segunda-feira, 19 de abril de 2010

TU ES PETRUS

Annuntio vobis gaudium magnum;
Habemus Papam:

Eminentissimum ac reverendissimum Dominum,
Dominum
Iosephum,
Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem
Ratzinger
Qui sibi nomen imposuit Benedicti decimi sexti.
(18h40 do dia 19 de Abril de 2005)

"Queridos irmãos e irmãs:
Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram a mim, um simples humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me o facto de que o Senhor sabe trabalhar e actuar com instrumentos insuficientes e, sobretudo, confio nas vossas orações. Na alegria do Senhor ressuscitado, confiados em sua ajuda permanente, sigamos adiante. O Senhor nos ajudará. Maria, sua santíssima Mãe, está do nosso lado. Obrigado."
(Primeiro discurso do Santo Padre Bento XVI, na varanda da Basílica de São Pedro, a 19 de Abril de 2005).

℣. Oremus pro Pontifice nostro Benedicto.

℟. Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius.

℣. Tu es Petrus,

℟. Et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam.

Oremus

Deus, omnium fidelium pastor et rector, famulum tuum Benedictum, quem pastorem Ecclesiae tuae praeesse voluisti, propitius respice: da ei, quaesumus, verbo et exemplo, quibus praeest, proficere: ut ad vitam, una cum grege sibi credito, perveniat sempiternam. Per Christum, Dominum nostrum.

℟. Amen.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Pseudo-teólogo Hans Kung ladra e pede a clero que não obedeça incondicionalmente a Bento XVI!

¿Por qué no te callas?

O cão raivoso que ladra contra o Papa (coitado, é a única maneira que consegue para se fazer ouvir, já que não possui capacidades para ser ouvido, recorre à agressão verbal contra a Igreja).

Pela Agência AFP:

(em http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jqSNQc_0mfjeqlj7GLzrfBhOnhog)

ROMA — O teólogo rebelde suíço Hans Kung, suspenso do ensino, em 1979, por suas posições progressistas, instou ao clero da Igreja Católica que se rebele contra o pontificado de Bento XVI, diante dos actuais escândalos de abusos de menores envolvendo sacerdotes pedófilos.

Em carta aberta dirigida a todos os bispos do mundo e reproduzida pela imprensa europeia, Kung, criticou o pontificado de Bento XVI, que na segunda-feira completará cinco anos, considerando-o um tempo de oportunidades perdidas.

Kung, que se tornou professor ao mesmo tempo que o actual Papa, a quem conheceu em uma sessão teológica em Innsbruck (Áustria), em 1957, e com quem trabalhou entre 1962 e 1965 como conselheiro no Concílio Vaticano II e de quem se distanciou em seguida por questões doutrinárias, estimou que o Papa alemão perdeu a chance de superar os grandes desafios da Igreja, os quais enumerou em sua longa carta.

"Minhas esperanças e as de tantos católicos e católicas comprometidos infelizmente não se cumpriram (...). No tocante aos grandes desafios do nosso tempo, seu pontificado de apresenta cada vez mais como o das oportunidades desperdiçadas, não como o das chances aproveitadas", escreveu.

O teólogo analisou os recentes escândalos de pedofilia dentro da Igreja e que, segundo ele, levaram a uma "crise de confiança e de liderança sem precedentes".

"Com razão, muitos pedem um 'mea culpa' pessoal do então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e actual Papa. Mas, infelizmente ele deixou passar a oportunidade na Sexta-feira Santa e, ao contrário, testemunhou sua inocência no domingo de Páscoa", escreveu Kung.

O professor suíço sustentou que "a política de restauração de Bento XVI fracassou. Todas as suas aparições públicas, viagens e documentos não são capazes de modificar, no sentido da doutrina romana, a postura da maioria dos católicos em questões controversas, especialmente no campo da moral sexual".

"Nem mesmo os encontros papais com a juventude, aos quais assistem, sobretudo, grupos conservadores carismáticos, podem frear os abandonos da Igreja, nem despertar mais vocações sacerdotais", comentou.

Kung instou os bispos a romperem o silêncio diante das directrizes do Vaticano que considerem erróneas porque a obediência ilimitada se deve unicamente a Deus e não deve impedir que se diga a verdade.

"A obediência incondicional só se deve a Deus. Todos vocês, ao serem consagrados como bispos, juraram obedecer incondicionalmente ao Papa, mas não sabem que nenhuma autoridade humana merece esta obediência incondicional, só Deus. Por isso não devem sentir-se limitados por seu juramento", sustentou.

O teólogo rebelde pediu a celebração de um concílio ou pelo menos um sínodo representativo de bispos e cardeais.

"Inúmeras pessoas perderam a confiança na Igreja Católica. Para recuperá-la, só valerá abordar de forma franca e honrada os problemas e as reformas consequentes", afirmou.

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Quem és tu, herege maldito, para atacares a Santa Igreja de Deus e o Santo Padre?

* * *

Dignai-Vos, Senhor, humilhar os inimigos da Vossa Igreja Católica, para Vossa maior glória, salvação das almas e exaltação da Santa Igreja!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Um Hino à Rainha e Padroeira de Portugal

Salve, nobre Padroeira
Do Povo, teu protegido,
Entre todos escolhido,
Para povo do Senhor.


Ó glória da nossa terra,
Que tens salvado mil vezes,
Enquanto houver Portugueses,
Tu serás o seu amor.

Com tua graça e beleza
Um jardim não ornas só,
Linda flor de Jericó,
De Portugal és a Flor!

Flor de suave perfume,
Para toda a Lusa gente,
Entre nós, em cada crente
Tens esmerado cultor.

Acode-nos, Mãe piedosa,
Nestes dias desgraçados,
Em que vivemos lançados
No pranto, no dissabor.

Lobos famintos, raivosos
O teu rebanho atassalham,
As ovelhas se tresmalham,
Surdas à voz do pastor.

Da fé a lâmpada santa,
Que tão viva outrora ardia,
Se teu zelo a não vigia,
Perde o restante fulgor.

Ai! da Lusa sociedade,
Se o sol do mundo moral
Se apaga… Ó noite fatal!
Ó noite de negro horror!

És a nossa Padroeira,
Não largues o padroado
Do rebanho confiado
A teu poder protector.

Portugal, qual outra Fénix,
À vida torne outra vez.
Não se chame Português
Quem cristão de fé não for.

Composto pelo Padre Francisco Rafael da Silveira Malhão (Óbidos, 1794 - ibidem, 1860), por ocasião da proclamação do dogma da Imaculada Conceição, pelo Papa Pio IX, em 8 de Dezembro de 1854.


NOTA: A Pastorinha Jacinta de Fátima gostava muito deste Hino e cantava-o frequentemente a Nossa Senhora, mesmo antes das Aparições, rezando pelo povo português e por Portugal.

domingo, 11 de abril de 2010

Homossexuais Católicos

§2358 Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objectivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.

§2359 As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.

(Catecismo da Igreja Católica)


Fig.1 - Implantando a cultura gay.

Depois de me deparar com a reportagem do jornal "Público" (em http://jornal.publico.pt/noticia/11-04-2010/eles-sao-catolicos--homossexuais-e-praticam-19132287.htm), e de me deparar com pessoas conhecidas que fazem propaganda aos quatro ventos da suposta compatibilidade entre as práticas homossexuais e os ensinamentos da Igreja, pergunto-me... O que esta gente sabe ou pensa que sabe do que é ser católico?

O Grupo "Rumos Novos" apregoa e ensina - e engana muitos - que não há qualquer problema em praticar actos de homossexualismo e ser católico ao mesmo tempo. Neste grupo "Rumos Novos - Grupo homossexual Católico [auto-intitulam-se eles]", várias pessoas (algumas até próximas de mim) encontram "apoio" para viverem a sua homossexualidade e praticarem os seus actos sodomitas de uma maneira...."católica".

Entrando no site do grupo, é ver deturpações da Sagrada Escritura, interpretações livres, ataques frontais aos documentos da Santa Igreja e até ao Papa. Mas dizem-se católicos!

A comunicação social ajuda à festa, transmitindo a mensagem toda ao contrário.

Na verdade, é possível ser gay (leia-se "pessoa que possui tendências homossexuais") e católico. Obviamente que sim! Desde que o homossexual católico seja suficientemente honesto e humilde para aceitar a ajuda e o acompanhamento precioso da Santa Igreja, que chama estas (e as outras) pessoas à castidade e à pureza.

Um homossexual católico submete-se à autoridade da Igreja "pois não é o discípulo mais do que o seu mestre, nem o servo mais do que o seu senhor.” ( Mateus 10:24 ).

Um homossexual católico não é o homossexual que se acha acima do Magistério da Igreja a que diz pertencer. Não é o que faz da sua verdade, a Verdade revelada por Deus.

O homossexual católico tem pesada cruz, terríveis tentações, mas...quem não tem?

O homossexual católico deve olhar o Crucificado e ver naquele madeiro pesado e naqueles cravos a sua cruz, ver no lado aberto de Cristo os seus sofrimentos e identificar-se com Cristo, oferecendo, com Ele, o seu sacrifício, a sua mortificação, os seus tormentos. Levar a sua cruz e imolar-se com Cristo no mesmo madeiro.

Sozinho, não chega lá. Mas é certo que, com oração fervorosa, frequentando os Sacramentos, sendo devoto de Maria Santíssima, modelo das almas castas e puras e com o auxílio do alto, as dificuldades serão melhor superadas.

Mas escolhe-se o caminho mais fácil. Nem que para isso se deturpe os ensinamentos da Santa Igreja e se fale por cima deles, em nome de uma falsa caridade e compaixão para com os homossexuais, mostrando-lhes o caminho para uma falsa felicidade. Que mais não é que o caminho das almas para um lugar bem verdadeiro... O inferno.

Não resisti e ainda esta tarde enviei este e-mail para esse grupinho que gosta de se intitular de "católico":

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Católicos”???!!! Provavelmente porque fica bonito no nome...

Não há mais nenhuma justificação para que este grupo se auto-intitule de “católico”.

Verdadeiros católicos submetem-se à autoridade da Santa Igreja, do Santo Padre, que mais não querem que o bem – leia-se a santidade, a salvação eterna, e não bens temporais – dos seus filhos. Entenda-se a tendência homossexual como uma "tendência desordenada" (CIC - Catecismo da Igreja Católica), permitida por Nosso Senhor como uma provação para alguns filhos de Deus, que são chamados à castidade, enfrentando corajosamente as tentações do Demónio e as dificuldades, não por esforço próprio, mas auxiliados pela oração, Sacramentos, pela graça de Cristo e pelas recomendações da Santa Igreja, e não chamados à vida fácil, à vida que convém, aos actos pecaminosos e abomináveis – um dos pecados bradam aos Céus por vingança, o homossexualismo (pecado sensual contra a natureza).

Ainda para mais, deturpando e interpretando deliberadamente – bem ao jeito dos protestantes – as Sagradas Escrituras, cuja interpretação cabe exclusivamente à Santa Igreja, de acordo com o seu Magistério e com a sua Tradição Apostólica bi-milenar. Que autoridade tenho eu para a mudar? Que autoridade tinha Lutero para a alterar? Que autoridade tem este grupo para, presunçosamente, falar por cima da autoridade da Santa Igreja indo contra toda a posição oficial da mesma Igreja?

Chama-se a isso ser católicos?

Isto, claro em nome de uma suposta – falsa – caridade para com os homossexuais. A verdadeira caridade não está em facilitar a propagação do erro e do pecado. Não está em dizer e fazer coisas bonitas para fazer os outros sentirem-se bem. “Caridade na Verdade” – Carta encíclica de Sua Santidade o Papa Bento XVI. Não há caridade sem Verdade. E a Verdade é Cristo e quem nos revela Cristo é a Igreja pela Sagrada Escritura, Tradição Apostólica e pelo seu Magistério. Os outros “cristos” não são a Igreja que os revela, mas inspirações malignas, que nos incitam a deturpar e a interpretar como nos dá na real gana a Escritura Sagrada.

Deus ama-nos. Ama os homossexuais. Assim como ama todo o ser humano, do justo ao pecador. Essa é uma verdade que deve ser dita e que nos deve encher de confiança e esperança, sem dúvida. Mas, se Deus ama o homem (ainda que pecador), detesta o pecado. Se não fosse assim, Deus não seria sumamente Bom.

Porque só referem meias-verdades? Deus é infinitamente bom. É infinitamente misericordioso. Mas não está subordinado às coisas do mundo, pela que a misericórdia Divina, a Sua bondade e a felicidade em Deus não está na felicidade e bondade meramente naturais ou humanas. E assim como a Sua bondade não tem limites, a Sua Justiça é infinita. E as Suas Leis perfeitas, não havendo n'Ele mentira ou engano. Como pode a Sua Igreja enganar-se? Como pode estar a Verdade escondida num grupo limitado que dita as próprias sentenças morais?

A Verdade permanece. E a Verdade é-nos revelada pela Igreja Católica, não por grupos que mais se assemelham a seitas protestantes, com uma doutrina própria, roubando descaradamente o sublime e genuíno nome de “Católico”.

Admira-me que, (auto-proclamados) “católicos” desconheçam o básico da religião que dizem pertencer.

Façam um favor à Santa Igreja Católica Apostólica Romana e sejam sinceros e coerentes convosco próprios: Tirem a máscara de “católicos” de uma vez por todas.

Cumprimentos.

Santa Maria, Mãe Castíssima, modelo de castidade e pureza, rogai por nós!

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Que nos ajude e interceda por nós a Virgem Santíssima e Seu Esposo Castíssimo, São José, protector das almas puras!

domingo, 4 de abril de 2010

Ressuscitou o Senhor!

"Este é o dia que o Senhor fez:
exultemos e cantemos de alegria."


Regina coeli laetare,
Alleluia,
Quia quem meruisti portare.
Alleluia,
Resurrexit,
Sicut dixit,
Alleluia.
Ora pro nobis Deum.
Alleluia.

sábado, 3 de abril de 2010

* Sábado Santo * Oração e recolhimento

"Em paz me deito e descanso tranquilo."




"Destruiu as prisões do Inferno e esmagou o poder do Demónio. Hoje o nosso Salvador quebrou as portas e as cadeias da morte."

* * *
Virgem dolorosa,
que aflita chorais!
Virgem magoada,
bendita sejais!

Que duras espadas,
que duros punhais!
ferem Vosso peito,
Bendita sejais!

As dores futuras,
já Vós suportais!
Nós somos a causa,
Bendita sejais!

Bendita sejais, Mãe do Redentor!
Por Vossa tão grande dor!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

+ Sexta-Feira Santa +

Eis o madeiro da Cruz, no qual esteve suspensa a salvação do mundo!
Vinde, adoremos!



O estandarte da Cruz proclama ao mundo
A morte de Jesus e a sua glória,
Porque o autor de todo o universo
Contemplamos suspenso do madeiro.

Ó Cruz bendita, só tu nos abriste
Os braços de Jesus, o Redentor,
Balança do resgate que arrancaste
Nossas almas das mãos do inimigo.

Com um golpe de lança trespassado,
Ficou aberto o Coração de Cristo,
Manando sangue e água como rio,
Para lavar os crimes deste mundo.

Ó árvore fecunda e refulgente,
Ornada com a túnica real,
Sois tálamo, sois trono e sois altar,
Para o corpo chagado e glorioso.

Cruz do Senhor, és única esperança,
No tempo da tristeza e da Paixão.
Aumenta nos cristãos a luz da fé,
Sê para os homens o sinal da paz.

* * *


Stabat mater dolorosa
juxta Crucem lacrimosa,
dum pendebat Filius.


Cuius animam gementem,
contristatam et dolentem
pertransivit gladius.


O quam tristis et afflicta
fuit illa benedicta,
mater Unigeniti!


Quae moerebat et dolebat,
pia Mater, dum videbat
nati poenas inclyti.


Quis est homo qui non fleret,
matrem Christi si videret
in tanto supplicio?


Quis non posset contristari
Christi Matrem contemplari
dolentem cum Filio?


Pro peccatis suae gentis
vidit Iesum in tormentis,
et flagellis subditum.


Vidit suum dulcem Natum
moriendo desolatum,
dum emisit spiritum.


Eia, Mater, fons amoris
me sentire vim doloris
fac, ut tecum lugeam.


Fac, ut ardeat cor meum
in amando Christum Deum
ut sibi complaceam.


Sancta Mater, istud agas,
crucifixi fige plagas
cordi meo valide.


Tui Nati vulnerati,
tam dignati pro me pati,
poenas mecum divide.


Fac me tecum pie flere,
crucifixo condolere,
donec ego vixero.


Juxta Crucem tecum stare,
et me tibi sociare
in planctu desidero.


Virgo virginum praeclara,
mihi iam non sis amara,
fac me tecum plangere.


Fac, ut portem Christi mortem,
passionis fac consortem,
et plagas recolere.


Fac me plagis vulnerari,
fac me Cruce inebriari,
et cruore Filii.


Flammis ne urar succensus,
per te, Virgo, sim defensus
in die iudicii.


Christe, cum sit hinc exire,
da per Matrem me venire
ad palmam victoriae.


Quando corpus morietur,
fac, ut animae donetur
paradisi gloria. Ámen.


domingo, 28 de março de 2010

Semana Santa

"Completo na minha carne o que falta à Paixão de Cristo, em favor do Seu povo, que é a Igreja."
(Col 1,24)



"Se queremos, pois, condoer-nos com a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, meditemos sobre o que Ele sofreu na mão dos judeus, mas não nos esqueçamos de tudo quanto ainda hoje se faz para ferir o Divino Coração.

E isto tanto mais quanto Nosso Senhor, durante Sua Paixão, previu tudo quanto se passaria depois. Previu, pois, todos os pecados de todos os tempos, e também os pecados de nossos dias. Ele previu os nossos pecados, e por eles sofreu antecipadamente. Estivemos presentes no Horto como algozes, e como algozes seguimos passo a passo a Paixão até o alto do Gólgota.

Arrependamo-nos, pois, e choremos.

A Igreja, sofredora, perseguida, vilipendiada, aí está a nossos olhos indiferentes ou cruéis. Ela está diante de nós como Cristo diante de Verónica. Condoamo-nos com os padecimentos dela. Com nosso carinho, consolemos a Santa Igreja de tudo quanto Ela sofre. Podemos estar certos de que, com isto, estaremos dando ao próprio Cristo uma consolação idêntica à que Lhe deu Verónica.

Incredulidade

Comecemos pela Fé. Certas verdades referentes a Deus e a nosso destino eterno, podemos conhecê-las pela simples razão. Outras, conhecemo-las porque Deus no-las ensinou. Em Sua infinita bondade, Deus se revelou aos homens no Antigo e Novo Testamento, ensinando-nos não apenas o que nossa razão não poderia desvendar, mas ainda muitas verdades que poderíamos conhecer racionalmente, mas que por culpa própria a humanidade já não conhecia de facto. A virtude pela qual cremos na Revelação é a Fé. Ninguém pode praticar um ato de Fé sem o auxílio sobrenatural da graça de Deus. Essa graça, Deus a dá a todas as criaturas e, em abundância torrencial, aos membros da Igreja Católica. Esta graça é a condição da salvação deles. Nenhum chegará à eterna bem-aventurança se rejeitar a Fé. Pela Fé, o Espírito Santo habita em nossos corações. Rejeitar a Fé é rejeitar o Espírito Santo, é expulsar de sua alma a Jesus Cristo.

Vejamos, agora, em torno de nós, quantos católicos rejeitam a Fé. Foram baptizados, mas no curso do tempo perderam a Fé. Perderam-na por culpa própria, porque ninguém perde a Fé sem culpa, e culpa mortal. Ei-los que, indiferentes ou hostis, pensam, sentem e vivem como pagãos. São nossos parentes, nossos próximos, quiçá nossos amigos! Sua desgraça é imensa. Indelével, está neles o sinal do Baptismo. Estão marcados para o Céu, e caminham para o Inferno. Na sua alma redimida, a aspersão do Sangue de Cristo está marcada. Ninguém a apagará. É de certo modo o próprio Sangue de Cristo que eles profanam quando nesta alma resgatada acolhem princípios, máximas, normas contrárias à doutrina da Igreja. O católico apóstata tem qualquer coisa de análogo ao sacerdote apóstata. Arrasta consigo os restos de sua grandeza, profana-os, degrada-os e se degrada com eles. Mas não os perde.

E nós? Importamo-nos com isto? Sofremos com isto? Rezamos por que estas almas se convertam? Fazemos penitências? Fazemos apostolado? Onde nosso conselho? Onde nossa argumentação? Onde nossa caridade? Onde nossa altiva e enérgica defesa das verdades que eles negam ou injuriam?

O Sagrado Coração sangra com isto. Sangra pela apostasia deles, e pela nossa indiferença. Indiferença duplamente censurável porque é indiferença para com nosso próximo e sobretudo indiferença para com Deus.

Conspiração

Quantas almas, no mundo inteiro, vão perdendo a Fé? Pensemos no incalculável número de jornais ímpios, rádio-emissões ímpias, de que diariamente se enche o orbe. Pensemos nos inúmeros obreiros de Satanás que, nas cátedras, no recesso da família, nos lugares de reunião ou diversão, propagam ideias ímpias. De todo este esforço, quem há de admitir que nada resulte? Os efeitos de tudo isto estão diante de nós. Diariamente, as instituições, os costumes, a arte se vão descristianizando, indício insofismável de que o próprio mundo se vai perdendo para Deus.

Não haverá em tudo isto uma grande conjuração? Tantos esforços, harmoniosos entre si, uniformes nos seus métodos, em seus objectivos, em seu desenvolvimento, serão mera obra de coincidências? Onde e quando, intuitos desarticulados produziram articuladamente a mais formidável ofensiva ideológica que a História conhece, a mais completa, a mais ordenada, a mais extensa, a mais engenhosa, a mais uniforme na sua essência, nos seus fins, no seu evoluir?

Não pensamos nisto. Nem percebemos isto. Dormimos na modorra de nossa vida de todo o dia. Por que não somos mais vigilantes? A Igreja sofre todos os tormentos, mas está só. Longe, bem longe d'Ela, dormimos. É a cena do Horto que se repete.

A bem dizer, a Igreja nunca teve tantos inimigos, e, paradoxalmente, nunca teve tantos "amigos". Ouçamos os espíritas: dizem que não movem guerra nenhuma à religião, e ao Catolicismo menos ainda do que a qualquer outra. Entretanto, a vida de todos eles, comunistas, espíritas, protestantes, não é desde a manhã até à noite outra coisa, senão uma conspiração contra a Igreja? Também eles tem os lábios prontos para o ósculo, embora em sua mente já hajam decidido de há muito, exterminar a Igreja de Deus.

Tibieza

E entre nós? Esta Fé que tantos combatem, perseguem, atraiçoam, graças a Deus nós a possuímos.

Que uso fazemos dela? Amamo-la? Compreendemos que nossa maior ventura na vida consiste em sermos membros da Santa Igreja, que nossa maior glória é o título de cristão?

Em caso afirmativo – e quão raros são os que poderiam em sã consciência responder afirmativamente – estamos dispostos a todos os sacrifícios para conservar a Fé?

Não digamos num assomo de romantismo que sim. Sejamos positivos. Vejamos friamente os fatos. Não está junto de nós o algoz que nos vai colocar na alternativa da cruz ou da apostasia? Mas todos os dias, a conservação da Fé exige de nós sacrifícios. Fazemo-los?

Será bem exacto que, para conservar a Fé, evitamos tudo que a pode por em risco? Evitamos as leituras que a podem ofender? Evitamos as companhias nas quais ela está exposta a risco? Procuramos os ambientes nos quais a Fé floresce e cria raízes? Ou, em troca de prazeres mundanos e passageiros, vivemos em ambientes em que a Fé se enfraquece e ameaça cair em ruínas?

Todo o homem, pelo próprio facto do instinto de sociabilidade, tende a aceitar as opiniões dos outros. Em geral, hoje em dia, as opiniões dominantes são anticristãs. Pensa-se contrariamente à Igreja em matéria de filosofia, de sociologia, de história, de ciências positivas, de arte, de tudo enfim. Os nossos amigos, seguem a corrente. Temos nós a coragem de divergir? Resguardamos nosso espírito de qualquer infiltração de ideias erradas? Pensamos com a Igreja em tudo e por tudo? Ou contentamo-nos negligentemente em ir vivendo, aceitando tudo quanto o espírito do século nos inculca, e simplesmente porque ele no-lo inculca?

É possível que não tenhamos enxotado Nosso Senhor de nossa alma. Mas como tratamos este Divino Hóspede? É Ele o objecto de todas as atenções, o centro de nossa vida intelectual, moral e afectiva? É Ele o Rei? Ou, simplesmente, há para Ele um pequeno espaço onde se O tolera, como hóspede secundário, desinteressante, algum tanto importuno?

Quando o Divino Mestre gemeu, chorou, suou sangue durante a Paixão, não O atormentavam apenas as dores físicas, nem sequer os sofrimentos ocasionados pelo ódio dos que no momento O perseguiam. Atormentava-O ainda tudo quanto contra Ele e a Igreja faríamos nos séculos vindouros. Ele chorou pelo ódio de todos os maus, de todos os Arios, Nestórios, Luteros mas chorou também porque via diante de si o cortejo interminável das almas tíbias, das almas indiferentes, que sem O perseguir não O amavam como deviam.

É a falange incontável dos que passaram a vida sem ódio e sem amor, os quais, segundo Dante, ficavam de fora do Inferno porque nem no Inferno havia para eles lugar adequado.

Estamos nós neste cortejo?

Eis a grande pergunta a que, com a graça de Deus, devemos dar resposta nos dias de recolhimento, de piedade e de expiação.

* * *

A História narra os inúmeros dramas que a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana sofreu nos vinte séculos de sua existência. Oposições que germinaram fora dela, e de fora mesmo tentaram destruí-la. Tumores formados dentro dEla, extirpados, contudo, pela própria Esposa de Cristo; mas que, já então de fora para dentro, tentaram destruí-la com ferocidade.

Quando, porém, viu a História, antes de nossos dias, uma tentativa de demolição da Igreja, já não mais articulada por um adversário, mas qualificada de como que auto-demolição em altíssimo pronunciamento de repercussão mundial?

A atitude normal de um católico vendo a Igreja, sua Mãe, passar por essa crise deve ser antes de tudo de profunda tristeza, porque é lamentável que isso seja assim. É um perigo para incontáveis almas que a Igreja seja afligida por tal crise. E, por essa razão, pode-se ter a certeza de que, quando Nosso Senhor, do alto da cruz, viu todos os pecados que haveriam de ser cometidos contra a obra da Redenção que Ele consumava de modo tão profundamente doloroso, sofreu enormemente, em vista de tal género de pecados, cometidos em nossos dias.

E, evidentemente, todos esses pecados produziram sofrimentos verdadeiramente inenarráveis no Sapiencial e Imaculado Coração de Maria, que pulsava de dor no peito da Santíssima Virgem enquanto Ela estava de pé, junto à Cruz.

Considerando quanto Nosso Senhor e sua Santíssima Mãe sofreram por causa do que agora está se passando, é impossível não se ficar consternado, muito mais do que em qualquer Sexta-Feira Santa anterior, porque, talvez, este seja dos pontos mais agudos da Paixão e que se mostra em todo o seu hedonismo, nas actuais circunstâncias da vida da Igreja.

* * *

O homem contemporâneo é um adorador do prazer, do gáudio, da diversão, e tem horror ao sofrimento.

Ora, está-se aqui em presença de um padecimento agudíssimo. Pode-se compreender, pois, embora tal atitude não seja justificável, a posição de tantas almas que evitam pensar nisso e considerar a fundo o que está se passando para não sofrer em união com Nosso Senhor esta situação trágica, como trágica foi a Paixão.

Em face do drama em que se encontra a Santa Igreja, muitas almas procuram, então, assumir uma posição de indiferença, parecida com a de numerosos contemporâneos de Nosso Senhor, que acreditavam que Ele era Homem-Deus. Mas que, durante a Via Sacra, vendo-O passar, em vez de se compadecer por seus lancinantes sofrimentos, achavam entretanto melhor não considerá-los, mas pensar em outras coisas.

E eis a prova: Nosso Senhor pregou maravilhas e fez milagres admiráveis que devem ter impressionado pelo menos uma parte considerável do povo que O cercava. Não seria concebível que essa parte, santamente impressionada, tenha se mantido numa atitude tão quieta, inerte, diante do que se passava. E que a única pessoa que fez algo em prol do Redentor, durante a parte inicial da Via Sacra, tenha sido a Verónica com o seu véu, no qual ficou estampada, depois, a face sagrada do Salvador. Verdadeiramente, mais ninguém tomou tal atitude a não ser ela.

As santas mulheres e Nossa Senhora juntaram-se mais adiante a Nosso Senhor e foram até o alto do Calvário. A Virgem Santíssima está acima de todo elogio. As santas mulheres, que A acompanharam, merecem um elogio que participa do louvor a que Nossa Senhora fez juz. Mas, fora disso, inércia.

Por ocasião da Semana Santa, o que mais se deve pedir a Nossa Senhora, é que Ela nos liberte desse estado de espírito, de tal mentalidade.

Se nosso Redentor está sofrendo, devo querer padecer aquilo que O atormenta. E sofrerei isso meditando nas dores d'Ele. Esse é o meu dever, dada a união que Ele condescendeu misericordiosamente em estabelecer entre Si mesmo e mim. E o que não for isso não pode deixar de ser qualificado senão de abominável.

Os dias em que vivemos são de gravidade, de tristeza, mas na última fímbria do horizonte aparece uma alegria incomparavelmente maior do que qualquer gáudio terreno: a promessa de um sol que nascerá – o Reino de Maria, anunciado, no ano de 1917, por Nossa Senhora, em Fátima."


_________________________

Bendita e louvada seja a Paixão do Redentor!
Que para nos livrar das culpas, padeceu por nosso amor!
+
Bendita sejais, Mãe do Redentor!
Por Vossa tão grande Dor!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Santa Igreja Católica - Corpo Místico de Cristo!

"E sereis odiados por todos por causa do meu nome. Mas o que perseverar até o fim será salvo."
Mc 13,13



"Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniqüidade, o filho da perdição."
2Tes 2,3

"Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens tornar-se-ão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons".
2Tm 3,1.5

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No post anterior, reproduzi um documento a partir do blog do Pe. Nuno Serras Pereira, o qual expõe de maneira muito clara, nos seus escritos, muitas das confusões/erros em que que o mundo actual está mergulhado.

Na verdade, este des-serviço à sociedade, estes atentados à dignidade humana, que são graves ofensas ao Bom Deus, estes ataques à Igreja de Nosso Senhor, só revelam e confirmam mais ainda - paradoxalmente - a origem sobrenatural da Santa Igreja Católica. Como Cristo, também ela é humilhada, ultrajada, enxovalhada, esbofeteada, também ela tem a Sua cruz, nesta verdadeira Via-Sacra do mundo. Nem poderia ser o contrário, sendo ela o Corpo Místico de Nosso Senhor.

Como o Senhor Jesus, a Igreja Católica revelou-se, - no dia de Pentecostes - cresceu numa maneira um tanto oculta, devido às perseguições dos primeiros tempos, teve a Sua manifestação pública quando foi proclamada a religião oficial do Império Romano, por Teodósio I, teve o seu auge de influência, salvando tantas almas, ensinando com tanta sabeoria na gloriosa Idade Média.

Assim como os Judeus começaram a conspirar contra Jesus durante a Sua vida pública, mesmo depois de verem os grandiosos e maravilhosos feitos d'Ele, também muitos começaram a conspirar contra o Seu Corpo Místico, ao longo dos séculos. Essa conspiração manifestou-se mais acentuadamente com revoltas e protestos, a partir do séc. XVI, em que houve rebeldes e dissidentes que se acharam, por inspiração do Maligno - o Diabo, que também tentou Jesus - detentores da verdade. Uma série de "iluminados" presunçosos, consideraram que a Igreja, durante 15 séculos, esteve a ensinar erros, talvez considerassem que Cristo não teria capacidade suficiente para fundar divinamente a Igreja Católica e, para satisfazerem os seus caprichos humanos, fundaram umas poucas de seitas protestantes (= protestavam contra a autoridade da Igreja de Roma), arrastando consigo muitas almas para o Inferno.

A Igreja começa a claudicar, assim como Cristo começa a advertir os seus discípulos para a Sua morte, já não muito distante. Mas, falando nos seus futuros tormentos e na Sua morte, Jesus fala logo imediatamente na Sua ressurreição. Assim também a Igreja caminhou para a hora da sua Via-Sacra.

Desde há cerca de 200 anos - e as aparições da Santíssima Virgem confirmam-no bem - que se libertam do Inferno muitos demónios e Deus concede-lhes esse tempo de poder, porque será curto, para espalhar o erro e a confusão, preparando um ataque final à Igreja Católica. Na tribulação, como diz a Sagrada Escritura, "quem perseverar até ao fim, será salvo". Nas aparições de La Salette, a Virgem diz-nos isso. Veio o "Iluminismo", com as suas ideias humanistas, já iniciadas na época do Renascimento e depois, a Revolução Francesa - uma porta aberta para o relativismo entrar na sociedade - e logo a seguir A partir daí, a sociedade, na verdade, apenas e só iniciou o caminho para a perdição. A Igreja Católica entra no Jardim do Horto e inicia a sua agonia.

No entanto, a Mãe Santíssima de Cristo, assim como o acompanhou na Sua Via-Sacra, acompanha também a Santa Igreja, "Maria, Mater Ecclesiae", e as Suas aparições e avisos foram cada vez mais urgentes e graves. Em Lourdes, pede penitência e esmaga algum poder dos demónios infernais espalhados pelo mundo, ao confirmar a Sua Imaculada Conceição. Em Fátima, renova ainda mais os pedidos e apelos à oração, à conversão, à penitência. Sofre e chora com a dor dos seus filhos, a dor da Igreja como sofreu e chorou com as dores do Seu Filho. Mas está lá e acompanha-O até à cruz. Assim como acompanha a Igreja e assiste-a, como Mãe solícita, até ao fim.

Rebentam duas guerras mundiais num só século! Vem o flagelo do nazismo. Aparecem modas indecentes; invenções muito úteis, mas que muitos usam para fins diabólicos, - televisões, computadores, internet; De década para década, o mundo, aos olhos dos perversos, fica mais evoluído, mais humano, mais moderno. Aos olhos do seu Criador e de quem n'Ele confia, acredita e Lhe é fiel, o mundo fica mais decadente, mais imoral, mais à beira do abismo.

Apesar disso, a Igreja continua a repetir os seus ensinamentos, continua a sua missão. Tal como Cristo, a caminho do Calvário, carregando a cruz, não desiste da sua missão de salvar a humanidade. Cristo, no caminho para o Calvário, encontra intermináveis dificuldades, inúmeras injúrias, é flagelado, é coroado de espinhos que se enterram na Sua Santa cabeça, é escorraçado pela multidão, mas continua, fiel à vontade do Pai até ao fim, por Seu grande amor à humanidade. Assim a Igreja segue firme na sua missão, que é a missão de Cristo: fazer a vontade de Deus, dando-Lhe maior glória e salvando as almas. Segue firme, ouvindo as vozes que bradam contra si, ouvindo injúrias, sendo agredida por todas e mais algumas coisas. Mas segue firme. Jesus, na Sua Via-Sacra, cai por terra três vezes. A Igreja, na sua caminhada, no meio da tribulação, sofre com as quedas dos seus membros - e são tantos - que a abandonam, que não são zelosos por ela, que a traem.

Tantos e tantos Judas - também ele Apóstolo - que traem a Igreja! Tantos Pedros, que a negam. Mas para eles, se arrependidos, o Senhor terá um olhar bondoso de perdão, como teve para São Pedro, que chorou o seu pecado. Tantos discípulos que a abandonam! Firmes permanecem junto da Cruz, Maria Santíssima, São João e mais umas quantas mulheres. Junto da Igreja, poucos serão os que permanecerão fiéis até ao fim.

De facto, a Igreja segue os passos d'Aquele que é a Cabeça do Corpo Místico. Chegará a hora, e não está longe, que poucos restarão fiéis à Santa Igreja e, portanto, fiéis a Cristo. Como Ele, a Igreja logo estará como que morta, sepultada. Por pouquíssimo tempo, Satanás conseguirá calar a Igreja e tentar desviá-la - como tentou com Jesus - da sua missão santificante. Mas rápido todo esse cenário desaparece. E como Jesus ressuscitou glorioso do sepulcro, a Igreja renascerá, renascerá a Cristandade e então, será a vitória de Deus, será a vitória do Coração Imaculado de Maria! E será, ao mesmo tempo, a derrota dos desgraçados que se julgaram vencedores. Será a desgraça daqueles que não souberam dar ouvidos e não acreditaram nesta boa Mãe e Mestra. A vitória de Nosso Senhor será, para eles e para Satanás e os seus anjos, a derrota definitiva, a desgraça eterna, sendo laçados num lugar onde há fogo que nunca se apaga e ranger de dentes.

Na verdade, apesar do mal que fazem as almas, apesar do seu destino terrível, os hereges, católicos apóstatas - entre os quais quantos quantos membros do clero que há muito perderam a Fé - católicos mornos, politicamente correctos, preferindo servir o mundo e as modernices, tendo nos bens materiais e efémeros o seu "deus", acabam por facilitar muito mais as coisas. Além de fazerem com que se cumpram as profecias dos últimos tempos, ajudam a definir bem o campo em que batalhar: Por Deus e pela Sua Igreja, ou pelo Demónio e pelo mundo. Só facilitam o trabalho de separação do trigo e do joio, pois só nas tribulações se vê quem é fiel ao Deus Altíssimo, sendo fiel à Sua Santa Igreja, e quem prefira negar a sua Fé, negar o Bom Deus e entrar no caminho da predição.

Apesar da gravidade do pecado que cometem os desgraçados que blasfemam contra à Igreja, levam-me cada vez mais a perceber que estou lutando - ou faço por isso - do lado certo. Lutar contra o mundo, contra os ventos satânicos que inspiram as mais perversas ideias (que se reflectem nas pérfidas leis ilegítimas - como o aborto, emparelhamento gay, eutanásia, "igualdade" entre religiões, etc...).

Lutando por Deus, como os antigos Cruzados.



Por Deus, princípio e fim de todas as coisas, para Sua maior glória, pela exaltação da Santa Igreja e pela salvação das almas.

Sob o olhar materno de Maria Santíssima, Auxílio dos Cristãos, nos acolhemos! Ámen.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Agressões contra a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica

"Porque virão tempos em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação." (2 Tm 4, 1-3).


Um texto que subscrevo integralmente:


Por Marcello Pera,

Filósofo, agnóstico e senador.

Publicado no Corriere della Sera 17.III.10

"A questão dos sacerdotes pedófilos ou homossexuais, que rebentou recentemente na Alemanha, tem como alvo o Papa. E, dadas as enormidades temerárias da imprensa, cometeria um grave erro quem pensasse que o golpe não acertou no alvo – e um erro ainda mais grave quem pensasse que a questão morreria depressa, como morreram tantas questões parecidas. Não é isso que se passa. Está em curso uma guerra.


Não propriamente contra a pessoa do Papa porque, neste terreno, tal guerra é impossível: Bento XVI tornou-se inexpugnável pela sua imagem, pela sua serenidade, pela sua limpidez, firmeza e doutrina; só aquele sorriso manso basta para desbaratar um exército de adversários. Não, a guerra é entre o laicismo e o cristianismo.


Os laicistas sabem perfeitamente que, se aquela batina branca fosse tocada, sequer, por uma pontinha de lama, toda a Igreja ficaria suja, e se a Igreja ficasse suja, suja ficaria igualmente a religião cristã. Foi por isso que os laicistas acompanharam esta campanha com palavras de ordem do tipo: «Quem voltará a mandar os filhos à igreja?», ou «Quem voltará a meter os filhos numa escola católica?», ou ainda: «Quem internará os filhos num hospital ou numa clínica católica?» Há uns dias, uma laicista deixou escapar uma observação reveladora: «A relevância das revelações dos abusos sexuais de crianças por parte de sacerdotes mina a própria legitimação da Igreja Católica como garante da educação dos mais novos.»


Pouco importa que semelhante sentença seja desprovida de qualquer base de prova, porque a mesma aparece cuidadosamente latente: «A relevância das revelações»; quantos são os sacerdotes pedófilos? 1%? 10%? Todos? Pouco importa também que a sentença seja completamente ilógica; bastaria substituir «sacerdotes» por «professores», ou por «políticos», ou por «jornalistas» para se «minar a legitimação» da escola pública, do parlamento, ou da imprensa. Aquilo que importa é a insinuação, mesmo que feita à custa de um argumento grosseiro: os sacerdotes são pedófilos, portanto a Igreja não tem autoridade moral, portanto a educação católica é perigosa, portanto o cristianismo é um engano e um perigo. Esta guerra do laicismo contra o cristianismo é uma guerra campal; é preciso recuar ao nazismo e ao comunismo para se encontrar outra igual. Mudam os meios, mas o fim é o mesmo: hoje, como ontem, aquilo que se pretende é a destruição da religião. Ora, a Europa pagou esta fúria destrutiva ao preço da própria liberdade.


É incrível que sobretudo a Alemanha, que bate continuamente no peito pela memória desse preço que infligiu a toda a Europa, se esqueça dele, hoje que é democrática, recusando-se a compreender que, destruído o cristianismo, é a própria democracia que se perde. No passado, a destruição da religião comportou a destruição da razão; hoje, não conduz ao triunfo da razão laica, mas a uma segunda barbárie.


No plano ético, é a barbárie de quem mata um feto por ser prejudicial à «saúde psíquica» da mãe. De quem diz que um embrião é uma «bola de células», boa para fazer experiências. De quem mata um velho porque este já não tem família que cuide dele. De quem apressa o fim de um filho, porque este deixou de estar consciente e tem uma doença incurável. De quem pensa que progenitor «A» e progenitor «B» é o mesmo que «pai» e «mãe». De quem julga que a fé é como o cóccix, um órgão que deixou de participar na evolução, porque o homem deixou de precisar de cauda. E por aí fora. Ou então, e considerando agora o lado político da guerra do laicismo contra o cristianismo, a barbárie será a destruição da Europa. Porque, eliminado o cristianismo, restará o multiculturalismo, de acordo com o qual todos os grupos têm direito à sua cultura. O relativismo, que pensa que todas as culturas são igualmente boas. O pacifismo, que nega a existência do mal.


Mas esta guerra contra o cristianismo seria menos perigosa se os cristãos a compreendessem; pelo contrário, muitos deles não percebem o que se está a passar. São os teólogos que se sentem frustrados com a supremacia intelectual de Bento XVI. Os bispos indecisos, que consideram que o compromisso com a modernidade é a melhor maneira de actualizar a mensagem cristã.


Os cardeais em crise de fé, que começam a insinuar que o celibato dos sacerdotes não é um dogma, e que talvez fosse melhor repensar essa questão. Os intelectuais católicos que acham que a Igreja tem um problema com o feminismo e que o cristianismo tem um diferendo por resolver com a sexualidade. As conferências episcopais que se enganam na ordem do dia e, enquanto auguram uma política de fronteiras abertas a todos, não têm a coragem de denunciar as agressões de que os cristãos são alvo, bem como a humilhação que são obrigados a suportar por serem colocados, todos sem descriminação, no banco dos réus. Ou ainda os chanceleres vindos do Leste, que exibem um ministro dos negócios estrangeiros homossexual, ao mesmo tempo que atacam o Papa com argumentos éticos; e os nascidos no Ocidente, que acham que este deve ser laico, que o mesmo é dizer anti-cristão. A guerra dos laicistas vai continuar, quanto mais não seja porque um Papa como Bento XVI sorri, mas não recua um milímetro.


Mas aqueles que compreendem esta intransigência papal têm de agarrar na situação com as duas mãos, não ficando de braços cruzados à espera do próximo golpe. Quem se limita a solidarizar-se com ele, ou entrou no horto das oliveiras de noite e às escondidas, ou então não percebeu o que está ali a fazer."

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Das emboscadas do Demónio,

R. Livrai-nos Senhor.

Dignai-vos conceder à Vossa Igreja a segurança e a liberdade para Vos servir.
R. Nós Vos suplicamos, ouvi-nos Senhor.

Dignai-vos humilhar os inimigos da Santa Igreja.
R. Nós Vos suplicamos, escutai-nos Senhor.