quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Inferno? Fogo eterno? Demónios? O que é isso?

"Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos."

Mt 25, 39-46



"E ainda há quem não acredite (!?) na real existência do Inferno, nas penas eternas, nos demónios ou espíritos malignos, assim como nas tentações diabólicas - às quais nem o próprio Filho de Deus foi poupado!; enfim, nas terríveis forças do mal, do Maligno, de todo o mal espiritual, imensamente piores do que todo o mal físico ou corporal deste mundo!...


Aliás, o Demónio, sozinho, pouco poder tem, bem pouco pode fazer, na medida em que Deus não lho permite, para além de certos limites; mas com a colaboração dos humanos, dos homens pecadores e ímpios, rebeldes e traiçoeiros, consegue coisas terríveis, horrendas, monstruosas, tais como as existentes no próprio Inferno eterno, criado para os demónios (ex-anjos decaídos) e para todos os humanos seus malditos sequazes!...


Ai de quem se alia ao Maligno, contra Deus e Sua Lei, ainda que indirecta ou levemente, sob a capa da falsa virtude, da falsa piedade, da falsa caridade, da falsa humildade!

Melhor lhe seria não ter nascido, dado que a hipocrisia exacerbada, ainda que oculta ou dissimulada, é tão nociva e execrável como o pior dos crimes, como o abominável escândalo!


E tudo isso começa pela soberba, pela tibieza, pelo egoísmo, pela impureza, pela pouca ou falsa fé, pela cobardia, pelo laxismo, pelo hedonismo, pelo relativismo, pelo materialismo... acabando no ateísmo e paganismo mais aberrantes e anticristãos, mais perversos e degradantes, autenticamente satânicos!...

E sabermos - porque eles próprios assumem ou dão-no a entender claramente! - que já há tantos clérigos e religiosos 'católicos' (!?) que também (já) não acreditam no Inferno e no Diabo, assim como são bastante críticos ou dissidentes em relação aos Dogmas católicos em geral, e até mesmo à Doutrina do Magistério Papal e da Sagrada Tradição... !?


Pode haver, porventura, pior escândalo, pior sacrilégio, pior heresia, pior apostasia, pior prejuízo, pior degradação, para a Igreja de Cristo, para todos os católicos e cristãos em geral, e certamente para toda a humanidade?!

De modo nenhum, na medida em que, embora a hipocrisia talvez não seja, em si mesma, o mais grave e pior dos sacrilégios e das heresias, é no entanto dos mais frequentes, devastadores e ruinosas, a (quase) todos os níveis!...


Não é por acaso que se diz, isto é, que vários Santos disseram e testemunharam - nomeadamente os grandes Místicos (como Santa Teresa de Ávila, S. João Bosco e Beata Alexandrina de Balasar, por exemplo) - que a maior tentação de Satanás, assim como de todas as forças malignas, é a de fazer crer que ele mesmo não existe, assim como o próprio Inferno, dado o facto de a vários Santos ter sido divinamente revelado que a maioria dos réprobos, já condenados no Inferno, é a daqueles que não acreditavam, ou deixaram de acreditar, que o mesmo Inferno eterno existe, absolutamente, assim como os respectivos espíritos malignos, ex-anjos decaídos, para quem ele mesmo foi criado originalmente!...

Se isso - do Inferno e do Diabo não existirem - fosse verdade, por hipótese absurda, para que serviriam, afinal, as dezenas de revelações e ensinamentos do Senhor Jesus, a própria Palavra de Deus, nos Santos Evangelhos, sobre a real existência dos mesmos - Demónios e Inferno eterno?!

Para que serviriam os Mistérios da Encarnação e da Redenção, em ordem à salvação espiritual de toda a humanidade, uma vez que, segundo os cépticos e relativistas, todos os justos pecadores estariam, sem necessidade disso mesmo, automaticamente salvos, só pela infinita Misericórdia de Deus, e jamais pela Sua infinita e perfeitíssima Justiça?!


Para que serviriam, enfim, todas as virtudes e boas-obras, toda a perfeição e santidade, que o próprio Senhor Jesus tanto recomendou, como condição exclusiva para termos direito ao Reino do Céu, à Salvação eterna, em alternativa aos suplícios eternos?!


Então, o próprio Filho de Deus, nosso único Redentor e Salvador, estaria a mentir, ou a exagerar, pelo menos, como se fosse um falso profeta ou um falso messias (?!), Ele mesmo que disse e proclamou:

«Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida...

Ninguém chega ao Pai, a não ser por Mim».

Tudo isso, para já não falar de dezenas ou centenas de revelações particulares, como, por exemplo, as Mensagens de Fátima e de Lourdes, para além das inúmeras da maioria dos Santos beatificados e canonizados, todos elas reconhecidas, oficialmente ou implicitamente, pela Santa Igreja...

Como, por exemplo, a visão do próprio Inferno - nua e cruamente, genuína e terrivelmente! - aos Pastorinhos de Fátima, apesar de simples e inocentes crianças, como verdadeiros mensageiros da Virgem Santíssima, Mãe de Deus e nossa Mãe, visando apenas a Salvação eterna da nossa alma, como única alternativa ao Inferno eterno!?

E mais ainda, disse Nossa Senhora aos Videntes de Fátima, e por eles a todos nós:

«Vistes os Inferno, para onde vão os pobres pecadores!...

Para salvá-los [dessas mesmas penas eternas], Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração» (...)

«Rezai, rezai muito e fazei penitência pela conversão dos pobres pecadores, porque vão muitas almas para o Inferno, por não terem quem reze e se sacrifica por elas»!

E ainda, ou mais exactamente, já há tantos sacerdotes e pseudo-teólogos - mais filósofos do que teólogos, dissidentes e relativistas, autênticos novos-hereges (!?), e em maior quantidade do que nunca - para já não falar também de vários bispos (dissidentes, tíbios e omissos ou cúmplices)! -, que dizem, insinuam, alegam ou afirmam, arrogante e insensatamente (diabolicamente!), expressa ou tacitamente, que as Sagradas Escrituras em geral e os Santos Evangelhos em particular se encontram, a grosso modo, 'mal traduzidos' e/ou foram/são 'mal interpretados' pelos inúmeros exegetas e hermeneutas, inclusivamente pelos maiores santos e expoentes na matéria, como S. Tomás de Aquino, Santo Agostinho e - até mesmo! - o próprio S. Paulo Apóstolo... !?

E, talvez pior ainda, dizem/declaram, arrogante e estultamente, que a maioria das passagens (se não mesmo todas!) da Sagrada Escritura, incluindo os Santos Evangelhos, não são propriamente para serem traduzidas ou interpretadas à letra -- nem sequer quando há, efectivamente, um estrito e rigoroso sentido pelo qual assim mesmo foram escritas, a fim de não darem azo a qualquer tipo de abuso, de cariz simbólico ou metafórico! --, mas apenas, ou em geral, segundo a livre consciência ou crença de cada um, de cada cristão (considerando assim a consciência individual superior à verdadeira Fé ou a qualquer dogma católico!), ainda que o Magistério da Igreja defina e ensine de modo diferente, ou precisamente ao contrário, em conformidade com a Sagrada Tradição... !?

Enfim, os próprios protestantes (salvo algumas honrosas excepções), assim como várias seitas pseudo-cristãs bastante conhecidas, não diriam ou pensariam pior, de modo mais rebelde, sacrílego e aberrante!...

Valha-nos Deus e Maria Santíssima!!!

Rezemos e sacrifiquemo-nos, pois, por tais dissidentes, ímpios e hereges empedernidos, assim como por nós mesmos, que ninguém, sem a Graça de Deus, está livre de chegar a tais extremos diabólicos."

(José Mariano)

Fonte: texto extraido do site.

http://nova-evangelizacao.blogspot.com/

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Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno!
Levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Festa da Cátedra de São Pedro

"Tu es Petrus et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam et portae inferi non praevalebunt adversum eam. et tibi dabo claves regni cælorum et quodcumque ligaveris super terram erit ligatum in cælis et quodcumque solveris super terram erit solutum in cælis."

"Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado nos céus". (Mt. 16, 18-19).

A Cátedra de Pedro, dom de Cristo à Sua Igreja

"A Liturgia latina celebra hoje [22 de Fevereiro] a festa da Cátedra de São Pedro. Trata-se de uma tradição muito antiga, testemunhada em Roma desde o século IV, com a qual se dá graças a Deus pela missão confiada ao Apóstolo Pedro e aos seus sucessores. Literalmente, a "cátedra" é a sede fixa do Bispo, posto na igreja matriz de uma Diocese, que por isso é chamada "catedral", e constitui o símbolo da autoridade do Bispo e, em particular, do seu "magistério", ou seja, do ensinamento evangélico que ele, enquanto sucessor dos Apóstolos, é chamado a conservar e a transmitir à Comunidade cristã. Quando o Bispo toma posse da Igreja particular que lhe foi confiada, ele, com a mitra e o báculo, senta-se na cátedra. Como mestre e pastor, daquela sede ele orientará o caminho dos fiéis, na fé, na esperança e na caridade.

Portanto, qual foi a "cátedra" de São Pedro? Escolhido por Cristo como "rocha" sobre a qual edificar a Igreja (cf. Mt 16, 18), ele começou o seu ministério em Jerusalém, depois da Ascensão do Senhor e do Pentecostes. A primeira "sede" da Igreja foi o Cenáculo, e provavelmente naquela sala onde também Maria, a Mãe de Jesus, rezou juntamente com os discípulos para que fosse reservado um lugar especial a Simão Pedro. Em seguida, a sé de Pedro tornou-se Antioquia, cidade situada à margem do rio Oronte, na Síria, hoje na Turquia, naquela época terceira metrópole do império romano, depois de Roma e de Alexandria do Egipto. Daquela cidade, evangelizada por Barnabé e Paulo, onde "os discípulos receberam, pela primeira vez, o nome de "cristãos"" (Act 11, 26), onde, portanto, nasceu para nós o nome de cristãos, Pedro foi o primeiro Bispo, a tal ponto que o Martirológio Romano, antes da reforma do calendário, previa também uma celebração específica da Cátedra de Pedro em Antioquia. Dali, a Providência conduziu Pedro até Roma. Portanto, temos o caminho de Jerusalém, Igreja nascente, em Antioquia, primeiro centro da Igreja acolhida pelos pagãos e ainda unida com a Igreja proveniente dos Judeus. Depois Pedro dirigiu-se para Roma, centro do Império, símbolo do "Orbis" a "Urbs" que expressa o "Orbis" a terra onde ele terminou com o martírio a sua corrida ao serviço do Evangelho. Por isso a sede de Roma, que tinha recebido a maior honra, acolheu também o ónus confiado por Cristo a Pedro, de se colocar ao serviço de todas as Igrejas particulares, para a edificação e a unidade de todo o Povo de Deus.

A sede de Roma, depois destas migrações de São Pedro, torna-se assim reconhecida como a do sucessor de Pedro, e a "cátedra" do seu Bispo representou a do Apóstolo encarregado por Cristo, de apascentar todo o seu rebanho. Testemunham-no os mais antigos Padres da Igreja, como por exemplo Santo Ireneu, Bispo de Lião, proveniente porém da Ásia Menor, que no seu tratado Contra as heresias descreve a Igreja de Roma como "a maior e a mais antiga, conhecida por todos; ...fundada e constituída em Roma pelos dois gloriosíssimos Apóstolos Pedro e Paulo"; e acrescenta: "Com esta Igreja, pela sua exímia superioridade, deve conciliar-se a Igreja universal, ou seja, os fiéis que estão em toda a parte (III, 3, 2-3). Tertuliano, um pouco mais tarde, por sua vez, afirma: "Como é feliz esta Igreja de Roma! Foram os próprios Apóstolos que derramaram nela, com o próprio sangue, toda a doutrina" (A prescrição dos hereges, 36). Portanto, a cátedra do Bispo de Roma representa não apenas o seu serviço à comunidade romana, mas a sua missão de guia de todo o Povo de Deus.

Celebrar a "Cátedra" de Pedro, como fazemos hoje, significa, portanto, atribuir-lhe um forte significado espiritual e reconhecer-lhe um sinal privilegiado do amor de Deus, Pastor bom e eterno, que quer reunir toda a sua Igreja e orientá-la no caminho da salvação. Entre os numerosos testemunhos dos Padres, apraz-me evocar o de São Jerónimo, tirado de uma das suas epístolas escritas ao Bispo de Roma, particularmente interessante porque faz referência explícita precisamente à "cátedra" de Pedro, apresentando-a como segura meta de verdade e de paz. Assim escreve Jerónimo: "Decidi consultar a cátedra de Pedro, onde se encontra aquela fé que a boca de um Apóstolo exaltou; agora venho pedir um alimento para a minha alma ali, onde outrora recebi a veste de Cristo. Não busco outro primado, a não ser o de Cristo; por isso, ponho-me em comunhão com a tua bem-aventurança, ou seja, com a cátedra de Pedro. Sei que sobre esta pedra está edificada a Igreja" (Cartas I, 15, 1-2).

Amados irmãos e irmãs, na abside da Basílica de São Pedro, como sabeis, encontra-se o monumento à Cátedra do Apóstolo, obra adulta de Bernini, realizada em forma de um grande trono de bronze, sustentado pelas imagens de quatro Doutores da Igreja, dois do Ocidente, Santo Agostinho e Santo Ambrósio, e dois do Oriente, São João Crisóstomo e Santo Atanásio. Convido-vos a deter-vos diante desta obra sugestiva, que hoje é possível admirar decorada com numerosas velas, e rezar de maneira particular pelo ministério que Deus me confiou. Elevando o olhar ao vitral de alabastro que se abre precisamente acima da Cátedra, invocai o Espírito Santo a fim de que sustente sempre com a sua luz e a sua força o meu serviço quotidiano a toda a Igreja. Por isto, bem como pela vossa atenção devota, agradeço-vos de coração."

PAPA BENTO XVI, Audiência Geral de 22 de Fevereiro de 2006.

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Oremos pelo Santo Padre:

Ó Jesus cabeça invisível da Santa Igreja, que a fundastes sobre uma firme pedra, e prometestes que as portas do Inferno não prevalecerão nunca contra ela, conservai, fortificai e guiai aquele que lhe destes por cabeça visível. Fazei que ele seja o modelo do vosso rebanho, assim como é o seu pastor. Seja ele o primeiro por sua santidade, doutrina e paciência, assim como o é por sua dignidade; seja ele o digno Vigário de vossa Caridade, assim como o é da vossa Autoridade. Inspirai-lhe um zelo ardente de vossa glória, da salvação das almas e da santa religião. Dai-lhe coragem invencível para combater os inimigos de vosso Santo Nome, e uma firmeza inabalável, para se opor aos estragos do erro e da impiedade. Dai-lhe a plenitude do vosso espírito, para conduzir a barca agitada de vossa Santa Igreja através dos escolhos que a cercam.

Consolai o seu coração aflito, sustentai sua alma abatida, fazei voltarem suas ovelhas desgarradas. Ajudai-o a levar o peso de sua alta dignidade e de todos os trabalhos que a acompanham. Dignai-Vos, ó meu Deus, escutar benigno os votos que Vos dirigimos por ele, e concedei-lhe longos anos, para aumentar a vossa glória e o triunfo da vossa Santa Religião.

V. Oremos pelo nosso Sumo Pontífice Bento XVI;

R. O Senhor o conserve, vivifique e beatifique na terra, e não o entregue nas mãos de seus inimigos. Amén.

Pai Nosso; Ave-Maria; Gloria Patri
Jesus, Nosso Senhor, cobri com a protecção do vosso divino Coração o nosso Santíssimo Padre Bento XVI e sede a sua luz, sua força e seu consolo. (300 dias de indulgência)
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Santa Maria, Mãe da Igreja,
Rogai por nós e abençoai o Santo Padre!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A vida humana começa no momento da CONCEPÇÃO!

"Antes mesmo de te formares no ventre materno, Eu te conheci;
antes que saísses do seio, Eu te consagrei". (Jr 1,5).




Quanto mais avança a pesquisa científica, mais claramente fica demonstrado que a vida começa na concepção. Mas cientistas a serviço da morte e da causa assassina de bebés (vulgo aborto, ou mais giro ainda, a eufemística "IVG"), tudo fazem para tentar provar o contrário.

O Dr. Dalton Luiz de Paula Ramos é professor da Universidade de São Paulo, onde há 25 anos lecciona Ética Profissional; e na última década, Bioética, além de ter participado de outras instituições de ensino (em cursos de graduação e pós-graduação na área de Bioética) e de comités de ética.

Coube a ele dissertar sobre o tema “Inconsistências conceptuais sobre o início da vida humana”, na audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal, realizada em Brasília em 20 de Abril de 2007, referente à Acção Directa de Inconstitucionalidade (ADIn nº 3510) contra o art. 5º e parágrafos da Lei nº 11.105, de 24 de Março de 2005, que permite, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias.

Catolicismo — Qual é a natureza do presente debate sobre experiências científicas com embriões humanos?

Prof. Dalton — A natureza do debate é discutir o momento do início da vida. Julgo importante reafirmar um facto. No meu ponto de vista — devidamente demonstrado, como explicarei —, uma nova vida humana, segundo a Biologia e a Genética, começa no exacto momento da fecundação. Uma nova vida humana, zigoto, embrião etc.

A Biologia e a Genética vão empregar diferentes terminologias para caracterizar diferentes estágios do desenvolvimento, mas o fato é que, no momento da junção de dois gâmetas (masculino e feminino) uma identidade geneticamente única se formou. Portanto, no momento da fecundação cria-se um património genético diferente daquele do pai e da mãe. Esse é um aspecto importante que merece ser ressaltado, porque a identidade dessa nova vida se cria já naquele exacto momento chamado fecundação.

Catolicismo — Isto já se encontra demonstrado pela Biologia e pela Genética?

Prof. Dalton — Na verdade, a Biologia nos demonstra esse cenário não só no campo do ser humano. Ao longo da História, a reprodução sexuada sempre gerou novos organismos diferentes dos pais. Entre organismos aquáticos, por exemplo, com fecundação externa, essa alteridade se torna evidente.

Ninguém pensaria que um alevino (forma embrionária de peixe) ou um girino (larva de anfíbio) é parte do corpo de sua mãe. Sua alteridade é evidente. Mas seu “status” embriológico é comparável ao de um feto humano. E o aspecto que hoje fica evidente é que, quanto mais se pesquisa, mais rica e detalhada se torna a realidade da vida humana desde o momento da concepção. Aliás, eu gostaria de frisar este aspecto da realidade como método. Para tal estudo é necessário termos acesso a todos os elementos dessa realidade.

Catolicismo — Se tal estudo não é fácil nem para os cientistas, o que dizer para a sociedade em geral?

Prof. Dalton — Com efeito, isto constitui uma grande dificuldade quando falamos de biotecnologia. No mais das vezes, o que chega à sociedade em geral são informações parciais, que nem sempre ajudam à formação de um juízo claro que possa embasar de forma bem mais consistente as decisões.

A Embriologia é uma ciência muito complexa, que exige muito estudo para se chegar a uma visão mais clara desta realidade. Ora, o público leigo não tem necessariamente tal clareza, até que os cientistas o informem. Ao embrião humano não se pode dispensar o tratamento conferido a uma entidade biológica qualquer. E este é um aspecto importante pois o estudo do embrião humano enfrenta várias dificuldades.

Uma delas é o fato de ele ser muito pequeno. Assim sendo, fica difícil àqueles que não têm acesso aos recursos tecnológicos (ao conhecimento tecnológico que permita a obtenção de uma visão mais clara do que venha a ser este embrião) entender efectivamente o que ele representa.

Catolicismo — O embrião humano pode ser desenvolvido em laboratório, fora do útero materno?

Prof. Dalton — O embrião humano não é um simples aglomerado de células, pois o comportamento dessas primeiras células embrionárias, que formam um conjunto denominado embrião, é totalmente diferente do comportamento de outras células agrupadas. Em inúmeros laboratórios de pesquisa são hoje desenvolvidas culturas de células humanas. Retira-se pequeno segmento da pele, por exemplo, e esse pequeno segmento de pele, com uma tecnologia que já dominamos há quase um século, é cultivado em laboratório.

Essa cultura de células tem uma grande importância na pesquisa científica, pois permite aos pesquisadores testar a toxicidade de medicamentos, o comportamento dessas células, o comportamento de algumas das suas proteínas. Enfim, viabiliza uma série de estudos importantíssimos no cenário científico. Temos células humanas colocadas em um ambiente propício. Basicamente lhes é oferecido um ambiente protegido, onde elas possam dispor dos alimentos necessários.

Nestas condições de suporte de vida, essa cultura de células permanecerá como tal enquanto os recursos tecnológicos o permitirem. Agora vamos fazer um paralelo com o embrião humano. Se ao embrião humano forem oferecidas condições de protecção, acolhida e alimentação necessárias, ele vai se desenvolver de acordo com um processo ou projecto que já foi nele colocado: a vida humana como um processo contínuo, coordenado e progressivo. Mas ainda que não disponhamos de tanta tecnologia.

Catolicismo — O Sr. poderia explicar esse processo com mais detalhes?

Prof. Dalton – Ele é contínuo porque tem um ponto de início, isto é, o surgimento de uma nova vida humana, um novo ser com identidade própria, distinto de todos os outros. Contínuo ainda porque tem um ponto de fim, que nós chamamos de morte, quando se interrompe este processo. Quanto tempo isto vai durar? Vai depender de cada um, da história de cada um em particular. Pode durar uma semana ou durar cem anos.

O processo é coordenado, porque auto-suficiente. Auto-suficiente no próprio projecto, pois possui todas as instruções para que se realizem os processos biológicos necessários à continuidade desta vida. O embrião não pergunta à sua mãe, depois da nidação, o que ele precisa fazer para constituir seu braço ou sua perna. Ele “sabe”!

É também progressivo, pois se oferecermos ao embrião as condições necessárias, se lhe oferecermos o amparo e a acolhida de que precisa, ele sempre passará para um estágio seguinte. Ultrapassada uma etapa de desenvolvimento, passa à etapa seguinte, sem regressos. Em condições normais não há regressos, e essas evoluções vão compor uma biografia.

O Massacre dos Inocentes, pintado por Giotto, ordenado por Herodes há mais de 2000 anos. Hoje o massacre repete-se em todo o mundo.


Catolicismo — Isso significa então que a vida humana não se limita àquilo que um leigo pode perceber sem a ajuda de aparelhos?

Prof. Dalton — Esse conhecimento da vida humana, nós todos temos, independentemente do nosso cabedal de informações na área da Genética ou da Biologia, porque quando falamos de vida humana, estamos falando de algo que nos diz respeito. Independentemente do nosso conhecimento científico, esse processo que eu mencionei se torna evidente após o nascimento.

Todos concordam que isso reflecte o desenvolvimento da vida a partir do parto da criança, que vai se transformar em um adolescente, em um adulto, em um idoso: um início e um fim. Ora, se dispusermos de outra lupa, de outro sistema para ver essa realidade — o que a biotecnologia nos oferece —, nós vamos retrocedendo nessa cronologia até chegarmos à constatação de que, já naquele primeiro instante da concepção, se configuram todas estas categorias, todo esse processo que acabei de descrever.

Catolicismo — A vida começaria na nidação?

Prof. Dalton — Não! Não começa na nidação! A nidação, que é a implantação e fixação do ovo no útero da mãe, apenas fornece ao novo ser a possibilidade de se alimentar e se desenvolver. Quando um recém-nascido está sendo amamentado, torna-se muito claro para nós o seu vínculo, o seu maravilhoso vínculo com a mãe. Se uma criança recém-nascida não é alimentada pela mãe, ela morre! Quanto à nidação, é possível através de microscópio ver o embrião ali, ligado ao útero da mãe. Se a um embrião não for oferecida a oportunidade de chegar à nidação, ele não se tornará feto, vai morrer e ser eliminado.

Catolicismo — A relação com a mãe constitui originária e estruturalmente o novo ser?

Prof. Dalton — Não! É a realidade do novo ser que torna possível a relação! Não há relação se não existe um ser humano que se relaciona com outro ser humano. Então, quando falamos de relação, nós estamos reconhecendo que existem dois seres humanos. A implantação faz simplesmente com que o embrião cresça e se desenvolva. Nesse sentido, eu lembro uma situação que é muito frequente, e que muitas mães poderão relatar: a existência de embriões congelados não tira da mãe que os cedeu o significado da relação dela para com eles. Muitas mães podem relatar isto.

Catolicismo — Alguns cientistas favoráveis à pesquisa com células-tronco embrionárias afirmam que não é possível haver um ser humano se ainda não existe o cérebro. Pode-se dizer que o cérebro começa a actuar quando, exactamente?

Prof. Dalton — Sabemos que o cérebro se desenvolve porque o embrião o faz desenvolver-se. Não é o inverso! O cérebro do feto não vai se desenvolver por acção da mãe. Desenvolve-se por meio dos genes que estão dentro do embrião desde o primeiro momento da fecundação.

Catolicismo — Dada a grande incidência de abortos espontâneos nas primeiras semanas da gravidez, alguns questionam se é possível falar em vida neste período.

Prof. Dalton — É claro que sim! O aborto espontâneo é uma interrupção muito precoce desta vida, um episódio de morte, o que não descaracteriza o facto de que esta vida ocorreu. Mesmo que o prognóstico seja de morte em função de um aborto espontâneo –– ou em função de uma intervenção tecnológica que privou este embrião de continuar seu processo, que priva este embrião do corpo da mãe, e que conserva este embrião congelado –– não podemos, por isto, dizer que esta vida nunca existiu, não descaracteriza o facto de que esta vida ocorreu. Seria o mesmo que dizer que não estamos vivos porque um dia iremos morrer! Frente à baixa perspectiva de virem a ser implantados e viabilizados alguns desses embriões crio-conservados, equivaleria à pena de morte uma lei autorizando a utilizá-los para qualquer finalidade.

Catolicismo — Visto que o embrião pode se dividir em dois ou mais, formando gémeos com a mesma base genética, podemos ter certeza de sua individualidade?

Prof. Dalton — Essa individualidade existe! A geminação do embrião para formar os gémeos não destrói o primeiro embrião. Em todos esses argumentos existe uma discussão, não a respeito da distinção entre a individualidade materna e a individualidade do embrião. O que se discute, ainda que implicitamente, é se essa vida é “humana”, isto é, se compartilha todos os atributos de um indivíduo humano.

Nesse particular, estamos retrocedendo na história da civilização ocidental. Os bárbaros exigiam que os recém-nascidos demonstrassem ter atributos humanos para serem plenamente reconhecidos no seio da comunidade social. Agora retornamos — de forma mais elaborada, talvez — à mesma discussão e à mesma exigência daqueles povos. Aos poucos, impregnados por tais erros, chegamos à conclusão de que pode ser válido matar todos aqueles que não sejam viáveis ou não tenham potência suficiente para se proteger. Sociedades assim são plenamente conhecidas ao longo da História, e seus mais recentes representantes, o nazismo e o stalinismo, ainda estão presentes na memória colectiva.

Por tudo isso, a sociedade até poderá assumir (!) um critério de “humanidade” que se baseie na potência e viabilidade do organismo, porém não poderá negar que essa opção contraria o dado biológico, que caracteriza o “humano” por seus atributos genéticos e por sua expressão orgânica. Ainda mais, tal critério de “humanidade” traz o perigo do casuísmo e da própria negação da vida como direito universal.

Claro que estamos todos interessados na busca de terapêuticas que possam resolver os males que afligem a nós mesmos e a nossos irmãos. Nesta discussão se apresentam indícios científicos de terapêuticas que podem ser eficazes para a solução de uma série de problemas de saúde, como é o caso das pesquisas em que se empregam células-tronco originárias de tecidos adultos — o que não implica na destruição de embriões — ou na reprogramação celular, quando células-tronco originárias de tecidos adultos, por meio de intervenções genéticas realizadas em laboratórios, adquirem os atributos biológicos de totipotência similares aos das células embrionárias para que, então, possa se pesquisar esses atributos para possíveis usos terapêuticos.

O segundo aspecto –– reconhecimento do embrião como vida humana –– não se contrapõe às exigências éticas que devem regular a busca dessas terapêuticas. Hoje, é público e notório que o uso de células-tronco adultas oferece os resultados terapêuticos que a sociedade exige e precisa.


Fonte: Revista Catolicismo, em http://www.catolicismo.com.br/

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Virgem Santíssima, Mãe do Autor da Vida,
Rogai por nós!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A 20 de Fevereiro - Na rua, por Portugal!

"Ai do mundo, por causa dos escândalos! São inevitáveis, decerto, os escândalos; mais ai do homem por quem vem o escândalo!" ( Mt. 18-7).


"[O homossexualismo] busca destruir as muralhas da Pátria celeste e tornar redivivos os muros da Sodoma calcinada. Ele, com efeito, viola a temperança, mata a pureza, jugula a castidade, trucida a virgindade, que é irrecuperável, com a espada da mais infame união. Tudo infecta, tudo macula, tudo polui, e tanto quanto está em si, nada deixa puro, nada alheio à imundície, nada limpo. Para os puros, como diz o Apóstolo, todas as coisas são puras; para os impuros e infiéis, nada é puro, mas estão contaminados o seu espírito e a sua consciência (Tit. I, 15)."

São Pedro Damião, Bispo e Doutor da Igreja, "Liber Gomorrhiamus", c. XVI

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"Irei à manifestação no próximo Sábado;

Irei "lixado" com o rumo do país;

Irei, não com espírito de festa, porque não há nada para celebrar politicamente;

Irei expressar a minha indignação diante de tanto mal feito à família e ao casamento;

Irei dizer BASTA a tanta perversão e loucura;

Irei declarar que a comunicação social está infiltrada por gente que tem uma agenda política que serve uma minoria e que nada tem a ver com o bem comum;

Irei dar testemunho da minha ;

Irei dizer que não há meias verdades;

Irei comunicar que não há forma de ludibriar o povo com retóricas políticas e pseudo-vitimizações;

Irei clamar pela Verdade;

Irei dizer CHEGA!!!

Por Portugal!"

Fonte: www.oinimputavel.blogspot.com
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Chega de PALHAÇADAS e VERGONHAS neste país! Mostremos a nossa força a favor da VIDA, da FAMÍLIA, do CASAMENTO.

Por muito menos, foram dados castigos exemplares a várias nações...

Erguei-Vos, Senhor! Porque pareceis dormir? Defendei a Vossa causa e não abandoneis aqueles que Vos procuram!

Piedade para este país, Senhor!

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Nossa Senhora, Mãe Puríssima, rogai por este Portugal, que é Vosso!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O último olhar dos Mártires

"Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos ultrajarem e quando repelirem o vosso nome como infame, por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos naquele dia e exultai, porque grande é a vossa recompensa no Céu." (São Lucas, 22-23)

Martírio de Santo André - Crucificação

A espada o trespassa violentamente;

Mas sua face já não demonstra dor.

Olha fixamente para o oriente,

Onde foi erguida a Cruz do Senhor.

Martírio de São Sebastião - Trespassado com lanças.

Ó Cruz, para os malditos sinal de reprovação;

Que para os justos te tornaste sinal de salvação.

É para vós que este cruzado olha e admira;

E ad orientem entrega a sua vida;

E a este Oriente Santo Estevão fitou,

Quando a multidão de infiéis o apedrejou.

Perpétua e Felicidade, o Nascente contemplaram,

E confiantes o martírio enfrentaram.

Martírio de Santo Estevão - Apedrejamento

E é para este destino que agora marchamos;

Intérpidos de espadas nas mãos avançamos;

Que as nossas vidas em vão não sejam ceifadas;

E que o nosso sangue leve à libertação da Terra Sagrada.



Voltados ao Senhor, o oriente vos ilumina

A terra treme e as palavras exorcizam;

Os demónios fogem ao odor do incenso,

E a glória de Deus preenche o Seu Templo.



Admirando o Sol nascente

Naquela direcção alguém havia sofrido verdadeiramente,

Que no alto do monte havia padecido um inocente.

A morte, nesse momento é glória,

Sua vida pelo Evangelho é vitória

Seu nome será parte na História,

Sua coragem para sempre memória.


Martírio de Santa Cecília - Degolada.

E o oriente seus olhos miram,

Enquanto a lâmina lhe corta a vida,

No rosto de dor o olhar brilha.

Eis o "fim" de um guerreiro de Cristo,

Fitando a direcção onde houve o maior dos sacrifícios;

Oriente este para onde se voltava o último olhar dos Mártires,

De onde reflectira a luz de Cristo em suas espadas no combate.

Jefferson Nóbrega
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Todos os santos Mártires de Deus,
Rogai por nós!

Em defesa da FAMÍLIA

"Este vício [do homossexualismo] não é absolutamente comparável a nenhum outro, porque supera a todos em enormidade. Este vício produz, com efeito, a morte dos corpos e a destruição das almas. Polui a carne, extingue a luz da inteligência, expulsa o Espírito Santo do templo do coração do homem, nele introduzindo o Diabo que é o instigador da luxúria, conduz ao erro, subtrai totalmente a Verdade da alma enganada, prepara armadilhas para os que nele incorrem, obstrui o poço para que daí não saiam os que nele caem, abre-lhes o Inferno, fecha-lhes a porta do Céu (...).
Alguém que tenha caído nesse abismo de extrema perdição, (...) não pode ser verdadeiramente feliz enquanto vive, nem ter esperança quando morre, porque agora, é obrigado a sofrer o opróbrio da derrisão dos homens e, depois, o tormento da condenação eterna."

São Pedro Damião "Liber Gomorrhianus", c. XVI, citado em www.beinbetter.wordpress.com


Pela VERDADEIRA FAMÍLIA, pelos valores inegociáveis da mesma FAMÍLIA e contra as perversas leis que permitem as maiores aberrações (depois da matança de crianças, neste caso o emparelhamento de homossexuais), faço minhas as palavras do Pe. Nuno Serras Pereira:

"A 20 de Fevereiro, dia dos Bem-Aventurados Francisco e Jacinta, Pastorinhos de Fátima, uma multidão de ovelhas vai reunir-se (às 15h, na praça do Marquês de Pombal, descendo depois a Av. da Liberdade e terminando na praça dos Restauradores em Lisboa) com a finalidade de testemunharem publicamente a verdade sobre o casamento e a família. Tenho para mim que onde está o rebanho, acossado aliás pela alcateia, não pode faltar o Pastor e essa é claramente uma razão para não faltar. Por isso, se Deus quiser, lá estarei.

Lá estarei, por amor ao único e verdadeiro casamento, a saber, entre um homem e uma mulher, numa união aberta à vida, exclusiva e indissolúvel até que a morte os separe.

Lá estarei por amor ao conceito de vida Boa que possibilite o Bem Comum, isto é, o bem de todos e de cada um.

Lá estarei, por amor à Justiça que é negada por leis iníquas que a violam.

Lá estarei por amor à família tão desdenhada, agredida e maltratada nestes últimos anos.

Lá estarei por amor às novas gerações para que não sejam corrompidas, em nome do amor e da felicidade com aquilo que o polui e a desgraça.

Lá estarei por amor a todas as pessoas que experimentem desejos eróticos/sexuais por outras do mesmo sexo para que se vejam livres de uma lei injusta (legalização do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo) que só contribuirá para agravar os seus problemas.

Há aí alguém que me queira acompanhar? Que queira também assim amar?"

Fonte: Pe Nuno Serras Pereira, 09.02.2010, em www.jesus-logos.blogspot.com/

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Francisco e Jacinta, Pastorinhos de Fátima
Rogai por nós! Rogai por Portugal!