domingo, 27 de março de 2011

"Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno." (I João 5; 19)


Não há memória na história de Portugal de um governo que tenha sido tão inimigo da vida humana, da família, da sociedade, da justiça e do bem comum como este que agora se encontra demissionário. A mentira obsessiva e continuada, a subversão dos valores mais elementares, a inversão das virtudes, a intimidação dos Pastores, a corrupção da pureza das crianças, a usurpação dos filhos aos pais, manipulando a sua educação/formação, a agressão sistemática dos direitos fundamentais da pessoa, a perversidade apresentada como normalidade, a promiscuidade sexual como saúde, a matança dos inocentes como amor, a injustiça como direito, os subsídios das homicidas como apoios à maternidade, tudo isto e o muito mais que se podia acrescentar - se tivermos em conta que a Palavra de Deus, Jesus Cristo, define o diabo como mentiroso, homicida desde o princípio e sedutor-enganador -, são sinais claríssimos de uma governança diabólica. Governo satânico será pois o termo mais adequado para o caracterizar.

Cumpliciado com ele tivemos uma larga maioria demoníaca na assembleia da república e um presidente da república luciferinamente calculista. E se é verdade que este se comportou como Pilatos não é menos verdade que o governo e a assembleia tiveram maiores culpas, pois procederam como aquela porção da elite judaica que engendrou a morte de Jesus; e o povo que neles votou fez o papel da multidão que exigiu a brados a crucifixão de Mesmo.

Neste sentido, estou em que a todos estes políticos e demais portugueses também se aplica a acusação de Jesus: “Vós tendes por pai o diabo, e quereis realizar os desejos do vosso pai. Ele foi assassino desde o princípio, e não esteve pela verdade, porque nele não há verdade. Quando fala mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (Jo. 8, 44).

Verificamos, pois, que em Portugal - um país tido como maioritariamente católico, e privilegiado com as aparições de Nossa Senhora, em Fátima -, os eleitores entregaram o seu destino ao “grande Dragão, a Serpente antiga - a que chamam também Diabo e Satanás - o sedutor de toda a humanidade … ” (Ap 12, 9).

Ao que tudo parece indicar teremos eleições legislativas dentro de, mais ou menos, dois meses. O diabo vai de novo seduzir e esbravejar, encantar e assustar. Esperemos que a Igreja não se deixe atemorizar e fale com clareza e ousadia, chame ao arrependimento e à conversão, discirna os espíritos e esclareça as consciências. O báculo, como lembrou o Papa Bento XVI, também serve de arma para defender o rebanho das feras.

Padre Nuno Serras Pereira
26. 03. 2011
Fonte: Logos
PORTUGAL...

“Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno“


Todo o Inferno está nestas palavras de Jesus Cristo: Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno“.
O Inferno é a separação, a perda de Deus.Afasta-te de mim, pecador“. É assim que Deus repele para longe de Si a alma pecadora. É a perda de Deus, a perda da suma beleza, da suma bondade, do sumo bem. Enquanto a nossa alma estiver presa no cárcere da carne, não poderá nunca compreender a imensidade desta desgraça que, na frase dos santos, constitui o inferno dos infernos.
O Inferno é a maldição de Deus. Afasta-te, pecador maldito. A maldição eficaz de um Deus Todo-Poderoso. Se é terrível a maldição de um pai, de uma mãe, que será a maldição de Deus? Pecador maldito, maldito no corpo, maldito na alma. Olhos, língua, mãos, pés, inteligência, coração, vontade, tudo é maldito, porque tudo serviu de instrumento ao pecado.
O Inferno é o fogo. Afasta-te de mim, pecador maldito, para o fogo. Quando os profetas falam do inferno, logo se lhes apresenta à imaginação o mar, o mar sem limites e sem fundo, e os condenados nadando e mergulhando neste abismo de fogo. O fogo envolve-os, penetra-os, circula em suas veias, insinua-se até à medula dos ossos.
O Inferno é a eternidade. Afasta-te, pecador maldito, para o fogo eterno. A eternidade… quem pode compreendê-la! É um tempo que não acaba. Mil anos, milhões de anos, mil milhões de anos. Contai as gotas de água do oceano, os grãos de areia das praias, as folhas das árvores… a eternidade tem mais anos, mais séculos. Sempre! Nunca! Sempre queimar, sempre sofrer! Nunca o menor alívio, a menor esperança.
Se os condenados que estão no Inferno pudessem voltar à terra, que fariam? Procurariam outra vez a ocasião do pecado, as danças, os espectáculos, as tavernas, as casas de perdição? Não! Correriam para a igreja, ao pé do altar do Santíssimo Sacramento, de Nossa Senhora, ao pé do confessor principalmente, para alcançar o perdão dos seus pecados. O que os condenados não podem mais, vós o podeis. Não estais no Inferno, mas talvez estejais no caminho do Inferno.
Quanto antes, voltai para trás; talvez amanhã seja tarde.

sábado, 26 de março de 2011

SALMOS PENITENCIAIS - Salmo 37


Não me repreendais, Senhor, na vossa ira,
nem me castigueis na vossa indignação.
Em mim se cravaram as vossas setas,
sobre mim caiu a vossa mão.

Não há parte sã no meu corpo por causa da vossa cólera;
por causa do meu pecado
nem os meus ossos ficaram inteiros.

As minhas culpas se elevam acima da cabeça
e como fardo pesado me esmagam.

Minhas chagas são fétidas e purulentas,
por causa da minha insensatez.

Estou abatido, todo curvado,
passo o dia inteiro cheio de tristeza.

Os meus rins ardem de febre,
não há parte sã no meu corpo.

Estou aflito, todo alquebrado,
arranco gemidos do meu coração.

Diante de Vós, Senhor, estão os meus desejos,
não Vos são ocultos os meus lamentos.

Estala-me o coração, falham-me as forças,
e a luz dos meus olhos, até ela se apaga.

Amigos e companheiros fogem da minha desgraça
e os meus parentes ficam ao longe.

Os que procuram tirar-me a vida armam ciladas;
os que me querem mal decidem perder-me
e passam o dia a maquinar traições.

Eu, porém, sou como surdo, não oiço;
como mudo que não abre a boca.

Tornei-me como homem que não ouve
e não tem réplica na sua boca.

Em Vós, Senhor, pus a minha esperança,
Vós me respondereis, Senhor, meu Deus.

Eu disse: «Não se riam de mim,
nem se alegrem à minha custa,
se meus pés vacilarem».

Estou prestes a cair
e tenho sempre presente esta aflição.

Reconheço a minha culpa,
estou inquieto por causa do meu pecado.

Os meus inimigos vivem e são mais fortes do que eu
e são muitos os que me odeiam sem motivo.

Os que pagam o bem com o mal me perseguem,
porque me esforço por fazer o bem.

Não me abandoneis, Senhor,
meu Deus, não Vos afasteis de mim.

Senhor, minha salvação,
socorrei-me e salvai-me.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre,
pelos séculos dos séculos. Ámen.

quinta-feira, 24 de março de 2011

"Relações sexuais são um dom de Deus que apenas devem ter lugar no contexto de um casamento heterossexual"


As pessoas que criticam as relações de homossexuais, por razões religiosas ou morais, estão cada vez mais a ser atacadas ou difamadas por causa dos seus pontos de vista, disse na passada terça-feira, dia 22 de Março, um diplomata do Vaticano, no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

O Arcebispo Silvano Tomasi declarou que a Igreja Católica Romana acredita que as relações sexuais são um dom de Deus que apenas devem ter lugar no contexto de um casamento heterossexual. Mas aqueles que expressam esse ponto de vista estão a enfrentar uma "tendência perturbadora", segundo Tomasi.

"As pessoas são atacadas por adoptarem posições em que não apoiam o comportamento sexual entre pessoas do mesmo sexo", disse o Arcebispo na actual sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas.

"Quando expressam as suas crenças morais ou crenças sobre a natureza humana...elas são estigmatizadas, e pior - são vilipendiadas e processadas."

"Esses ataques são violações de direitos humanos fundamentais e não podem ser justificados em nenhuma circunstância", disse Tomasi.

* * *

Do CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA:

"2357. A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atracção sexual, exclusiva ou predominante, por pessoas do mesmo sexo. (...) Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que "os actos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados". São contrários à Lei natural. Fecham o acto sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afectiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados."

Fonte da imagem

Fonte na notícia

A aberrante herança que este Governo Socialista deixa a Portugal

ABORTO




EMPARELHAMENTO SODOMITA




DIVÓRCIO




TRANSEXUAIS




LEI DA PROCRIAÇÃO MEDICAMENTE ASSISTIDA




EDUCAÇÃO SEXUAL NAS ESCOLAS


* * *

Com a queda deste governo, é chegado o momento de mostrar o que temos de melhor, de fortes e de bons como portugueses. Porque a alternativa a que a Nação Lusitana aspira não é meramente financeira ou económica. Portugal anseia pela restituição da ética política e sobretudo da ética humana e dos valores morais descaradamente roubados pelo regime socialista em vigor.


quarta-feira, 23 de março de 2011

Embrião, quem és tu?

"Tem sido noticiada a intenção governativa de eliminar limites à investigação em células estaminais embrionárias humanas. Sobre os previsíveis resultados, no plano terapêutico, desse tipo de investigação, no confronto com a investigação em células estaminais adultas, muito haveria a dizer. Na verdade, até agora é este tipo de investigação (que não suscita os dilemas éticos suscitados pela investigação destruidora de embriões) a que tem dado mais imediatos e seguros resultados.

Mas a questão central e incontornável é, precisamente, de ordem ética e prende-se com a do estatuto do embrião humano: tem este a dignidade própria da pessoa humana, ou é um material manipulável; é ele um sujeito, ou um objecto?

Se ao embrião humano deve ser atribuída a dignidade de pessoa, não pode ele, de acordo com a lapidar máxima kantiana, ser reduzido a instrumento ao serviço de outros fins, mesmo os da investigação científica e do progresso da medicina. Os mais nobres fins não justificam meios em si mesmo eticamente reprováveis, como o da eliminação de vidas humanas inocentes.

O que é (ou quem é), então, o embrião humano?

A partir da concepção estamos perante um novo ser da espécie humana, com um património genético próprio (único e irrepetível, distinto da mãe e do pai), dotado de capacidade de evoluir, conservando sempre a mesma identidade (é sempre o mesmo até à idade adulta e à morte), através de um processo autónomo e coordenado, sem qualquer quebra de continuidade, de acordo com uma finalidade presente desde o início (um processo sumamente organizado e inteligente, pois, muito longe de um simples amontoado de células). No fundo, o embrião é aquilo que cada um de nós já foi e nenhum de nós teria atingido a fase da vida que hoje atravessa se não tivesse passado por essa fase inicial da vida, ou se tivesse sido impedido nessa fase tal processo de evolução natural.

Trata-se de um processo contínuo, sem saltos de qualidade. Isto significa que a dignidade da pessoa existe desde a concepção, não se adquire a partir de determinado momento, nem se vai adquirindo progressivamente. A dignidade própria da pessoa humana ou se tem, ou não se tem. Porque se trata de um processo contínuo, é arbitrário estabelecer qualquer fronteira (a actividade racional, a auto-suficiência, a capacidade de sentir dor ou de interagir socialmente) só a partir da qual se possa falar em dignidade de pessoa.

Qualquer destas capacidades já existe em “germe” desde a concepção, vai sendo adquirida progressivamente e vai evoluindo antes e depois do nascimento. Algumas delas não existem na sua plenitude antes do nascimento, mas também não existem na sua plenitude até à idade adulta, tal como se podem perder na fase terminal da vida ou por motivo de doença. Por nenhum destes motivos a pessoa perde o seu estatuto de pessoa e a dignidade que lhe é própria. É o ser pessoa, e não uma sua qualquer capacidade, que funda tal dignidade.

A partir da concepção, não pode falar-se em “projecto de vida” ou “pessoa em potência”. A vida já existe, a pessoa já existe. Devemos falar, antes, em pessoa com potencialidades que ainda não se actualizaram, mas que se actualizarão no futuro se nada o impedir. E é assim não apenas no momento da concepção, também o é ao longo de toda a vida.

Não é a minúscula dimensão do embrião, a sua extrema debilidade ou a sua incapacidade de nos emocionar com a sua visibilidade que lhe retiram relevância ética. Para ele vale especialmente a advertência evangélica sobre o amor ao «mais pequeno dos meus irmãos». E também a regra de ouro comum a todas as religiões e correntes éticas laicas: «não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti» (a ti, que já fostes um embrião a quem ninguém impediu o natural desenvolvimento).

Muito grave seria se entre nós, a propósito da legislação proposta pelo governo, nem sequer encontrasse eco a discussão destas questões, que vêm ocupando os filósofos, juristas e políticos dos mais variados quadrantes.

Seria grave no plano das prioridades éticas e no plano da legitimidade política democrática."

Pedro Vaz Patto

Fonte: Logos

terça-feira, 22 de março de 2011

25 DE MARÇO - SOLENIDADE DA ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

* O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
E Ela concebeu do Espírito Santo *
AVÉ, MARIA!


* Eis a escrava do Senhor.
Faça-se em mim segundo a vossa palavra *
AVÉ, MARIA!

* E o Verbo Divino Incarnou e Se fez Homem.
E habitou entre nós. *
AVÉ, MARIA!

* * *

Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José, que era descendente de David. O nome da Virgem era Maria.


"Adão tinha escalado a montanha da soberba; o Filho de Deus quis descer ao vale da humildade e encontrou um vale para o qual desceu. Onde se encontra ele? Não em ti, Eva, mãe do nosso mal, não em ti - mas na Bem-Aventurada Virgem Maria.

Ela é realmente este vale de Hébron, devido à sua humildade e à sua força. Ela é forte devido à sua participação na Força na qual está escrito: "O Senhor é forte e poderoso" (Sl 24,8). Ela é a mulher virtuosa e forte que Salomão desejava: "Uma mulher talentosa, virtuosa, quem poderá encontrá-la?" (Prov 31,10). Eva, apesar de criada no paraíso, sem corrupção e sem mancha, sem enfermidade nem dor, revelou-se tão fraca e insegura. "Quem encontrará, pois, a mulher virtuosa?" Podemos encontrá-la nesta terra de miséria, uma vez que não a pudemos encontrar na beatitude do paraíso?...

Hoje, Deus Pai encontrou essa mulher, para santificá-la; o Filho encontrou-a, para nela habitar; o Espírito Santo encontrou-a, para a iluminar... E o Anjo encontrou-a, para saudá-la assim: "Ave, ó cheia de graça, o Senhor está contigo."

Ei-la, a mulher virtuosa, aquela em quem a ponderação substitui a curiosidade, em quem a humildade elimina toda a vaidade, em quem a virgindade liberta de toda a voluptuosidade."

Santo Aelred de Rievaulx (1109-1167),
Monge cisterciense

Discriminação justa e injusta

“Há discriminação injusta, por exemplo, quando se diz que um ser humano, por causa da cor da pele, não é parte da mesma raça humana. Mas há uma discriminação que é perfeitamente justa e boa, ou seja, a discriminação entre o que é certo e o que é errado.Entre aquilo que está de acordo com a nossa natureza humana e aquilo que é contrário à nossa natureza humana. Assim, ao ensinar que actos sexuais entre pessoas do mesmo sexo são intrinsecamente maus e contra a natureza, a Igreja Católica está simplesmente a anunciar a verdade, ajudando as pessoas a discriminarem o certo do errado nas suas próprias actividades. (...) Portanto, não é de modo algum discriminação injusta simplesmente dizer não’”.

Sua Eminência Reverendíssima, Cardeal Raymond Burke, Prefeito da Assinatura Apostólica

* * *

Apesar de vir de lá, aliás, SOBRETUDO por ter passado por esse mundo infeliz, tenho repulsa e aversão pelas relações depravadas entre pessoas do mesmo sexo, pelo que sempre discriminarei qualquer manifestação de "amor" entre pares homossexuais em público, causando escândalo, assim como jamais reconhecerei uma parelha homossexual como casal e, muito menos, aceitarei que crianças sejam entregas a esses pares sodomitas e caprichosos, que acham que ter um filho é um direito.

O que a Doutrina Católica e o Catecismo nos recomendam é evitar toda a discriminação INJUSTA. Respeitar as pessoas APESAR DE SEREM HOMOSSEXUAIS (como poderiam ser portadores de outra anomalia ou neurose qualquer) e não POR SEREM HOMOSSEXUAIS. É essa a diferença.

Uma discriminação JUSTA, discriminar o que é bom e o que é mau, não só é precisa, como ESSENCIAL para a sobrevivência do corpo e da alma. E da sociedade.


segunda-feira, 21 de março de 2011

"Volta-te já para Deus enquanto Ele te oferece a Sua misericórdia!"


"Ó, que grande cegueira! Que grande miséria! E até que vergonha! Um católico ter tantos desenganos dos confessores, dos pregadores, e na leitura dos livros sagrados; Um católico que pode ver o caminho do Céu seguido por tantos Santos, e continuado por essas almas justas, que todos os dias estão a dar exemplos de virtude e santidade, e apesar de tudo isto viver mais cego do que um infiel; é ainda mais criminoso que um herege!...

Que desgraça, meus irmãos! Tantas almas no regaço da Santa Igreja, nutridas com o Sagrado Corpo de Jesus Cristo, e então nas trevas do pecado, perdidas de todo, e condenadas ao inferno!...

Ai do cristão! Porque se um infiel se perde, e merece um inferno, o cristão merece mil infernos! E por quê? Tem muitos desenganos; porque despreza muitas graças divinas; finalmente, porque já não peca por ignorância.

É isto, pecador, desengana-te; a tua consciência está muito criminosa; ela tem gritado sempre, e está gritando contra ti. Como dizes tu, lá no silêncio das tuas paixões, quando consideras?

Ah! Dizes tu: eu não vou bem; isto não é bom; nestas obras não agrado a Deus; este caminho, que levo, não é o do Céu; o meu coração não está para Deus, nem os meus amores estão em Deus; de verdade estou perdido; as coisas de Deus já me aborrecem, nem gosto da oração, nem da confissão, nem de pessoas de virtude; por certo que estou perdido, e não me salvo.

Ó desgraçado! Que melhor desengano queres? Pois dizes desse modo, e esperas perdão de Deus sem reformar e emendar essa má vida em que vives? Olha como estás enganado, sem talvez o teres conhecido! Não sabes tu que vão muitas almas ao inferno, vivendo em uma falsa paz, sem algum peso ter? E tu ouves gritar a tua consciência, o confessor, o pregador, e a mim mesmo que agora te falo, e ainda te fazes surdo? Ainda queres continuar nas tuas culpas? Ah! Não digas que queres salvar-te!

Dois Bispos da Ásia tinham uma vida que parecia santa, não havia que lhes notar, pareciam até uns Anjos, e Deus achou-os em pecado mortal! Moisés, só por bater duas vezes no rochedo, duvidando da primeira, não entrou na terra da Promissão; e tu, pecador, ouves gritar tudo contra ti, e ainda te divertes, comes, bebes e dormes no pecado? Não sejas louco; volta-te já para Deus enquanto Ele te oferece a Sua Misericórdia, quando não, podes contar com a tua condenação eterna."

Texto adaptado da INSTRUÇÃO EXTRAÍDA DO EVANGELHO -
Pelo Padre ManoelJosé Gonçalves Couto, no livro "Missão Abreviada".

domingo, 20 de março de 2011

Os actos homossexuais são uma caricatura reles do acto conjugal.

HOMOSSEXUALISMO:


Por: Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

"Se alguém me pedisse para demonstrar que a soma dos ângulos internos dum triângulo é 180º, creio que conseguiria fazê-lo com facilidade.

Seria, porém, muito difícil "provar": que um círculo é redondo, que o todo é maior do que as suas partes; que a vida humana é inviolável, que o homossexualismo é um vício contra a natureza.

Sim, demonstrar o óbvio é extremamente difícil; pois aquele que não percebe o óbvio, provavelmente nunca o perceberá, mesmo depois duma refinada argumentação.

Eis-me com a árdua tarefa de "provar" o que sempre foi aceite sem demonstração, mas que Onaldo Alves Pereira ousou rejeitar num artigo publicado no Jornal Opção (Goiânia, 3 a 9 de Maio de 1998, p. A-36 a A-39):

Que a conjunção carnal entre dois homens, ou entre duas mulheres, é um acto contrário à natureza.

Alguém poderia arguir que "a insensatez do (citado) autor é tamanha que nem merece resposta".
Porque quem tem bom senso não precisa de argumentos.
E porque quem não tem bom senso não vai convencer-se mesmo, nem com todos os argumentos.

Tal arguição é válida.

Mas convém lembrar que o bom senso, património precioso da espécie humana, pode ser perdido.
Pessoas sensatas frequentemente deixam de sê-lo, por causa do raciocínio falacioso dum orador eloquente, ou por causa da repetição insistente duma mentira.

Não é o cúmulo da insensatez, por exemplo, que um Congresso Nacional esteja agora a ponto de decidir, por votação, se a criança (por nascer) é uma pessoa, ou se é uma "coisa" que pode ser esquartejada e misturada com os detritos hospitalares?

Por isso mesmo, é preciso repetir o óbvio, anunciar aquilo que a própria natureza já anuncia, e denunciar o que a própria consciência já acusa.

A Verdade, natural ou revelada, não pode ser calada.

Se os discípulos de Jesus se calarem "as pedras gritarão" (Lc 19, 40).

Mãos à obra, portanto.

A palavra"homossexualismo" é um neologismo de origem híbrida, grega e latina, e não existia nos tempos bíblicos.

A palavra não existia; mas o vício, sim. E muitas vezes a Bíblia condena tal vício, sem fazer uso de tal palavra. Não é exagero dizer que, desde o Génesis até ao Apocalipse, está presente tal condenação.

A primeira condenação, implícita e muito forte, já a encontramos no relato da criação do Homem.

Como coroamento da Sua obra, Deus fez o Homem "à Sua imagem"...

E fê-lo "homem e mulher".

Prossegue a Escritura: "Deus abençoou-os e disse-lhes: 'Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra e submetei-a' " (Gn 1, 27-28).

Esta passagem encerra um dos fins da diferenciação sexual: a procriação. Será esta a única razão pela qual Deus criou dois sexos na espécie humana? Não é; pois o homem e a mulher são diferentes também para que se possam completar mutuamente. O isolamento do homem é descrito, pelo Génesis, como um mal:
"Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer-lhe uma auxiliar, que lhe corresponda" (Gn 2, 18).

Ao ver a mulher, tirada do seu lado, o homem exclama, exultante:

"Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne!" (Gn 2, 23).

Ao contrário dos irracionais, que sendo inferiores a ele em natureza, não lhe podiam servir de companhia adequada.

A união sexual é descrita no versículo seguinte:
"Por isso, o homem deixa seu pai e sua mãe, une-se à sua mulher, e eles tornam-se uma só carne" (Gn 2, 24).

Aí está descrita, de maneira magnífica, a instituição do Matrimónio e o seu duplo fim: A geração da vida e a complementação dos cônjuges.

Por natureza, o homem e a mulher são diferentes e complementares.
O que falta no homem, sobeja na mulher, e vice-versa.
Daí, a sua atracção mútua e a tendência de formar uma união estável e perpétua, apta à procriação e à educação da prole.

Ao estudar a fisiologia masculina e feminina, o biólogo sente-se impelido a louvar a Deus.
Como Ele criou tudo com perfeição, de modo a que o aparelho reprodutor do homem se acoplasse perfeitamente ao da mulher, que o gâmeta masculino se unisse ao feminino, e que de tal união surgisse um outro ser humano, único e irrepetível!

Parece que estou a dizer o óbvio, pois é natural que a união sexual, se a houver, seja (apenas) entre um homem e uma mulher.

Falar em sexo só tem sentido se houver dois sexos diferentes. Não dizemos que a amiba é um animal de um só sexo; dizemos simplesmente que não tem sexo, que é assexuado.

A conjunção carnal de dois homens, ou de duas mulheres, não é uma "união sexual", embora eles tentem fazer uso (antinatural) dos seus órgãos reprodutores.

Tal acto é totalmente avesso à reprodução e à complementação homem-mulher.

Na impossibilidade de realizarem o acto conjugal, que requer órgãos sexuais complementares, os sodomitas procuram fazer uso de órgãos não genitais. (...)

Os actos de homossexualismo são, portanto, uma grosseiríssima caricatura do acto conjugal, tal como foi querido por Deus e inscrito na natureza.

É comum que, ao falarmos num Congresso Nacional, quando há políticos que defendem o "casamento" de homossexuais, as pessoas franzem a testa, demonstrando repugnância.

É perfeitamente natural que ao ser humano repugne aquilo que é antinatural.

Por mais que os "sexólogos" e alguns auto-intitulados "psicólogos" insistam em defender tal aberração, o bom senso ainda não se afastou totalmente do povo.

Encarar o homossexualismo com "naturalidade" é uma contradição.

Seria como encarar a visão com "obscuridade", ou encarar as profundezas com "superficialidade".
Como é consolador que os pequeninos entendam isto!

"Eu te louvo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos pequeninos" (Lc 9, 21).

A menos que o homem queira rebaixar-se ao nível dos irracionais, escravos dos seus instintos, ele é chamado à virtude da castidade.

Tal virtude subordina o instinto sexual à razão.

Graças à castidade, o solteiro abstém-se do acto sexual até o casamento.
Graças à castidade, o casado abstém-se do acto sexual com quem não seja o seu cônjuge.
Graças à castidade, o religioso consagrado conserva a virgindade que livremente abraçou "por causa do Reino dos Céus" (Mt 19, 12).

A castidade é a chave para a fidelidade matrimonial, a sacralidade da família e o respeito à vida.
Zombar da castidade é assinar um atestado de fraqueza e frouxidão.
Tal zombaria é, na verdade, expressão de inveja: a inveja que o fraco sente pelo forte, que o derrotado sente pelo vencedor.

O vício oposto à castidade é a luxúria.

Ensina-nos São Tomás de Aquino (1225-1274) que se pode pecar pela luxúria de dois modos:

- Primeiro, de um modo que contraria a recta razão, como é o caso da fornicação, do adultério, do incesto...
- Segundo, de um modo que, além disso, contraria a própria ordem natural do acto venéreo que convém à espécie humana.

É o que constitui o vício contra a natureza.
(Cf. Suma Teológica, II-II; Questão 154, artigo 11; Corpo).

Tal vício inclui a (própria) masturbação, a bestialidade (conjunção carnal com animais), o homossexualismo (conjunção carnal entre duas pessoas do mesmo sexo), e a prática antinatural do coito, ainda que realizada entre pessoas de sexo oposto e até mesmo casadas (o chamado sexo "oral" ou "anal", por exemplo).

O "vício contra a natureza", explica o mesmo teólogo mais adiante(ibidem, artigo 12, Corpo), tem uma gravidade especial em relação às demais espécies de luxúria. Estas só contrariam o que é determinado pela recta razão, pressupondo porém os princípios naturais.

Sim, porque o adultério, a fornicação e o incesto, por mais abomináveis que sejam, são praticados entre um homem e uma mulher, de um modo conforme a natureza, embora contrário à recta razão.

O homossexualismo, porém, corrompe a própria natureza do acto.

E como os princípios da razão fundam-se sobre os princípios da natureza,a corrupção da natureza é a pior de todas as corrupções.

Donde, conclui S. Tomás:

O vício sensual contra a natureza (nomeadamente o homossexualismo) é o maior pecado entre todas as espécies de luxúria.

É digno de nota que, em todo o raciocínio acima, o autor da Suma Teológica não use de nenhum texto da Bíblia, como premissa.

Isto é próprio de S. Tomás: Sempre que uma verdade pode ser demonstrada pela razão natural, ele faz abstracção do dado revelado, para ater-se (somente) ao puro raciocínio filosófico.
Uma vez demonstrada a verdade, a Bíblia é citada apenas para atestar a conformidade entre a razão e a revelação.

É admirável também como o Doutor Angélico, antecipando-se às dúvidas que surgiriam séculos depois, enumera várias objecções à tese que quer provar, e depois responde a cada uma delas.

Os modernos "pontificadores do sexo" teriam muito a aprender com este Mestre da Idade Média."

Fonte da imagem (adaptado)

sábado, 19 de março de 2011

SALMOS PENITENCIAIS - SALMO 31


Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa
e absolvido o pecado.

Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade
e em cujo espírito não há engano.

Enquanto me calei, mirraram-se-me os ossos,
no meu gemido de todos os dias,
pois dia e noite a Vossa mão pesava sobre mim
e o meu vigor se esvaía ao calor do estio.

Confessei-Vos o meu pecado
e não escondi a minha culpa.
Disse: Vou confessar ao Senhor a minha falta,
e logo me perdoastes a culpa do pecado.

Por isso a Vós se dirige todo o fiel no tempo da tribulação.
Quando transbordarem as águas caudalosas,
só a ele não hão-de atingir.

Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,
fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.

Vou ensinar-te e mostrar o caminho a seguir,
de olhos postos em ti, serei o teu conselheiro.

Não queirais ser como o jumento e o cavalo,
sem entendimento,
que só com o freio e o cabresto se podem domar:
de contrário não se aproximariam de ti.

Muitos são os sofrimentos do ímpio,
mas a quem confia no Senhor, a Sua bondade o envolve.

Alegrai-vos, justos, e regozijai-vos no Senhor,
exultai vós todos os que sois rectos de coração.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre,
pelos séculos dos séculos. Ámen.

* São José, Esposo da Bem-Aventurada Sempre Virgem Maria *


"Este é o servo fiel e prudente,
que o Senhor pôs à frente da sua família."
(Lc 12, 42)
"É esta a regra geral de todas as graças singulares concedidas a qualquer criatura racional: quando a Divina Providência escolhe alguém para uma graça singular ou para um estado elevado, concede à pessoa assim eleita todos os carismas que são necessários ao seu ministério.

Isto verificou-se de forma eminente em São José, pai adoptivo do Senhor Jesus Cristo e verdadeiro esposo da Rainha do Mundo e Senhora dos Anjos, que foi escolhido pelo Eterno Pai para guarda fiel e providente dos seus maiores tesouros: o Filho de Deus e a Virgem Maria. E fidelissimamente desempenhou este ofício; por isso lhe disse o Senhor: Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor.

Consideremos São José diante de toda a Igreja de Cristo: não é acaso ele o homem eleito e singular, por meio do qual e sob o qual, de modo ordenado e honesto, se realizou a entrada de Cristo no mundo? Se portanto toda a Santa Igreja é devedora à Virgem Mãe, porque por meio dela recebeu Cristo, assim também, logo a seguir a ela, deve a São José uma singular gratidão e reverência. Ele é na verdade o termo da Antiga Aliança, nele a dignidade dos Patriarcas e dos Profetas alcança o fruto prometido. Ele é o único que realmente alcançou aquilo que a divina condescendência lhes tinha prometido.

E não devemos duvidar que a intimidade, a reverência e a sublime dignidade que Cristo lhe tributou, enquanto procedeu na terra como filho para com seu pai, decerto também lha não negou no Céu, mas antes a completou e consumou.

Por isso não é sem motivo que o Senhor lhe diz: Entra na alegria do teu Senhor. De facto, apesar de ser a alegria da bem-aventurança eterna que entra no coração do homem, o Senhor prefere dizer-lhe: Entra na alegria, para insinuar misteriosamente que a alegria não está só dentro dele, mas o circunda de todos os lados e o absorve e submerge como abismo sem fim.

Lembrai-vos de nós, São José, e intercedei com as vossas orações junto do vosso Filho; tornai-nos também propícia a Virgem vossa Esposa, que é a Mãe d’Aquele que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos sem fim. Ámen."

(Dos Sermões de São Bernardino de Sena, presbítero)

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ORAÇÃO:
A vós, São José, recorremos na nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio da vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança, solicitamos também o vosso patrocínio.
Por esse laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno sobre a herança que Jesus Cristo conquistou com Seu sangue, e nos socorrais nas nossas necessidades com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó guarda providente da divina família, a raça eleita de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos do alto do Céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas e assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus das ciladas dos seus inimigos e de toda a adversidade.
Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, a fim de que, a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente, e obter no Céu a eterna bem-aventurança.
Assim seja.