
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
MEDITAÇÕES DE ADVENTO: Nossa Senhora, a Mãe que ensina a confiar.

A FUGA DAS OCASIÕES DE PECADO
I. Da obrigação de evitar as ocasiões perigosas
Um sem número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado. Quantas almas lá no Inferno não se lastimam e queixam: "Infeliz de mim! Se tivesse evitado aquela ocasião, não estaria agora condenado por toda a eternidade!"
Falando aqui da ocasião de pecado, temos em vista a ocasião próxima, pois deve-se distinguir entre ocasiões próximas e remotas. Ocasião remota é a que se nos depara em toda a parte e que raramente arrasta o homem ao pecado. Ocasião próxima é a que, pela sua natureza, regularmente induz ao pecado. Por exemplo, achar-se-ia em ocasião próxima um jovem que muitas vezes e sem necessidade se entretém com pessoas levianas de outro sexo. Ocasião próxima para uma certa pessoa é também aquela que já a arrastou muitas vezes ao pecado. Algumas ocasiões consideradas em si não são próximas, mas tornam-se tais, contudo, para uma determinada pessoa que, achando-se em semelhantes circunstâncias, já caiu muitas vezes em pecado devido às suas más inclinações e hábitos. Portanto, o perigo não é igual nem o mesmo para todos.
O Espírito Santo diz: “Quem ama o perigo nele perecerá” (Ecli 3, 27). Segundo S. Tomás, a razão disso é que Deus nos abandona no perigo quando a ele nos expomos deliberadamente ou dele não nos afastamos. São Bernardino de Sena diz que dentre todos os conselhos de Jesus Cristo, o mais importante e como que a base de toda a religião, é aquele pelo qual nos recomenda a fuga da ocasião de pecado.
Se fores, pois, tentado, e especialmente se te achares em ocasião próxima, acautela-te para não te deixares seduzir pelo tentador. O Demónio deseja que se se entretenha com a tentação, porque então torna-se-lhe fácil a vitória. Deves, porém, fugir sem demora, invocar os santos nomes de Jesus e Maria, sem prestar atenção, nem sequer por um instante, ao inimigo que te tenta. S. Pedro nos afirma que o Demónio rodeia cada alma para ver se a pode tragar: “O vosso adversário, o Demónio, rodeia-vos como um leão que ruge, procurando a quem devorar” (I Ped 5, 8). São Cipriano, explicando essas palavras, diz que o Demónio espreita uma porta por onde possa entrar na alma; logo que se oferece uma ocasião perigosa, diz consigo mesmo: ‘eis a porta pela qual poderei entrar’, e imediatamente sugere a tentação.
Se então a alma se mostrar indolente para fugir da tentação, cairá seguramente, em especial se se tratar de um pecado impuro. É a razão por que ao Demónio mais desagradam os propósitos de fugirmos das ocasiões de pecado, que as promessas de nunca mais ofendermos a Deus, porque as ocasiões não evitadas tornam-se como uma faixa que nos venda os olhos para não vermos as verdades eternas, as ilustrações divinas e as promessas feitas a Deus.
Quem estiver, porém, enredado em pecado contra a castidade, deverá, para o futuro, evitar não só a ocasião próxima, mas também a remota, enquanto possível, porque em tal se sentirá muito fraco para resistir. Não nos deixemos enganar pelo pretexto da ocasião ser necessária, como dizem os teólogos, e que por isso não estamos obrigados a evitá-la, pois Jesus Cristo disse: “Se teu olho direito te escandaliza, arranca-o e lança-o de ti” (Mt 5, 29). Mesmo que seja teu olho direito deverás arrancá-lo e lançar fora de ti, para que não sejas condenado. Logo, deves fugir daquela ocasião, ainda que remota, já que, em razão de tua fraqueza, tornou-se ela uma ocasião próxima para ti.
Antes de tudo devemos estar convencidos que nós, revestidos de carne, não podemos por própria força guardar a castidade; só Deus, em Sua imensa bondade, nos poderá dar força para tanto.
É verdade que Deus atende a quem Lhe suplica, mas não poderá atender à oração daquele que conscientemente se expõe ao perigo e não o deixa, apesar de o conhecer, pois, como diz o Espírito Santo, quem ama o perigo perecerá nele.
Ó Deus, quantos cristãos existem que, apesar de levarem uma vida piedosa, caem finalmente e obstinam-se no pecado, só porque não querem evitar a ocasião próxima do pecado impuro. Por isso nos aconselha S. Paulo (Fil 2, 12): “Com temor e tremor operai a vossa salvação”. Quem não teme e ousa expor-se às ocasiões perigosas, principalmente quando se trata do pecado impuro, dificilmente se salvará.
II. De algumas ocasiões que devemos evitar cuidadosamente
Como queremos salvar nossa alma, é nosso dever fugir da ocasião do pecado. Principalmente devemos abster-nos de contemplar pessoas que nos suscitam maus pensamentos. “Pelos olhos entra a seta do amor impuro e fere a alma”, diz S. Bernardo (De modo bene viv., c. 23), e essa seta, ferindo-a, tira-lhe a vida. O Espírito Santo dá-nos o conselho: “Desviai vossos olhos de uma mulher adornada” (Ecli 9, 8).
Para se livrar de tentações impuras, um antigo filósofo arrancou os olhos. Nós, cristãos, não podemos assim proceder, mas devemos cegar-nos espiritualmente, desviando os olhos de objectos que possam ocasionar-nos tentações. São Luís Gonzaga nunca olhava para uma mulher e, mesmo em conversa com sua própria mãe, tinha os olhos postos no chão. É claro que o mesmo perigo existe para mulheres que cravam seus olhares em homens.
Em segundo lugar, deve-se evitar todas as más companhias e as conversas e entretenimentos em que se divertem homens e mulheres. Com os santos te santificarás e com os perversos te perverterás. Anda com os bons e tornar-te-ás bom, anda com os desonestos e tornar-te-ás desonesto.
O homem toma os hábitos daqueles que convivem com ele, diz São Tomás de Aquino. Se estiveres metido numa conversação perigosa, que não possas abandonar, segue o conselho do Espírito Santo: Cerca teus ouvidos de espinhos para que os pensamentos impuros dos outros não achem neles entrada. Quando São Bernardino de Sena, ainda pequeno, ouvia uma palavra desonesta, sentia o rubor subir à sua face, e por isso seus companheiros tomavam cuidado para não pronunciar tais palavras em sua presença. E Santo Estanislau Kostka sentia tal asco ao ouvir tais palavras, que perdia os sentidos.
Quando ouvires alguém a conversar sobre coisas impuras, volta-lhe as costas e foge. Assim costumava proceder São Edmundo. Havendo uma vez abandonado os seus companheiros por estarem a falar sobre coisas desonestas, encontrou-se com um jovem extraordinariamente belo, que lhe disse: Deus te abençoe, caríssimo. Ao que o Santo perguntou, admirado: Quem és tu? Ele respondeu: Olha para minha fronte e lerás meu nome. Edmundo levantou os olhos e leu: Jesus Nazareno, Rei dos Judeus. Com isso Nosso Senhor desapareceu e o Santo sentiu uma alegria celestial em seu coração.
Achando-te em companhia de rapazes que conversam sobre coisas desonestas e, não podendo retirar-te, não lhes dês atenção, volta-lhes o rosto e dá-lhes a conhecer que tais conversas te desagradam.
Deves também abster-te de considerar quadros menos decentes. São Carlos Borromeu proibiu a todos os pais de família conservarem tais quadros em suas casas. Deves igualmente evitar a leitura de maus livros, revistas e jornais, e não só dos que tratam ostensivamente de coisas imorais, como também dos que tratam de histórias insinuantes, como certos poetas e romancistas.
Vós, pais de famílias, proibi a vossos filhos a leitura de romances: estes causam muitas vezes maiores danos que os livros propriamente imorais, porque deixam nos corações dos jovens certas más impressões que lhes roubam a devoção e os induzem ao pecado. São Boaventura diz (De inst. nov., p. 1 , c. 14): “Leituras vãs produzem pensamentos vãos e destroem a devoção”. Dai a vossos filhos livros espirituais, como a história eclesiástica, ou vidas de santos e semelhantes.
Proibi a vossos filhos representar um papel qualquer em comédia inconveniente e mesmo a assistência a representações imorais. “Quem foi casto para o teatro, de lá volta manchado”, diz São Cipriano. Se para lá se dirigiu aquele jovem ou aquela donzela, em estado de graça, de lá voltam ambos em estado de pecado. Proibi também a vossos filhos a ida a certas festas, que são festas do Demónio, nas quais há danças, namoros, canções impúdicas, gracejos e divertimentos perigosos. Onde há danças, celebra-se uma festa do Demónio, diz Santo Efrém.
Mas que há de ruim quando se graceja?, dirá alguém. Esses tais gracejos não são gracejos, mas crimes, responde São João Crisóstomo, são graves ofensas contra Deus. Um companheiro do padre João Vitellio, contra a vontade deste servo de Deus, se dirigiu uma vez para um tal divertimento em Nórcia. Que lhe aconteceu? Perdeu primeiramente a graça de Deus, entregou-se em seguida a uma vida desregrada e foi finalmente assassinado por seu próprio irmão.
Poderás aqui perguntar-me se é pecado mortal namorar. Responderei a essa pergunta na segunda parte, c. 6, § IV. Aqui só direi que tais namoros tornam-se ocasião próxima do pecado. A experiência ensina que em tais casos só poucos deixam de pecar. Se não pecam já no começo, caem no decorrer do tempo. No princípio se entretêm só por mútua inclinação; esta torna-se, porém, em breve, paixão, e a paixão, uma vez arraigada, cega o espírito e arrasta a muitos pecados de pensamentos, palavras e obras.
III. Fúteis objecções contra as sobreditas verdades
Objectar-me-ás: Mudei duma vez de vida; não tenho nenhuma má intenção, nem mesmo uma tentação quando vou visitar fulana ou sicrana. Respondo: Conta-se que há uma espécie de ursos que caçam macacos: ao avistar o urso, fogem estes para as árvores. Mas que faz o urso? Deita-se debaixo da árvore e faz-se de morto. Descem os macacos com esse engano e então, de um salto, captura-os e devora-os. É o que pratica o Demónio: representa a tentação como morta, e assim que desceres, isto é, logo que te expuseres ao perigo, desperta-a de novo, e ela te tragará. Oh! Quantos cristãos, que se davam ao exercício da oração e da comunhão e, mesmo, levavam uma vida santa, não caíram nas garras do Demónio, porque se expuseram ao perigo.
A história eclesiástica narra que uma mulher mui piedosa se ocupava em obras de caridade e, em especial, em enterrar os corpos dos Santos Mártires. Encontrando uma vez o corpo de um mártir que ainda dava sinais de vida, levou-o para sua casa, curou-o e o mártir restabeleceu-se. Mas que aconteceu? Por causa da ocasião próxima, esses dois santos – pois esse nome mereciam – primeiramente perderam a graça de Deus e depois a Fé.
- Mas a visita àquela casa, a continuação daquela amizade, me traz proveitos, dizes. Sim, porém, se notares que “aquela casa é o caminho para o Inferno” (Prov 7, 27), nenhum proveito te trará, e tu a deves deixar se desejas ser feliz. Mesmo que fosse teu olho direito a causa da perdição, deverias arrancá-lo e lançá-lo longe de ti, diz o Senhor. Nota as palavras: lança-o de ti, não deves deixá-lo perto, mas repeli-lo para longe, isto é, deves evitar por completo a ocasião.
– Mas daquela pessoa nada tenho a temer, pois ela é tão devota – dizes. A isso responde São Francisco de Assis: O Demónio tenta diferentemente os cristãos piedosos que se deram inteiramente a Deus e os que levam uma vida desregrada. Ele não procura prendê-los com uma corda já no princípio; contenta-se com um cabelo, servindo-se então de um fio e, finalmente, de uma corda, arrastando-os ao pecado.
Quem quiser ser preservado deste perigo deve já no começo evitar todos os fios, todas as ocasiões, quer sejam saudações, quer presentes.
Ainda uma observação importante:
Um penitente que nunca evitou seriamente as ocasiões perigosas, nas quais tem regularmente caído em pecado mortal, apesar de todas as suas confissões, deverá fazer uma confissão geral, visto terem sido inválidas as confissões feitas em tal estado, em razão da falta de propósito de evitar a ocasião próxima. O mesmo se deve dizer a respeito dos que confessam seus pecados, mas nunca deram sinal de emenda, continuando logo depois da confissão a cometer os mesmos pecados, sem empregar nenhum meio contra a queda. Só uma confissão geral poderá trazer-lhes garantia e tranquilidade, servindo de base para uma verdadeira emenda; feita a confissão, poderão encetar uma vida nova e perfeita, pois os maiores pecadores, como acima provamos, poderão, com a graça de Deus, alcançar a perfeição.”
(Santo Afonso Maria de Ligório, Escola da Perfeição Cristã, Compilação de textos do Santo Doutor pelo padre Saint-Omer, CSSR, IV Edição, Editora Vozes, Petrópolis: 1955, páginas 44-48)
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
"A CULTURA DO MAL" - Sobre o homossexualismo em particular, aplicável a todos os males, vícios e pecados em geral.

Por: Pe. James V. Schall, S. J.
Com cerca de 15 anos na National Review, Robert Reilly - conhecido pelo seu livro The Closing of the Muslim Mind (O fechar da mente muçulmana) - escreveu um importante ensaio intitulado "A Cultura do Vício". Volto-me para este breve e excelente artigo que explica melhor do que outros que tenho lido sobre o que aconteceu recentemente com a cultura e as razões que a isso conduziram.
Reilly começa com a famosa frase de Aristóteles sobre facto de os homens encetarem mudanças revolucionárias motivados pelas suas próprias "vidas privadas". Por sua vez, como já antes teria ensinado Platão, uma desordem da alma, especialmente das almas dos importantes, talentosos e atraentes, se não for corrigida, pode terminar, eventualmente, numa desordem do governo.
Reilly explica o processo pelo qual, essencialmente, o mal e o bem mudam de lugar mediante o costume e a lei. O mal permanece sempre o mal. O bem permanece sempre o bem. Isso não muda e não pode mudar. No entanto, pode pretender-se que eles se transformem um no outro.
O "Vício" é um termo técnico. Trata-se de uma forma equivocada ou errada de viver, em que nos habituamos sempre escolher o mal acima do bem. A nossa liberdade é tal, que podemos fazer isso. A "Virtude" é o oposto do vício.
Aos hábitos que, usualmente, nos fazem escolher pelo bem, mas nem sempre, Aristóteles chamou de "continentes" e aos que nos fazem escolher pelo mal, mas nem sempre, de "incontinentes". Ele considerava que a maioria das pessoas pertencia a uma das duas posições intermediárias.
No entanto, Aristóteles estava ciente da probabilidade de que aqueles que escolheriam mal em sua própria alma corromperiam o resto da sociedade. O processo de transformar o bem em mal é o que Reilly chama de "cultura do mal".
Essencialmente, este é um processo que C. S. Lewis assinalou uma vez: fazer o mal como um bem e o bem como um mal,embora, na realidade, isto não possa ser feito. O que se pode fazer é dar a impressão de que se pode, e para isso existe o poder da opinião pública e o direito positivo.
Reilly demonstra esse processo nos casos de aborto e de homossexualismo, que agora são considerados "direitos" e "virtudes". Ambos permanecem o que são, independentemente, é claro, de como são chamados. Ou seja, os seus efeitos corruptores manifestam-se, embora nos recusamos a reconhecê-los.
O que é brilhante, neste ensaio, é uma visão clara do processo que faz com que aquilo que era originalmente visto como um vício, venha a ser chamado de "virtude" ou "direito", tendo em conta que a primeira questão sobre a “virtude“ não aparecer inicialmente na esfera pública.
As etapas gerais do processo são os seguintes: o primeiro é a solidariedade-compaixão. Não se reconhece uma lei natural para as coisas, especialmente para os assuntos humanos, nos quais se englobam estes vícios. Procura-se a compaixão para alguém que os pratique. Se a pessoa se recusar arrepender-se e pedir perdão, então tem que odiar o mundo que define o vício como um vício. Volta-se contra o mundo e não contra a sua alma.
Todos querem aprovação. Por isso, a tolerância do vício é o segundo passo: considera -se que se está perante um caso excepcional, pelo que passa quase despercebido. É um assunto puramente privado. Mas é o que queremos. Não podemos aceitar a distinção entre práticas e tendências. Nós temos "direito" de praticar o nosso vício e aproveitamos que a palavra “direito” é confusa, mas poderosa, na nossa cultura.
Continuando, então, se temos um "direito", nada pode estar errado ou mal nos nossos hábitos. Aqueles que insistem que algo está errado "discriminam". A lei deve garantir o nosso "direito" a praticar aquilo que definimos como bom. Para isso, temos de eliminar do mundo qualquer sinal que dê a perceber porque algumas actividades são más ou não naturais.
Desenvolvemos uma teoria do cosmos, que não revela nada do que somos. Desta forma, a nossa liberdade acaba por se referir ao "direito" de nos modelarmos a nós mesmos para sermos qualquer tipo de ser que queremos Assim, não existe normalidade no ser humano.
A etapa final faz com que aquilo que se chamou de virtude e seja um vício, seja definido na lei civil. Ninguém pode questionar a legitimidade do vício que se converteu em virtude. Toda a estrutura da educação, governo, trabalho, exército e religião devem estar em conformidade com a "nova lei", que agora governa tudo.
Quando visto dessa forma, podemos ver claramente que este é o processo no qual a civilização ocidental se tem mantido no passado recente. Vícios "privados" tornaram-se leis públicas impostas a todos. É tudo muito lógico, como geralmente é o vício. A descrição que Reilly fez da projecção dos nossos vícios internos na cultura é fascinante.
O que também é fascinante sobre esta análise é a percepção de que ninguém pode viver simplesmente com os seus próprios pecados, não dando conta do que eles são na realidade.Terminamos insistindo para que os nossos pecados sejam reconhecidos como um bem. O Cristianismo acredita há muito tempo que os pecados puramente "privados" não existem.O ensaio de Reilly explica por que isso acontece. É, como eu disse, um ensaio excepcional.
James V. Schall, SJ, é professor da Georgetown University e um dos mais prolíficos escritores católicos na América. Oeu o livro mais recente é “A mente que é católica”.
Fonte (tradução e destaques meus)
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
"O Demónio pode vencer algumas batalhas, ainda que sejam importantes. Mas jamais a guerra."
“Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do Demónio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos que lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares” (Ef 6,11-12).

Parte da entrevista com o Padre Exorcista do Vaticano, Gabriele Amorth:
(...)
Há três séculos que a Igreja latina - ao contrario dos orientais e de várias confissões protestantes - abandonou quase completamente o ministério dos exorcismos. Sem praticá-los, estudá-los nem vê-los, o clero já não crê.
Já não crê tampouco no Diabo. Temos inteiros episcopados contrários aos exorcismos. Há nações completamente carentes de exorcistas, como a Alemanha, a Áustria, a Suíça, a Espanha e Portugal. Uma carência assustadora.
AMORTH: Ele tem uma estratégia monótona. Disse isso a ele, e ele o reconhece... Leva a crer que o Inferno não existe, que o pecado não existe, sendo só uma experiência mais a fazer. Concupiscência, sucesso e poder são as três grandes paixões nas quais Satanás insiste.
AMORTH: Quando o cardeal Poletti me pediu para ser exorcista encomendei-me a Nossa Senhora. "Envolvei-me no vosso manto e estarei seguríssimo". O Demónio fez-me tantas ameaças, mas nunca me causou dano algum.
AMORTH -. Eu, medo daquele estúpido? É ele que deve ter medo de mim: eu ajo em nome do Senhor do mundo. E ele é só o macaco de Deus.
- Padre Amorth, o satanismo difunde-se cada vez mais. O novo Ritual torna difícil fazer exorcismos. Impede-se aos exorcistas a participação numa audiência papal na Praça de S. Pedro. Diga-me sinceramente: o que está acontecendo?
AMORTH: A fumaça de Satanás entra em todas as partes.
Sobretudo quando as defesas do adversário são fracas. E também Satanás tenta. Mas ainda bem que existe o Espírito Santo que sustém a Igreja: "As portas do inferno não prevalecerão". Apesar dos abandonos.
Apesar das traições, que não devem surpreender. O primeiro traidor foi um dos apóstolos mais próximos a Jesus, Judas Iscariotes. Mas apesar disso a Igreja continua no seu caminho. Mantém-se em pé pelo Espírito Santo, portanto toda a luta de Satanás pode ter somente sucesso parcial. Claro, o Demónio pode vencer algumas batalhas. Inclusive importantes. Mas jamais a guerra.

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Sede o nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do Demónio. Subjugue-o Deus, nós o pedimos. E vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo poder divino, precipitai no Inferno a Satanás e aos espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perder as almas. Ámen.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
MEDITAÇÕES DE ADVENTO: Maria Santíssima, Virgem antes, durante e após o parto.

HOMOFOBIA ou o direito de seguir o que ensina a Santa Igreja Católica Apostólica Romana e testemunhar a Fé livremente?


