terça-feira, 22 de junho de 2010

São João Baptista, rogai por nós!

«Apareceu um homemenviado por Deus, que tinha o nome de João» (Jo 1,6)


Para que em toda a terra se proclamem
Os prodígios que em vós resplandeceram,
A vós erguemos, São João Baptista,
Nossos cânticos.

Um mensageiro vindo das alturas
Vosso nome bendito anunciou,
Profetizando o vosso ministério
Precursor.

Por duvidar do que dissera o Anjo,
Zacarias não pôde mais falar,
Até chegar a hora de cumprir-se
A promessa.


Mas o ventre materno vos gerou,
Segundo a Providência do Senhor.
E do milagre nascerá o anúncio
Do Messias.

Ao Céu se eleve em coro a nossa voz:
Dêmos glória ao Senhor pelos seus Santos,
No ardor das nossas súplicas a Deus
Uno e trino.

A liturgia faz-nos celebrar a Natividade de São João Baptista, o único Santo do qual se comemora o nascimento, porque marcou o início do cumprimento das promessas divinas: João é aquele «profeta», identificado com Elias, que estava destinado a preceder imediatamente o Messias para preparar o povo de Israel para a sua vinda (cf. Mt 11, 14; 17, 10-13). A sua festa recorda-nos que a nossa vida é inteira e sempre «relativa» a Cristo e realiza-se acolhendo-O, que é Palavra, Luz e Esposo, do qual nós somos vozes, lâmpadas e amigos (cf. Jo 1, 1-13; 1, 7-8; 3, 29). «Ele é que deve crescer, e eu diminuir» (Jo 3, 30): esta expressão do Baptista é programática para cada cristão. (Bento XVI, Angelus, 25 de Junho de 2006)


domingo, 20 de junho de 2010

O pecado saiu à rua em Lisboa

A notícia do satânico desfile, ontem, na capital portuguesa.



5.000 almas a caminho do Inferno e a ofenderem gravemente, como pregos e espinhos, a Nosso Senhor!
É ESTA VERGONHA que querem fazer de Portugal?


Em reparação de tais monstruosas ofensas:

Bendito seja Deus.
Bendito seja Seu Santo Nome.
Bendito seja Jesus Cristo, Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem.
Bendito seja o Nome de Jesus.
Bendito seja Seu Sacratíssimo Coração.
Bendito seja o Seu Preciosíssimo Sangue.
Bendito seja Jesus, no Santíssimo Sacramento do Altar.
Bendito seja o Espírito Santo Paráclito.
Bendita seja a grande Mãe de Deus, Maria Santíssima.
Bendita seja sua Santa e Imaculada Conceição.
Bendita seja sua gloriosa Assunção.
Bendito seja o Nome de Maria, Virgem e Mãe.
Bendito seja São José, seu castíssimo Esposo.
Bendito seja Deus, nos seus Anjos e nos seus Santos.

Oh! Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.
Coração Imaculado de Maria, sede a nossa salvação!

DEUS SANTO,
DEUS FORTE,
DEUS IMORTAL,
TENDE PIEDADE DE NÓS, DE PORTUGAL E DO MUNDO INTEIRO!

sábado, 19 de junho de 2010

Pérolas soltas de Saramago, "extremista e populista".


O diário da Santa Sé publica um obituário intitulado “A (presumível) omnipotência do narrador”, assinado por Claudio Toscani
.
“Foi um homem e um intelectual de nenhuma admissão metafísica, ancorado até ao final numa confiança arbitrária no materialismo histórico, aliás marxismo” (...)Colocado lucidamente entre o joio no evangélico campo de trigo, declara-se sem sono pelo pensamento das cruzadas ou da Inquisição, esquecendo a memória do ‘gulag’, das purgas, dos genocídios, dos ‘samizdat’ culturais e religiosos”.
O texto passa em revista a produção literária do escritor português, qualificando o romance “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” (1991) de “obra irreverente” que constitui um “desafio à memória do cristianismo”.

“Relativamente à religião, atada como esteve sempre a sua mente por uma destabilizadora intenção de tornar banal o sagrado e por um materialismo libertário que quanto mais avançava nos anos mais se radicalizava, Saramago não se deixou nunca abandonar por uma incómoda simplicidade teológica (...). Um populista extremista como ele, que tomou a seu cargo o porquê do mal do mundo, deveria ter abordado em primeiro lugar o problema das erróneas estruturas humanas, das histórico-políticas às socio-económicas, em vez de saltar para o plano metafísico”.

O artigo afirma que Saramago não devia ter “culpado, sobretudo demasiado comodamente e longe de qualquer outra consideração, um Deus no qual nunca acreditou, através da sua omnipotência, da sua omnisciência, da sua omniclarividência”.



Via Público

Pérolas da erva-daninha da literatura, recém-falecida:

"A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!” (Agora que O viu face-a-face, pelo menos nos momentos terríveis que se seguiram à morte, durante o juízo particular, será que teve a coragem de Lhe chamar esses nomes? Ou curvou-se e escondeu a cara envergonhado e vendo o Inferno a abrir-se para o receber?)

“O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!” (Aleluia irmãos! O Iluminado  falou! Foi preciso vir o traidor da Pátria para perceber que estamos a ser enganados há milénios!)

“O teólogo Hans Kung disse sobre isto uma frase que considero definitiva, que as religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos uns dos outros. Só isto basta para acabar com isso de Deus”. (É engraçado ver como os inimigos da Igreja se juntam todos quando se trata de atacar o Corpo Místico de Cristo).

 "No Catolicismo os pecados são castigados com o inferno eterno. Isto é completamente idiota!”. (Esta frase deve ter ecoado por aqueles ouvidos no momento em que lá chegou...)

“Nós, os humanos somos muito mais misericordiosos. Quando alguém comete um delito vai cinco, dez ou 15 anos para a prisão e depois é reintegrado na sociedade, se quer” (Viva o Comunismo! Nós humanos somos muito mais imperfeitos no sentido de Justiça. Se este desprezo pela misericórdia divina o acompanhou mesmo até ao fim...estará a tostar num abismo infernal agora e para todo o sempre...)

“Mas há coisas muito mais idiotas, por exemplo: antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?” (E "descanso" eterno para ele? E as homenagens terrenas, exageradas e idiotas para alguém que se condenou por burrice? Tem algum sentido? Nem ele tinha sentido...agora talvez lhe dê algum à sua vida que desperdiçou... mas tarde demais...)

“Deus só existe na nossa cabeça, é o único lugar em que nós podemos confrontar-nos com a ideia de Deus. É isso que tenho feito, na parte que me toca”. (Gostava de ver a cara do raivoso quando se confrontou face-a-face com o Altíssimo! Neste momento já percebeu que Deus não está (só) nas nossas cabeças, mas está também num sítio onde provavelmente ele nunca alcançará. Neste momento já amaldiçoou a vida que levou na Terra, sofrendo terrivelmente as consequências disso... Longe do mundo, onde as homenagens se sucedem, no lugar do choro e ranger de dentes, de nada lhe valem agora a fama e o proveito que tirou das suas obras imundas).



Para o asqueroso escritor, a esperança acabou ontem, ao mesmo tempo que a vida eterna começou...talvez não da melhor maneira...


Lamento o Luto Nacional.
Lamento a Bandeira Nacional em cima do caixão (porque não a foice e o martelo?).
Lamento as bandeiras a meia-haste.
Lamento as declarações de alguns membros do clero português.
Lamento os exagerados enaltecimentos ao finado.
Lamento o transporte do corpo para Portugal num avião do Estado, do país que renegou.
Lamento a hipocrisia desta gente que gosta de ficar bem na fotografia e ir prestar homenagens a um homem que traiu a Pátria, como se de um herói se tratasse.
Lamento , Sr. Saramago, mas acabou o tempo.

"Que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?" (Mc 8:36)

Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma? Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos.
(Mc 8, 35-38)






Pérola do "teólogo" Joaquim Carreira das Neves, sobre o lixo que esta erva daninha traidora da Pátria deixou de herança:
"Também a Bíblia é uma obra-prima de ficção, desde o mito, passando por contos, lendas, sagas, poesia, literatura sapiencial, evangelhos, história, cartas, apocalipse. " (sim, tudo com minúscula...)


Miserere nobis, Domine!



A verdadeira inspiração do desgraçado comunista e ateu.

Deus o tenha?!

"Eis que um grande inimigo da Igreja se foi para o outro mundo, um ateu inveterado que, com suas obras, nunca deixou de zombar da fé cristã.

Foi-se um cara amargo, um atormentado pela idéia fixa de negar a Divina existência, um infeliz que encontrou no marxismo a razão de sua vida.

Eis que chegou o grande dia! O Divino Redentor veio buscá-lo pessoalmente em casa, no sossego da maresia das Canárias.
Ora, mas os homens envelhecem, e o cara amargo durou até demais!
“E agora, José?” Como será para a sua alma pobre e amargurada ver face a face Aquele a quem chamaste de “o maior absurdo criado pelo cérebro humano”?
Como terá sido sua vida, nessa luta inglória de querer provar, com uma obsessão doentia, que Deus não existe?
Que vida tormentosa, não é mesmo?
Nem toda a riqueza acumulada com a venda de livros (para pessoas que viam em você, prezado cara amargo, um farol na luta obstinada contra a existência de Deus) te servirá de porcaria nenhuma!
Sequer aproveitaste a velhice para descansar sua boca, exausta de tanto vociferar contra Deus, Jesus Cristo e a Igreja, em nome de idiotas teorias sem fundamento.
Veja o papa, a quem chamaste de “cínico”! Veja a grandeza de alma que esse ancião bávaro possui, grandeza essa que você nunca teve!
Olhe a serenidade do sumo pontífice, mesmo com tantas críticas, tanto ódio, tanta raiva incontida lançada contra ele!
Veja agora onde estás, “camarada”! Veja se poderá viver na eternidade com toda a bajulação que tinhas aqui na terra.
Só sei que as suas rubras e venenosas palavras contra Jesus Cristo não ficarão impunes, restando-lhe tão somente confiar, não naquele “velho barbudo” alemão de raça judaica, mas na misericórdia do Criador.
Sua presença antipática e pedante acabou, chegou ao fim. Foi-se, e vejamos se a foice e o martelo serão suficientes para suplantar o poder da Santa Cruz, contra a qual ferrenhamente combateste.
Deus o tenha? Não sei, prezado poeta vermelho, se devo desejar-lhe isso."

POSTADO POR EVANDRO MONTEIRO, IN O CRUZADO MISSIONÁRIO


Pessoalmente, não aprecio o estilo dele, nem sequer a sua pessoa. E todos têm todo o direito de apreciar. No entanto, só constato um facto: o homem morreu e terá o que merece (tal como todos nós) na eternidade onde se encontra.

E de facto, não me alegro ao pensar no encontro com o Altíssimo, o tal que não existia, e - no caso de não se ter arrependido no último momento - não me alegro com a sua condenação eterna (o mais provável), estando a queimar no Inferno, neste preciso momento e assim para toda a eternidade. Isto, repito, se realmente recusou a Misericórdia de Deus até ao último suspiro. Caso contrário, precisará mesmo de muitas orações pois certamente que ainda sofrerá muito no fogo purificador do Purgatório pelas baboseiras e diarreia verbal (e escrita) todas que disse contra Deus e contra a Igreja, e contra o Papa.

Como isso só Deus sabe, digo: que tenha o que merece, mediante a sua consciência naquele momento decisivo e terrível em que foi chamado a comparecer diante do Tal que não existia, e mediante a Justiça e Misericórdia infinitas de Deus.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morreu Saramago



Depois de ter intoxicado a literatura portuguesa (e mundial) com o veneno e o lixo dos seus livros, o "escritor" e Nobel de conveniência José Saramago morreu hoje, aos 87 anos.

À família, os meus pêsames. A ele, para quem o tempo acabou, que tenha, na eternidade, o que merece.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

"Casamento" homossexual: das mentiras aos perigos!










Melhor dizendo... Emparelhamentos gays!
"Há necessidade de verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo, sobretudo nos meios humanos [política, meios de comunicação social] onde o silêncio da fé é mais amplo e profundo. (...) Não faltam crentes envergonhados que dão as mãos ao secularismo, construtor de barreiras à inspiração cristã".


A Família é a base da sociedade. Se virmos a sociedade como um corpo, as famílias são as suas células. Ora, um corpo só sobrevive se as células forem saudáveis. Células anormais fazem o corpo adoecer e a sua multiplicação leva à morte do organismo.


A sociedade está assim em risco de infectada por um cancro social - infecção deliberada, homicida e irracional - porque querem que as células doentes/anormais sejam tidas como saudáveis. Falo das caricaturas reles de "casamentos" que mais não são que emparelhamentos de homossexuais que não distinguem (muitos porque ninguém lhes explicou a tempo) o vício em que estão metidos do amor verdadeiro, que só existe entre homem e mulher. Parelhas que pretendem ser "famílias".


Famílias falsas, células malignas que, com a aceitação por parte do organismo, se vai multiplicar e matar a sociedade.


ABAIXO A IMORALIDADE!


A propósito, continuamos a aguardar um candidato para o sucessor do mais recente traidor da Pátria, o sr. Aníbal Cavaco Silva.


Porque:
“As crianças têm direito a uma família e a um casamento normal”. 







1 -
Não há discriminação: a lei é igual para todos e a sociedade tem um modelo de casamento que tem demonstrado a sua eficiência durante séculos.

2 – Casar homossexuais é um experimento social inédito; é um
experimento social que nunca antes foi tentado. Nenhuma civilização implantou o casamento homossexual. Mesmo as sociedades que permitiam a homossexualidade e até a fomentavam em certas idades e classes sociais, como os gregos antigos, entendiam claramente o casamento como a união estável entre um homem e uma mulher abertos a terem filhos. Uma coisa eram as práticas sexuais dos cidadãos, e outra muito diferente a família, a geração e a educação dos filhos. A homossexualidade assumiu muitas formas em distintas sociedades, mas nunca foi relacionada com o casamento. Fazer experiências com o modelo social é irresponsabilidade e perigoso, embora muitos defendam essa experiência por razões ideológicas de repúdio à família e não por razões científicas e nem sequer de demanda social (a imensa maioria da população mundial é contra).

3 – Não existe o gene homossexual. O
homossexual não nasce, se faz. Não é possível demonstrar cientificamente que a homossexualidade está ligada à herança genética ou que a tendência a ser homossexual esteja determinada desde o nascimento. O que está demonstrado e que é defendido por um amplo e respeitável sector científico é que a prevalência da tendência homossexual obedece a factores ambientais e está condicionada pela própria psicologia e educação. Qualquer pessoa pode realizar actos homossexuais se quiser e pode também deixar de realizá-los se quiser. Por isso, a maioria dos homossexuais pode deixar de sê-lo como a terapia clínica tem demonstrado... Um ambiente favorável à homossexualidade aumenta o número deles nesse ambiente; por outro lado, em um ambiente onde a homossexualidade é tolerada mas não propagada, diminui o número de homossexuais.

4 – Para evitar os abusos contra os homossexuais
não é preciso aprovar o casamento de homossexuais. Quase todos os benefícios de um matrimónio a nível de heranças, transmissão de bens, propriedades compartilhadas, etc., podem ser regulados por duas pessoas, ou mais, com acordos legais, independentemente de que tenham relações sexuais. De fato os poucos pares homossexuais realmente interessados nesses temas já estabeleceram acordos entre si. O problema aqui é muitas vezes outro: a instabilidade dessas relações faz com que muitas das previsões relativas ao casamento não sejam aptas para as uniões homossexuais, por essa instabilidade. Se um homossexual varão tem como média relações com 39 pessoas ao longo de sua vida, com quantas se casará? De quantas de divorciará? Quais delas terão esses direitos legais, posto que com todas, ou algumas, estiveram casadas? E quando estiver se fartado de casar, não terão os pares posteriores esses mesmos direitos?

5 – Legalizar o matrimónio homossexual estabelece uma
distorção em comparação com as pessoas que vivem juntas sem relações sexuais. Duas idosas que vivem juntas, três irmãos em uma casa, quatro amigos que compartilham a mesma casa há anos..., têm uma relação com afectividade, compromisso e convivência igual que podem ter dois homossexuais. Entretanto, se vêem privadas das vantagens legais do casamento gay porque não praticam sexo entre eles. O casamento gay em realidade premia os praticantes de certo tipo de sexo, privilegiando-lhes sobre outras convivências afectivas e estáveis. É evidente a diferença com o casamento comum, que premia a complementaridade homem-mulher estável e está aberta à geração e criação dos filhos.

6 – Legalizar o casamento homossexual estabelece um agravo comparativo com os
polígamos... e com qualquer outra combinação numérica. Ao contrário do casamento homossexual que nunca foi aceito por nenhuma civilização, a poligamia tem uma larga tradição e numerosos países e sociedades, inclusive em nossos dias. Se se casam dois homens, com que argumentos impediremos a nossos cidadãos muçulmanos ou de origem sub-saariana que não se casem com duas ou mais mulheres? Pode um emigrante pedir por reagrupação familiar e que venham suas três esposas? Ao menos, as uniões polígamas tradicionais têm filhos e são estáveis, o que é um bem social. Com que argumentos os defensores do casamento gay o impediriam? Nos ambientes homossexuais o que se pede é a aprovação da poligamia bissexual. Um famoso escritor o exemplificava em um número da revista homossexual Zero: um amigo seu está casado com uma mulher, mãe de seus filhos; mas é homossexual, e tem uma relação com um homem. Por que esconder? Por que não casar-se todos entre eles? Assim, as crianças teriam dois pais. Quando o casamento deixa de ser o que é (um homem e uma mulher unidos em um ato de amor que pode gerar novas vidas), então, pode redefinir-se para ser qualquer coisa.

7 – Legalizar o casamento
gay debilita o casamento heterossexual, da mesma forma que a moeda falsa debilita a moeda verdadeira. Muitas pessoas pensam que não lhes afecta em nada que os homossexuais se casem. É o mesmo que pensar: “não me afecta em nada que haja gente que faça circular notas falsas de 100 reais, eu sou honrado e não as usaria, de fato quase nunca vejo notas de 100 reais”. Entretanto, é evidente que a circulação de notas falsas nos afecta a todos, porque se perde a confiança no dinheiro, as pessoas as usam com reticências e preferem usar outras moedas (dólares por exemplo) ou não comerciar ou não aceitar certas notas e ao final a economia de todos se recente porque tudo fica mais caro. O mesmo acontece quando se faz circular um casamento falso como se fosse casamento. Nos países nórdicos, onde as uniões são equiparadas ao casamento, a metade das crianças nascem fora do casamento. Ao dar à união homossexual a legalidade de casamento se dá a mensagem à sociedade de que na realidade casar-se não significa nada nem se contrai nenhuma responsabilidade ante os filhos. Como consequência as pessoas não se casam e seu compromisso é débil. Assim como a moeda falsa cria desconfiança no sistema económico, o casamento falso cria desconfiança no compromisso inter-pessoal e social. Uma sociedade baseada na desconfiança, a desvinculação e a falta de compromisso nunca funcionará tão bem como uma baseada em famílias estáveis, comprometida por toda a vida com o bem estar dos cônjuges, crianças e parentes.

8 – Na realidade
poucos homossexuais se casam; o objectivo do movimento gay é destruir o matrimónio heterossexual. Reconheceram isso muitas vezes os lideres homossexuais na Espanha e no resto do mundo. Na realidade muito poucos deles querem se casar. Mas o movimento homossexual político força a exigência do casamento para mudar a sociedade e eliminar uma instituição (o matrimónio monólogo e por toda a vida) em que não crêem. “Lutar pelo casamento do mesmo sexo e seus benefícios e então, uma vez garantido, redefinir a instituição do casamento completamente, pedir o direito de casar-se não como uma forma de aderir-se aos códigos morais da sociedade, senão de desbancar um mito e alterar radicalmente uma instituição arcaica. [...] A acção mais subversiva que podem empreender os gays e lésbicas [...] é transformar por completo a noção de família”. [Michael Signorile, activista homossexual e escritor, citado em “Crisis Magazine”, 8 de janeiro de 2004]. O activismo homossexual não quer formar “famílias como as demais”. Mas querem fazer com que todas as famílias sejam como as suas, para a qual a chave é desmontar “conceitos arcaicos e caducos como fidelidade, monogamia, compromisso, fecundidade, paternidade, maternidade”, etc.

9 – Legalizar o casamento homossexual significa legalizar
a [repugnante!] entrega de crianças a homossexuais. Há gente que diz “eu vejo bem que os gays se casem, mas que não adoptem filhos”. É um erro pensar que se vai legalizar o casamento sem a adopção: se se legaliza o casamento, se incluirá sempre a adopção. Quem apoia uma coisa está apoiando a outra, queira ou não, porque nosso direito permite adoptar conjuntamente aos cônjuges: uma vez casados, já são cônjuges, e poderão adoptar. Ainda que algumas lésbicas tenham filhos de relações anteriores, os buscaram (mediante inseminação artificial ou com cooperação de um homem) a adopção acontece para que os homossexuais que, obviamente, não têm filhos, concordem com a educação de crianças que, obviamente, eram de casais heterossexuais. A adopção de homossexuais tem diversas desvantagens para a sociedade que a permita, começando que a escassez de crianças faz que se tragam crianças da China, Rússia e outros países... que não vão dar crianças a países onde os homossexuais adoptem. Assim, o desejo de uma minoria ínfima vai dificultar a milhares de casais que querem adoptar. Mas, o ponto chave é que uma criança tem direito a um pai e a uma mãe, direito violado se ela for entregue a dois homens ou a duas mulheres. Duas pessoas do mesmo sexo não são idóneas para a criação e educação das crianças, que careceriam de referencias paterno/masculino (se são duas lésbicas) ou materno/feminino (se são dois homossexuais).

10 - Legalizar o casamento homossexual significa por toda a máquina educativa do Estado a serviço do homossexualismo político. Se o casamento
gay é legal, isto será ensinado nas escolas. Os livros textos das crianças explicarão a doutrina que as associações homossexuais tenham indicado: que a homossexualidade é normal, que é bom ter dois pais e duas mães, que as crianças devem experimentar sua sexualidade para descobrir que sexo lhes atrai mais e que as pessoas que se opõem à homossexualidade (como os pais das crianças cristãs) são intolerantes. ´De de se supor que cada seriado de televisão terá seu par de homossexuais ou lésbicas com crianças, convivendo felizes para exemplo e edificação de tantos casamentos com problemas. De fato, há na Espanha centros de “scouts” e de ócio infantil que activamente difundem já esta ideologia.






11 – Legalizar o matrimónio homossexual implicará a médio prazo multas e
penas de cadeia para quem criticar a actividade homossexual. [ Por mim SEMPRE será criticada!!]  Na Suécia, onde há uniões gays desde 1995 com adopção de crianças desde 2002, se decretou pena de cadeia para um pastor luterano que se limitava a pregar as palavras de São Paulo sobre a homossexualidade. Outro país onde criticar a homossexualidade tem gerado multas e processos é o Canadá. O grau de respeitabilidade da relação gay (não já da pessoa, que obviamente é merecedora de respeito simplesmente por ser pessoa) será extremo e sua critica punível. A liberdade de expressão se verá cortada e provavelmente também a liberdade religiosa. Muitos de nossos bispos e líderes cristãos acabarão na cadeia.

12 – A legalização do casamento homossexual provocará uma
queda na qualidade da vida. Os homossexuais têm menor esperança de vida e são mais propensos a sofrer conflitos psicológicos e a manifestar tendências suicidas. Muitos homossexuais vivem a homossexualidade como sofrimento. As mesmas publicações gays mostram que o alto índice de incidência de desordens afectivas e de patologias de conduta entre os homossexual. A SIDA, como sendo um dos factores mais importantes, não é, desde o ponto de vista da saúde, o que mais incide na diminuição da esperança de vida gay. A homossexualidade geralmente é acompanhada de adições não saudáveis e de transtornos como ânsias neuróticas e, na idade mais adulta, de solidão. A proposta generalizada da homossexualidade como opção de vida saudável originaria um incremento dos gastos de saúde de toda a sociedade.

13 – Legalizando o casamento homossexual, a sociedade
alargará seu abismo com outras civilizações e a própria cultura ocidental. Casar homossexuais e desvalorizar a família não vai ajudar a nada o diálogo Oriente-Ocidente nem a mostrar as bondades da democracia. Chamar de “direitos humanos” ao casamento homossexual, para que o mundo no Ocidente veja que impôs uma moral (ou uma imoralidade, desde seu ponto de vista) não baseada na natureza comum do ser humano senão no individualismo, o materialismo e o hedonismo. Milhões de muçulmanos e chineses (e a autoridade moral do Ocidente) serão prejudicados por esta pedra no modo de estender uma autêntica democracia e direitos humanos para todos. Há, pois razões práticas de convivência internacional para que uma sociedade responsável diga “não” ao casamento de homossexuais desde o respeito a essas pessoas.

Nenhum de nossos argumentos é de índole religiosa. Permitir o casamento homossexual e a adopção de crianças por homossexuais é
atentar contra as famílias e supõe um grave dano às crianças e à sociedade toda.

(Retirado de uma petição contra o emparelhamento gay).

VIVEMOS ASSIM NUM PAÍS DOENTE, ONDE OS PIORES CRIMES SÃO PERMITIDOS (COMO O ABORTO) E AS IMORALIDADES INCENTIVADAS E APROVADAS!

Cem mulheres católicas apoiam a candidatura de Bagão Félix à Presidência.

Porque Cavaco, o Promulgador, traidor da Pátria e dos portugueses, nunca mais!

DEUS SANTO,
DEUS FORTE,
DEUS IMORTAL,

TENDE PEIDADE DE NÓS, DE PORTUGAL E DO MUNDO INTEIRO!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Real Basílica de Mafra

REAL BASÍLICA DO CONVENTO DE MAFRA


O excelente blogue Tribuna faz referência à restauração dos seis órgãos da Real Basílica do Convento de Mafra.

Estando eu, nortenho, a morar nesta vila há alguns (poucos) anos, não posso deixar de fazer "publicidade" a esta pérola do Oeste português, onde me desloco várias vezes durante a semana.

Aspecto exterior do Palácio.

Claustros e jardins do Convento.

Vista aérea do Palácio Nacional de Mafra, onde se enquadra a Real Basílica.

Frontal da Basílica

Pórtico no átrio da Basílica.

A Capela-Mor

Outro aspecto da Capela-Mor

Altar de uma das Capelas Laterais.


Cúpula da Basílica

Dois dos 6 órgãos da Basílica

Galeria Real, ao fundo da Basílica.

[mafra04.jpg]
São Sebastião e São Bruno - duas Imagens da magnífica estatuária da Basílica.

* * *
Pronto, depois da publicidade à mai-linda terra do Litoral Oeste, devo dizer que vale a pena ir à Missa a Mafra. Seja ao dia de semana, em que a Missa é rezada, de terça a sexta-feira, na capela lateral do Santíssimo Sacramento às 18h, (excepto solenidades, que é celebrada no Altar-Mor), seja ao fim-de-semana, principalmente ao Domingo, às 11h30, quando os órgãos (ou pelo menos um) acompanha o magnífico coro ;)

E vale mesmo a pena assistir a um concerto de órgãos na Basílica.

Aliás, vale mesmo a pena visitar a Real Basílica de Mafra, seja o dia, o mês ou a altura do ano que for.

domingo, 13 de junho de 2010

Ditadura da (des)educação sexual

"Se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço" (Mc 9,42)
in Jornal i, 9 de Junho de 2010, pág. 19

WHAT?????!!!!!

Mas que triste palhaçada vem a ser esta?!
* * *
CARTA ABERTA





Assunto: “Projecto-lei 660/X – Estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar”.

Ilustríssimos Senhores Deputados da Comissão de Ciência e Educação:

No passado dia 19/02/2009 na Reunião Plenária nº. 43, o Parlamento Português deu um sinal forte aos Portugueses de que não representa o sentir de todos os cidadãos, e que se quer intrometer no âmbito da vida privada de cada um, nomeadamente em questões de liberdade de consciência.
Recai agora sobre essa comissão a responsabilidade desta Lei, que não deverá contrariar a Constituição da República, e deve manifestar respeito pela liberdade de todos os cidadãos, em particular pela liberdade de educação, religiosa e ideológica.
Enquanto cidadão, apelo a que tenham em conta o seguinte:
A sexualidade tange com direitos de consciência que nenhum Estado ou ideologia pode ditar ou violentar. Tal tem sido o sentido da Jurisprudência firmada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Esta é aliás uma visão inclusiva e moderna de uma sociedade plural.
A educação sexual envolve a estrutura total e intrínseca da pessoa humana, que nasce sexuada, e, por isso, está muito para além de uma matéria ou disciplina escolar. Envolvendo, sempre, critérios valorativos inerentes que não podem ser ignorados.
Em democracia, a escola serve para ajudar os pais na educação dos seus filhos, mas não pode nunca sobrepor-se, ou contrariar os pais – Art. 43.º N.º2 da C.R.P. “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”.
Estamos num Estado de Direito – Art. 26.º, da Constituição da República Portuguesa: “A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade (…) à reserva da intimidade da vida privada e familiar”.
Os pais têm o direito à liberdade de pensamento, de ideologia e de religião, e a escola tem unicamente o dever de transmitir conhecimentos científicos e literários, jamais tendo o direito de veicular, em matérias e disciplinas obrigatórias, qualquer tendência de pensamento ou ideológica, pois nesse caso estaria a violar directa e abertamente os direitos dos pais.
Há pais que entendem que se reservam o direito da educação dos seus filhos em matéria de educação sexual (contra qualquer imposição abusiva por parte do Estado), porventura com o recurso a ajudas exteriores escolhidas por eles e/ou dadas com o seu consentimento explícito.
Assim, EDUCAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA – SÓ OPCIONAL! Como cidadão, no Estado Democrático Português, exijo que seja garantida a liberdade de educação, ideológica e religiosa, as quais estão intimamente ligadas com qualquer matéria de educação sexual, e são os pilares de qualquer estado democrático. Aos pais tem de reconhecer-se o direito a serem informados acerca do que as escolas estão a ensinar e, se o desejarem, escolherem para os seus filhos outras disciplinas ou ocupações.

Melhores cumprimentos,
João Cadete
DEUS SANTO,
DEUS FORTE,
DEUS IMORTAL,

TENDE PIEDADE DE NÓS E DO MUNDO INTEIRO!

sábado, 12 de junho de 2010

"Chora, oh terra de Santa Maria, que dos teus sofres a tirania!"


"O Meu Imaculado Coração será  o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus"

(Nossa Senhora, em 13 de Junho de 1917 - Fátima)

« Quem é essa que à beira mar se levanta

Com a beleza e a graça de uma Infanta,


Que, com a bravura das caravelas,


Desafia o mar, os ventos e as procelas?





Que torre é essa de porte de rainha,


Com a elegância de uma nau marinha?


Que torre é essa de alma forte e guerreira,


Viva e desafiante qual bandeira?





Torre de Belém, torre da proeza!


Oh alma de pedra e de fortaleza


De Portugal, para sempre encarnada


Nesta nau na foz do Tejo ancorada,


Quantas glórias tu fazes recordar:


Façanhas e triunfos no além-mar!





Tu lembras, oh caravela lendária,


a vocação cruzada e missionária


de Portugal, marujo de olhar fito


no horizonte, perscrutando o infinito.





Quem? Quem te deu essa brancura de garça,


espalhando-se na onda que se esgarça ?


Quem te deu a leve graça da gaivota


que esvoaça em busca de nova rota ?





Tu, como Portugal, pequena embora,


revelas a alma grandiosa que em ti mora,


tão pequena e grandiosa és, que , talvez,


tua grandeza venha de tua pequenez.





Do alto de tua plataforma guerreira,


bem se vê tua humildade altaneira.


Quem te vê tão só, te vê tão pequena,


quem te vê tão grandiosa, tão serena,





oh caravela de pedra no Tejo,


compreende tua alma ardente de desejo


de ultrapassar verdes mares e montes,


a sede lusa de vencer horizontes,


a ânsia de ir sempre mais além,


até plantar a Cruz em Jerusalém !





Portugal, em tuas noites de veludo,


em tua torre, cada ameia é um escudo,


na aurora, toda banhada de luz,


em tua torre, cada escudo, uma cruz.





Torre de Belém, nau petrificada,


em ti vive o espírito da cruzada.


Como não te faria assim teu artista


a ti, oh filha e flor da Reconquista ?





Dos cavaleiros, tu tens a ousadia,


tens sua nobreza, sua leal valentia,


a dureza de suas brancas couraças,


tens a sua honra, sua grandeza e suas graças.





Que fortaleza nessa torre quadrada,


firme no convés de pedra lavrada !


Como flutuas graciosa sobre as vagas


que te trazem saudades de outras plagas,


gratos e castos beijos do oceano,


por tua renúncia ao solo lusitano.





Recebe das ondas, com suas carícias,


da Índia, tesouros, do Brasil primícias.





E como tu és amena !





E como tu és serena !





E que simplicidade e formosura





em teu severo claustro de verdura !





Como revela bem lusa confiança,


do Bom Sucesso, a Virgem da Esperança,


em teu convés, Rainha e Capitã


de tua epopéia intrépida e cristã !





Que graça delicada em teus arcos


enlevados com as velas dos barcos,


deslumbrados, olhando para o mar,


e jamais cansados de o contemplar.





Como lanças tua proa com ousadia,


cortando o mar que em vão te desafia !


E a Vigilância, alerta sentinela,


espreita a mourisca inimiga vela,


nas torretas altivas do convés,


indiferente às ondas a seus pés.





De tuas salas austeras de convento


já não mais são levados pelo vento


cantos de guerra e cantos de mosteiros,


vozes de monges, vozes de guerreiros !


Já não mais se ouvem cruzados em prece,


ora que em Portugal a noite desce.





Oh Torre de Belém, oh caravela,


que grandeza tua vocação revela !


Junto de ti, tudo é tão pequeno,


menos Portugal, a teus pés sereno


e imenso, na imensa epopéia das ondas,


vencidas por suas velas e suas sondas.





Torre de Belém, como estás solitária,


meditando em tua história lendária !





Onde estão os teus cruzados da vela?





Onde, teus marinheiros, caravela?





Onde, os bravos por quem o Tejo chora?





Onde estão eles? Onde estão, agora?





Torre de Belém, tu já não me escutas?


A que estás atenta? O que perscrutas?


-- “Revejo meus portugueses de joelho”,


cantando o Credo, em pleno Mar Vermelho!





Já não atento a nada que me acerque:


Tenho saudades do Grande Albuquerque!”.


Ah!...Em vão, em vão o vento os procura


na noite de Portugal, triste e escura.





Em vão percorre as ameias desertas,


o convés vazio, as janelas abertas...


Em vão por teu mastro o vento perpassa,


desejando as brancas velas e a graça


de oscular nelas a cruz de sangue,


onde, por amor, Cristo morreu exangue.





Quer arrancar-te desse ancoradouro,


levar-te p’ra o heroísmo imorredouro,


levar-te sobre as ondas do oceano,


em cruzada contra mouro e otomano.





Em teu convés de pedra o vento chora,


porque já não sais pelo mar afora,


as velas do heroísmo e da proeza


enfunadas ao vento da grandeza,


a combater contra o novo Baal,


branca caravela de Portugal !





Ah !... Em vão o vento


sopra o seu lamento,


no Tejo saudoso,


triste e silencioso,


já sem caravelas...





Onde estarão elas ?





E vai nos Jerônimos soluçar


com o Gama e Camões a rogar


a ressurreição gloriosa e imortal


da alma-caravela de Portugal!





“Não mais, musa...” Caravela, jamais?


Terás naufragado? Não tornarás mais?





Oh Torre de Belém, tu não vês que o vento,


buscando as velas, por um momento,


de ti se afasta, deixa o Mar de Palha,


e vai pelas serras até a Batalha ?





Quem sabe lá, quem sabe lá, talvez,


exista inda um coração português,


um coração digno do Condestável,


e capaz de, intrépido e indomável,


desafiar a terra, o mar e o mundo,


desprezando tudo o que é vil e imundo.





Torre de Portugal, em vão, em vão...


Já não há mais portugueses então?





Já não há mais cristãos atrevimentos?


E para que o mar? E para que o vento?


Para que brilham as estrelas belas,


se já não há mais brancas caravelas ?





Se os portugueses não vão mais vencê-las,


por que, no mar, as ondas e as procelas ?





Se há verdades, não almas para crê-las,


como singrariam ousadas caravelas ?





Portugal, tuas glórias como esquecê-las?





Como olvidar, oh Torre, o que revelas?





E não haverá mais quem ame a glória?


Não há mais quem ouça o vento da História,


trazendo aos bons filhos de Afonso Henrique


a voz das ondas e os brados de Ourique,


e bem alto proclamando: “Real ! Real !


Por Afonso, alto Rei de Portugal “?.





Não há mais senão almas sem grandeza,


almas vis, insensíveis à proeza ?





Não haverá senão homens incréus,


que olham só p’ra a lama e não para os céus ?





Terra de Portugal, geme e chora;


geme com o vento, com o Tejo chora.








Ajoelha-te aos pés da Virgem e implora.


Ela só pode te valer agora,


que a ralé infame renega em tuas praças,


tua Fé, tua glória e tuas graças.





Chora, oh terra de Santa Maria,


que dos teus sofres a tirania !





Chora por tua queda e apostasia,


porque em ti, Portugal, reina a baixeza.





São teus ídolos número e torpeza.


Amastes a chulice e a vulgaridade,


sofismas e mentiras da impiedade.




Chora a tua surdez pelo heroísmo,

e teu repúdio ao Catolicismo.

OS PECADOS DA NAÇÃO



Chora, sim, Portugal, os teus muros


cheios de lemas imbecís e impuros:





Viva o MAF ! Viva a Demagogia!


Viva Marx ! Viva a Pornografia!





Torre de Belém, que desolação!


Que vergonhosa capitulação!





Portugal, que crepúsculo de lama,


que noite suja abafou tua chama !





Torre de Belém, oh alma imortal,


coração épico de Portugal,


inflama-te, pulsa, pulsa de novo,


e faz correr nas veias de teu povo


o sangue heróico que enrubesce a face,


pelo amor da proeza que renasce.





Oh Torre de Belém, torre imortal,


desperta, ressuscita Portugal !


Dá-lhe sede de horizontes distantes,


desprezo pelas coisas infamantes.


Caravela de Portugal, “Plus Ultra!”





Leva a rubra cruz das velas Plus Ultra!


Retorna a ser o que foste em Ourique,


de joelhos com Dom Afonso Henrique !


Repudia as trinta moedas do teu escudo,


que só na cruz de Cristo terás tudo !





Branca Torre, conta, conta o segredo


de tua grandeza heróica e sem medo!





Diz para Portugal o que te disseram


o vento e o mar, que teus bravos venceram.





Portugal, escuta o vento da História !


Escuta a Torre cantar tua glória !





Quando o vento sopra, vindo do mar,


fala das almas a cristianizar,


de povos rudes a civilizar .





E quando o vento vem da velha terra,


fala de bravura de alma e de guerra,


do Condestável, da Virgem Maria


que disse que tua Fé não morreria.





Fé que te deu grandes alentos


p’ra sempre mais cristãos atrevimentos !


E se a Fé em ti não perecerá,


então, Portugal jamais morrerá !





Promessa de Fátima, garantia


do triunfo do Coração de Maria !





Garantia que a branca caravela


de novo singrará o mar, e mais bela,


velas brancas ao vento da proeza.





Promessa que é, de vitória e certeza


de que o triunfo de Maria profetiza,


e o século vinte anatematiza !





Promessa de Fátima que anuncia


aos pastores lá na Cova da Iria,


vibrante, qual trombeta triunfal:





Real ! Real ! Por Deus ! Por Portugal !





Portugal, terra de Santa Maria,


ouve a mensagem da Cova da Iria !





Oh Torre, oh caravela sacral,


roga, roga à Virgem por Portugal !


Oh Torre de Belém, se estás de pé,


vive a alma de Portugal pela Fé !





Torre de Belém, querer resoluto,


a Portugal heróico em ti revejo.





Oh caravela ancorada no Tejo,


que desejo do Bem absoluto !





De Deus infinito, ah! que desejo !





Torre de Belém,


branca flor, alma de glória imortal !





Torre de Belém,


branca caravela de Portugal !»



Professor Orlando Fedeli, in Tradição Católica

* * *
Neste dia, festa do teu Imaculado Coração, venho pedir-te que não esqueças, o que em Fátima prometeste aos Pastorinhos.

A devoção deste povo ao teu Imaculado Coração é bem expressa nas dezenas e centenas de milhares de portugueses que seguem o teu andor nas procissões em tua honra e não só em Fátima mas por tantos outros lugares e cidades de Portugal como ainda, há poucos dias, no Porto

Não deixes de atender às nossas súplicas de filhos desnorteados e confusos neste vendaval que o inimigo, cuja cabeça esmagada pelo teu calcanhar, parece ressurgir com furor redobrado atacando a sociedade no mais profundo dos seus alicerces: a família.

Com a promulgação de leis torpes e iníquas que, no fundo, mais não fazem que tornar públicos os pecados privados, por mais aberrantes que possam ser; o ataque ''cerrado'' aos jovens desde a mais tenra idade, pervertendo e destruindo a sacralidade do corpo humano, tudo isto, Senhora Minha, deve amargurar o teu Coração Imaculado de forma indizível.

Talvez seja chegada a hora de intervires novamente na história desta Nação milenar que soçobra.

E, se não for ainda o momento, peço-te que o abrevies e nos dês a força e o ânimo que tanto precisamos. Ámen.


(AMA, Convento em Monte Real, 2010.06.12), in Spe Deus