domingo, 23 de maio de 2010

Crónicas do Vaticano - Papa Bento XVI em Portugal

“Somente no curso da história podemos ver toda a profundidade, digamos assim, de que estava revestida essa visão, possível às pessoas concretas. Além dessa grande visão do sofrimento do Papa, que substancialmente podemos referir a João Paulo II, são indicadas realidades do futuro da Igreja que pouco a pouco se desenvolvem e se mostram. Isto é verdade que além do momento indicado na visão, fala-se, se vê a necessidade de uma paixão da Igreja, que naturalmente se reflecte na pessoa do Papa. Mas o Papa está na Igreja e, portanto, são sofrimentos da Igreja que se anunciam (…).



Quanto às novidades que podemos hoje descobrir nessa mensagem, é também que não só de fora vem os ataques ao Papa e à Igreja, mas os sofrimentos da Igreja vem justamente do interior da Igreja, do pecado que existe na Igreja (…). Hoje nós o vemos de modo realmente terrificante: que a maior perseguição da Igreja não vem dos inimigos de fora, mas nasce do pecado na Igreja”.

(Papa Bento XVI, a bordo do avião na viagem de Roma para Portugal, a 11 de Maio de 2010)

V. Oremus pro pontifice nostro Benedicto.

R. Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius.

21/05/2010 (4:00)

John Thavis (JT): Na semana passada, o Papa esteve quatro dias em Portugal, onde foi acolhido por uma multidão. Ao regressar a Roma, foi saudado por mais de 100 mil pessoas, que lhe manifestaram sua solidariedade neste período turbulento. Essas são as Crónicas Vaticanas e eu sou John Thavis, chefe de redação em Roma de Catholic News Service.

Carol Glatz (CG): E eu sou Carol Glatz , correspondente em Roma de CNS. A visita a Portugal concentrou-se ao redor de Fátima, a cidade em que a Virgem apareceu a três pastorzinhos em 1917. João Paulo II estava convencido de que a mensagem de Fátima e os seus três segredos estivessem directamente ligados à sua vida; de fato, ele disse que foi salvo por Maria no atentando que sofreu na Praça S. Pedro em 13 de Maio de 1981-- Festa de Nossa Senhora de Fátima. Já Bento XVI afirmou que a mensagem de Fátima é importante não tanto como uma profecia de eventos apocalípticos, mas como uma indicação espiritual. John, tu estavas no voo do Papa para Portugal, e o Pontífice falou com os jornalistas.

JT: Sim, é verdade. O Papa respondeu a algumas perguntas no voo de ida, uma das quais inesperada: ou seja, a relação entre a crise produzida pelos abusos e o terceiro segredo de Fátima. E sua resposta foi praticamente sim: Maria em Fátima anunciou um período de grande sofrimento para a Igreja, que neste caso foi causado pelos pecados dos seus membros. [Não só o pecado da pedofilia, mas todos os pecados gravíssimos contra a Fé e a Moral Católica que vêm sendo cometidos em larga escala, principalmente quando aqueles que os cometem têm a responsabilidade de serem guardiões da integridade da Fé e de proclamarem a Moral Católica ao mundo]. Disse que foi um exemplo "terrificante" de uma perseguição contra a Igreja originada não por fora, mas por dentro. O Papa surpreendeu a todos: pensávamos que esta viagem a Portugal fosse uma ocasião para deixar um pouco de lado os abusos sexuais do clero e, ao invés, ele os inseriu dentro das mensagens de Fátima.

CG: A primeira etapa do Papa foi Lisboa, a capital portuguesa, onde celebrou a Missa diante de mais de 100.000 pessoas em uma das principais praças da cidade. O Papa está muito preocupado com a secularização em Portugal, um país tradicionalmente católico, onde a prática religiosa sofreu um declínio. Com efeito, três anos atrás o país legalizou o aborto e recentemente foram liberados os "casamentos" [aspas minhas] homossexuais. O Papa referiu-se brevemente sobre esses temas em um discurso, mas manteve-se distante de questões políticas. Acredito que quisesse evitar a impressão de dizer aos portugueses quais acções realizar – já que isso é uma tarefa que cabe aos líderes da Igreja em Portugal, e aos leigos. [Temos de agradecer aos Srs. Bispos de Portugal todo o seu empenho, todos os esclarecimentos e a valente defesa da Doutrina da Igreja que... NÃO FIZERAM, para que estas pragas do aborto e da legalização de emparelhamentos homossexuais pudessem ser travadas. Virão as consequências da covardia e da mania do "politicamente correcto" dos líderes religiosos da Igreja Católica em Portugal. Deus não dorme e com o sangue de tantos inocentes a ser derramado diariamente e com as depravadas relações sodomitas legalmente aprovadas por uma lei infame, vamos ver até quando a Mãe Santíssima e Rainha desta Nação consegue suportar o braço forte da Justiça Divina].


JT: De fato, as palavras mais duras ele as dirigiu aos bispos portugueses e aos fiéis leigos, afirmando que os católicos ao sentirem vergonha de mostrar sua fé e proclamar aquilo que a Igreja diz sobre questões sociais e políticas, ajudam, na realidade, o laicismo. Em especial, quando a media ridiculariza os valores religiosos, os líderes da Igreja devem fazer sentir sua voz. [Ouviu-se a voz, na vergonhosa declaração do Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa à Rádio Renascença - supostamente a Emissora Católica Portuguesa - do que os líderes da Igreja defendem, quando D. Jorge Ortiga declara que cabe agora à Igreja respeitar a decisão: “Temos que nos adaptar a viver com todas estas situações, não discriminando ninguém”.... sem comentários!] Creio que, assim, o Papa pretendia mexer com os bispos portugueses. De fato, alguns aqui no Vaticano pensam que os portugueses tenham ficado demasiado silenciosos em relação aos bispos espanhóis, que organizaram manifestações a favor da vida e da família. [alguém dê um abanão aos nosso Bispos, por caridade!!]

CG: Os eventos do Papa foram transmitidos ao vivo pelas emissoras portuguesas, e ao que parece a maior parte da população os acompanhou. As multidões presentes em Lisboa, Fátima e Porto superaram até mesmo todas as previsões. Meio milhão de pessoas participaram da Missa em Fátima, e alguns representantes vaticanos disseram que a convicta fé das pessoas foi um encorajamento para o Papa, apesar das notícias sobre abusos sexuais cometidos por sacerdotes.

JT: Já aqui em Roma, 120.000 católicos se reuniram Domingo passado para manifestar sua solidariedade ao Papa diante da crise dos abusos sexuais. Muitos deles julgaram injustas as críticas dirigidas a Bento XVI nas últimas semanas. E creio que aquilo que o Papa lhes disse seja muito significativo: ou seja, de que os verdadeiros inimigos que a Igreja deve combater são o pecado e o mal espiritual dentro da própria Igreja. Sou John Thavis.

CG: E eu sou Carol Glatz, de Catholic News Service.
Fonte: http://www.h2onews.org/portugues/1-Eventos/224444645-cronicas-vaticanas.html (comentários a azul da minha responsabilidade)

* * *

“Enganar-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída”.

(Papa Bento XVI, Homilia em Fátima em 13 de Maio de 2010).

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O problema do grave pecado do Homossexualismo.

Uma entrevista a Monsenhor José Luiz Marinho Villac à Revista Catolicismo (http://www.catolicismo.com.br/). É este um artigo que explica o problema da homossexualidade, a diferença entre tendência homossexual e prática homossexual, alguns conselhos úteis, a visão de Santa Catarina, entre outros esclarecimentos face a este vício.


- Sr. Cónego, a imprensa tem tratado com muita frequência do problema da homossexualidade. O Sr. poderia dizer-nos o que ensina a Igreja Católica a respeito, e o que Ela recomenda para se afastar desse vício?

- Com muito gosto me honrarei de dar aos caros leitores de Catolicismo alguma orientação sobre o problema da homossexualidade e homossexualismo, assunto tão delicado, mas também tão actual quanto sinistro.

A respeito da homossexualidade, a doutrina católica distingue entre a tendência homossexual (homossexualidade) -- que pode ser devida a defeitos genéticos, de educação ou a factores psicológicos e morais -- e a prática homossexual (homossexualismo).

Tendência homossexual:

A tendência homossexual é uma paixão, isto é, um apetite desordenado, que já denota um desvio da natureza, pois o instinto sexual normalmente só se manifesta em relação a pessoas de outro sexo, uma vez que foi dado ao homem e à mulher com vista à procriação.

A pessoa que sofre essa tentação -- contrária à natureza, é preciso realçar -- tem obrigação moral de combatê-la a ferro e fogo, e não consentir absolutamente em nada do que ela pede. Nem por pensamentos, nem por palavras, nem por actos. Se a pessoa assim agir, estará isenta de culpa. É tentação vencida, é vitória alcançada. É aumento em graça e virtude!

A paixão pode solicitar até veementemente para um acto mau, mas se a pessoa tentada não consente, lutando para afastar o mau pensamento e fugindo das ocasiões de queda, não só não comete pecado, mas ganha méritos perante Deus, pela batalha vitoriosa que desenvolve contra as más inclinações que tem dentro de si, triste herança do pecado original.

Como combater essa má tendência:

Um dos segredos da vitória nessa matéria está na estratégia do combate aos maus pensamentos.

A batalha contra os maus pensamentos deve começar muito antes que eles despontem na imaginação ou na memória, isto é, muito antes que nasçam na cabeça. A resistência deve começar pelo combate à raiz desses maus pensamentos.

Qual é essa raiz?

Geralmente as pessoas com tendência homossexual são tendentes a uma visão acentuadamente egoísta da vida, de cunho sentimental e romântico. No fundo, gostam de admirar-se, "adorar-se", de se acharem maravilhosas e sublimes, e de se considerarem incompreendidas pelos outros. É com base nessa mentira que, de início até imperceptivelmente, põem-se a procurar uma "alma irmã" que as compreenda. E uma "alma irmã" do mesmo sexo...

Se uma pessoa assim não combate essa auto-contemplação e esse sonho a respeito de sua suposta sublimidade, ela põe o pé na rampa, derrapando depois para todas as desordens monstruosas da vida homossexual. A esse respeito, leia na Sagrada Escritura o que diz São Paulo na Epístola aos Romanos, cap. 1, vers. 21 a 32. É impressionante.

Outro segredo é a fuga das ocasiões próximas de pecado.

Segundo a doutrina católica, há obrigação moral sub-gravi de evitá-las.

Uma ocasião de pecado é próxima quando se percebe que pode levar logo ao pecado. Por exemplo, manter amizade e frequentar rodas de pessoas do mesmo sexo em relação às quais o indivíduo, por um apelo de seus instintos desviados, sente atracão homossexual.

Assim, falar de "amizade" entre homossexuais sem temer que acabe, mais cedo ou mais tarde, desfechando no ato abominável, é o mesmo que achar possível brincar de riscar fósforos a dois milímetros da boca aberta de um tonel de gasolina e não prever a explosão. Não é lícito.

Prática homossexual:

Por outro lado, a prática homossexual -- ou seja, manter relações sexuais com pessoas do mesmo sexo -- constitui um pecado abominável aos olhos de Deus, daqueles que a Igreja classifica como "pecados que clamam a Deus por vingança".

De fato, na Sagrada Escritura são várias as condenações explícitas a esse pecado, mostrando eloquentemente a sua ignomínia. Basta citar o proverbial exemplo das cidades de Sodoma e Gomorra, que foram destruídas num apocalíptico dilúvio de fogo vindo do céu, como castigo por esse pecado (Cfr. Gen., cap. 18 e 19). Também no Levítico a condenação ao homossexualismo é clara e radical: "Aquele que pecar com um homem como se fosse mulher, ambos cometem coisa aberrante e sejam punidos de morte; o seu sangue caia sobre eles" (20, 13). Existem ainda condenações ao abjecto ato sodomítico em outros livros da Bíblia, que seria supérfluo acrescentar.

Requinte desenfreado de luxúria:

Nem sempre a prática homossexual (homossexualismo) deriva de uma tendência (homossexualidade) observada desde a juventude ou mesmo desde a infância. Muitas pessoas se tornam homossexuais por um requinte desenfreado de luxúria. Querem ter novas "experiências" nessa matéria, embora antes fossem perfeitamente normais, ou seja, heterossexuais de tendência e de prática. Isto constitui um pecado ainda mais grave, pois não se trata apenas de uma concessão à tendência desregrada e antinatural que porventura a pessoa já tivesse, mas sim da procura deliberada de um pecado contra a natureza, em busca de novas sensações torpes e vergonhosas, severamente proibidas por Deus.

"Vítima" do homossexualismo:

Outras vezes uma pessoa de tendência originária normal, heterossexual, pode ser "forçada" -- note bem: forçada -- a adoptar práticas homossexuais devido a uma permanência prolongada em certos ambientes de baixo nível moral, como penitenciárias, navios em viagens de longo curso, etc. Neste caso o pecado, embora gravíssimo e abominável, pode não ter o mesmo grau de abominação do caso anterior, principalmente se a pessoa for vítima de violência para consentir no ato torpe. Mas deve heroicamente opor toda a resistência possível, sacrificando até a própria vida, a exemplo de uma Santa Inês, de Santa Maria Goretti e de tantos outros heróis da Fé e da Pureza.

As pessoas que adoptam práticas homossexuais nestas duas circunstâncias, geralmente ficam sendo taradas bissexuais, ou seja, com tendência e práticas sexuais com pessoas do mesmo sexo e do outro. Neste caso, suas práticas homossexuais constituem pecado gravíssimo contra a natureza, que clamam a Deus por vingança devido ao extremo grau de malícia que lhes é próprio, enquanto as relações heterossexuais, se realizadas fora do casamento, constituem pecado de fornicação ou, mais grave ainda, de adultério.

A importância da oração e dos Sacramentos:

Para evitar isso, é preciso pedir a graça de Deus e a especial protecção de Nossa Senhora. O que se consegue rezando e frequentando assiduamente os Sacramentos. Porque, sem o auxílio sobrenatural da graça, nenhum homem é capaz de cumprir estavelmente os Dez Mandamentos, sobretudo o 6º e o 9º, ainda mais no mundo permissivista em que vivemos.

- Sr. Cônego, no último número de Catolicismo o Sr. abordou o problema da homossexualidade. Ficaram, entretanto, algumas questões pendentes sobre o mesmo assunto. Peço ao Sr. o favor de dar uma orientação a respeito de dois problemas que, segundo creio, ainda não foram tratados. Em primeiro lugar, embora o homossexualismo seja uma aberração, homossexuais existem. Então qual deve ser a atitude de um católico quando no dia-a-dia encontra uma pessoa com tal vício?

Outro problema é a questão da SIDA. O que pensar sobre essa doença? Como evitá-la?

- Tendo em vista sobretudo o bem das almas, dou aos caros leitores de Catolicismo alguns conselhos sobre a atitude que o bom católico deve tomar em relação aos homossexuais, e alguns esclarecimentos sobre a SIDA.

Como se portar diante de sodomitas? Aí a reta orientação distingue entre a tendência e as práticas homossexuais.

Uma pessoa -- como acentuamos no artigo anterior -- pode ter a infelicidade de apresentar uma tendência homossexual, pela qual não é responsável, observada desde a adolescência, ou mesmo desde a infância. Mas aceita esta cruz com humildade, reconhecendo que é uma tendência desordenada e antinatural, contra a qual deve lutar. Procura então resistir aos seus impulsos, e levar uma vida continente e casta, para ser fiel à Lei de Deus. Tal pessoa merece nosso respeito, consideração e ajuda. Se, talvez por fraqueza, teve a desgraça de cair no pecado infamante do homossexualismo, porém mostra verdadeiro arrependimento, reconhecendo que cometeu um pecado gravíssimo, e tem o firme propósito de jamais voltar a ceder, evitando todas as ocasiões para a queda, então poderá ainda merecer nossa serena compaixão e ajuda. Não deve ser discriminada em razão dessa mórbida tendência, mas advertida energicamente para que jamais frequente ambientes que lhe sirvam de ocasião próxima de pecado.

Repito: quando se trata de matéria grave, o simples expor-se à ocasião próxima já constitui pecado mortal. "Orai e vigiai para não entrardes em tentação", adverte Nosso Senhor (Mt. 26, 41). "Sede sóbrios e vigiai", repete São Pedro Apóstolo (I Ped. 5, 8).

O que fazer ante os homossexuais cínicos e agressivos?

Como vimos, há outras pessoas em que a homossexualidade não se reduz a uma simples tendência, mas também se manifesta por prática consciente e contumaz, à qual dão toda a sua adesão interna e externa. E fazem de sua homossexualidade uma bandeira para a qual pedem o reconhecimento da sociedade, de modo arrogante, petulante e agressivo, exigindo que as suas práticas obscenas, execráveis e antinaturais sejam reconhecidas como um comportamento normal, sadio e legítimo. Os que assim se conduzem devem merecer dos católicos o repúdio votado a todos os pecadores públicos e insolentes, que se declaram ou se comportam como inimigos de Deus e de Sua Santa Lei.

Em todo ambiente onde se encontram, seja ele familiar, profissional ou social, tais pessoas fazem propaganda do homossexualismo, procurando tornar aceito na sociedade um pecado que brada ao Céu e clama a Deus por vingança, ou, pelo menos, criar uma atmosfera de indiferença respeitosa e cínica em relação a tal pecado. Um homossexual dessa espécie, ocupando um cargo de professor, por exemplo, vai incutir nos alunos uma atitude de aprovação em relação ao comportamento homossexual, como também estimular tendências homossexuais porventura existentes em algum deles, para que se consumem nas práticas sodomíticas.

Homossexuais assim são como células cancerosas e pútridas no corpo social. Devem ser repudiados, com nota de execração.

(...)

A respeito do problema da SIDA o que dizer?

É uma peste.

Segundo as autoridades sanitárias, ela é produzida por um vírus, o HIV, que pode ser transmitido diretamente pelo sangue (transfusões, injeções com agulhas ou seringas contaminadas, penetração do vírus por meio de feridas, etc.) ou por meio de relações sexuais, como ocorre freqUentemente.

Quanto às relações sexuais, a que de longe contamina com mais facilidade é o tipo de relação antinatural e infame praticada pelos homossexuais masculinos. É de se observar que este modo antinatural e gravemente pecaminoso de relacionamento sexual também pode ser praticado entre homem e mulher, e até mesmo entre esposo e esposa. Quando dizem que a contaminação pelo HIV está aumentando nas relações heterossexuais, o que na realidade acontece muitas vezes é sua transmissão por meio dessas práticas antinaturais entre homem e mulher.

Cumpre ainda notar que as chamadas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), que se transmitem por meio de relações sexuais, também facilitam a contaminação pelo HIV.

Assim, confirma-se como fato incontestado aquilo que a Igreja sempre afirmou: o melhor meio de evitar tais doenças, inclusive a SIDA, não é o uso de preservativos, terminantemente proibidos pela moral católica e tão propagados pelas autoridades, mas sim a prática da virtude da castidade, a prática da continência sexual.

Numa palavra: a vacina contra a SIDA chama-se 6º e 9º Mandamentos!

* * *

Diálogo com Deus Pai - Visão de Santa Catarina sobre a impureza

"(...) esses infelizes, não somente não refreiam tal tendência, mas fazem algo de muito pior e caem no vício contra a natureza. São cegos e estúpidos, cuja inteligência obnubilada não percebe a baixeza em que vivem. Desagrada-me este último pecado, pois sou a pureza eterna. Ele me é tão abominável, que somente por sua causa fiz desaparecer cinco cidades (cf. Sb 10,6). Minha justiça não mais consegue suportá-lo. Esse pecado, aliás, não desagrada somente a mim. É insuportável aos próprios demónios, que são tidos como patrões por aqueles infelizes ministros. Os demónios não toleram esse pecado. Não porque desejam a virtude; por sua origem angélica, recusam-se a ver tão hediondo vício. Eles atiram as flechas envenenadas de concupiscência, mas voltam-se no momento em que o pecado é cometido".

(Santa Catarina de Sena, O Diálogo, 2a ed., Paulinas, 1984).

Promoção do Homossexualismo: tentativa de reerguer as paredes calcinadas de Sodoma e Gomorra

A imprensa nacional e internacional tem noticiado tristes escândalos morais dados por membros do clero. Dentre tais escândalos sobressai, pela sua especial gravidade, o pecado da homossexualidade.

Ante tais fatos, é compreensível que o católico fique perplexo, mas ele não deve esmorecer na fé. Com efeito, a história eclesiástica prova que esses escândalos já se deram noutras épocas. E disto podemos tirar uma conclusão segura: a perenidade da promessa de Nosso Senhor de que protegerá a Santa Igreja -- "as portas do inferno não prevalecerão" --, apesar da má conduta de seus próprios ministros, que deveriam ser "o sal da terra e a luz do mundo".

Vejamos com que veemência um admirável Santo disseca a maldade de um vício, especialmente se praticado por eclesiásticos. Vício este de tal modo difundido em nossos dias, em que a sua prática até está a ser incentivada por lei em alguns países, entre os quais, desgraçadamente, Portugal. A nossa Pátria não ficou imune a esta ameaça, com a promulgação da pérfida "lei" dos "casamentos" homossexuais.

* * *

São Pedro Damião (+ 1072), Bispo e Doutor da Igreja, escreveu em 1051 seu Livro de Gomorra, que ofereceu ao Papa da época, São Leão IX. A obra era uma colaboração que prestava àquele Pontífice para ajudar a combater a incontinência dos clérigos. O livro de São Pedro Damião foi louvado por aquele Papa santo.

Eis as contundentes palavras de São Pedro Damião sobre o vício do homossexualismo:

"Este vício não é absolutamente comparável a nenhum outro, porque supera a todos em enormidade. Este vício produz, com efeito, a morte dos corpos e a destruição das almas. Polui a carne, extingue a luz da inteligência, expulsa o Espírito Santo do templo do coração do homem, nele introduzindo o diabo que é o instigador da luxúria, conduz ao erro, subtrai totalmente a verdade da alma enganada, prepara armadilhas para os que nele incorrem, obstrui o poço para que daí não saiam os que nele caem, abre-lhes o inferno, fecha-lhes a porta do Céu, torna herdeiro da infernal Babilónia aquele que era cidadão da celeste Jerusalém, transformando-o de estrela do céu em palha para o fogo eterno, arranca o membro da Igreja e o lança no voraz incêndio da geena ardente.

Tal vício busca destruir as muralhas da pátria celeste e tornar redivivos os muros da Sodoma calcinada. Ele, com efeito, viola a temperança, mata a pureza, jugula a castidade, trucida a virgindade, que é irrecuperável, com a espada da mais infame união. Tudo infecta, tudo macula, tudo polui, e tanto quanto está em si, nada deixa puro, nada alheio à imundície, nada limpo. Para os puros, como diz o Apóstolo, todas as coisas são puras; para os impuros e infiéis, nada é puro, mas estão contaminados o seu espírito e a sua consciência (Tit. I, 15).

Esse vício expulsa do coro da assembleia eclesiástica e obriga a unir-se com os energúmenos e com os que trabalham com o diabo, separa a alma de Deus para ligá-la aos demónios. Essa pestilentíssima rainha dos sodomitas torna os que obedecem as leis de sua tirania torpes aos homens e odiáveis a Deus, impõe nefanda guerra contra Deus e obriga a alistar-se na milícia do espírito perverso, separa do consórcio dos Anjos e, privando-a de sua nobreza, impinge à alma infeliz o jugo do seu próprio domínio. Despoja seus sequazes das armas das virtudes e os expõe, para que sejam trespassados, aos dardos de todos os vícios. Humilha na Igreja, condena no fórum, conspurca secretamente, desonra em público, rói a consciência como um verme, queima a carne como o fogo.

Arde a mísera carne com o furor da luxúria, treme a fria inteligência com o rancor da suspeita, e no peito do homem infeliz agita-se um caos como que infernal, sendo ele atormentado por tantos aguilhões da consciência quanto é torturado pelos suplícios das penas. Sim, tão logo a venenosíssima serpente tiver cravado os dentes na alma infeliz, imediatamente fica ela privada de sentidos, desprovida de memória, embota-se o gume de sua inteligência, esquece-se de Deus e até mesmo de si.

Com efeito, essa peste destrói os fundamentos da fé, desfibra as forças da esperança, dissipa os vínculos da caridade, aniquila a justiça, solapa a fortaleza, elimina a esperança, embota o gume da prudência.

E que mais direi, uma vez que ela expulsa do templo do coração humano toda a força das virtudes e aí introduz, como que arrancando as trancas das portas, toda a barbárie dos vícios?

Com efeito, aquele a quem essa atrocíssima besta tenha engolido, entre suas fauces cruentas, impede-lhe, com o peso de suas correntes, a prática de todas as boas obras, precipitando-a em todos os despenhadeiros de sua péssima maldade. Assim, tão logo alguém tenha caído nesse abismo de extrema perdição, torna-se um desterrado da pátria celeste, separa-se do Corpo de Cristo, é confundido pela autoridade de toda a Igreja, condenado pelo juízo de todos os Santos Padres, desprezado entre os homens na terra, reprovado pela sociedade dos cidadãos do Céu, cria para si uma terra de ferro e um céu de bronze, De um lado, não consegue levantar-se, agravado que está pelo peso do seu crime; de outro, não consegue mais ocultar seu mal no esconderijo da ignorância, não pode ser feliz enquanto vive, nem ter esperança quando morre, porque, agora, é obrigado a sofrer o opróbrio da derrisão dos homens e, depois, o tormento da condenação eterna" (Liber Gomorrhianus, c. XVI, in Migne, Patristica Latina 175-177).

São Pedro Damião

Fonte: http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=D2EE3F53-3048-560B-1C513D95099D4B7D&mes=Fevereiro1997

terça-feira, 18 de maio de 2010

Protesto contra a promulgação do diploma do "casamento" homossexual

Via blog "O Inimputável",


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Excelentíssimo Senhor Presidente da República


Depois de ter indeferido a petição para a realização de um referendo com cerca de cem mil assinaturas, a Assembleia da República aprovou, sem ser por unanimidade, no passado mês de Fevereiro, uma lei que permite o casamento civil entre dois homens ou entre duas mulheres.

Como o Senhor Presidente da República leu na sua declaração, é de lamentar que não se tenham evitado naquele processo legislativo, clivagens desnecessárias na sociedade portuguesa face à grave crise que o País atravessa. Mas, valha a verdade, também como constatou o Presidente da República, as forças partidárias que aprovaram o referido diploma não estão minimamente preocupadas com a conflitualidade social. Aliás, a chave de todo este miserável imbróglio está aí: é que a visão que do mundo têm essas forças partidárias é definitivamente dialéctico e conflitual.

O Senhor Presidente da República evocou a crise económica para não fazer uso do veto, porém antes de ser económica, a crise que Portugal atravessa é uma profundíssima crise de valores e de convicções. Depois da visita recente do Santo Padre ao nosso país, onde se escutaram palavras em defesa da vida humana e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher, os católicos portugueses sentem-se traídos com a promulgação desta lei, tal como já haviam sido traídos com a promulgação por V. Exa. da lei do aborto. Portanto, com mais esta promulgação, o Presidente da República tornou-se mais do que coadjutor, tornou-se cúmplice, o que o há-de amarrar à história com algemas muito pesadas.

Não há uma ética da responsabilidade por oposição a uma ética de convicção pessoal. Há ética, que é como a verdade: não tem relativos. Deste modo, os actos políticos devem ser baseados em convicções ideológicas, dando primazia ao bem comum, e nunca em prognósticos de derrota antecipada, como foi o caso. Hoje perde-se, amanhã ganha-se. Porém, neste caso, V. Exa. escolheu a rendição, criando uma derrota desonrosa, irresponsável, uma profunda desilusão e, acima de tudo, uma ferida aberta no coração de muitos milhares de portugueses.

Finalmente, mais do que uma derrota de alguns , a promulgação da lei que permite o casamento civil entre dois homens e entre duas mulheres, foi um desrespeito com as raízes morais do povo português e uma negação do poder constitucional do Presidente da República.

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Copiar texto e colar na seguinte página da Presidência da República:

http://www.presidencia.pt/?action=3

Mostremos o nosso descontentamento e indignação face a esta grave ofensa a Deus, a Portugal e aos Portugueses.

Por Portugal!

A Promulgação do Pecado ou a Vergonha Portuguesa

"As iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum."

(Papa Bento XVI, 13 de Maio de 2010)



Ditadura Gay


Faço uma interrupção no luto que vivo pela indecência que se instalou em Portugal, um dia depois do trágico dia 17 de Maio de 2010, apenas comparável a outro trágico dia: o de 11 de Fevereiro de 2007.

Ontem foi promulgada em Portugal a absurda e insultuosa lei que legaliza os emparelhamentos homossexuais, chamando-os de "casamento".

Fica assim instaurada a imoralidade e perversidade em Portugal...

Interrompo o meu luto para reproduzir e subscrever as palavras do Pe. Nuno Serras Pereira que, como muitos outros, entre os quais eu, não vêem motivos para festejos, pois não se festeja a morte nem o mal.

PORTUGAL NÃO AGRADECE!

Com a devida vénia ao Pe. Nuno, incansável na proclamação da Verdade:

"Não há nenhuma dúvida que quer a Doutrina Católica quer a Lei Moral Natural reconhecem e anunciam que os actos sexuais entre pessoas do mesmo sexo são intrinsecamente perversos e depravados; e que a legalização do pseudo-casamento entre pessoas do mesmo sexo ou de “uniões civis”, como as que existem em França e em Inglaterra, por exemplo, constitui uma grave injustiça e uma cooperação formal com o pecado mortal praticado ao abrigo dessa “lei”, tornando a pessoa que legisla ou promulga tal absurdo, moralmente responsável de todo o mal que dela derivar.

Há preceitos que são absolutos morais e que por isso obrigam sempre, sem excepção alguma, em toda e qualquer circunstância, e que, por isso mesmo, não são negociáveis. Tal é o caso em apreço. E não é verdade que no caso de vetar a “lei” ela passaria de qualquer maneira, porque o Presidente pode dissolver a assembleia da república e pode também renunciar ao mandato.

Ao promulgar a “lei” iníqua do falsamente denominado “casamento” entre pessoas do mesmo sexo o Presidente da República, que se proclama católico praticante, comete um gravíssimo pecado que gera uma “grande perseguição” à Igreja. Não só pelo seu pecado em si, mas também por todos os efeitos funestos que dessa “legislação” derivarão.

Talvez o político consiga enredar as multidões como Lenine, Hitler, Mussolini ou Obama mas um dia, brevemente, terá de responder diante do Supremo Juiz, prestando rigorosas contas dos imensos crimes por que foi responsável."

Nuno Serras Pereira

17. 05. 2010

* * *

Mãe Castíssima, rogai por nós!

Virgem Santíssima, salvai-nos e salvai Portugal!

Fonte: http://jesus-logos.blogspot.com/

segunda-feira, 17 de maio de 2010

DE LUTO POR PORTUGAL!

Envergonhado, a partir de agora posso dizer, não antes de uma náusea, que, no MEU PORTUGAL, duas pessoas do mesmo sexo podem EMPARELHAR-SE e serem chamados de casal.


Este blog está de luto pelo Portugal que sempre teve dignidade.
Pela honra que a Pátria sempre teve.
Pelo CASAMENTO único e verdadeiro entre HOMEM E MULHER que hoje vai a enterrar.

De luto, num dia em que choram os sérios e riem-se os indecentes.

Adeus, Portugal.

Até à reconquista dos Valores que sempre te caracterizaram!

Até breve! Até à nova Cristandade que desponta, no meio da lama e do lixo social em que te enterraram.

Cavaco pronuncia-se hoje sobre o emparelhamento (que querem chamar de "casamento") homossexual.

"Exprimo profundo apreço a todas aquelas iniciativas sociais e pastorais que procuram lutar contra os mecanismos sócio-económicos e culturais que levam ao aborto (...), às iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum."

(ENCONTRO COM AS ORGANIZAÇÕES DA PASTORAL SOCIAL,

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI,

em Fátima, a13 de Maio de 2010)


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O Presidente da República, Cavaco Silva, anunciará esta noite, por volta das 20h15, no Palácio de Belém, se veta ou promulga a diabólica lei que permite o emparelhamento homossexual, chamado de "casamento" entre duas pessoas do mesmo sexo.

Aguardemos, confiando no bom-senso, inteligência, decência e consciência do Presidente da República, e confiando na maternal protecção da Santíssima Virgem, Rainha de Portugal.

Mãe Castíssima, rogai por nós e velai por Portugal!