quarta-feira, 20 de abril de 2011

JESUS CRISTO AMOU-NOS E PURIFICOU-NOS DOS NOSSOS PECADOS PELO SEU SANGUE


1. Mas, antes passar adiante, detenhamo-nos a contemplar o nosso Redentor já morto sobre a cruz. Digamos primeiro ao Seu Divino Pai: "Pai eterno, olhai para a face do vosso Cristo", vede que é o vosso único Filho, que, para cumprir com o vosso desejo de salvar o homem perdido, veio à terra, tomou a natureza humana e com ela todas as nossas misérias, excepto o pecado. Ele, enfim, fez-Se homem e quis passar toda a Sua vida entre os homens como o mais pobre, o mais desprezado, o mais atribulado de todos, e chegou a morrer, como vedes, depois de os homens lhe haverem rasgado as carnes, ferido a cabeça com os espinhos e atravessado os Seus pés e mãos com os cravos na Cruz.

Nesse madeiro, Ele expira cheio de dores, desprezado como o homem mais vil do mundo, escarnecido como falso profeta, blasfemado como impostor sacrílego, por haver dito que era Vosso filho; tratado e condenado a morrer como criminoso e dos mais violentos. Vós mesmo Lhe tornastes a morte tão dura e desolada, privando-O de todo o alívio. Dizei-nos que delito cometeu contra Vós esse Vosso Filho tão querido, para merecer um castigo tão horrendo? Vós conheceis a Sua inocência, a Sua santidade; por que o tratais assim? Escuto a Vossa resposta: "Por causa dos crimes do meu povo eu o feri".

Sim, Ele não o merecia, nem podia merecer castigo algum sendo a inocência e santidade mesma. O castigo vos era devido por vossas culpas, pelas quais merecestes a morte eterna, e Eu, para não vos ver a vós, minhas amadas criaturas, condenadas eternamente, para vos livrar de tão grande desgraça, entreguei este Meu Filho a uma vida tão atribulada e a uma sorte tão acerba. Pensai, ó homens, até que ponto Eu vos amei. “Assim Deus amou o mundo, que lhe deu o Seu Filho Unigénito” (1 Jo. 4,9).

2. Permiti que eu agora me volte para Vós, Jesus, meu Redentor. Eu vejo-Vos sobre essa Cruz, pálido e abandonado, sem fala e sem respiração, porque já não tendes mais vida; sem sangue, porque já o derramastes todo, como havíeis predito antes da Vossa morte: “Este é o Sangue do Novo Testamento, que será derramado por vós” (Mc. 14,24). Não tendes mais vida, porque a destes para que minha alma vivesse, porque o derramastes para lavar os meus pecados. Mas por que perdeis a vida e dais todo o Vosso sangue por nós, míseros pecadores? S. Paulo diz-nos o porquê: “Ele amou-nos e entregou-se a Si mesmo por nós” (Ef. 5,2).

Assim, este Divino sacerdote, que foi ao mesmo tempo sacerdote e vítima, sacrificando a Sua vida pela salvação dos homens que amava, completou o grande sacrifício da cruz e concluiu a obra da redenção do género humano. Jesus Cristo, com a Sua morte, tirou o horror à nossa morte: até então ela era unicamente o suplício dos rebeldes, mas, pela graça e méritos do nosso Salvador, tornou-se um sacrifício tão caro a Deus, que, se o unimos como o da morte de Jesus, tornamo-nos dignos de gozar da mesma glória que goza Deus e de ouvir um dia como esperamos: “Entra no gozo do teu Senhor”.

Santo Afonso Maria de Ligório

terça-feira, 19 de abril de 2011

"Pelas lágrimas de Maria"


"Pelas lágrimas de Maria, pela última agonia, Senhor tende de mim compaixão"

Estes versos tão simples de um cântico religioso sem pretensões gravaram-se profundamente em mim.

E vêm à mente ao contemplar a Vossa Face posta em agonia.

A última agonia… Que força nesta expressão. Cada etapa da agonia é como que um fim, do qual brota não o fim, mas uma outra agonia ainda pior. E assim, de dor em dor, de requinte em requinte, se chega à agonia extrema, em que a morte vai rompendo os vínculos últimos e mais profundos que ligam a alma ao corpo.

Última agonia de um Corpo pavorosamente atormentado… agonia de uma Alma em que a perfídia humana causou todas as tristezas que se possam conceber. É a parte mais atroz da vossa Paixão. Maria Santíssima, que tudo vê e tudo sente, chora. O Céu se tolda. A terra parece prestes a estremecer de horror. As vozes do povo hostil procura impregnar de vulgaridade a cena sublime.

Enquanto isto, um brado de dor partido do vosso peito sobe até o Céu: "Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?" (Mat. 27, 46).

É a hora do triunfo supremo da iniquidade. É também a hora da misericórdia extrema, das conversões inesperadas e miraculosas. A alma do Bom Ladrão vai-Vos esperar no limbo. E milhões e milhões de almas, pelos méritos infinitos da Vossa última agonia, pelo valor impetratório das lágrimas de Maria, por todos os séculos vão converter-se, meditando nesse passo da vossa Paixão.

Entre estas, Senhor, ponde-me a mim. Quebrai o gelo de minha vontade tíbia. Queimai as minhas vis condescendências para com as pompas e obras de Satanás. Fazei de mim um filho da Luz, forte, puro, destemido, terrível para vossos adversários como se fora um exército em ordem de batalha.
"Pelas lágrimas de Maria, pela última agonia, tende de mim compaixão".

Tudo se acabou: "consummatum est" (Jo 19, 30)

A Vossa cabeça pende inerte. Uma paz majestosa, suavíssima e divina mostra-se em todo o Vosso Corpo. Estais cheio de paz, ó Príncipe da Paz.

Mas em torno de Vós tudo é aflição e perturbação. Aflição extrema no Coração de Maria e no pugilo de vossos fiéis.

Perturbação no universo inteiro. O sol obscurece, a terra treme, o véu do Templo rasga-se, os algozes fogem. Mas Vós estais em paz.

Sim, porque tudo se consumou. Porque a iniquidade patenteou sua infâmia até o fim. E porque Vós patenteastes até o extremo a Vossa divina perfeição.

Pelos méritos superabundantes da Vossa Paixão e Morte, é dado aos homens reconhecer toda a beleza da Luz e todo o horror das Trevas. Para que sejam filhos da Luz e irredutíveis inimigos das Trevas.

Ao pé da Cruz está Maria. Que sublimes meditações se dão no íntimo dAquela de quem narra o Evangelho que, já no início da vossa vida terrena, "guardava no seu coração todas as coisas" que Vos diziam respeito (cf. Lc 2, 51).

Imaculado Coração de Maria, Sede da Sabedoria, comunicai-me uma centelha, por pequena que seja, da vossa lucidíssima e ardorosíssima meditação sobre a Paixão e Morte do vosso Filho, meu Redentor, para que eu a guarde como fogo sagrado e purificador, no íntimo da minha alma.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A MORTE DE CRISTO É A NOSSA VIDA


1. Escreve S. João que o nosso Redentor, antes de expirar, inclinou a cabeça: “E tendo inclinado a cabeça, entregou o Seu espírito” (Jo. 19,30). Inclinou a cabeça para significar que aceitava a morte, com plena submissão, das mãos de Seu Pai, a quem prestava humilde obediência. “Humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte, e morte de cruz” (Fl. 2,8).

Jesus, estando na cruz com os pés e as mãos nela cravados, não tinha liberdade de mover outra parte do corpo além da cabeça. Diz S. Atanásio que a morte não ousava tirar a vida ao Autor da Vida e por isso foi preciso que Ele mesmo, inclinando a cabeça (única parte que podia mover), chamasse a morte para que viesse tirar-lhe a vida (Qu. 6 Antioc.). Referindo-se a isso, diz S. Ambrósio que S. Mateus, falando da morte de Jesus, escreve: “Jesus, porém, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito” (Mt. 27,50), para significar que Jesus não morreu por necessidade ou por violência dos carrascos, mas porque o quis espontaneamente, para salvar o homem da morte eterna a que estava condenado.

2. Isso já tinha sido predito pelo profeta Oseias: “Eu os livrarei das mãos da morte, eu os resgatarei da morte. Ó morte, eu serei a tua morte; ó inferno, eu serei a tua mordedura” (Os. 13,14). Os santos padres S. Jerónimo, S. Agostinho, S. Gregório e o próprio S. Paulo, como veremos brevemente, aplicam este texto literalmente a Jesus Cristo, que com a Sua morte nos livrou das mãos da morte, isto é, o Inferno, onde se sofre uma morte eterna. No texto hebraico, como notam os intérpretes, em vez da palavra morte, está a palavra “sceol”, que significa inferno.

Como se explica que Jesus Cristo foi a morte da morte? “Serei tua morte, ó morte!” Porque o nosso Salvador, com a Sua morte, veio destruir a morte a nós devida pelo pecado. Por isso escreve o Apóstolo: “Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado” (1Cor. 15,54). O Cordeiro Divino Jesus, com a Sua morte, destruiu o pecado, que era a causa da nossa morte, e esta foi a vitória de Jesus, pois Ele, morrendo, tirou do mundo o pecado e, consequentemente, livrou-nos da morte eterna a que estava sujeito até então todo o género humano.

A isso corresponde aquele outro texto do Apóstolo: “Para que pela morte destruísse aquele que tinha o império da morte, isto é, o Demónio” (Hb. 2,14). Jesus destruiu o Demónio, isto é, destruiu o poder do Demónio, o qual em razão do pecado tinha o império da morte, a saber, tinha o poder de dar a morte temporal e eterna a todos os filhos de Adão, contaminados pelo pecado.

E esta foi a vitória da Cruz, na qual morrendo Jesus, que é o Autor da Vida, com a Sua morte recuperou-nos a vida. Por isso canta a Igreja: “A vida suportou a morte e pela morte produziu a vida”. Isso tudo foi obra do amor divino, que como sacerdote sacrificou ao Eterno Pai a vida do Seu Filho Unigénito pela salvação dos homens. E assim canta igualmente a Igreja: “O amor, qual sacerdote, imola os membros do corpo sacrossanto”.

S. Francisco de Sales exclamou: “Consideremos este divino Salvador estendido sobre a cruz, como sobre seu altar de amor, onde vai morrer por nosso amor". Ah, por que não nos lançamos também em espírito sobre a cruz, para morrer com Ele, que quis morrer por nosso amor?”

Sim, meu doce Redentor, eu abraço a Vossa cruz e a ela abraçado quero viver e morrer, beijando sempre com amor os Vossos pés chagados e trespassados por mim.

domingo, 17 de abril de 2011

DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR


Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos, e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
(Filip 2, 6-11)

* * *

COM O DIA DE HOJE, DOMINGO DE RAMOS, INICIA-SE A SEMANA SANTA, TAMBÉM CHAMADA DE SEMANA MAIOR.


"MEU DEUS, MEU DEUS!
PORQUE ME ABANDONASTE?"
(Mt 27, 46)

Todos os que me vêem escarnecem de mim,
estendem os lábios e meneiam a cabeça:
«Confiou no Senhor, Ele que o livre,
Ele que o salve, se é seu amigo».

Matilhas de cães me rodearam,
cercou-me um bando de malfeitores.
Trespassaram as minhas mãos e os meus pés,
posso contar todos os meus ossos.

Repartiram entre si as minhas vestes
e deitaram sortes sobre a minha túnica.
Mas Vós, Senhor, não Vos afasteis de mim,
sois a minha força, apressai-Vos a socorrer-me.

Hei-de falar do vosso nome aos meus irmãos,
hei-de louvar-Vos no meio da assembleia.
Vós, que temeis o Senhor, louvai-O,
glorificai-O, vós todos os filhos de Jacob,
reverenciai-O, vós todos os filhos de Israel.

Salmo 21 (22)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A 'HOMOFOBIA' DOS SANTOS

"Assim como as pessoas participam da glória de Deus em diferentes graus, de igual modo também no Inferno alguns sofrem mais que outros. Quem vive com esse vício de sodomia sofre mais do que outra, porque este é maior pecado.”

(São Bernardino de Siena)

* * *

PELO PAÍS,

PELA FAMÍLIA,

PELO FUTURO DA NOSSA SOCIEDADE,

PELOS JOVENS CORROMPIDOS POR ESSA TEIA MALDITA,

PELAS CRIANÇAS PERVERTIDAS POR ESSES SERES PERVERSOS:


INDIFERENTE ÀS ÚLTIMAS AMEAÇAS E INSULTOS, AO LADO DOS SANTOS E ATÉ ME CORTAREM A LÍNGUA (OU OS DEDOS) CONTINUAREI A DENUNCIAR A PERVERSIDADE DIABÓLICA DO HOMOSSEXUALISMO, COMO PRÁTICA INDECENTE,

ANTI-NATURAL,

SUJA, DEPRAVADA E IMORAL, BEM COMO A LUTAR CONTRA O RECONHECIMENTO DOS EMPARELHAMENTOS HOMOSSEXUAIS COMO CASAMENTOS E CONTRA O INCENTIVO E PROPAGAÇÃO DA DOUTRINA GAYZISTA POR PARTE DO PERVERSO E MALDITO MOVIMENTO HOMOSSEXUAL.


* * *

São João Crisóstomo (347-407)

“Mas se tu aprendeste e ouviste falar do Inferno e acreditas que não é fogo, lembra-te de Sodoma. Pois vimos, e com certeza continuamos a ver até mesmo na vida presente, uma aparência do Inferno. Quando muitos negam totalmente as coisas que virão depois desta vida, negam ouvir falar do fogo inextinguível, Deus traz à mente as coisas presentes. Por isso foi calcinada Sodoma. Pensa em como é grande o pecado, para ter forçado o Inferno a aparecer mesmo antes do seu tempo! Onde a chuva era incomum, porque a relação sexual era contráriaà natureza, ela inundou a terra, tal como a luxúria havia feito com as suas almas. Por isso também a chuva era o oposto da chuva habitual. Agora não só ela não mexe no ventre da terra para a produção de frutos, mas tornou ainda inútil para a recepção das sementes. Foi também assim a relação dos homens entre homens, fazendo um corpo desta espécie mais inútil do que a própria terra de Sodoma.”

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Santo Agostinho (354-430)

As infracções contrárias à natureza, em toda parte e em todas as vezes que se realizaram foram punidas. Tais foram as dos sodomitas. Todos eles deverão ser culpados do mesmo crime pela Lei Divina. Pois a relação que deve haver entre Deus e nós, é violado, quando a natureza, da qual Ele é o autor, é poluída pela perversidade da luxúria.”

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São Gregório Magno (540-604)

“A Sagrada Escritura confirma que o enxofre evoca o cheiro da carne, assim como fala da chuva de fogo e enxofre sobre Sodoma derramado pelo Senhor. Ele tinha decidido punir Sodoma por causa dos crimes da carne, e com o tipo de punição Ele enfatizou a vergonha do crime, pois quis que fedesse a enxofre, fogo e carne queimada. Foi exactamente por isso que os sodomitas, queimando com desejos perversos decorrentes da carne como fedor, devem perecer pelo fogo e enxofre para que através deste justo castigo percebam o mal que tinham cometido, comandados por um perverso desejo.

* * *

Santa Catarina de Sena (1347-1380)

(Palavras de Nosso Senhor) “Esses desgraçados não só são frágeis na sua natureza, mas pior, cometendo o pecado maldito contra a natureza e, como cegos e tolos, com a luz do seu intelecto escurecida, eles não sabem o mau cheiro e da miséria em que se encontram. Não só este pecado cheira mal diante de Mim, que sou o Supremo e Eterna Verdade, mas realmente desagrada-Me muito. Não só a Mim, mas aos próprios demónios. Não é que o mal lhes desagrada, porque eles não gostam de nada que seja bom, mas porque a sua natureza foi originalmente angelical, e sua natureza angelical faz com que eles se afastem quando este grande pecado é cometido.”

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São Bernardino de Siena (1380-1444)

“Nenhum pecado no mundo amarra a alma como a maldita sodomia, o pecado que sempre foi detestado por todos aqueles que vivem segundo Deus. Uma paixão desordenada, próxima da loucura, que perturba o vice intelecto, destrói elevação e generosidade da alma, faz do preguiçoso uma pessoa irascível, teimoso e obstinado, servil e macio e incapaz de qualquer coisa. Além disso, agitada por um desejo insaciável por prazer, a pessoa sodomita não segue a razão, mas o instinto. Eles tornam-se cegos e, quando os seus pensamentos deve subir para coisas altas e grandes, eles são frívolos e reduzidos para as coisas vis, inúteis e podres, que nunca poderia fazê-los felizes. Assim como as pessoas participam da glória de Deus em diferentes graus, de igual modo também no Inferno alguns sofrem mais que outros. Quem vive com esse vício de sodomia sofre mais do que outra, porque este é maior pecado.”

Fonte

quinta-feira, 14 de abril de 2011

SALMOS PENITENCIAIS - Salmo 142


Ouvi, Senhor, a minha oração,
pela Vossa fidelidade, escutai a minha súplica,
atendei-me, pela Vossa justiça.

Não chameis a juízo o Vosso servo,
porque ninguém é justo diante de Vós.

O inimigo persegue a minha alma,
lançou por terra a minha vida,
atirou comigo para as trevas,
como se há muito tivesse morrido.

Quebrantou-se-me o ânimo
gelou-se-me o coração dentro do peito.

Recordo os dias de outrora,
medito em todas as Vossas obras
e considero as maravilhas que operastes.

Estendo para Vós as minhas mãos;
como terra sem água, a minha alma tem sede de Vós.

Ouvi-me, Senhor, sem demora,
porque se apaga a minha vida.
Não me escondais a Vossa face:
seria como os que descem ao sepulcro.

Fazei-me sentir, desde a manhã, a Vossa bondade,
porque em Vós confio.
Mostrai-me o caminho a seguir,
porque a Vós elevo a minha alma.

Livrai-me dos meus inimigos,
porque em Vós ponho a minha esperança.

Ensinai-me a cumprir a Vossa vontade,
porque sois o meu Deus.
O Vosso espírito de bondade
me conduza por caminho recto.

Por Vosso nome, Senhor, conservai-me a vida,
por Vossa clemência, tirai da angústia a minha alma.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre,
pelos séculos dos séculos.
Ámen.

terça-feira, 12 de abril de 2011

CRONOLOGIA DA PAIXÃO E MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

QUINTA-FEIRA SANTA

20H00: Jesus Despede-se de Maria, Sua Mãe, e prepara-se para a Santa Ceia.


Raiou o dia dos pães sem fermento, em que se devia imolar a Páscoa. Jesus enviou Pedro e João, dizendo: Ide e preparai-nos a ceia da Páscoa. Perguntaram-lhe eles: Onde queres que a preparemos? Ele respondeu: Ao entrardes na cidade, encontrareis um homem carregando uma bilha de água; segui-o até a casa em que ele entrar, e direis ao dono da casa: O Mestre pergunta-te: Onde está a sala em que comerei a Páscoa com os meus discípulos? Ele vos mostrará no andar superior uma grande sala mobiliada, e ali fazei os preparativos. Foram, pois, e acharam tudo como Jesus lhes dissera; e prepararam a Páscoa. (Lc 22, 7-13)


21H00: Jesus lava os pés aos discípulos e institui o Santíssimo Sacramento.



Durante a ceia, - quando o demónio já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo, sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela. Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido. Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: Sabeis o que vos fiz? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós. (Jo, 13, 2-5. 12-15)

22H00: Jesus faz as Suas últimas recomendações e vai ao horto rezar.


Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsémani e disse-lhes: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar. E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes, então: A Minha alma está numa tristeza de morte. Ficai aqui e vigiai comigo. (Mt 26, 36-38)

23H00: Jesus faz a oração no Horto.



Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres. (Mt 26, 39)

* * *
SEXTA-FEIRA SANTA

00 Horas: Jesus entra em agonia.


Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo. (Lc 22, 43)
Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, (Lc 22, 44)

01h00: Jesus sua sangue.


E o seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. (Lc 22, 44)

02H00: Jesus é traído por Judas e é preso.


Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, e com ele uma multidão de gente armada de espadas e cacetes, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. O traidor combinara com eles este sinal: Aquele que eu beijar, é ele. Prendei-o! Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: Salve, Mestre. E beijou-o. Disse-lhe Jesus: Amigo, então, a que vieste? (Mt 26, 47-50)
Voltando-se para os príncipes dos sacerdotes, para os oficiais do templo e para os anciãos que tinham vindo contra ele, disse-lhes: Saístes armados de espadas e cacetes, como se viésseis contra um ladrão. Entretanto, eu estava todos os dias convosco no templo, e não estendestes as mãos contra mim; mas esta é a vossa hora e do poder das trevas. (Lc 22, 52-53)

03H00: Jesus é conduzido a Anás.



Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo.
Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo (que era conhecido do sumo sacerdote) saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar.

O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Jesus respondeu-lhe: Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei. A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates? (Jo 18, 13-23)

04H00: Jesus levado a Caifás.



Anás enviou o preso ao sumo sacerdote Caifás. (Jo 18, 24). Enquanto isso, os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de o levarem à morte. (Mt 26, 59). Levantaram-se, então, alguns e deram esse falso testemunho contra ele: Ouvimo-lo dizer: Eu destruirei este templo, feito por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, que não será feito por mãos de homens. Mas nem neste ponto eram coerentes os seus testemunhos. O sumo sacerdote levantou-se no meio da assembleia e perguntou a Jesus: Não respondes nada? O que é isto que dizem contra ti? Mas Jesus se calava e nada respondia. (Mc 14, 57-61)

O sumo sacerdote tornou a perguntar-lhe: És tu o Cristo, o Filho de Deus bendito? Jesus respondeu: Eu o sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do poder de Deus, vindo sobre as nuvens do céu. O sumo sacerdote rasgou então as suas vestes. Para que desejamos ainda testemunhas?!, exclamou ele. Ouvistes a blasfémia!... (Mc 14, 64-64)

05H00: Jesus é negado por Pedro



Estando Pedro embaixo, no pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote. Ela fixou os olhos em Pedro, que se aquecia, e disse: Também tu estavas com Jesus de Nazaré. Ele negou: Não sei, nem compreendo o que dizes. E saiu para a entrada do pátio; e o galo cantou. (Mc 14, 66-68)

Dirigia-se ele para a porta, a fim de sair, quando outra criada o viu e disse aos que lá estavam: Este homem também estava com Jesus de Nazaré. Pedro, pela segunda vez, negou com juramento: Eu nem conheço tal homem. Pouco depois, os que ali estavam aproximaram-se de Pedro e disseram: Sim, tu és daqueles; teu modo de falar te dá a conhecer. Pedro então começou a fazer imprecações, jurando que nem sequer conhecia tal homem. E, neste momento, cantou o galo.

Pedro recordou-se do que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante duas vezes, negar-me-ás três vezes. E saindo, chorou amargamente. (Mt 26, 71-75)

6H00: Jesus é levado ao conselho e declarado réu de morte.


Ao amanhecer, reuniram-se os anciãos do povo, os príncipes dos sacerdotes e os escribas, e mandaram trazer Jesus ao seu conselho. Perguntaram-lhe: Diz-nos se és o Cristo! Respondeu-lhes ele: Se eu vo-lo disser, não me acreditareis; e se vos fizer qualquer pergunta, não me respondereis. Mas, doravante, o Filho do Homem estará sentado à direita do poder de Deus. Então perguntaram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? Respondeu: Sim, eu sou. Eles então exclamaram: Temos nós ainda necessidade de testemunho? Nós mesmos o ouvimos da sua boca. (Lc 22, 66-71)

Judas, o traidor, vendo-o então condenado, tomado de remorsos, foi devolver aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos as trinta moedas de prata, dizendo-lhes: Pequei, entregando o sangue de um justo. Responderam-lhe: Que nos importa? Isto é lá contigo! Ele jogou então no templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se. (Mt 27, 3-10)

07H00: É conduzido a Pilatos e acusado.



Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súbditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo. Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei?
Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.
Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade?... (Jo 18, 33-38)

Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou: Que acusação trazeis contra este homem? Responderam-lhe: Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti.
Disse, então, Pilatos: Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei.

Responderam-lhe os judeus: Não nos é permitido matar ninguém.

Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que género de morte havia de morrer. (Mt 20,19).
Declarou Pilatos aos príncipes dos sacerdotes e ao povo: Eu não acho neste homem culpa alguma. (Lc 23, 4)


08H00: Jesus é reconduzido a Pilatos e é solto Barrabás.


Pilatos convocou então os príncipes dos sacerdotes, os magistrados e o povo, e disse-lhes: Apresentastes-me este homem como agitador do povo, mas, interrogando-o eu diante de vós, não o achei culpado de nenhum dos crimes de que o acusais. Nem tampouco Herodes, pois no-lo devolveu. Portanto, ele nada fez que mereça a morte. Por isso, soltá-lo-ei depois de o castigar. (Lc 23, 13-16)

09 Horas: Jesus é flagelado preso à coluna.


Pilatos então mandou então flagelar Jesus (Jo 19,1) Os soldados conduziram-no ao interior do pátio, isto é, ao pretório, onde convocaram toda a corte. (Mc 15, 16) Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas. (Is 53, 4-5)

10H00: Jesus é coroado de espinhos e mostrado ao povo.


Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça... diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas. (Jo 19, 2-3) Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate. Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: Salve, rei dos judeus! Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça. (Mt 27, 28-30)

11H00: Jesus é condenado à morte e sobe ao Calvário.



Pilatos disse aos judeus: Eis o vosso rei! Mas eles clamavam: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o! Pilatos perguntou-lhes: Hei de crucificar o vosso rei? Os sumos sacerdotes responderam: Não temos outro rei senão César! (Jo 19, 14-15)


Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco! E todo o povo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos! Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado. (Mt 27, 24-26)



Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direcção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. (Jo 19, 17)

Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus. (Lc 23, 26)


Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam. Voltando-se para elas, Jesus disse: Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre vossos filhos. Porque virão dias em que se dirá: Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram! Então dirão aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos! Porque, se eles fazem isto ao lenho verde, que acontecerá ao seco? (Lc 23, 27-31)

12H00: Jesus é despojado das suas vestes e crucificado.


Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados. (Jo 19, 23-24)

Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus. Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego. Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus. Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi. (Jo 19, 19-22)

13H00: Jesus entrega-nos a Sua Mãe Santíssima.



Encontravam-se ali também umas mulheres, observando de longe, entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e Salomé, que o tinham seguido e o haviam assistido, quando ele estava na Galileia; e muitas outras que haviam subido juntamente com ele a Jerusalém. (Mc 15, 40-41)



Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo levou-a para a sua casa. (Jo 19, 26-27)

14H00: Jesus perdoa os seus algozes


E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. (Lc 23,34.)

15H00: JESUS MORRE NA CRUZ.


Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. (Jo 19, 29) Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: Tudo está consumado. (Jo 19, 30) Jesus deu então um grande brado e disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. (Lc 23, 46).

16H00: O lado de Jesus é aberto pela lança.


Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o Sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. (Jo 19, 31-34)

17H00: Jesus é descido da Cruz e entregue a sua Mãe.




Havia um homem, por nome José, membro do conselho, homem recto e justo. Ele não havia concordado com a decisão dos outros nem com os actos deles. Originário de Arimatéia, cidade da Judéia, esperava ele o Reino de Deus. Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. (Lc 23, 50-52)

Pilatos admirou-se de que ele tivesse morrido tão depressa. E, chamando o centurião, perguntou se já havia muito tempo que Jesus tinha morrido. Obtida a resposta afirmativa do centurião, mandou dar-lhe o corpo. (Mc 15, 44-45)

18H00: Jesus é sepultado e deixado no sepulcro



Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. (Jo 19, 38-40)

No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo. (Jo 19, 41-42)


As mulheres, que tinham vindo com Jesus da Galileia, acompanharam José. Elas viram o túmulo e o modo como o corpo de Jesus ali fora depositado. (Lc 23, 55-56)