terça-feira, 28 de julho de 2009

A necessidade que temos da intercessão de Nossa Senhora para nos salvarmos

“Gens et regnum, quod non servierit tibi, peribit” - “A gente e o reino que te não servir, perecerá” (Is. LX, 12).

I. Que a prática de invocar aos Santos, afim de nos alcançarem a divina graça, seja não somente lícita, mas também útil, é um ponto da fé. Entre os Santos, porém, que são amigos de Deus, e a Santíssima Virgem, que é Sua verdadeira Mãe, há esta diferença, que a intercessão de Maria não é só utilíssima, mas também moralmente necessária, de modo que o Bem-Aventurado Alberto Magno e São Boaventura chegam a afirmar que todos os que se descuidam da devoção a Nossa Senhora, não A servem, e consequentemente não são por ela protegidos, morrerão todos em pecado mortal e se condenarão: “A gente que te não servir, perecerá”. É esta, diz Soares, a opinião universal da Igreja. E com razão; porquanto, não sendo nós capazes de conceber um só bom pensamento em ordem à Vida Eterna, a graça divina nos é indispensável para a salvação.

Verdade é que só Jesus Cristo nos mereceu esta graça, por ser Medianeiro de justiça. Mas, para nos inspirar mais confiança de obtermos a graça, e ao mesmo tempo para exaltar Sua Mãe Santíssima, Jesus a depositou nas mãos de Maria, e, constituindo-a Medianeira de Graça, decretou que nenhuma graça fosse dispensada aos homens sem que passasse pelas mãos de Maria. Numa palavra, diz São Bernardo, Deus constituiu Nossa Senhora como que um “aqueduto” dos bens celestes que descem à terra, e determinou que por meio de Maria recebamos o Salvador que por Seu intermédio nos foi dado na Encarnação. Vede, pois, conclui o Santo, vede, ó homens, com que afecto de devoção quer o Senhor que honremos a nossa Rainha, refugiando-nos sempre a Ela e confiando em seu patrocínio!

II. Assim como Holofernes, para conquistar a cidade de Bethulia, ordenou que se cortassem os aquedutos, também o demónio faz quanto pode, afim de que as almas percam a devoção à Mãe de Deus. Pela experiência o espírito maligno sabe que, tapado este canal das graças, depois fácil ou, antes, certamente consegue conquista-las. Quantos cristãos estão agora no Inferno por se terem deixado iludir assim. Nós, portanto, demos graças à divina Mãe, por nos ter tomado debaixo de Seu santíssimo manto, como no-lo garantem as graças recebidas pela sua intercessão. Ao mesmo tempo, porém, examinemos se por ventura estamos resfriados na sua devoção, e renovemos nosso propósito de sermos para o futuro mais constantes.

Sim, eu Vos dou graças, ó minha Mãe amorosíssima, por todos os bens que tendes feito a este desgraçado réu do Inferno. Ó minha Rainha, de quantos perigos me tendes livrado! Quantas luzes e quantas misericórdias me tendes alcançado de Deus! Que grande bem, ou que grande honra recebestes de mim para Vos empenhardes tanto a meu favor? Foi só a Vossa bondade que a isso Vos moveu. Ah! Se eu pudesse dar por Vosso amor o sangue e a vida, ainda seria pouco, à vista da obrigação que Vos devo, pois que me livrastes da morte eterna e me fizestes recuperar, como espero, a graça divina; a Vós sou devedor de toda a minha felicidade.

Senhora minha amabilíssima, eu, miserável, não tenho que Vos dar senão os meus louvores e o meu amor. Ah, não desprezeis o afecto de um pobre pecador, abrasado em amor pela Vossa bondade. Se o meu coração é indigno de Vos amar, por estar imundo e cheio de afectos terrestres, Vós o podeis mudar: mudai-o, pois. Ah, minha Senhora prendei-me a meu Deus, e prendei-me de tal modo que nunca mais possa separar-me de Seu amor. Vós quereis que eu ame o Vosso Deus; e eu quero que me alcanceis este amor; fazei que o ame sempre e nada mais deseje.

Ó MARIA, CONCEBIDA SEM PECADO, ROGAI POR NÓS QUE RECORREMOS A VÓS!

Santo Afonso (“Meditações para todos os dias do ano”, Tomo III)

Fonte: http://www.saopiov.org/

Os falsos devotos e as falsas devoções à Santíssima Virgem

De Maria nunquam satis
"Sobre Maria jamais se dirá o bastante"

Segundo São Luís Maria Grignion de Monfort, são sete os falsos devotos de Maria Santíssima:

os devotos críticos;
os devotos escrupulosos;
os devotos exteriores;
os devotos presunçosos;
os devotos inconstantes;
os devotos hipócritas;
os devotos interesseiros.

1. OS DEVOTOS CRÍTICOS

Os devotos críticos são, em geral, sábios orgulhosos, espíritos fortes e presumidos, que têm no fundo uma certa devoção à Santíssima Virgem, mas que vivem criticando as práticas de devoção que a gente simples de boa – fé e santamente a esta boa Mãe, pelo facto de estas devoções não agradarem à sua culta fantasia. Põem em dúvida todos milagres e histórias narrados por autores dignos de fé, ou inseridos em crónicas de ordem religiosas, atestando as misericórdias e o poder da Santíssima Virgem. Repugna-lhes ver pessoas simples e humildes ajoelhadas diante de um altar ou de uma imagem da Virgem, às vezes no recanto de uma rua, rezando a Deus; chegam a acusá-las de idolatria, como se estivessem a adorar a pedra ou a madeira.


Dizem que, da sua parte, não apreciam essas devoções exteriores e que seu espírito não é tão fraco que vá dar fé a tantos contos e historietas que se atribuem à Santíssima Virgem. Quando alguém lhes repete os louvores admiráveis que os Santos Padres dão à Santíssima Virgem, respondem que são flores de retórica, ou exagero, que aqueles escritores eram oradores; ou dão, então, uma explicação má daquelas palavras.

Esta espécie de falsos devotos e orgulhosos e mundanos é muito para temer, e eles causam um mal infinito à devoção à Santíssima Virgem, dela afastando eficazmente o povo, sob pretexto de destruir-lhe os abusos.

2. OS DEVOTOS ESCRUPULOSOS

Os Devotos escrupulosos são aqueles que receiam desonrar o Filho, honrando a Mãe, e rebaixá-lo se a exaltarem demais. Não podem suportar que se repitam à Santíssima Virgem aqueles louvores justíssimos que lhe teceram os Santos Padres; não suportam sem desgosto que a multidão ajoelhada aos pés de Maria seja maior que ante o altar do Santíssimo Sacramento, como se fossem antagónicos, e como se os que rezam à Santíssima Virgem não rezassem a Jesus por meio dela. Não querem que se fale tão frequentemente da Santíssima Virgem, nem que se recorra tantas vezes a ela.

Algumas frases eles as repetem a cada momento: "Para que tantos terços, tantas confrarias e devoções exteriores à Santíssima Virgem? Vai nisso muito de ignorância! É fazer da religião uma palhaçada. Falai-me, sim, dos que são devotos de Jesus Cristo (e eles o nomeiam, muitas vezes sem se descobrir, digo-o entre parêntesis): cumpre recorrer a Jesus Cristo, pois é ele o nosso único medianeiro; é preciso pregar Jesus Cristo, isto sim que é sólido!"

Em certo sentido é verdade o que eles dizem. Mas, pela aplicação que lhe dão, é bem perigoso e constitui uma cilada subtil do maligno, sob o pretexto de um bem muito maior, pois nunca se há de honrar mais a Jesus Cristo, do que honrando a Santíssima Virgem, desde que a honra que se presta a Maria não tem outro fim que honrar mais perfeitamente a Jesus Cristo, e que só se vai a ela como ao caminho para atingir o termo que Jesus Cristo.

A Santa Igreja, como o Espírito Santo, bendiz primeiro a Santíssima Virgem e depois Jesus Cristo: “benedicta tu in mulieribus et benedictus fructus ventris tui Iesus”. Não porque a Santíssima Virgem seja mais ou igual a Jesus Cristo: seria uma heresia intolerável, mas porque, para mais perfeitamente bendizer Jesus Cristo, cumpre bendizer antes a Maria. Digamos, portanto, com todos os verdadeiros devotos de Maria, contra os seus falsos e escrupulosos devotos: Ó Maria, bendita sois vós entre todas as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus!

3. OS DEVOTOS EXTERIORES

Devotos exteriores são as pessoas que fazem consistir toda a devoção à Santíssima Virgem em práticas exteriores; que só tomam interesse pela exterioridade da devoção à Santíssima Virgem, por não terem espírito interior; recitarão às pressas uma enfiada de terços, ouvirão, sem atenção, uma infinidade de missas, acompanharão as procissões sem devoção, farão parte de todas as confrarias sem emendar de vida, sem violentar as suas paixões, sem imitar as virtudes desta Virgem Santíssima. Amam apenas o que há de sensível na devoção, sem interesse pela parte sólida.


Se as suas práticas não lhes afectam a sensibilidade, acham que não há nada mais a fazer, ficam desorientados, ou fazem tudo desordenadamente. O mundo está cheio dessa espécie de devotos exteriores e não há gente que mais critique as pessoas de oração que se dedicam à devoção interior sem desprezar o exterior de modéstia, que acompanha sempre a verdadeira devoção.

4. OS DEVOTOS PRESUNÇOSOS

Os devotos presunçosos são pecadores abandonados às suas paixões, ou amantes do mundo, que debaixo do belo nome de cristãos e devotos da Santíssima Virgem, escondem ou o orgulho, ou a avareza, ou a impureza, ou a blasfémia, ou a maledicência, ou a injustiça, etc.; que dormem placidamente em seus maus hábitos, sem se esforçarem muito para se corrigir, alegando que são devotos da Virgem; que prometem a si mesmos que Deus lhes perdoará, que não serão condenados porque recitam o terço, jejuam aos sábados, pertencem à confraria do santo Rosário ou do Escapulário, ou a alguma congregação; porque trazem consigo o pequeno hábito ou a cadeiazinha da Santíssima Virgem, etc.

Quando alguém lhes diz que sua devoção não é mais que ilusão e uma presunção perniciosa capaz de perdê-los, recusam-se a crer; dizem que Deus é bom e misericordioso e que não nos criou para nos condenar; que não há homem que não peque; que eles não hão de morrer sem confissão; que um bom peccavi à hora da morte basta; de mais a mais que eles são devotos da santíssima Virgem, cujo escapulário usam; e em cuja honra dizem, todos os dias, irrepreensivelmente e sem vaidade (isto é, com fidelidade e humildade) sete Pai-Nosso e sete Ave-Maria; que recitam mesmo, uma vez ou outra, o terço e o ofício da santíssima Virgem; que jejuam, etc.


Para confirmar o que dizem e mais aumentar a própria cegueira, relembram umas histórias que leram ou ouviram, verdadeiras ou falsas não importa, em que se afirma que pessoas mortas em pecado mortal, sem confissão, só pelo fato de que em vida tinham feito algumas orações ou práticas de devoção à Santíssima Virgem, ressuscitaram para se confessar, ou que a sua alma permaneceu milagrosamente no corpo até se confessarem, ou ainda, que pela misericórdia da Santíssima Virgem, obtiveram de Deus, na hora da morte, a contrição e perdão de seus pecados, e se salvaram. Eles esperam, portanto, a mesma coisa.

Não há, no Cristianismo, coisa tão condenável como essa presunção diabólica; pois será possível dizer verdadeiramente que se ama e honra a Santíssima Virgem, quando, pelos pecados, se fere, se trespassa, se crucifica e ultraja impiedosamente a Jesus Cristo, seu Filho? Se Maria considerasse uma lei salvar essa espécie de gente, ela autorizaria um crime, ajudaria a crucificar e injuriar seu próprio Filho. Quem o ousaria pensar?

Digo que abusar assim da devoção a Santíssima Virgem, a mais santa e a mais sólida depois da devoção a Nosso Senhor e ao Santíssimo Sacramento, é cometer um horrível sacrilégio, o maior e o menos perdoável, depois do sacrilégio duma comunhão indigna.

Confesso que, para ser alguém verdadeiramente devoto da Santíssima Virgem, não é absolutamente necessário ser santo ao ponto de evitar todo pecado, conquanto seja este o ideal; mas é preciso ao menos ( note-se bem o que vou dizer):

- Em primeiro lugar, estar com a resolução sincera de evitar ao menos todo pecado mortal, que ofende tanto a Mãe como o Filho.
- Segundo, fazer violência a si mesmo para evitar o pecado.
- Terceiro, filiar-se a confrarias, rezar o terço, o santo rosário ou outras orações, jejuar, etc.

Isto é maravilhosamente útil à conversão de um pecador, mesmo empedernido; e se o meu leitor estiver nestas condições, como que tenha já um pé no abismo, eu lho aconselho, contanto, porém, que só pratique estas boas obras na intenção de, pela intercessão da Santíssima Virgem, obter de Deus a graça da contrição e do perdão dos pecados, e de vencer os seus maus hábitos, e não para continuar calmamente no estado de pecado, a despeito dos remorsos de consciência, do exemplo de Jesus Cristo e dos santos, e das máximas do Santo Evangelho.

5. OS DEVOTOS INCONSTANTES

Devotos inconstantes são aqueles que são devotos da Santíssima Virgem periodicamente, por intervalos e por capricho: hoje são fervorosos, amanhã, tíbios; agora mostram-se prontos a tudo empreender em serviço de Maria e logo após já não parecem os mesmos. Abraçam logo todas as devoções à Santíssima Virgem, ingressam em todas as suas confrarias, e em pouco tempo já nem observam as regras com fidelidade; mudam como a lua, e Maria os esmaga sob seus pés como faz ao crescente, pois eles são volúveis e indignos de ser contados entre os servidores desta Virgem fiel, que têm a fidelidade e a constância por herança. Vale mais não sobrecarregar de tantas orações e práticas de devoção, e fazer poucas com amor e fidelidade, a despeito do mundo, do demónio e da carne.

6. OS DEVOTOS HIPÓCRITAS

Há também falsos devotos da Santíssima Virgem, os devotos hipócritas, que cobrem seus pecados e maus hábitos com o manto desta Virgem fiel, a fim de passarem aos olhos do mundo por aquilo que não são.

7. OS DEVOTOS INTERESSEIROS

Há ainda os devotos interesseiros, que só recorrem à Santíssima Virgem para ganhar algu processo, para evitar algum perigo, para se curar de alguma doença, ou em qualquer necessidade desse género, sem o que a esqueceriam; uns e outros são falsos devotos que não têm aceitação diante de Deus e de sua Mãe Santíssima.

Cuidemos, portanto, de não pertencer ao número dos devotos críticos que em coisa alguma crêem e de tudo criticam; dos devotos escrupulosos que receiam ser demasiadamente devotos a Jesus Cristo; dos devotos exteriores que fazem consistir toda a sua devoção em práticas exteriores; dos devotos presunçosos, que, sob o pretexto de sua falsa devoção continuam marasmados em seus pecados; dos devotos inconstantes que, por leviandade, variam suas práticas de devoção, ou as abandonam completamente à menor tentação; dos devotos hipócritas que se metem em confrarias e ostentam as insígnias da Santíssima Virgem a fim de passar por bons; e enfim, dos devotos interesseiros, que só recorrem à Santíssima Virgem para se livrarem dos males do corpo ou obter bens temporais.

(São Luís Maria Grignion de Monfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem)
Fonte: http://portalcot.com/reporter/os-falsos-devotos-e-as-falsas-devocoes-a-santissima-virgem/

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Contra a Gripe A...

... Comunhão na mão?


AS ORIENTAÇÕES DA PASTORAL DA SAÚDE SOBRE A GRIPE A

Estamos perante a ameaça de uma "pandemia" através de uma doença que se transmite com muita facilidade e já é de todos nós conhecida. É a GRIPE A ou GRIPE H1N1.

A missão da Igreja, através da Pastoral da Saúde, está em assistir os doentes, mas também em prevenir as doenças, através da educação para a saúde.

O papel do sacerdote e de todos os outros agentes pastorais consiste também em colaborar com a sociedade na prevenção das doenças. O sacerdote, sobretudo se presidir a uma comunidade cristã, é um agente social da maior importância (...)

Perante a ameaça da GRIPE A, o que fazer?

1. Aconselhar todos os cristãos da sua comunidade a seguirem as orientações dadas pelo Ministério da Saúde na prevenção desta doença, tais como:

- Lavar as mãos com água e sabão com muita frequência.

- Se tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com um lenço de papel e jogá-lo fora de imediato.

- Se ficar doente, permanecer em casa.

- Evitar o contacto com pessoas com gripe.

2. Nas celebrações litúrgicas, recomenda-se:

- Aos Ministros da Comunhão, Sacerdotes e Ministros Extraordinários, que purifiquem as mãos com solução anti-séptica, antes da distribuição da comunhão.

- Aos fiéis, sempre que possível, recebam a Comunhão na mão e não na boca, aliás segundo prática secular na Igreja.

- A todos, que reduzam o abraço da paz a um pequeno sinal ou inclinação da cabeça sem o contacto físico.

3. Nos templos pede-se também para:

- Manter vazias as "pias de água benta" às portas da igreja, para não as tornar um foco de transmissão do vírus.

- Ter a Igreja suficientemente arejada, sobretudo em atenção ao número de fiéis nas celebrações dominicais.

Deve evitar-se todo o alarmismo, mas é da maior necessidade que a Igreja colabore nos programas de prevenção da Gripe A.

NOTA: Estas orientações não são normas litúrgicas, são sugestões suficientemente claras para prevenir desde já a expansão da pandemia. É um conselho útil e provisório para o tempo de difusão da Gripe A.

*

Em comunicado, o Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo refere que compreende que "a Comissão Nacional da Pastoral da Saúde queira colaborar, dando conselhos e orientações úteis para a colaboração dos cristãos no esforço nacional de prevenção. Mas não lhe compete alterar ritos nem dar normas de alterações das regras da Liturgia. (...) [3] No momento actual do processo, considero não haver ainda necessidade de alterar regras litúrgicas e modos de celebrar. A Liturgia se for celebrada com qualidade e rigor, garante, ela própria, os cuidados necessários. É o caso, por exemplo, da saudação da paz que se for feita com a qualidade litúrgica, não constitui, normalmente, um risco acrescido.

[4] Na actual disciplina litúrgica, os fiéis podem optar por receber a sagrada comunhão na mão. Mas não podem ser forçados a fazê-lo. Se houver cuidado do ministro que distribui a comunhão e de quem a recebe, mais uma vez fazendo as coisas com dignidade, a comunhão pode ser distribuída na boca sem haver contacto físico."

Muito bem falou, a meu ver, o Cardeal Dom José. Primeiro porque, na verdade, não compete nem à Comissão para a Pastoral da Saúde, nem a nenhum sacerdote, nem ao próprio Cardeal alterar os ritos nem as regras de Liturgia. Quando alguém se lembra de tal proeza, podemos assistir (infelizmente com demasiada frequência) aos tremendos e medonhos abusos litúrgicos.

Muita razão tem o mesmo Cardeal quando diz que a Liturgia, se celebrada com qualidade e rigor, garante ela própria segurança neste aspecto.

(Estas são as minhas opiniões, obviamente...)

Em relação às orientações da Pastoral para a Saúde, o primeiro ponto são medidas universais que devem ser tomadas por todos. Sem discussão, como é óbvio.

Quanto ao ponto dois, directamente relacionado com as celebrações litúrgicas, são, a meu ver, sugeridas medidas que, como diz o Sr. Cardeal, seriam desnecessárias, se a Liturgia for celebrada com o rigor que deveria.

- A lavagem das mãos com solução anti-séptica antes da Comunhão é uma boa medida;

- Quanto à sugestão estapafúrdia de distribuir a Sagrada Comunhão na mão... Não percebo!!

Primeiro, por questões óbvias, esta prática é sacrílega, já que nada de impuro e sujo (como são as nossas mãos) devia tocar no Corpo Santíssimo do próprio Deus - excepto as do sacerdote, que age na pessoa de Cristo.

Em relação à transmissão do vírus...

... o sacerdote, ao dar a comunhão na boca, vai depositar a Sagrada Hóstia na língua e não tem de tocar nos lábios nem na língua de quem vai receber a Comunhão. Já ao distribuir a Comunhão na mão, o Sacerdote quase que necessariamente toca na mão de quem comunga, a não ser que "atire pelo ar" ou deixe cair o Corpo Sagrado de Cristo na mão. Sabemos que as mãos são um dos principais veículos de transmissão de vírus. Daí se pedir às pessoas com gripe para limparem as maçanetas das portas, não se cumprimentarem apertando a mão, nem se recomenda o beijo (mais por causa da transmissão pela via aérea do que propriamente com o contacto físico directo). O vírus é mais facilmente propagado pela tosse e/ou espirro, mas previne-se em grande parte o contágio com a lavagem correcta das mãos.

Agora vejamos o que, normalmente, se faz com as mãos, só desde que chegamos à Igreja:

- Eventual abrir de porta;
- Ajoelhar e muitas vezes apoiar as mãos no banco para ajudar a erguer;
-Utilizar panfletos, livros de cãnticos, etc, já utilizados por outras tantas mãos;
- Mexer em dinheiro para o momento do Ofertório;
- Saudar as pessoas ao lado com apertos de mãos;
-...

E depois de tudo isto, vamos tocar n'Aquilo que de mais Sagrado existe na Terra? No Corpo do próprio Deus? Já para não falar na quantidade de microorganismos que ficaram nas nossas mãos durante estes gestos e que podem passar facilmente das mãos do comungante para as mãos do sacerdote... E o sacerdote tem muito mais probabilidades de tocar com a mão dele na mão de quem comunga do que nos lábios ou língua dessa pessoa...

Estou em alerta para a Gripe A. Mas não vai ser por causa disso que vou cometer o nauseante e sacrílego acto de receber Nosso Senhor nas minhas mãos imundas. Nunca o fiz, nunca o farei. As minhas mãos podem estar desinfectadas, esterilizadas, etc...mas não são consagradas, como as do sacerdote, logo não poderão nunca tocar no Corpo Santíssimo do Senhor. E se for obrigatória, um dia, a comunhão na mão, eu recuso-me a comungar. Faço uma Comunhão espiritual. Em consciência, prefiro não receber Jesus Sacramentado a tocar com as minhas mãos no Santíssimo Corpo de Deus.

Muito maltratado já é o Corpo Santíssimo de Jesus, que é distribuído em muitas Missas como se de pão se tratasse. E eu, seja pela gripe, seja pelo que for, não vou contribuir para o aumento desse sacrilégio.

domingo, 26 de julho de 2009

O Santo Rosário de Nossa Senhora

Regina Sacratissimi Rosarii, ora pro nobis!


O Rosário é uma oração cuja origem se perde nos tempos. A tradição diz que foi revelado a S. Domingos de Gusmão (1170-1221), numa aparição de Nossa Senhora, quando ele se preparava para enfrentar a heresia albigense.

Os franciscanos e dominicanos estavam a introduzir um novo tipo de ordem religiosa no século XII, em alternativa aos antigos monges, sobretudo Beneditinos e Agostinhos. Estes, nos seus mosteiros, rezavam todos os dias os 150 salmos do Saltério. Mas os mendicantes não o podiam fazer, não só por causa da sua pobreza e estilo de vida, mas também porque em grande parte eram analfabetos. Assim nasceu, nos dominicanos, o Rosário, o “saltério de Nossa Senhora”, o “Breviário dos simples", a "Bíblia dos pobres”, com 150 Ave-Marias.

Já desde o século IV se usava a saudação do arcanjo S. Gabriel (Lc 1, 28) como forma de oração, mas só no século VII ela aparece na liturgia da festa da Anunciação como antífona do Ofertório.

"Ave Maria, Cheia de graça. O Senhor é conVosco! Bendita sois Vós entre as mulheres"

No século XII, precisamente com o Rosário, juntam-se as duas saudações a Maria, a de S. Gabriel e a de S. Isabel (Lc 1, 42), tornando-se uma forma habitual de rezar.

"Bendito é o fruto do Vosso ventre!"

Em 1262 o Papa Urbano IV (papa de 1261-1264) acrescenta-lhes a palavra “Jesus” no fim, criando assim a primeira parte da nossa Ave Maria. Só no século XV se acrescenta a segunda parte de súplica, tirada de uma antífona medieval. Esta fórmula, que é a actual, torna-se oficial com o Papa Pio V (1566-1572).

"Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Ámen."

Grande reformador no espírito do Concílio de Trento (1545-1563), S. Pio V é o responsável pela publicação do Catecismo, Missal e Breviário Romanos surgidos do Concílio, que renovam toda a vida a Igreja. Foi precisamente no Breviário Romano, em 1568, que a oração "Ave-Maria" aparece pela primeira vez na oração oficial da Igreja.

O contributo de S. Pio V, um antigo dominicano, para a história do Rosário não se fica por aqui. O grande reformador criou também o último grande momento da antiga Cristandade, a unidade dos reinos cristãos à volta do Papa. Os turcos otomanos, depois do cerco e queda de Constantinopla em 1453, o fim oficial da Idade Média, e das conquistas de Suleiman, o Magnífico (1494-1566, sultão desde 1520), estavam às portas da Europa. Dividida nas terríveis guerras entre católicos e protestantes, a velha Europa não estava em condições de resistir. O perigo era enorme. Além de apelar às nações católicas para defender a Cristandade, o Papa estabeleceu que o Santo Rosário fosse rezado por todos os cristãos, pedindo a ajuda da Mãe de Deus, nessa hora decisiva. Em resposta, houve um intenso movimento de oração por toda a Europa.

Finalmente, a 7 de Outubro de 1571 a frota ocidental, comandada por D. João de Áustria (1545-1578), teve uma retumbante vitória na batalha naval de Lepanto, ao largo da Grécia. Conta-se que nesse mesmo dia, a meio de uma reunião com os cardeais, o Papa levantou-se, abriu a janela e disse “Interrompamos o nosso trabalho; a nossa grande tarefa neste momento é a de agradecer a Deus pela vitória que ele acabou de dar ao exército cristão”. A ameaça fora vencida. Este foi o último grande feito da Cristandade. Mas o Papa sabia bem quem tinha ganho a batalha. Para louvar a Virgem Vitoriosa, ele instituiu a festa litúrgica de acção de graças a Nossa Senhora das Vitórias no primeiro domingo de Outubro.

Hoje ainda se celebra essa festa, com o nome de Nossa Senhora do Rosário, no memorável dia de 7 de Outubro.

A partir de então, o Rosário aparece em múltiplos momentos da vida da Igreja:

- No fresco do Juízo Final, pintado por Miguel Ângelo (1475-1564) na Capela Sistina do Vaticano de 1536 a 1541, estão representadas duas almas a serem puxada para o céu por um Terço. São as almas de um africano e de um asiático, mostrando a universalidade missionária da oração.

- A 12 de Outubro de 1717, foi retirada do rio Paraíba uma imagem de Nossa Senhora com um Terço ao pescoço por três humildes pescadores, Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, em Guaratinguetá, São Paulo. Essa estátua, de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi declarada em 1929 Rainha e Padroeira do Brasil.

- A Imaculada Conceição rezou partes do Terço com Santa Bernadete Soubirous (1844-1879) nas aparições de Lourdes em 1858.

- O Papa Leão XIII “Papa do Rosário”, como lhe chama a recente Carta Apostólica do Papa (n.º 8) dedicou mais de 20 documentos só ao estudo desta oração, incluindo 11 encíclicas.

Também o Beato Bártolo Longo (1841-1926) é um os grandes divulgadores do Rosário, como o refere a recente Carta Apostólica (n.º 8, 15, 16, 36, 43). Antigo ateu, espírita e sacerdote satânico, depois da sua conversão viu na intercessão de Nossa Senhora a sua única hipótese de salvação. Sendo advogado, em 1872 deslocou-se à região de Pompéia por motivos profissionais e ficou chocado com a pobreza, ignorância, superstição e imoralidade dos habitantes dos pântanos. Entregou-se a eles para o resto da vida. Arranjou um quadro da Senhora do Rosário, que fez vários milagres e criou em 1873 a festa anual do Rosário, com música, corridas, fogo de artifício. Construiu uma igreja para essa imagem, que se veio a tornar no Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia. Fundou uma congregação de freiras dominicanas para educar os órfãos da cidade, escreveu livros sobre o Rosário e divulgou a devoção dos «Quinze Sábados» de meditação dos mistérios.

- Outro grande momento da divulgação do Terço é, sem dúvida, Fátima.

“Rezem o Terço todos os dias”, foi a única coisa que a Senhora referiu em todas as suas seis aparições. A frase repete-se sucessivamente, quase como uma ladainha, manifestando bem a sua urgência e importância. Na carta do Dr. Carlos de Azevedo Mendes, num dos primeiros documentos escritos sobre Fátima, afirma-se “Como te disse examinei, ou antes, interroguei os três em separado. Todos dizem o mesmo sem a mais pequena alteração. A base principal que de tudo, o que me dizem, deduzi é «que a aparição quer que se espalhe a devoção do Terço»” .

Fonte: : http://www.catequisar.com.br/texto/materia/especial/rosario/08.htm

O Terço possui três Mistérios (Gozosos, Dolorosos e Gloriosos)

MISTÉRIOS GOZOSOS (Segundas, Quintas-feiras e Sábados)

1. A Anunciação do Anjo a Nossa Senhora e a Encarnação do Filho de Deus.

2. A Visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel.

3. O nascimento de Jesus em Belém.

4. A Apresentação do Senhor Jesus no templo e a purificação de Nossa Senhora.

5. A Perda do Menino Jesus e o encontro no templo.


MISTÉRIOS DOLOROSOS (Terças e sextas-feiras)

1. A agonia de Jesus nos Jardim das Oliveiras.

2. A Flagelação do Senhor preso à coluna.

3. A Coroação de espinhos de Jesus.

4. O Caminho do Calvário carregando a Cruz.

5. A Crucificação e Morte de Nosso Senhor.


MISTÉRIOS GLORIOSOS (Quartas-feiras e Domingos)

1. A Ressurreição do Senhor.

2. A Ascensão de Jesus ao Céu.

3. A descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos reunidos no Cenáculo.

4. A Assunção de Nossa Senhora aos Céus.

5. A Coroação da Santíssima Virgem como Rainha dos homens e dos Anjos.


Recentemente, o Papa João Paulo II introduziu os Mistérios Luminosos do Rosário (que, pessoalmente, não costumo rezar). Assim, às Quintas-feiras, meditam-se nestes mistérios:

1. O Baptismo de Jesus no Rio Jordão.

2. A auto-revelação nas bodas de Caná.

3. O anúncio do Reino de Deus e o convite à conversão.

4. A Transfiguração de Nosso Senhor.

5. A Instituição da Eucaristia.


Enfim, como não recorrermos a um tão poderoso meio de salvação eterna e vencedor de batalhas contra os inimigos físicos e espirituais...?

Como diz alguém.... "Eucaristia e Rosário, sempre!" (Ana Maria Nunes, do blog "Sucessão A Apostólica")

Afinal, e segundo Dom Bosco, é a estas colunas que a Igreja tem de estar acorrentada: à devoção a Maria Santíssima e ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento da Eucaristia.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Imaculado Coração de Maria Santíssima

“O Meu coração exulta no Senhor, meu Salvador”.



No próximo Sábado, dia 20 de Junho, a Igreja celebra a Festa do Coração Imaculado da Virgem Santa Maria.

Quantas vezes Jesus, recostado no colo de Sua mãe, adormeceu com pulsar do Coração Imaculado e amoroso de Maria Santíssima! São Lucas lembra-nos que era no Seu Coração que Maria que todas as coisas estavam guardadas. As lembranças do "Sim, faça-se!", do nascimento, da infância, da juventude e da missão do Filho de Deus.

A partir das aparições de Nossa Senhora em Fátima, a devoção tomou grande impulso. No dia 13 de Junho de 1917, na Cova da Iria, Maria apresenta o Coração cercado de espinhos pedindo reparação.

Diz-nos a nossa Mãe do Céu:

“Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração".

E em 13 de Julho:

"Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração."

A pequena Pastorinha de Fátima, a Beata Jacinta, viveu apaixonada pelo ideal de converter os pecadores, a fim de os livrar do fogo do Inferno. Pensativa, começava a dizer frequentemente:

"O inferno! O inferno! Que pena tenho das almas que vão para o inferno! E as pessoas lá, vivas, como lenha no fogo!"

Ao despedir-se de Lúcia, antes de ir para o hospital, faz-lhe estas recomendações:

"Falta pouco para eu ir para o Céu. Tu ficas cá para dizeres que Deus quer estabelecer no mundo a devoção do Imaculado Coração de Maria. Quando fores dizer isso, não te escondas. Diz a toda gente, que Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria. Que as peçam a Ela, que o Coração de Jesus quer que a seu lado se venere o Coração Imaculado de Maria. Que peçam a Paz ao Imaculado Coração de Maria, que Deus a entregou a Ela!"



Doce Coração de Maria, sede a nossa salvação!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Palavras (por vezes) difíceis de dizer...

Uma pessoa é como é... Cada um é único no mundo...

Pessoalmente, considero-me uma pessoa extrovertida, sociável, que se adapta bem e "agarra-se" aos sítios e pessoas que conhece. Isto pode ser muito bom e muito mau ao mesmo tempo...

Quando saí do norte para ir estudar para Coimbra, custou-me um pouco ver-me naquele ambiente estranho, com pessoas estranhas, com as Praxes e os "Doutores" a lixarem-me a cabeça. Umas semanas depois, já conhecia inúmeras pessoas naquela linda Cidade. Ia a casa de fim-de-semana cada vez menos frequentemente. Até que no 3º ano, era eu membro da Comissão de Praxe. Grandiosos momentos passados na Cidade dos Amores... Para nunca mais esquecer na vida! Com o final do Curso, ainda em Maio, já nos sentíamos nostálgicos por deixar Coimbra.

Com o fim do Curso, felizmente, tive a oportunidade de vir trabalhar para esta região do litoral Centro-Sul do nosso país. Foram duas semanas de tormentos, em que me sentia completamente deslocado aqui, mesmo com pessoas conhecidas que vieram ao mesmo tempo que eu. Não adiantava ir à praia (e tenho tantas aqui à volta!...), sair à noite, etc... Queria Coimbra! Queria tudo o que deixei de ter: as pessoas, os antigos colegas, queria até voltar para casa dos pais... Tudo menos estar aqui...

Nunca gostei muito de mudanças, confesso... Se as coisas estão bem, para quê mudar?

Com o tempo, fui conhecendo pessoas por cá, colegas que se tornaram amigos... Até que um grupo de amigos, com pessoas muito especiais, se formou...

A saber:

O Miguel,
A Diana
A Ana,
A Sónia,
...

Porque, lá por eu não gostar, as mudanças fazem parte da vida... E sei que um dia, iremos mudar... Pelo menos de sítio de trabalho... De nós todos, apenas o Miguel é daqui... Nós estamos cá "emprestados"... No entanto, alguns de nós já sentimo-nos cm se fôssemos de cá... No meu caso, é quase um ano a viver nesta terrinha, entre Torres Vedras e Mafra, à beira-mar construída, onde nada se passa, onde nada está à mão, perdida no meio das colinas que vão esbarrar no mar... Mas onde estão eles... Só isso dá uma beleza encantadora a esta terra!

No entanto, antes de pensar no futuro, quero concentrar-me no presente. Porque, hoje, é o presente que me importa. O passado já foi; o futuro, sabemos nós se virá...!

O presente é aqui e é agora. É a esse que me quero agarrar...

Com feitios completamente diferentes, cada um com pior feitio que outro, lá nos temos aturado e conseguido fazer desta terra um sítio agradável para morarmos, que chega a deixar saudades quando nos afastamos...

Tantos momentos excelentes...

...de diversão...

Desde as idas à praia, após os dias (e as noites!) de trabalho;
A escalada nas rochas na praia e a apanha ao polvo e aos peixinhos;
As noites passadas a beira-mar com umas garrafinhas de Licor Beirão e umas minis;
Os jantares improvisados à última da hora;
Os torneios de Sueca, ao serão;
As noitadas que acabam de manhã a dormir numa praia perto de nós...

...de partilha de problemas...

Desde os "stresses" com a família de alguém:
O cansaço e os problemas do trabalho;
A confusão que vai na cabeça de um amigo, de uma amiga ou na minha;
Os desabafos sobre o que nos preocupa, no presente e no futuro...

...de companheirismo...

O ir ajudar alguém à Unidade, quando a coisa se complica, numa folga, apenas por solidariedade;
As viagens até Lisboa, para fazer companhia a quem não quer fazer a viagem sozinho;
O estar morto de cansaço e ir beber um copo, porque se sabe que há esse alguém que precise, mesmo quando ele não dá a perceber;
O ir a Mac Donald's à 1h da manhã porque há um amigo que anda a suspirar por um Big Mac há 2 meses;

...das chatices...

Porque há os (as) se "cortam" e nos deixam pendurados quando é para sair;
O silêncio quando é para combinar algo e afinal, nada se combina;
Os amuos e os "descarregamentos" (quase sempre sem razão) por causa de mal-entendidos que acabam por ser resolvidos;

Enfim, um sem número de coisas...que fazem parte e que acabam por serem saudáveis para o crescimento do espírito de grupo :)

Talvez por não ter irmãos, por ter de aprender desde muito cedo a brincar, a passar tempo ou a desenrascar-me sozinho, nunca fui muito de dizer certas coisas que sinto aos outros... Quando o disse, ainda em Coimbra, foi a desilusão... Talvez porque as pessoas que escolhi para desabafar foram, na verdade, companheiros de copos e de divertimento... Nunca o resto...

Sempre, e depois ainda mais, me foi difícil dizer:

"Adoro-te, amigo!"

"Gosto muito de ti!"

"Fazes-me bem!"

"Gosto de estar contigo!"

"Não me deixes, não me quero separar de ti"

"É por pessoas como tu que dá gosto continuar aqui..."

etc...

São frases que sempre me foram difíceis de dizer. Talvez por medo da reacção dos outros... Talvez com um pé atrás para não passar por "lamechas"... Talvez porque não quero mesmo demonstrar na verdade o que sinto, por mecanismo de defesa...

Não sei...

Só sei que, a estes, não me importo de ser chato e de o repetir muitas vezes, tantas quantas eu quiser...

Simplesmente porque merecem, por serem quem são e como são...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Nossa Senhora do Rosário de Fátima, salvai-nos e salvai Portugal!


A treze de Maio
Na Cova da Iria,
Apareceu brilhando
A Virgem Maria.


Avé, Avé, Avé Maria!
Avé, Avé, Avé Maria!

A Virgem Maria
Cercada de luz,
Nossa Mãe bendita
E Mãe de Jesus.

Foi aos pastorinhos,
Que a Virgem falou,
Desde então nas almas,
Nova luz brilhou.

Com doces palavras,
Mandou-nos rezar,
A Virgem Maria,
Para nos salvar.

Mas jamais esqueçam,
Nossos corações,
Que nos fez a Virgem,
Determinações.

Falou contra o luxo,
Contra o impudor,
De modestas modas,
De uso pecador.

Disse que a pureza,
Agrada a Jesus,
Disse que a luxúria,
Ao fogo conduz.

A treze de Outubro,
Foi o seu adeus,
E a Virgem Maria,
Voltou para os céus.

À Pátria que é vossa,
Senhora dos Céus,
Dai honra, alegria
E a graça de Deus.

À Virgem bendita,
Cante seu louvor,
Toda a nossa terra,
Um hino de amor.

Todo o mundo A louve,
Para se salvar,
Desde o vale ao monte,
Desde o monte ao mar.

Ah! Demos-Lhe graças,
Por nos dar seu bem,
À Virgem Maria,
Nossa querida Mãe!

E para pagarmos,
Tal graça e favor,
Tenham nossas almas,
Só bondade e amor.

Avé, Virgem Santa,
Estrela que nos guia,
Avé, Mãe da Pátria.
Oh! Virgem Maria!

Oração:
Nossa Senhora de Fátima, que viestes chamar-nos a todos à conversão, à oração e à penitência, ajudai-nos a fazer de Cristo, vosso adorável filho, o centro da nossa vida e a medida de todas as coisas. Rainha santa do Universo, intercedei por todos os vossos filhos que peregrinam sobre a Terra.

Oração retirada do blog TRADIÇÃO CATÓLICA (www.emdefesadelefebvre.blogspot.com)

Francisco e Jacinta, rogai por nós!

Nossa Senhora de Fátima, salvai o mundo que em Vós confia!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Salve, Rainha!

Senhora, um dia descestes,
À terra que em Vós confia,
Descestes à Serra d'Aire,
Em plena Cova da Iria.

Salve Regina!
Salve Regina!
Ora pro nobis, Maria!

Nas mãos trazíeis o Terço,
Que pende da Vossa Imagem!
Na fronte uma estrela de ouro,
Nos lábios doce mensagem!

Falando a três Pastorinhos
De cima de uma azinheira,
Pregastes a penitência
Aos povos da terra inteira.

Pedistes que nos uníssemos
Em oração e concórdia
Com pena dos pecadores,
Ó Mãe de misericórdia!

Olhai, ó Virgem do Céu,
O mundo que pede luz.
Bendita sejais, Senhora!
Bendito seja Jesus!

Bendizemos o Teu nome, Maria Santíssima!

Bendizemos o Teu nome,
Mãe do Céu, Virgem Maria!
Bendizemos à porfia
Do Teu Filho salvador.

Aqui vimos, Mãe querida,
Consagrar-te o nosso amor!

Esmagaste, ó Virgem Santa,
Toda bela, Imaculada,
A cabeça envenenada
Do dragão enganador.

Todo o mundo, ó Mãe bendita,
Cheio está de Tuas glórias!
De perpétuas memórias
De Teu nome e Teu louvor.

Advogada poderosa,
O universo em Ti confia!
Porque és Tu refúgio e guia,
Para o justo e o pecador.

És conforto dos aflitos,
És das graças dispenseira.
És da paz a mensageira,
Nossa esperança e nosso amor!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Com os peregrinos de Fátima, cantemos à Virgem Santíssima!

Caminhos de bênção,
Andados por bem,
Exortam as almas
a ir mais além.



Cantemos à Virgem,
Que os passos nos guia:
Salve, Rainha!
Salve, Rainha!
Avé Maria!

Os sinos da torre,
Dão horas de luz.
Do Alto nos fala
A Mãe de Jesus.

Peregrinos se juntam
Aos pés da azinheira
Se Fátima é fogo
Jesus é a fogueira.

*

Por Cristo, em Cristo,
Que o mundo abraça,
Salvai o mundo,
Que em Vós confia!

Avé Maria, cheia de Graça!
Avé Maria! Avé Maria!

Senhora, nós Vos louvamos!


Senhora, nós Vos louvamos,
Em dor e amor, noite e dia.
Senhora, nós Vos louvamos!

Hossana, Hossana, Rainha de Portugal!
Hossana, Hossana, Virgem Maria.

Senhora, nós Vos rezamos,
Quem Vos reza em Vós confia.
Senhora, nós Vos rezamos!

Senhora, nós Vos cantamos,
Causa da nossa alegria.
Senhora, nós Vos cantamos!

Senhora, nós Vos aclamamos,
No Altar da Cova da Iria.
Senhora, nós Vos aclamamos!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Maio, mês de Maria

Sancta Maria, ora pro nobis!



Salve, ó Senhora Santa, Rainha Santíssima,Mãe de Deus, ó Maria, que sois Virgem feita igreja, eleita pelo Santíssimo Pai celestial, que vós consagrou por seu Santíssimo e dilecto Filho e o Espírito Santo Paráclito.
Em vós residiu e reside toda plenitude da graça e todo o bem.
Salve, ó palácio do Senhor!
Salve, ó tabernáculo do Senhor!
Salve, ó morada do Senhor!
Salve, ó manto do Senhor!
Salve, ó serva do Senhor!
Salve, ó mãe do Senhor!
E salve vós todas, ó santas virtudes derramadas, pela graça e iluminação do Espírito Santo, nos corações dos fiéis, transformando-os de infiéis em fiéis servos de Deus!
Amen.


"O mês de Maio anima-nos a pensar e falar de modo especial sobre Ela. Com efeito, este é o Seu mês. Assim, portanto, o período do ano litúrgico e ao mesmo tempo o mês corrente chamam e convidam os nossos corações a abrirem-se de maneira singular para Maria.
(João Paulo II, Audiência geral, 2 de Maio de 1979).

Fala-nos São Josemaria:

Canta diante da Virgem Imaculada, recordando-Lhe: Ave, Maria, Filha de Deus Pai; Ave, Maria, Mãe de Deus Filho; Ave, Maria, Esposa de Deus Espírito Santo... Mais do que tu, só Deus!(Caminho, 496)
De uma maneira espontânea, natural, surge em nós o desejo de conviver com a Mãe de Deus, que é também nossa mãe; de conviver com Ela como se convive com uma pessoa viva, porque sobre Ela não triunfou a morte; está em corpo e alma junto a Deus Pai, junto a seu Filho, junto ao Espírito Santo. Para compreendermos o papel que Maria desempenha na vida cristã, para nos sentirmos atraídos por Ela, para desejar a sua amável companhia com filial afecto, não são precisas grandes especulações, embora o mistério da Maternidade divina tenha uma riqueza de conteúdo sobre a qual nunca reflectiremos bastante.

A fé católica soube reconhecer em Maria um sinal privilegiado do amor de Deus. Deus chama-nos, já agora, seus amigos; a sua graça actua em nós, regenera-nos do pecado, dá-nos forças para que, entre as fraquezas próprias de quem é pó e miséria, possamos reflectir de algum modo o rosto de Cristo. Não somos apenas náufragos que Deus prometeu salvar; essa salvação já actua em nós. A nossa relação com Deus não é a de um cego que anseia pela luz mas que geme entre as angústias da obscuridade; é a de um filho que se sabe amado por seu Pai. Dessa cordialidade, dessa confiança, dessa segurança, nos fala Maria. Por isso o seu nome vai tão direito aos nossos corações. A relação de cada um de nós com a nossa própria mãe pode servir-nos de modelo e de pauta para a nossa intimidade com a Senhora do Doce Nome, Maria.

Temos de amar a Deus com o mesmo coração com que amamos os nossos pais, os nossos irmãos, os outros membros da nossa família, os nossos amigos ou amigas. Não temos outro coração. E com esse mesmo coração havemos de querer a Maria. Como se comporta um filho ou uma filha normal com a sua Mãe? De mil maneiras, mas sempre com carinho e confiança. Com um carinho que se manifestará em cada caso de determinadas formas, nascidas da própria vida, e que nunca são algo de frio, mas costumes muito íntimos de família, pequenos pormenores diários que o filho precisa de ter com a sua mãe e de que a mãe sente falta, se o filho alguma vez os esquece: um beijo ou uma carícia ao sair ou ao voltar a casa, uma pequena delicadeza, umas palavras expressivas...

Nas nossas relações com a nossa Mãe do Céu, existem também essas normas de piedade filial, que são modelo do nosso comportamento habitual com Ela. Muitos cristãos tornam seu o antigo costume do escapulário; ou adquirem o hábito de saudar (não são precisas palavras; o pensamento basta) as imagens de Maria que há em qualquer lar cristão ou que adornam as ruas de tantas cidades; ou dão vida a essa oração maravilhosa que é o Terço, em que a alma não se cansa de dizer sempre as mesmas coisas, como não se cansam os enamorados, e em que se aprende a reviver os momentos centrais da vida do Senhor; ou então habituam-se a dedicar à Senhora um dia da semana – precisamente este em que estamos reunidos: o sábado – oferecendo-lhe alguma pequena delicadeza e meditando mais especialmente na sua maternidade.
(Cristo que passa, 142)

Maria Santíssima, Mãe de Deus, passa despercebida, como uma qualquer, entre as mulheres do seu povo. Aprende d’Ela a viver com «naturalidade».
(Caminho, 499)

São José Operário

São José, rogai por nós.

"O primeiro de Maio, considerado hoje na Europa o dia da «Festa do trabalho», foi, durante muitos anos, nos fins do século XIX e princípios do século XX, um dia de reivindicações e mesmo de lutas violentas pela promoção da classe operária.

A Igreja que se mostrou sempre sensível aos problemas do mundo do trabalho, quis dar uma dimensão cristã a este dia. Nesse sentido, Pio XII, em 1955, colocava a «Festa do trabalho» sob a protecção de S. José, na certeza de que ninguém melhor do que este trabalhador poderia ensinar aos outros trabalhadores a dignidade sublime do trabalho.

Operário durante toda a sua vida, S. José teve como companheiro de trabalho, na oficina de Nazaré, o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo.E foi, na verdade, Jesus que lhe ensinou que o trabalho nos associa ao Criador, dando-nos a possibilidade de aperfeiçoar a natureza, de acabar a criação divina. O trabalho é um serviço prestado aos irmãos. O trabalho é um meio de nos associarmos à obra redentora de Cristo."

(Gaudium et Spes, 67).

Fala-nos São Josemaria Escrivá:

"Às vezes, quando se tratava de pessoas mais pobres do que ele, José trabalharia aceitando alguma coisa de pouco valor, que deixava a outra pessoa com a satisfação de pensar que tinha pago. Normalmente José cobraria o que fosse razoável; nem mais nem menos. Saberia exigir o que em justiça lhe era devido, já que a fidelidade a Deus não significa renúncia a direitos que na realidade são deveres; S. José tinha de exigir o que era justo, porque tinha de sustentar a família que Deus lhe tinha confiado, com a recompensa desse trabalho.

A exigência dos nossos direitos não deve ser fruto de um egoísmo individualista. Não se ama a justiça se não se deseja vê-la também cumprida para com os outros. Como também não é lícito encerrar-se numa religiosidade cómoda, esquecendo as necessidades dos outros. Quem deseja ser justo aos olhos de Deus também se esforça para que a justiça se realize de facto entre os homens. E não apenas. pelo bom motivo de que o nome de Deus não seja injuriado, mas porque ser cristão significa captar e corresponder a todos os anseios nobres do homem. Parafraseando um texto conhecido, do Apóstolo S. João, pode-se dizer que mente quem afirma que é justo com Deus mas não é justo com os outros homens; e a verdade não habita nele.

Como todos os cristãos que viveram aquele momento, recebi com emoção e alegria a decisão de festejar a festa litúrgica de S. José Operário. Esta festa, que é uma canonização do valor divino do trabalho, mostra como a Igreja, na sua vida colectiva e pública, se fez eco das verdades centrais do Evangelho, que Deus quer que sejam especialmente meditadas nesta nossa época."

Livro Cristo que Passa - Na Oficina de José, ponto 52

terça-feira, 28 de abril de 2009

110 anos de sonho e tradição

Sei que não tem nada a ver com contexto do blog, mas tenho de deixar aqui o cartaz das Noites no Parque da Grandiosa Queima das Fitas de Coimbra... (se bem que eu quase nunca chego a tempo dos concertos, mas fica a informação para os madrugadores que conseguem...)



http://2009.queimadasfitas.org/

Quinta-feira, é dia de treinos :p, Sexta-feira, dia da Serenata, Sábado, dia de Jantar de Curso com os antigos colegas e Domingo, dia do Cortejo. Estou lá! :)

Oh Coimbra da saudade,
Olha o sol que se pôs.
Estás tão bela esta tarde,
Fazes esquecer minha dor...

Triste dor, triste sina,
De quem te ama com o coração.
Num carinho, num só beijo,
Vais matar o meu desejo...

Com a roupa engelhada,
trazes mágoas, oh Coimbra!
Com o Mondego a reflectir a lua,
Esta noite é minha e tua...

(Autor desconhecido, 2004)

domingo, 26 de abril de 2009

Alerta da OMS para o risco de pandemia de gripe suína

Está em marcha uma operação de vigilância à escala global. A nova estirpe do vírus da gripe, detectada nos últimos dias na América Central e nos Estados Unidos, levou a OMS a alertar os governos internacionais para o "potencial pandémico" de uma variante que resulta da combinação de um vírus suíno e de outras estirpes aviárias e humanas. Crescem os receios de uma pandemia de proporções superiores às da SARS de 1997, que matou várias centenas de pessoas.

Algumas questões sobre o surto da gripe suína que se estima que tenha vitimado mais de 60 pessoas no México e infectado oito nos Estados Unidos, deixando a Organização Mundial de Saúde a falar de um "potencial de pandemia".

O que é a gripe suína?

Frequente e poucas vezes fatal, embora com altos níveis de transmissão, a gripe suína é uma doença respiratória dos porcos. Normalmente, não é contagiosa para humanos, embora em casos de pessoas com contacto muito próximo com porcos seja possível a transmissão dos vírus da gripe suína (que, tal como outros vírus gripais, está em constante mutação). Mais rara ainda é a transmissão entre humanos.

Este surto deve-se a um novo tipo de gripe suína?

Sim. Trata-se de uma nova estirpe, nunca vista anteriormente, do vírus da gripe H1N1. Tem ADN de aves, suínos e humanos.
Quais são os sintomas?

Os sintomas são semelhantes aos da gripe humana normal: dores musculares, febre, tosse, cansaço, embora esta estirpe provoque mais frequentemente náuseas, vómitos e diarreia.

Porque é preocupante?

A gripe suína, mesmo nos casos raros em que é transmitida a humanos, raramente consegue passar de um humano para outro. Mas esta nova estirpe parece ser facilmente transmitida entre humanos, aparentemente do mesmo modo que a gripe: por partículas da saliva de uma pessoa infectada, sobretudo através da respiração e da fala (daí a recomendação de usar máscaras).

Quantas pessoas foram afectadas?

Para já, há 16 mortes confirmadas no México e outras 50 que se pensa terem tido como causa a infecção por este vírus. Nos Estados Unidos há sete descrições de infecção.A OMS avisou para uma potencial pandemia.

Porquê?

Porque é um vírus que está a afectar pessoas jovens e de boa saúde (normalmente a gripe atinge mais crianças e idosos ou pessoas fragilizadas) e ainda por causa da sua distribuição geográfica – casos em várias províncias mexicanas e na Califórnia e no Texas –, o que mostra que não está num lugar restrito.

Há alguma vacina?

Não há ainda uma vacina. Como são produzidas em ovos, as vacinas demoram sempre algumas semanas até chegarem ao público.

E tratamento?

Este vírus é sensível a dois medicamentos antivirais, o Tamiflu e o Relenza, que devem ser, no entanto, tomados nos primeiros dias de sintomas para serem mais eficazes.

E o que estão a fazer os países afectados?

As autoridades dos locais afectados estão a lançar avisos para que as pessoas evitem grandes multidões, e no México foram encerrados museus, bibliotecas. Até os jogos de futebol do fim-de-semana se vão realizar com os estádios vazios. Claro que, como dizia, citado pelo "Times" on-line o perito em saúde pública Michael Osterholm, da Universidade do Minnesota, “milhões de pessoas entram e saem todos os dias da Cidade do México [onde vivem 20 milhões de pessoas]. Tem de se pensar que há mais transmissões não reconhecidas por aí”.

A OMS já pediu aos países que tomassem atenção a casos com sintomas semelhantes.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

...


Revoltado...

Triste...

Sem capacidade de compreender...

Impossível não nos sentirmos assim depois de sabermos certas notícias que nos deixam completamente de rastos... Quando se sabe que um amigo, o LC, após ter terminado a licenciatura e ter começado a trabalhar e a viver com a namorada, lhe é diagnosticado cancro do pulmão com mau prognóstico, com metástases já espalhadas por outros locais do corpo.

Não acho normal. Não acho justo que um rapaz de 24 anos se veja numa situação deste tipo. Não consigo compreender. Um rapaz saudável, que nunca tocou num cigarro que fosse nem era de cometer grandes exageros.

Óbvio que todos apanhávamos as nossas bubas, nomeadamente nos ENEE's (Encontros Nacionais de Estudantes de Enfermagem), Queimas, Latadas e convívios Bissayenses... Ele era dos poucos que "mantinha sempre o nível,", como ele gosta de dizer :)

Isto não era suposto ser assim.

Não devia ser assim.

Não é justo ser assim!

Não percebo como podem acontecer estas coisas...

Estou revoltado.

Estou zangado.

Estou triste. Com a vida. Com tudo.

Por isso digo: não vale a pena andar com tretas e discussões de meia-tijela ou arranjar conflitos sem necessidade nenhuma.

Para quê?? Adianta-nos de alguma coisa, por acaso?

Poupemos as energias para tratar bem dos outros, para fazê-los sentir especiais, para sermos felizes, para transmitir alegria uns aos outros.

Enfim, infelizmente há pessoas que parecem gostar de alarmismos e de pensar no pior que existe e nas desgraças que aí virão... ou não...

Acho que faz parte da nossa cultura, o facto de se gostar e de se dar atenção às coisas más, mais que às boas...

Eu, hoje, quero pensar nas boas. Não quero pensar em nada que não seja mostrar a minha amizade e apreço por aqueles que o merecem. Não quero pensar em nada que não seja aproveitar estes meus 2 dias de folga para fazer algo que realmente goste, com pessoas com quem vale a pena estar...

Vou sair, passear, ir às compras, ir à praia, ir a um bar agradável, beber uma caipirinha (ou mais...) numa esplanada, fazer umas caminhadas...

Com a Diana, com o Miguel, com a Carolina, com as Sónias, com o Pedro e com a Ana.

E dizer-lhes o quanto me dá prazer sair com eles, o quanto gosto de estar com eles, como gosto deles...

No entanto, não consigo deixar de pensar no LC.

Como me diz uma amiga "Ninguém diga que está completamente bem".

Eu não estou.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O novo Santo Português

São Nuno de Santa Maria, rogai por nós.


Nascido em 1360, Nuno Álvares Pereira foi educado nos ideais nobres da Cavalaria medieval, no ambiente das ordens militares e depois na corte real. Tal ambiente marcou a sua juventude. As suas qualidades e virtudes impressionaram particularmente o Mestre de Aviz, futuro rei D. João I, que encontrou em D. Nuno o exímio chefe militar, estratega das batalhas dos Atoleiros, de Aljubarrota e Valverde, vencidas mais por mérito das suas virtudes pessoais e da sua táctica militar do que pelo poder bélico dos meios humanos e dos recursos materiais.

Casou com D. Leonor Alvim de quem teve três filhos, sobrevivendo apenas a sua filha Beatriz, que viria a casar com D. Afonso, dando origem à Casa de Bragança. Tendo ficado viúvo muito cedo e estando consolidada a paz, decidiu aprofundar os ideais da Cavalaria e dedicar se mais intensamente aos valores do Evangelho, sobretudo à prática da oração e ao auxílio dos pobres. Assim, pediu para ser admitido como membro da Ordem do Carmo, que conhecera em Moura e apreciara pela sua vida de intensa oração, tomando o profeta Elias e Nossa Senhora como modelos no seguimento de Cristo.

De Moura, no Alentejo, vieram alguns membros da comunidade carmelita, para o novo convento que ele mesmo mandara construir em Lisboa. Em 1422, entra nesta comunidade e, a 15 de Agosto de 1423, professa como simples irmão, encarregado de atender a portaria e ajudar Verificação ortográficaos pobres. Passou então a ser Frei Nuno de Santa Maria. Depois de uma intensa vida de oração e de bem fazer, numa conduta de grande humildade, simplicidade e amor à Virgem Maria e aos pobres, faleceu no convento do Carmo, onde foi sepultado.

Logo após a sua morte começou a ser venerado como santo pela piedade popular. As suas virtudes heróicas foram oficialmente reconhecidas pelo Papa Bento XV, que o proclamou beato, em 1918, passando a ter celebração litúrgica a 6 de Novembro.

No próximo Domingo, 26 de Abril, às 10 horas da manhã (hora de Roma), na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI presidirá à canonização do Beato Nuno de Santa Maria, “o Santo Condestável”.

O milagre que permitiu a canonização aconteceu em 2000. Foi o caso de Guilhermina de Jesus, uma idosa que se tinha queimado com óleo de fritar, que foi o escolhido.

A 29 de Setembro de 2000, Guilhermina de Jesus estava em sua casa a cozinhar quando lhe saltou óleo de fritar para o olho, queimando-lhe a córnea e cegando-lhe uma vista. Apesar da rápida intervenção médica e da hospitalização, os médicos afirmaram que a única solução seria um tratamento com medicamentos muito fortes, que duraria cerca de um ano.

Guilhermina de Jesus, a mulher que recebeu a graça do milagre entretanto provado, contou em exclusivo à Revista Família Cristã que a devoção ao beato Nuno já vinha de trás. "Há muitos anos que é o santo da minha devoção", afirma Guilhermina. Por essa mesma razão, relata o padre Francisco Rodrigues, vice-postulador da Causa da Canonização do Beato Nuno, "a Guilhermina, juntamente com o seu pároco, família e amigos deslocaram-se a Fátima, onde rezaram uma novena pública ao beato Nuno".

"Um tempo mais tarde, e vendo que a situação da sua paciente não melhorava, a sua médica, a doutora Lucinda, sugeriu-lhe que colocasse uma lente especial que lhe permitiria não usar o penso, que já a incomodava", recorda o padre Francisco. Nessa mesma noite, enquanto se preparava para colocar a lente, deslocou-se ao quarto, rezou ao beato Nuno e beijou a sua imagem. Quando regressou à sala e passou a mão pela vista, viu que já não lacrimejava e que conseguia ver daquele olho. "Não disse nada a ninguém naquela noite e fui dormir com uma sensação de paz muito grande", recorda a sexagenária, que no dia seguinte foi contar ao seu filho e ao padre Querido, seu pároco, o que lhe tinha sucedido.

O milagre foi examinado pela consulta médica da Congregação das Causas dos Santos em Abril de 2008, pelos teólogos em Maio, pela Plenária do Dicastério, composta pelos Cardeais, Arcebispos e Bispos, em Junho, e finalmente pelo Santo Padre Bento XVI no dia 3 de Julho. Entrevista ao Cardeal Dom José Saraiva Martins:

Ecclesia – O que faz de Nuno Álvares Pereira um Santo?

Cardeal José Saraiva Martins – Essa pergunta vale para todos os outros Santos, a espiritualidade é a sua santidade. O Beato Nuno não é uma figura fora de moda, é actualíssima, por causa da mensagem que nos transmite.
É admirável na sua espiritualidade carmelita e no seu amor pelos pobres, o que é hoje muito actual. Nos últimos anos da sua vida, como se sabe, passava o tempo pelas ruas de Lisboa, a pedir esmola para os mais desfavorecidos, o que supõe um amor fantástico ao próximo. Hoje, quando se fala tanto em pobres, o exemplo do beato Nuno pode ser uma mensagem extremamente importante para a Igreja portuguesa, convidada a seguir o seu exemplo.
Por outro lado, tem uma espiritualidade profundamente mariana: antes e durante as batalhas, ajoelhava-se e rezava a Nossa Senhora. Isto é muito significativo, muito importante, era um militar e fazer isso supõe um grande acto de heroísmo.

Ecclesia – Que outras virtudes destacaria nesta figura?

JSM – Acima de tudo, a sua humildade. Deixou tudo, absolutamente tudo, e fez-se carmelita para se dedicar à vida religiosa e aos pobres. Esta é uma virtude que praticou em grau heróico.

Ecclesia – A devoção ao Beato Nuno já teve uma expressão considerável...

JSM – Já teve e eu acho que ainda tem, porque esta devoção está muito divulgada em Portugal, ele é um bocado como o São Genaro em Nápoles: para eles, aquele Santo protector é tudo.
Hoje, a devoção é muito viva entre o povo cristão, para os fiéis.

Ecclesia – Uma devoção muito mariana...

JSM – Sim, como disse antes, fica visível nos pedidos de ajuda e protecção à Mãe de Deus antes das batalhas, uma expressão clara e evidente da devoção profunda e interior a Nossa Senhora.
Ele era um Santo do seu tempo e não devemos criticar certas devoções de então, porque pecaríamos com um anacronismo histórico. Temos de interpretar a história no contexto do passado. Seria um passado imperdoável ver com os olhos de hoje a história de ontem e isso vale também para o Beato Nuno, que viveu num tempo muito diferente do nosso. Contudo, a mensagem é a mesma e é validíssima.

Ecclesia – Na sua opinião, porque é que o processo esteve parado durante tanto tempo?

JSM – Isso será alvo de um estudo que irei publicar, em que lanço um olhar sobre as várias fases do processo. A demora aconteceu, muitas vezes, por questões burocrática, outras vezes por não se ter compreendido a figura gigantesca do Beato Nuno.

Ecclesia – Não foi compreendido no Vaticano?

JSM – Não tanto no Vaticano, mas fora do Vaticano. Para dar um exemplo, em 1942 o Beato Nuno poderia ter sido canonizado, o Papa Pio XII tinha a convicção de que seria bom canonizá-lo e declarou-se disposto a fazê-lo por via de um decreto, ou seja, sem cerimónia litúrgica na Praça de São Pedro. Esta proposta, contudo, não foi aceite e acabou por se ficar sem a canonização e sem a cerimónia.

Ecclesia – Não foi aceite por quem?

JSM –A História é sempre complexa, seria muito longo explicar tudo aqui. Esteve em causa o compreender bem a história, o valor daquela figura e o significado da canonização.

Ecclesia – Hoje já ouvimos por aqui alguma contestação à canonização, até por causa do próprio milagre...

JSM – Quem faz essas afirmações teria de prová-las. Respondo afirmando que a cura da senhora Guilhermina de Jesus foi examinada pelo grupo de médicos, profissionais reputados, catedráticos universitários, que olham para o caso apenas do ponto de vista científico. É a voz da ciência, nua e crua, os médicos da Congregação para as Causas dos Santos têm de agir como cientistas, chegámos mesmo a pedir pareceres a médicos agnósticos, nalguns casos. Se quem contesta o milagre quer ser mais do que os especialistas, então isso é outra coisa...

Ecclesia – Entende que hoje é possível conhecer melhor a figura para ultrapassar ambiguidades?

JSM – Certamente, hoje temos meios de que os nossos antepassados não dispunham.

Ecclesia – Como sente que está a ser vivida a preparação da cerimónia?

JSM – Com muito entusiasmo, pelo que pude observar, a começar pela família carmelita, que há muito tempo aspirava por este dia. Muitos portugueses irão a Roma e eu, como prefeito que levou ao fim este processo, sou a pessoa mais feliz do mundo.

Ecclesia – Sente que foi a cereja no cimo do bolo do trabalho que fez na Congregação?

JSM – Não, no fundo foi o Beato Nuno quem fez outro milagre, para ser canonizado agora, porque nos últimos 3 meses da minha prefeitura fez-se o que se faz, muitas vezes, em muitos anos: o exame da cura por parte dos médicos, dos teólogos, dos Cardeais da Congregação e, finalmente, a aprovação do Papa numa audiência privada. Foram meses muito intensos. Eu achava que era importante deixar a prefeitura com tudo terminado.

Ecclesia – A canonização pode ser uma oportunidade para reavivar o catolicismo português?

JSM – Eu acho que pode ser uma ocasião para rever certas posições de muitos crentes, para reavivar a fé, porque qualquer canonização é um momento importantíssimo para o país de origem do novo santo. É um erro pensar que só a Igreja está interessada nestes eventos, é também o Estado, todo o povo.

Fontes:

Agência Ecclesia;
Rádio Vaticano;
Revista Família Cristã.


domingo, 19 de abril de 2009

Bento XVI completa quatro anos de pontificado

Annuntio vobis Gaudium magnum!
Habemus papam!


O Papa Bento XVI completa hoje quatro anos de Pontificado. O Santo Padre, como diz Santa Catarina de Sena, é o "Doce Cristo na Terra”. É o guardião da doutrina, o pai espiritual dos católicos.

É a Pedra da unidade da Igreja.

O Santo Padre continua a luta em defesa da moral católica no combate ao aborto, à manipulação de embriões, à eutanásia, ao sexo livre, à depravada prática homossexual, à imposição da cultura gayzista e ao "casamento" de gays, etc... Isto tudo tem sido um grande desafio para o Papa e motivo de muitas críticas.

O Papa tem combatido, desde o início do Pontificado, a maldita “ditadura do relativismo”, segundo o qual não existe uma verdade absoluta e tudo se reduz à vontade de cada um.

Há quatro anos, alguns pensavam que o Papa fosse um reaccionário ultra-conservador.

O Papa Bento XVI é conservador no sentido de conservar-se fiel ao Evangelho e ao Magistério da Igreja, e isso é correcto. Ele tem dito e ensinado as mesmas verdades que os Papas anteriores a ele ensinaram, nada a mais.

O mundo fica na ilusão de que a Igreja vai, um dia, mudar a sua moral e a sua doutrina. Mas ela não vai, nem pode fazer isso, pois é um legado perene que Jesus deixou para a salvação dos homens.

Sobre o "casamento" de gays, a Igreja sempre considerou a prática homossexual, não a tendência, uma grave desordem, algo contra a lei de Deus que criou o homem e a mulher para que o casal humano fosse a base da família e da sociedade. O perverso "casamento" entre homossexuais cria uma "família" falsa, e isto prejudica a verdadeira, e terá sérias consequências para a sociedade.

O tempo dará razão...

Este Papa foi eleito num dos Conclaves mais rápidos da história da Igreja, porque estava claro para os cardeais que ele era o Cardeal mais preparado para substituir João Paulo II, o Grande. Estes quatro anos mostraram o acerto dessa medida. Ele dá sequência ao trabalho de João Paulo com extraordinária coragem, lucidez, e mais espontaneidade.

Não tem medo de dizer a Verdade de Deus onde quer que deva pregar, com humildade e sabedoria. Se o mundo o critica é porque Jesus Cristo sempre foi e sempre será “sinal de contradição” (Lc 2, 34), e o Papa é o seu Representante na terra, então, não podemos esperar outra reacção do mundo.

A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 1, 4-5).

Sua Santidade, o Papa Paulo VI já tinha dito que o mundo vai mal porque quer dar soluções fáceis, rápidas, cómodas, e inócuas, para problemas difíceis.

E a Igreja não aceita isso, porque não é irresponsável e, por isso, será sempre atacada.

Adaptado do texto retirado do site: http://www.cleofas.com.br/

Santa Maria, Mãe da Igreja, abençoai o Santo Padre Bento XVI!

Cardeal Patriarca diz que preservativo é falível e acusa Imprensa de mediatização incorrecta dos acontecimentos

Uma notícia da Agência Lusa:

O Cardeal Patriarca de Lisboa afirmou que o preservativo é falível, opinião que lhe foi transmitida por "responsáveis portugueses", comungando da opinião de Bento XVI de que não deve ser a "única maneira de combate à sida".

D. José Policarpo, que admitiu numa entrevista à Agência Lusa ter pensado nesta questão nos últimos dias, disse ter mantido conversas com "responsáveis portugueses", que não identificou, que lhe confirmaram que o preservativo é um "meio falível".

Na primeira referência pública à polémica que marcou a visita do Papa aos Camarões e a Angola, em África, o Cardeal Patriarca lamentou que a comunicação social tivesse reduzido praticamente toda a viagem à questão do preservativo, que considera ter sido mal abordada pelos media.

"Faz impressão como é que uma pergunta naquele contexto, num diálogo espontâneo num avião, o Santo Padre (...) alerta que a solução que tem sido seguida, a do preservativo, não é uma solução e porventura não é uma solução segura, como é que se reduz a viagem do Santo Padre a África a isto?", interrogou.

"O que estava em questão era o preservativo como única maneira de combate à sida, mas nisso até grandes especialistas estão de acordo" de que não é a solução, sublinhou.

Na reflexão que fez sobre o tema do preservativo, D. José Policarpo sublinha que a Igreja Católica não muda de doutrina só porque é pressionada.

"A Igreja muda pastoralmente, muda na oração, muda na meditação da Palavra de Deus. A Igreja tem de ser fiel à mensagem, que é a grande mensagem para a humanidade. Portanto, os meios de comunicação social que tirem daí a ideia de que a Igreja vai mudar porque nos pressionam para isto ou para aquilo", acentuou.

"A Igreja não pode desistir de uma doutrina da sexualidade que faça da sexualidade um grande dinamismo de humanização, de generosidade, de encontro de amor", sublinhou.

sábado, 18 de abril de 2009

Divina Misericórdia

"O Meu olhar, nesta imagem, é o mesmo que Eu tinha na Cruz."
(Diário, 326)


"Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benta solenemente no primeiro Domingo depois da Páscoa, e esse Domingo deve ser a Festa da Misericórdia."

"Desejo que os sacerdotes anunciem essa minha grande misericórdia para com as almas pecadoras. Que o pecador não tenha medo de se aproximar de Mim."

(Jesus a Santa Irmã Maria Faustina)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Domingo da Divina Misericórdia

"Eu sou o Primeiro e o Último. O que vive; conheci a morte, mas eis-Me aqui vivo pelos séculos dos séculos" (Ap 1, 17-18).


Neste Domingo, dia 19, Domingo II da Páscoa, a Igreja celebra a Festa da Divina Misericórdia.

"É importante, então, que acolhamos inteiramente a mensagem que nos vem da palavra de Deus neste segundo Domingo de Páscoa, que de agora em diante na Igreja inteira tomará o nome de "Domingo da Divina Misericórdia". (Papa João Paulo II)

Fala-nos São Josemaria Escrivá:

"É bom que tenhamos considerado as insídias destes inimigos da alma: a desordem da sensualidade e a leviandade; o desatino da razão que se opõe ao Senhor; a presunção altaneira, esterilizadora do amor a Deus e às criaturas.

Todas estas disposições de ânimo são obstáculos certos e o seu poder perturbador é grande. Por isso a liturgia faz-nos implorar a misericórdia divina: a ti elevo a minha alma, Senhor, meu Deus. E em ti confio; não seja eu confundido! Não riam de mim os meus inimigos, rezamos no intróito. E na antífona do ofertório iremos repetir: espero em ti; que eu não seja confundido!

Agora que se aproxima o tempo da salvação, dá gosto ouvir dos lábios de S. Paulo: depois de Deus, Nosso Salvador, ter manifestado a sua benignidade e o seu amor para com os homens, libertou-nos, não pelas obras de justiça que tivéssemos feito, mas por sua misericórdia. Se lerdes as Santas Escrituras, descobrireis constantemente a presença da misericórdia de Deus: enche a terra, estende-se a todos os seus filhos, super omnem carnem; cerca-nos, antecede-nos, multiplica-se para nos ajudar e foi continuamente confirmada.

Deus tem-nos presente na sua misericórdia, ao ocupar-se de nós como Pai amoroso. É uma misericórdia suave, agradável, como a nuvem que se desfaz em chuva no tempo da seca. Jesus Cristo resume e compendia toda a história da misericórdia divina: Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. E, noutra ocasião: Sede pois misericordiosos como também vosso Pai é misericordioso. Ficaram também muito gravadas em nós, entre muitas outras cenas do Evangelho, a clemência com a mulher adúltera, a parábola do filho pródigo, a da ovelha perdida, a do devedor perdoado, a ressurreição do filho da viúva de Naim.

Quantas razões de justiça para explicar este grande prodígio! Era o filho único daquela pobre viúva; era ele quem dava sentido à sua vida; só ele poderia ajudá-la na sua velhice! Mas Cristo não faz o milagre por justiça; fá-lo por compaixão, porque interiormente se comove perante a dor humana. Que segurança deve produzir-nos a comiseração do Senhor! Se ele clamar por mim, ouvi-lo-ei, porque sou misericordioso. É um convite, uma promessa que não deixará de cumprir. Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça a fim de alcançar misericórdia e o auxílio da graça, no tempo oportuno.

Os inimigos da nossa santificação nada poderão, porque essa misericórdia de Deus nos defende. E se caímos por nossa culpa e da nossa fraqueza, o Senhor socorre-nos e levanta-nos. Tinhas aprendido a afastar a negligência, a afastar de ti a arrogância, a adquirir piedade, a não ser prisioneiro das questões mundanas, a não preferir o caduco ao eterno. Mas, como a debilidade humana não pode manter o passo decidido num mundo resvaladiço, o bom médico indicou-te também os remédios contra a desorientação e o juiz misericordioso não te negou a esperança do perdão."

(Livro Cristo que Passa - A Vocação Cristã, ponto 7)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Parabéns, Santo Padre

Sua Santidade Bento XVI completa hoje 82 anos de vida.

Longa vida ao Papa Bento XVI, valente e gloriosamente reinante!

℟. Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius.

℣. Tu es Petrus,
℟. Et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam.

Oremus
Deus, omnium fidelium pastor et rector, famulum tuum Benedictum, quem pastorem Ecclesiae tuae praeesse voluisti, propitius respice: da ei, quaesumus, verbo et exemplo, quibus praeest, proficere: ut ad vitam, una cum grege sibi credito, perveniat sempiternam.
Per Christum, Dominum nostrum.
℟. Amen

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Coimbra, a Bela!

Mais um ano se passou...
Neste dia de Aniversário, não páro de me lembrar da cidade que me acolheu durante 4 anos...onde passei 4 aniversários excelentes :)

Foi lá que estudei, mais do que simplesmente Enfermagem, durante 4 anos, estudei a vida... Tenho saudades dos anos que passaram, dos colegas e amigos (e inúmeros conhecidos que nem do nome me lembro bem...) que lá encontrei... Saudades das tardes passadas à beira do Mondego, das noites passadas na Praça da República e daquelas que nem me lembro onde as passei... :)

Saudades das noites, das Queimas, (especialmente a de 2006! :p), das noites no parque, dos concertos, das feiras populares, das feiras medievais, das músicas, dos fados, das tunas, dos jardins, de São Martinho do Bispo, de tudo...

Há um ano, lá estava eu a desfrutar os últimos meses na Cidade Eterna dos Estudantes, em Coimbra, a Bela...

Há um ano, perdia o telemóvel (em pleno dia de Aniversário!) no meio de tantos finos... Ia morrendo, sendo eu um "telemoveldependente", quando voltei a ficar em condições para me aperceber da tragédia que tinha acontecido! ...LOL

Há um ano, estávamos todos no bar da Escola a comentar os "incidentes" e situações caricatas do último Ensino Clínico...

Há um ano, preparava-me para dizer "Adeus" a Coimbra, à Cabra reflectida no Mondego, à Comissão de Praxe, ao Traje...e a muitas outras coisas...

E disse-o dia 3 de Julho de 2008...

Foi um dia doloroso, tendo começado as 9h, com a Missa na Sé e a cerimónia de formatura e que terminou às 8h45 da manhã (dia 4, portanto...), em plena Praça da República, após a Gala Final e o convívio da Escola, com vários copos de cerveja e de shots vazios e cigarros partidos, tudo religiosamente guardado nos bolsos do traje...

Tenho saudades de tanta coisa naquela cidade que estaria aqui dois dias a enumerá-las...

Felizmente, mantenho muito perto muitos dos amigos que fiz na Cidade dos Amores...
E há aqueles dois ou três, particularmente especiais...que não me importava de fazer 4 ou 5 ou 10 anos de uma só vez, se fosse para adiantar o meu regresso a Coimbra...

Uma vez estudante de Coimbra, para sempre de Coimbra... Só quem por lá passa é q sabe e percebe porque é assim. Uma pessoa enamora-se de tal maneira!
Pronto, hoje deu-me para divagar sobre esta cidade, a mais bela de Portugal e arredores...

Às vezes tenho saudades...muitas saudades dela.

Alegra-me pensar que daqui a poucas semanas, lá estarei a reviver as festas académicas! :D

Das músicas da Praxe:

"Eu sem ti não sei viver,
minha pacata cidade...

Onde aprendi a beber,
Também a sentir saudade
Dos amores que eu vivi,
nesta vida embriagada;

Nada se compara a ti,
Oh doce Coimbra amada!"

domingo, 12 de abril de 2009

Dia de Páscoa, dia de passagem... :)

12 de Abril 2009... Para começar, hoje foi acordar bem cedo, coisa que detesto. E desta vez com muito sacrifício, para quem ontem saiu até àquelas lindas horas...

Acordei meio deprimido...vá-se lá saber porquê! Triste, cansado e com vontade de mandar a casa abaixo... Tive de esperar pelo Compasso quase uma hora e já me estava a chatear. Por fim, chegou e beijamos a Cruz cá em casa. Fui à Missa e almoçar com família. Nem assim o humor melhorou. Lanchei com primos que não vejo há meses. Um Domingo quase normal.

Por fim, aparece alguém em casa. O amigo de infância que está sempre lá quando é preciso. Não foi preciso dizer nada. apenas vesti o casaco e fomos para uma esplanada, ao final da tarde, falar, beber uns canecos e jogar uns matrecos com outro pessoal que entretanto apareceu.

Acho que era isto que me faltava fazer já desde há muito tempo...

Nada melhor, mas mesmo nada é melhor para o meu equilíbrio do que sair com alguém que gosto, falar-lhe, sair de casa...ou mesmo estarmos em casa, ver um filme, comer umas tostas, beber uma cerveja gelada! :) com aquela sensação de estar feliz apenas porque sim, porque vivemos :)

Abençoadas férias! :p

Por fim, perspectiva-se hoje jantar em minha casa com os meus pais, esse amigo e os pais e a irmã dele... logo se verá em que condições se chegará à noite para se cantarem os "parabéns para mim", à meia noite :)

Uma boa continuação de Domingo de Páscoa para todos :)

Aleluia! Cristo ressuscitou! Aleluia!

Christus vincit!
Christus regnat!
Christus imperat!