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domingo, 1 de abril de 2012

Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonastes?


Todos os que me vêem escarnecem de mim,
estendem os lábios e meneiam a cabeça:
«Confiou no Senhor, Ele que o livre,
Ele que o salve, se é seu amigo».

Matilhas de cães me rodearam,
cercou-me um bando de malfeitores.
Trespassaram as minhas mãos e os meus pés,
posso contar todos os meus ossos.

Repartiram entre si as minhas vestes
e deitaram sortes sobre a minha túnica.
Mas Vós, Senhor, não Vos afasteis de mim,
sois a minha força, apressai-Vos a socorrer-me.

Hei-de falar do vosso nome aos meus irmãos,
hei-de louvar-Vos no meio da assembleia.
Vós, que temeis o Senhor, louvai-O,
glorificai-O, vós todos os filhos de Jacob,
reverenciai-O, vós todos os filhos de Israel. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Maria, Co-Redentora da Humanidade


“Em Vós, Senhora, tenho colocado toda a minha esperança
 e de Vós espero a minha salvação…"

"Como se não fosse suficiente elevar Maria a posição de Co-Redentora, isso é, Redentora com Cristo, alguns documentos católicos vão além, colocando n'Ela ‘toda a esperança de salvação’. Tal tese teria sido desenvolvida a partir do facto de Maria ter sofrido, como mãe, ao pé da cruz do Seu filho. Ora, se Maria sofreu junto com Jesus, logo é Redentora junto com Ele.

 (Glórias de Maria – Santo Afonso Maria de Ligório – p. 21).

* * *

Quanto ao título Co-Redentora dado a Maria, reflecte toda a participação intensa que Maria Santíssima teve no mistério da Salvação. Certamente, o sofrimento de Maria ao pé da cruz junto com Seu Filho, é um dos motivos desse título. Num belo sermão, São Bernardo, Doutor da Igreja, fala do sofrimento da Mãe:

“Verdadeiramente, ó Santa Mãe, uma espada trespassou a Tua alma. Aliás, somente traspassando-a, penetraria na carne do Filho. De facto, visto que o Teu Jesus – de todos certamente, mas especialmente Teu – a lança cruel, abrindo-lhe o lado sem poupar um morto, não atingiu a alma d'Ele, mas trespassou a Tua alma. A alma dele já ali não estava, a Tua, porém, não podia ser arrancada dali. Por isto a violência da dor penetrou na Tua alma e nós Te proclamamos, com justiça, mais do que mártir, porque a compaixão ultrapassou a dor da paixão corporal”.

A Co-Redenção de Maria é aquele privilégio pelo qual a Imaculada sempre Virgem Mãe de Deus cooperou livremente com e sob Jesus Cristo, Seu Filho e Redentor, na Redenção histórica da família humana, desde o Seu Fiat na Anunciação até o sacrifício do Seu coração materno no Calvário; e assim Maria se tornou para nós a Medianeira de todas as graças da Redenção e Advogada do Povo de Deus.

quarta-feira, 28 de março de 2012

"Chegue até Vós, Senhor, o meu clamor!"



Ouvi, Senhor, a minha oração
e chegue até Vós o meu clamor.
Não escondais o Vosso rosto
no dia da minha aflição.
Inclinai para mim o Vosso ouvido;
no dia em que chamar por Vós
respondei-me sem demora.

Os povos temerão, Senhor, o Vosso nome,
todos os reis da terra a Vossa glória.
Quando o Senhor reconstruir Sião
e manifestar a Sua glória,
atenderá a súplica do infeliz
e não desprezará a sua oração.

Escreva-se tudo isto para as gerações vindouras
e o povo que se há-de formar louvará o Senhor.
Debruçou-Se do alto da Sua morada,
lá do Céu o Senhor olhou para a terra,
para ouvir os gemidos dos cativos,
para libertar os condenados à morte.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Ó Senhor, dai-nos o perdão!


No coro da assembleia penitente,
Ou no templo do próprio coração,
Prostremo-nos, irmãos, aos pés do Pai,
Peçamos confiantes o Seu perdão.

Libertai-nos, ó Pai, do nosso medo,
Firmai nossa esperança no Vosso amor.
E quem teme o juízo há-de sentir
Que é quando perdoais que sois Senhor.

A Vossa mão paterna e poderosa
É que em nós vai formando o homem novo,
Pela força vital do Vosso Espírito,
Fazeis-nos Vossa vinha, Vosso povo.

Tendo andado perdidos por tão longe,
Regressamos ao nosso Lar primeiro.
Eis-nos, ó Pai: curai as nossas feridas
E ordenai o banquete do Cordeiro.

Louvor e glória a Vós, ó Pai celeste,
E ao Filho, nossa Páscoa verdadeira,
E ao Espírito Santo, que renova
No Seu amor a Igreja, a terra inteira.

domingo, 11 de março de 2012

Penitência pelos pecadores


O lamento de Nossa Senhora de Fátima deveria comover-nos:

"Muitas almas vão para o Inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas." 

À pequena Jacinta, foi a quem principalmente tocaram aquelas palavras da Bela Senhora. Ela quis ser vítima inocente e sofrer pelos pecadores. Atingida pela gripe espanhola e por uma pneumonia purulenta, com infecção progressiva, transportada ao Hospital, longe de casa, submetida a uma operação sem anestesia.

O seu Celeste conforto era a assistência materna de Nossa Senhora. Morreu consumada pela febre e pelas dores, sozinha, acompanhada nos últimos momentos apenas pelo Coração da Imaculada Virgem,

Que exemplo de heróica penitência!

Imitemos o exemplo da Jacinta - hoje é o seu aniversário natalício - e, nesta Quaresma, ofereçamos sacrifícios e orações em penitência e reparação dos pecados cometidos contra Deus e contra a Sua Santíssima Mãe!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Vosso perdão suplicamos!




Como Israel, Vosso povo,
Caminhou pelo deserto,
A Vossa Igreja percorre
Os caminhos da Quaresma.

Quarenta dias passastes,
Senhor, nos áridos montes,
Antes que a Vossa Palavra
Proclamasse a Boa Nova.

As tentações do Inimigo
Firmemente rejeitastes,
Ó Vencedor do pecado,
Redentor da humanidade.

Das culpas arrependidos,
Vosso perdão suplicamos,
Aguardando a nova Páscoa
Em que vencestes a morte.

No jejum e na abstinência
Do mal nos purificamos
Até sermos saciados
No banquete do Cordeiro.

terça-feira, 6 de março de 2012

"Consolai o vosso Deus!"


Rezai! Rezai muito."

"Os corações de Jesus e de Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia.
Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios."

De tudo o que puderdes, oferecei um sacrifício ao Senhor 
em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido
e de súplica pela conversão dos pecadores".

"O Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo,
horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos.
Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus."


(Da 2ª e 3ª Aparição do Anjo aos Pastorinhos de Fátima)

sexta-feira, 2 de março de 2012

Misericórdia, ó Deus!



A clemência de Deus é infinita,
Ele perdoa as culpas do Seu povo:
Dá luz ao cego, dá ouvido ao surdo,
Dá voz ao mudo, os mortos ressuscita,
E faz do mundo antigo um mundo novo.

Com poderosas armas se levanta
A negra morte sobre toda a terra;
A palavra de Deus é esquecida,
Cercam as trevas a Cidade Santa,
Em vez da paz é construída a guerra.

Acolhei esta nossa penitência,
Fazei-nos testemunhas da esperança,
Semente duma nova humanidade,
Sinal da vossa eterna complacência,
Povo de Deus que pelo mundo avança.

O Vosso Filho nos salvou da morte,
A morte mais infame suportando;
Presos, porém, ainda do pecado,
Vossa misericórdia nos conforte,
No tempo da Quaresma nos guiando.

quinta-feira, 1 de março de 2012

"Lembrai-Vos de nós, Senhor"



«Meu Senhor, nosso único Rei, vinde socorrer-me, porque estou só e não tenho outro auxílio senão Vós e corre perigo a minha vida. Desde criança, ouvi dizer na minha tribo paterna que Vós, Senhor, escolhestes Israel entre todos os povos e os nossos pais entre os seus antepassados, para serem a Vossa herança perpétua, e cumpristes tudo o que lhes tínheis prometido.

Lembrai-Vos de nós, Senhor, e manifestai-Vos no dia da nossa tribulação. Fortalecei-me, Rei dos deuses e Senhor dos poderosos. Ponde em meus lábios palavras harmoniosas, quando estiver na presença do leão, e mudai o seu coração, para que deteste o nosso inimigo e o arruíne com todos os seus cúmplices.

Livrai-nos com a Vossa mão; vinde socorrer-me no meu abandono, porque não tenho ninguém senão Vós, Senhor». 

(Est. 4, 17)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Converter o coração


A penitência não consiste unicamente em abstinências e mortificações corporais; visa sobretudo o coração, a vontade e a conduta. Fazer penitência é afastar nosso amor de toda afeição viciosa, para amar puramente a Deus; é renunciar a todas as satisfações passageiras, para obedecer filialmente à vontade de Deus; é reformar as imperfeições de nossa conduta, para viver santamente segundo a lei de Deus; em suma, fazer penitência é trabalhar para a destruição do homem caduco, para auxiliar a ressurreição do homem novo.

Mas o espírito de penitência não poderia reanimar os que julgam justos e virtuosos, mas tão somente àqueles que a título de pecadores, imploram a misericórdia do Senhor. E se não podemos empregar austeridades voluntárias para nos castigarmos, ao menos aceitemos de bom grado as aflições, trabalhos, acidentes e sacrifícios que a Providência nos impõe.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Tempo de Penitência


À entrada dos quarentas dias consagrados à penitência, a Igreja assume a voz severa dos profetas, para nos exortar à renovação na graça de Deus. Felizes as almas que respondem ao solene convite; pois aproxima-se a data em que a trombeta do arcanjo anunciará o fim das provações terrestres. Ter-se-á, então, esgotado o tempo da penitência, todo arrependimento, será inútil. Façamos agora sem dilação o que, no último dia, desejaríamos ter feito.

“Agora é a ocasião, propícia, diz o apóstolo, dias de graça e de salvação”.

Roguemos a Deus que em nós excite o arrependimento das nossas faltas e que nos conceda um coração contrito e humilde.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Eis o tempo favorável!




Eis o tempo favorável
Que nos deu a Divindade,
Para que tenham remédio
As culpas da humanidade.

A luz excelsa de Cristo
Nos traz hoje um novo dia,
Que nos tira do pecado
E a salvação anuncia.

Penitentes, corpo e alma,
Assim Deus não nos condene
E nos leve em alegria
À sua Páscoa perene.

Renovados pela graça,
Erguei um cântico novo
Ao Pai que enviou seu Filho
A resgatar o seu povo.



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

"Eis o tempo de Conversão!"

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QUARESMA
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Picture 8
ORAÇÃO


JEJUM


PENITÊNCIA
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LEMBRA-TE, HOMEM, QUE ÉS PÓ
E AO PÓ HAVERÁS DE VOLTAR!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

"Ai, sei lá, é tão fixe bater no Papa..."

Duas jovens católicas a serem vaiadas pelos anti-católicos nas ruas de Madrid.

Confrontos entre os provocadores ("manifestantes") e a polícia que tenta manter a ordem.

Por Henrique Raposo:

"Em Madrid, um bando de tolerantes resolveu mostrar mais uma vez a sua intolerância em relação ao Papa e em relação aos católicos em geral. Com atitudes, vá, pouco educadas, os tolerantes provocaram deliberadamente os jovens católicos que invadiram Madrid. Faz sentido, sim senhora: estes jovens devem estar a preparar, às escondidas, uma nova Armada Invencível destinada a espalhar a inquisição pelos quatro cantos do mundo.

Os nossos queridos tolerantes dizem que as suas provocações (eles usam um eufemismo: manifs) são a guarda avançada da laicidade. Perdão? A laicidade não legitima manifestações públicas de intolerância, de ódio puro e visceral (aquela raiva até pinga). A laicidade não é esta demonstração de desprezo pelos padrecos e beatas. Laicidade é uma questão institucional, é viver num Estado não-religioso, é viver num país cujo governo é imune a um Ayatollah ou a um Richelieu. Ou seja, a laicidade remete para o Estado, e não para a sociedade. Problema? Os nossos tolerantestêm dificuldades em separar estes dois conceitos.

É por isso que não aceitam que, na sociedade, os grupos religiosos têm o direito a intervir, têm o direito às suas demonstrações públicas de fé. No fundo, a coisa tem uma explicação mui simples: os nossos tolerantes-que-não-tomam-banho-durante-uma-semana-porque-isso-é-cool-e-bom-para-o-ambiente não aceitam a mera visibilidade pública dos católicos. Na sua visão do mundo, os católicos deviam ser uma tribo clandestina, com o direito a missas em garagens ou assim .

E, já agora, o argumento do dinheiro público é patético. Uma visita do Papa custa dinheiro, sobretudo no lado da segurança? A sério? Bom, sendo assim, a Espanha também não pode receber Barack Obama, Sarkozy ou o Dalai Lama, e também não pode receber uma cimeira da UE, porque tudo isso implica gastar dinheiro público. É mais honesto dizer "eu não gosto destes católicos nojentos, e não os quero na minha cidade".

Para terminar, convém reparar nas indignações selectivas destes tolerantes. Durante todo o ano, chegam notícias preocupantes das comunidades muçulmanas. A homofobia e a misoginia são fortíssimas entre os muçulmanos europeus, mas estes tolerantes não abrem a boca sobre este assunto. Conclusão? Esta gente não está preocupada com a laicidade ou com a tolerância. Estes tolerantes são apenas os bons e velhos jacobinos, e odiar o catolicismo é a sua virtude."


domingo, 3 de julho de 2011

FALSAS LIBERDADES

"E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos tornará livres. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida»" (Ev. São João 8:32 e 14:6)

* * *
- Se penso que ser livre é fazer o que me dá na real gana, sem me importar com o que outros pensam nem no escândalo que causo, especialmente aos mais jovens, pequeninos e inocentes;

- Se penso que ser livre é escolher entre ter um filho ou matá-lo antes de nascer, com o apoio do Estado, como se se livrasse de um tumor maligno (ups...para isto já não tenho tanto apoio do Estado como para matar um filho!);

- Se que penso que ser livre é ir contra a natureza e contra a dignidade humana e achar que uma mulher pode casar com outra, ou um homem com outro, ou um deles com o piriquito de estimação, com a ovelha do prado do vizinho, ou com o par de sapatos favoritos, não importa, desde que haja "amor" (sim entre aspas, sendo todos estes exemplos de um amor pervertido e não real);

- Se penso que ser livre é acordar um dia pela manhã, perceber que não gosto de ser homem e, em vez de ir ao psiquiatra, vou ao Registo Civil e mudo de sexo;

- Se penso que ser livre é utilizar caixas de Petri como se fossem úteros, destruindo os filhos em fase embrionária excedentários, através das leis actualmente desumanas de Procriação Medicamente Assistida...

... então não sou livre,

MAS ESCRAVO DO DEMÓNIO.

* * *

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA
SALVAI-NOS E SALVAI PORTUGAL!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

SALMOS PENITENCIAIS - Salmo 142


Ouvi, Senhor, a minha oração,
pela Vossa fidelidade, escutai a minha súplica,
atendei-me, pela Vossa justiça.

Não chameis a juízo o Vosso servo,
porque ninguém é justo diante de Vós.

O inimigo persegue a minha alma,
lançou por terra a minha vida,
atirou comigo para as trevas,
como se há muito tivesse morrido.

Quebrantou-se-me o ânimo
gelou-se-me o coração dentro do peito.

Recordo os dias de outrora,
medito em todas as Vossas obras
e considero as maravilhas que operastes.

Estendo para Vós as minhas mãos;
como terra sem água, a minha alma tem sede de Vós.

Ouvi-me, Senhor, sem demora,
porque se apaga a minha vida.
Não me escondais a Vossa face:
seria como os que descem ao sepulcro.

Fazei-me sentir, desde a manhã, a Vossa bondade,
porque em Vós confio.
Mostrai-me o caminho a seguir,
porque a Vós elevo a minha alma.

Livrai-me dos meus inimigos,
porque em Vós ponho a minha esperança.

Ensinai-me a cumprir a Vossa vontade,
porque sois o meu Deus.
O Vosso espírito de bondade
me conduza por caminho recto.

Por Vosso nome, Senhor, conservai-me a vida,
por Vossa clemência, tirai da angústia a minha alma.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre,
pelos séculos dos séculos.
Ámen.

terça-feira, 12 de abril de 2011

CRONOLOGIA DA PAIXÃO E MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

QUINTA-FEIRA SANTA

20H00: Jesus Despede-se de Maria, Sua Mãe, e prepara-se para a Santa Ceia.


Raiou o dia dos pães sem fermento, em que se devia imolar a Páscoa. Jesus enviou Pedro e João, dizendo: Ide e preparai-nos a ceia da Páscoa. Perguntaram-lhe eles: Onde queres que a preparemos? Ele respondeu: Ao entrardes na cidade, encontrareis um homem carregando uma bilha de água; segui-o até a casa em que ele entrar, e direis ao dono da casa: O Mestre pergunta-te: Onde está a sala em que comerei a Páscoa com os meus discípulos? Ele vos mostrará no andar superior uma grande sala mobiliada, e ali fazei os preparativos. Foram, pois, e acharam tudo como Jesus lhes dissera; e prepararam a Páscoa. (Lc 22, 7-13)


21H00: Jesus lava os pés aos discípulos e institui o Santíssimo Sacramento.



Durante a ceia, - quando o demónio já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo, sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela. Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido. Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: Sabeis o que vos fiz? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós. (Jo, 13, 2-5. 12-15)

22H00: Jesus faz as Suas últimas recomendações e vai ao horto rezar.


Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsémani e disse-lhes: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar. E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes, então: A Minha alma está numa tristeza de morte. Ficai aqui e vigiai comigo. (Mt 26, 36-38)

23H00: Jesus faz a oração no Horto.



Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres. (Mt 26, 39)

* * *
SEXTA-FEIRA SANTA

00 Horas: Jesus entra em agonia.


Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo. (Lc 22, 43)
Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, (Lc 22, 44)

01h00: Jesus sua sangue.


E o seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. (Lc 22, 44)

02H00: Jesus é traído por Judas e é preso.


Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, e com ele uma multidão de gente armada de espadas e cacetes, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. O traidor combinara com eles este sinal: Aquele que eu beijar, é ele. Prendei-o! Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: Salve, Mestre. E beijou-o. Disse-lhe Jesus: Amigo, então, a que vieste? (Mt 26, 47-50)
Voltando-se para os príncipes dos sacerdotes, para os oficiais do templo e para os anciãos que tinham vindo contra ele, disse-lhes: Saístes armados de espadas e cacetes, como se viésseis contra um ladrão. Entretanto, eu estava todos os dias convosco no templo, e não estendestes as mãos contra mim; mas esta é a vossa hora e do poder das trevas. (Lc 22, 52-53)

03H00: Jesus é conduzido a Anás.



Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo.
Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo (que era conhecido do sumo sacerdote) saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar.

O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Jesus respondeu-lhe: Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei. A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates? (Jo 18, 13-23)

04H00: Jesus levado a Caifás.



Anás enviou o preso ao sumo sacerdote Caifás. (Jo 18, 24). Enquanto isso, os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de o levarem à morte. (Mt 26, 59). Levantaram-se, então, alguns e deram esse falso testemunho contra ele: Ouvimo-lo dizer: Eu destruirei este templo, feito por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, que não será feito por mãos de homens. Mas nem neste ponto eram coerentes os seus testemunhos. O sumo sacerdote levantou-se no meio da assembleia e perguntou a Jesus: Não respondes nada? O que é isto que dizem contra ti? Mas Jesus se calava e nada respondia. (Mc 14, 57-61)

O sumo sacerdote tornou a perguntar-lhe: És tu o Cristo, o Filho de Deus bendito? Jesus respondeu: Eu o sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do poder de Deus, vindo sobre as nuvens do céu. O sumo sacerdote rasgou então as suas vestes. Para que desejamos ainda testemunhas?!, exclamou ele. Ouvistes a blasfémia!... (Mc 14, 64-64)

05H00: Jesus é negado por Pedro



Estando Pedro embaixo, no pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote. Ela fixou os olhos em Pedro, que se aquecia, e disse: Também tu estavas com Jesus de Nazaré. Ele negou: Não sei, nem compreendo o que dizes. E saiu para a entrada do pátio; e o galo cantou. (Mc 14, 66-68)

Dirigia-se ele para a porta, a fim de sair, quando outra criada o viu e disse aos que lá estavam: Este homem também estava com Jesus de Nazaré. Pedro, pela segunda vez, negou com juramento: Eu nem conheço tal homem. Pouco depois, os que ali estavam aproximaram-se de Pedro e disseram: Sim, tu és daqueles; teu modo de falar te dá a conhecer. Pedro então começou a fazer imprecações, jurando que nem sequer conhecia tal homem. E, neste momento, cantou o galo.

Pedro recordou-se do que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante duas vezes, negar-me-ás três vezes. E saindo, chorou amargamente. (Mt 26, 71-75)

6H00: Jesus é levado ao conselho e declarado réu de morte.


Ao amanhecer, reuniram-se os anciãos do povo, os príncipes dos sacerdotes e os escribas, e mandaram trazer Jesus ao seu conselho. Perguntaram-lhe: Diz-nos se és o Cristo! Respondeu-lhes ele: Se eu vo-lo disser, não me acreditareis; e se vos fizer qualquer pergunta, não me respondereis. Mas, doravante, o Filho do Homem estará sentado à direita do poder de Deus. Então perguntaram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? Respondeu: Sim, eu sou. Eles então exclamaram: Temos nós ainda necessidade de testemunho? Nós mesmos o ouvimos da sua boca. (Lc 22, 66-71)

Judas, o traidor, vendo-o então condenado, tomado de remorsos, foi devolver aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos as trinta moedas de prata, dizendo-lhes: Pequei, entregando o sangue de um justo. Responderam-lhe: Que nos importa? Isto é lá contigo! Ele jogou então no templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se. (Mt 27, 3-10)

07H00: É conduzido a Pilatos e acusado.



Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súbditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo. Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei?
Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.
Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade?... (Jo 18, 33-38)

Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou: Que acusação trazeis contra este homem? Responderam-lhe: Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti.
Disse, então, Pilatos: Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei.

Responderam-lhe os judeus: Não nos é permitido matar ninguém.

Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que género de morte havia de morrer. (Mt 20,19).
Declarou Pilatos aos príncipes dos sacerdotes e ao povo: Eu não acho neste homem culpa alguma. (Lc 23, 4)


08H00: Jesus é reconduzido a Pilatos e é solto Barrabás.


Pilatos convocou então os príncipes dos sacerdotes, os magistrados e o povo, e disse-lhes: Apresentastes-me este homem como agitador do povo, mas, interrogando-o eu diante de vós, não o achei culpado de nenhum dos crimes de que o acusais. Nem tampouco Herodes, pois no-lo devolveu. Portanto, ele nada fez que mereça a morte. Por isso, soltá-lo-ei depois de o castigar. (Lc 23, 13-16)

09 Horas: Jesus é flagelado preso à coluna.


Pilatos então mandou então flagelar Jesus (Jo 19,1) Os soldados conduziram-no ao interior do pátio, isto é, ao pretório, onde convocaram toda a corte. (Mc 15, 16) Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas. (Is 53, 4-5)

10H00: Jesus é coroado de espinhos e mostrado ao povo.


Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça... diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas. (Jo 19, 2-3) Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate. Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: Salve, rei dos judeus! Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça. (Mt 27, 28-30)

11H00: Jesus é condenado à morte e sobe ao Calvário.



Pilatos disse aos judeus: Eis o vosso rei! Mas eles clamavam: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o! Pilatos perguntou-lhes: Hei de crucificar o vosso rei? Os sumos sacerdotes responderam: Não temos outro rei senão César! (Jo 19, 14-15)


Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco! E todo o povo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos! Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado. (Mt 27, 24-26)



Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direcção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. (Jo 19, 17)

Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus. (Lc 23, 26)


Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam. Voltando-se para elas, Jesus disse: Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre vossos filhos. Porque virão dias em que se dirá: Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram! Então dirão aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos! Porque, se eles fazem isto ao lenho verde, que acontecerá ao seco? (Lc 23, 27-31)

12H00: Jesus é despojado das suas vestes e crucificado.


Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados. (Jo 19, 23-24)

Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus. Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego. Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus. Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi. (Jo 19, 19-22)

13H00: Jesus entrega-nos a Sua Mãe Santíssima.



Encontravam-se ali também umas mulheres, observando de longe, entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e Salomé, que o tinham seguido e o haviam assistido, quando ele estava na Galileia; e muitas outras que haviam subido juntamente com ele a Jerusalém. (Mc 15, 40-41)



Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo levou-a para a sua casa. (Jo 19, 26-27)

14H00: Jesus perdoa os seus algozes


E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. (Lc 23,34.)

15H00: JESUS MORRE NA CRUZ.


Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. (Jo 19, 29) Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: Tudo está consumado. (Jo 19, 30) Jesus deu então um grande brado e disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. (Lc 23, 46).

16H00: O lado de Jesus é aberto pela lança.


Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o Sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. (Jo 19, 31-34)

17H00: Jesus é descido da Cruz e entregue a sua Mãe.




Havia um homem, por nome José, membro do conselho, homem recto e justo. Ele não havia concordado com a decisão dos outros nem com os actos deles. Originário de Arimatéia, cidade da Judéia, esperava ele o Reino de Deus. Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. (Lc 23, 50-52)

Pilatos admirou-se de que ele tivesse morrido tão depressa. E, chamando o centurião, perguntou se já havia muito tempo que Jesus tinha morrido. Obtida a resposta afirmativa do centurião, mandou dar-lhe o corpo. (Mc 15, 44-45)

18H00: Jesus é sepultado e deixado no sepulcro



Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. (Jo 19, 38-40)

No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo. (Jo 19, 41-42)


As mulheres, que tinham vindo com Jesus da Galileia, acompanharam José. Elas viram o túmulo e o modo como o corpo de Jesus ali fora depositado. (Lc 23, 55-56)