá essa resposta, oferecendo assim um contributo muito grande e importante. Agradeço a quantos assim procedem".

Obrigado por ser a voz da Razão, Vossa Santidade Bento XVI, orgulho dos verdadeiros filhos da Santa Igreja Católica Apostólica Romana!

Mãe da Igreja, abençoai o Santo Padre!

Prevenir ou remediar?

"É de excluir, como o Ministério da Igreja repetidamente declarou, a esterilização directa, tanto perpétua como temporária, e tanto do homem como da mulher; é, ainda, de excluir toda acção que, ou em previsão do acto conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação. (...) A doutrina da Igreja está fundamentada sobre a conexão inseparável que Deus quis, e que o homem não pode alterar por iniciativa própria os dois significados do acto conjugal: o significado unitivo e o significado procriador".
(Sua Santidade Paulo VI, na Encíclica Humanae Vitae)

Seria bom que os católicos perdessem menos tempo a ver novelas, a ler horóscopos, a ler revistas cor de rosa e/ou romances de fazer náuseas de tão remelosos que são (ainda que best-sellers), e que se dedicassem à leitura de documentos sérios, às Cartas e Encíclicas Papais e ao Catecismo da Igreja Católica. Talvez se evitassem tantas asneiras e incoerências que dizem por aí...

Hoje, quase todos os meios de comunicação questionam: como é possível que a Igreja não recomende o uso dos preservativos ? "A Igreja nega o óbvio" ; "Igreja contribui para a proliferação da SIDA", etc...tantas baboseiras que por esses jornais e TV's se lêem e se ouvem.

Temos de perceber que a Igreja Católica tem razões muito sérias para recomendar que não se usem os preservativos.

A SIDA transmite-se frequentemente pelas relações sexuais. E ninguém é obrigado a praticá-las com uma pessoa que não se conhece em profundidade. A publicidade enganosa recomenda o uso do preservativo como se a promiscuidade fosse normal. Remediar, em vez de prevenir. O preservativo não previne, remedeia. A chamada Lógica da batata!

Esta publicidade, maldosa e enganosa, convida à promiscuidade sexual, que por sua vez, abre portas para um enfraquecimento da saúde e da força da vontade, a perda de um comportamento social e profissionalmente correcto, a falta de respeito à pessoa humana e, sobretudo, a infidelidade conjugal e a gravidez precoce, da qual não poucas vezes deriva o aborto. (Palavras de Dom Rafael Llano Cifuentes, Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio e Presidente da Comissão Família e Vida da CNBB, em 2003).

Continua o mesmo Bispo:

"As pessoas defendem o “sexo livre”, mas ninguém aceita que a sua esposa, ou o seu marido, tenha relações com um terceiro. Pode-se, intelectualmente, ser favorável às relações sexuais pré-matrimoniais, mas ninguém gosta de que uma filha de quinze anos fique grávida, ou que um filho de quatorze anos seja pai. O fim bom não justifica utilizar meios perversos."
E isto serve também para os falsa e diabolicamente chamados de 'abortos terapêuticos', eutanazismo e afins...

A Igreja aconselha a ter um comportamento decente – porque, não o esqueçamos, a questão consiste em ser simplesmente decente – e deixa a liberdade para que as pessoas tomem a atitude que desejarem: não faz campanha .

Dom Rafael diz ainda:

"NÃO É com preservativos que se solucionarão os problemas da promiscuidade sexual, mas com um trabalho profundo que venha a colocar no lugar que merece o valor da vida, do amor, do sexo, do matrimónio e da família."

E é nessa empreitada que está metida a Igreja. A Igreja não nega o óbvio. A Igreja reconhece o óbvio – a realidade – mas esforça-se por superá-la. Talvez seja a única entidade, em nível mundial, que tem a coragem de chamar as coisas pelo seu verdadeiro nome. "E talvez seja por essa razão que é tão duramente criticada: a luz alegra os olhos sadios e fere os que estão doentes." (Dom Rafael).
Deus Nosso Senhor permita que o mundo perceba que o mal está nos comportamentos imorais e na falta de Fé. Pior que a SIDA, o maior mal do mundo é a a falta de Fé, a negação de Deus e a imoralidade. O resto, bem, o resto é consequência directa destas pragas.

Santa Maria, Mãe castíssima, ora pro nobis!
São José, Esposo Castíssimo de Maria sempre Virgem, ora pro nobis!

quarta-feira, 18 de março de 2009

"Não se resolve o problema da SIDA com a distribuição de preservativos." (Sua Santidade Bento XVI)

Assim fala a voz da Razão, a voz da Igreja, a voz de Deus!

É falso que digam que a Igreja é responsável pela propagação da epidemia da SIDA. Esta foi a frase que mais ouvi hoje.

A Igreja não inventou a SIDA e não obriga os infectados a que tenham relações sexuais. As críticas que se ouvem provêm principalmente desta confusão e do erro inocentemente (ou não!) publicitados pelos media: o facto de não admitirem que a propagação do vírus resulta da promiscuidade sexual!

Como todos sabemos, (ou não!) o preservativo diminui o risco de contrair o síndrome, não sendo 100% eficaz. A ÚNICA medida 100% eficaz é a não-promiscuidade, a castidade e a abstinência.

Se se cumprisse o que a Santa Igreja ensina, não havia as proporções desta doença como as temos hoje. Ou seja:


Relações entre homem e mulher, no contexto de casamento, com um único parceiro e com fins reprodutivos, não sendo necessário, portanto ,o preservativo.


O resto é pura TRETA e é pena que as publicidades e os media continuem a usar e a abusar da Igreja Católica como desculpa para todos os males do mundo.

O pior mal do mundo é a negação e a rejeição de Deus. Esse sim, é o mal por excelência desta sociedade paganizada.

Santa Maria, Mãe Castíssima, ora pro nobis!

Igreja Católica em Espanha defende que a vida humana está menos protegida do que meio ambiente

Segundo o jornal Público, a Igreja Católica espanhola vai lançar uma campanha publicitária contra o aborto onde denuncia que o lince-ibérico está mais protegido do que os embriões humanos.

A campanha é uma reacção à reforma que o Governo quer fazer à lei espanhola da interrupção da gravidez, permitindo a despenalização do aborto livre até às 14 semanas. Até agora, só é legal abortar em Espanha se a saúde da mulher estiver comprometida, caso haja suspeita que o feto tenha alguma malformação ou quando a gravidez tiver sido consequência de uma violação.

Anualmente em Espanha realizam-se mais de 100 mil abortos ilegais.“Tirar a vida a uma pessoa é o atentado maior que se pode cometer”, disse o porta-voz da Conferência Episcopal Espanhola Juan Antonio Martínez Camino. No cartaz central da campanha pode-se ver um bebé ao lado de uma cria de lince ibérico com uma frase por cima que diz “Lince: protegido”. Por baixo da fotografia do bebé está escrita a frase “E eu? Protege a minha vida!”.

“Está certo que se proteja os animais em perigo de extinção, que se proteja a biosfera, mas juntamente com esta sensibilidade maior que temos que ter com a biodiversidade devemos reflectir acerca da necessidade de proteger pelo menos os seres humanos que vão nascer”, sentenciou o porta-voz, citado pelo jornal espanhol “El País”.

Os linces, as tartarugas, os orangotangos, as árvores centenárias da Disneylândia e os pandas (entre muitos outros) são espécies protegidas. Vidas humanas acabadas de se formar são tratadas como tumores e removidas do útero da mãe para irem para o lixo.

É vergonhoso e nojento para uma sociedade que se diz civilizada, mas que deseja viver como perfeitos animais selvagens.

Virgem Santíssima, intercedei por aqueles que não aceitam a vida como dom de Deus. Intercedei pelo arrependimento dos assassinos que se dizem médicos e enfermeiros ao serviço da vida, mas que diariamente servem a morte.
Da praga do aborto, libera nos Domine!

terça-feira, 17 de março de 2009

Um dia em cheio... :)

Um texto de conteúdo dos que aqui têm sido publicados... :)

Hoje acordei bem cedinho e já fazia calor... Pensei em ir à praia... Mas tou no Norte a passar estes dias, e aqui não há praia... Levantei-me, tomei banho, vesti roupa nova (hoje deu-me para isto), fui cortar o cabelo e fui às compras... Comprei dois pares de ténis, um boné e uma camisola... :) Almocei com os meus pais e fui ao café com amigos... Uma tarde nas minis e nos tremoços e nas conversas sobre o bebé da minha melhor amiga, que vem a caminho, sobre as férias, sobre o trabalho, sobre os óculos novos da minha prima, sobre o Benfica e o Sporting (o FCP não teve lugar na conversa...lol), enfim...aquelas coisas que se falam quando não se vêm as pessoas há algum tempo...

Seguiram-se as habituais visitas aos familiares e o lanche em casa de um amigo de infância... A mãe dele fez-nos um lanche com tudo o que mais gostamos :)

Por fim, faço tempo para uma jantarada e um serão numa esplanada de um café...

Assim, sim, um dia em cheio, fantástico, que só faz bem para recarregar baterias e espairecer de muitos turnos seguidos no Hospital... Sim, que amanhã à noite é novo "dia" de trabalho... :)
Até quinta-feira, se Deus quiser!

domingo, 15 de março de 2009

Uma visita ao Santíssimo Sacramento

Depois de um dia de trabalho no Hospital, resolvi alterar a rotina do habitual fim de tarde numa esplanada e fui visitar Nosso Senhor à capela da Adoração ao Santíssimo Sacramento. Um espaço pequenino, onde só há lugar para dois ou três bancos e uma mesa com livros de orações. Ao fundo o altar simples, acima do qual sobressaía o Sacrário. Ali estava Nosso Senhor, o próprio Deus tão perfeitamente real como no Céu. Após a genuflexão diante de tão Real Presença, ajoelhei-me e rezei o Acto de Contrição, seguido da oração que o Anjo ensinou aos Pastorinhos, em Fátima.

Rezei pelo Santo Padre, pelos Bispos e Sacerdotes. Pelos seminaristas, para que não sejam formados bons padres, mas padres santos.

Rezei pelos meus inúmeros pecados, pelos pecadores e em desagravo das ofensas.

Confiei estes país a Nosso Senhor, lembrando-O que a Sua Mãe Santa é nossa Rainha.

Rezei pelas almas do Purgatório, em especial por aquelas que não têm quem se lembre e reze por elas.

Rezei pelos doentes que tenho ao meu cuidado, pelos que estão na fase agónica e pelas suas famílias. Pedi a protecção da Santíssima Virgem para esta fase final da vida. Lembrei-me muito em especial de um marido que connosco hoje desabafou e não percebe como Deus permitiu que a esposa tenha ficado em coma há dois anos... Um senhor que mantém a esperança de um milagre. Falei muito a Nosso Senhor deste marido.

Apetecia-me pedir muitas mais coisas a Jesus ali presente, tão real como há 2000 anos na Terra e como se encontra no Céu, em Corpo, Alma e Divindade.

Mas achei que já estava a abusar...

Fiquei então em silêncio, apenas a olhar o Sacrário. Abri o livrinho que levava comigo e rezei a oração na página que ele se abriu e que passo a transcrever:

Ó meu Jesus, eu Vos adoro em todo o lugar onde habitais sacramentado; Faço-Vos companhia pelos que Vos desprezam; amo-Vos pelos que não Vos amam; desagravo-Vos pelos que Vos ofendem.

Depois de invocar a benção de Deus, levantei-me, genuflecti novamente e saí para a habitual esplanada, já no declínio do dia...
Diz-nos São João Bosco:
"Quereis que o Senhor vos dê muitas graças?
Visitai-o muitas vezes.
Quereis que Ele vos dê poucas graças?
Visitai-o poucas vezes.
Quereis que o demónio vos assalte?
Visitai raramente a Jesus Sacramentado.
Quereis que o demónio fuja de vós?
Visitai a Jesus muitas vezes.
Quereis vencer o demónio?
Refugiai-vos sempre aos pés de Jesus.
Quereis ser vencidos?
Deixai de visitar a Jesus.
Meu caros, a visita é um meio muito necessário para vencer o demónio. Portanto, ide frequentemente visitar Jesus, e o demónio não terá vitória contra vós."

Oração para Adoração ao Santíssimo: Adoro-Te, devote!

(Composta por São Tomas de Aquino, a pedido do papa Urbano IV, em 1263)

"Eu vos adoro devotamente, ó Divindade escondida, que verdadeiramente Se oculta sob estas aparências, a Vós, meu coração submete-se todo inteiro, porque, vos contemplando, tudo desfalece.

A vista, o tacto, o gosto falham com relação a Vós mas, somente em Vos ouvir em tudo creio. Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus, nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.

Na Cruz, estava oculta somente a Vossa Divindade, mas aqui, oculta-se também a Vossa Humanidade. Eu, contudo, crendo e professando ambas, peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.

Não vejo, como Tomé, as Vossas chagas, entretanto, vos confesso meu Senhor e meu Deus. Faça que eu sempre creia mais em Vós, em Vós esperar e Vos amar.

Ó memorial da morte do Senhor, Pão vivo que dá vida aos homens, fazei que minha alma viva de Vós, e que a ela seja sempre doce este saber.

Senhor Jesus, bondoso pelicano, lavai-me, eu que sou imundo, em Vosso sangue, pois uma única gota faz salvar todo o mundo e apagar todo pecado.

Ó Jesus, que velado agora vejo, peço que se realize aquilo que tanto desejo: Que eu veja claramente Vossa face revelada; que eu seja feliz contemplando a Vossa glória.

Amén. "

sábado, 14 de março de 2009

Bento XVI diz que o mundo não compreende o pecado

Noticia a Agência Ecclesia:

Bento XVI escreveu uma mensagem em que defende que o mundo actual não compreende o pecado e perdeu o sentido do mesmo, pelo que é urgente “formar rectamente a consciência” dos crentes.

A mensagem de Bento XVI salienta que, no nosso tempo, "formar rectamente a consciência dos crentes constitui sem duvida uma das prioridades pastorais, porque na medida em que se perde o sentido do pecado, aumentam, infelizmente os sentimentos de culpa que se desejariam eliminar com remédios paliativos insuficientes".

O Papa afirma depois que, para a formação das consciências, contribuem múltiplos e preciosos instrumentos espirituais e pastorais que devem ser cada vez mais valorizados; entre eles, evidencia a catequese, a homilia, a direcção espiritual, o sacramento da Reconciliação e a celebração da Eucaristia.

"Uma adequada catequese - salienta Bento XVI - oferece um contributo concreto para a educação das consciências estimulando-as a perceber cada vez melhor o sentido do pecado, hoje em parte descurado ou pior ainda ofuscado por uma maneira de pensar e de viver como se Deus não existisse, e que denota um relativismo fechado ao verdadeiro sentido da vida".

À catequese, prossegue depois a mensagem do Papa, deve unir-se “um uso sapiente da pregação. Nesse sentido, recorda que a homilia, que com a reforma do concilio Vaticano II adquiriu o seu papel "sacramental no interior do único acto de culto constituído pela liturgia da Palavra e da liturgia da Eucaristia", é sem duvida a forma de pregação mais difusa, com a qual cada Domingo se educa a consciência de milhões de fiéis.

"Para formar as consciências - acrescenta depois Bento XVI – contribui também a direcção espiritual, um importante serviço eclesial para o qual é necessária sem dúvida uma vitalidade interior que se deve implorar como dom do Espírito Santo mediante intensa e prolongada oração e uma preparação especifica que se deve adquirir com cuidado".

De facto, cinco instrumentos verdadeiramente preciosos, se forem bem aplicados: Uma catequese que seja, passe a expressão, catequética - onde se aprenda a Doutrina Sagrada simples, séria e objectivamente e não cidadania ou regras de boas maneiras ou que seja um mero encontro entre crianças ou adultos para "falar de Jesus", às vezes apresentado-O como uma personagem bondosa, simplesmente histórica, que incentiva a praticar o bem. Tipo Buda ou coisa que o valha. Já não me admira que coloquem, mesmo numa catequese, em igual patamar o Deus verdadeiro feito homem verdadeiro, Jesus Cristo e Maomé, Buda ou um qualquer outro homem que fundasse, ou não, uma falsa religião.

Relativamente às homilias... Bem, já ouvi homilias muito belas, verdadeiramente doutrinais, normalmente de sacerdotes ligados à Obra e que não excederam os 10 minutos. Mas a grande maioria excede os 15, 20 minutos e são completamente ocas de conteúdo doutrinal. Em muitas homilias, quase não se ouve falar no pecado, no Demónio, no Inferno, na salvação das almas, enfim, um inúmerável rol de pontos doutrinais que foram sendo esquecidos. No entanto, ouve-se cada vez mais falar em amor (não o verdadeiro Amor cristão, que deve começar pelo amor a Deus, mas no amor como se fosse um sentimento, descambando para um discurso sentimentalóide e mundano), em respeito humano (mas onde não se fala no respeito que devemos ter, e em primeiríssimo lugar, a Deus), em política, em escândalos, enfim... Já para não falar nos desabafos do sacerdote sobre aspectos puramente mundanos. Fui uma vez a uma Missa que o sacerdote aproveitou a homilia para fazer saber que sofria de uma artrose na anca esquerda há muitos anos e que teve de ser operado e...etc, etc, etc...
Triste.

A direcção espiritual é muito importante, especialmente no mundo paganizado em que vivemos. Agora, mais do que nunca, nós, católicos, podemos e devemos dizer: Não pertencemos ao mundo, mas a Deus. Estamos no mundo mas não somos do mundo. E não devemos querer sê-lo... A direcção espiritual deve ser cuidadosa e sempre aliada à oração e à invocação da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, para assim haver maior esclarecimento da consciência.

Tudo isto tem a base e os alicerces nos Sacramentos. Muito particularmente, nos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia. Eles são muralhas poderosíssimas para nos proteger dos assaltos de Demónio.

Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

De todo o pecado, libera nos Domine!