segunda-feira, 7 de março de 2011

De onde há de vir julgar os vivos e os mortos.


"(...) Creio em Jesus Cristo, Seu único Filho, Nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressuscitou dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. (...)"

Fala-nos São Tomás de Aquino:

101 — Julgar é função do rei: “O rei, que está sentado no trono da justiça, pelo seu olhar dissipa todo o mal”. (Pr 20, 8). Porque Cristo subiu ao céu e sentou-se à direita de Deus como Senhor de todos, evidentemente compete-lhe o juízo.

Por isso pela Regra da Fé Católica confessamos que virá julgar os vivos e os mortos. Isto também foi dito pelo Anjo: “Este Jesus, que do meio de vós foi elevado aos céus, virá também assim como o vistes subir par aos céus” (Mt 1, 11).

102 — Devemos considerar nesse Juízo três coisas:
primeiro, a sua forma;
segundo, que ele deve ser temido;
e, terceiro, como para ele nos devemos preparar.

103 — No juízo devemos ainda distinguir três elementos concorrentes:
quem é o juiz;
quem deve ser julgado;
e qual a matéria do julgamento.

104 — Cristo é o Juiz, conforme se lê no Livro dos Actos: “Ele que foi constituído por Deus Juiz dos vivos e dos mortos” (Mt 10, 42). Pode este texto ser interpretado, ou chamando de mortos os pecadores e, de vivos, os que vivem rectamente, ou designando vivos, por interpretação literal, os que agora vivem, e mortos, todos os que morreram.

Ele é Juiz não só enquanto Deus, mas também como homem, por três motivos1:

- Primeiro, porque é necessário, aos que vão ser julgados, verem o juiz. Como a Divindade é de tal modo deleitável que ninguém a pode ver sem se deleitar, e nenhum condenado poderia vê-la sem que não sentisse logo alegria, foi necessário que Cristo aparecesse só em forma de homem, para que fosse visto por todos. Lê-se em S. João: “Deu-lhe o poder de julgar, porque é Filho do Homem” (Jo 5, 27).

- Segundo, porque Ele mereceu este ofício como homem. Ele, enquanto homem, foi injustamente julgado e, por isso, Deus O fez Juiz de todos. Lê-se: “A tua causa foi julgada como a de um ímpio; receberás o julgamento das causas” (Jo 36, 17).

- Terceiro, para que os homens não mais desesperem, vendo-se julgados por um homem. Se somente Deus julgasse, os homens ficariam desesperados, devido ao temor. (Mas todos verão um homem julgar), pois lê-se em São Lucas: “Verão o Filho do Homem vindo na nuvem” (Lc 21, 27). Serão julgados os que existiram, os que existem e existirão, conforme ensina São Paulo: “Convém que todos nós sejamos apresentados diante do tribunal de Cristo, para que cada um manifeste o que fez de bom e de mal enquanto estava neste corpo” (2 Cor 5, 10).

105 — Há quatro diferenças, segundo São Gregório, entre os que devem ser julgados. Estes, ou são bons, ou são maus.

Entre os maus, alguns serão condenados, mas não julgados, como os infiéis, cujas ações não serão discutidas, por que, como está escrito, “o que não acreditar já está julgado” (Jo 3, 18). Outros, porém, serão condenados e julgados, como os fiéis que morreram em estado de pecado mortal. Disse o Apóstolo: “o salário do pecado é a morte” (Rm 6, 23). Estes não serão excluídos do Julgamento por causa da fé que tiveram.

Entre os bons também haverá os que serão salvos sem o Julgamento, os pobres de espírito por amor de Deus. Lê-se em São Mateus: “vós que me seguistes, na regeneração, quando o Filho do Homem estiver sentado em seu trono majestoso, sentar-vos-eis também sobre doze tronos, julgando as doze tribos de Israel” (Mt 19, 28).

Estas palavras não se dirigem só aos discípulos, mas a todos os pobres de espírito. Caso assim não fosse, São Paulo que trabalhou mais que todos, não estaria nesse número.

Este texto deve, portanto, ser aplicado a todos os que seguiram os Apóstolos, e aos varões apostólicos. Eis porque São Paulo escreve: “Não sabeis que julgamos os Anjos?” (1 Cor 6, 3). Lê-se ainda em Isaías: “O Senhor virá com seniores e com os príncipes do seu povo” (Is 3, 14).

Outros serão salvos e julgados, isto é, aqueles que morreram em estado de justificação. Bem que tivessem morrido neste estado, erraram todavia em alguma coisa durante a vida terrestre. Serão, por isso, julgados, mas receberão a salvação.


106 — Todos serão julgados pelos actos bons e maus que praticaram. Lê-se na Escritura: “Segue os caminhos do teu coração... mas fica certo de que Deus te levará ao julgamento por causa deles” (Ecle 11, 9); “Deus citará no julgamento todas as tuas ações, até as ocultas, quer sejam boas, quer sejam más” (Ecle 13, 14).

Serão julgados também pelas palavras inúteis:Toda palavra inútil pronunciada por alguém, este dará conta dela no dia do juízo” (Mt 12, 36).

Serão julgados, por fim, pelos pensamentos que tiveram. Lê-se no Livro da Sabedoria: “Os ímpios serão argüidos a respeito dos seus pensamentos” (Sb 1, 9).
Fica assim esclarecida qual a matéria do julgamento.

107 — Por quatro motivos deve ser aquele Juízo temido:

- Primeiro, devido à sabedoria do Juiz, porque Ele conhece todas as coisas, os pensamentos, as palavra e as acções, já que, como se lê na Carta aos Hebreus, “todas as coisas estão nuas e descobertas aos seus olhos” (Heb 4, 13). Lê-se ainda na Escritura: “Todos os caminhos dos homens estão diante dos seus olhos” (Pr 16, 1).

Conhece Ele as nossas palavras: “Os seus ouvidos atentos ouvem tudo” (Sb 1, 10).

Conhece os nossos pensamentos: “O coração do homem é depravado e impenetrável. Quem o pode conhecer? Eu, o Senhor, penetro nos corações e sondo os rins, retribuo a cada um conforme o seu caminho e conforme os pontos dos seus pensamentos” (Jr 17, 9).

Haverá também neste Juízo testemunhas infalíveis, isto é, as próprias consciências dos homens, segundo se lê em São Paulo: “A consciência deles servirá de testemunho no dia em que o Senhor julgar as coisas ocultas dos homens, enquanto pelos pensamentos se acusam ou se defendem” (Rm 2, 15-16).

108 — Segundo, devido ao poder do Juiz, porque Ele é em si mesmo todo poderoso. Lê-se: “Eis que o Senhor virá com fortaleza” (Is 11, 10).

É poderoso também sobre os outros, porque toda criatura estava com Ele. Lê-se:
O universo inteiro combaterá com ele contra os insensatos” (Sb 5, 2); “Ninguém há que possa livrar-se da Vossa mão” (Jo 10, 7); e ainda: “Se subo aos céus, Vós ali estais; se desço aos infernos, estais lá também” (Sl 138, 8).

109 — Terceiro, devido à justiça inflexível do Juiz. Agora é o tempo da misericórdia. Mas o tempo futuro é tempo só de justiça. Por isso, o tempo de agora é nosso; mas o tempo futuro será só de Deus.

Lê-se: “No tempo que eu determinar, farei justiça” (Sl. 134, 3). “O varão furioso de ciúmes não lhe perdoará no dia da vingança, não atenderá às suas súplicas, nem receberá como satisfação presentes, por maiores que sejam” (Pr 6, 34).

110 — Quarto, devido à ira do Juiz. Aparecerá aos justos doce e deleitável, porque, conforme diz Isaías: “Verão o rei na sua beleza” (Is 33, 17). Aos maus, porém, aparecerá tão irado e cruel, que eles dirão aos montes: “Cai sobre nós, e escondei-nos da ira do cordeiro” (Ap 6, 16).

Esta ira em Deus não significa uma comoção do espírito, mas significa o efeito da ira, a pena infligida aos pecados, isto é, a pena eterna. A propósito disso escreveu Orígenes: “Como serão estreitos os caminhos no juízo! No fim estará o Juiz irado”.

111 — Contra este temor devemos aplicar quatro remédios:

O primeiro remédio é a boa acção. Lê-se em São Paulo: “Queres não temer a autoridade? Faz o bem e receberás dela o louvor” (Rm 13, 3).

O segundo, é a confissão dos pecados cometidos e a penitência feita por eles. Na confissão deve haver três coisas: a dor interior, a vergonha da confissão dos pecados e o rigor da satisfação por eles. São essas três coisas que redimem a pena eterna.

O terceiro remédio é a esmola que torna tudo puro, segundo as palavras do Senhor: “Conquistai amigos com dinheiro da iniqüidade, para que, quando cairdes, eles vos recebam nas tendas eternas” (Lc 26, 9) 2.

O quarto remédio é a caridade, quer dizer, o amor de Deus e do próximo, pois, conforme a Escritura: “A caridade cobre uma multidão de pecados” (1 Pd 4, 8; Pr 10, 12)3.

domingo, 6 de março de 2011

CARNAVAL - Rezemos pelos pecados cometidos nestes dias infelizes!


“Fostes chamados à liberdade, não abuseis, porém da liberdade como pretexto para os prazeres carnais” (São Paulo)

ORAÇÃO PARA OS DIAS DE CARNAVAL:

Meu Jesus, que sobre a Cruz perdoastes àqueles que nela Vos chagaram, e desculpastes diante do Vosso Pai o seu delito. Vós que da Cruz lançastes um olhar de piedade ao ladrão que expirava sobre o patíbulo e o convertestes e salvastes; Vós que entre as agonias da morte declarastes ter ainda sede de padecimentos para tornar mais copiosa a universal Redenção, tende piedade de tantos infelizes que seduzidos pelo espírito da mentira nestes dias de falsos prazeres e de escandalosa dissipação correm risco de se perder.

Ah! pelos méritos de Vosso preciosíssimo Sangue e da Vossa morte não os abandoneis como merecem nem permitais fique sem remédio o miserável estado em que se vão precipitar. Reservai para eles um dia de misericórdia e de salvação. Vós que a Pedro estendestes prontamente a mão para sustentá-lo, quando submergia, socorrei também a estes infelizes que estão para cair no abismo infernal; acordai-os, sacudi-os, iluminai-os, convertei-os e salvai-os.

Tende, pois, sempre firme sobre nós a Vossa Mão, para que nunca sejamos seduzidos por tantos escândalos que nos rodeiam; pelo contrário, a semelhança de José e de Tobias que vivendo num ambiente supersticioso, nunca se afastaram da verdade e da justiça, mereçamos nós o Vosso amor, ao passo que outros provocam o Vosso desdém e nos apliquemos nos exercícios de piedade enquanto ela é esquecida pelos ingratos filhos do século que terão de chorar para sempre a sua actual imprudência.

Pai-Nosso, Ave Maria e Glória.

Pelas infidelidades e os sacrilégios.
Piedade, ó Divino Coração!

Pelas blasfémias e profanações dos dias santos,
Piedade, ó Divino Coração!

Pela libertinagem e os escândalos públicos,
Piedade, ó Divino Coração!

Pelos corruptores da infância e da juventude,
Piedade, ó Divino Coração!

Pela desobediência sistemática à Santa Igreja,
Piedade, ó Divino Coração!

Pelos crimes nas famílias, pelas faltas de pais e filhos,
Piedade, ó Divino Coração!

Pelos atentados cometidos contra o Romano Pontífice,
Piedade, ó Divino Coração!

Pelos transtornadores da ordem pública, social e cristã,
Piedade, ó Divino Coração!

Pelo abuso dos Sacramentos e o ultraje a vosso Santo Tabernáculo,
Piedade, oh, Divino Coração!

Pela covardia dos ataques da imprensa, pelas maquinações de seitas tenebrosas,
Piedade, ó Divino Coração!

Pelos bons que vacilam, pelos pecadores que resistem à graça,
Piedade, ó Divino Coração!

* * *
Pelo Vosso desamparo no sagrado Tabernáculo,
Nós Vos consolamos, Senhor!

Pelos crimes dos pecadores,
Nós Vos consolamos, Senhor!

Pelo ódio dos ímpios,
Nós Vos consolamos, Senhor!

Pelas blasfémias que se proferem contra Vós,
Nós Vos consolamos, Senhor!

Pelas injúrias feitas a Vossa Divindade,
Nós Vos consolamos, Senhor!

Pelas imodéstias e irreverências cometidas em Vossa adorável presença,
Nós Vos consolamos, Senhor!

Pela amarga tristeza que Vos causa a perdição das almas.
Nós Vos consolamos, Senhor!


O QUE DEVE SER FEITO NESTES DIAS DE CARNAVAL:

- Mortificar a língua.

- Jejuar.

- Oferecer sacrifícios em acto de reparação pelos pecados.

- Abster-se de televisão.

- Meditar a Sagrada Paixão de Nosso Senhor em São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João.

- Confessar-se.

- Participar da Santa Missa e oferecer a Comunhão reparadora.

- Visitar a Jesus Sacramentado.

- Rezar o Terço do Rosário diante de um Crucifixo.


“Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender que é Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de Carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria.

Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas.

Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas."


(Santo Afonso Maria de Ligório)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Oração à Virgem Maria, Rainha de Portugal, pelos pecados públicos na Nação Portuguesa.


Virgem Santíssima,
Rainha e Padroeira de Portugal!

Venho pedir-Te que não esqueças, o que em Fátima prometeste aos Pastorinhos.

A devoção deste povo ao Teu Imaculado Coração é bem expressa nas dezenas e centenas de milhares de portugueses que seguem o Teu andor nas procissões em Tua honra e não só em Fátima mas por tantos outros lugares e cidades de Portugal. (...)

Não deixes de atender às nossas súplicas de filhos desnorteados e confusos neste vendaval que o Inimigo, cuja cabeça esmagada pelo Teu calcanhar, parece ressurgir com furor redobrado atacando a sociedade no mais profundo dos seus alicerces: a família.

Com a promulgação de leis torpes e iníquas que, no fundo, mais não fazem que tornar públicos os pecados privados, por mais aberrantes que possam ser; o ataque ''cerrado'' aos jovens desde a mais tenra idade, pervertendo e destruindo a sacralidade do corpo humano, tudo isto, Senhora Minha, deve amargurar o Teu Coração Imaculado de forma indizível.

Talvez seja chegada a hora de intervires novamente na história desta Nação milenar que soçobra.

E, se não for ainda o momento, peço-Te que o abrevies e nos dês a força e o ânimo que tanto precisamos.
Ámen.

terça-feira, 1 de março de 2011

Lei dos Transexuais - Mais uma vergonha para Portugal

PORTUGAL NO SEU MELHOR
(Onde qualquer aberração é permitida)

Depois da legalização para as mães matarem os filhos antes de nascerem;

Depois da legalização para que o emparelhamento sodomita seja colocado em pé de igualdade com um casamento;

Cavaco Silva deve pensar que em Portugal já há poucas leis aberrantes...



DECLARAÇÃO SOBRE AS ACTIVIDADES DE EXORCISMO POR PARTE DO FALSO PADRE HUMBERTO GAMA




* * *

Das ciladas do Demónio, LIVRAI-NOS, SENHOR!