quinta-feira, 14 de maio de 2009

Palavras (por vezes) difíceis de dizer...

Uma pessoa é como é... Cada um é único no mundo...

Pessoalmente, considero-me uma pessoa extrovertida, sociável, que se adapta bem e "agarra-se" aos sítios e pessoas que conhece. Isto pode ser muito bom e muito mau ao mesmo tempo...

Quando saí do norte para ir estudar para Coimbra, custou-me um pouco ver-me naquele ambiente estranho, com pessoas estranhas, com as Praxes e os "Doutores" a lixarem-me a cabeça. Umas semanas depois, já conhecia inúmeras pessoas naquela linda Cidade. Ia a casa de fim-de-semana cada vez menos frequentemente. Até que no 3º ano, era eu membro da Comissão de Praxe. Grandiosos momentos passados na Cidade dos Amores... Para nunca mais esquecer na vida! Com o final do Curso, ainda em Maio, já nos sentíamos nostálgicos por deixar Coimbra.

Com o fim do Curso, felizmente, tive a oportunidade de vir trabalhar para esta região do litoral Centro-Sul do nosso país. Foram duas semanas de tormentos, em que me sentia completamente deslocado aqui, mesmo com pessoas conhecidas que vieram ao mesmo tempo que eu. Não adiantava ir à praia (e tenho tantas aqui à volta!...), sair à noite, etc... Queria Coimbra! Queria tudo o que deixei de ter: as pessoas, os antigos colegas, queria até voltar para casa dos pais... Tudo menos estar aqui...

Nunca gostei muito de mudanças, confesso... Se as coisas estão bem, para quê mudar?

Com o tempo, fui conhecendo pessoas por cá, colegas que se tornaram amigos... Até que um grupo de amigos, com pessoas muito especiais, se formou...

A saber:

O Miguel,
A Diana
A Ana,
A Sónia,
...

Porque, lá por eu não gostar, as mudanças fazem parte da vida... E sei que um dia, iremos mudar... Pelo menos de sítio de trabalho... De nós todos, apenas o Miguel é daqui... Nós estamos cá "emprestados"... No entanto, alguns de nós já sentimo-nos cm se fôssemos de cá... No meu caso, é quase um ano a viver nesta terrinha, entre Torres Vedras e Mafra, à beira-mar construída, onde nada se passa, onde nada está à mão, perdida no meio das colinas que vão esbarrar no mar... Mas onde estão eles... Só isso dá uma beleza encantadora a esta terra!

No entanto, antes de pensar no futuro, quero concentrar-me no presente. Porque, hoje, é o presente que me importa. O passado já foi; o futuro, sabemos nós se virá...!

O presente é aqui e é agora. É a esse que me quero agarrar...

Com feitios completamente diferentes, cada um com pior feitio que outro, lá nos temos aturado e conseguido fazer desta terra um sítio agradável para morarmos, que chega a deixar saudades quando nos afastamos...

Tantos momentos excelentes...

...de diversão...

Desde as idas à praia, após os dias (e as noites!) de trabalho;
A escalada nas rochas na praia e a apanha ao polvo e aos peixinhos;
As noites passadas a beira-mar com umas garrafinhas de Licor Beirão e umas minis;
Os jantares improvisados à última da hora;
Os torneios de Sueca, ao serão;
As noitadas que acabam de manhã a dormir numa praia perto de nós...

...de partilha de problemas...

Desde os "stresses" com a família de alguém:
O cansaço e os problemas do trabalho;
A confusão que vai na cabeça de um amigo, de uma amiga ou na minha;
Os desabafos sobre o que nos preocupa, no presente e no futuro...

...de companheirismo...

O ir ajudar alguém à Unidade, quando a coisa se complica, numa folga, apenas por solidariedade;
As viagens até Lisboa, para fazer companhia a quem não quer fazer a viagem sozinho;
O estar morto de cansaço e ir beber um copo, porque se sabe que há esse alguém que precise, mesmo quando ele não dá a perceber;
O ir a Mac Donald's à 1h da manhã porque há um amigo que anda a suspirar por um Big Mac há 2 meses;

...das chatices...

Porque há os (as) se "cortam" e nos deixam pendurados quando é para sair;
O silêncio quando é para combinar algo e afinal, nada se combina;
Os amuos e os "descarregamentos" (quase sempre sem razão) por causa de mal-entendidos que acabam por ser resolvidos;

Enfim, um sem número de coisas...que fazem parte e que acabam por serem saudáveis para o crescimento do espírito de grupo :)

Talvez por não ter irmãos, por ter de aprender desde muito cedo a brincar, a passar tempo ou a desenrascar-me sozinho, nunca fui muito de dizer certas coisas que sinto aos outros... Quando o disse, ainda em Coimbra, foi a desilusão... Talvez porque as pessoas que escolhi para desabafar foram, na verdade, companheiros de copos e de divertimento... Nunca o resto...

Sempre, e depois ainda mais, me foi difícil dizer:

"Adoro-te, amigo!"

"Gosto muito de ti!"

"Fazes-me bem!"

"Gosto de estar contigo!"

"Não me deixes, não me quero separar de ti"

"É por pessoas como tu que dá gosto continuar aqui..."

etc...

São frases que sempre me foram difíceis de dizer. Talvez por medo da reacção dos outros... Talvez com um pé atrás para não passar por "lamechas"... Talvez porque não quero mesmo demonstrar na verdade o que sinto, por mecanismo de defesa...

Não sei...

Só sei que, a estes, não me importo de ser chato e de o repetir muitas vezes, tantas quantas eu quiser...

Simplesmente porque merecem, por serem quem são e como são...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Nossa Senhora do Rosário de Fátima, salvai-nos e salvai Portugal!


A treze de Maio
Na Cova da Iria,
Apareceu brilhando
A Virgem Maria.


Avé, Avé, Avé Maria!
Avé, Avé, Avé Maria!

A Virgem Maria
Cercada de luz,
Nossa Mãe bendita
E Mãe de Jesus.

Foi aos pastorinhos,
Que a Virgem falou,
Desde então nas almas,
Nova luz brilhou.

Com doces palavras,
Mandou-nos rezar,
A Virgem Maria,
Para nos salvar.

Mas jamais esqueçam,
Nossos corações,
Que nos fez a Virgem,
Determinações.

Falou contra o luxo,
Contra o impudor,
De modestas modas,
De uso pecador.

Disse que a pureza,
Agrada a Jesus,
Disse que a luxúria,
Ao fogo conduz.

A treze de Outubro,
Foi o seu adeus,
E a Virgem Maria,
Voltou para os céus.

À Pátria que é vossa,
Senhora dos Céus,
Dai honra, alegria
E a graça de Deus.

À Virgem bendita,
Cante seu louvor,
Toda a nossa terra,
Um hino de amor.

Todo o mundo A louve,
Para se salvar,
Desde o vale ao monte,
Desde o monte ao mar.

Ah! Demos-Lhe graças,
Por nos dar seu bem,
À Virgem Maria,
Nossa querida Mãe!

E para pagarmos,
Tal graça e favor,
Tenham nossas almas,
Só bondade e amor.

Avé, Virgem Santa,
Estrela que nos guia,
Avé, Mãe da Pátria.
Oh! Virgem Maria!

Oração:
Nossa Senhora de Fátima, que viestes chamar-nos a todos à conversão, à oração e à penitência, ajudai-nos a fazer de Cristo, vosso adorável filho, o centro da nossa vida e a medida de todas as coisas. Rainha santa do Universo, intercedei por todos os vossos filhos que peregrinam sobre a Terra.

Oração retirada do blog TRADIÇÃO CATÓLICA (www.emdefesadelefebvre.blogspot.com)

Francisco e Jacinta, rogai por nós!

Nossa Senhora de Fátima, salvai o mundo que em Vós confia!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Salve, Rainha!

Senhora, um dia descestes,
À terra que em Vós confia,
Descestes à Serra d'Aire,
Em plena Cova da Iria.

Salve Regina!
Salve Regina!
Ora pro nobis, Maria!

Nas mãos trazíeis o Terço,
Que pende da Vossa Imagem!
Na fronte uma estrela de ouro,
Nos lábios doce mensagem!

Falando a três Pastorinhos
De cima de uma azinheira,
Pregastes a penitência
Aos povos da terra inteira.

Pedistes que nos uníssemos
Em oração e concórdia
Com pena dos pecadores,
Ó Mãe de misericórdia!

Olhai, ó Virgem do Céu,
O mundo que pede luz.
Bendita sejais, Senhora!
Bendito seja Jesus!

Bendizemos o Teu nome, Maria Santíssima!

Bendizemos o Teu nome,
Mãe do Céu, Virgem Maria!
Bendizemos à porfia
Do Teu Filho salvador.

Aqui vimos, Mãe querida,
Consagrar-te o nosso amor!

Esmagaste, ó Virgem Santa,
Toda bela, Imaculada,
A cabeça envenenada
Do dragão enganador.

Todo o mundo, ó Mãe bendita,
Cheio está de Tuas glórias!
De perpétuas memórias
De Teu nome e Teu louvor.

Advogada poderosa,
O universo em Ti confia!
Porque és Tu refúgio e guia,
Para o justo e o pecador.

És conforto dos aflitos,
És das graças dispenseira.
És da paz a mensageira,
Nossa esperança e nosso amor!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Com os peregrinos de Fátima, cantemos à Virgem Santíssima!

Caminhos de bênção,
Andados por bem,
Exortam as almas
a ir mais além.



Cantemos à Virgem,
Que os passos nos guia:
Salve, Rainha!
Salve, Rainha!
Avé Maria!

Os sinos da torre,
Dão horas de luz.
Do Alto nos fala
A Mãe de Jesus.

Peregrinos se juntam
Aos pés da azinheira
Se Fátima é fogo
Jesus é a fogueira.

*

Por Cristo, em Cristo,
Que o mundo abraça,
Salvai o mundo,
Que em Vós confia!

Avé Maria, cheia de Graça!
Avé Maria! Avé Maria!

Senhora, nós Vos louvamos!


Senhora, nós Vos louvamos,
Em dor e amor, noite e dia.
Senhora, nós Vos louvamos!

Hossana, Hossana, Rainha de Portugal!
Hossana, Hossana, Virgem Maria.

Senhora, nós Vos rezamos,
Quem Vos reza em Vós confia.
Senhora, nós Vos rezamos!

Senhora, nós Vos cantamos,
Causa da nossa alegria.
Senhora, nós Vos cantamos!

Senhora, nós Vos aclamamos,
No Altar da Cova da Iria.
Senhora, nós Vos aclamamos!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Maio, mês de Maria

Sancta Maria, ora pro nobis!



Salve, ó Senhora Santa, Rainha Santíssima,Mãe de Deus, ó Maria, que sois Virgem feita igreja, eleita pelo Santíssimo Pai celestial, que vós consagrou por seu Santíssimo e dilecto Filho e o Espírito Santo Paráclito.
Em vós residiu e reside toda plenitude da graça e todo o bem.
Salve, ó palácio do Senhor!
Salve, ó tabernáculo do Senhor!
Salve, ó morada do Senhor!
Salve, ó manto do Senhor!
Salve, ó serva do Senhor!
Salve, ó mãe do Senhor!
E salve vós todas, ó santas virtudes derramadas, pela graça e iluminação do Espírito Santo, nos corações dos fiéis, transformando-os de infiéis em fiéis servos de Deus!
Amen.


"O mês de Maio anima-nos a pensar e falar de modo especial sobre Ela. Com efeito, este é o Seu mês. Assim, portanto, o período do ano litúrgico e ao mesmo tempo o mês corrente chamam e convidam os nossos corações a abrirem-se de maneira singular para Maria.
(João Paulo II, Audiência geral, 2 de Maio de 1979).

Fala-nos São Josemaria:

Canta diante da Virgem Imaculada, recordando-Lhe: Ave, Maria, Filha de Deus Pai; Ave, Maria, Mãe de Deus Filho; Ave, Maria, Esposa de Deus Espírito Santo... Mais do que tu, só Deus!(Caminho, 496)
De uma maneira espontânea, natural, surge em nós o desejo de conviver com a Mãe de Deus, que é também nossa mãe; de conviver com Ela como se convive com uma pessoa viva, porque sobre Ela não triunfou a morte; está em corpo e alma junto a Deus Pai, junto a seu Filho, junto ao Espírito Santo. Para compreendermos o papel que Maria desempenha na vida cristã, para nos sentirmos atraídos por Ela, para desejar a sua amável companhia com filial afecto, não são precisas grandes especulações, embora o mistério da Maternidade divina tenha uma riqueza de conteúdo sobre a qual nunca reflectiremos bastante.

A fé católica soube reconhecer em Maria um sinal privilegiado do amor de Deus. Deus chama-nos, já agora, seus amigos; a sua graça actua em nós, regenera-nos do pecado, dá-nos forças para que, entre as fraquezas próprias de quem é pó e miséria, possamos reflectir de algum modo o rosto de Cristo. Não somos apenas náufragos que Deus prometeu salvar; essa salvação já actua em nós. A nossa relação com Deus não é a de um cego que anseia pela luz mas que geme entre as angústias da obscuridade; é a de um filho que se sabe amado por seu Pai. Dessa cordialidade, dessa confiança, dessa segurança, nos fala Maria. Por isso o seu nome vai tão direito aos nossos corações. A relação de cada um de nós com a nossa própria mãe pode servir-nos de modelo e de pauta para a nossa intimidade com a Senhora do Doce Nome, Maria.

Temos de amar a Deus com o mesmo coração com que amamos os nossos pais, os nossos irmãos, os outros membros da nossa família, os nossos amigos ou amigas. Não temos outro coração. E com esse mesmo coração havemos de querer a Maria. Como se comporta um filho ou uma filha normal com a sua Mãe? De mil maneiras, mas sempre com carinho e confiança. Com um carinho que se manifestará em cada caso de determinadas formas, nascidas da própria vida, e que nunca são algo de frio, mas costumes muito íntimos de família, pequenos pormenores diários que o filho precisa de ter com a sua mãe e de que a mãe sente falta, se o filho alguma vez os esquece: um beijo ou uma carícia ao sair ou ao voltar a casa, uma pequena delicadeza, umas palavras expressivas...

Nas nossas relações com a nossa Mãe do Céu, existem também essas normas de piedade filial, que são modelo do nosso comportamento habitual com Ela. Muitos cristãos tornam seu o antigo costume do escapulário; ou adquirem o hábito de saudar (não são precisas palavras; o pensamento basta) as imagens de Maria que há em qualquer lar cristão ou que adornam as ruas de tantas cidades; ou dão vida a essa oração maravilhosa que é o Terço, em que a alma não se cansa de dizer sempre as mesmas coisas, como não se cansam os enamorados, e em que se aprende a reviver os momentos centrais da vida do Senhor; ou então habituam-se a dedicar à Senhora um dia da semana – precisamente este em que estamos reunidos: o sábado – oferecendo-lhe alguma pequena delicadeza e meditando mais especialmente na sua maternidade.
(Cristo que passa, 142)

Maria Santíssima, Mãe de Deus, passa despercebida, como uma qualquer, entre as mulheres do seu povo. Aprende d’Ela a viver com «naturalidade».
(Caminho, 499)

São José Operário

São José, rogai por nós.

"O primeiro de Maio, considerado hoje na Europa o dia da «Festa do trabalho», foi, durante muitos anos, nos fins do século XIX e princípios do século XX, um dia de reivindicações e mesmo de lutas violentas pela promoção da classe operária.

A Igreja que se mostrou sempre sensível aos problemas do mundo do trabalho, quis dar uma dimensão cristã a este dia. Nesse sentido, Pio XII, em 1955, colocava a «Festa do trabalho» sob a protecção de S. José, na certeza de que ninguém melhor do que este trabalhador poderia ensinar aos outros trabalhadores a dignidade sublime do trabalho.

Operário durante toda a sua vida, S. José teve como companheiro de trabalho, na oficina de Nazaré, o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo.E foi, na verdade, Jesus que lhe ensinou que o trabalho nos associa ao Criador, dando-nos a possibilidade de aperfeiçoar a natureza, de acabar a criação divina. O trabalho é um serviço prestado aos irmãos. O trabalho é um meio de nos associarmos à obra redentora de Cristo."

(Gaudium et Spes, 67).

Fala-nos São Josemaria Escrivá:

"Às vezes, quando se tratava de pessoas mais pobres do que ele, José trabalharia aceitando alguma coisa de pouco valor, que deixava a outra pessoa com a satisfação de pensar que tinha pago. Normalmente José cobraria o que fosse razoável; nem mais nem menos. Saberia exigir o que em justiça lhe era devido, já que a fidelidade a Deus não significa renúncia a direitos que na realidade são deveres; S. José tinha de exigir o que era justo, porque tinha de sustentar a família que Deus lhe tinha confiado, com a recompensa desse trabalho.

A exigência dos nossos direitos não deve ser fruto de um egoísmo individualista. Não se ama a justiça se não se deseja vê-la também cumprida para com os outros. Como também não é lícito encerrar-se numa religiosidade cómoda, esquecendo as necessidades dos outros. Quem deseja ser justo aos olhos de Deus também se esforça para que a justiça se realize de facto entre os homens. E não apenas. pelo bom motivo de que o nome de Deus não seja injuriado, mas porque ser cristão significa captar e corresponder a todos os anseios nobres do homem. Parafraseando um texto conhecido, do Apóstolo S. João, pode-se dizer que mente quem afirma que é justo com Deus mas não é justo com os outros homens; e a verdade não habita nele.

Como todos os cristãos que viveram aquele momento, recebi com emoção e alegria a decisão de festejar a festa litúrgica de S. José Operário. Esta festa, que é uma canonização do valor divino do trabalho, mostra como a Igreja, na sua vida colectiva e pública, se fez eco das verdades centrais do Evangelho, que Deus quer que sejam especialmente meditadas nesta nossa época."

Livro Cristo que Passa - Na Oficina de José, ponto 52

terça-feira, 28 de abril de 2009

110 anos de sonho e tradição

Sei que não tem nada a ver com contexto do blog, mas tenho de deixar aqui o cartaz das Noites no Parque da Grandiosa Queima das Fitas de Coimbra... (se bem que eu quase nunca chego a tempo dos concertos, mas fica a informação para os madrugadores que conseguem...)



http://2009.queimadasfitas.org/

Quinta-feira, é dia de treinos :p, Sexta-feira, dia da Serenata, Sábado, dia de Jantar de Curso com os antigos colegas e Domingo, dia do Cortejo. Estou lá! :)

Oh Coimbra da saudade,
Olha o sol que se pôs.
Estás tão bela esta tarde,
Fazes esquecer minha dor...

Triste dor, triste sina,
De quem te ama com o coração.
Num carinho, num só beijo,
Vais matar o meu desejo...

Com a roupa engelhada,
trazes mágoas, oh Coimbra!
Com o Mondego a reflectir a lua,
Esta noite é minha e tua...

(Autor desconhecido, 2004)

domingo, 26 de abril de 2009

Alerta da OMS para o risco de pandemia de gripe suína

Está em marcha uma operação de vigilância à escala global. A nova estirpe do vírus da gripe, detectada nos últimos dias na América Central e nos Estados Unidos, levou a OMS a alertar os governos internacionais para o "potencial pandémico" de uma variante que resulta da combinação de um vírus suíno e de outras estirpes aviárias e humanas. Crescem os receios de uma pandemia de proporções superiores às da SARS de 1997, que matou várias centenas de pessoas.

Algumas questões sobre o surto da gripe suína que se estima que tenha vitimado mais de 60 pessoas no México e infectado oito nos Estados Unidos, deixando a Organização Mundial de Saúde a falar de um "potencial de pandemia".

O que é a gripe suína?

Frequente e poucas vezes fatal, embora com altos níveis de transmissão, a gripe suína é uma doença respiratória dos porcos. Normalmente, não é contagiosa para humanos, embora em casos de pessoas com contacto muito próximo com porcos seja possível a transmissão dos vírus da gripe suína (que, tal como outros vírus gripais, está em constante mutação). Mais rara ainda é a transmissão entre humanos.

Este surto deve-se a um novo tipo de gripe suína?

Sim. Trata-se de uma nova estirpe, nunca vista anteriormente, do vírus da gripe H1N1. Tem ADN de aves, suínos e humanos.
Quais são os sintomas?

Os sintomas são semelhantes aos da gripe humana normal: dores musculares, febre, tosse, cansaço, embora esta estirpe provoque mais frequentemente náuseas, vómitos e diarreia.

Porque é preocupante?

A gripe suína, mesmo nos casos raros em que é transmitida a humanos, raramente consegue passar de um humano para outro. Mas esta nova estirpe parece ser facilmente transmitida entre humanos, aparentemente do mesmo modo que a gripe: por partículas da saliva de uma pessoa infectada, sobretudo através da respiração e da fala (daí a recomendação de usar máscaras).

Quantas pessoas foram afectadas?

Para já, há 16 mortes confirmadas no México e outras 50 que se pensa terem tido como causa a infecção por este vírus. Nos Estados Unidos há sete descrições de infecção.A OMS avisou para uma potencial pandemia.

Porquê?

Porque é um vírus que está a afectar pessoas jovens e de boa saúde (normalmente a gripe atinge mais crianças e idosos ou pessoas fragilizadas) e ainda por causa da sua distribuição geográfica – casos em várias províncias mexicanas e na Califórnia e no Texas –, o que mostra que não está num lugar restrito.

Há alguma vacina?

Não há ainda uma vacina. Como são produzidas em ovos, as vacinas demoram sempre algumas semanas até chegarem ao público.

E tratamento?

Este vírus é sensível a dois medicamentos antivirais, o Tamiflu e o Relenza, que devem ser, no entanto, tomados nos primeiros dias de sintomas para serem mais eficazes.

E o que estão a fazer os países afectados?

As autoridades dos locais afectados estão a lançar avisos para que as pessoas evitem grandes multidões, e no México foram encerrados museus, bibliotecas. Até os jogos de futebol do fim-de-semana se vão realizar com os estádios vazios. Claro que, como dizia, citado pelo "Times" on-line o perito em saúde pública Michael Osterholm, da Universidade do Minnesota, “milhões de pessoas entram e saem todos os dias da Cidade do México [onde vivem 20 milhões de pessoas]. Tem de se pensar que há mais transmissões não reconhecidas por aí”.

A OMS já pediu aos países que tomassem atenção a casos com sintomas semelhantes.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

...


Revoltado...

Triste...

Sem capacidade de compreender...

Impossível não nos sentirmos assim depois de sabermos certas notícias que nos deixam completamente de rastos... Quando se sabe que um amigo, o LC, após ter terminado a licenciatura e ter começado a trabalhar e a viver com a namorada, lhe é diagnosticado cancro do pulmão com mau prognóstico, com metástases já espalhadas por outros locais do corpo.

Não acho normal. Não acho justo que um rapaz de 24 anos se veja numa situação deste tipo. Não consigo compreender. Um rapaz saudável, que nunca tocou num cigarro que fosse nem era de cometer grandes exageros.

Óbvio que todos apanhávamos as nossas bubas, nomeadamente nos ENEE's (Encontros Nacionais de Estudantes de Enfermagem), Queimas, Latadas e convívios Bissayenses... Ele era dos poucos que "mantinha sempre o nível,", como ele gosta de dizer :)

Isto não era suposto ser assim.

Não devia ser assim.

Não é justo ser assim!

Não percebo como podem acontecer estas coisas...

Estou revoltado.

Estou zangado.

Estou triste. Com a vida. Com tudo.

Por isso digo: não vale a pena andar com tretas e discussões de meia-tijela ou arranjar conflitos sem necessidade nenhuma.

Para quê?? Adianta-nos de alguma coisa, por acaso?

Poupemos as energias para tratar bem dos outros, para fazê-los sentir especiais, para sermos felizes, para transmitir alegria uns aos outros.

Enfim, infelizmente há pessoas que parecem gostar de alarmismos e de pensar no pior que existe e nas desgraças que aí virão... ou não...

Acho que faz parte da nossa cultura, o facto de se gostar e de se dar atenção às coisas más, mais que às boas...

Eu, hoje, quero pensar nas boas. Não quero pensar em nada que não seja mostrar a minha amizade e apreço por aqueles que o merecem. Não quero pensar em nada que não seja aproveitar estes meus 2 dias de folga para fazer algo que realmente goste, com pessoas com quem vale a pena estar...

Vou sair, passear, ir às compras, ir à praia, ir a um bar agradável, beber uma caipirinha (ou mais...) numa esplanada, fazer umas caminhadas...

Com a Diana, com o Miguel, com a Carolina, com as Sónias, com o Pedro e com a Ana.

E dizer-lhes o quanto me dá prazer sair com eles, o quanto gosto de estar com eles, como gosto deles...

No entanto, não consigo deixar de pensar no LC.

Como me diz uma amiga "Ninguém diga que está completamente bem".

Eu não estou.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O novo Santo Português

São Nuno de Santa Maria, rogai por nós.


Nascido em 1360, Nuno Álvares Pereira foi educado nos ideais nobres da Cavalaria medieval, no ambiente das ordens militares e depois na corte real. Tal ambiente marcou a sua juventude. As suas qualidades e virtudes impressionaram particularmente o Mestre de Aviz, futuro rei D. João I, que encontrou em D. Nuno o exímio chefe militar, estratega das batalhas dos Atoleiros, de Aljubarrota e Valverde, vencidas mais por mérito das suas virtudes pessoais e da sua táctica militar do que pelo poder bélico dos meios humanos e dos recursos materiais.

Casou com D. Leonor Alvim de quem teve três filhos, sobrevivendo apenas a sua filha Beatriz, que viria a casar com D. Afonso, dando origem à Casa de Bragança. Tendo ficado viúvo muito cedo e estando consolidada a paz, decidiu aprofundar os ideais da Cavalaria e dedicar se mais intensamente aos valores do Evangelho, sobretudo à prática da oração e ao auxílio dos pobres. Assim, pediu para ser admitido como membro da Ordem do Carmo, que conhecera em Moura e apreciara pela sua vida de intensa oração, tomando o profeta Elias e Nossa Senhora como modelos no seguimento de Cristo.

De Moura, no Alentejo, vieram alguns membros da comunidade carmelita, para o novo convento que ele mesmo mandara construir em Lisboa. Em 1422, entra nesta comunidade e, a 15 de Agosto de 1423, professa como simples irmão, encarregado de atender a portaria e ajudar Verificação ortográficaos pobres. Passou então a ser Frei Nuno de Santa Maria. Depois de uma intensa vida de oração e de bem fazer, numa conduta de grande humildade, simplicidade e amor à Virgem Maria e aos pobres, faleceu no convento do Carmo, onde foi sepultado.

Logo após a sua morte começou a ser venerado como santo pela piedade popular. As suas virtudes heróicas foram oficialmente reconhecidas pelo Papa Bento XV, que o proclamou beato, em 1918, passando a ter celebração litúrgica a 6 de Novembro.

No próximo Domingo, 26 de Abril, às 10 horas da manhã (hora de Roma), na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI presidirá à canonização do Beato Nuno de Santa Maria, “o Santo Condestável”.

O milagre que permitiu a canonização aconteceu em 2000. Foi o caso de Guilhermina de Jesus, uma idosa que se tinha queimado com óleo de fritar, que foi o escolhido.

A 29 de Setembro de 2000, Guilhermina de Jesus estava em sua casa a cozinhar quando lhe saltou óleo de fritar para o olho, queimando-lhe a córnea e cegando-lhe uma vista. Apesar da rápida intervenção médica e da hospitalização, os médicos afirmaram que a única solução seria um tratamento com medicamentos muito fortes, que duraria cerca de um ano.

Guilhermina de Jesus, a mulher que recebeu a graça do milagre entretanto provado, contou em exclusivo à Revista Família Cristã que a devoção ao beato Nuno já vinha de trás. "Há muitos anos que é o santo da minha devoção", afirma Guilhermina. Por essa mesma razão, relata o padre Francisco Rodrigues, vice-postulador da Causa da Canonização do Beato Nuno, "a Guilhermina, juntamente com o seu pároco, família e amigos deslocaram-se a Fátima, onde rezaram uma novena pública ao beato Nuno".

"Um tempo mais tarde, e vendo que a situação da sua paciente não melhorava, a sua médica, a doutora Lucinda, sugeriu-lhe que colocasse uma lente especial que lhe permitiria não usar o penso, que já a incomodava", recorda o padre Francisco. Nessa mesma noite, enquanto se preparava para colocar a lente, deslocou-se ao quarto, rezou ao beato Nuno e beijou a sua imagem. Quando regressou à sala e passou a mão pela vista, viu que já não lacrimejava e que conseguia ver daquele olho. "Não disse nada a ninguém naquela noite e fui dormir com uma sensação de paz muito grande", recorda a sexagenária, que no dia seguinte foi contar ao seu filho e ao padre Querido, seu pároco, o que lhe tinha sucedido.

O milagre foi examinado pela consulta médica da Congregação das Causas dos Santos em Abril de 2008, pelos teólogos em Maio, pela Plenária do Dicastério, composta pelos Cardeais, Arcebispos e Bispos, em Junho, e finalmente pelo Santo Padre Bento XVI no dia 3 de Julho. Entrevista ao Cardeal Dom José Saraiva Martins:

Ecclesia – O que faz de Nuno Álvares Pereira um Santo?

Cardeal José Saraiva Martins – Essa pergunta vale para todos os outros Santos, a espiritualidade é a sua santidade. O Beato Nuno não é uma figura fora de moda, é actualíssima, por causa da mensagem que nos transmite.
É admirável na sua espiritualidade carmelita e no seu amor pelos pobres, o que é hoje muito actual. Nos últimos anos da sua vida, como se sabe, passava o tempo pelas ruas de Lisboa, a pedir esmola para os mais desfavorecidos, o que supõe um amor fantástico ao próximo. Hoje, quando se fala tanto em pobres, o exemplo do beato Nuno pode ser uma mensagem extremamente importante para a Igreja portuguesa, convidada a seguir o seu exemplo.
Por outro lado, tem uma espiritualidade profundamente mariana: antes e durante as batalhas, ajoelhava-se e rezava a Nossa Senhora. Isto é muito significativo, muito importante, era um militar e fazer isso supõe um grande acto de heroísmo.

Ecclesia – Que outras virtudes destacaria nesta figura?

JSM – Acima de tudo, a sua humildade. Deixou tudo, absolutamente tudo, e fez-se carmelita para se dedicar à vida religiosa e aos pobres. Esta é uma virtude que praticou em grau heróico.

Ecclesia – A devoção ao Beato Nuno já teve uma expressão considerável...

JSM – Já teve e eu acho que ainda tem, porque esta devoção está muito divulgada em Portugal, ele é um bocado como o São Genaro em Nápoles: para eles, aquele Santo protector é tudo.
Hoje, a devoção é muito viva entre o povo cristão, para os fiéis.

Ecclesia – Uma devoção muito mariana...

JSM – Sim, como disse antes, fica visível nos pedidos de ajuda e protecção à Mãe de Deus antes das batalhas, uma expressão clara e evidente da devoção profunda e interior a Nossa Senhora.
Ele era um Santo do seu tempo e não devemos criticar certas devoções de então, porque pecaríamos com um anacronismo histórico. Temos de interpretar a história no contexto do passado. Seria um passado imperdoável ver com os olhos de hoje a história de ontem e isso vale também para o Beato Nuno, que viveu num tempo muito diferente do nosso. Contudo, a mensagem é a mesma e é validíssima.

Ecclesia – Na sua opinião, porque é que o processo esteve parado durante tanto tempo?

JSM – Isso será alvo de um estudo que irei publicar, em que lanço um olhar sobre as várias fases do processo. A demora aconteceu, muitas vezes, por questões burocrática, outras vezes por não se ter compreendido a figura gigantesca do Beato Nuno.

Ecclesia – Não foi compreendido no Vaticano?

JSM – Não tanto no Vaticano, mas fora do Vaticano. Para dar um exemplo, em 1942 o Beato Nuno poderia ter sido canonizado, o Papa Pio XII tinha a convicção de que seria bom canonizá-lo e declarou-se disposto a fazê-lo por via de um decreto, ou seja, sem cerimónia litúrgica na Praça de São Pedro. Esta proposta, contudo, não foi aceite e acabou por se ficar sem a canonização e sem a cerimónia.

Ecclesia – Não foi aceite por quem?

JSM –A História é sempre complexa, seria muito longo explicar tudo aqui. Esteve em causa o compreender bem a história, o valor daquela figura e o significado da canonização.

Ecclesia – Hoje já ouvimos por aqui alguma contestação à canonização, até por causa do próprio milagre...

JSM – Quem faz essas afirmações teria de prová-las. Respondo afirmando que a cura da senhora Guilhermina de Jesus foi examinada pelo grupo de médicos, profissionais reputados, catedráticos universitários, que olham para o caso apenas do ponto de vista científico. É a voz da ciência, nua e crua, os médicos da Congregação para as Causas dos Santos têm de agir como cientistas, chegámos mesmo a pedir pareceres a médicos agnósticos, nalguns casos. Se quem contesta o milagre quer ser mais do que os especialistas, então isso é outra coisa...

Ecclesia – Entende que hoje é possível conhecer melhor a figura para ultrapassar ambiguidades?

JSM – Certamente, hoje temos meios de que os nossos antepassados não dispunham.

Ecclesia – Como sente que está a ser vivida a preparação da cerimónia?

JSM – Com muito entusiasmo, pelo que pude observar, a começar pela família carmelita, que há muito tempo aspirava por este dia. Muitos portugueses irão a Roma e eu, como prefeito que levou ao fim este processo, sou a pessoa mais feliz do mundo.

Ecclesia – Sente que foi a cereja no cimo do bolo do trabalho que fez na Congregação?

JSM – Não, no fundo foi o Beato Nuno quem fez outro milagre, para ser canonizado agora, porque nos últimos 3 meses da minha prefeitura fez-se o que se faz, muitas vezes, em muitos anos: o exame da cura por parte dos médicos, dos teólogos, dos Cardeais da Congregação e, finalmente, a aprovação do Papa numa audiência privada. Foram meses muito intensos. Eu achava que era importante deixar a prefeitura com tudo terminado.

Ecclesia – A canonização pode ser uma oportunidade para reavivar o catolicismo português?

JSM – Eu acho que pode ser uma ocasião para rever certas posições de muitos crentes, para reavivar a fé, porque qualquer canonização é um momento importantíssimo para o país de origem do novo santo. É um erro pensar que só a Igreja está interessada nestes eventos, é também o Estado, todo o povo.

Fontes:

Agência Ecclesia;
Rádio Vaticano;
Revista Família Cristã.


domingo, 19 de abril de 2009

Bento XVI completa quatro anos de pontificado

Annuntio vobis Gaudium magnum!
Habemus papam!


O Papa Bento XVI completa hoje quatro anos de Pontificado. O Santo Padre, como diz Santa Catarina de Sena, é o "Doce Cristo na Terra”. É o guardião da doutrina, o pai espiritual dos católicos.

É a Pedra da unidade da Igreja.

O Santo Padre continua a luta em defesa da moral católica no combate ao aborto, à manipulação de embriões, à eutanásia, ao sexo livre, à depravada prática homossexual, à imposição da cultura gayzista e ao "casamento" de gays, etc... Isto tudo tem sido um grande desafio para o Papa e motivo de muitas críticas.

O Papa tem combatido, desde o início do Pontificado, a maldita “ditadura do relativismo”, segundo o qual não existe uma verdade absoluta e tudo se reduz à vontade de cada um.

Há quatro anos, alguns pensavam que o Papa fosse um reaccionário ultra-conservador.

O Papa Bento XVI é conservador no sentido de conservar-se fiel ao Evangelho e ao Magistério da Igreja, e isso é correcto. Ele tem dito e ensinado as mesmas verdades que os Papas anteriores a ele ensinaram, nada a mais.

O mundo fica na ilusão de que a Igreja vai, um dia, mudar a sua moral e a sua doutrina. Mas ela não vai, nem pode fazer isso, pois é um legado perene que Jesus deixou para a salvação dos homens.

Sobre o "casamento" de gays, a Igreja sempre considerou a prática homossexual, não a tendência, uma grave desordem, algo contra a lei de Deus que criou o homem e a mulher para que o casal humano fosse a base da família e da sociedade. O perverso "casamento" entre homossexuais cria uma "família" falsa, e isto prejudica a verdadeira, e terá sérias consequências para a sociedade.

O tempo dará razão...

Este Papa foi eleito num dos Conclaves mais rápidos da história da Igreja, porque estava claro para os cardeais que ele era o Cardeal mais preparado para substituir João Paulo II, o Grande. Estes quatro anos mostraram o acerto dessa medida. Ele dá sequência ao trabalho de João Paulo com extraordinária coragem, lucidez, e mais espontaneidade.

Não tem medo de dizer a Verdade de Deus onde quer que deva pregar, com humildade e sabedoria. Se o mundo o critica é porque Jesus Cristo sempre foi e sempre será “sinal de contradição” (Lc 2, 34), e o Papa é o seu Representante na terra, então, não podemos esperar outra reacção do mundo.

A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 1, 4-5).

Sua Santidade, o Papa Paulo VI já tinha dito que o mundo vai mal porque quer dar soluções fáceis, rápidas, cómodas, e inócuas, para problemas difíceis.

E a Igreja não aceita isso, porque não é irresponsável e, por isso, será sempre atacada.

Adaptado do texto retirado do site: http://www.cleofas.com.br/

Santa Maria, Mãe da Igreja, abençoai o Santo Padre Bento XVI!

Cardeal Patriarca diz que preservativo é falível e acusa Imprensa de mediatização incorrecta dos acontecimentos

Uma notícia da Agência Lusa:

O Cardeal Patriarca de Lisboa afirmou que o preservativo é falível, opinião que lhe foi transmitida por "responsáveis portugueses", comungando da opinião de Bento XVI de que não deve ser a "única maneira de combate à sida".

D. José Policarpo, que admitiu numa entrevista à Agência Lusa ter pensado nesta questão nos últimos dias, disse ter mantido conversas com "responsáveis portugueses", que não identificou, que lhe confirmaram que o preservativo é um "meio falível".

Na primeira referência pública à polémica que marcou a visita do Papa aos Camarões e a Angola, em África, o Cardeal Patriarca lamentou que a comunicação social tivesse reduzido praticamente toda a viagem à questão do preservativo, que considera ter sido mal abordada pelos media.

"Faz impressão como é que uma pergunta naquele contexto, num diálogo espontâneo num avião, o Santo Padre (...) alerta que a solução que tem sido seguida, a do preservativo, não é uma solução e porventura não é uma solução segura, como é que se reduz a viagem do Santo Padre a África a isto?", interrogou.

"O que estava em questão era o preservativo como única maneira de combate à sida, mas nisso até grandes especialistas estão de acordo" de que não é a solução, sublinhou.

Na reflexão que fez sobre o tema do preservativo, D. José Policarpo sublinha que a Igreja Católica não muda de doutrina só porque é pressionada.

"A Igreja muda pastoralmente, muda na oração, muda na meditação da Palavra de Deus. A Igreja tem de ser fiel à mensagem, que é a grande mensagem para a humanidade. Portanto, os meios de comunicação social que tirem daí a ideia de que a Igreja vai mudar porque nos pressionam para isto ou para aquilo", acentuou.

"A Igreja não pode desistir de uma doutrina da sexualidade que faça da sexualidade um grande dinamismo de humanização, de generosidade, de encontro de amor", sublinhou.

sábado, 18 de abril de 2009

Divina Misericórdia

"O Meu olhar, nesta imagem, é o mesmo que Eu tinha na Cruz."
(Diário, 326)


"Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benta solenemente no primeiro Domingo depois da Páscoa, e esse Domingo deve ser a Festa da Misericórdia."

"Desejo que os sacerdotes anunciem essa minha grande misericórdia para com as almas pecadoras. Que o pecador não tenha medo de se aproximar de Mim."

(Jesus a Santa Irmã Maria Faustina)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Domingo da Divina Misericórdia

"Eu sou o Primeiro e o Último. O que vive; conheci a morte, mas eis-Me aqui vivo pelos séculos dos séculos" (Ap 1, 17-18).


Neste Domingo, dia 19, Domingo II da Páscoa, a Igreja celebra a Festa da Divina Misericórdia.

"É importante, então, que acolhamos inteiramente a mensagem que nos vem da palavra de Deus neste segundo Domingo de Páscoa, que de agora em diante na Igreja inteira tomará o nome de "Domingo da Divina Misericórdia". (Papa João Paulo II)

Fala-nos São Josemaria Escrivá:

"É bom que tenhamos considerado as insídias destes inimigos da alma: a desordem da sensualidade e a leviandade; o desatino da razão que se opõe ao Senhor; a presunção altaneira, esterilizadora do amor a Deus e às criaturas.

Todas estas disposições de ânimo são obstáculos certos e o seu poder perturbador é grande. Por isso a liturgia faz-nos implorar a misericórdia divina: a ti elevo a minha alma, Senhor, meu Deus. E em ti confio; não seja eu confundido! Não riam de mim os meus inimigos, rezamos no intróito. E na antífona do ofertório iremos repetir: espero em ti; que eu não seja confundido!

Agora que se aproxima o tempo da salvação, dá gosto ouvir dos lábios de S. Paulo: depois de Deus, Nosso Salvador, ter manifestado a sua benignidade e o seu amor para com os homens, libertou-nos, não pelas obras de justiça que tivéssemos feito, mas por sua misericórdia. Se lerdes as Santas Escrituras, descobrireis constantemente a presença da misericórdia de Deus: enche a terra, estende-se a todos os seus filhos, super omnem carnem; cerca-nos, antecede-nos, multiplica-se para nos ajudar e foi continuamente confirmada.

Deus tem-nos presente na sua misericórdia, ao ocupar-se de nós como Pai amoroso. É uma misericórdia suave, agradável, como a nuvem que se desfaz em chuva no tempo da seca. Jesus Cristo resume e compendia toda a história da misericórdia divina: Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. E, noutra ocasião: Sede pois misericordiosos como também vosso Pai é misericordioso. Ficaram também muito gravadas em nós, entre muitas outras cenas do Evangelho, a clemência com a mulher adúltera, a parábola do filho pródigo, a da ovelha perdida, a do devedor perdoado, a ressurreição do filho da viúva de Naim.

Quantas razões de justiça para explicar este grande prodígio! Era o filho único daquela pobre viúva; era ele quem dava sentido à sua vida; só ele poderia ajudá-la na sua velhice! Mas Cristo não faz o milagre por justiça; fá-lo por compaixão, porque interiormente se comove perante a dor humana. Que segurança deve produzir-nos a comiseração do Senhor! Se ele clamar por mim, ouvi-lo-ei, porque sou misericordioso. É um convite, uma promessa que não deixará de cumprir. Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça a fim de alcançar misericórdia e o auxílio da graça, no tempo oportuno.

Os inimigos da nossa santificação nada poderão, porque essa misericórdia de Deus nos defende. E se caímos por nossa culpa e da nossa fraqueza, o Senhor socorre-nos e levanta-nos. Tinhas aprendido a afastar a negligência, a afastar de ti a arrogância, a adquirir piedade, a não ser prisioneiro das questões mundanas, a não preferir o caduco ao eterno. Mas, como a debilidade humana não pode manter o passo decidido num mundo resvaladiço, o bom médico indicou-te também os remédios contra a desorientação e o juiz misericordioso não te negou a esperança do perdão."

(Livro Cristo que Passa - A Vocação Cristã, ponto 7)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Parabéns, Santo Padre

Sua Santidade Bento XVI completa hoje 82 anos de vida.

Longa vida ao Papa Bento XVI, valente e gloriosamente reinante!

℟. Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius.

℣. Tu es Petrus,
℟. Et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam.

Oremus
Deus, omnium fidelium pastor et rector, famulum tuum Benedictum, quem pastorem Ecclesiae tuae praeesse voluisti, propitius respice: da ei, quaesumus, verbo et exemplo, quibus praeest, proficere: ut ad vitam, una cum grege sibi credito, perveniat sempiternam.
Per Christum, Dominum nostrum.
℟. Amen

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Coimbra, a Bela!

Mais um ano se passou...
Neste dia de Aniversário, não páro de me lembrar da cidade que me acolheu durante 4 anos...onde passei 4 aniversários excelentes :)

Foi lá que estudei, mais do que simplesmente Enfermagem, durante 4 anos, estudei a vida... Tenho saudades dos anos que passaram, dos colegas e amigos (e inúmeros conhecidos que nem do nome me lembro bem...) que lá encontrei... Saudades das tardes passadas à beira do Mondego, das noites passadas na Praça da República e daquelas que nem me lembro onde as passei... :)

Saudades das noites, das Queimas, (especialmente a de 2006! :p), das noites no parque, dos concertos, das feiras populares, das feiras medievais, das músicas, dos fados, das tunas, dos jardins, de São Martinho do Bispo, de tudo...

Há um ano, lá estava eu a desfrutar os últimos meses na Cidade Eterna dos Estudantes, em Coimbra, a Bela...

Há um ano, perdia o telemóvel (em pleno dia de Aniversário!) no meio de tantos finos... Ia morrendo, sendo eu um "telemoveldependente", quando voltei a ficar em condições para me aperceber da tragédia que tinha acontecido! ...LOL

Há um ano, estávamos todos no bar da Escola a comentar os "incidentes" e situações caricatas do último Ensino Clínico...

Há um ano, preparava-me para dizer "Adeus" a Coimbra, à Cabra reflectida no Mondego, à Comissão de Praxe, ao Traje...e a muitas outras coisas...

E disse-o dia 3 de Julho de 2008...

Foi um dia doloroso, tendo começado as 9h, com a Missa na Sé e a cerimónia de formatura e que terminou às 8h45 da manhã (dia 4, portanto...), em plena Praça da República, após a Gala Final e o convívio da Escola, com vários copos de cerveja e de shots vazios e cigarros partidos, tudo religiosamente guardado nos bolsos do traje...

Tenho saudades de tanta coisa naquela cidade que estaria aqui dois dias a enumerá-las...

Felizmente, mantenho muito perto muitos dos amigos que fiz na Cidade dos Amores...
E há aqueles dois ou três, particularmente especiais...que não me importava de fazer 4 ou 5 ou 10 anos de uma só vez, se fosse para adiantar o meu regresso a Coimbra...

Uma vez estudante de Coimbra, para sempre de Coimbra... Só quem por lá passa é q sabe e percebe porque é assim. Uma pessoa enamora-se de tal maneira!
Pronto, hoje deu-me para divagar sobre esta cidade, a mais bela de Portugal e arredores...

Às vezes tenho saudades...muitas saudades dela.

Alegra-me pensar que daqui a poucas semanas, lá estarei a reviver as festas académicas! :D

Das músicas da Praxe:

"Eu sem ti não sei viver,
minha pacata cidade...

Onde aprendi a beber,
Também a sentir saudade
Dos amores que eu vivi,
nesta vida embriagada;

Nada se compara a ti,
Oh doce Coimbra amada!"

domingo, 12 de abril de 2009

Dia de Páscoa, dia de passagem... :)

12 de Abril 2009... Para começar, hoje foi acordar bem cedo, coisa que detesto. E desta vez com muito sacrifício, para quem ontem saiu até àquelas lindas horas...

Acordei meio deprimido...vá-se lá saber porquê! Triste, cansado e com vontade de mandar a casa abaixo... Tive de esperar pelo Compasso quase uma hora e já me estava a chatear. Por fim, chegou e beijamos a Cruz cá em casa. Fui à Missa e almoçar com família. Nem assim o humor melhorou. Lanchei com primos que não vejo há meses. Um Domingo quase normal.

Por fim, aparece alguém em casa. O amigo de infância que está sempre lá quando é preciso. Não foi preciso dizer nada. apenas vesti o casaco e fomos para uma esplanada, ao final da tarde, falar, beber uns canecos e jogar uns matrecos com outro pessoal que entretanto apareceu.

Acho que era isto que me faltava fazer já desde há muito tempo...

Nada melhor, mas mesmo nada é melhor para o meu equilíbrio do que sair com alguém que gosto, falar-lhe, sair de casa...ou mesmo estarmos em casa, ver um filme, comer umas tostas, beber uma cerveja gelada! :) com aquela sensação de estar feliz apenas porque sim, porque vivemos :)

Abençoadas férias! :p

Por fim, perspectiva-se hoje jantar em minha casa com os meus pais, esse amigo e os pais e a irmã dele... logo se verá em que condições se chegará à noite para se cantarem os "parabéns para mim", à meia noite :)

Uma boa continuação de Domingo de Páscoa para todos :)

Aleluia! Cristo ressuscitou! Aleluia!

Christus vincit!
Christus regnat!
Christus imperat!

sábado, 11 de abril de 2009

Sábado Santo

SILÊNCIO E CONVERSÃO
V: Bendita sejais, Mãe do Redentor;
R: Por Vossa tão grande dor.
+
Virgem dolorosa,
Que aflita chorais,
Virgem magoada:
Bendita sejais!
+
Que duras espadas,
Que duros punhais
Ferem vosso peito:
Bendita sejais!
+
Que espada Vos fere
Quando O encontrais
Com a cruz pesada:
Bendita sejais!
+
No Calvário vedes
O Filho que amais
Morrer transpassado:
Bendita sejais!
+
Já tendes nos braços
E já contemplais
Vosso Filho morto:
Bendita sejais!
+
Vai para o sepulcro,
Sem Ele ficais,
Virgem dolorosa:
Bendita sejais!
+
Das lágrimas puras
Que Vós derramais
Nós somos a causa:
Bendita sejais!
+
Das meditações de D. Javier Echevarría sobre a Semana Santa:
Hoje é dia de silêncio na Igreja: Cristo jaz no sepulcro e a Igreja medita, admirada, o que fez por nós este Senhor nosso. Guarda silêncio para aprender do Mestre, ao contemplar o Seu corpo destroçado.
Cada um de nós pode e deve unir-se ao silêncio da Igreja. E ao considerar que somos responsáveis por essa morte, esforçamo-nos para que guardem silêncio as nossas paixões, as nossas rebeldias, tudo o que nos afaste de Deus. Mas sem estarmos meramente passivos; é uma graça que Deus nos concede quando lha pedimos diante do Corpo morto do Seu Filho, quando nos empenhamos em tirar da nossa vida tudo o que nos afaste d’Ele.
O Sábado Santo não é um dia triste. O Senhor venceu o demónio e o pecado e dentro de poucas horas vencerá também a morte com a Sua gloriosa Ressurreição. Reconciliou-nos com o Pai celestial; já somos filhos de Deus! É necessário que façamos propósitos de agradecimento, que tenhamos a segurança de que superaremos todos os obstáculos, sejam do tipo que forem, se nos mantemos bem unidos a Jesus pela oração e os sacramentos.
O mundo tem fome de Deus, embora muitas vezes não o saiba. As pessoas desejam que se lhes fale desta realidade gozosa — o encontro com o Senhor — e para isso estão os cristãos. Tenhamos a valentia daqueles dois homens — Nicodemos e José de Arimateia — que durante a vida de Jesus Cristo mostravam respeitos humanos, mas que no momento definitivo se atrevem a pedir a Pilatos o corpo morto de Jesus, para lhe dar sepultura. Ou a daquelas mulheres santas que, quando Cristo é já um cadáver, compram aromas e vão embalsamá-lo, sem terem medo dos soldados que guardam o sepulcro.
À hora da debandada geral, quando toda a gente se sentiu com direito a insultar, a rir-se e a zombar de Jesus, eles vão dizer: dá-nos esse Corpo, que nos pertence. Com que cuidado o desceriam da Cruz e iriam olhando para as Suas Chagas! Peçamos perdão e digamos, com palavras de São Josemaria Escrivá: subirei com eles ao pé da Cruz, apertarei o Corpo frio, cadáver de Cristo, com o fogo do meu amor..., retirar-lhe-ei os cravos com os meus desagravos e mortificações..., envolvê-Lo-ei com o pano novo da minha vida limpa e enterrá-Lo-ei no meu peito de rocha viva, donde ninguém m’O poderá arrancar, e aí, Senhor, descansai!
Compreende-se que colocassem o corpo morto do Filho nos braços da Mãe, antes de lhe dar sepultura. Maria era a única criatura capaz de Lhe dizer que entende perfeitamente o Seu Amor pelos homens, pois não foi Ela a causa dessas dores. A Virgem Puríssima fala por nós; mas fala para nos fazer reagir, para que experimentemos a Sua dor, feita uma só coisa com a dor de Cristo.
Retiremos propósitos de conversão e de apostolado, de nos identificarmos mais com Cristo, de estar totalmente pendentes das almas. Peçamos ao Senhor que nos transmita a eficácia salvadora da Sua Paixão e Morte. Consideremos o panorama que se nos apresenta pela frente. As pessoas que nos rodeiam, esperam que os cristãos lhes descubram as maravilhas do encontro com Deus. É necessário que esta Semana Santa — e depois todos os dias — sejam para nós um salto de qualidade, pedir ao Senhor que se meta totalmente nas nossas vidas. É preciso transmitir a muitas pessoas a Vida nova que Jesus Cristo nos conseguiu com a Redenção.
Socorramo-nos de Santa Maria: Virgem da Soledade, Mãe de Deus e Mãe nossa, ajuda-nos a compreender — como escreve São Josemaria — que é preciso fazer da nossa vida a vida e a morte de Cristo. Morrer pela mortificação e penitência, para que Cristo viva em nós pelo Amor. E seguir então os passos de Cristo, com afã de corredimir todas as almas. Dar a vida pelos outros. Só assim se vive a vida de Jesus Cristo e nos fazemos uma só coisa com Ele.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

+ SALVE, CRUX SANCTA +


V: Eis o madeiro da Cruz, no qual esteve suspensa a salvação do mundo.
R: Vinde, adoremos.

V: Adoramus Te Christe, et benedicimus Tibi.
R: Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.
+
V: Bendita sejais, Mãe do redentor,
R: Por Vossa tão grande dor.
+
Stabat Mater dolorosa
Juxta Crucem lacrimosa,
Dum pendebat Filius.
+
Cujus animam gementem,
Contristatam et dolentem,
Pertransivit gladius.
+
O quam tristis et afflicta
Fuit illa benedicta
Mater Unigeniti!
+
Quem maerebat, et dolebat,
Pia Mater, dum videbat
Nati paenas inclyti.
+
Quis est homo, qui non fleret,
Matrem Christi si videret
In tanto supplicio ?
+
Quis non posset contristari,
Christi Matrem contemplari
Dolentem cum Filio?
+
Pro peccatis suae gentis
Vidit Jesum in tormentis,
Et flagellis subditum.
+
Vidit suum dulcem natum
Moriendo desolatum,
Dum emisit spiritum.
+
Eia Mater, fons amoris,
Me sentire vim doloris Fac,
ut tecum lugeam.
+
Fac, ut ardeat cor meum
In amando Christum Deum,
Ut sibi complaceam.
+
Sancta Mater, istud agas,
Crucifixi fige plagas
Cordi meo valide.
+
Tui nati vulnerati,
Tam dignati pro me pati,
Paenas rnecum divide.
+
Fac me tecum pie flere,
Crucifixo condolere,
Donec ego vixero.
+
Juxta Crucem tecum stare,
Et me tibi sociare
In planctu desidero.
+
Virgo virginum praeclara,
Mihi jam non sis amara:
Fac me tecum plangere.
+
Fac, ut portem Christi mortem
Passionis fac consortum,
Et plagas recolere.
+
Fac me plagis vulnerari
Fac me cruce inebriari,
Et cruore Filii.
+
Flammis ne urar succensus
Per te, Virgo, sim defensus
In die judicii.
+
Christe, cum sit hinc exire,
Da per Matrem me venire,
Ad palmam victoriae.
+
Quando corpus morietur,
Fac, ut animae donetur
Paradisi gloria.
+
Ámen.

Sexta-Feira Santa: Cristo na Cruz

Das meditações de D. Javier Echevarría, Prelado da Opus Dei, sobre a Semana Santa:

Hoje queremos acompanhar Cristo na Cruz. Recordo umas palavras de São Josemaria Escrivá, numa Sexta-feira Santa. Convidava-nos a reviver pessoalmente as horas da Paixão; da agonia de Jesus no Horto das Oliveiras até à flagelação, a coroação de espinhos e a morte na Cruz. Dizia: Ligada a omnipotência de Deus por mão humana, levam o meu Jesus de um lado para outro, entre insultos e empurrões da plebe.

Cada um de nós há-de ver-se no meio daquela multidão, porque foram os nossos pecados a causa da imensa dor que se abate sobre a alma e o corpo do Senhor. Sim, cada um leva Cristo, convertido em objecto de chacota, de um lado para o outro. Somos nós que, com os nossos pecados, reclamamos aos gritos a Sua morte. E Ele, perfeito Deus e perfeito Homem, deixa fazer. Tinha-o predito o profeta Isaías: maltratado, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda diante dos tosquiadores.

É justo que sintamos a responsabilidade dos nossos pecados. É lógico que estejamos muito agradecidos a Jesus. É natural que procuremos a reparação, porque à nossas manifestações de desamor, Ele responde sempre com um amor total. Neste tempo de Semana Santa, vemos o Senhor como que mais próximo, mais semelhante aos Seus irmãos os homens... Meditemos umas palavras de João Paulo II: Quem crê em Jesus leva a Cruz em triunfo, como prova indubitável de que Deus é amor... Mas a fé em Cristo jamais se dá por descontada. O mistério pascal, que revivemos durante os dias da Semana Santa, é sempre actual (Homilia, 24-III-2002).

Peçamos a Jesus, nesta Semana Santa, que desperte na nossa alma a consciência de sermos homens e mulheres verdadeiramente cristãos, para que vivamos cara a Deus e, com Deus, cara a todas as pessoas.

Não deixemos que o Senhor leve sozinho a Cruz. Acolhamos com alegria os pequenos sacrifícios diários.

Aproveitemos a capacidade de amar, que Deus nos concedeu, para concretizar propósitos, mas sem ficarmos num mero sentimentalismo. Digamos sinceramente: Senhor, nunca mais! Nunca mais! Peçamos com fé que nós e todas as pessoas da terra descubramos a necessidade de ter ódio ao pecado mortal e de aborrecer o pecado venial deliberado, que tantos sofrimentos causou ao nosso Deus.

Que grande é o poder da Cruz! Quando Cristo é objecto de escárnio e de zombaria para todo o mundo; quando está no Madeiro sem desejar arrancar os cravos; quando ninguém daria um cêntimo pela Sua vida, o bom ladrão — um como nós — descobre o amor de Cristo agonizante e pede perdão. Hoje estarás comigo no Paraíso. Que força tem o sofrimento, quando se aceita junto de Nosso Senhor! É capaz de retirar — das situações mais dolorosas — momentos de glória e de vida. Esse homem que se dirige a Cristo agonizante, encontra a remissão dos seus pecados, a felicidade para sempre.

Nós temos que fazer o mesmo. Se perdemos o medo à Cruz, se nos unimos a Cristo na Cruz, receberemos a Sua graça, a Sua força, a Sua eficácia. E encher-nos-emos de paz.

Ao pé da Cruz descobrimos Maria, Virgem fiel. Peçamos-Lhe, nesta Sexta-feira Santa, que nos empreste o Seu amor e a Sua fortaleza, para que também nós saibamos acompanhar Jesus. Dirigimo-nos a Ela com umas palavras de São Josemaria Escrivá, que ajudaram milhões de pessoas. Diz: minha Mãe — tua, porque és seu por muitos títulos — que o teu amor me ate à Cruz do teu Filho; que não me falte a Fé, nem a valentia, nem a audácia, para cumprir a vontade do nosso Jesus.

Pange Lingua

Pange lingua gloriosi
Corporis mysterium,
Sanguinisque pretiosi,
quem in mundi pretium
fructus ventris generosi,
Rex effudit gentium.
Nobis datus, nobis natus
ex intacta Virgine
et in mundo conversatus,
sparso verbi semine,
sui moras incolatus
miro clausit ordine.

In supremae nocte cenae
recum bens cum fratribus,
observata lege plene
cibis in legalibus,
cibum turbae duodenae
se dat suis manibus.

Verbum caro, panem verum
Verbo carnem efficit:
fitque sanguis Christi merum,
et si sensus deficit,
ad firmandum cor sincerum
sola fides sufficit.

Tantum ergo Sacramentum
veneremur cernui:
et antiquum documentum
novo cedat ritui:
praestet fides supplementum
sensuum defectui.

Genitori, Genitoque
laus et iubilatio,
salus, honor, virtus quoque
sit et benedictio:
procedenti ab utroque
compar sit laudatio.
Amen.
V. Panem de coelo praestitisti eis.
R. Omne delectamentum in se habentem.

Oremus:
Deus, qui nobis sub sacramento mirabili, passionis tuae memoriamreliquisti: tribue, quaesumus, ita nos corporis et sanguinis tui sacramysteria venerari, ut redemptionis tuae fructum in nobis iugiter sentiamus.Qui vivis et regnas in saecula saeculorum.
R. Amen.


CANTA, Ó LÍNGUA

Canta, ó língua, o mistério
deste Corpo glorioso,
e do Sangue precioso
derramado sobre o mundo,
fruto de ventre fecundo,
Rei de todas as nações.

Foi-nos dado e nasceu
para nós da Virgem pura.
Nesta terra, Ele desceu,
semeou sua Palavra.
Cumprindo aqui o seu tempo,
grande sinal nos deixou.

Na noite santa da Ceia,
Com os irmãos, reunido,
observando todo o rito,
daquilo que é prescrito,
por suas mãos, em alimento,
aos doze, se entregou.

O Verbo encarnado torna
pelo seu Verbo, pão e vinho,
no seu Corpo e no seu Sangue.
Para além do entendimento,
a fé é o suficiente
do sincero coração.

Este grande sacramento,
inclinados, adoremos;
os antigos manuscritos
dão lugar a novo rito.
Sirva a fé de complemento
na fraqueza dos sentidos.

Seja dado ao Pai e ao Filho,
o louvor, o júbilo,
saudação, honra, virtude
assim como a bênção.
Ao que de ambos procede
demos o mesmo louvor.
Ámen.

Quinta-Feira Santa: A Instituição da Eucaristia



V. Graças e louvores se dêem agora e a todo o momento;
R. Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.

Das meditações de D. Javier Echevarría, Prelado da Opus Dei, sobre a Semana Santa:

A liturgia de Quinta-feira Santa é riquíssima de conteúdo. É o dia grande da instituição da Sagrada Eucaristia, dom do Céu para os homens; o dia da instituição do sacerdócio, nova prenda divina que assegura a presença real e actual do Sacrifício do Calvário em todos os tempos e lugares, tornando possível que nos apropriemos dos seus frutos.

Aproximava-se o momento em que Jesus ia oferecer a Sua vida pelos homens. Era tão grande o Seu amor, que na Sua Sabedoria infinita encontrou modo de ir e de ficar, ao mesmo tempo. São Josemaria Escrivá, ao considerar o comportamento dos que se vêm obrigados a deixar a família e a casa, para ganhar o sustento noutras paragens, comenta que o amor do homem recorre a um símbolo: os que se despedem trocam uma recordação, talvez uma fotografia... Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito Homem, não deixa um símbolo, mas a realidade: fica Ele próprio. Irá para o Pai, mas permanecerá com os homens. Sob as espécies do pão e do vinho está Ele, realmente presente: com o seu Corpo, o seu Sangue, a sua Alma e a Sua Divindade.

Como corresponderemos a esse amor imenso? Assistindo com fé e devoção à Santa Missa, memorial vivo e actual do Sacrifício do Calvário. Preparando-nos muito bem para comungar, com a alma bem limpa. Visitando com frequência Jesus oculto no Sacrário.

Na primeira leitura da Missa, recorda-se-nos o que Deus estabeleceu no Velho Testamento, para que o povo israelita não esquecesse os benefícios recebidos. Descendo a muitos detalhes: desde como devia ser o cordeiro pascal, até aos pormenores que tinham que cuidar para recordar o trânsito do Senhor. Se isso se prescrevia para comemorar uns factos, que eram apenas uma imagem da libertação do pecado operada por Jesus Cristo, como deveríamos comportar-nos agora, quando fomos verdadeiramente resgatados da escravidão do pecado e feitos filhos de Deus!

É esta a razão pela qual a Igreja nos inculca um grande esmero em tudo o que se refere à Eucaristia. Assistimos ao Santo Sacrifício todos os Domingos e festas de guarda, sabendo que estamos a participar numa acção divina?

São João relata que Jesus lavou os pés aos discípulos, antes da Última Ceia. Temos que estar limpos, na alma e no corpo, para nos aproximamos a recebê-Lo com dignidade. Para isso deixou-nos o sacramento da Penitência.

Comemoramos também a instituição do sacerdócio. É um bom momento para rezar pelo Papa, pelos Bispos, pelos sacerdotes e para pedir que haja muitas vocações no mundo inteiro. Pedi-lo-emos melhor na medida em que tenhamos mais convívio com esse nosso Jesus, que instituiu a Eucaristia e o Sacerdócio. Vamos dizer com total sinceridade, o que repetia São Josemaria Escrivá: Senhor, põe no meu coração o amor com que queres que Te ame.

Na cena de hoje não aparece fisicamente a Virgem Maria, embora se encontrasse em Jerusalém naqueles dias; encontramo-la de manhã ao pé da Cruz. Mas já hoje, com a Sua presença discreta e silenciosa, acompanha muito de perto o Seu Filho, em profunda união de oração, de sacrifício e de entrega. João Paulo II assinala que, depois da Ascensão do Senhor ao Céu, participaria assiduamente nas celebrações eucarísticas dos primeiros cristãos. E acrescenta o Papa: aquele corpo entregue como sacrifício e presente nos sinais sacramentais, era o mesmo corpo concebido no Seu seio! Receber a Eucaristia devia significar, para Maria, como se acolhesse de novo no Seu seio o coração que tinha batido em uníssono com o Seu (Ecclesia de Eucharistia, 56).

Também agora a Virgem Maria acompanha Cristo em todos os sacrários da terra.

Pedimos-Lhe que nos ensine a ser almas de Eucaristia, homens e mulheres de fé segura e de piedade rija, que se esforçam por não deixar Jesus sozinho. Que saibamos adorá-Lo, pedir-Lhe perdão, agradecer os Seus benefícios, fazer-Lhe companhia.

Fonte: http://www.opusdei.pt/art.php?p=33158


quarta-feira, 8 de abril de 2009

Grupo "Christus Regnat" reúne-se em Fátima a 25 e 26 de Abril

O grupo de jovens católicos "Christus Regnat" terá o seu I encontro em Fátima nos dias 25 e 26 de Abril, por ocasião da Canonização de D. Nuno Álvares Pereira, que ocorrerá a 26 deste mês.

O início das actividades está previsto para a tarde do dia 25. Haverá meditações, recitação do Terço do Rosário e celebrações da Santa Missa no Rito Extraordinário, segundo o Missal de 1962. O encontro será acompanhado por um sacerdote diocesano que conduzirá as actividades e as celebrações.

Jovens do sexo masculino - nesta fase inicial apenas rapazes fazem parte do grupo - que estiverem interessados em participar neste encontro-peregrinação e qualquer pessoa que deseje conhecer melhor o espírito, as actividades e objectivos deste grupo católico, poderão encontrar mais informações em:

http://christus-regnat.com/

terça-feira, 7 de abril de 2009

Quarta-Feira Santa: Judas atraiçoa Jesus

Das meditações de D. Javier Echevarría, Prelado da Opus Dei, sobre a Semana Santa.

Na Quarta-feira Santa recordamos a triste história de Judas que foi Apóstolo de Cristo. Assim o relata São Mateus no seu Evangelho: Um dos doze, que se chamava Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse-lhes: "Que me quereis dar e eu vo-Lo entregarei?". Eles prometeram dar-lhe trinta moedas de prata. E desde então, buscava oportunidade para O entregar.

Porque recorda a Igreja este acontecimento? Para que nos demos conta de que todos podemos comportar-nos como Judas. Para que peçamos ao Senhor que, da nossa parte, não haja traições, nem afastamentos, nem abandonos. Não somente pelas consequências negativas que isto poderia trazer às nossas vidas pessoais, que já seria muito, mas porque poderíamos arrastar outros, que necessitam da ajuda do nosso bom exemplo, do nosso alento, da nossa amizade.

Nalguns locais da América, as imagens de Cristo crucificado mostram uma chaga profunda na face esquerda do Senhor. E dizem que essa chaga representa o beijo de Judas. Tão grande é a dor que os nossos pecados causam a Jesus! Digamos-Lhe que desejamos ser-Lhe fiéis; que não queremos vendê-Lo — como Judas — por trinta moedas, por uma ninharia, que é isso que são todos os pecados: a soberba, a inveja, a impureza, o ódio, o ressentimento... Quando uma tentação ameace arrojar-nos pelo chão, pensemos que não compensa trocar a felicidade dos filhos de Deus, que é o que somos, por um prazer que acaba logo a seguir e deixa o sabor amargo da derrota e da infidelidade.

Temos que sentir o peso da Igreja e de toda a humanidade. Não é formidável saber que qualquer de nós pode ter influência no mundo inteiro? No lugar onde estamos, realizando bem o nosso trabalho, cuidando da família, servindo os amigos, podemos ajudar na felicidade de tantas pessoas. Como escreve São Josemaria Escrivá, com o cumprimento dos nossos deveres cristãos, temos que ser como a pedra caída no lago. — Produz, com o teu exemplo e com a tua palavra, um primeiro círculo... e depois outro, e outro... e outro, e outro. .. Até chegar aos lugares mais remotos.

Vamos pedir ao Senhor que não O atraiçoemos mais; que saibamos recusar, com a Sua graça, as tentações que o demónio nos apresenta, enganando-nos. Temos que dizer que não, decididamente, a tudo o que nos afaste de Deus. Assim não se repetirá na nossa vida a desgraçada história de Judas.

E se nos sentimos débeis, corramos ao Santo Sacramento da Penitência! Ali espera-nos o Senhor, como o pai da parábola do filho pródigo, para nos dar um abraço e nos oferecer a Sua amizade. Sai continuamente ao nosso encontro, ainda que tenhamos caído baixo, muito baixo. É sempre tempo de regressar a Deus! Não reajamos com desânimo, nem com pessimismo. Não pensemos: que vou eu fazer, se sou um cúmulo de misérias? Maior é a misericórdia de Deus! Que vou eu fazer, se caio uma e outra vez pela minha debilidade? Maior é o poder de Deus, para nos levantar das nossas quedas!

Grandes foram os pecados de Judas e de Pedro. Os dois atraiçoaram o Mestre; um entregando-O nas mãos dos perseguidores, outro renegando-O três vezes. E, no entanto, que diferente reacção teve cada um deles! Para os dois guardava o Senhor torrentes de misericórdia.

Pedro arrependeu-se, chorou o seu pecado, pediu perdão e foi confirmado por Cristo na fé e no amor; com o tempo, chegaria a dar a vida por Nosso Senhor. Judas, pelo contrário, não confiou na misericórdia de Cristo. Até ao último momento teve abertas as portas do perdão de Deus, mas não quis entrar por elas mediante a penitência.

Na sua primeira encíclica, João Paulo II fala do direito de Cristo a encontrar-Se com cada um de nós naquele momento chave da vida da alma, que é o momento da conversão e do perdão (Redemptor hominis, 20). Não privemos Jesus desse direito! Não retiremos a Deus Pai a alegria de nos dar o abraço de boas-vindas! Não contristemos o Espírito Santo, que deseja devolver às almas a vida sobrenatural!

Peçamos a Santa Maria, Esperança dos cristãos, que não permita que desanimemos diante dos nossos erros e pecados, quiçá repetidos. Que nos alcance do Seu Filho a graça da conversão, o desejo eficaz de recorrer — humildes e contritos — à Confissão, sacramento da misericórdia divina, começando e recomeçando sempre que for preciso.

Estar em Estado de Graça

Celebrou-se esta noite, aqui na minha paróquia, no norte, o Sacramento da Penitência.
Por este Sacramento, Deus livra-nos dos pecados mortais e reconcilia-nos conSigo.

É indescritível a alegria e a paz que a alma sente após o perdão concedido por Nosso Senhor, através da Santa Igreja, pelos Seus ministros! É o voltar a Casa e ter o Pai, a quem tanto ofendemos, à nossa espera de braços abertos!

Cântico de Acção de Graças (Salmo 102)

Louva, minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser bendiga o Seu nome santo.
Bendiz, minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.
Pois Ele é que perdoou todas as tuas iniquidades e que te curou de todas as tuas enfermidades.
Ele é que resgatou tua vida da perdição, e que te coroou com benignidade em sua misericórdia.
Ele é que satisfez teus desejos, enchendo-te de novo de seus bens, renovando a tua juventude.

O Senhor é misericordioso e faz justiça a todos os que padecem injúria.
O Senhor é cheio de misericórdia e ternura, paciente e muito compassivo.
Não fica para sempre irado, nem usa sempre de ameaças.
Não me tratou como mereciam os meus pecados, nem me castigou segundo a grandeza de minhas iniquidades.
Porque, quanto estão altos os céus sobre a terra, tanto prevalece Sua misericórdia sobre os que O temem.

Como um pai se compadece ternamente de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que O temem.
Os dias do homem passam como a erva; como a flor do campo, assim desfloresce, mas a misericórdia do Senhor dura de eternidade em eternidade sobre os que O temem; como também Sua justiça, sobre os que guardam os Seus mandamentos.
O Senhor firmou o Seu trono nos céus e o Seu reino se estende sobre todas as criaturas.

Louvai ao Senhor vós todos que sois Seus Anjos, vós, Espírito poderosos que executais as Suas ordens e obedeceis ao aceno de Sua palavra.
Louvai ao Senhor vós todos que compondes os Seus exércitos; que sois Seus ministros, que cumpris Suas vontades.
Louvai ao Senhor todas as Suas obras em todo lugar de Sua dominação.
E também tu, minha alma, louva ao Senhor!

Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto,
Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.

Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.
São José, Santo Anjo da Guarda, Anjos e Santos, rogai por nós. Amen

Terça-Feira Santa: Como é a nossa Fé?

Das meditações de D. Javier Echevarría, Prelado da Opus Dei, sobre a Semana Santa.

O Evangelho da Missa termina com o anúncio de que os Apóstolos deixariam Cristo sozinho durante a Paixão. A Simão Pedro que, cheio de presunção, afirmava: darei a minha vida por Ti, o Senhor respondeu: darás a tua vida por Mim? Em verdade, em verdade te digo: Não cantará o galo sem que Me tenhas negado três vezes.

Poucos dias passados cumpriu-se a previsão. No entanto, poucas horas antes, o Mestre tinha-lhes dado uma lição clara, como que para os preparar para os momentos de obscuridade que se avizinhavam.

Sucedeu no dia a seguir à entrada triunfal em Jerusalém. Jesus e os Apóstolos tinham saído muito cedo de Betânia e, com a pressa, talvez não tivessem comido nada. O caso é que, como relata São Marcos, o Senhor sentiu fome. E vendo de longe uma figueira que tinha folhas, aproximou-se para ver se encontrava alguma coisa nela; mas quando lá chegou não encontrou senão folhas, porque não era tempo de figos. Então disse à figueira: "Nunca mais ninguém coma fruto de ti!". Os discípulos ouviram-n‘O.

Ao entardecer regressaram à aldeia. Devia ser já uma hora avançada e não repararam na figueira amaldiçoada. Mas no dia seguinte, Terça-feira, ao voltar de novo a Jerusalém, todos contemplaram aquela árvore antes frondosa, que tinha os ramos despidos e secos. Pedro fê-lo notar a Jesus: Mestre, olha, a figueira que amaldiçoaste secou. Jesus respondeu-lhes: "Tende fé em Deus. Em verdade vos digo que qualquer de vós que diga a este monte: arranca-te e atira-te ao mar, sem duvidar no seu coração, mas acreditando que se fará o que diz, ser-lhe-á concedido".

Durante a Sua vida pública, para realizar milagres, Jesus pedia uma só coisa: fé. A dois cegos que Lhe suplicavam a cura, tinha-lhes perguntado: acreditais que posso fazer isso? — Sim, Senhor, responderam-Lhe. Então tocou-lhes nos olhos dizendo: faça-se em vós conforme a vossa fé. E abriram-se-lhes os olhos. E os Evangelhos contam que, em muitos lugares, não realizou prodígios, porque faltava fé às pessoas.

Também nós temos de nos interrogar: como é a nossa fé? Confiamos plenamente na palavra de Deus? Pedimos na oração o que necessitamos, seguros de o obter se for para o nosso bem? Insistimos nas súplicas o tempo que for preciso, sem desanimarmos?

São Josemaria Escrivá comentava esta cena do Evangelho. «Jesus — escreve — aproxima-se da figueira: aproxima-se de ti e aproxima-se de mim. Jesus, com fome e sede de almas. Da Cruz clamou: sitio! ( Jo 19, 28), tenho sede. Sede de nós, do nosso amor, das nossas almas e de todas as almas que Lhe devemos levar, pelo caminho da Cruz, que é o caminho da imortalidade e da glória do Céu».

Aproximou-se da figueira e não encontrou nela senão folhas (Mt 21, 19). Isto é lamentável. É isto que acontece na nossa vida? Acontece que tristemente falta fé, vibração de humildade e não aparecem sacrifícios nem obras?

Os discípulos maravilharam-se diante do milagre, mas de nada lhes serviu; poucos dias depois negariam o seu Mestre. A fé deve informar a vida inteira. «Jesus Cristo põe esta condição», prossegue São Josemaria: «que vivamos da fé, porque depois seremos capazes de remover os montes. E há tantas coisas que remover... no mundo e, em primeiro lugar, no nosso coração. Tantos obstáculos à graça! Fé, pois; fé com obras, fé com sacrifício, fé com humildade».

Maria, com a sua fé, tornou possível a obra da Redenção. João Paulo II afirma que no centro deste mistério, no mais vivo deste assombro da fé, se encontra Maria, Mãe soberana do Redentor (Redemptoris Mater, 51). Ela acompanha constantemente todos os homens pelos caminhos que conduzem à vida eterna. A Igreja, escreve o Papa, contempla Maria profundamente arraigada na história da humanidade, na eterna vocação do homem segundo o desígnio providencial que Deus predispôs eternamente para ele; vê-a maternalmente presente e participante nos múltiplos e complexos problemas que acompanham hoje a vida dos indivíduos, das famílias e das nações; vê-a a socorrer o povo cristão na luta incessante entre o bem e o mal, para que "não caia" ou, se cair, "se levante" (Redemptoris Mater, 52).

Maria, Mãe nossa: consegue-nos, com a tua poderosa intercessão, uma fé sincera, uma esperança segura, um amor ardente.