quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A Morte - O que dizem os Santos

Oh Clementíssimo Jesus, que Vos abrasais de amor pelas almas, eu Vos suplico pela agonia do Vosso Sacratíssimo Coração e pelas dores da vossa Mãe Imaculada, que purifiqueis no Vosso Sangue os pecadores de todo o mundo que agora estão em agonia e hoje mesmo têm de morrer. Amén.

Coração agonizante de Jesus, tende piedade dos moribundos.

Oh! São José, pai adoptivo de Jesus Cristo e verdadeiro esposo da Virgem Maria, rogai por nós e por todos os agonizantes deste dia/desta noite.

Eterno Pai, pelo amor que tendes a São José, escolhido por vós para ser o vosso representante na terra, tende misericórdia de nós e dos pobres moribundos.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Eterno Filho, pelo amor que tens a São José, vosso guarda fidelíssimo, tende misericórdia de nós e dos pobres moribundos.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Eterno Espírito Santo, pelo amor que tendes a São José, zelosíssimo guarda da Santíssima Virgem Maria, Vossa amada Esposa, tende misericórdia de nós e dos pobres moribundos.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.


* * *

- A morte consiste na separação da alma e do corpo, ficando absolutamente abandonadas todas as coisas deste mundo.

Considera, meu filho, que tua alma deve necessariamente separar-se do corpo, mas não sabes quando, nem onde, nem como te surpreenderá essa separação.

Não sabes se ela te apanhará na cama, no trabalho, na rua ou noutro lugar.

A ruptura de uma veia, uma infecção pulmonar, uma febre, um ferimento, um tombo, um terremoto, ou um raio são suficientes para te tirar a vida.

E isso pode acontecer-te dentro de um ano, de um mês, de uma semana, de uma hora ou talvez mal acabes de ler estas páginas.

Quantos estavam bem à noite, quando se deitaram, e foram encontrados mortos no dia seguinte!.Quantos, atacados de apoplexia, morreram rapidamente.E para onde foram depois?

Se estavam na graça de Deus, felizes deles, são eternamente felizes.Se estavam no pecado, serão atormentados para todo o sempre.

E tu, meu filho, se morresses neste momento, o que seria de tua alma? Infeliz de ti se não estás preparado, porque o que não está pronto para morrer bem hoje, corre grande risco de morrer mal!

- O lugar e a hora de tua morte não te são conhecidos, mas é certíssimo que ela virá.Ainda supondo que não te surpreenda uma morte repentina ou violenta, sem embargo, a última hora da tua vida há de chegar.

Nessa hora, estendido sobre o leito, assistindo por um sacerdote que rezará junto de ti as orações dos agonizantes, rodeado por tua família que chora, com o crucifixo numa mão e uma vela acesa na outra, te encontrarás às portas da eternidade.

Tua cabeça sentirá dores e não encontrará repouso; tua visão estará obscurecida; tua língua estará ardendo; tua garganta, seca, teu peito, oprimido, o sangue se gelará nas tuas veias; teu corpo será consumido pela enfermidade e teu coração trespassado por mil dores.

Quando a alma tiver abandonado o corpo, este coberto com uma mortalha, será lançado a um buraco, onde se converterá em podridão; os vermes o devorarão, e de ti só restarão alguns ossos descarnados e um pouco de pó mal cheiroso.

Abre um túmulo e observa o que restou de um jovem rico, de um homem poderoso no mundo; pó e podridão...O mesmo te acontecerá a ti.

Lê estas considerações com atenção, meu filho, e lembra-te de que elas se aplicam a ti, como a todos os outros homens.

Agora o demónio, para induzir-te a pecar, se esforça e distrair-te deste pensamento, em encobrir e escusar a culpa, dizendo-te que não há grande mal em tal prazer, em tal desobediência, em faltar à Missa nos dias festivos; mas no momento da morte te fará conhecer a gravidade das tuas faltas e as representará a todas vivamente, diante de ti.

Que farás tu naquele terrível instante? Desgraçado de quem então se encontrar em pecado mortal!

- Considera também que do momento da morte depende tua felicidade ou desgraça eterna.

Estando para dar o último suspiro e à luz daquela última chama, quantas coisas veremos!

A Igreja acende duas velas por nós: uma no nosso Baptismo, outra na hora da nossa morte; a primeira, para mostrar-nos os preceitos da lei de Deus, que devemos observar; a segunda no transe da nossa morte, para examinarmos se os observamos correctamente.

Por isso, meu filho, à claridade daquela última luz verá se amaste a Deus durante a tua vida ou se O desprezaste; se respeitaste seu santo Nome ou se O ofendeste com blasfémias.

Verás as festas que profanaste, as Missas que não ouviste, as desobediências a teus superiores, os escândalos que destes a teus companheiros.

Verás aquela soberba e aquele orgulho que te enganaram; verás...

Mas (oh! meu Deus) tudo aquilo verás no momento em que se abre diante de ti o caminho da eternidade, momento do qual depende a eternidade inteira. Sim, daquele momento depende uma eternidade de glória ou de tormentos.

Compreendes bem o que te estou dizendo? Daquele momento depende para ti o Paraíso ou o Inferno; o ser para sempre feliz ou desgraçado, para sempre filho de Deus ou escravo do demónio, para sempre gozar com os Anjos e Santos no Céu ou gemer e arder para todo o sempre com os condenados no Inferno.

Teme muito por tua alma, e reflecte que de uma vida santa e boa dependem a boa morte e a eterna glória.

Sem perda de tempo, põe em ordem tua consciência com uma boa Confissão, prometendo ao Senhor perdoar a teus inimigos, reparar os escândalos que deste, ser mais obedientes, abster-te de comer carne nos dias proibidos, não perder mais o tempo, santificar os dias consagrados a Deus, cumprir os deveres de teu estado.

E deste já, lançando-te aos pés de Jesus, diz a Ele:

"Meu Senhor e meu Deus, desde agora me converto a Vós; amo-Vos e quero-Vos amar e servir até à morte. Virgem Santíssima, minha Mãe, ajudai-me naquele momento terrível. Jesus, Maria e José, que minha alma expire em paz em vossos braços".

(São João Bosco)

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Considera, minha alma, a incerteza do dia da morte. Um dia sairás do teu corpo.Quando será? Será no inverno ou no verão ou em alguma outra estação do ano?no campo ou na cidade, de noite ou de dia? Será de um modo súbito ou com alguma preparação? Será por algum acidente violento ou por uma doença? Terás tempo e um sacerdote para te confessares? Tudo isto é desconhecido, de nada sabemos, a não ser que havemos de morrer indubitavelmente e sempre mais cedo que pensamos.

Grava bem em teu espírito que então para ti já não haverá mundo, vê-lo-ás perecer antes teus olhos; porque então os prazeres, as vaidades, as horas, as riquezas, as amizades vãs, tudo isso se te afigurará como um fantasma que se dissipará ante tuas vistas.


Ah! Então haverás de dizer: por umas bagatelas, umas quimeras, ofendi a Deus, isto é, perdi o meu tudo por um nada. Ao contrário, grandes e doces parecer-te-ão então as boas obras, a devoção e as penitências, e haverás de exclamar: Oh! Porque não segui eu esta senda feliz? Então, os teus pecados, que agora tens por uns átomos, parecer-te-ão montanhas e tudo o que crês possuir de grande em devoção será reduzido a um quase nada.

Medita esse adeus grande e triste que tua alma dirá a este mundo, as riquezas e as vaidades, aos amigos, a teus pais, a teus filhos, a um marido, a uma mulher, a teu próprio corpo, que abandonarás imóvel, hediondo de ver e todo desfeito pela corrupção dos humores.

Prefigura vivamente com que pressa levarão embora este corpo miserável para lançá-lo na terra, e considera que, passadas essas cerimónias lúgubres, já não se pensará mais de todo em ti, assim como tu não pensas nas pessoas que já morreram."Deus o tenha em paz" - há de dizer-se - e com isso terá tudo acabado para ti neste mundo.Oh! morte, sem piedade és tu! A ninguém poupas neste mundo.

Advinhas, se podes, que rumo seguirá tua alma, ao deixar o teu corpo.

Ah! Para que lado se há de voltar?Por que caminho entrará na eternidade? - É exactamente por aquele que encetou já nesta vida.

(São Francisco de Sales)


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Papa Pio XII - "Um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, na sua liturgia, na sua teologia e na sua alma"


Suponha , meu caro amigo, que o comunismo seja apenas o mais visível dos órgãos de subversão contra a Igreja e contra a tradição da revelação divina, então nós vamos assistir à invasão de tudo o que é espiritual, a filosofia, a ciência, o direito, o ensino, as artes, a imprensa a literatura, o teatro e a religião.

Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa obstinação de Nossa Senhora diante do perigo que ameaça a Igreja, é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, na sua liturgia, na sua teologia e na sua alma”.

(...)

“Ouço em redor de mim os inovadores que querem desmantelar a Capela Sagrada, destruir a chama universal da Igreja, rejeitar seus ornamentos, dar-lhe remorso de seu passado histórico”.

“Pois bem, meu caro amigo, estou convicto que a Igreja de Pedro deve assumir o seu passado ou então ela cavará sua sepultura”.

"...um dia virá em que o mundo civilizado renegará seu Deus, em que a Igreja duvidará como Pedro duvidou. Ela será tentada a crer que o homem se tornou Deus, que o Seu Filho é apenas um símbolo, uma filosofia como tantas outras, e nas igrejas os cristãos procurarão em vão a lâmpada vermelha em que Deus os espera”.

Cardeal Eugénio Pacelli, futuro Pio XII

O Milagre de Sua Santidade, o Papa Pio XII

Há um suposto milagre atribuído à intercessão de Pio XII que poderia levar, em tempo relativamente breve, à sua beatificação. Um milagre que veria implicado, de modo misterioso, também João Paulo II, cujo decreto sobre a heroicidade das virtudes foi promulgado por Bento XVI no mesmo dia que o do Papa Pacelli: a cura de uma jovem mãe de um linfoma maligno. Nestas circunstâncias o condicional é obrigatório, mas o caso está sendo atentamente analisado pela postulação da causa e por sua diocese de Sorrento-Castellammare di Stabia, onde ocorreu. A notícia foi publicada pelo periódico onlinePetrus”, sem nenhum detalhe, mas com a importante confirmação do vigário da mesma diocese. Il Giornale pode agora reconstruir o assunto, que será estudado nos próximos meses.

Estamos em 2005, pouco tempo depois da morte do Papa Wojtyla. Um jovem casal, que teve dois filhos, espera um terceiro. Para a mãe de trinta e um anos, que é professora, a gravidez apresenta-se difícil: tem fortes dores e os médicos não conseguem inicialmente compreender a origem de seus incómodos. Finalmente, depois de muitas análises e uma biopsia, se diagnostica um linfoma de Burkitt, tumor maligno do tecido linfático bem agressivo, que frequentemente aparece nos ossos mandibulares e se estende às víceras do abdómen e pélvis e ao sistema nervoso central. A espera da nova vida que a mulher traz em seu seio se transforma em um drama. O marido da mulher começa a rezar ao Papa Wojtyla, falecido há pouco tempo, para lhe pedir que interceda por sua família.

Uma noite, o homem vê João Paulo II em sonhos. “Tinha um rosto sério. Disse-me: «Eu não posso fazer nada, deveis rezar a este outro sacerdote». Mostrou-me a imagem de um sacerdote magro, alto, fraco. Não o reconheci, não sabia quem era”. O homem permaneceu preocupado pelo sonho, mas não pôde identificar o sacerdote que Wojtyla lhe indicou. Poucos dias depois, abrindo casualmente uma revista, encontrou uma foto do jovem Eugenio Pacelli que chamou sua atenção. Era ele que havia visto retratado no sonho.

Põe-se em marcha uma corrente de oração para pedir a intercessão de Pio XII. E a mulher curou-se, depois dos primeiros tratamentos. O resultado é considerado tão importante que os médicos pensaram num possível erro no diagnóstico inicial. Mas os exames e os arquivos clínicos confirmam a exactidão dos resultados das primeiras análises. O tumor desapareceu, a mulher está bem, teve o seu terceiro filho e voltou ao seu trabalho e à escola. Passado um pouco de tempo, é ela quem se dirige ao Vaticano para assinalar seu caso.

Uma confirmação do vigário geral da diocese de Sorrento-Castellammare di Stabia, dom Carmine Giudici: “É tudo verdade — declarou a Petrus –, a Santa Sé comunicou um milagre por intercessão de Pio XII. O Arcebispo Felice Cece decidiu, portanto, instituir em dias o correspondente Tribunal diocesano”. Este tribunal será o que examinará o caso para formular uma primeira sentença. Se for positiva, os documentos passarão a Roma, à Congregação para a Causa dos Santos: aqui deverão ser estudados primeiro pela Consulta médica, chamada a pronunciar-se sobre a impossibilidade de explicar a cura. Se também os médicos que colaboram com a Santa Sé disserem sim, o caso da mãe curada será discutido primeiro pelos teólogos da Congregação, então pelos Cardeais e bispos. Só depois de ter superado estes três graus de juízo, o dossier sobre o suposto milagre chegará ao escritório de Bento XVI, que decidirá sobre o reconhecimento final. Então, e só então, o Papa Pacelli poderá ser beatificado.

A instituição de um Tribunal diocesano e a eventual chegada da documentação ao dicastério que estuda os processos de beatificação e canonização não significam nenhum reconhecimento, mas apenas que o caso em questão é considerado interessante e digno de atenção. Portanto, é totalmente prematuro antecipar acontecimentos, ainda mais imaginar datas. O que impressiona, na história da família de Castellmmare di Stabia, é o papel que teve no assunto o Papa Wojtyla, que em sonhos teria sugerido ao marido da mulher rezar àqueles “sacerdote magro”, que logo se revelaria como Pacelli. Quase pareceria que João Paulo II teria desejado, de algum modo, ajudar à causa de seu predecessor. A notícia do suposto milagre chegou ao Vaticano poucos dias antes de que Bento XVI promulgasse o decreto sobre as virtudes heróicas de Wojtyla e, surpreendentemente, liberasse também a de Pio XII, que estava em espera por dois anos por motivo de ulteriores verificações nos arquivos vaticanos.

Fonte

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Os Avisos de Maria Santíssima para os dias de hoje


No ano 1634, Nossa Senhora do Bom Sucesso previu o eclipse da Igreja Católica no século XX

No dia 02 de Fevereiro de 1634, repentinamente, apaga-se a luz do santuário da capela do Convento das Irmãs Concepcionistas de Quito, Equador. A Santíssima Virgem, em seguida, revela-Se à Madre Mariana e explica que aquele fenómeno simbolizava a Igreja no século XX. Portanto, segundo a Mãe do Verbo, a Igreja de Cristo —luz do mundo— estaria eclipsada a partir do século XX.

Claro que uma revelação dessas soa a aterrador. No entanto, em pleno século XVII, a Santíssima Virgem esclarece os cinco significados daquela ocorrência tão singular e sombria.


Os cinco significados da luz que se apaga no santuário


Segundo as palavras de Nossa Senhora, a luz que naquele momento extinguira no santuário, e hoje está extinta no nosso mundo, representa o seguinte:


- Primeiro, a propagação de heresias nos séculos XIX e XX que apagaria a luz preciosa da fé nas almas;


- Em segundo lugar, a catástrofe espiritual no Convento e, por extensão, em toda a Igreja;


- Terceiro, a impureza maciça que saturaria a atmosfera. ”Como um mar sujo, a impureza inundará ruas, praças e locais públicos, com uma liberdade nunca vista”, disse Ela. ”Quase não haverá nenhuma alma virgem no mundo”;


- Em quarto lugar, a corrupção da inocência das crianças e a crise no clero;


- Quinto, o laxismo e a negligência dos ricos, que testemunhariam indiferentes o calvário da Igreja, a virtude sendo perseguida e o triunfo do mal, sem fazerem uso de suas riquezas para combater o erro e restaurar a fé.


Uma grave crise mundial na Igreja e na sociedade que se iniciaria no século XIX

Reflectindo sobre as profecias mais importantes de Nossa Senhora do Bom Sucesso, vemos que elas reportam a uma grave crise mundial na Igreja e na sociedade que se iniciaria no século XIX e se estenderia ao longo do século XX. Durante esse tempo, a Mãe do Verbo advertiu que haveria uma quase total corrupção de costumes e que Satanás quase reinaria completamente por meio das seitas maçónicas. o qual visará principalmente a infância a fim de manter com isto a corrupção geral. "Ai dos meninos desse tempo! Dificilmente receberão o Sacramento do Baptismo e o da Confirmação".

Prevendo os séculos vindouros, Maria Santíssima previu que "sem a bênção da Igreja, irá decaindo rapidamente o espírito cristão".

E como resultante dessa devassidão, estariam abertas as portas para o divórcio, concubinato, filhos ilegítimos, aborto, educação laica e mesmo anti-teísta...


"Quanto ao Sacramento do Matrimónio, que simboliza a união de Cristo com a Igreja, ele será atacado e profanado em toda a extensão da palavra. Impor-se-ão leis iníquas com o objectivo de extinguir esse Sacramento, facilitando a todos viverem mal, propagando-se a geração de filhos mal-nascidos, sem a bênção da Igreja. Irá decaindo rapidamente o espírito cristão”.

Voltando as costas para Deus, o homem passaria a conduzir-se por si mesmo, desprezando as leis divinas:

"Apagar-se-á a luz da Fé até se chegar a uma quase total e geral corrupção de costumes. Acrescidos ainda os efeitos da educação laica, isto será motivo para escassearem as vocações sacerdotais e religiosas" (II,6 e 7).

O respeito e a fé aos Sacramentos da Igreja, que são instrumentos de misericórdia e salvação, instituídos pelo próprio Cristo, seriam desprezados:


"Nesse tempo o Sacramento da Extrema-Unção, posto que faltará nesta pobre Pátria o espírito cristão, será pouco considerado. Muitas pessoas morrerão sem recebê-lo por descuido das famílias."


Na Igreja Católica, os sacramentos seriam assim profanados e abusados, e a luz da fé seria quase completamente extinta nas almas. Almas verdadeiramente religiosas seriam reduzidas a um número tão pequeno e muitas vocações pereceriam. Ela adverte que uma grande impureza passaria a reinar e as pessoas tornar-se-iam descuidadas das questões espirituais.


A Mãe do Verbo fala de uma apostasia que se estabeleceria no vértice da Igreja


Em diversas ocasiões a Mãe do Verbo fala de uma apostasia que se estabeleceria no vértice da Igreja. Por exemplo, na aparição de 02 de Fevereiro de 1634, depois de advertir Madre Mariana sobre o comportamento de muitos maus Superiores que iriam destruir o espírito da religião, a Santíssima Virgem disse: Tempos difíceis virão, quando justamente aqueles que deveriam defender os direitos da Igreja ficarão cegos. Sem temor servil ou respeito humano, eles se juntarão os inimigos da Igreja para ajudá-los a realizar seus projectos”.


“Ai do erro dos sábios, de quem governa a Igreja, o pastor do rebanho, ao qual o Meu Santo Filho mais confiou os seus cuidados!"


Mais adiante, Ela acrescentou, referindo-se ao papel ruim das autoridades religiosas na crise:


“Mas quando eles aparecerem triunfantes e quando a autoridade abusar de seu poder, cometendo injustiças e opressão aos fracos, a sua queda estará próxima. Paralisados, eles cairão ao chão “.


Portanto, ao mesmo tempo em que a mensagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso, como a de Nossa Senhora de Fátima, falam de um grande castigo, elas também oferecem a grande esperança de uma restauração da Santa Igreja.


Consolo e alívio


Assim, paradoxalmente, os detalhes sombrios desta profecia oferecem um consolo e alívio para aqueles que reconhecem a grave crise na Igreja e, consequentemente, na sociedade dos nossos dias.


As profecias nos dão o consolo de saber que a Santíssima Virgem predisse claramente a presente situação calamitosa, que Ela viu e continua vendo o nosso sofrimento presente. Sobretudo, prometeu ajudar-nos a perseverar na luta, sempre que recorrermos a Ela.

Fonte


sábado, 1 de janeiro de 2011

* SANTA MARIA, MÃE DE DEUS *

A VÓS, MÃE DE DEUS E RAINHA DA PAZ, CONFIAMOS O NOVO ANO DE 2011


Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe,
Rainha do Céu, Rainha da Paz e refúgio dos pecadores,
ao vosso Coração Imaculado
consagramos o novo ano, a nossa vida,
todo nosso ser, tudo o que temos,
tudo o que amamos, tudo o que somos.
A Vós pertencem os nossos lares e a nossa pátria.
Queremos que seja vosso,
e participe dos benefícios de vossas bênçãos materiais,
tudo o que existe em nós, e ao redor de nós.
E para que esta consagração
seja realmente eficaz e duradoura,
renovamos hoje, aqui aos vossos pés,
ó Maria, as promessas do nosso baptismo
e da nossa primeira comunhão.
Comprometemo-nos a professar,
corajosamente e sempre,
as verdades da fé,
e a viver como católicos,
submissos à sua Santidade,
o Papa e aos Bispos em comunhão com ele.
Comprometemo-nos a observar
os Mandamentos de Deus e da Igreja,
particularmente a santificação do Domingo.
Queremos empenhar-nos,
ó gloriosa Mãe de Deus e nossa Mãe,
para que o Reino de Cristo, vosso Filho,
seja uma presença nas nossas almas,
na terra como no Céu.
Amén.

SANCTA MATER DEI, ORA PRO NOBIS

***

Resumidamente, podemos dizer que Nossa Senhora é Mãe de Deus e não da divindade. Ou seja, Ela é Mãe de Deus por ser Mãe de Nosso Senhor, pois as duas naturezas (a divina e a humana) estão unidas em Nosso Senhor Jesus Cristo.

A heresia de negar a maternidade divina de Nossa Senhora é muito anterior aos protestantes. Ela nasceu com Nestório, então bispo de Constantinopla. Os protestantes retomaram a heresia que havia sido sepultada pela Igreja de Cristo.

Mas, afinal, por que Nossa Senhora é Mãe de Deus?

Vamos provar pela razão, pela Sagrada Escritura e pela Tradição que Nossa Senhora é Mãe de Deus.

A pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo:

Se perguntarmos a alguém se ele é filho da sua mãe, se esta verdadeiramente for a mãe dele, de certo nos lançará um olhar de espanto. E teria razão.

O homem, como sabemos, é composto de corpo e alma, sendo esta a parte principal do seu ser, pois comunica ao corpo a vida e o movimento.

A nossa mãe terrena, todavia, não nos comunica a alma, mas apenas o nosso corpo. A alma é criada directamente por Deus. A mãe gera apenas a parte material deste composto, que é o seu ser. E como é que alguém pode, então, afirmar que a pessoa que nos dá à luz é nossa mãe?

Se fizéssemos essa pergunta a um protestante sincero e instruído, ele mesmo responderia com tranquilidade: "é certo, a minha mãe gera apenas o meu corpo e não a minha alma, mas a união da alma e do corpo forma este todo que é a minha pessoa; e a minha mãe é mãe da minha pessoa. Sendo ela mãe da minha pessoa, composta de corpo e alma, é realmente a minha mãe."

Apliquemos, agora, estas noções de bom senso ao caso da Maternidade Divina de Maria Santíssima.

Há em Jesus Cristo "duas naturezas": a natureza divina e a natureza humana. Reunida, constituem elas uma única pessoa, a pessoa de Jesus Cristo.

Nossa Senhora é Mãe desta única pessoa que possui ao mesmo tempo a natureza divina e a natureza humana, como a nossa mãe é a mãe de nossa pessoa. Ela deu a Jesus Cristo a natureza humana; não lhe deu, porém, a natureza divina, que vem unicamente do Padre Eterno.

Maria deu, pois, à Pessoa de Jesus Cristo a parte inferior - a natureza humana, como a nossa mãe nos deu a parte inferior de nossa pessoa, o corpo.

Apesar disso, nossa mãe é, certamente, a mãe da nossa pessoa, e Maria é a Mãe da pessoa de Jesus Cristo.

Notemos que em Jesus Cristo há uma só pessoa, a pessoa divina, infinita, eterna, a pessoa do Verbo, do Filho de Deus, em tudo igual ao Padre Eterno e ao Espírito Santo. E Maria Santíssima é a Mãe desta pessoa divina. Logo, ela é a Mãe de Jesus, a Mãe do Verbo Eterno, a Mãe do Filho de Deus, a Mãe da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, a Mãe de Deus, pois tudo é a mesma e única pessoa, nascida do seu seio virginal.

A alma de Jesus Cristo, criada por Deus, é realmente a alma da pessoa do Filho de Deus. A humanidade de Jesus Cristo, composta de corpo e alma, é realmente a humanidade do Filho de Deus. E a Virgem Maria é verdadeiramente a Mãe deste Deus, revestido desta humanidade; é a Mãe de Deus feito homem.

Ela é a Mãe de Deus - "Maria de qua natus est Jesus": "Maria de quem nasceu Jesus" (Mt 1, 16).

Note-se que Ela não é a Mãe da divindade, como nossa mãe não é mãe de nossa alma; mas é a Mãe da pessoa de Jesus Cristo, como a nossa mãe é mãe da nossa pessoa.

A pessoa de Nosso Senhor é divina, é a pessoa do Filho de Deus. Logo, por uma lógica irretorquível, Ela é a Mãe de Deus.

Santo André diz: "Maria é Mãe de Deus, resplandecente de tanta pureza, e radiante de tanta beleza, que, abaixo de Deus, é impossível imaginar maior, na terra ou no céu." (Sto Andreas Apost. in transitu B. V., apud Amad.).

São João diz: "Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois concebeu e gerou um verdadeiro Deus, deu à luz, não um simples homem como as outras mães, mas Deus unido à carne humana." (S. João Apost. Ibid).

S. Tiago: "Maria é a Santíssima, a Imaculada, a gloriosíssima Mãe de Deus" (S. Jac. in Liturgia).

S. Dionísio Areopagita: "Maria é feita Mãe de Deus, para a salvação dos infelizes." (S. Dion. in revel. S. Brigit.)

Orígenes (Sec. II) escreve: "Maria é Mãe de Deus, unigénito do Rei e criador de tudo o que existe" (Orig. Hom. I, in divers.)

Santo Atanásio diz: "Maria é Mãe de Deus, completamente intacta e impoluta." (Sto. Ath. Or. in pur. B.V.).

Santo Efrém: "Maria é Mãe de Deus sem culpa" (S. Ephre. in Thren. B.V.).

S. Jerónimo: "Maria é verdadeiramente Mãe de Deus". (S. Jerón. in Serm. Ass. B. V.).

Santo Agostinho: "Maria é Mãe de Deus, feita pela mão de Deus". (S. Agost. in orat. ad heres.).


Fonte 1