domingo, 13 de setembro de 2009

Stabat Mater

"E uma espada trespassará a tua alma."
(Lc. 2,34)

V: Bendita sejais, Mãe do redentor,
R: Por Vossa tão grande dor.

Após celebrar a festa da Exaltação da Santa Cruz, a Igreja celebra, a 15 de Setembro, as Sete Dores de Maria Santíssima - a festa de Nossa Senhora das Dores. A Cruz do Senhor e as Dores de Sua Mãe Imaculada. Uma bela sequência litúrgica, que une o instrumento da nossa Redenção ao sacrifício Co-Redentor d’Aquela que soube unir as Suas Dores à Dor do Seu Divino Filho, em favor de nós.

E porque relembrarmos as Dores de Maria Santíssima? Porque Aquela que Se conformou perfeitamente à vontade do Seu Divino Filho é-Lhe imitadora em tudo - de maneira particularíssima, na Dor. Devemos seguir os passos de Cristo junto com Sua Mãe Dolorosa. Devemos tomar a nossa Cruz a cada dia e seguir Jesus (cf. Mc 8, 34); e a Virgem, Mater Dolorosa, é a primeira a nos ensinar isso com o Seu exemplo. Neste Vale de Lágrimas, chora a Virgem, não pelos próprios pecados, mas pelos pecados dos Seus filhos; a Virgem penitente faz penitência não por Si própria - pois não tem necessidade - mas por aqueles que Ela ama maternalmente.

Não conhecemos o suficiente o valor dos sofrimentos desta Senhora Imaculada em nosso favor! Somos duplamente ingratos, esquecendo-nos da Cruz de Cristo ontem exaltada e menosprezando as lágrimas da Virgem hoje vertidas por nós. Maria abraçou com prontidão a Cruz de Jesus Cristo e assumiu sem pestanejar as dores do Seu Filho, embora não tivesse pecados para Se penitenciar; e nós, que temos tantas faltas e tão grandes culpas, com que dificuldade fazemos penitência em nosso favor!

Olhemos para a Virgem das Dores; que o amor desta Boa Mãe pelas nossas almas possa fazer com que as valorizemos mais. E que, pela intercessão de Nossa Senhora das Dores, nós possamos, seguindo os passos de Cristo até o Calvário, alcançarmos um dia a Bem-Aventurança Eterna à qual Ele nos chama.

"Quero ficar junto à Cruz, velar conTigo a Jesus e o Teu pranto enxugar".

Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos a Sua compaixão, piedade; Suas sete dores que encontraram seu ponto mais alto no momento da crucificação de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.

A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria:

1. A profecia de Simeão

“Eis aqui está posto este Menino para ruína e para ressurreição de muitos de Israel, e como alvo a que atirará a contradição. E uma espada trespassará tua alma”. (Lc. 2,34)

A estas palavras a SS. Virgem vê de uma maneira clara e distinta no futuro as contradições a que Jesus Cristo será exposto: contradições na doutrina, contradições no conceito público, contradições nos seus santíssimos afectos, na alma e no corpo. E esta previsão dolorosa ficou na alma de Maria durante trinta e três anos. À medida que Jesus crescia em idade, em sabedoria e em graça, no Coração de Maria aumentava a angústia de perder um filho tão caro, pela aproximação da inexorável Paixão e Morte.“O Senhor usa de compaixão para connosco, em não nos fazer ver as cruzes que nos esperavam, e se temos de sofrer, é só uma vez. Com Maria Santíssima assim não procedeu, porque a queria Rainha das dores e toda semelhante ao Filho; por isso ela via sempre diante de si todas as pelas que havia de sofrer.” (Santo Afonso)

2. A fuga para o Egipto

A profecia de Simeão começou a cumprir-se logo. Jesus apenas nascido, já é cercado pela morte. Para salvá-lo, Maria deve ir para um exílio longínquo, para o Egipto, por caminhos desconhecidos, cheios de perigos. No Egipto, a Sagrada Família passou perto sete longos anos como estranha, desconhecida, sem recursos, sem parentes. “A viagem de volta para a Terra Santa apresentou-se mais penosa ainda, porque o Menino Jesus já era tão crescido que, levá-lo ao colo, difícil tarefa devia ser, e fazer a pé o grande trajecto parecia acima de suas forças” (São Boaventura)

3. Jesus perde-se e é encontrado no templo

Há quem diga que toda esta dor não só foi maior de todas que Maria sofreu na sua vida, mas que foi também de todas a mais acerba.
Nos outros seus sofrimentos tinha ela Jesus em sua companhia; mas agora via-se longe dele, sem saber onde ele se achava. Das outras dores Maria conhecia perfeitamente a razão e o fim, isto é, a redenção do mundo, a vontade divina; mas nesta dor não podia ela atinar com o motivo de Jesus estar longe de sua Mãe. Quem sabe se sua mente não se torturava com pensamentos como este: não o servi como devia, cometi alguma falta, alguma negligência, que motivasse dele se retirar de mim? Certo é que não pode haver pena maior para uma alma que tem amor a Deus, senão o temor de o ter desgostado. Realmente, em nenhuma outra dor, que nós saibamos, Maria se lamentou, queixando-se amorosamente com Jesus, depois de o ter achado: “Filho, porque fizeste isto connosco? Olha que teu pai e eu te buscávamos aflitos”.
(Santo Afonso)

4. Maria se encontra com Jesus a caminho do Calvário

Pilatos tinha sentimento humano para com Jesus; tivesse ele vencido sua covardia, talvez o teria salvo do furor da multidão, ainda mais, se à súplica de sua mulher se tivesse unido um pedido da Mãe de Jesus. Maria, porém, não se move naquela hora tremenda, que decide da vida ou da morte de seu Filho, porque sabe, que o Filho podia por si, sem auxílio alheio, livrar-se dos seus inimigos, e se se deixa como um cordeiro levar ao suplício, então é porque o faz espontaneamente, cumprindo a vontade de Deus. Maria ainda não se move, quando a sentença já é irrevogavelmente pronunciada. Vai ao encontro de Jesus que, carregado do peso da cruz, se encaminha para o Calvário. Vê-o todo desfigurado e entregue, coberto de mil feridas e horrivelmente ensanguentado. Seus olhares se cruzam. Nenhuma queixa sai da sua boca, porque as maiores dores Deus lhe reservou para a salvação do mundo. Aquelas duas almas, heroicamente generosas, continuam juntas no seu caminho do sofrimento, até o lugar do suplício.

5. Jesus é crucificado e morre na cruz.

Chegam ao Calvário. Os algozes despojam Jesus das suas vestes, pregam-no na cruz, levantam o madeiro e sobre ele deixam-no morrer. Maria agora se aproxima da cruz e perto da cruz fica, e assiste à horrível agonia de três horas.

“Que espectáculo ver-se o Filho agonizante sobre a cruz, e ver-se ao pé da mesma agonizar a Mãe, que todas as penas sofria com seu Filho! (Santo Afonso).

“O que os cravos eram para o corpo de Jesus, para o coração de Maria era o amor” (São Bernardo).

“No mesmo tempo que Jesus sacrificava o corpo, a Mãe imolava a alma” (São Bernardo).

E não pode dar ao Filho o menor alívio; ainda saber que o maior tormento para o Filho era ver presente sua Mãe, que dor, que sofrimento! O único alívio para a Mãe e para o filho era saber, que das suas dores resultava para nós a vida eterna.

6. Abertura do coração de Jesus pela lança e o descer da cruz

Jesus morrendo, exclamou: “Consummatum est” – Tudo está consumado. Estava completa a série dos sofrimentos para o Filho, não porém, para a Mãe. Quando ela está chorando a morte do filho, um soldado vibra a lança contra o peito de Jesus, abrindo-o, e sai sangue e água. O corpo morto de Jesus não sente mais a lançada; mas sentiu-a a Mãe no íntimo do coração. Tiram o corpo do Filho da cruz. O Filho é entregue à Mãe, mas em que estado! Antes o mais belo entre os filhos dos homens, agora está todo desfigurado. Antes, era um prazer olhar para ele; agora, seu aspecto é horroroso. Quando morre um filho, trata-se de afastar do cadáver a mãe. Maria, pelo contrário, não deixa que lho tirem dos seus braços, senão quando é para sepultá-lo.

7. Jesus é colocado no sepulcro.

“Eis que já o levam para sepultá-lo. Já se põe em movimento o doloroso préstimo. Os discípulos levam o corpo de Jesus sobre os ombros. Os Anjos do céu o acompanham. As santas mulheres seguem e, no meio delas, a Mãe. Querem que ela mesma acomode o corpo sacrossanto de Jesus no sepulcro, precisando por a pedra para fechar o sepulcro, os discípulos precisam dirigir-se à SS. Virgem, e lhe dizer: “Agora é hora de vos despedir, Senhora; deixai que fechemos o sepulcro. Muni-vos de paciência! Olhai-o pela última vez e despedi-vos de vosso filho”. Moveram a pedra e colocaram-na no seu lugar, fechando com ela o santo sepulcro. Maria, dando um último adeus ao Filho e à sepultura, volta para casa” (Santo Afonso).

“Voltou tão triste a aflita e pobre Mãe, que todos a viam, dela se compadeciam e choravam” (São Bernardo)

Só no nosso coração não haverá lágrimas para Maria? Não choramos nós, que somos a causa de tantas dores? Ah! Se nos faltam lágrimas de sentimento dos nossos olhos sensíveis, choremos pelo menos lágrimas de penitência, expressão ainda do firme propósito, de não mais cometermos pecado algum. Foram os nossos pecados que levaram à morte o nosso Irmão primogénito, e trespassaram o coração dulcíssimo de Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe.

(Fonte: adaptado de http://portalcot.com/reporter/as-sete-dores-de-maria/ e http://www.deuslovult.org/2008/09/15/nossa-senhora-das-dores/)

Stabat Mater dolorosa
Juxta Crucem lacrimosa,
Dum pendebat Filius.
+
Cujus animam gementem,
Contristatam et dolentem,
Pertransivit gladius.
+
O quam tristis et afflicta
Fuit illa benedicta
Mater Unigeniti!
+
Quem maerebat, et dolebat,
Pia Mater, dum videbat
Nati paenas inclyti.
+
Quis est homo, qui non fleret,
Matrem Christi si videret
In tanto supplicio ?
+
Quis non posset contristari,
Christi Matrem contemplari
Dolentem cum Filio?
+
Pro peccatis suae gentis
Vidit Jesum in tormentis,
Et flagellis subditum.
+
Vidit suum dulcem natum
Moriendo desolatum,
Dum emisit spiritum.
+
Eia Mater, fons amoris,
Me sentire vim doloris Fac,
ut tecum lugeam.
+
Fac, ut ardeat cor meum
In amando Christum Deum,
Ut sibi complaceam.
+
Sancta Mater, istud agas,
Crucifixi fige plagas
Cordi meo valide.
+
Tui nati vulnerati,
Tam dignati pro me pati,
Paenas rnecum divide.
+
Fac me tecum pie flere,
Crucifixo condolere,
Donec ego vixero.
+
Juxta Crucem tecum stare,
Et me tibi sociare
In planctu desidero.
+
Virgo virginum praeclara,
Mihi jam non sis amara:
Fac me tecum plangere.
+
Fac, ut portem Christi mortem
Passionis fac consortum,
Et plagas recolere.
+
Fac me plagis vulnerari
Fac me cruce inebriari,
Et cruore Filii.
+
Flammis ne urar succensus
Per te, Virgo, sim defensus
In die judicii.
+
Christe, cum sit hinc exire,
Da per Matrem me venire,
Ad palmam victoriae.
+
Quando corpus morietur,
Fac, ut animae donetur
Paradisi gloria.
+
Ámen.

sábado, 12 de setembro de 2009

Exaltação da Santa Cruz

"Toda a nossa glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.
N’Ele está a nossa salvação, vida e ressurreição.
Por Ele fomos salvos e livres." (Gal 6, 14)

"Quando Eu for levantado da terra, então atrairei todos a Mim." (Jo 12:20-33)

A Igreja celebra, a 14 de Setembro, a festa da Exaltação da Santa Cruz. Juntamente com o Crucificado somos elevados para o alto, para que, deixando a terra do pecado, alcancemos os bens celestes. Tão grande é o valor da cruz, que quem a possui, possui um tesouro. E chamo-a justamente tesouro, porque é na verdade, de nome e de facto, o mais precioso de todos os bens.

Foi na Cruz que Jesus Cristo ofereceu ao Pai o Seu Sacrifício, em expiação dos pecados de todos os homens. Por isso, é justo que veneremos o sinal e o instrumento da nossa libertação. Objecto de desprezo, patíbulo de infâmia, até ao momento em que Jesus "obediente até à morte," e morte de cruz, sendo nela suspenso. "Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos." (1 Cor 1:23)

A Cruz tornou-se, desde então, motivo de glória, pólo de atracção para todos os homens. Ao celebrarmos esta festa, nós queremos proclamar que é da cruz, "sinal do amor universal de Deus, fonte de toda a graça" (N.A., 4) que deriva toda a vida de Igreja. Queremos também manifestar o nosso desejo de colaborar com Cristo na salvação dos homens, aceitando a Cruz, que a carne e o mundo fizeram pesar sobre nós (G.S. 38).

Na cruz está a plenitude da nossa salvação e por ela regressamos à dignidade original.
Com efeito, sem a cruz, Cristo não teria sido crucificado. Sem a cruz, a Vida não teria sido cravada no madeiro. E se a Vida não tivesse sido crucificada, não teriam brotado do seu lado aquelas fontes de imortalidade, o sangue e a água, que purificam o mundo; não teria sido rasgada a sentença de condenação escrita pelo nosso pecado, não teríamos alcançado a liberdade, não poderíamos saborear o fruto da árvore da vida, não estaria aberto para nós o Paraíso. Sem a cruz, não teria sido vencida a morte, nem espoliado o Inferno.

Verdadeiramente grande e preciosa realidade é a santa cruz! Grande, porque é a origem de bens inumeráveis, tanto mais excelentes quanto maior é o mérito que lhes advém dos milagres e dos sofrimentos de Cristo. Preciosa, porque a cruz é simultaneamente o patíbulo e o troféu de Deus: o patíbulo, porque nela sofreu a morte voluntariamente; e o troféu, porque nela foi mortalmente ferido o Demónio, e com ele foi vencida a morte. E deste modo, destruídas as portas do inferno, a cruz converteu se em fonte de salvação para todo o mundo.

A Cruz é a glória de Cristo e a exaltação de Cristo. A Cruz é o cálice precioso da paixão de Cristo, é a síntese de tudo quanto Ele sofreu por nós.
Fonte: adaptado de http://alexandrinabalasar.free.fr/cruz_gloriosa.htm
"Glorifica-me, ó Pai, com a glória que tinha junto de Ti, antes de o mundo existir."

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Ave Crux, Spes Unica!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Portugal, nação fidelíssima!

Como um soldado vela a seu Rei,
assim meu sangue por Ti darei!


Cristo Jesus, aqui nos tens prostrados!
És nosso Rei, vimos render-Te preito.
Livra do mal os filhos resgatados
Com tanta dor no sangue do Teu peito.

A Ti pertence a terra portuguesa!
Nossa Rainha é Tua Mãe Bendita.
Somos cristãos, não há maior nobreza!
Teu Coração de amor por nós palpita.

Ó Pátria, surge em prol do Seu reinado;
Vem defender o amor que te redime.

Cale-se a voz do ímpio desvairado,

Só fale o amor, a esperança e a Fé sublime.

Protege ó Cristo, o nosso Portugal,

Que é seu brasão a chaga do Teu lado!

E sempre quis, por timbre seu real,
Ser filho Teu, Teu mais fiel soldado!

Oração

Deus Eterno e Omnipotente, que destinastes a cada nação o seu Anjo da Guarda, concedei que, pela intercessão e patrocínio do Anjo de Portugal, sejamos livres de todas as adversidades. Confirmai na verdadeira Fé os Vossos filhos. Concedei, por intercessão da gloriosa Virgem Santíssima, que Portugal, Terra de Santa Maria, seja sempre um servo fiel da Santa Igreja Católica. Não seja Portugal motivo de ira para Vós, quando vierdes julgar o mundo. Não permitais que a Nação Portuguesa, da qual a Vossa Mãe é Senhora e Rainha, deixe de Vos reconhecer como o verdadeiro e único Deus e de Vos louvar por todos os séculos dos séculos. Para isso nos ajude a intercessão dos Vossos filhos que já se encontram na Vossa glória.

Ámen.

*

Beata Alexandrina de Balasar,
Santo António de Lisboa,

Santa Beatriz da Silva,
Beatos Francisco e Jacinta Marto,

São Gonçalo de Amarante,

Santa Isabel de Aragão (Rainha Santa),

São João de Brito,
São João de Deus,

São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira,

Todos os Santos de Deus,

ROGAI POR PORTUGAL!

*

Nossa Senhora do Rosário de Fátima,
Salvai-nos e salvai Portugal!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O Nascimento da Santíssima Virgem

"Quando der à luz aquela que há-de ser mãe."
(Miq 5, 1-4a)

No dia 8 de Setembro de cada ano, 9 meses após a Solenidade da Imaculada Conceição, a Igreja comemora o nascimento da Virgem Santa Maria.

Esta Celebração foi introduzida, no Ocidente, no Séc. VII e liga-se estreitamente à vinda do Messias, como promessa, preparação e fruto da salvação. Celebremos com alegria o nascimento da Virgem. Este dia é o resplandecer da aurora, que antecede o aparecimento do sol radioso. Pela Santíssima Virgem nos veio o Sol de justiça, Cristo, nosso Deus.

O nascimento de Maria é o prelúdio do Natal do Senhor, porque com o aparecimento de Nossa Senhora neste mundo começa a realização do plano de Deus, isto é, a Encarnação do Verbo e a Redenção da humanidade. Na Virgem de Nazaré, o Altíssimo prepara-Lhe a Mãe. A Mãe preanuncia o Filho, diz que Ele está para vir: estão para se tornar história as antigas promessas de salvação da humanidade. Aqui está toda a grandeza de Maria; é a criatura por Deus escolhida para mãe de seu Unigénito.

Preconizou-a Miquéias como "aquela que há de dar à luz" (5,2), designando o tempo de seu parto como o início de nova era quando de "Belém de Efratá... virá quem está destinado a reinar em Israel" (ibidem, l). Em Belém, ao nascer Jesus da Virgem Maria, inicia-se a era da salvação messiânica. Portanto, a Natividade de Maria é a aurora da Redenção.

O nascimento de Nossa Senhora projectará nova luz sobre toda a humanidade; luz de inocência, de pureza, de graça, aurora do grande Sol que iluminará, que inundará a terra quando parecer Jesus, "Luz do mundo".

Nossa Senhora foi preservada do pecado e cheia de graça em vista dos méritos de Cristo. Assim não só anuncia a Redenção próxima, como também traz em Si as primícias dela, como primeira remida de seu divino Filho. Primeira flor desabrochada antecipadamente do mistério pascal de Jesus foi a Imaculada Conceição de Maria, flor que alegrará o mundo e atrairá as complacências do Altíssimo.

Depois do Natal de Jesus, nenhum outro nascimento foi tão importante aos olhos de Deus e tão precioso para o bem da humanidade quanto o de Maria. Entretanto, tal evento permanece na sombra. Ninguém o registou, nada falam dele as Sagradas Escrituras. No silêncio desaparecem as origens de Nossa Senhora, assim como no silêncio desapareceu toda a sua vida. A Natividade de Maria é grandioso acontecimento envolto em profunda humildade. Quanto mais quisermos crescer aos olhos de Deus, tanto mais humildes, pequenos havemos de ser, e tanto mais nos ocultar aos nossos olhos e aos dos outros!

A primeira vez em que aparece Maria no Evangelho de São Mateus é no fim da genealogia de Jesus: "Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo" (1,16). Em São Lucas, aparece pela primeira vez no relato da Anunciação do Senhor. Em São Marcos e São João, só mais tarde, durante o ministério público de Seu Filho. Em todo caso, Maria só entra no Evangelho em vista de Jesus, como Mãe do Salvador. Embora se note a presença de Maria em muitas páginas dos Evangelhos, mormente de São Lucas, é tão discreta e velada a ponto de desaparecer na do Filho.

Perde-se e desaparece a vida de Maria na de Jesus. Ela viveu verdadeiramente oculta com Cristo em Deus. Viveu na sombra não só durante a infância, mas também depois, quando Mãe de Deus, até nos momentos de triunfo do Filho e até quando certa mulher, entusiasmada com a pregação de Jesus, ergueu a voz em meio à multidão gritando: "Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram!" (Lc 11,27).

A festa mariana celebrada neste dia pela Liturgia é, pois, um convite à vida oculta com Maria em Cristo, e com Cristo em Deus. Feliz de quem Deus conduz através das circunstâncias, pelo caminho da humildade, da simplicidade, longe de tudo que brilha aos olhos humanos! Só tem de aderir ao plano divino, para entrar nas fileiras dos pobres de espírito a quem o reino dos céus foi prometido. Mas também os que se empenham, por dever, em grandes responsabilidades e estão colocados em evidência, por ofício, na sociedade ou na Igreja, são chamados a imitar a atitude de Maria.

Cumpre aprendermos dela a agir de modo a poder servir aos irmãos sem alarde, sem nos fazer valer, sem nos arrogar direitos a privilégios, antes buscando eclipsar-nos, sobretudo quando já não é necessária nossa actividade. Quem aspira imitar Nossa Senhora há de ter ânsia de ocultar-se à sombra de Deus, convicto de que, se lhe foi concedido fazer alguma obra, foi dom divino e deve em proveito do bem comum e da glória do Altíssimo.
(Frei Gabriel de Sta. Maria Madalena, OCD. Intimidade Divina)

"Quereis saber quão feliz, quão alto é e quão digno de ser festejado o Nascimento de Maria? Vede o para que nasceu. Nasceu para que d'Ela nascesse Deus. Perguntai aos enfermos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança. Os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes, para Senhora da Paz; os desencaminhados, para Senhora da Guia; os cativos, para Senhora do Livramento; os cercados, para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes, para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna, para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida, para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos, para Senhora da Graça; e todos os seus devotos, para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para ser Maria e Mãe de Jesus"
(Padre António Vieira, Sermão do Nascimento da Mãe de Deus).

*

"Celebremos com alegria a Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria.
De vós, ó Maria, surgiu o Sol de justiça, Cristo, nosso Deus."
(Antífona de Entrada da Missa da Natividade da Virgem Santa Maria).

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Saramago volta a atacar Nosso Senhor

“A atitude de Deus não tem perdão”.
(José Saramago)

Depois de "O Evangelho segundo Jesus Cristo", a vergonha nacional em pessoa volta a publicar outro livro intitulado "Caim".

Esta espécie de "escritor", cuja leitura é simplesmente intragável e à beira da senilidade já à alguns anos, retoma a história bíblica do assassínio de Abel pelo seu irmão Caim, mas, no romance é atribuída a Deus a autoria moral do crime e uma consequente redenção de Caim.

Nesta obra, o "escritor" manifestamente viciado numa droga que detesta - a religião - volta mostrar um Deus arbitrário, incoerente e tirano, que embora tenha sido criado pelo homem é causador de muitos dos seus males.

Diz descaradamente esta erva daninha da literatura portuguesa ao jornal espanhol "La Vanguardia":

"Deus, o demónio, o bem, o mal, tudo isso está na nossa cabeça, não no céu ou no inferno, que também inventámos. Não nos damos conta que, ao termos inventado Deus, nos tornámos imediatamente escravos dele". [Este livro] não é um ajuste de contas com Deus, mas um ajuste de contas definitivo com os homens que o inventaram".

A presença de referências bíblicas ou de críticas mais ou menos abertas à religião católica e à Igreja são um dos traços que caracterizam as obras deste senhor que é, só por ele próprio, um atentado à literatura e à cultura, enfim, um verdadeiro ataque à nação e à honra nacional.

Ai, se eu pudesse impedir a venda de todos os livrecos desta nódoa da literatura, pelo menos em Portugal! Se eu pudesse rasgá-los, queimá-los um por um!

Vá, venham lá chamar-me Inquisidor e inimigo da liberdade!...
Já esta ave rara, armada em "escritor" pode escrever o que bem lhe apetece, em nome da tal suposta liberdade...
*

"O homem conheceu Eva, sua mulher; ela concebeu e deu à luz Caim, e disse: 'Adquiri um varão com a ajuda de "Deus, o Senhor" (Gn. 4:1);

Em determinada ocasião, Caim e o seu irmão mais novo Abel apresentaram ofertas a Deus. Caim apresentou frutas do solo e Abel ofereceu primícias do seu rebanho. (Gn 4:3, 4).

A oferta de Abel teria agradado a Deus, enquanto que a de Caim não. O sacrifício de Abel foi oferecido com fé, em face da declaração bíblica de que "pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício de maior valor do que Caim." (Hebreus 11:4);

Possuído por ciúmes, Caim armou uma emboscada para seu irmão. Sugeriu a Abel que ambos fossem ao campo e, lá chegando, Caim matou seu irmão; este teria sido o primeiro homicídio da história da humanidade.
Respondendo ainda com arrogância ao ser interpelado por Deus, o
Criador sentenciou-o ao banimento do solo, além de ser condenado à condição de errante pelo mundo, que parte em busca de um futuro indefinido num deserto de homens. "Que fizeste? Ouço o sangue de teu irmão, do solo, clamar por mim. Agora, és maldito e expulso do solo fértil que abriu a boca para receber de tua mão o sangue de teu irmão" (Gn 4,10-11);

Caim lamentou a severidade da sua punição e mostrou ansiedade quanto à possibilidade de o assassínio de Abel ser vingado nele, mas, ainda assim, não expressou nenhum arrependimento. A descendência de Caim terminou com o Dilúvio dos dias de Noé.

Do catecismo da Igreja Católica:

§1867 "A tradição catequética lembra também que existem "pecados que bradam ao céu". Bradam ao céu o sangue de Abel, o pecado dos sodomitas; o clamor do povo oprimido no Egito; a queixa do estrangeiro, da viúva e do órfão; a injustiça contra o assalariado."

E vem-me um idoso senil julgar Nosso Senhor e dizer que a atitude de Deus não tem perdão??

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O Santíssimo Sacramento da Eucaristia e o Sacramento da Confissão

"O amor à Eucaristia leva a apreciar cada vez mais também o sacramento da Reconciliação. Por causa da ligação entre ambos os sacramentos, uma catequese autêntica acerca do sentido da Eucaristia não pode ser separada da proposta dum caminho penitencial."
(Papa Bento XVI).
"Constatamos — é certo — que, no nosso tempo, os fiéis se encontram imersos numa cultura que tende a cancelar o sentido do pecado, favorecendo um estado de espírito superficial que leva a esquecer a necessidade de estar na graça de Deus para se aproximar dignamente da comunhão sacramental. Na realidade, a perda da consciência do pecado engloba sempre também uma certa superficialidade na compreensão do próprio amor de Deus. É muito útil para os fiéis recordar-lhes os elementos que, no rito da Santa Missa, explicitam a consciência do próprio pecado e, simultaneamente, da misericórdia de Deus.

Além disso, a relação entre a Eucaristia e a Reconciliação recorda-nos que o pecado nunca é uma realidade exclusivamente individual, mas inclui sempre também uma ferida no seio da comunhão eclesial, na qual nos encontramos inseridos pelo Baptismo. Por isso, como diziam os Padres da Igreja, a Reconciliação é um baptismo laborioso (laboriosus quidam baptismus), sublinhando assim que o resultado do caminho de conversão é também o restabelecimento da plena comunhão eclesial, que se exprime no abeirar-se novamente da Eucaristia.

ALGUNS CUIDADOS PASTORAIS

(...) É dever pastoral do bispo promover na sua diocese uma decisiva recuperação da pedagogia da conversão que nasce da Eucaristia e favorecer entre os fiéis a confissão frequente. Todos os sacerdotes se dediquem com generosidade, empenho e competência à administração do sacramento da Reconciliação. A propósito, procure-se que, nas nossas igrejas, os confessionários sejam bem visíveis e expressivos do significado deste sacramento. Peço aos pastores que vigiem atentamente sobre a celebração do sacramento da Reconciliação, limitando a prática da absolvição geral exclusivamente aos casos previstos, permanecendo como forma ordinária de absolvição apenas a pessoal.

Vista a necessidade de descobrir novamente o perdão sacramental, haja em todas as dioceses o Penitenciário. Por último, pode servir de válida ajuda para a nova tomada de consciência desta relação entre a Eucaristia e a Reconciliação uma prática equilibrada e conscienciosa da indulgência, lucrada a favor de si mesmo ou dos defuntos. Com ela, obtém-se "a remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados, cuja culpa já foi apagada".

(Bento XVI, na Exortação Apostólica pós-sinodal "SACRAMENTUM CARITATIS", 2007)

Ensina-nos a Santa Igreja que, para sermos dignos de bem comungar o Santíssimo e Verdadeiro Corpo e Sangue de Nosso Senhor, o Deus Altíssimo, Soberano do Céu e da Terra, presente na Hóstia Consagrada, são exigidas três disposições:

1. Estar na graça de Deus.

Quer dizer, limpos do pecado mortal.Sem esta disposição, não podemos nunca abeirar-nos da mesa da comunhão! Ninguém pode aproximar-se para comungar, por muito arrependido que pareça estar, se antes não tiver confessado os pecados mortais. O pecado venial não impede a comunhão, mas é lógico que tenhamos desejos de receber a Jesus com a alma muito limpa; por isso a Igreja aconselha a que se confesse com frequência, ainda que não tenhamos pecados mortais. Se alguém se aproximasse para comungar em pecado mortal, cometeria um sacrilégio. Comungar em pecado mortal é um pecado gravíssimo!

2. Guardar o jejum eucarístico.

Ou seja, não ter comido nem bebido desde uma hora antes de comungar; a água e os medicamentos não quebram o jejum. Os idosos e doentes - e aqueles que cuidam deles - podem comungar ainda que não tenha passado uma hora depois de ter tomado algo.

3. Saber a Quem se recebe.

Posto que se recebe o próprio Deus neste sacramento, não podemos aproximar-nos para comungar sem noção do que vamos fazer, porque os outros fazem,ou para que nos vejam, porque fica bem, ou por mera rotina. Temos de fazê-lo para corresponder ao desejo de Jesus de encontrarmos na Sagrada Comunhão um remédio para a nossa fraqueza. Devemos receber Nosso Senhor, humildemente escondido nas aparências do pão, com a consciência de que O vamos receber realmente em Corpo, Alma e Divindade, tão real e perfeito como está no Céu.

℣. Bendito e louvado seja o Santíssimo Sacramento da Eucaristia.
℟. Fruto do ventre Sagrado da Virgem Puríssima, Santa Maria.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Reconhecido cientista assegura: "Papa tinha razão ao pronunciar-se sobre a SIDA"

"Afirmo que não se pode superar este problema da Sida apenas com frases publicitárias. Se não há ânimo, se os africanos não se entreajudam, não se pode resolver o flagelo com a distribuição de preservativos: pelo contrário, o risco é de aumentar o problema."

"A solução só se pode encontrar num duplo empenho: primeiro, uma humanização da sexualidade, isto é, uma renovação espiritual e humana que inclua um novo modo de comportamento das pessoas umas em relação às outras; segundo, uma verdadeira amizade também e sobretudo para com as pessoas que sofrem, a disponibilidade, mesmo com sacrifício, com renúncias pessoais, a estar com os que sofrem."
(Sua Santidade, o Papa Bento XVI)

O director do Aids Prevention Research Project da Harvard School of Public Health, Edward Green, assegurou que na polémica sobre a SIDA e o preservativo, o Papa Bento XVI tinha razão.

Ao intervir no “Meeting pela amizade entre os povos” de Rímini, o cientista, considerado como um dos máximos especialistas na matéria, confessou que “lhe chamou a atenção como cientista a proximidade entre o que o Papa disse no mês de Março passado no Camarões e os resultados das descobertas científicas mais recentes”.

“O preservativo não detém a SIDA Só um comportamento sexual responsável pode fazer frente à pandemia. Quando Bento XVI afirmou que na África se deviam adoptar comportamentos sexuais diferentes porque confiar só nos preservativos não serve para lutar contra a SIDA, a imprensa internacional se escandalizou”, continuou.

Na realidade o Papa disse a verdade, insistiu Green: “o preservativo pode funcionar para indivíduos particulares, mas não servirá para fazer frente à situação de um continente”. Propor como prevenção o uso regular do preservativo na África pode ter o efeito contrário . Chama-se ‘risco de compensação’, sente-se protegido e se expõe mais”.

“Por que não se tentou mudar os costumes das pessoas?"– perguntou o cientista norte-americano. A indústria mundial tardou muitos anos em compreender que as medidas de carácter técnico e médico não servem para resolver o problema”.

Green destacou o êxito que tiveram as políticas de luta contra a SIDA que se aplicaram em Uganda, baseadas na estratégia sintetizada nas iniciais “ABC” por seu significado em inglês: “abstinência”, “fidelidade”, e como último recurso, o “preservativo”.

“No caso da Uganda – informou – obteve-se um resultado impressionante na luta contra a SIDA. O presidente soube dizer a verdade a seu povo, aos jovens que em certas ocasiões é necessário um pouco de sacrifício, abstinência e fidelidade. O resultado foi formidável”.
Fonte:http://www.zenit.org/article-22480?l=portuguese
*
Santa Maria, Mãe Castíssima, rogai por nós!

domingo, 23 de agosto de 2009

Contra o gayzismo

"Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição da Igreja sempre declarou que "os actos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados". São contrários a Lei Natural. Fecham o acto sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afectiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados."

[No entanto,] "Evitar-se-á para com eles [homossexuais] todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus na sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da Cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição. As pessoas homossexuais são chamadas à castidade."
(Catecismo da Igreja Católica Apostólica Romana, 2357 a 2359).
"Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm." (Rm 1: 27-28).
*
A psicóloga Rozângela Alves Justino, formada em 1981 pelo Centro Universitário Celso Lisboa, do Rio de Janeiro, com especialização em Psicologia Clínica e Escolar, considera a homossexualidade um transtorno para o qual oferece terapia de cura. Recentemente, foi censurada publicamente pelo Conselho Federal de Psicologia (formado, segundo ela, por muitos homossexuais "deliberando em causa própria") e impedida de aceitar pacientes em busca do tratamento. Rozângela compara a militância homossexual ao nazismo e faz uma defesa veemente de suas opiniões.
A senhora acha que os homossexuais sofrem de algum distúrbio psicológico?

O Conselho Federal de Psicologia não quer que eu fale sobre isso. Estou amordaçada, não posso me pronunciar. O que posso dizer é que eu acho o mesmo que a Organização Mundial de Saúde. Ela fala que existe a orientação sexual egodistónica, que é aquela em que a preferência sexual da pessoa não está em sintonia com o eu dela. Essa pessoa queria que fosse diferente, e a OMS diz que ela pode procurar tratamento para alterar sua preferência. A OMS diz que a homossexualidade pode ser um transtorno, e eu acredito nisso.

O que é não estar em sintonia com o seu eu, no caso dos homossexuais?

É não estar satisfeito, sentir-se sofrido com o estado homossexual. Normalmente, as pessoas que me procuram para alterar a orientação sexual homossexual são aquelas que estão insatisfeitas. Muitas, depois de uma relação homossexual, sentem-se mal consigo mesmas. Elas podem até sentir alguma forma de prazer no acto sexual, mas depois ficam incomodadas. Aí vão procurar tratamento. Além disso, transtornos sexuais nunca vêm de forma isolada. Muitas pessoas que têm sofrimento sexual também têm um transtorno obsessivo-compulsivo ou um transtorno de preferência sexual, como o sadomasoquismo, em que sentem prazer com uma dor que o outro provoca nelas e que elas provocam no outro. A própria pedofilia, o exibicionismo, o voyeurismo podem vir atrelados ao homossexualismo. E têm tratamento. Quando utilizamos as técnicas para minimizar esses problemas, a questão homossexual fica mínima, acaba regredindo.

Cada um faz a mudança que deseja na sua vida. Não sou eu a responsável pela mudança. Conheço pessoas que deixaram as práticas homossexuais. E isso lhes trouxe conforto. Conheço gente que também perdeu a atracção homossexual. Essa atracão foi se minimizando ao longo dos anos. Essas pessoas deixaram de sentir o desejo por intermédio da psicoterapia e por outros meios também. A motivação é o principal factor para mudar o que quiser na vida.

Pela sua lógica, seria razoável dizer que, se a senhora quisesse virar homossexual, poderia fazê-lo?

Eu não tenho essa vivência. O que eu observei ao longo destes vinte anos de trabalho foram pessoas que estavam motivadas a deixar a homossexualidade e deixaram. Eu conheço gente que mudou a orientação sem nem precisar de psicólogo. Elas procuraram grupos de ajuda e amigos e conseguiram deixar o comportamento indesejado. Mas, sem dúvida, quem conta com um profissional da área de psicologia tem um conforto maior. Eu sempre digo que é um mimo você ter um psicólogo para ajudá-lo a fazer essa revisão de vida. As pessoas se sentem muito aliviadas.

Esse alívio não seria maior se a senhora as ajudasse a aceitar sua condição sexual?

Esse discurso está por aí, mas não faz parte do grupo de pessoas que eu atendo. Normalmente, elas vêm com um pedido de mudança de vida.

(...)

Por que a senhora acha que o Conselho Federal de Psicologia está errado e a senhora está certa?

Há no conselho muitos homossexuais, e eles estão deliberando em causa própria. O conselho não é do agrado de todos os profissionais. Amanhã ele muda. Eu mesma posso me candidatar e ser presidente do Conselho de Psicologia. Além disso, esse conselho fez aliança com um movimento politicamente organizado que busca a heterodestruição e a desconstrução social através do movimento feminista e do movimento pró-homossexualista, formados por pessoas que trabalham contra as normas e os valores sociais.

Gays existem desde que o mundo é mundo. Aparecem em todas as civilizações. Isso não indica que é um comportamento inerente a uma parcela da humanidade e não deve ser objeto de preconceito?

Olha, eu também estou sendo discriminada. Estou sofrendo preconceito. Será que não precisaria haver mais aceitação da minha pessoa? Há discriminação contra todos. Em 2002, fiz uma pesquisa para verificar as violências que as pessoas costumam sofrer, e o segundo maior número de respostas foi para discriminação e preconceito. As pessoas são discriminadas porque são negras, porque são gordas.Você nunca foi discriminada?

Não como os gays são.

Não? Nunca ninguém a chamou de nariguda? De dentuça? De magrela? O que quero dizer é que as pessoas que estão homossexuais sofrem discriminação como todas as outras. Eu tenho trabalhado pelos que estão homossexuais. Estar homossexual é um estado. As pessoas são mulheres, são homens, e algumas estão homossexuais.

Isso não é discriminação contra os que são homossexuais e gostam de ser assim?
Isso é o que você está dizendo, não é o que a ciência diz. Não há tratados científicos que digam que eles existem. Eu não rotulo as pessoas, não chamo ninguém de neurótico, de esquizofrénico. Digo que estão esquizofrénicos, que estão depressivos. A homossexualidade é algo que pode passar. Há um livro do autor Claudemiro Soares que mostra que muitas pessoas famosas acreditam que é possível mudar a sexualidade. Entre eles Marta Suplicy, Luiz Mott e até Michel Foucault, todos historicamente ligados à militância gay.

Quantas pessoas a senhora já ajudou a mudar de orientação sexual?

Nunca me preocupei com isso. Um psicólogo não está preocupado com números. Eu vou fazer isso a partir de agora. Vou procurar a academia novamente. Vou fazer mestrado e doutorado. Até hoje, eu só me preocupei em acolher pessoas.

O que a senhora faria se tivesse um filho gay?

Eu não teria um filho homossexual. Eu teria um filho. Eu iria escutá-lo e tentaria entender o que aconteceu com ele. Os pais devem orientar os filhos segundo seus conceitos. É um direito dos pais. Olha, eu quero dizer que geralmente as pessoas que vivenciam a homossexualidade gostam muito de mim. E também quero dizer que não sou só eu que defendo essa tese. Apenas estou a ser a protagonista, neste momento, da história.

Por que a senhora se disfarça para ser fotografada?

Um dos motivos é que eu não quero entrar no meu prédio e ter o porteiro e os vizinhos achando que eu tenho algum problema ligado à sexualidade. Além disso, quero ser discreta para proteger a privacidade dos meus pacientes. Por fim, há activistas que têm muita raiva de mim. Eu recebo vários xingamentos; eles me chamam de velha, feia, demente, idiota. Trabalho num clima de medo, clandestinamente, porque sou muito ameaçada. Aliás, estou fazendo esta entrevista e nem sei se você não está a serviço dos activistas pró-homossexualimo. Eu estou correndo risco.

Que poder exactamente a senhora atribui a esses activistas pró-homossexualismo?

O activismo pró-homossexualismo está diretamente ligado ao nazismo. Escrevi um artigo em que mostro que os dois movimentos têm coisas em comum. Todos os movimentos de desconstrução social estudaram o nazismo profundamente, porque compartilham um ideal de domínio político e económico mundial. As políticas públicas pró-homossexualismo querem, por exemplo, criar uma nova raça e eliminar pessoas. Por que hoje um ovo de tartaruga vale mais do que um embrião humano? Por que se fala tanto em leis para assassinar crianças dentro do ventre da mãe? Porque existe uma política de controle de população que tem por objectivo eliminar uma parte significativa da nação brasileira. Quanto mais práticas de "liberdade"sexual, mais doenças sexualmente transmissíveis e mais gente morrendo. Essas políticas públicas todas acabam contribuindo para o extermínio da população. Essas pessoas que estão homossexuais estão ligadas a todo um poder nazista de controle mundial.

Não há certo exagero em comparar a militância homossexual ao nazismo?

Bom, se você acha que isso pode me prejudicar, então tire da entrevista. Mas é a realidade.
Fonte: Veja.com

Nossa Senhora do Rosário de Fátima, salvai-nos e salvai Portugal!

domingo, 16 de agosto de 2009

"Matar por compaixão" ou "matar a compaixão"?

Omnia tempus habent, et suis spatiis transeunt universa sub caelo;
tempus nascendi et tempus moriendi. (Ecclesiastes, 3: 1-2)


"Tudo tem o seu tempo determinado,
e há tempo para todo o propósito debaixo do céu:
há tempo de nascer e tempo de morrer."
(Livro Eclesiastes, 3:1-2)

A DOUTRINA DA IGREJA SOBRE A EUTANÁSIA

Os ensinamentos da Igreja sobre a eutanásia são relativamente recentes. Durante muitos séculos o problema não se punha, dado que, por um lado, o principio da inviolabilidade da vida humana tornava evidente para todos a ilicitude moral de qualquer forma de eutanásia e, por outro lado, o ensinamento cristão sobre o sentido e o valor do sofrimento era percebido e aceite por todos.

A doutrina cristã afirma que todo o esforço para aliviar a dor é apreciado como uma obra de misericórdia, e ao mesmo tempo permite que seja dada à dor um sentido redentor e de purificação, que leva a que alguém o possa aceitar como expiação das culpas, sem que por isto deva deixar de usar os meios que a possam evitar.

A primeira intervenção importante do Magistério da Igreja em relação directa com a eutanásia é de Sua Santidade, o Papa Pio XII, em resposta às perguntas que lhe foram apresentadas sobre problemas morais que comporta o uso de calmantes e/ou analgésicos que, como efeito secundário, poderiam abreviar a vida. O Santo Padre Pio XII refere-se ao princípio moral positivo da caridade, indicando a licitude do uso de meios que aliviam a dor, ainda que se possa produzir o efeito secundário não desejado de encurtar a vida do paciente. Aqui também recordou a importância de fazer de tal modo que o doente não venha a ficar num estado de inconsciência - a não ser por motivo grave, como dor descontrolada e/ou ansiedade extrema - que o impeça de deveres de tipo religioso, moral, familiar e social, económicos...

Nos últimos trinta anos, o Magistério sobre temas relacionados com a eutanásia foi abundante. Não se limitou a fornecer uma valorização moral, mas expôs também a motivação e considerou os novos problemas que surgiram com o progresso da medicina e a evolução da cultura no mundo ocidental.

Ao tratar deste problema, a Declaração “Jura et Bona” sobre eutanásia, elaborado pela Congregação para a Doutrina da Fé e aprovada pelo Papa João Paulo II em 1980, responde também aos requisitos que se põem frequentemente sobre o uso ou o abandono dos novos tratamentos médicos, no campo da reanimação e dos cuidados intensivos. A segunda parte da declaração centra-se na eutanásia, confirmando a sua maldade intrínseca. Os motivos deste juízo fundam-se no mandamento da inviolabilidade da vida humana e sobre a dignidade da pessoa.

De grande importância é a Encíclica Evangelium Vitae, do Papa João Paulo II. Contém um importante pronunciamento moral sobre a eutanásia: "Em conformidade com o magistério dos meus predecessores e em comunhão com os Bispos da Igreja Católica, confirmo que a eutanásia é uma violação grave da Lei de Deus, enquanto morte deliberada moralmente inaceitável de uma pessoa humana. Tal doutrina está fundada sobre a lei natural e sobre a Palavra de Deus escrita, é transmitida pela Tradição da Igreja e ensinada pelo Magistério ordinário e universal".

A avaliação moral negativa da eutanásia é proposta como verdade definitiva e irreformável, garantida pela infalibilidade exercida pelo Magistério ordinário universal da Igreja Católica Apostólica Romana.

Fonte: http://www.scribd.com/doc/9674141/Eutanasia


Diz-nos o Professor Doutor Daniel Serrão, membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida:

"A Eutanásia é a morte deliberada e intencional de uma pessoa, a seu pedido, pela outra pessoa que recebe e acolhe o pedido. Se não há pedido não há eutanásia, há um homicídio comum. Se há pedido há também um homicídio, mas em resposta a uma vontade expressa pela pessoa que é assassinada.

Quando a pessoa está doente e solicita ao seu médico que a mate, este não pode acolher este pedido, porque não é sua função matar o seu doente. Mas deve imediatamente acolher com respeito este pedido e dar a maior atenção aos motivos que levam aquele doente a desejar ser morto em vez de desejar viver. Podem ser dores, e então a obrigação do médico é tratar as dores e hoje não há dores intratáveis. O doente sem dores não solicita a eutanásia.

Pode ser um sofrimento difícil de suportar. Então o médico com a ajuda dos enfermeiros e de outros profissionais, designadamente psicólogos clínicos, porá à disposição do seu doente em desespero, todos os meios que permitem tornar suportável o sofrimento. Pode ser um sentimento de esgotamento de qualquer projecto de vida que faz com que a pessoa, em dificuldades, prefira morrer a viver. Também este estado psicológico é susceptível de tratamento que consegue reconstruir a vontade de viver. Por vezes o doente chega a estes estados por cuidados médicos a mais ou por cuidados médicos a menos.

Por obstinação terapêutica, em situações que já atingiram a fase da incurabilidade e estes cuidados a mais, desproporcionados, geram um grande sofrimento. A pessoa tem o direito de os recusar e de viver o seu período terminal em paz. Pode não estar bem tratada, em especial das dores e do sofrimento e estes cuidados a menos criam estados de desespero e motivam pedidos de eutanásia. A pessoa tem direito a exigir que lhe seja prestado o tratamento próprio da fase terminal, que é o cuidado paliativo.

O cuidado paliativo é um cuidado especializado prestado por uma equipe de profissionais competentes nas várias disciplinas que o compõem. Pode ocorrer em unidades próprias, em áreas de hospitais de cuidados gerais ou no domicílio. A evidência, onde existe o cuidado paliativo, é que o doente que está acolhido e tratado de todas as perturbações, físicas, psicológicas e espirituais que ocorrem na fase terminal da vida, não pensa em eutanásia, nem a pede nunca, porque compreendeu que a eutanásia não é a solução.

Para a Igreja Católica é esta a solução e já vão aparecendo unidades inspiradas por instituições com ligação à Igreja Católica. É preciso que se criem muitas mais e que a Igreja contribua para a formação do pessoal especializado necessário. No cuidado paliativo não há lugar para a recusa de cuidados extraordinários ou desproporcionados, que a doutrina católica, desde Pio XII, sempre reprovou, porque o cuidado paliativo não acelera nem atrasa o processo de morrer. O doente é acompanhado constantemente e todas as intercorrências são tratadas, sempre, com competência técnica e em tempo útil.

Mas sem nenhuma orientação intensivista e de suporte artificial de funções vitais quando já só produz sofrimento e em nada beneficia o doente. Só é feito o que contribui para manter o bem-estar da pessoa até ao momento final. No cuidado paliativo o processo de morrer é re-socializado, com um lugar importante à família e aos amigos que também são objecto do cuidado paliativo e são por isso participantes na criação de um estado de permanente bem-estar para a pessoa.

Uma pessoa que é “depositada” numa cama de hospital para morrer no maior abandono e esquecida dos cuidadores ou submetida a intervenções intensivas e inúteis, essa é candidata a pedir a eutanásia. Mas a eutanásia não é, nunca, a solução. Em vez de proclamar que a eutanásia deve ser proibida ou permitida, a posição da Igreja é a de que ninguém esteja nunca em situação de pensar que a eutanásia é a solução para o seu desespero. Dizer que se mata por compaixão é, de facto, matar a compaixão."
Fonte: Ecclesia, 30/10/2007

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Assunção de Maria Santíssima ao Céu

Assumpta est Maria, in coelum, gaudent angeli.


“Levantai-Vos, Senhor, e entrai no Vosso repouso, Vós e a arca da Vossa majestade.” (Sl 130, 8)

"Ao Vosso encontro vêm filhas de reis, à Vossa direita está a rainha, ornada com ouro de Ofir." (Sl 44,10)

Sobre esta verdade de Fé, que Nossa Senhora foi elevada ao Céu em corpo e alma, fala-nos São Josemaria Escrivá, na Homilia pronunciada no dia 15 de Agosto de 1961:

"Maria foi levada por Deus, em corpo e alma, para os Céus. Há alegria entre os anjos e os homens. Qual a razão desta satisfação íntima que descobrimos hoje, com o coração que parece querer saltar dentro do peito e a alma cheia de paz? Celebramos a glorificação da nossa Mãe e é natural que nós, seus filhos, sintamos um júbilo especial ao ver como é honrada pela Trindade Beatíssima.

Cristo, Seu Filho Santíssimo, nosso irmão, deu-no-la por Mãe no Calvário, quando disse a S. João: eis aqui a tua Mãe. E nós recebêmo-la, com o discípulo amado, naquele momento de imenso desconsolo. Santa Maria acolheu-nos na dor, quando se cumpriu a antiga profecia: e uma espada trespassará a tua alma. Todos somos Seus filhos; ela é Mãe de toda a Humanidade. E agora, a Humanidade comemora a sua inefável Assunção: Maria sobe aos Céus, Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo. Mais do que Ela, só Deus.

Mistério de amor é este. A razão humana não consegue compreendê-lo. Só a fé pode explicar como é que uma criatura foi elevada a tão grande dignidade, até se tornar o centro amoroso em que convergem as complacências da Trindade. Sabemos que é um segredo divino. Mas, por se tratar da nossa Mãe, sentimo-nos capazes de o compreender melhor - se é possível falar assim - do que outras verdades da fé. Como nos teríamos comportado se tivéssemos podido escolher a nossa mãe? Julgo que teríamos escolhido a que temos, enchendo-a de todas as graças. Foi o que Cristo fez, pois sendo Omnipotente, Sapientíssimo e o próprio Amor, seu poder realizou todo o seu querer.

Vede como os cristãos descobriram, há já bastante tempo, este raciocínio: convinha - escreve S. João Damasceno - que Aquela que no parto tinha conservado íntegra a Sua virgindade, conservasse depois da morte o Seu corpo sem corrupção alguma.

Convinha que Aquela que tinha trazido no Seu seio o Criador feito menino, habitasse na morada divina. Convinha que a Esposa de Deus entrasse na casa celestial. Convinha que Aquela que tinha visto o Seu Filho na Cruz, recebendo assim no Seu coração a dor de que tinha sido isenta no parto, O contemplasse sentado à direita do Pai. Convinha que a Mãe de Deus possuísse o que corresponde a Seu Filho, e que fosse honrada como Mãe e Escrava de Deus por todas as criaturas.

Os teólogos formularam com frequência um argumento semelhante, tentando compreender de algum modo o significado desse cúmulo de graças de que Maria se encontra revestida, e que culmina com a Assunção aos Céus. Dizem: convinha; Deus podia fazê-lo; e por isso o fez.

É a explicação mais clara das razões que levaram Cristo a conceder a sua Mãe todos os privilégios, desde o primeiro instante da sua Imaculada Conceição. Ficou livre do poder de Satanás; é formosa - tota pulchra! - limpa, pura na alma e no corpo."
(Livro: "Cristo que Passa" - A Virgem Santa, Causa da Nossa Alegria, ponto 171)

Regína in cælum assúmpta, ora pro nobis!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A beleza da Criação de Deus

“No princípio, Deus criou os céus e a terra“. (Génesis 1:1)


Nesta noite, de 5 para 6 de Agosto, poderá assistir-se a um eclipse lunar penumbral.

Não é segredo para ninguém que tudo o que envolve a Astronomiasempre me fascinou, ao ponto de perder noites, principalmente no Verão, com o meu modesto telescópio e binóculos a escrutinar o céu. Eclipses, movimentos das estrelas, meteoros ('chuva de estrelas'), entre outras tantas coisas que se podem observar no céu numa só noite (não, não falo de OVNI's...lol...), são motivos mais que válidos, para mim, para perder umas tantas horinhas de sono!

O fenómeno mais fascinante, para mim, depois de uma Aurora Boreal, é um eclipse solar. Já os eclipses lunares, além de não terem propriamente nada de espectacular, talvez por ocorrerem durante a noite (sempre gostei da noite, do crepúsculo, mais que o amanhecer ou o dia), são mais discretos, mas tremendamente belos.

A beleza de ver a Lua a entrar na sombra projectada pela Terra, escurecendo, ficando azulada e, no máximo do eclipse, com uma cor avermelhada é indescritível!

Esta noite, porém, o eclipse que ocorre é do tipo penumbral, ou seja, apenas uma pequena parte da Lua Cheia fica escurecida com a sombra da Terra. Nada de espectacular, portanto, mas um evento igualmente digno de se ver, para os amantes destas coisas celestes, como eu...

Um eclipse lunar é um fenómeno celeste que ocorre quando a Lua penetra totalmente ou parcialmente o cone de sombra projectado pela Terra, em geral sendo visível a olho nu. Isto ocorre sempre que o Sol, a Terra e a Lua se encontram próximos ou em perfeito alinhamento, estando a Terra no meio destes outros dois corpos.
Por isso o eclipse lunar só pode ocorrer quando coincidem a fase de Lua cheia e a passagem dela pelo seu nodo orbital. Este último evento também é responsável pelo tipo e duração do eclipse.

Os eclipses lunares podem ser classificados de acordo com a parte da Lua que é obscurecida pela sombra da Terra, e por qual parte da sombra da Terra ela é obscurecida.

A sombra projectada pela Terra possui duas partes denominadas umbra e penumbra. A umbra é uma região em que não há iluminação directa do Sol e a penumbra é uma região em que apenas parte da iluminação é bloqueada.

Os eclipses penumbrais ocorrem quando a Lua entra na região de penumbra, o que na prática resulta numa variação do brilho da Lua que dificilmente é notada. Se a Lua entra inteiramente na região de penumbra ocorre o raro eclipse penumbral total que pode gerar um gradiente de luminosidade visível, estando a Lua mais escura na região que se aproxima mais da umbra.

Quando a Lua entra na região da umbra podem ocorrer os eclipses lunares parcial e total. O eclipse parcial ocorre quando apenas parte da Lua é obscurecida pela sombra da Terra e o total quando toda a face visível da Lua é obscurecida pela umbra. Este obscurecimento total pode durar até 107 minutos e é mais longo quando a Lua está próxima de seu apogeu, ou seja, quando sua distância da Terra é o maior possível.

E pronto, dou por mim a olhar para o céu, a admirar a grandiosidade do Universo, os milhares de milhões de galáxias, cada uma com biliões de estrelas. Numa destas galáxias, chamada de Via Láctea, numa extremidade quase esquecida, existe uma estrela a que chamamos de Sol, com um conjunto de planetas a orbitar em seu redor. E num desses planetas, um grão de poeira no meio deste Universo imenso, habitamos nós, que dificilmente nos apercebemos do quão pequeninos somos no meio desta imensidão...

E enfim, por muito que se saiba, que se perceba de como estes fenómenos ocorrem, por muito que compreendamos as leis pelas quais o Universo se rege, mais certo que um relógio, essa ciência nunca é suficiente para explicar e compreender o fascínio que nos suscita (a mim e outros como eu) a observação do céu.

Mas uma coisa é certa. Quanto mais se sabe acerca de como isto tudo "está feito", de como isto tudo ocorre, mais certezas se tem que tal beleza não pode existir simplesmente por acaso.

O que me leva a admirar o céu ainda mais, pois reflectindo nisto tudo, olha-se para esta imensidão como uma magnífica obra que saiu das 'mãos' de um Autor Magnífico.

É inconcebível e incompreensível, para mim, neste momento, admirar a beleza que tenho à frente dos meus olhos e pensar que foi 'por acaso' que todo este Universo, que me inclui, surgiu.

Sem querer entrar em discussões sobre teorias criacionistas/evolucionistas, resta-me dizer que olho para o céu, neste momento, e admiro-o simplesmente como uma magnífica obra de Deus.

Salmo 65 (66)

Aclamai a Deus, terra inteira,
Cantai a glória do seu nome,
Celebrai os seus louvores,
Dizei a Deus: «Maravilhosas são as vossas obras.

Ante a grandeza do vosso poder,
Curvam-se os vossos inimigos.
A terra inteira Vos adore e celebre,
Entoe hinos ao vosso Nome».

Vinde contemplar as obras de Deus,
Admirável na sua acção pelos homens:
Mudou o mar em terra firme,
Atravessaram o rio ao pé enxuto.

terça-feira, 28 de julho de 2009

A necessidade que temos da intercessão de Nossa Senhora para nos salvarmos

“Gens et regnum, quod non servierit tibi, peribit” - “A gente e o reino que te não servir, perecerá” (Is. LX, 12).

I. Que a prática de invocar aos Santos, afim de nos alcançarem a divina graça, seja não somente lícita, mas também útil, é um ponto da fé. Entre os Santos, porém, que são amigos de Deus, e a Santíssima Virgem, que é Sua verdadeira Mãe, há esta diferença, que a intercessão de Maria não é só utilíssima, mas também moralmente necessária, de modo que o Bem-Aventurado Alberto Magno e São Boaventura chegam a afirmar que todos os que se descuidam da devoção a Nossa Senhora, não A servem, e consequentemente não são por ela protegidos, morrerão todos em pecado mortal e se condenarão: “A gente que te não servir, perecerá”. É esta, diz Soares, a opinião universal da Igreja. E com razão; porquanto, não sendo nós capazes de conceber um só bom pensamento em ordem à Vida Eterna, a graça divina nos é indispensável para a salvação.

Verdade é que só Jesus Cristo nos mereceu esta graça, por ser Medianeiro de justiça. Mas, para nos inspirar mais confiança de obtermos a graça, e ao mesmo tempo para exaltar Sua Mãe Santíssima, Jesus a depositou nas mãos de Maria, e, constituindo-a Medianeira de Graça, decretou que nenhuma graça fosse dispensada aos homens sem que passasse pelas mãos de Maria. Numa palavra, diz São Bernardo, Deus constituiu Nossa Senhora como que um “aqueduto” dos bens celestes que descem à terra, e determinou que por meio de Maria recebamos o Salvador que por Seu intermédio nos foi dado na Encarnação. Vede, pois, conclui o Santo, vede, ó homens, com que afecto de devoção quer o Senhor que honremos a nossa Rainha, refugiando-nos sempre a Ela e confiando em seu patrocínio!

II. Assim como Holofernes, para conquistar a cidade de Bethulia, ordenou que se cortassem os aquedutos, também o demónio faz quanto pode, afim de que as almas percam a devoção à Mãe de Deus. Pela experiência o espírito maligno sabe que, tapado este canal das graças, depois fácil ou, antes, certamente consegue conquista-las. Quantos cristãos estão agora no Inferno por se terem deixado iludir assim. Nós, portanto, demos graças à divina Mãe, por nos ter tomado debaixo de Seu santíssimo manto, como no-lo garantem as graças recebidas pela sua intercessão. Ao mesmo tempo, porém, examinemos se por ventura estamos resfriados na sua devoção, e renovemos nosso propósito de sermos para o futuro mais constantes.

Sim, eu Vos dou graças, ó minha Mãe amorosíssima, por todos os bens que tendes feito a este desgraçado réu do Inferno. Ó minha Rainha, de quantos perigos me tendes livrado! Quantas luzes e quantas misericórdias me tendes alcançado de Deus! Que grande bem, ou que grande honra recebestes de mim para Vos empenhardes tanto a meu favor? Foi só a Vossa bondade que a isso Vos moveu. Ah! Se eu pudesse dar por Vosso amor o sangue e a vida, ainda seria pouco, à vista da obrigação que Vos devo, pois que me livrastes da morte eterna e me fizestes recuperar, como espero, a graça divina; a Vós sou devedor de toda a minha felicidade.

Senhora minha amabilíssima, eu, miserável, não tenho que Vos dar senão os meus louvores e o meu amor. Ah, não desprezeis o afecto de um pobre pecador, abrasado em amor pela Vossa bondade. Se o meu coração é indigno de Vos amar, por estar imundo e cheio de afectos terrestres, Vós o podeis mudar: mudai-o, pois. Ah, minha Senhora prendei-me a meu Deus, e prendei-me de tal modo que nunca mais possa separar-me de Seu amor. Vós quereis que eu ame o Vosso Deus; e eu quero que me alcanceis este amor; fazei que o ame sempre e nada mais deseje.

Ó MARIA, CONCEBIDA SEM PECADO, ROGAI POR NÓS QUE RECORREMOS A VÓS!

Santo Afonso (“Meditações para todos os dias do ano”, Tomo III)

Fonte: http://www.saopiov.org/

Os falsos devotos e as falsas devoções à Santíssima Virgem

De Maria nunquam satis
"Sobre Maria jamais se dirá o bastante"

Segundo São Luís Maria Grignion de Monfort, são sete os falsos devotos de Maria Santíssima:

os devotos críticos;
os devotos escrupulosos;
os devotos exteriores;
os devotos presunçosos;
os devotos inconstantes;
os devotos hipócritas;
os devotos interesseiros.

1. OS DEVOTOS CRÍTICOS

Os devotos críticos são, em geral, sábios orgulhosos, espíritos fortes e presumidos, que têm no fundo uma certa devoção à Santíssima Virgem, mas que vivem criticando as práticas de devoção que a gente simples de boa – fé e santamente a esta boa Mãe, pelo facto de estas devoções não agradarem à sua culta fantasia. Põem em dúvida todos milagres e histórias narrados por autores dignos de fé, ou inseridos em crónicas de ordem religiosas, atestando as misericórdias e o poder da Santíssima Virgem. Repugna-lhes ver pessoas simples e humildes ajoelhadas diante de um altar ou de uma imagem da Virgem, às vezes no recanto de uma rua, rezando a Deus; chegam a acusá-las de idolatria, como se estivessem a adorar a pedra ou a madeira.


Dizem que, da sua parte, não apreciam essas devoções exteriores e que seu espírito não é tão fraco que vá dar fé a tantos contos e historietas que se atribuem à Santíssima Virgem. Quando alguém lhes repete os louvores admiráveis que os Santos Padres dão à Santíssima Virgem, respondem que são flores de retórica, ou exagero, que aqueles escritores eram oradores; ou dão, então, uma explicação má daquelas palavras.

Esta espécie de falsos devotos e orgulhosos e mundanos é muito para temer, e eles causam um mal infinito à devoção à Santíssima Virgem, dela afastando eficazmente o povo, sob pretexto de destruir-lhe os abusos.

2. OS DEVOTOS ESCRUPULOSOS

Os Devotos escrupulosos são aqueles que receiam desonrar o Filho, honrando a Mãe, e rebaixá-lo se a exaltarem demais. Não podem suportar que se repitam à Santíssima Virgem aqueles louvores justíssimos que lhe teceram os Santos Padres; não suportam sem desgosto que a multidão ajoelhada aos pés de Maria seja maior que ante o altar do Santíssimo Sacramento, como se fossem antagónicos, e como se os que rezam à Santíssima Virgem não rezassem a Jesus por meio dela. Não querem que se fale tão frequentemente da Santíssima Virgem, nem que se recorra tantas vezes a ela.

Algumas frases eles as repetem a cada momento: "Para que tantos terços, tantas confrarias e devoções exteriores à Santíssima Virgem? Vai nisso muito de ignorância! É fazer da religião uma palhaçada. Falai-me, sim, dos que são devotos de Jesus Cristo (e eles o nomeiam, muitas vezes sem se descobrir, digo-o entre parêntesis): cumpre recorrer a Jesus Cristo, pois é ele o nosso único medianeiro; é preciso pregar Jesus Cristo, isto sim que é sólido!"

Em certo sentido é verdade o que eles dizem. Mas, pela aplicação que lhe dão, é bem perigoso e constitui uma cilada subtil do maligno, sob o pretexto de um bem muito maior, pois nunca se há de honrar mais a Jesus Cristo, do que honrando a Santíssima Virgem, desde que a honra que se presta a Maria não tem outro fim que honrar mais perfeitamente a Jesus Cristo, e que só se vai a ela como ao caminho para atingir o termo que Jesus Cristo.

A Santa Igreja, como o Espírito Santo, bendiz primeiro a Santíssima Virgem e depois Jesus Cristo: “benedicta tu in mulieribus et benedictus fructus ventris tui Iesus”. Não porque a Santíssima Virgem seja mais ou igual a Jesus Cristo: seria uma heresia intolerável, mas porque, para mais perfeitamente bendizer Jesus Cristo, cumpre bendizer antes a Maria. Digamos, portanto, com todos os verdadeiros devotos de Maria, contra os seus falsos e escrupulosos devotos: Ó Maria, bendita sois vós entre todas as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus!

3. OS DEVOTOS EXTERIORES

Devotos exteriores são as pessoas que fazem consistir toda a devoção à Santíssima Virgem em práticas exteriores; que só tomam interesse pela exterioridade da devoção à Santíssima Virgem, por não terem espírito interior; recitarão às pressas uma enfiada de terços, ouvirão, sem atenção, uma infinidade de missas, acompanharão as procissões sem devoção, farão parte de todas as confrarias sem emendar de vida, sem violentar as suas paixões, sem imitar as virtudes desta Virgem Santíssima. Amam apenas o que há de sensível na devoção, sem interesse pela parte sólida.


Se as suas práticas não lhes afectam a sensibilidade, acham que não há nada mais a fazer, ficam desorientados, ou fazem tudo desordenadamente. O mundo está cheio dessa espécie de devotos exteriores e não há gente que mais critique as pessoas de oração que se dedicam à devoção interior sem desprezar o exterior de modéstia, que acompanha sempre a verdadeira devoção.

4. OS DEVOTOS PRESUNÇOSOS

Os devotos presunçosos são pecadores abandonados às suas paixões, ou amantes do mundo, que debaixo do belo nome de cristãos e devotos da Santíssima Virgem, escondem ou o orgulho, ou a avareza, ou a impureza, ou a blasfémia, ou a maledicência, ou a injustiça, etc.; que dormem placidamente em seus maus hábitos, sem se esforçarem muito para se corrigir, alegando que são devotos da Virgem; que prometem a si mesmos que Deus lhes perdoará, que não serão condenados porque recitam o terço, jejuam aos sábados, pertencem à confraria do santo Rosário ou do Escapulário, ou a alguma congregação; porque trazem consigo o pequeno hábito ou a cadeiazinha da Santíssima Virgem, etc.

Quando alguém lhes diz que sua devoção não é mais que ilusão e uma presunção perniciosa capaz de perdê-los, recusam-se a crer; dizem que Deus é bom e misericordioso e que não nos criou para nos condenar; que não há homem que não peque; que eles não hão de morrer sem confissão; que um bom peccavi à hora da morte basta; de mais a mais que eles são devotos da santíssima Virgem, cujo escapulário usam; e em cuja honra dizem, todos os dias, irrepreensivelmente e sem vaidade (isto é, com fidelidade e humildade) sete Pai-Nosso e sete Ave-Maria; que recitam mesmo, uma vez ou outra, o terço e o ofício da santíssima Virgem; que jejuam, etc.


Para confirmar o que dizem e mais aumentar a própria cegueira, relembram umas histórias que leram ou ouviram, verdadeiras ou falsas não importa, em que se afirma que pessoas mortas em pecado mortal, sem confissão, só pelo fato de que em vida tinham feito algumas orações ou práticas de devoção à Santíssima Virgem, ressuscitaram para se confessar, ou que a sua alma permaneceu milagrosamente no corpo até se confessarem, ou ainda, que pela misericórdia da Santíssima Virgem, obtiveram de Deus, na hora da morte, a contrição e perdão de seus pecados, e se salvaram. Eles esperam, portanto, a mesma coisa.

Não há, no Cristianismo, coisa tão condenável como essa presunção diabólica; pois será possível dizer verdadeiramente que se ama e honra a Santíssima Virgem, quando, pelos pecados, se fere, se trespassa, se crucifica e ultraja impiedosamente a Jesus Cristo, seu Filho? Se Maria considerasse uma lei salvar essa espécie de gente, ela autorizaria um crime, ajudaria a crucificar e injuriar seu próprio Filho. Quem o ousaria pensar?

Digo que abusar assim da devoção a Santíssima Virgem, a mais santa e a mais sólida depois da devoção a Nosso Senhor e ao Santíssimo Sacramento, é cometer um horrível sacrilégio, o maior e o menos perdoável, depois do sacrilégio duma comunhão indigna.

Confesso que, para ser alguém verdadeiramente devoto da Santíssima Virgem, não é absolutamente necessário ser santo ao ponto de evitar todo pecado, conquanto seja este o ideal; mas é preciso ao menos ( note-se bem o que vou dizer):

- Em primeiro lugar, estar com a resolução sincera de evitar ao menos todo pecado mortal, que ofende tanto a Mãe como o Filho.
- Segundo, fazer violência a si mesmo para evitar o pecado.
- Terceiro, filiar-se a confrarias, rezar o terço, o santo rosário ou outras orações, jejuar, etc.

Isto é maravilhosamente útil à conversão de um pecador, mesmo empedernido; e se o meu leitor estiver nestas condições, como que tenha já um pé no abismo, eu lho aconselho, contanto, porém, que só pratique estas boas obras na intenção de, pela intercessão da Santíssima Virgem, obter de Deus a graça da contrição e do perdão dos pecados, e de vencer os seus maus hábitos, e não para continuar calmamente no estado de pecado, a despeito dos remorsos de consciência, do exemplo de Jesus Cristo e dos santos, e das máximas do Santo Evangelho.

5. OS DEVOTOS INCONSTANTES

Devotos inconstantes são aqueles que são devotos da Santíssima Virgem periodicamente, por intervalos e por capricho: hoje são fervorosos, amanhã, tíbios; agora mostram-se prontos a tudo empreender em serviço de Maria e logo após já não parecem os mesmos. Abraçam logo todas as devoções à Santíssima Virgem, ingressam em todas as suas confrarias, e em pouco tempo já nem observam as regras com fidelidade; mudam como a lua, e Maria os esmaga sob seus pés como faz ao crescente, pois eles são volúveis e indignos de ser contados entre os servidores desta Virgem fiel, que têm a fidelidade e a constância por herança. Vale mais não sobrecarregar de tantas orações e práticas de devoção, e fazer poucas com amor e fidelidade, a despeito do mundo, do demónio e da carne.

6. OS DEVOTOS HIPÓCRITAS

Há também falsos devotos da Santíssima Virgem, os devotos hipócritas, que cobrem seus pecados e maus hábitos com o manto desta Virgem fiel, a fim de passarem aos olhos do mundo por aquilo que não são.

7. OS DEVOTOS INTERESSEIROS

Há ainda os devotos interesseiros, que só recorrem à Santíssima Virgem para ganhar algu processo, para evitar algum perigo, para se curar de alguma doença, ou em qualquer necessidade desse género, sem o que a esqueceriam; uns e outros são falsos devotos que não têm aceitação diante de Deus e de sua Mãe Santíssima.

Cuidemos, portanto, de não pertencer ao número dos devotos críticos que em coisa alguma crêem e de tudo criticam; dos devotos escrupulosos que receiam ser demasiadamente devotos a Jesus Cristo; dos devotos exteriores que fazem consistir toda a sua devoção em práticas exteriores; dos devotos presunçosos, que, sob o pretexto de sua falsa devoção continuam marasmados em seus pecados; dos devotos inconstantes que, por leviandade, variam suas práticas de devoção, ou as abandonam completamente à menor tentação; dos devotos hipócritas que se metem em confrarias e ostentam as insígnias da Santíssima Virgem a fim de passar por bons; e enfim, dos devotos interesseiros, que só recorrem à Santíssima Virgem para se livrarem dos males do corpo ou obter bens temporais.

(São Luís Maria Grignion de Monfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem)
Fonte: http://portalcot.com/reporter/os-falsos-devotos-e-as-falsas-devocoes-a-santissima-virgem/

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Contra a Gripe A...

... Comunhão na mão?


AS ORIENTAÇÕES DA PASTORAL DA SAÚDE SOBRE A GRIPE A

Estamos perante a ameaça de uma "pandemia" através de uma doença que se transmite com muita facilidade e já é de todos nós conhecida. É a GRIPE A ou GRIPE H1N1.

A missão da Igreja, através da Pastoral da Saúde, está em assistir os doentes, mas também em prevenir as doenças, através da educação para a saúde.

O papel do sacerdote e de todos os outros agentes pastorais consiste também em colaborar com a sociedade na prevenção das doenças. O sacerdote, sobretudo se presidir a uma comunidade cristã, é um agente social da maior importância (...)

Perante a ameaça da GRIPE A, o que fazer?

1. Aconselhar todos os cristãos da sua comunidade a seguirem as orientações dadas pelo Ministério da Saúde na prevenção desta doença, tais como:

- Lavar as mãos com água e sabão com muita frequência.

- Se tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com um lenço de papel e jogá-lo fora de imediato.

- Se ficar doente, permanecer em casa.

- Evitar o contacto com pessoas com gripe.

2. Nas celebrações litúrgicas, recomenda-se:

- Aos Ministros da Comunhão, Sacerdotes e Ministros Extraordinários, que purifiquem as mãos com solução anti-séptica, antes da distribuição da comunhão.

- Aos fiéis, sempre que possível, recebam a Comunhão na mão e não na boca, aliás segundo prática secular na Igreja.

- A todos, que reduzam o abraço da paz a um pequeno sinal ou inclinação da cabeça sem o contacto físico.

3. Nos templos pede-se também para:

- Manter vazias as "pias de água benta" às portas da igreja, para não as tornar um foco de transmissão do vírus.

- Ter a Igreja suficientemente arejada, sobretudo em atenção ao número de fiéis nas celebrações dominicais.

Deve evitar-se todo o alarmismo, mas é da maior necessidade que a Igreja colabore nos programas de prevenção da Gripe A.

NOTA: Estas orientações não são normas litúrgicas, são sugestões suficientemente claras para prevenir desde já a expansão da pandemia. É um conselho útil e provisório para o tempo de difusão da Gripe A.

*

Em comunicado, o Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo refere que compreende que "a Comissão Nacional da Pastoral da Saúde queira colaborar, dando conselhos e orientações úteis para a colaboração dos cristãos no esforço nacional de prevenção. Mas não lhe compete alterar ritos nem dar normas de alterações das regras da Liturgia. (...) [3] No momento actual do processo, considero não haver ainda necessidade de alterar regras litúrgicas e modos de celebrar. A Liturgia se for celebrada com qualidade e rigor, garante, ela própria, os cuidados necessários. É o caso, por exemplo, da saudação da paz que se for feita com a qualidade litúrgica, não constitui, normalmente, um risco acrescido.

[4] Na actual disciplina litúrgica, os fiéis podem optar por receber a sagrada comunhão na mão. Mas não podem ser forçados a fazê-lo. Se houver cuidado do ministro que distribui a comunhão e de quem a recebe, mais uma vez fazendo as coisas com dignidade, a comunhão pode ser distribuída na boca sem haver contacto físico."

Muito bem falou, a meu ver, o Cardeal Dom José. Primeiro porque, na verdade, não compete nem à Comissão para a Pastoral da Saúde, nem a nenhum sacerdote, nem ao próprio Cardeal alterar os ritos nem as regras de Liturgia. Quando alguém se lembra de tal proeza, podemos assistir (infelizmente com demasiada frequência) aos tremendos e medonhos abusos litúrgicos.

Muita razão tem o mesmo Cardeal quando diz que a Liturgia, se celebrada com qualidade e rigor, garante ela própria segurança neste aspecto.

(Estas são as minhas opiniões, obviamente...)

Em relação às orientações da Pastoral para a Saúde, o primeiro ponto são medidas universais que devem ser tomadas por todos. Sem discussão, como é óbvio.

Quanto ao ponto dois, directamente relacionado com as celebrações litúrgicas, são, a meu ver, sugeridas medidas que, como diz o Sr. Cardeal, seriam desnecessárias, se a Liturgia for celebrada com o rigor que deveria.

- A lavagem das mãos com solução anti-séptica antes da Comunhão é uma boa medida;

- Quanto à sugestão estapafúrdia de distribuir a Sagrada Comunhão na mão... Não percebo!!

Primeiro, por questões óbvias, esta prática é sacrílega, já que nada de impuro e sujo (como são as nossas mãos) devia tocar no Corpo Santíssimo do próprio Deus - excepto as do sacerdote, que age na pessoa de Cristo.

Em relação à transmissão do vírus...

... o sacerdote, ao dar a comunhão na boca, vai depositar a Sagrada Hóstia na língua e não tem de tocar nos lábios nem na língua de quem vai receber a Comunhão. Já ao distribuir a Comunhão na mão, o Sacerdote quase que necessariamente toca na mão de quem comunga, a não ser que "atire pelo ar" ou deixe cair o Corpo Sagrado de Cristo na mão. Sabemos que as mãos são um dos principais veículos de transmissão de vírus. Daí se pedir às pessoas com gripe para limparem as maçanetas das portas, não se cumprimentarem apertando a mão, nem se recomenda o beijo (mais por causa da transmissão pela via aérea do que propriamente com o contacto físico directo). O vírus é mais facilmente propagado pela tosse e/ou espirro, mas previne-se em grande parte o contágio com a lavagem correcta das mãos.

Agora vejamos o que, normalmente, se faz com as mãos, só desde que chegamos à Igreja:

- Eventual abrir de porta;
- Ajoelhar e muitas vezes apoiar as mãos no banco para ajudar a erguer;
-Utilizar panfletos, livros de cãnticos, etc, já utilizados por outras tantas mãos;
- Mexer em dinheiro para o momento do Ofertório;
- Saudar as pessoas ao lado com apertos de mãos;
-...

E depois de tudo isto, vamos tocar n'Aquilo que de mais Sagrado existe na Terra? No Corpo do próprio Deus? Já para não falar na quantidade de microorganismos que ficaram nas nossas mãos durante estes gestos e que podem passar facilmente das mãos do comungante para as mãos do sacerdote... E o sacerdote tem muito mais probabilidades de tocar com a mão dele na mão de quem comunga do que nos lábios ou língua dessa pessoa...

Estou em alerta para a Gripe A. Mas não vai ser por causa disso que vou cometer o nauseante e sacrílego acto de receber Nosso Senhor nas minhas mãos imundas. Nunca o fiz, nunca o farei. As minhas mãos podem estar desinfectadas, esterilizadas, etc...mas não são consagradas, como as do sacerdote, logo não poderão nunca tocar no Corpo Santíssimo do Senhor. E se for obrigatória, um dia, a comunhão na mão, eu recuso-me a comungar. Faço uma Comunhão espiritual. Em consciência, prefiro não receber Jesus Sacramentado a tocar com as minhas mãos no Santíssimo Corpo de Deus.

Muito maltratado já é o Corpo Santíssimo de Jesus, que é distribuído em muitas Missas como se de pão se tratasse. E eu, seja pela gripe, seja pelo que for, não vou contribuir para o aumento desse sacrilégio.

domingo, 26 de julho de 2009

O Santo Rosário de Nossa Senhora

Regina Sacratissimi Rosarii, ora pro nobis!


O Rosário é uma oração cuja origem se perde nos tempos. A tradição diz que foi revelado a S. Domingos de Gusmão (1170-1221), numa aparição de Nossa Senhora, quando ele se preparava para enfrentar a heresia albigense.

Os franciscanos e dominicanos estavam a introduzir um novo tipo de ordem religiosa no século XII, em alternativa aos antigos monges, sobretudo Beneditinos e Agostinhos. Estes, nos seus mosteiros, rezavam todos os dias os 150 salmos do Saltério. Mas os mendicantes não o podiam fazer, não só por causa da sua pobreza e estilo de vida, mas também porque em grande parte eram analfabetos. Assim nasceu, nos dominicanos, o Rosário, o “saltério de Nossa Senhora”, o “Breviário dos simples", a "Bíblia dos pobres”, com 150 Ave-Marias.

Já desde o século IV se usava a saudação do arcanjo S. Gabriel (Lc 1, 28) como forma de oração, mas só no século VII ela aparece na liturgia da festa da Anunciação como antífona do Ofertório.

"Ave Maria, Cheia de graça. O Senhor é conVosco! Bendita sois Vós entre as mulheres"

No século XII, precisamente com o Rosário, juntam-se as duas saudações a Maria, a de S. Gabriel e a de S. Isabel (Lc 1, 42), tornando-se uma forma habitual de rezar.

"Bendito é o fruto do Vosso ventre!"

Em 1262 o Papa Urbano IV (papa de 1261-1264) acrescenta-lhes a palavra “Jesus” no fim, criando assim a primeira parte da nossa Ave Maria. Só no século XV se acrescenta a segunda parte de súplica, tirada de uma antífona medieval. Esta fórmula, que é a actual, torna-se oficial com o Papa Pio V (1566-1572).

"Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Ámen."

Grande reformador no espírito do Concílio de Trento (1545-1563), S. Pio V é o responsável pela publicação do Catecismo, Missal e Breviário Romanos surgidos do Concílio, que renovam toda a vida a Igreja. Foi precisamente no Breviário Romano, em 1568, que a oração "Ave-Maria" aparece pela primeira vez na oração oficial da Igreja.

O contributo de S. Pio V, um antigo dominicano, para a história do Rosário não se fica por aqui. O grande reformador criou também o último grande momento da antiga Cristandade, a unidade dos reinos cristãos à volta do Papa. Os turcos otomanos, depois do cerco e queda de Constantinopla em 1453, o fim oficial da Idade Média, e das conquistas de Suleiman, o Magnífico (1494-1566, sultão desde 1520), estavam às portas da Europa. Dividida nas terríveis guerras entre católicos e protestantes, a velha Europa não estava em condições de resistir. O perigo era enorme. Além de apelar às nações católicas para defender a Cristandade, o Papa estabeleceu que o Santo Rosário fosse rezado por todos os cristãos, pedindo a ajuda da Mãe de Deus, nessa hora decisiva. Em resposta, houve um intenso movimento de oração por toda a Europa.

Finalmente, a 7 de Outubro de 1571 a frota ocidental, comandada por D. João de Áustria (1545-1578), teve uma retumbante vitória na batalha naval de Lepanto, ao largo da Grécia. Conta-se que nesse mesmo dia, a meio de uma reunião com os cardeais, o Papa levantou-se, abriu a janela e disse “Interrompamos o nosso trabalho; a nossa grande tarefa neste momento é a de agradecer a Deus pela vitória que ele acabou de dar ao exército cristão”. A ameaça fora vencida. Este foi o último grande feito da Cristandade. Mas o Papa sabia bem quem tinha ganho a batalha. Para louvar a Virgem Vitoriosa, ele instituiu a festa litúrgica de acção de graças a Nossa Senhora das Vitórias no primeiro domingo de Outubro.

Hoje ainda se celebra essa festa, com o nome de Nossa Senhora do Rosário, no memorável dia de 7 de Outubro.

A partir de então, o Rosário aparece em múltiplos momentos da vida da Igreja:

- No fresco do Juízo Final, pintado por Miguel Ângelo (1475-1564) na Capela Sistina do Vaticano de 1536 a 1541, estão representadas duas almas a serem puxada para o céu por um Terço. São as almas de um africano e de um asiático, mostrando a universalidade missionária da oração.

- A 12 de Outubro de 1717, foi retirada do rio Paraíba uma imagem de Nossa Senhora com um Terço ao pescoço por três humildes pescadores, Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, em Guaratinguetá, São Paulo. Essa estátua, de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi declarada em 1929 Rainha e Padroeira do Brasil.

- A Imaculada Conceição rezou partes do Terço com Santa Bernadete Soubirous (1844-1879) nas aparições de Lourdes em 1858.

- O Papa Leão XIII “Papa do Rosário”, como lhe chama a recente Carta Apostólica do Papa (n.º 8) dedicou mais de 20 documentos só ao estudo desta oração, incluindo 11 encíclicas.

Também o Beato Bártolo Longo (1841-1926) é um os grandes divulgadores do Rosário, como o refere a recente Carta Apostólica (n.º 8, 15, 16, 36, 43). Antigo ateu, espírita e sacerdote satânico, depois da sua conversão viu na intercessão de Nossa Senhora a sua única hipótese de salvação. Sendo advogado, em 1872 deslocou-se à região de Pompéia por motivos profissionais e ficou chocado com a pobreza, ignorância, superstição e imoralidade dos habitantes dos pântanos. Entregou-se a eles para o resto da vida. Arranjou um quadro da Senhora do Rosário, que fez vários milagres e criou em 1873 a festa anual do Rosário, com música, corridas, fogo de artifício. Construiu uma igreja para essa imagem, que se veio a tornar no Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia. Fundou uma congregação de freiras dominicanas para educar os órfãos da cidade, escreveu livros sobre o Rosário e divulgou a devoção dos «Quinze Sábados» de meditação dos mistérios.

- Outro grande momento da divulgação do Terço é, sem dúvida, Fátima.

“Rezem o Terço todos os dias”, foi a única coisa que a Senhora referiu em todas as suas seis aparições. A frase repete-se sucessivamente, quase como uma ladainha, manifestando bem a sua urgência e importância. Na carta do Dr. Carlos de Azevedo Mendes, num dos primeiros documentos escritos sobre Fátima, afirma-se “Como te disse examinei, ou antes, interroguei os três em separado. Todos dizem o mesmo sem a mais pequena alteração. A base principal que de tudo, o que me dizem, deduzi é «que a aparição quer que se espalhe a devoção do Terço»” .

Fonte: : http://www.catequisar.com.br/texto/materia/especial/rosario/08.htm

O Terço possui três Mistérios (Gozosos, Dolorosos e Gloriosos)

MISTÉRIOS GOZOSOS (Segundas, Quintas-feiras e Sábados)

1. A Anunciação do Anjo a Nossa Senhora e a Encarnação do Filho de Deus.

2. A Visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel.

3. O nascimento de Jesus em Belém.

4. A Apresentação do Senhor Jesus no templo e a purificação de Nossa Senhora.

5. A Perda do Menino Jesus e o encontro no templo.


MISTÉRIOS DOLOROSOS (Terças e sextas-feiras)

1. A agonia de Jesus nos Jardim das Oliveiras.

2. A Flagelação do Senhor preso à coluna.

3. A Coroação de espinhos de Jesus.

4. O Caminho do Calvário carregando a Cruz.

5. A Crucificação e Morte de Nosso Senhor.


MISTÉRIOS GLORIOSOS (Quartas-feiras e Domingos)

1. A Ressurreição do Senhor.

2. A Ascensão de Jesus ao Céu.

3. A descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos reunidos no Cenáculo.

4. A Assunção de Nossa Senhora aos Céus.

5. A Coroação da Santíssima Virgem como Rainha dos homens e dos Anjos.


Recentemente, o Papa João Paulo II introduziu os Mistérios Luminosos do Rosário (que, pessoalmente, não costumo rezar). Assim, às Quintas-feiras, meditam-se nestes mistérios:

1. O Baptismo de Jesus no Rio Jordão.

2. A auto-revelação nas bodas de Caná.

3. O anúncio do Reino de Deus e o convite à conversão.

4. A Transfiguração de Nosso Senhor.

5. A Instituição da Eucaristia.


Enfim, como não recorrermos a um tão poderoso meio de salvação eterna e vencedor de batalhas contra os inimigos físicos e espirituais...?

Como diz alguém.... "Eucaristia e Rosário, sempre!" (Ana Maria Nunes, do blog "Sucessão A Apostólica")

Afinal, e segundo Dom Bosco, é a estas colunas que a Igreja tem de estar acorrentada: à devoção a Maria Santíssima e ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento da Eucaristia.