quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Inferno? Fogo eterno? Demónios? O que é isso?

"Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos."

Mt 25, 39-46



"E ainda há quem não acredite (!?) na real existência do Inferno, nas penas eternas, nos demónios ou espíritos malignos, assim como nas tentações diabólicas - às quais nem o próprio Filho de Deus foi poupado!; enfim, nas terríveis forças do mal, do Maligno, de todo o mal espiritual, imensamente piores do que todo o mal físico ou corporal deste mundo!...


Aliás, o Demónio, sozinho, pouco poder tem, bem pouco pode fazer, na medida em que Deus não lho permite, para além de certos limites; mas com a colaboração dos humanos, dos homens pecadores e ímpios, rebeldes e traiçoeiros, consegue coisas terríveis, horrendas, monstruosas, tais como as existentes no próprio Inferno eterno, criado para os demónios (ex-anjos decaídos) e para todos os humanos seus malditos sequazes!...


Ai de quem se alia ao Maligno, contra Deus e Sua Lei, ainda que indirecta ou levemente, sob a capa da falsa virtude, da falsa piedade, da falsa caridade, da falsa humildade!

Melhor lhe seria não ter nascido, dado que a hipocrisia exacerbada, ainda que oculta ou dissimulada, é tão nociva e execrável como o pior dos crimes, como o abominável escândalo!


E tudo isso começa pela soberba, pela tibieza, pelo egoísmo, pela impureza, pela pouca ou falsa fé, pela cobardia, pelo laxismo, pelo hedonismo, pelo relativismo, pelo materialismo... acabando no ateísmo e paganismo mais aberrantes e anticristãos, mais perversos e degradantes, autenticamente satânicos!...

E sabermos - porque eles próprios assumem ou dão-no a entender claramente! - que já há tantos clérigos e religiosos 'católicos' (!?) que também (já) não acreditam no Inferno e no Diabo, assim como são bastante críticos ou dissidentes em relação aos Dogmas católicos em geral, e até mesmo à Doutrina do Magistério Papal e da Sagrada Tradição... !?


Pode haver, porventura, pior escândalo, pior sacrilégio, pior heresia, pior apostasia, pior prejuízo, pior degradação, para a Igreja de Cristo, para todos os católicos e cristãos em geral, e certamente para toda a humanidade?!

De modo nenhum, na medida em que, embora a hipocrisia talvez não seja, em si mesma, o mais grave e pior dos sacrilégios e das heresias, é no entanto dos mais frequentes, devastadores e ruinosas, a (quase) todos os níveis!...


Não é por acaso que se diz, isto é, que vários Santos disseram e testemunharam - nomeadamente os grandes Místicos (como Santa Teresa de Ávila, S. João Bosco e Beata Alexandrina de Balasar, por exemplo) - que a maior tentação de Satanás, assim como de todas as forças malignas, é a de fazer crer que ele mesmo não existe, assim como o próprio Inferno, dado o facto de a vários Santos ter sido divinamente revelado que a maioria dos réprobos, já condenados no Inferno, é a daqueles que não acreditavam, ou deixaram de acreditar, que o mesmo Inferno eterno existe, absolutamente, assim como os respectivos espíritos malignos, ex-anjos decaídos, para quem ele mesmo foi criado originalmente!...

Se isso - do Inferno e do Diabo não existirem - fosse verdade, por hipótese absurda, para que serviriam, afinal, as dezenas de revelações e ensinamentos do Senhor Jesus, a própria Palavra de Deus, nos Santos Evangelhos, sobre a real existência dos mesmos - Demónios e Inferno eterno?!

Para que serviriam os Mistérios da Encarnação e da Redenção, em ordem à salvação espiritual de toda a humanidade, uma vez que, segundo os cépticos e relativistas, todos os justos pecadores estariam, sem necessidade disso mesmo, automaticamente salvos, só pela infinita Misericórdia de Deus, e jamais pela Sua infinita e perfeitíssima Justiça?!


Para que serviriam, enfim, todas as virtudes e boas-obras, toda a perfeição e santidade, que o próprio Senhor Jesus tanto recomendou, como condição exclusiva para termos direito ao Reino do Céu, à Salvação eterna, em alternativa aos suplícios eternos?!


Então, o próprio Filho de Deus, nosso único Redentor e Salvador, estaria a mentir, ou a exagerar, pelo menos, como se fosse um falso profeta ou um falso messias (?!), Ele mesmo que disse e proclamou:

«Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida...

Ninguém chega ao Pai, a não ser por Mim».

Tudo isso, para já não falar de dezenas ou centenas de revelações particulares, como, por exemplo, as Mensagens de Fátima e de Lourdes, para além das inúmeras da maioria dos Santos beatificados e canonizados, todos elas reconhecidas, oficialmente ou implicitamente, pela Santa Igreja...

Como, por exemplo, a visão do próprio Inferno - nua e cruamente, genuína e terrivelmente! - aos Pastorinhos de Fátima, apesar de simples e inocentes crianças, como verdadeiros mensageiros da Virgem Santíssima, Mãe de Deus e nossa Mãe, visando apenas a Salvação eterna da nossa alma, como única alternativa ao Inferno eterno!?

E mais ainda, disse Nossa Senhora aos Videntes de Fátima, e por eles a todos nós:

«Vistes os Inferno, para onde vão os pobres pecadores!...

Para salvá-los [dessas mesmas penas eternas], Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração» (...)

«Rezai, rezai muito e fazei penitência pela conversão dos pobres pecadores, porque vão muitas almas para o Inferno, por não terem quem reze e se sacrifica por elas»!

E ainda, ou mais exactamente, já há tantos sacerdotes e pseudo-teólogos - mais filósofos do que teólogos, dissidentes e relativistas, autênticos novos-hereges (!?), e em maior quantidade do que nunca - para já não falar também de vários bispos (dissidentes, tíbios e omissos ou cúmplices)! -, que dizem, insinuam, alegam ou afirmam, arrogante e insensatamente (diabolicamente!), expressa ou tacitamente, que as Sagradas Escrituras em geral e os Santos Evangelhos em particular se encontram, a grosso modo, 'mal traduzidos' e/ou foram/são 'mal interpretados' pelos inúmeros exegetas e hermeneutas, inclusivamente pelos maiores santos e expoentes na matéria, como S. Tomás de Aquino, Santo Agostinho e - até mesmo! - o próprio S. Paulo Apóstolo... !?

E, talvez pior ainda, dizem/declaram, arrogante e estultamente, que a maioria das passagens (se não mesmo todas!) da Sagrada Escritura, incluindo os Santos Evangelhos, não são propriamente para serem traduzidas ou interpretadas à letra -- nem sequer quando há, efectivamente, um estrito e rigoroso sentido pelo qual assim mesmo foram escritas, a fim de não darem azo a qualquer tipo de abuso, de cariz simbólico ou metafórico! --, mas apenas, ou em geral, segundo a livre consciência ou crença de cada um, de cada cristão (considerando assim a consciência individual superior à verdadeira Fé ou a qualquer dogma católico!), ainda que o Magistério da Igreja defina e ensine de modo diferente, ou precisamente ao contrário, em conformidade com a Sagrada Tradição... !?

Enfim, os próprios protestantes (salvo algumas honrosas excepções), assim como várias seitas pseudo-cristãs bastante conhecidas, não diriam ou pensariam pior, de modo mais rebelde, sacrílego e aberrante!...

Valha-nos Deus e Maria Santíssima!!!

Rezemos e sacrifiquemo-nos, pois, por tais dissidentes, ímpios e hereges empedernidos, assim como por nós mesmos, que ninguém, sem a Graça de Deus, está livre de chegar a tais extremos diabólicos."

(José Mariano)

Fonte: texto extraido do site.

http://nova-evangelizacao.blogspot.com/

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Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno!
Levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Festa da Cátedra de São Pedro

"Tu es Petrus et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam et portae inferi non praevalebunt adversum eam. et tibi dabo claves regni cælorum et quodcumque ligaveris super terram erit ligatum in cælis et quodcumque solveris super terram erit solutum in cælis."

"Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado nos céus". (Mt. 16, 18-19).

A Cátedra de Pedro, dom de Cristo à Sua Igreja

"A Liturgia latina celebra hoje [22 de Fevereiro] a festa da Cátedra de São Pedro. Trata-se de uma tradição muito antiga, testemunhada em Roma desde o século IV, com a qual se dá graças a Deus pela missão confiada ao Apóstolo Pedro e aos seus sucessores. Literalmente, a "cátedra" é a sede fixa do Bispo, posto na igreja matriz de uma Diocese, que por isso é chamada "catedral", e constitui o símbolo da autoridade do Bispo e, em particular, do seu "magistério", ou seja, do ensinamento evangélico que ele, enquanto sucessor dos Apóstolos, é chamado a conservar e a transmitir à Comunidade cristã. Quando o Bispo toma posse da Igreja particular que lhe foi confiada, ele, com a mitra e o báculo, senta-se na cátedra. Como mestre e pastor, daquela sede ele orientará o caminho dos fiéis, na fé, na esperança e na caridade.

Portanto, qual foi a "cátedra" de São Pedro? Escolhido por Cristo como "rocha" sobre a qual edificar a Igreja (cf. Mt 16, 18), ele começou o seu ministério em Jerusalém, depois da Ascensão do Senhor e do Pentecostes. A primeira "sede" da Igreja foi o Cenáculo, e provavelmente naquela sala onde também Maria, a Mãe de Jesus, rezou juntamente com os discípulos para que fosse reservado um lugar especial a Simão Pedro. Em seguida, a sé de Pedro tornou-se Antioquia, cidade situada à margem do rio Oronte, na Síria, hoje na Turquia, naquela época terceira metrópole do império romano, depois de Roma e de Alexandria do Egipto. Daquela cidade, evangelizada por Barnabé e Paulo, onde "os discípulos receberam, pela primeira vez, o nome de "cristãos"" (Act 11, 26), onde, portanto, nasceu para nós o nome de cristãos, Pedro foi o primeiro Bispo, a tal ponto que o Martirológio Romano, antes da reforma do calendário, previa também uma celebração específica da Cátedra de Pedro em Antioquia. Dali, a Providência conduziu Pedro até Roma. Portanto, temos o caminho de Jerusalém, Igreja nascente, em Antioquia, primeiro centro da Igreja acolhida pelos pagãos e ainda unida com a Igreja proveniente dos Judeus. Depois Pedro dirigiu-se para Roma, centro do Império, símbolo do "Orbis" a "Urbs" que expressa o "Orbis" a terra onde ele terminou com o martírio a sua corrida ao serviço do Evangelho. Por isso a sede de Roma, que tinha recebido a maior honra, acolheu também o ónus confiado por Cristo a Pedro, de se colocar ao serviço de todas as Igrejas particulares, para a edificação e a unidade de todo o Povo de Deus.

A sede de Roma, depois destas migrações de São Pedro, torna-se assim reconhecida como a do sucessor de Pedro, e a "cátedra" do seu Bispo representou a do Apóstolo encarregado por Cristo, de apascentar todo o seu rebanho. Testemunham-no os mais antigos Padres da Igreja, como por exemplo Santo Ireneu, Bispo de Lião, proveniente porém da Ásia Menor, que no seu tratado Contra as heresias descreve a Igreja de Roma como "a maior e a mais antiga, conhecida por todos; ...fundada e constituída em Roma pelos dois gloriosíssimos Apóstolos Pedro e Paulo"; e acrescenta: "Com esta Igreja, pela sua exímia superioridade, deve conciliar-se a Igreja universal, ou seja, os fiéis que estão em toda a parte (III, 3, 2-3). Tertuliano, um pouco mais tarde, por sua vez, afirma: "Como é feliz esta Igreja de Roma! Foram os próprios Apóstolos que derramaram nela, com o próprio sangue, toda a doutrina" (A prescrição dos hereges, 36). Portanto, a cátedra do Bispo de Roma representa não apenas o seu serviço à comunidade romana, mas a sua missão de guia de todo o Povo de Deus.

Celebrar a "Cátedra" de Pedro, como fazemos hoje, significa, portanto, atribuir-lhe um forte significado espiritual e reconhecer-lhe um sinal privilegiado do amor de Deus, Pastor bom e eterno, que quer reunir toda a sua Igreja e orientá-la no caminho da salvação. Entre os numerosos testemunhos dos Padres, apraz-me evocar o de São Jerónimo, tirado de uma das suas epístolas escritas ao Bispo de Roma, particularmente interessante porque faz referência explícita precisamente à "cátedra" de Pedro, apresentando-a como segura meta de verdade e de paz. Assim escreve Jerónimo: "Decidi consultar a cátedra de Pedro, onde se encontra aquela fé que a boca de um Apóstolo exaltou; agora venho pedir um alimento para a minha alma ali, onde outrora recebi a veste de Cristo. Não busco outro primado, a não ser o de Cristo; por isso, ponho-me em comunhão com a tua bem-aventurança, ou seja, com a cátedra de Pedro. Sei que sobre esta pedra está edificada a Igreja" (Cartas I, 15, 1-2).

Amados irmãos e irmãs, na abside da Basílica de São Pedro, como sabeis, encontra-se o monumento à Cátedra do Apóstolo, obra adulta de Bernini, realizada em forma de um grande trono de bronze, sustentado pelas imagens de quatro Doutores da Igreja, dois do Ocidente, Santo Agostinho e Santo Ambrósio, e dois do Oriente, São João Crisóstomo e Santo Atanásio. Convido-vos a deter-vos diante desta obra sugestiva, que hoje é possível admirar decorada com numerosas velas, e rezar de maneira particular pelo ministério que Deus me confiou. Elevando o olhar ao vitral de alabastro que se abre precisamente acima da Cátedra, invocai o Espírito Santo a fim de que sustente sempre com a sua luz e a sua força o meu serviço quotidiano a toda a Igreja. Por isto, bem como pela vossa atenção devota, agradeço-vos de coração."

PAPA BENTO XVI, Audiência Geral de 22 de Fevereiro de 2006.

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Oremos pelo Santo Padre:

Ó Jesus cabeça invisível da Santa Igreja, que a fundastes sobre uma firme pedra, e prometestes que as portas do Inferno não prevalecerão nunca contra ela, conservai, fortificai e guiai aquele que lhe destes por cabeça visível. Fazei que ele seja o modelo do vosso rebanho, assim como é o seu pastor. Seja ele o primeiro por sua santidade, doutrina e paciência, assim como o é por sua dignidade; seja ele o digno Vigário de vossa Caridade, assim como o é da vossa Autoridade. Inspirai-lhe um zelo ardente de vossa glória, da salvação das almas e da santa religião. Dai-lhe coragem invencível para combater os inimigos de vosso Santo Nome, e uma firmeza inabalável, para se opor aos estragos do erro e da impiedade. Dai-lhe a plenitude do vosso espírito, para conduzir a barca agitada de vossa Santa Igreja através dos escolhos que a cercam.

Consolai o seu coração aflito, sustentai sua alma abatida, fazei voltarem suas ovelhas desgarradas. Ajudai-o a levar o peso de sua alta dignidade e de todos os trabalhos que a acompanham. Dignai-Vos, ó meu Deus, escutar benigno os votos que Vos dirigimos por ele, e concedei-lhe longos anos, para aumentar a vossa glória e o triunfo da vossa Santa Religião.

V. Oremos pelo nosso Sumo Pontífice Bento XVI;

R. O Senhor o conserve, vivifique e beatifique na terra, e não o entregue nas mãos de seus inimigos. Amén.

Pai Nosso; Ave-Maria; Gloria Patri
Jesus, Nosso Senhor, cobri com a protecção do vosso divino Coração o nosso Santíssimo Padre Bento XVI e sede a sua luz, sua força e seu consolo. (300 dias de indulgência)
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Santa Maria, Mãe da Igreja,
Rogai por nós e abençoai o Santo Padre!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A vida humana começa no momento da CONCEPÇÃO!

"Antes mesmo de te formares no ventre materno, Eu te conheci;
antes que saísses do seio, Eu te consagrei". (Jr 1,5).




Quanto mais avança a pesquisa científica, mais claramente fica demonstrado que a vida começa na concepção. Mas cientistas a serviço da morte e da causa assassina de bebés (vulgo aborto, ou mais giro ainda, a eufemística "IVG"), tudo fazem para tentar provar o contrário.

O Dr. Dalton Luiz de Paula Ramos é professor da Universidade de São Paulo, onde há 25 anos lecciona Ética Profissional; e na última década, Bioética, além de ter participado de outras instituições de ensino (em cursos de graduação e pós-graduação na área de Bioética) e de comités de ética.

Coube a ele dissertar sobre o tema “Inconsistências conceptuais sobre o início da vida humana”, na audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal, realizada em Brasília em 20 de Abril de 2007, referente à Acção Directa de Inconstitucionalidade (ADIn nº 3510) contra o art. 5º e parágrafos da Lei nº 11.105, de 24 de Março de 2005, que permite, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias.

Catolicismo — Qual é a natureza do presente debate sobre experiências científicas com embriões humanos?

Prof. Dalton — A natureza do debate é discutir o momento do início da vida. Julgo importante reafirmar um facto. No meu ponto de vista — devidamente demonstrado, como explicarei —, uma nova vida humana, segundo a Biologia e a Genética, começa no exacto momento da fecundação. Uma nova vida humana, zigoto, embrião etc.

A Biologia e a Genética vão empregar diferentes terminologias para caracterizar diferentes estágios do desenvolvimento, mas o fato é que, no momento da junção de dois gâmetas (masculino e feminino) uma identidade geneticamente única se formou. Portanto, no momento da fecundação cria-se um património genético diferente daquele do pai e da mãe. Esse é um aspecto importante que merece ser ressaltado, porque a identidade dessa nova vida se cria já naquele exacto momento chamado fecundação.

Catolicismo — Isto já se encontra demonstrado pela Biologia e pela Genética?

Prof. Dalton — Na verdade, a Biologia nos demonstra esse cenário não só no campo do ser humano. Ao longo da História, a reprodução sexuada sempre gerou novos organismos diferentes dos pais. Entre organismos aquáticos, por exemplo, com fecundação externa, essa alteridade se torna evidente.

Ninguém pensaria que um alevino (forma embrionária de peixe) ou um girino (larva de anfíbio) é parte do corpo de sua mãe. Sua alteridade é evidente. Mas seu “status” embriológico é comparável ao de um feto humano. E o aspecto que hoje fica evidente é que, quanto mais se pesquisa, mais rica e detalhada se torna a realidade da vida humana desde o momento da concepção. Aliás, eu gostaria de frisar este aspecto da realidade como método. Para tal estudo é necessário termos acesso a todos os elementos dessa realidade.

Catolicismo — Se tal estudo não é fácil nem para os cientistas, o que dizer para a sociedade em geral?

Prof. Dalton — Com efeito, isto constitui uma grande dificuldade quando falamos de biotecnologia. No mais das vezes, o que chega à sociedade em geral são informações parciais, que nem sempre ajudam à formação de um juízo claro que possa embasar de forma bem mais consistente as decisões.

A Embriologia é uma ciência muito complexa, que exige muito estudo para se chegar a uma visão mais clara desta realidade. Ora, o público leigo não tem necessariamente tal clareza, até que os cientistas o informem. Ao embrião humano não se pode dispensar o tratamento conferido a uma entidade biológica qualquer. E este é um aspecto importante pois o estudo do embrião humano enfrenta várias dificuldades.

Uma delas é o fato de ele ser muito pequeno. Assim sendo, fica difícil àqueles que não têm acesso aos recursos tecnológicos (ao conhecimento tecnológico que permita a obtenção de uma visão mais clara do que venha a ser este embrião) entender efectivamente o que ele representa.

Catolicismo — O embrião humano pode ser desenvolvido em laboratório, fora do útero materno?

Prof. Dalton — O embrião humano não é um simples aglomerado de células, pois o comportamento dessas primeiras células embrionárias, que formam um conjunto denominado embrião, é totalmente diferente do comportamento de outras células agrupadas. Em inúmeros laboratórios de pesquisa são hoje desenvolvidas culturas de células humanas. Retira-se pequeno segmento da pele, por exemplo, e esse pequeno segmento de pele, com uma tecnologia que já dominamos há quase um século, é cultivado em laboratório.

Essa cultura de células tem uma grande importância na pesquisa científica, pois permite aos pesquisadores testar a toxicidade de medicamentos, o comportamento dessas células, o comportamento de algumas das suas proteínas. Enfim, viabiliza uma série de estudos importantíssimos no cenário científico. Temos células humanas colocadas em um ambiente propício. Basicamente lhes é oferecido um ambiente protegido, onde elas possam dispor dos alimentos necessários.

Nestas condições de suporte de vida, essa cultura de células permanecerá como tal enquanto os recursos tecnológicos o permitirem. Agora vamos fazer um paralelo com o embrião humano. Se ao embrião humano forem oferecidas condições de protecção, acolhida e alimentação necessárias, ele vai se desenvolver de acordo com um processo ou projecto que já foi nele colocado: a vida humana como um processo contínuo, coordenado e progressivo. Mas ainda que não disponhamos de tanta tecnologia.

Catolicismo — O Sr. poderia explicar esse processo com mais detalhes?

Prof. Dalton – Ele é contínuo porque tem um ponto de início, isto é, o surgimento de uma nova vida humana, um novo ser com identidade própria, distinto de todos os outros. Contínuo ainda porque tem um ponto de fim, que nós chamamos de morte, quando se interrompe este processo. Quanto tempo isto vai durar? Vai depender de cada um, da história de cada um em particular. Pode durar uma semana ou durar cem anos.

O processo é coordenado, porque auto-suficiente. Auto-suficiente no próprio projecto, pois possui todas as instruções para que se realizem os processos biológicos necessários à continuidade desta vida. O embrião não pergunta à sua mãe, depois da nidação, o que ele precisa fazer para constituir seu braço ou sua perna. Ele “sabe”!

É também progressivo, pois se oferecermos ao embrião as condições necessárias, se lhe oferecermos o amparo e a acolhida de que precisa, ele sempre passará para um estágio seguinte. Ultrapassada uma etapa de desenvolvimento, passa à etapa seguinte, sem regressos. Em condições normais não há regressos, e essas evoluções vão compor uma biografia.

O Massacre dos Inocentes, pintado por Giotto, ordenado por Herodes há mais de 2000 anos. Hoje o massacre repete-se em todo o mundo.


Catolicismo — Isso significa então que a vida humana não se limita àquilo que um leigo pode perceber sem a ajuda de aparelhos?

Prof. Dalton — Esse conhecimento da vida humana, nós todos temos, independentemente do nosso cabedal de informações na área da Genética ou da Biologia, porque quando falamos de vida humana, estamos falando de algo que nos diz respeito. Independentemente do nosso conhecimento científico, esse processo que eu mencionei se torna evidente após o nascimento.

Todos concordam que isso reflecte o desenvolvimento da vida a partir do parto da criança, que vai se transformar em um adolescente, em um adulto, em um idoso: um início e um fim. Ora, se dispusermos de outra lupa, de outro sistema para ver essa realidade — o que a biotecnologia nos oferece —, nós vamos retrocedendo nessa cronologia até chegarmos à constatação de que, já naquele primeiro instante da concepção, se configuram todas estas categorias, todo esse processo que acabei de descrever.

Catolicismo — A vida começaria na nidação?

Prof. Dalton — Não! Não começa na nidação! A nidação, que é a implantação e fixação do ovo no útero da mãe, apenas fornece ao novo ser a possibilidade de se alimentar e se desenvolver. Quando um recém-nascido está sendo amamentado, torna-se muito claro para nós o seu vínculo, o seu maravilhoso vínculo com a mãe. Se uma criança recém-nascida não é alimentada pela mãe, ela morre! Quanto à nidação, é possível através de microscópio ver o embrião ali, ligado ao útero da mãe. Se a um embrião não for oferecida a oportunidade de chegar à nidação, ele não se tornará feto, vai morrer e ser eliminado.

Catolicismo — A relação com a mãe constitui originária e estruturalmente o novo ser?

Prof. Dalton — Não! É a realidade do novo ser que torna possível a relação! Não há relação se não existe um ser humano que se relaciona com outro ser humano. Então, quando falamos de relação, nós estamos reconhecendo que existem dois seres humanos. A implantação faz simplesmente com que o embrião cresça e se desenvolva. Nesse sentido, eu lembro uma situação que é muito frequente, e que muitas mães poderão relatar: a existência de embriões congelados não tira da mãe que os cedeu o significado da relação dela para com eles. Muitas mães podem relatar isto.

Catolicismo — Alguns cientistas favoráveis à pesquisa com células-tronco embrionárias afirmam que não é possível haver um ser humano se ainda não existe o cérebro. Pode-se dizer que o cérebro começa a actuar quando, exactamente?

Prof. Dalton — Sabemos que o cérebro se desenvolve porque o embrião o faz desenvolver-se. Não é o inverso! O cérebro do feto não vai se desenvolver por acção da mãe. Desenvolve-se por meio dos genes que estão dentro do embrião desde o primeiro momento da fecundação.

Catolicismo — Dada a grande incidência de abortos espontâneos nas primeiras semanas da gravidez, alguns questionam se é possível falar em vida neste período.

Prof. Dalton — É claro que sim! O aborto espontâneo é uma interrupção muito precoce desta vida, um episódio de morte, o que não descaracteriza o facto de que esta vida ocorreu. Mesmo que o prognóstico seja de morte em função de um aborto espontâneo –– ou em função de uma intervenção tecnológica que privou este embrião de continuar seu processo, que priva este embrião do corpo da mãe, e que conserva este embrião congelado –– não podemos, por isto, dizer que esta vida nunca existiu, não descaracteriza o facto de que esta vida ocorreu. Seria o mesmo que dizer que não estamos vivos porque um dia iremos morrer! Frente à baixa perspectiva de virem a ser implantados e viabilizados alguns desses embriões crio-conservados, equivaleria à pena de morte uma lei autorizando a utilizá-los para qualquer finalidade.

Catolicismo — Visto que o embrião pode se dividir em dois ou mais, formando gémeos com a mesma base genética, podemos ter certeza de sua individualidade?

Prof. Dalton — Essa individualidade existe! A geminação do embrião para formar os gémeos não destrói o primeiro embrião. Em todos esses argumentos existe uma discussão, não a respeito da distinção entre a individualidade materna e a individualidade do embrião. O que se discute, ainda que implicitamente, é se essa vida é “humana”, isto é, se compartilha todos os atributos de um indivíduo humano.

Nesse particular, estamos retrocedendo na história da civilização ocidental. Os bárbaros exigiam que os recém-nascidos demonstrassem ter atributos humanos para serem plenamente reconhecidos no seio da comunidade social. Agora retornamos — de forma mais elaborada, talvez — à mesma discussão e à mesma exigência daqueles povos. Aos poucos, impregnados por tais erros, chegamos à conclusão de que pode ser válido matar todos aqueles que não sejam viáveis ou não tenham potência suficiente para se proteger. Sociedades assim são plenamente conhecidas ao longo da História, e seus mais recentes representantes, o nazismo e o stalinismo, ainda estão presentes na memória colectiva.

Por tudo isso, a sociedade até poderá assumir (!) um critério de “humanidade” que se baseie na potência e viabilidade do organismo, porém não poderá negar que essa opção contraria o dado biológico, que caracteriza o “humano” por seus atributos genéticos e por sua expressão orgânica. Ainda mais, tal critério de “humanidade” traz o perigo do casuísmo e da própria negação da vida como direito universal.

Claro que estamos todos interessados na busca de terapêuticas que possam resolver os males que afligem a nós mesmos e a nossos irmãos. Nesta discussão se apresentam indícios científicos de terapêuticas que podem ser eficazes para a solução de uma série de problemas de saúde, como é o caso das pesquisas em que se empregam células-tronco originárias de tecidos adultos — o que não implica na destruição de embriões — ou na reprogramação celular, quando células-tronco originárias de tecidos adultos, por meio de intervenções genéticas realizadas em laboratórios, adquirem os atributos biológicos de totipotência similares aos das células embrionárias para que, então, possa se pesquisar esses atributos para possíveis usos terapêuticos.

O segundo aspecto –– reconhecimento do embrião como vida humana –– não se contrapõe às exigências éticas que devem regular a busca dessas terapêuticas. Hoje, é público e notório que o uso de células-tronco adultas oferece os resultados terapêuticos que a sociedade exige e precisa.


Fonte: Revista Catolicismo, em http://www.catolicismo.com.br/

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Virgem Santíssima, Mãe do Autor da Vida,
Rogai por nós!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A 20 de Fevereiro - Na rua, por Portugal!

"Ai do mundo, por causa dos escândalos! São inevitáveis, decerto, os escândalos; mais ai do homem por quem vem o escândalo!" ( Mt. 18-7).


"[O homossexualismo] busca destruir as muralhas da Pátria celeste e tornar redivivos os muros da Sodoma calcinada. Ele, com efeito, viola a temperança, mata a pureza, jugula a castidade, trucida a virgindade, que é irrecuperável, com a espada da mais infame união. Tudo infecta, tudo macula, tudo polui, e tanto quanto está em si, nada deixa puro, nada alheio à imundície, nada limpo. Para os puros, como diz o Apóstolo, todas as coisas são puras; para os impuros e infiéis, nada é puro, mas estão contaminados o seu espírito e a sua consciência (Tit. I, 15)."

São Pedro Damião, Bispo e Doutor da Igreja, "Liber Gomorrhiamus", c. XVI

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"Irei à manifestação no próximo Sábado;

Irei "lixado" com o rumo do país;

Irei, não com espírito de festa, porque não há nada para celebrar politicamente;

Irei expressar a minha indignação diante de tanto mal feito à família e ao casamento;

Irei dizer BASTA a tanta perversão e loucura;

Irei declarar que a comunicação social está infiltrada por gente que tem uma agenda política que serve uma minoria e que nada tem a ver com o bem comum;

Irei dar testemunho da minha ;

Irei dizer que não há meias verdades;

Irei comunicar que não há forma de ludibriar o povo com retóricas políticas e pseudo-vitimizações;

Irei clamar pela Verdade;

Irei dizer CHEGA!!!

Por Portugal!"

Fonte: www.oinimputavel.blogspot.com
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Chega de PALHAÇADAS e VERGONHAS neste país! Mostremos a nossa força a favor da VIDA, da FAMÍLIA, do CASAMENTO.

Por muito menos, foram dados castigos exemplares a várias nações...

Erguei-Vos, Senhor! Porque pareceis dormir? Defendei a Vossa causa e não abandoneis aqueles que Vos procuram!

Piedade para este país, Senhor!

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Nossa Senhora, Mãe Puríssima, rogai por este Portugal, que é Vosso!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O último olhar dos Mártires

"Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos ultrajarem e quando repelirem o vosso nome como infame, por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos naquele dia e exultai, porque grande é a vossa recompensa no Céu." (São Lucas, 22-23)

Martírio de Santo André - Crucificação

A espada o trespassa violentamente;

Mas sua face já não demonstra dor.

Olha fixamente para o oriente,

Onde foi erguida a Cruz do Senhor.

Martírio de São Sebastião - Trespassado com lanças.

Ó Cruz, para os malditos sinal de reprovação;

Que para os justos te tornaste sinal de salvação.

É para vós que este cruzado olha e admira;

E ad orientem entrega a sua vida;

E a este Oriente Santo Estevão fitou,

Quando a multidão de infiéis o apedrejou.

Perpétua e Felicidade, o Nascente contemplaram,

E confiantes o martírio enfrentaram.

Martírio de Santo Estevão - Apedrejamento

E é para este destino que agora marchamos;

Intérpidos de espadas nas mãos avançamos;

Que as nossas vidas em vão não sejam ceifadas;

E que o nosso sangue leve à libertação da Terra Sagrada.



Voltados ao Senhor, o oriente vos ilumina

A terra treme e as palavras exorcizam;

Os demónios fogem ao odor do incenso,

E a glória de Deus preenche o Seu Templo.



Admirando o Sol nascente

Naquela direcção alguém havia sofrido verdadeiramente,

Que no alto do monte havia padecido um inocente.

A morte, nesse momento é glória,

Sua vida pelo Evangelho é vitória

Seu nome será parte na História,

Sua coragem para sempre memória.


Martírio de Santa Cecília - Degolada.

E o oriente seus olhos miram,

Enquanto a lâmina lhe corta a vida,

No rosto de dor o olhar brilha.

Eis o "fim" de um guerreiro de Cristo,

Fitando a direcção onde houve o maior dos sacrifícios;

Oriente este para onde se voltava o último olhar dos Mártires,

De onde reflectira a luz de Cristo em suas espadas no combate.

Jefferson Nóbrega
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Todos os santos Mártires de Deus,
Rogai por nós!

Em defesa da FAMÍLIA

"Este vício [do homossexualismo] não é absolutamente comparável a nenhum outro, porque supera a todos em enormidade. Este vício produz, com efeito, a morte dos corpos e a destruição das almas. Polui a carne, extingue a luz da inteligência, expulsa o Espírito Santo do templo do coração do homem, nele introduzindo o Diabo que é o instigador da luxúria, conduz ao erro, subtrai totalmente a Verdade da alma enganada, prepara armadilhas para os que nele incorrem, obstrui o poço para que daí não saiam os que nele caem, abre-lhes o Inferno, fecha-lhes a porta do Céu (...).
Alguém que tenha caído nesse abismo de extrema perdição, (...) não pode ser verdadeiramente feliz enquanto vive, nem ter esperança quando morre, porque agora, é obrigado a sofrer o opróbrio da derrisão dos homens e, depois, o tormento da condenação eterna."

São Pedro Damião "Liber Gomorrhianus", c. XVI, citado em www.beinbetter.wordpress.com


Pela VERDADEIRA FAMÍLIA, pelos valores inegociáveis da mesma FAMÍLIA e contra as perversas leis que permitem as maiores aberrações (depois da matança de crianças, neste caso o emparelhamento de homossexuais), faço minhas as palavras do Pe. Nuno Serras Pereira:

"A 20 de Fevereiro, dia dos Bem-Aventurados Francisco e Jacinta, Pastorinhos de Fátima, uma multidão de ovelhas vai reunir-se (às 15h, na praça do Marquês de Pombal, descendo depois a Av. da Liberdade e terminando na praça dos Restauradores em Lisboa) com a finalidade de testemunharem publicamente a verdade sobre o casamento e a família. Tenho para mim que onde está o rebanho, acossado aliás pela alcateia, não pode faltar o Pastor e essa é claramente uma razão para não faltar. Por isso, se Deus quiser, lá estarei.

Lá estarei, por amor ao único e verdadeiro casamento, a saber, entre um homem e uma mulher, numa união aberta à vida, exclusiva e indissolúvel até que a morte os separe.

Lá estarei por amor ao conceito de vida Boa que possibilite o Bem Comum, isto é, o bem de todos e de cada um.

Lá estarei, por amor à Justiça que é negada por leis iníquas que a violam.

Lá estarei por amor à família tão desdenhada, agredida e maltratada nestes últimos anos.

Lá estarei por amor às novas gerações para que não sejam corrompidas, em nome do amor e da felicidade com aquilo que o polui e a desgraça.

Lá estarei por amor a todas as pessoas que experimentem desejos eróticos/sexuais por outras do mesmo sexo para que se vejam livres de uma lei injusta (legalização do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo) que só contribuirá para agravar os seus problemas.

Há aí alguém que me queira acompanhar? Que queira também assim amar?"

Fonte: Pe Nuno Serras Pereira, 09.02.2010, em www.jesus-logos.blogspot.com/

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Francisco e Jacinta, Pastorinhos de Fátima
Rogai por nós! Rogai por Portugal!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carnaval - Uma grave ofensa a Nosso Senhor

"Nestes dias, Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes".
(Santo Afonso Maria de Ligório)


Ó desgraçados mundanos, amadores do tempo!

"Naquele dia, tirará o Senhor o enfeite dos anéis dos tornozelos,
e as toucas, e os ornamentos em forma de meia-lua;
os pendentes, e os braceletes, e os véus esvoaçantes;
os turbantes, as cadeiazinhas para os passos,
as cintas, as caixinhas de perfumes e os amuletos;
os sinetes e as jóias pendentes do nariz;
os vestidos de festa, os mantos, os xales e as bolsas;
os espelhos, as camisas finíssimas, os atavios de cabeça e os véus grandes.
Será que em lugar de perfume haverá podridão,
e por cinta, corda; em lugar de encrespadura de cabelos, calvície;
e em lugar de veste sumptuosa, cilício;
e marca de fogo, em lugar de formosura.
Os teus homens cairão à espada, e os teus valentes, na guerra.
As suas portas chorarão e estarão de luto;
Sião, desolada, se assentará em terra."
(Isaías 3:18-26).


"Ó mundanos, amadores do tempo e das coisas que com ele passam e totalmente esquecidos do eterno, lembrai-vos que há de vir um dia, cláusula de todos os dias e princípio de duas eternidades, uma de suma felicidade outra de miséria suma, uma nas alturas louvando a Deus, outra blasfemando de Deus nas profundezas.
Vós outros que consumis os dias e os anos em vosso deleite e adiais a penitência de hoje para amanhã, de amanhã para outro dia e outro ano e muitos anos! Oh que mau é o vosso engano agora e que pior será então o vosso desengano?
Há de chegar (é certo) aquele estado, onde não há amanhã, nem tarde, hoje, nem ontem, nem séculos, nem anos, nem dias, nem horas, nem diferença alguma de tempo, senão uma duração fixa e interminável, ou sempre gozando de Deus ou sempre ardendo em fogo. Temamos estes sinais à vista de tão horrendo significado, e empreguemos os breves espaços da vida temporal como quem há de vir a parar nos da eterna."

(Exercícios espirituais - II - 113 - Pe. Manuel Bernardes)


Ó insensatos e duros de coração,
tão profundamente apegados à terra,
que de nada gostam senão das coisas carnais.
Mas, infelizes deles,
virá tempo em que verão como era vil
e sem valor tudo o que amavam!



"Nosso Senhor deseja que em Portugal sejam abolidas as festas profanas nos dias de Carnaval e substituídas por orações e sacrifícios com preces públicas pelas ruas."
(Irmã Lúcia, vidente de Fátima, numa carta ao Cardeal Patriarca, em 1940).


Já está próximo o tempo da Festa das Carnes – o Carnaval. Não me é possível omitir uma palavra sobre esse tempo que é, para muitos como eu, motivo de irritação e para outros tantos, motivo de condenação. Parece-me bem justo que comecemos a falar com o exemplo dos Santos:

- São Francisco de Sales dizia ser o Carnaval o tempo de suas dores e aflições, e naqueles dias fazia o retiro espiritual para reparar as graves desordens e o procedimento licencioso de tantos cristãos.
- São Vicente Ferrer dizia que o Carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição.
- O Servo de Deus, João de Foligno, dava ao Carnaval o nome de vindima do diabo.

- Santa Catarina de Sena, referindo-se ao Carnaval, exclamava entre soluços: “Oh! que tempo diabólico!”.

- São Carlos Borromeu jamais podia compreender como cristãos tenham podido conservar este perniciosíssimo costume do paganismo.

- Escreve Santa Faustina Kowalska: “Nestes dois últimos dias de Carnaval conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos neste dia. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da Misericórdia Divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista” (Diário, 926).

- Santa Margarida Maria de Alacoque escreve: “Numa outra vez, no tempo de Carnaval, apresentou-se-me, após a Santa Comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo nesses dias?”

Portanto, meus amigos, parece-me bem claro que este tempo de imoralidades e desavergonhamentos é de todo reprovável para o bom Católico.Talvez pudesse alguém me contradizer, alegando que depende de cada um, que é possível passar pelo Carnaval sem cometer ofensas a Deus. Para essa defesa respondo o seguinte: “Podemos nós, Católicos, cheios de Amor de Deus, ainda que não cometamos, presenciar tantas ofensas feitas ao Santíssimo Criador e ainda assim nos julgarmos inocentes? Podemos deixar o Amabilíssimo Coração de Nosso Senhor sofrer tantas injúrias sem que O defendamos com até mesmo o nosso sangue e ainda nos acharmos livres de culpa?”

De qual espécie é a nossa Fé em Deus e na Santa Religião? Estando em tempos ‘ecuménicos’, devemos, segundo alguns "católicos" desvairados, absorver o que tem de melhor nas outras religiões? Já agora, só nos falta imitar o zelo que têm os muçulmanos com a memória do pérfido Maomé... Qualquer ofensa provoca uma guerra. Não é nosso Deus infinitamente maior que Alá, o demónio de Maomé? Não é Ele muito mais digno de protecção e de zelo? Somos culpados de omissão todas as vezes que frequentamos a depravação do Carnaval e vemos com nossos olhos, diante de nós, sem nem se esconder, a miséria pecaminosa se tornar regra e valor.

Santo Afonso Maria de Ligório diz-nos:

“Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto, os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demónio. Eles o trairão, já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles o trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer e por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfémias execráveis contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucificação do Filho de Deus, nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes”.



O que deve ser feito nos DIAS da FESTA de SATANÁS, isto é, do CARNAVAL?

1. Mortificar a língua, isto é, conversar moderadamente.
2. Jejuar. Evitar comer carne, frutas, doces e refrigerantes.
3. Evitar programas televisivos.
4. Meditar a Sagrada Paixão de Nosso Senhor em São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João. 5. Participar da Santa Missa todos os dias e oferecer a Comunhão reparadora.
6. Confessar-se.
7. Visitar a Jesus Sacramentado.
8. Rezar o Santíssimo Rosário diante do Crucifixo.
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Fontes: http://a-grande-guerra.blogspot.com/
http://virtusinmedio.blogspot.com/2009/02/carnaval-uma-ofensa-ao-coracao-de-nosso.html

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Bendita e louvada seja a Paixão do Redentor!
Que, para nos livrar das culpas,
Padeceu por nosso amor!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Nossa Senhora de Lourdes

"EU SOU A IMACULADA CONCEIÇÃO"


No dia 11 de Fevereiro, Dia mMundial do Doente, a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora de Lourdes. As aparições de Lourdes (França, em 1858), constituem um capítulo decisivo na intervenção materna de Nossa Senhora para quebrar o curso devastador da Revolução. A isso se referiu o Cardeal Ivan Dias, dizendo que “a Virgem está tecendo uma rede de filhos e filhas espirituais, para lançar uma forte ofensiva contra as forças do maligno para encarcerá-lo e assim preparar a vitória final de seu Divino Filho Jesus Cristo”. E acrescentou que os católicos sensíveis ao apelo de Lurdes estão convocados a se congregarem nessa luta contra o mal.

Engajar-se, sim. Mas com que armas? Para o Cardeal Dias, em primeiro lugar, com a conversão do coração — a conversão que Nossa Senhora pediu, em termos cada vez mais prementes, a Santa Catarina Labouré em Paris e às crianças de La Salette, de Lourdes e de Fátima. Em seguida, a recitação quotidiana do rosário, a devoção ao Santíssimo Sacramento e a aceitação e oferecimento dos próprios sofrimentos pela salvação do mundo.

Eis, pois, as nossas armas: uma conversão sincera e profunda, com a mudança de vida que ela implica, e essas santas e importantíssimas devoções voltadas monarquicamente a Nosso Senhor Jesus Cristo, pela intercessão poderosa de Maria Santíssima.

Quantos dos devotos de Lourdes sabem narrar o que aconteceu naquele longínquo ano de 1858? Quantos conhecem bem o que Nossa Senhora fez, falou e pediu a Santa Bernadette e, através dela, a cada um de nós?

1ª aparição – Quinta-feira, 11 de Fevereiro


Santa Bernadette Soubirous redigiu de próprio punho, em sete ocasiões, a descrição da aparição, acrescentando novos detalhes em cada uma das versões. Eis um apanhado tão completo quanto possível de todos eles:


“A primeira vez que fui à gruta, era quinta-feira, 11 de Fevereiro. Fui para recolher galhos secos com outras duas jovens. Quando estávamos no moinho, eu lhes perguntei se queriam ver onde a água do canal se encontrava com o Gave. Elas me responderam que sim. De lá, seguimos o canal e nos encontramos diante de uma gruta, não podendo mais prosseguir.
“Minhas duas companheiras se colocaram em condição de atravessar a água que estava diante da gruta. Elas a atravessaram e começaram a chorar. Perguntei-lhes por que choravam, e disseram-me que a água estava gelada. Pedi que me ajudassem a jogar pedras na água, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas disseram-me que devia fazer como elas, se quisesse. Fui um pouco mais longe, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas não poderia”.


Esta preocupação se explica porque Bernadette sofria de asma, e a mãe não queria que apanhasse frio. Nessa ocasião ela catava galhos secos para aquecer a mísera habitação onde sua família arruinada era constrangida a viver. Prossegue o relato:


Então, regressei diante da gruta e comecei a tirar os sapatos. Tinha acabado de tirar a primeira meia, quando ouvi um barulho como se fosse uma ventania. Então girei a cabeça para o lado do relvado, do lado oposto da gruta. Vi que as árvores não se moviam, então continuei a tirar meus sapatos.
“Ouvi mais uma vez o mesmo barulho. Assim que levantei a cabeça, olhando a gruta, vi uma Dama vestida de branco. Tinha um vestido branco, um véu branco, um cinto azul e uma rosa em cada pé, da cor da corda do seu terço.


“Eu pensava ser vítima de uma ilusão. Esfreguei os olhos, porém olhei de novo e vi sempre a mesma Dama. Coloquei a mão no bolso, para pegar o meu terço. Queria fazer o sinal da cruz, mas em vão. Não pude levar a mão até a testa, a mão caía. Então o medo tomou conta de mim, era mais forte que eu. Todavia, não fugi. A Dama tomou o terço que segurava entre as mãos e fez o sinal da cruz. Minha mão tremia, porém tentei uma segunda vez, e consegui. Assim que fiz o sinal da cruz, desapareceu o grande medo que sentia, e fiquei tranquila.


“Coloquei-me de joelhos. Rezei o terço, tendo sempre ante meus olhos aquela bela Dama. A visão fazia escorrer o terço, mas não movia os lábios. Quando acabei o meu terço, com o dedo Ela fez-me sinal para me aproximar, mas não ousei. Fiquei sempre no mesmo lugar. Então desapareceu imprevistamente.


“Comecei a tirar a outra meia para atravessar aquele pouco de água que se encontrava diante da gruta, para alcançar as minhas companheiras e regressarmos. No caminho de volta, perguntei às minhas companheiras se não haviam visto algo.
“– Não.
“Perguntei-lhes mais uma vez, e disseram-me que não tinham visto nada. Eu lhes roguei que não falassem nada a ninguém. Então elas me interrogaram:
“– E tu viste algo?
“Eu lhes disse que não.
“– Se não viste nada, eu também não.


“Pensava que tinha me enganado. Mas retornando a casa, na estrada me perguntavam o que tinha visto. Voltavam sempre àquele assunto. Eu não queria lhes dizer, mas insistiram tanto, que decidi dizê-lo, mas na condição de que não contassem para ninguém. Prometeram-me que manteriam o segredo. Mas assim que chegaram às suas casas, a primeira coisa que contaram foi que eu tinha visto uma Dama vestida de branco. Esta foi a primeira vez”.


2ª aparição – Domingo, 14 de Fevereiro


Conta Bernadette: “A segunda vez foi no Domingo seguinte. Voltei com várias moças, para ver se não me tinha enganado. Eu me sentia muito constrangida interiormente. Minha mãe tinha-me proibido voltar. Depois da missa cantada, as outras duas jovens e eu fomos mais uma vez pedir licença à minha mãe. Ela não queria. Dizia-me temer que caísse na água. Temia que eu não voltasse para assistir às Vésperas. Prometi que sim, e deu-me então a permissão para ir.

“Fui à paróquia, pegar uma garrafinha de água benta para deitar na visão quando estivesse na gruta, se a visse. E saímos para a gruta. Ao chegarmos lá, cada uma tomou o seu terço e nos ajoelhamos para rezá-lo. Apenas tinha acabado de rezar a primeira dezena, quando vi a mesma Dama”.


“Então comecei a deitar água benta nela, dizendo que, se vinha da parte de Deus, que permanecesse; se não, que fosse embora; e me apressava sempre a jogar-lhe água. Ela começou a sorrir, a inclinar-se. Mais água eu jogava, mais sorria e girava a cabeça, e mais a via fazer aqueles gestos. Eu então, tomada pelo temor, me apressava a aspergi-la mais, e assim o fiz até que a garrafa ficou vazia. Quando terminei de rezar meu terço, Ela desapareceu e não me disse nada. Nós nos retiramos para assistir às Vésperas”.


3ª Aparição – Quinta-feira, 18 de Fevereiro

Fui ali com algumas pessoas importantes, que me aconselharam a pegar papel e tinta e lhe pedisse que, se tinha algo a me dizer, que tivesse a bondade de colocá-lo por escrito”.


“Ela só me falou na terceira vez. Foi na quinta-feira seguinte: Fui ali com algumas pessoas importantes, que me aconselharam a pegar papel e tinta e lhe pedisse que, se tinha algo a dizer, que tivesse a bondade de colocá-lo por escrito.
“Tendo chegado lá, comecei a recitar o terço. Após ter rezado a primeira dezena, vi a mesma Dama. Transmiti esse pedido à Senhora. Ela se pôs a sorrir, e me disse que aquilo que tinha para me dizer, não era necessário escrevê-lo. Mas perguntou-me se eu queria ter a graça de voltar ali durante quinze dias. Eu lhe respondi que sim
”.


Segundo Santa Bernadette, Nossa Senhora aparecia tal qual é representada na Medalha Milagrosa, mas sem os raios que saem das mãos.


4ª aparição – Sexta-feira, 19 de Fevereiro


Santa Bernadette não escreveu pessoalmente o relato da quinzena de aparições que começou nesse dia. Redigiu apenas uma relação geral dos ditos e pedidos mais importantes de Nossa Senhora. Por isso, a partir deste ponto, a narração é uma composição de palavras da vidente e fatos testemunhados pelos presentes.


A 4ª aparição foi silenciosa. Bernadette “saudava com as mãos e a cabeça. Dava gosto vê-la. Era como se na vida toda não tivesse feito outra coisa que não fosse aprender a fazer esses cumprimentos”, testemunhou Josèphe Barinque, uma vizinha.
Bernadette tinha um círio bento acesso. Este gesto, copiado em seguida pelos que assistiam às aparições, inspirou o costume actual de levar velas e acendê-las diante da gruta. Nesta quinzena, Nossa Senhora foi ensinando a forma de devoção que Ela queria que se praticasse em Lourdes.


5ª aparição – Sábado, 20 de Fevereiro


Bernadette chegou a Massabielle (nome da gruta) por volta das 6:30h. Desta vez, havia cerca de 30 testemunhas. Teve um êxtase de 40 minutos. Voltando para casa com sua mãe, confiou-lhe que a Senhora “teve a bondade de ensinar-lhe, palavra por palavra, uma oração somente para ela”. Ela a rezou todos os dias de sua vida, sem nunca revelá-la.


6ª aparição – Domingo, 21 de Fevereiro


A Dama se apresentou a Bernadette pela manhã, por volta das 7:10h. Cerca de 100 pessoas estavam no local. A privilegiada vidente escreveu: “Esta rainha misericordiosa me disse também para rezar pela conversão dos pecadores. Ela me repetiu várias vezes essas mesmas palavras”. Santa Bernadette escreveu mais de uma vez: Nossa Senhora “disse-me também que não me prometia tornar-me feliz neste mundo, mas no outro”.


À tarde, o delegado de polícia Dominique Jacomet submeteu a vidente a um grosseiro e ameaçador interrogatório, exigindo-lhe que se retratasse, sob pena de prisão. Bernadette não se intimidou e respondeu com segurança, desmontando suas ciladas. No fim do interrogatório, o policial a proibiu de voltar à gruta. O pai da vidente cedeu à pressão, e também proibiu.


Segunda-Feira – 22 de Fevereiro: não há aparição


Nesse dia, soldados foram postos para vigiar os movimentos da vidente, prontos a prendê-la caso
regressasse à Gruta de Massabielle. O apelo interior foi contudo mais forte, e à tarde ela ali acorreu. Esta sua decisão foi confirmada em confessionário pelo Pe. Pomian. Mas Nossa Senhora não apareceu, e Bernadette parecia desfeita: “Não sei no que eu faltei a esta Dama”.
Porém, no fim do dia a cidade estava em alvoroço e o prefeito achou melhor suspender a proibição.


7ª aparição – Terça-feira, 23 de Fevereiro


Cerca de 150 pessoas foram até a Gruta por volta das 6h. O médico municipal, Dr. Pierre Dozous, de início um céptico em relação às aparições, relatou: “Eu consegui me posicionar muito perto de Bernadette Soubirous. [...] Ela fazia continuamente reverências graciosas e respeitosas em direcção ao nicho. [...] Logo apareceram no seu rosto as mutações de que me tinham falado, reflectindo precisamente a visão que ela tinha. [...] Parecia quase ver-se o que a criança via. [...] Tudo com uma verossimilhança que a maior das actrizes não conseguiria atingir. [...] Eu me inclinei perto dela e medi seu pulso: era quase normal. [...] Para ir mais fundo, observei os reflexos dos olhos. Também ali não apareceu anomalia alguma. [...] O vento soprava forte. Por vezes apagava o círio. Ela percebia e levava o círio para trás, para que o acendessem, sem afastar o olhar da gruta. Enquanto a observava, eu tinha a impressão de que ela sabia muito bem o que se passava em volta dela”.


Naquele dia, Nossa Senhora lhe confiou três segredos: “Ela me deu três segredos que me proibiu de contar”. Ela jamais os revelou. Interrogada, explicou: “Eles só se referem a mim, não são nem sobre a Igreja, nem sobre a França, nem sobre o Papa”.

8ª aparição – Quarta-feira, 24 de Fevereiro


O delegado Dominique Jacomet hostilizou a multidão: “Como é possível que em pleno século XIX haja ainda tantos idiotas!?” –– exclamou. Os fiéis responderam com cânticos marianos.


Contou Jean-Baptiste Estrade, cobrador de impostos em Lourdes, que pouco tempo depois de ter entrado em êxtase, como alguém que recebe uma má notícia, Bernadette deixou cair os braços, e abundantes lágrimas começaram a correr pela sua face. Ela subiu de joelhos o aclive que precede a cavidade, osculando a cada passo o chão. Voltou-se depois em direcção à multidão de 300 pessoas. Com a voz marcada pelos soluços, referiu à multidão o pedido de Nossa Senhora: “Penitência, penitência, penitência!”; e “rezai a Deus pela conversão dos pecadores”; além da recomendação de “beijar a terra em penitência pelos pecadores”.


“Penitência, penitência, penitência”. lembremos que em Fátima, em 1917, Nossa Senhora faria ainda um derradeiro apelo, em termos ainda mais sérios e dramáticos.


9ª aparição – Quinta-feira, 25 de fevereiro


“Ela me disse para comer da erva que se encontra no mesmo local onde eu fui beber”. A afluência de público atingiu aproximadamente 350 pessoas. Bernadette obedecia em êxtase às ordens da nobre Senhora, subindo até a gruta e beijando a terra com uma agilidade surpreendente.


Eis o que narrou a santa: “A Senhora me disse que eu deveria beber da fonte e lavar-me nela. Mas, como não a via, fui beber no Gave. Ela me disse que não era ali, e me fez um sinal com o dedo para ir à gruta, mostrando-me a fonte. Eu fui, mas só vi um pouco de água suja. Parecia lama, e em tão pequena quantidade, que com dificuldade pude colher um pouco no côncavo da mão. Eu me pus a arranhar a terra, até poder colhê-la, mas três vezes a joguei fora. Foi só na quarta vez que pude bebê-la, de tal maneira estava suja”.


Nossa Senhora ordenou também a Bernadette comer ervagrama da gruta. “Ela me disse para comer da erva que se encontra no mesmo local onde eu fui beber. Foi só uma vez, ignoro por quê”. Uma vez interrogada, ela respondeu: “A Senhora me levou a fazê-lo, com um movimento interior”.

Nossa Senhora pediu-lhe que se lavasse com aquela água: “Ide a beber da fonte, e lavai-vos ali”. Seu rosto ficou então sujo. A multidão não compreendia o que se passava, e começou a achar que a vidente estava louca. A cena, uma das mais transcendentais na história de Lourdes, num primeiro momento desiludiu a todos.


26 de Fevereiro – nova proibição

Aproveitando a momentânea confusão, as autoridades baixaram um novo interdito de voltar à gruta. A cena do dia 22 se repetiu: havia 600 pessoas, mas Nossa Senhora não apareceu.


10ª aparição – Sábado, 27 de Fevereiro


Uma massa compacta de 800 pessoas aguardava Bernadette na Gruta por volta das 6:30h. Por 15 minutos, Bernadette caminhou de joelhos e beijou o chão várias vezes. Em seguida comandou a multidão por duas vezes, com gestos, para que repetisse aquele ato de penitência. Só na segunda os presentes obedeceram. A partir daquele dia, o chão e a pedra sagrada de Massabielle são cobertos de beijos de pessoas de todo o mundo.


11ª aparição – Domingo, 28 de Fevereiro


Caía uma chuva fina e constante, e fazia um frio terrível, enquanto cerca de 1200 pessoas se encontravam na Gruta desde o amanhecer.
Bernadette chegou às 7h. Pôs-se de joelhos, rezou o terço e beijou a terra, enquanto um potente sopro pareceu passar sobre os presentes. Todos ou quase todos os espectadores se ajoelharam, rezaram e beijaram o chão com Bernadette.


12ª aparição – segunda-feira, 1 de Março


Desta vez, o pai de Santa Bernadette acompanhou a filha à Gruta. Desde cedo, havia ali por volta de 1500 pessoas.
A pedido, a vidente tinha levado o terço de uma outra pessoa, mas na hora de rezá-lo a Dama lhe perguntou: “Onde está o teu terço?”. Bernadette tirou-o então do bolso. Sorrindo, a Virgem lhe disse: “Usai-o”. A Santa repetia os gestos: comer ervas, beber e se lavar com a água da gruta. O povo começou a imitá-la, e se constatou que a água brotava cada vez mais límpida e abundante.

Entre os assistentes, por primeira e única vez esteve um sacerdote. Foi o Pe. Antoine Dezirat, que ignorava a interdição ao clero de comparecer ao local. Ele escreveu: “Só Bernadette viu a aparição, mas todo o mundo tinha como que o sentimento de sua presença. [...] Respeito, silêncio, recolhimento, reinavam por todo lado. [...] Oh! como estava bom. Eu acreditava estar no vestíbulo do Paraíso!”.


Na noite daquele dia aconteceu o primeiro milagre. Catherine Latapie, grávida de nove meses, tinha paralisados dois dedos da mão direita. O mal lhe impedia atender às necessidades do lar e dos filhos. Ela imergiu a mão na água e sentiu um grande bem-estar, com os dedos movimentando-se naturalmente!

13ª aparição – Terça-feira, 2 de Março


Nessa data, Bernadette teve só uma breve visão da Dama. Havia por volta de 1650 pessoas. “Ela me disse que eu devia dizer aos padres para construir uma capela aqui”. E contou como cumpriu essa missão: “Fui procurar o senhor pároco, para lhe dizer que uma Dama me tinha ordenado de ir dizer aos padres para construir ali uma capela. Ele me olhou um momento, e logo me perguntou num tom incomodado quem era essa Dama. Eu lhe respondi que não sabia. Então ele me encarregou de perguntar a ela o nome, e de voltar para lhe contar”.
“A Dama disse: ‘Devem vir aqui em procissão’”
– contou a vidente ao pároco, Pe. Dominique Peyramale. Para o sacerdote, isso foi demais.


14ª aparição – Quarta-feira, 3 de Março


Três mil pessoas se apinhavam em torno da gruta. Santa Bernadette rezou por muito tempo. Mas se levantou com os olhos repletos de lágrimas, e clamou: “Não me apareceu”. No mesmo dia, após a aula, sentiu um convite interior de Nossa Senhora. Retornou à gruta, e desta vez A viu.
Bernadette cumpriu a ordem do pároco: “Eu lhe perguntei seu nome, por parte do senhor pároco. Mas ela não fazia outra coisa senão sorrir. Voltando, fui à casa do senhor pároco para dizer-lhe que tinha cumprido a missão, mas que não tinha recebido outra resposta senão um sorriso. Então ele me disse que ela zombava de mim, e que eu faria bem de nunca mais voltar. Mas eu não podia me impedir de ir”.


Fechando a questão, o Pe. Peyramale orientou: “Se a Senhora deseja realmente uma capela, que diga seu nome e faça florescer a roseira da Gruta”.

15ª aparição – Quinta-feira, 4 Março


A quinzena de aparições concluiu-se no dia 4 de março. Desta vez reuniram-se entre oito e vinte mil pessoas, segundo as versões. Havia avidez de um milagre.
O delegado de polícia revistou a gruta e as proximidades, à procura de alguma espécie de fogo de artifício que servisse para simular uma aparição, mas nada encontrou.


Bernadette era amparada por um grupo de guardas que continha a multidão. O êxtase durou quase uma hora, sem que acontecesse algo extraordinário. Ela disse: “Oh, sim, Ela vai voltar. Mas agora já não é mais necessário que eu vá à gruta. Quando ela voltar, então será necessário que eu retorne à gruta. Ela far-me-á saber”.


16ª aparição – Quinta-feira, 25 de Março

Bernadette explica detalhes da aparição a uma comissão do clero Os milagres continuavam se multiplicando, e ao mesmo tempo iam se arrefecendo as resistências do pároco. Durante 20 dias, Bernadette não voltou à gruta. Sentiu o chamado de Nossa Senhora nas primeiras horas da festa da Anunciação. Então foi à gruta.


“Depois dos quinze dias, eu lhe perguntei de novo seu nome, três vezes seguidas. Ela sorria sempre. Por fim ousei uma quarta vez, e foi então que ela, com os dois braços ao longo do corpo [como na Medalha Milagrosa], levantou os olhos ao Céu e depois me disse, juntando as mãos na altura do peito, que ela era a Imaculada Conceição”.


“Então eu voltei de novo à casa do senhor pároco, para lhe contar que ela me tinha dito que era a Imaculada Conceição. Ele me perguntou se eu estava bem segura. Respondi que sim, e que para não esquecer essa palavra eu a tinha repetido durante todo o caminho”.


Santa Bernadette não sabia o significado de “Imaculada Conceição”, cujo dogma o Bem-Aventurado Papa Pio IX proclamara poucos anos antes, deixando prostrados os partidários da Revolução e empolgando os devotos de Nossa Senhora no mundo inteiro!


O pároco custou a conter as lágrimas. “Ela quer mesmo a capela”, murmurou Santa Bernadette. A partir desse momento, o sacerdote mudou de atitude.


17ª aparição – Quarta-feira, 7 de Abril


A Virgem chamou-a já durante a noite de 6 de abril. Tendo-se espalhado que a vidente iria à Gruta, 1200 pessoas já a aguardavam quando ela chegou por volta das 6h.
O êxtase durou 45 minutos. O Dr. Dozous e outros constataram durante 15 minutos o “milagre do círio”: Bernadette juntou as mãos sobre o fogo de um círio, como para protegê-lo do vento. A chama encostava na pele das mãos e saía entre seus dedos. “Está a queimar-se!”, bradou alguém. Mas a vidente prosseguia, insensível. O médico verificou depois que ela não tinha sofrido qualquer queimadura.


18ª e última aparição — Quinta-feira, 16 de Julho


A Gruta com as barreiras colocadas pelo governo O chamado de Nossa Senhora surpreendeu Bernadette ao anoitecer, quando ela se encontrava em oração na igreja paroquial.


A Gruta tinha sido fechada com tapumes, por ordem das autoridades hostis à aparição. Bernadette foi então com sua tia Lucile e algumas amigas para o outro lado do rio Gave, diante da Gruta. Todas se ajoelharam e rezaram. Após alguns instantes, as mãos de Bernadette afastaram-se em sinal de maravilhada surpresa, como por ocasião da quinzena de aparições. Terminado o êxtase, e voltando à casa, ela confidenciou: “Eu não via os tapumes nem o Gave. Parecia-me estar na gruta, na mesma distância das outras vezes. Eu via somente a Virgem”.

Esta última aparição ocorreu na festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo. Sintomaticamente, em 13 de outubro de 1917, depois do milagre do sol em Fátima, Nossa Senhora se mostrou revestida do hábito da Ordem do Carmo.
Foi a última despedida na Gruta. Santa Bernadette Soubirous somente voltaria a ver Nossa Senhora 21 anos depois, em Nevers, no dia 16 de abril de 1879, quando deixou esta terra de exílio para contemplá-la eternamente no Céu!

O grande apelo de Lourdes


Embora apenas Santa Bernadette tenha visto, ouvido e falado com Nossa Senhora, as multidões, acorrendo à gruta, vendo-a e imitando-lhe os gestos de piedade, tinham uma certeza inabalável da realidade das aparições. Por assim dizer, os fiéis “viam” Nossa Senhora em Santa Bernadette, e experimentavam sua influência indizivelmente benéfica ao imitarem seus gestos.


A partir de então, Nossa Senhora continuou a exercer em Lourdes essa misteriosa ação de presença sobre os que lá vão rezar, a qual constitui talvez o maior milagre daquele privilegiado lugar onde o Céu osculou a Terra. Por meio dessa ação, Ela restaura as forças de seus filhos e simples fiéis, impulsionando-os com sinais sensíveis a se somarem à coligação dos bons para pôr cobro ao reinado do caos infernal.


Lourdes é, pois, um formidável apelo de Nossa Senhora a seus filhos, para que se aliem e empreendam sob o manto d’Ela essa última batalha já iniciada, a qual há de culminar com o triunfo final predito em Fátima. Lembrou-nos isto, com palavras penetrantes, o Legado Pontifício Cardeal Ivan Dias, acima citado.


Enunciara-o também o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira nas páginas de Catolicismo, por ocasião do centenário das aparições, quando escreveu que Lourdes é para o mundo inteiro o primeiro marco do ressurgimento contra-revolucionário:


“Há um anseio imenso por outra coisa, que ainda não se sabe qual é. Mas, enfim –– fato talvez novo desde que começou, no século XV, o declínio da civilização cristã –– o mundo inteiro geme nas trevas e na dor, precisamente como o filho pródigo quando chegou ao último da vergonha e da miséria, longe do lar paterno. [...]
“Têm fim as misericórdias de uma Mãe, e da melhor das mães? Quem ousaria afirmá-lo? Se alguém duvidasse, Lourdes lhe serviria de admirável lição de confiança. Nossa Senhora [...] já começou a nos socorrer. [...] Os dias do domínio da impiedade estão con­ta­dos. A definição do dogma da Imaculada Conceição marcou o início de uma suces­são de fatos que conduzirá ao Reinado de Maria”.

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Virgem Imaculada, Saúde dos Enfermos, rogai por nós!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

As cinco Chagas de Cristo

IN HOC SIGNO VINCES
Com este Sinal, vencerás!



O culto das Cinco Chagas do Senhor, isto é, as feridas que Cristo recebeu na cruz e manifestou aos Apóstolos depois da Ressurreição, foi sempre uma devoção muito viva entre os portugueses, desde os começos da nacionalidade. São disso testemunho a literatura religiosa e a onomástica referente a pessoas e instituições. Camões, n' Os Lusíadas sintetiza (I, 7) o simbolismo que tradicionalmente relaciona as armas da bandeira nacional com as Chagas de Cristo:

"Vede-O no vosso escudo, que presente
Vos amostra a vitória já passada,
Na qual vos deu por armas e deixou
As que Ele para si na Cruz tomou." (Os Lusíadas, 1, 7).

Esta é uma festa litúrgica portuguesa e do mundo português que nos foi concedida pelos Romanos Pontífices, a partir do Papa Bento XIV e é celebrada a 7 de Fevereiro.

Entre os factos históricos dignos de menção pelo que respeita às lutas contra os mouros, merece referência especial o Fossado de Ladera em 1139 e, no mesmo ano, o realce particular dado pela História, entremeada com a lenda, à Batalha de Ourique, travada em 25 de Julho.

O Livro da Noa de Santa Cruz, de Coimbra, o Crónicon Lamecense e outros, relatam que, num lugar chamado Haulic ou Oric ou Ouric, se travou uma batalha entre portugueses comandados por D. Afonso Henriques e um exército de mouros comandados por Ismar ou Esmar ou Examare e mais quatro reis, tendo sido desbaratados os infiéis com graves perdas, depois de Jesus Cristo crucificado ter milagrosamente aparecido no Céu a abençoar os portugueses.

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AS CINCO CHAGAS DE NOSSO SENHOR

De acordo com uma antiquíssima tradição, o corpo de Jesus, depois de descido da Cruz, é cuidadosamente conduzido por Nicodemos, José de Arimatéia e São João até Maria Santíssima, sendo depositado no Seu virginalíssimo regaço. Sentada, Ela O acolhe, chorando de dor e O adora.

Enquanto as Santas Mulheres preparam os bálsamos com que em breve irão ungi-Lo, para ser depositado no sepulcro, Ela oscula, uma a uma, suas Chagas: a do peito rasgado, as dos divinos pés e mãos. Realiza- se ali o primeiro acto de devoção e adoração às Chagas do Redentor, que iria perpetuar-se por todas as gerações. A Bem-Aventurada por excelência rende o mais perfeito culto de latria às Fontes Sagradas de onde jorrou o Sangue que redimiu total e superabundantemente todo o género humano.

Por causa daquelas Santíssimas Chagas, Ela fora preservada do pecado original e aos homens de boa vontade abriram-se as portas do Céu. Cinco fontes de graças infinitas, plenas de formosura, saciando a santidade das almas contemplativas, missionárias e apostólicas, selando a coroa de glória dos mártires e as vitórias de todos os tempos.

Eis o manancial que nos purifica no Baptismo, nos revivifica na Eucaristia e dá fecundidade a toda a Santa Igreja, nos seus sacramentos! Eis a santa argamassa que, ligada aos sacrifícios dos homens, erguerá os mais belos monumentos e poemas da Civilização Cristã!

"Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos. Aproxima a tua mão e mete-a no meu lado". Poucos dias após a Ressurreição, é o próprio Redentor que convida o incrédulo Tomé a ter devoção às suas Santas Chagas. Já deslumbrado, ele respondeu-Lhe: "Meu Senhor e meu Deus!".

As tíbias almas que dificilmente se deixam convencer, a teimosia dos cépticos, a própria incredulidade, quase se diria, sucumbiram no instante mesmo em que aquele feliz e invejado Apóstolo introduziu seu dedo no lado de Jesus. São Francisco de Assis, Santa Gemma Galgani, São Pio de Pietrelcina - enfim, uma legião de santos e almas virtuosas - foram galardoados com os estigmas da Paixão de Cristo. É um modo maravilhoso de Ele condecorar alguns daqueles a quem mais ama, na face da terra. É seu invisível e puro amor tornado visível em seus predilectos, para perpetuar na memória dos homens a bem-aventurança daqueles que acreditam sem terem visto e tocado as Chagas do Senhor, como São Tomé.

A devoção às Santas Chagas não é privilégio apenas de algumas almas, mas o é também de nações. No nosso país, ela é muito antiga e marca profundamente a piedade dos fiéis, quase desde os alvores da nacionalidade.

A devoção às Chagas de Jesus Cristo, sinais amorosos de seu martírio e, posteriormente, de sua glorificação, aperfeiçoam em nós a gratidão, que leva a pagar amor com amor, até o holocausto total, por Deus e pelos irmãos.
Fontes: http://semanassantas.blogspot.com/2009/02/as-chagas-de-cristo-e-historia-de.html
http://www.arautos.org/view/show/3214-as-cinco-chagas-do-senhor

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Virgem das Dores, cujas lágrimas ungiram as Santíssimas Chagas do Salvador! Lavai com as Vossas lágrimas, unidas ao Sangue Precioso de Vosso Filho, os pecados de Portugal!

Pelas Vossas Santas Chagas, perdoai-nos, Senhor!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Aprende, Portugal! Aprende, Europa!

"Preza ao Céu que a Nação fidelíssima, por especial protecção da Mãe de Deus e pela clarividente prudência dos seus Governantes preservada do passado, imane conflito, possa continuar tranquilamente na sua carreira de pacífico progresso e na sua missão pacificadora e missionária, dilatando ao longe a Fé e contribuindo para o ressurgimento do espírito de fraternidade entre as Nações e para apressar o advento da verdadeira paz."

(DISCURSO DO PAPA PIO XII AO SENHOR JOSÉ NOSOLINI PINTO OSÓRIO DA SILVA LEÃO ,NOVO EMBAIXADOR DE PORTUGAL JUNTO DA SANTA SÉ, a 23 de Novembro de 1950)_______________________________

Às vezes os mais velhos aprendem muito com os mais novos. É este o caso, em que o Velho (e acabado) Continente europeu, já cansado e pronto a desistir de lutar pela sua integridade, desprezando o papel do Cristianismo na construção da sua História e identidade cultural, deve por os olhos na "jovem" Austrália:
"Os imigrantes não-australianos devem adaptar-se. É pegar ou largar! Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do australianos. A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade. A nossa língua oficial é o inglês; não é o espanhol, o libanês, o árabe, o chinês, o japonês ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!A maior parte do australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura. Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco. Este é o nosso país, a nossa terra e o nosso estilo de vida. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têm muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade australiana: O direito de partir. Se não são felizes aqui, então partam. Não vos forçamos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou".
(Discurso do Primeiro-Ministro australiano à comunidade muçulmana)
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Pelo sinal da Santa Cruz,
livre-nos Deus, Nosso Senhor,
dos nossos inimigos!