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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Ó Cruz Santa!


Dos Sermões de Santo André de Creta, bispo:


"Se não houvesse a cruz, Cristo não seria crucificado. Se não houvesse a cruz, a vida não seria pregada ao lenho com cravos. Se a vida não tivesse sido cravada, não brotariam do lado as fontes da imortalidade, o sangue e a água, que lavam o mundo. Não teria sido rasgado o documento do pecado, não teríamos sido declarados livres, não teríamos provado da árvore da vida, não se teria aberto o Paraíso. Se não houvesse a cruz,a morte não teria sido vencida e não teria sido derrotado o Inferno.

É, portanto, grande e preciosa a cruz. Grande sim,porque por ela grandes bens se tornaram realidade; e tanto maiores quanto, pelos milagres e sofrimentos de Cristo, mais excelentes quinhões serão distribuídos. Preciosa também porque a cruz é paixão e vitória de Deus: paixão, pela morte voluntária nesta mesma paixão; e vitória porque o Diabo é ferido e com ele a morte é vencida. Assim, arrebentadas as prisões dos infernos, a cruz também se tornou a comum salvação de todo o mundo."

"E, dito isto, expirou"



Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, ó Jesus,
que remistes o mundo pela Vossa Santa Cruz.

* * *

Um Corpo pavorosamente atormentado. 
A agonia de uma Alma em que a perfídia humana 
causou todas as tristezas que se possam conceber. 
É a parte mais atroz da Vossa Paixão.
 Maria Santíssima, que tudo vê e tudo sente, chora.

 O sol esconde-se. 
A terra parece prestes a estremecer de horror. 
Um brado de dor partido de vosso peito sobe até o Céu:
  "Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonastes?"

É a hora do triunfo supremo da iniquidade.

O Senhor morreu.

Vossa cabeça, Jesus pende inerte.
Uma paz majestosa, suavíssima e divina se mostra em todo o Vosso Corpo.

Tudo se consumou.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

"Tão real sobre o Altar, como outrora sobre a Cruz"



“Isto é o Meu Corpo, que será entregue por vós. Este é o Cálice do Meu Sangue. O Sangue da Nova e Eterna Aliança, que será derramado por vós e por muitos, para a remissão dos pecados”.

 Neste dia recordamos
Aquela noite de luz,
Em que, na última Ceia,
Aos seus irmãos deu Jesus
O cordeiro e o pão ázimo
Segundo os ritos legais,
Que o Senhor na antiga lei
Ensinara aos nossos pais.

No fim da Ceia, comido
O cordeiro imaculado,
No qual o seu sacrifício
Tinha sido figurado,
Cremos todos que aos discípulos
Ele mesmo, pão do Céu,
O seu Corpo, todo a todos
E todo a cada um, deu.

Aos fracos e esfomeados
Deu o seu Corpo a comer,
E aos tristes, fonte de vida,
Deu o seu Sangue a beber,
Dizendo-lhes: Recebei
Este cálix que vos dou,
Bebei todos deste Sangue
Que do meu peito jorrou.

Assim Ele instituiu
O sacrifício do altar,
Dando só aos sacerdotes
O poder de consagrar;
Aos seus ministros compete
Tomar seu Corpo nas mãos,
Comungá-lo e reparti-lo
Por todos os seus irmãos.

Pão dos Anjos, pão do Céu,
Feito pão das criaturas,
Oh celeste pão divino,
Que vens pôr termo às figuras!
Oh maravilha!  O escravo,
O humilde, o pobrezinho,
Come o Corpo do Senhor,
Faz dele o pão do caminho!


Ó Divindade una e trina,
Vossos filhos Vos imploram:
Visitai os corações
Que prostrados Vos adoram;
E pelos vossos caminhos,
Por onde os homens chamais,
Levai-nos à Luz eterna,
Aonde Vós habitais.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

"Aquele que foi crucificado por tua causa"



“Adora aquele que foi crucificado por tua causa. Preso à tua Cruz, aprende a tirar proveito até da tua própria iniquidade. Adquire a tua salvação com a Sua morte, entra com Jesus no Paraíso, e saberás que bens perdeste com a tua queda.

Se és José de Arimatéia, pede o corpo a quem o mandou crucificar; e assim será tua a vítima que expiou o pecado do mundo. Se és Nicodemos, aquele adorador nocturno de Deus, unge-o com perfumes para a Sua sepultura.

Se és Maria, ou a outra Maria, ou Salomé, ou Joana, derrama tuas lágrimas por ele. Levanta-te de manhã cedo, procura ser o primeiro a ver a pedra do túmulo afastada, e a encontrar talvez os anjos, ou melhor ainda, o próprio Jesus.”

São Gregório de Nazianzo

terça-feira, 3 de abril de 2012

"Imitemos a Paixão de Cristo"



“Ofereçamo-nos a Deus cada dia, com todas as nossas acções. Façamos o que nos sugerem as palavras: imitemos com os nossos sofrimentos a Paixão de Cristo, honremos com o nosso sangue o Seu sangue, e subamos corajosamente à Sua cruz.
 
Se és Simão Cireneu, toma a cruz e segue a Cristo. Se, qual o ladrão, estás crucificado com Cristo, como homem íntegro, reconhece a Deus.

Se por tua causa e por causa do teu pecado, Ele foi tratado como malfeitor, torna-te justo por Seu amor.”

São Gregório de Nazianzo

segunda-feira, 2 de abril de 2012

"Cristo amou-nos e entregou-Se por nós"


"Assim como Cristo deu a Sua vida por nós, também devemos dar a nossa vida pelos irmãos. É o que diz o apóstolo Pedro: Cristo sofreu por nós, deixando-nos um exemplo, a fim de que sigamos os Seus passos (cf. 1Pd 2,21). Ele teve o poder de dar a Sua vida e depois retomá-la; nós, pelo contrário, não vivemos quanto queremos e morremos mesmo contra a nossa vontade. Ele, morrendo, matou em Si a morte; nós, pela Sua morte, somos libertados da morte. Amemo-nos também nós uns aos outros, como Cristo nos amou e Se entregou por nós."

Santo Agostinho

domingo, 1 de abril de 2012

Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonastes?


Todos os que me vêem escarnecem de mim,
estendem os lábios e meneiam a cabeça:
«Confiou no Senhor, Ele que o livre,
Ele que o salve, se é seu amigo».

Matilhas de cães me rodearam,
cercou-me um bando de malfeitores.
Trespassaram as minhas mãos e os meus pés,
posso contar todos os meus ossos.

Repartiram entre si as minhas vestes
e deitaram sortes sobre a minha túnica.
Mas Vós, Senhor, não Vos afasteis de mim,
sois a minha força, apressai-Vos a socorrer-me.

Hei-de falar do vosso nome aos meus irmãos,
hei-de louvar-Vos no meio da assembleia.
Vós, que temeis o Senhor, louvai-O,
glorificai-O, vós todos os filhos de Jacob,
reverenciai-O, vós todos os filhos de Israel. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

"Ai, sei lá, é tão fixe bater no Papa..."

Duas jovens católicas a serem vaiadas pelos anti-católicos nas ruas de Madrid.

Confrontos entre os provocadores ("manifestantes") e a polícia que tenta manter a ordem.

Por Henrique Raposo:

"Em Madrid, um bando de tolerantes resolveu mostrar mais uma vez a sua intolerância em relação ao Papa e em relação aos católicos em geral. Com atitudes, vá, pouco educadas, os tolerantes provocaram deliberadamente os jovens católicos que invadiram Madrid. Faz sentido, sim senhora: estes jovens devem estar a preparar, às escondidas, uma nova Armada Invencível destinada a espalhar a inquisição pelos quatro cantos do mundo.

Os nossos queridos tolerantes dizem que as suas provocações (eles usam um eufemismo: manifs) são a guarda avançada da laicidade. Perdão? A laicidade não legitima manifestações públicas de intolerância, de ódio puro e visceral (aquela raiva até pinga). A laicidade não é esta demonstração de desprezo pelos padrecos e beatas. Laicidade é uma questão institucional, é viver num Estado não-religioso, é viver num país cujo governo é imune a um Ayatollah ou a um Richelieu. Ou seja, a laicidade remete para o Estado, e não para a sociedade. Problema? Os nossos tolerantestêm dificuldades em separar estes dois conceitos.

É por isso que não aceitam que, na sociedade, os grupos religiosos têm o direito a intervir, têm o direito às suas demonstrações públicas de fé. No fundo, a coisa tem uma explicação mui simples: os nossos tolerantes-que-não-tomam-banho-durante-uma-semana-porque-isso-é-cool-e-bom-para-o-ambiente não aceitam a mera visibilidade pública dos católicos. Na sua visão do mundo, os católicos deviam ser uma tribo clandestina, com o direito a missas em garagens ou assim .

E, já agora, o argumento do dinheiro público é patético. Uma visita do Papa custa dinheiro, sobretudo no lado da segurança? A sério? Bom, sendo assim, a Espanha também não pode receber Barack Obama, Sarkozy ou o Dalai Lama, e também não pode receber uma cimeira da UE, porque tudo isso implica gastar dinheiro público. É mais honesto dizer "eu não gosto destes católicos nojentos, e não os quero na minha cidade".

Para terminar, convém reparar nas indignações selectivas destes tolerantes. Durante todo o ano, chegam notícias preocupantes das comunidades muçulmanas. A homofobia e a misoginia são fortíssimas entre os muçulmanos europeus, mas estes tolerantes não abrem a boca sobre este assunto. Conclusão? Esta gente não está preocupada com a laicidade ou com a tolerância. Estes tolerantes são apenas os bons e velhos jacobinos, e odiar o catolicismo é a sua virtude."


domingo, 3 de julho de 2011

FALSAS LIBERDADES

"E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos tornará livres. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida»" (Ev. São João 8:32 e 14:6)

* * *
- Se penso que ser livre é fazer o que me dá na real gana, sem me importar com o que outros pensam nem no escândalo que causo, especialmente aos mais jovens, pequeninos e inocentes;

- Se penso que ser livre é escolher entre ter um filho ou matá-lo antes de nascer, com o apoio do Estado, como se se livrasse de um tumor maligno (ups...para isto já não tenho tanto apoio do Estado como para matar um filho!);

- Se que penso que ser livre é ir contra a natureza e contra a dignidade humana e achar que uma mulher pode casar com outra, ou um homem com outro, ou um deles com o piriquito de estimação, com a ovelha do prado do vizinho, ou com o par de sapatos favoritos, não importa, desde que haja "amor" (sim entre aspas, sendo todos estes exemplos de um amor pervertido e não real);

- Se penso que ser livre é acordar um dia pela manhã, perceber que não gosto de ser homem e, em vez de ir ao psiquiatra, vou ao Registo Civil e mudo de sexo;

- Se penso que ser livre é utilizar caixas de Petri como se fossem úteros, destruindo os filhos em fase embrionária excedentários, através das leis actualmente desumanas de Procriação Medicamente Assistida...

... então não sou livre,

MAS ESCRAVO DO DEMÓNIO.

* * *

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA
SALVAI-NOS E SALVAI PORTUGAL!

sábado, 23 de abril de 2011

* Sábado Santo - Soledade de Nossa Senhora *


“Voltou tão triste a aflita e pobre Mãe, que todos os que A viam, d'Ela se compadeciam e choravam”
(São Bernardo)


"Um grande silêncio reina hoje sobre a terra; um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei dorme; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos. Deus morreu segundo a carne e acordou a região dos mortos."
(De uma antiga homilia de Sábado Santo)

* * *


Virgem dolorosa,
que aflita chorais!
Virgem magoada,
Bendita sejais!

Ó Mãe dolorosa,
que aflita chorais,
repleta de dores,
Bendita sejais!

Que duras espadas,
que duros punhais!
ferem Vosso peito,
Bendita sejais!

Que espada pungente
vós experimentais,
que o peito vos vara
Bendita sejais!

As dores futuras,
já Vós suportais!
Nós somos a causa,
Bendita sejais!

* * *

Bendita sejais, Mãe do Redentor!
Por Vossa tão grande dor!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

+ SEXTA-FEIRA SANTA DA PAIXÃO DO SENHOR +


EIS O MADEIRO DA CRUZ,
NO QUAL ESTEVE SUSPENSO O SALVADOR DO MUNDO.

VINDE, ADOREMOS!

* * *

Glória a Cristo que na Cruz
Nossas almas resgatou
Com o preço do Seu Sangue
Que por elas derramou.

Cobriu-se a terra de luto,
Rasgou-se no templo o véu,
Até as pedras se abriram
Quando o Salvador morreu.

Os amigos contemplaram
Seu Coração trespassado,
O Sangue e Água manando
Para nos lavar do pecado.

O discípulo que assiste
Ao instante derradeiro
Deixou este testemunho
Que é fiel e verdadeiro.

O centurião confessa:
Jesus é o Filho de Deus;
E o Pai eterno O contempla
Na majestade dos Céus.

Adoremos e louvemos
A Santíssima Trindade
Que pelos séculos reina
No esplendor da eternidade.

(Hino da Hora intermédia do Ofício Divino na Semana Santa)

* * *



Do Evangelho de São João:

Levando a cruz, Jesus saiu para o chamado Lugar do Calvário, que em hebraico se diz Gólgota. Ali O crucificaram, e com Ele mais dois: um de cada lado e Jesus no meio. Pilatos escreveu ainda um letreiro e colocou-o no alto da cruz; nele estava escrito: «Jesus, o Nazareno, Rei dos judeus». Muitos judeus leram esse letreiro, porque o lugar onde Jesus tinha sido crucificado era perto da cidade. Estava escrito em hebraico, grego e latim. Diziam então a Pilatos os príncipes dos sacerdotes dos judeus: «Não escrevas: ‘Rei dos judeus’, mas que Ele afirmou: ‘Eu sou o Rei dos judeus’». Pilatos retorquiu: «O que escrevi está escrito».

Quando crucificaram Jesus, os soldados tomaram as suas vestes, das quais fizeram quatro lotes, um para cada soldado, e ficaram também com a túnica. A túnica não tinha costura: era tecida de alto a baixo como um todo. Disseram uns aos outros: «Não a rasguemos, mas lancemos sortes,para ver de quem será». Assim se cumpria a Escritura: «Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sortes sobre a minha túnica». Foi o que fizeram os soldados.

Estavam junto à cruz de Jesus Sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.

Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede». Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado».

E, inclinando a cabeça, expirou.

Por ser a Preparação, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado, – era um grande dia aquele sábado – os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com ele. Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

Aquele que viu é que dá testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis.

(Jo. 18, 1- 19, 42)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

"Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a Tua vontade!"


Então, Jesus chegou com eles a uma propriedade, chamada Getsémani, e disse aos discípulos: «Ficai aqui, enquanto Eu vou além orar». E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-Se e a angustiar-Se. Disse-lhes então: «A minha alma está numa tristeza de morte. Ficai aqui e vigiai comigo». E adiantando-Se um pouco mais, caiu com o rosto por terra, enquanto orava e dizia: «Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice. Todavia, não se faça como Eu quero, mas como Tu queres».

Depois, foi ter com os discípulos, encontrou-os a dormir e disse a Pedro: «Nem sequer pudestes vigiar uma hora comigo! Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca».

De novo Se afastou, pela segunda vez, e orou, dizendo: «Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que Eu o beba, faça-se a tua vontade». Voltou novamente e encontrou-os a dormir, pois os seus olhos estavam pesados de sono. Deixou-os e foi de novo orar, pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. Veio então ao encontro dos discípulos e disse-lhes: «Dormi agora e descansai. Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser entregue às mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamos. Aproxima-se aquele que Me vai entregar».


Ainda Jesus estava a falar, quando chegou Judas, um dos Doze, e com ele uma grande multidão, com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. O traidor tinha-lhes dado este sinal: «Aquele que eu beijar, é esse mesmo. Prendei-O». Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse-Lhe: «Salve, Mestre!». E beijou-O.

Jesus respondeu- lhe: «Amigo, a que vieste?». Então avançaram, deitaram as mãos a Jesus e prenderam-n’O. Um dos que estavam com Jesus levou a mão à espada, desembainhou-a e feriu um servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha. Jesus disse-lhe: «Mete a tua espada na bainha, pois todos os que puxarem da espada morrerão à espada. Pensas que não posso rogar a meu Pai que ponha já ao meu dispor mais de doze legiões de Anjos? Mas como se cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim tem de acontecer?».

Voltando-Se depois para a multidão, Jesus disse: «Viestes com espadas e varapaus para Me prender como se fosse um salteador! Eu estava todos os dias sentado no templo a ensinar e não Me prendestes... Mas, tudo isto aconteceu para se cumprirem as Escrituras dos profetas».

Então todos os discípulos O abandonaram e fugiram.

(Mt 26, 14 – 27, 66)

QUINTA-FEIRA SANTA

Dia da Instituição do Santíssimo Sacramento



Celebremos o mistério
da Divina Eucaristia,
Corpo e Sangue de Jesus,
o mistério de Deus Vivo,
Tão real no Seu altar
como outrora sobre a Cruz.

Vindo à terra, que o chamava,
Cristo foi a salvação
E a alegria do seu povo;
foi profeta, foi palavra,
E palavra que pregada,
fez do mundo mundo novo.

Foi na noite derradeira
que na Ceia com os Doze,
Coração a coração,
Se deu todo e para sempre,
Mãos em bênção sobre a mesa
da primeira comunhão.

Assim Deus que Se fez homem,
tudo fez em plenitude
De humildade e de pobreza.
E o milagre continua:
Onde falham os sentidos,
chega a esperança de quem reza.

Veneremos, adoremos
a presença do Senhor,
Nossa luz e pão da vida:
cante a alma em Seu louvor.
Adoremos no Sacrário
Deus oculto por amor.

Dêmos glória ao Pai do Céu,
infinita Majestade;
Glória ao filho e ao Santo Espírito,
em espírito e verdade,
Veneremos, adoremos
a Santíssima Trindade.
* * *
Naquele tempo, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse-lhes: «Que estais dispostos a dar-me para vos entregar Jesus?». Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata. E a partir de então, Judas procurava uma oportunidade para O entregar.

No primeiro dia dos Ázimos, os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe: «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?». Ele respondeu: «Ide à cidade, a casa de tal pessoa, e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo. É em tua casa que Eu quero celebrar a Páscoa com os meus discípulos’». Os discípulos fizeram como Jesus lhes tinha mandado
e prepararam a Páscoa.

Ao cair da noite, sentou-Se à mesa com os Doze. Enquanto comiam, declarou: «Em verdade vos digo: Um de vós há-de entregar-Me». Profundamente entristecidos, começou cada um a perguntar-Lhe: «Serei eu, Senhor?». Jesus respondeu: «Aquele que meteu comigo a mão no prato é que há-de entregar-Me. O Filho do homem vai partir, como está escrito acerca d’Ele. Mas ai daquele por quem o Filho do homem vai ser entregue! Melhor seria para esse homem não ter nascido». Judas, que O ia entregar, tomou a palavra e perguntou: «Serei eu, Mestre?». Respondeu Jesus: «Tu o disseste».

Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e deu-o aos discípulos, dizendo:

«Tomai e comei: Isto é o Meu Corpo».

Tomou em seguida um cálice, deu graças e entregou-lho, dizendo:

«Bebei dele todos, porque este é o Meu Sangue, o Sangue da aliança, derramado pela multidão, para remissão dos pecados. Eu vos digo que não beberei mais deste fruto da videira, até ao dia em que beberei convosco o vinho novo no reino de Meu Pai».

Cantaram os salmos e seguiram para o monte das Oliveiras.

(Mt 26, 14 – 27, 66)