terça-feira, 12 de abril de 2011

CRONOLOGIA DA PAIXÃO E MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

QUINTA-FEIRA SANTA

20H00: Jesus Despede-se de Maria, Sua Mãe, e prepara-se para a Santa Ceia.


Raiou o dia dos pães sem fermento, em que se devia imolar a Páscoa. Jesus enviou Pedro e João, dizendo: Ide e preparai-nos a ceia da Páscoa. Perguntaram-lhe eles: Onde queres que a preparemos? Ele respondeu: Ao entrardes na cidade, encontrareis um homem carregando uma bilha de água; segui-o até a casa em que ele entrar, e direis ao dono da casa: O Mestre pergunta-te: Onde está a sala em que comerei a Páscoa com os meus discípulos? Ele vos mostrará no andar superior uma grande sala mobiliada, e ali fazei os preparativos. Foram, pois, e acharam tudo como Jesus lhes dissera; e prepararam a Páscoa. (Lc 22, 7-13)


21H00: Jesus lava os pés aos discípulos e institui o Santíssimo Sacramento.



Durante a ceia, - quando o demónio já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo, sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela. Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido. Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: Sabeis o que vos fiz? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós. (Jo, 13, 2-5. 12-15)

22H00: Jesus faz as Suas últimas recomendações e vai ao horto rezar.


Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsémani e disse-lhes: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar. E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes, então: A Minha alma está numa tristeza de morte. Ficai aqui e vigiai comigo. (Mt 26, 36-38)

23H00: Jesus faz a oração no Horto.



Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres. (Mt 26, 39)

* * *
SEXTA-FEIRA SANTA

00 Horas: Jesus entra em agonia.


Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo. (Lc 22, 43)
Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, (Lc 22, 44)

01h00: Jesus sua sangue.


E o seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. (Lc 22, 44)

02H00: Jesus é traído por Judas e é preso.


Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, e com ele uma multidão de gente armada de espadas e cacetes, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. O traidor combinara com eles este sinal: Aquele que eu beijar, é ele. Prendei-o! Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: Salve, Mestre. E beijou-o. Disse-lhe Jesus: Amigo, então, a que vieste? (Mt 26, 47-50)
Voltando-se para os príncipes dos sacerdotes, para os oficiais do templo e para os anciãos que tinham vindo contra ele, disse-lhes: Saístes armados de espadas e cacetes, como se viésseis contra um ladrão. Entretanto, eu estava todos os dias convosco no templo, e não estendestes as mãos contra mim; mas esta é a vossa hora e do poder das trevas. (Lc 22, 52-53)

03H00: Jesus é conduzido a Anás.



Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo.
Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo (que era conhecido do sumo sacerdote) saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar.

O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Jesus respondeu-lhe: Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei. A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates? (Jo 18, 13-23)

04H00: Jesus levado a Caifás.



Anás enviou o preso ao sumo sacerdote Caifás. (Jo 18, 24). Enquanto isso, os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de o levarem à morte. (Mt 26, 59). Levantaram-se, então, alguns e deram esse falso testemunho contra ele: Ouvimo-lo dizer: Eu destruirei este templo, feito por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, que não será feito por mãos de homens. Mas nem neste ponto eram coerentes os seus testemunhos. O sumo sacerdote levantou-se no meio da assembleia e perguntou a Jesus: Não respondes nada? O que é isto que dizem contra ti? Mas Jesus se calava e nada respondia. (Mc 14, 57-61)

O sumo sacerdote tornou a perguntar-lhe: És tu o Cristo, o Filho de Deus bendito? Jesus respondeu: Eu o sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do poder de Deus, vindo sobre as nuvens do céu. O sumo sacerdote rasgou então as suas vestes. Para que desejamos ainda testemunhas?!, exclamou ele. Ouvistes a blasfémia!... (Mc 14, 64-64)

05H00: Jesus é negado por Pedro



Estando Pedro embaixo, no pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote. Ela fixou os olhos em Pedro, que se aquecia, e disse: Também tu estavas com Jesus de Nazaré. Ele negou: Não sei, nem compreendo o que dizes. E saiu para a entrada do pátio; e o galo cantou. (Mc 14, 66-68)

Dirigia-se ele para a porta, a fim de sair, quando outra criada o viu e disse aos que lá estavam: Este homem também estava com Jesus de Nazaré. Pedro, pela segunda vez, negou com juramento: Eu nem conheço tal homem. Pouco depois, os que ali estavam aproximaram-se de Pedro e disseram: Sim, tu és daqueles; teu modo de falar te dá a conhecer. Pedro então começou a fazer imprecações, jurando que nem sequer conhecia tal homem. E, neste momento, cantou o galo.

Pedro recordou-se do que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante duas vezes, negar-me-ás três vezes. E saindo, chorou amargamente. (Mt 26, 71-75)

6H00: Jesus é levado ao conselho e declarado réu de morte.


Ao amanhecer, reuniram-se os anciãos do povo, os príncipes dos sacerdotes e os escribas, e mandaram trazer Jesus ao seu conselho. Perguntaram-lhe: Diz-nos se és o Cristo! Respondeu-lhes ele: Se eu vo-lo disser, não me acreditareis; e se vos fizer qualquer pergunta, não me respondereis. Mas, doravante, o Filho do Homem estará sentado à direita do poder de Deus. Então perguntaram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? Respondeu: Sim, eu sou. Eles então exclamaram: Temos nós ainda necessidade de testemunho? Nós mesmos o ouvimos da sua boca. (Lc 22, 66-71)

Judas, o traidor, vendo-o então condenado, tomado de remorsos, foi devolver aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos as trinta moedas de prata, dizendo-lhes: Pequei, entregando o sangue de um justo. Responderam-lhe: Que nos importa? Isto é lá contigo! Ele jogou então no templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se. (Mt 27, 3-10)

07H00: É conduzido a Pilatos e acusado.



Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súbditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo. Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei?
Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.
Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade?... (Jo 18, 33-38)

Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou: Que acusação trazeis contra este homem? Responderam-lhe: Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti.
Disse, então, Pilatos: Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei.

Responderam-lhe os judeus: Não nos é permitido matar ninguém.

Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que género de morte havia de morrer. (Mt 20,19).
Declarou Pilatos aos príncipes dos sacerdotes e ao povo: Eu não acho neste homem culpa alguma. (Lc 23, 4)


08H00: Jesus é reconduzido a Pilatos e é solto Barrabás.


Pilatos convocou então os príncipes dos sacerdotes, os magistrados e o povo, e disse-lhes: Apresentastes-me este homem como agitador do povo, mas, interrogando-o eu diante de vós, não o achei culpado de nenhum dos crimes de que o acusais. Nem tampouco Herodes, pois no-lo devolveu. Portanto, ele nada fez que mereça a morte. Por isso, soltá-lo-ei depois de o castigar. (Lc 23, 13-16)

09 Horas: Jesus é flagelado preso à coluna.


Pilatos então mandou então flagelar Jesus (Jo 19,1) Os soldados conduziram-no ao interior do pátio, isto é, ao pretório, onde convocaram toda a corte. (Mc 15, 16) Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas. (Is 53, 4-5)

10H00: Jesus é coroado de espinhos e mostrado ao povo.


Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça... diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas. (Jo 19, 2-3) Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate. Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: Salve, rei dos judeus! Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça. (Mt 27, 28-30)

11H00: Jesus é condenado à morte e sobe ao Calvário.



Pilatos disse aos judeus: Eis o vosso rei! Mas eles clamavam: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o! Pilatos perguntou-lhes: Hei de crucificar o vosso rei? Os sumos sacerdotes responderam: Não temos outro rei senão César! (Jo 19, 14-15)


Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco! E todo o povo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos! Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado. (Mt 27, 24-26)



Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direcção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. (Jo 19, 17)

Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus. (Lc 23, 26)


Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam. Voltando-se para elas, Jesus disse: Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre vossos filhos. Porque virão dias em que se dirá: Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram! Então dirão aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos! Porque, se eles fazem isto ao lenho verde, que acontecerá ao seco? (Lc 23, 27-31)

12H00: Jesus é despojado das suas vestes e crucificado.


Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados. (Jo 19, 23-24)

Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus. Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego. Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus. Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi. (Jo 19, 19-22)

13H00: Jesus entrega-nos a Sua Mãe Santíssima.



Encontravam-se ali também umas mulheres, observando de longe, entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e Salomé, que o tinham seguido e o haviam assistido, quando ele estava na Galileia; e muitas outras que haviam subido juntamente com ele a Jerusalém. (Mc 15, 40-41)



Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo levou-a para a sua casa. (Jo 19, 26-27)

14H00: Jesus perdoa os seus algozes


E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. (Lc 23,34.)

15H00: JESUS MORRE NA CRUZ.


Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. (Jo 19, 29) Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: Tudo está consumado. (Jo 19, 30) Jesus deu então um grande brado e disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. (Lc 23, 46).

16H00: O lado de Jesus é aberto pela lança.


Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o Sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. (Jo 19, 31-34)

17H00: Jesus é descido da Cruz e entregue a sua Mãe.




Havia um homem, por nome José, membro do conselho, homem recto e justo. Ele não havia concordado com a decisão dos outros nem com os actos deles. Originário de Arimatéia, cidade da Judéia, esperava ele o Reino de Deus. Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. (Lc 23, 50-52)

Pilatos admirou-se de que ele tivesse morrido tão depressa. E, chamando o centurião, perguntou se já havia muito tempo que Jesus tinha morrido. Obtida a resposta afirmativa do centurião, mandou dar-lhe o corpo. (Mc 15, 44-45)

18H00: Jesus é sepultado e deixado no sepulcro



Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. (Jo 19, 38-40)

No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo. (Jo 19, 41-42)


As mulheres, que tinham vindo com Jesus da Galileia, acompanharam José. Elas viram o túmulo e o modo como o corpo de Jesus ali fora depositado. (Lc 23, 55-56)

LADAINHA DA PAIXÃO DE CRISTO


Por Santo Afonso Maria de Ligório:

Dulcíssimo Jesus, no Horto das Oliveiras triste até a morte, profundamente angustiado, oprimido de agonia, coberto de suor de Sangue,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, pelo ósculo traidor entregue às mãos dos Vossos inimigos, maltratado, atado e preso com cordas, abandonado pelos discípulos,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, pelo injusto Conselho dos judeus julgado réu de morte, entregue a Pilatos, desprezado e escarnecido pelo ímpio Herodes,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, despido, preso a uma coluna e acoitado cruelmente,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, coroado de penetrantes espinhos, ferido na sagrada Cabeça com uma cana, vestido, por escárnio, de um manto de púrpura, alvo de opróbrios,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, mais odiado que um ladrão e assassino, reprovado pelos judeus, condenado à morte da Cruz,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, carregado com a pesada Cruz, caído em terra, levado ao Calvário como o Cordeiro ao matadouro,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, Homem das dores, despojado das Vossas pobres vestiduras, contado entre os criminosos, imolado em sacrifício pelos nossos pecados,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, cravado cruelmente na Cruz, ferido dolorosamente por causa das nossas iniquidades, quebrantado por causa das nossas culpas,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, escarnecido ainda na Cruz, atormentado e oprimido de dores indizíveis, consumido de sede, abandonado na mais dolorosa agonia pelo próprio Pai Celestial,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, morto na Cruz, trespassado por uma lança à vista da Vossa dolorosa Mãe,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, descido da Cruz, depositado nos braços de Vossa Santíssima Mãe e banhado nas Suas lágrimas,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, ungido e embalsamado pelos discípulos amados com preciosos aromas, envolvido em lençóis limpos e depositado no Santo Sepulcro,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

V: Ele verdadeiramente tomou sobre Si as nossas iniquidades.
R: E suportou as nossas dores.


Oração:

Ó Jesus, Filho Unigénito de Deus e da Virgem Imaculada, que pela salvação do mundo quisestes ser reprovado pelos judeus, atado com cordas, conduzido ao matadouro como um cordeiro, apresentado injustamente aos juízes Anás, Caifás, Pilatos e Herodes, acusado por falsas testemunhas, ferido com pancadas, saciado de opróbrios e injúrias, cuspido no Rosto, açoitado barbaramente, coroado de espinhos, condenado à morte, despojado dos vestidos, pregado com toda a crueldade na Cruz, suspenso entre dois ladrões, vexado com fel e vinagre, abandonado em tormentosa agonia e, finalmente, traspassado por uma lança: por estes tormentos, Senhor, dos quais nós, indignos filhos Vossos, agora com devoção, gratidão e amor nos lembramos, e pela Vossa Santíssima Morte na Cruz, livrai-nos das penas do inferno, e dignai-Vos conduzir-nos ao Paraíso, para onde levastes Convosco o Bom Ladrão. Tende piedade de nós, ó Jesus, que com o Pai e o Espírito Santo viveis e reinais, por todos os séculos dos séculos. Amén.

domingo, 10 de abril de 2011

SALMOS PENITENCIAIS - SALMO 129


Do profundo abismo chamo por Vós, Senhor:
Senhor, escutai a minha voz.
Estejam vossos ouvidos atentos
à voz da minha súplica.

Se tiverdes em conta as nossas faltas,
Senhor, quem poderá salvar-se?
Mas em Vós está o perdão,
para serdes temido com reverência.

Eu confio no Senhor,
a minha alma confia na sua palavra.

A minha alma espera pelo Senhor,
mais do que as sentinelas pela aurora.
Mais do que as sentinelas pela aurora,
Israel espera pelo Senhor,

porque no Senhor está a misericórdia
e com Ele abundante redenção.
Ele há-de libertar Israel
de todas as suas faltas.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre,
pelos séculos dos séculos.
Ámen.

Imagem: Blogue A Hora de Maria.

sábado, 9 de abril de 2011

A tolerância sodomita


"Um Lobby refere-se a um grupo de pessoas ou organização que têm como actividade profissional buscar influenciar, aberta ou veladamente, decisões do poder público, especialmente do poder legislativo, em favor de determinados interesses privados." (Wikipédia)

A propósito DISTO

Esta história ilustra, de uma forma eloquente, o extraordinário perigo que a nossa sociedade corre quando aliena alguns valores fundamentais herdados por via da tradição. Desde logo, verificamos que o radicalismo gayzista não tem limites e não hesita em colocar em causa os valores da liberdade e da democracia. Estas conclusões são óbvias e evidentes.

O gayzismo não olha a meios para atingir os seus fins, e esses fins são a total dissolução ético/moral/cultural da sociedade.

O movimento político gayzista não respeita nada nem ninguém. Em linguagem que todos entendam: os gayzistas querem transformar toda sociedade num bordel em continuum.

O movimento gayzista serve-se do conceito de “intolerância” para impôr, na nossa cultura e de uma forma gradativa, a sua intolerância — e aqui está o grande perigo: a assunção de que a intolerância gayzista é boa, e que a intolerância daqueles que não concordam com a cultura gay é má (o conceito de “tolerância repressiva”, dos marxistas Adorno e Marcuse).

Os grandes culpados da actual situação são os intelectuais do Ocidente, em geral, dos últimos 200 anos, com especial agravamento da fraude intelectual a partir da década de 60 do século passado.

Fonte

Parece que a tolerância em relação aos sodomitas leva necessariamente à intolerância dos mesmos em relação à sociedade.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Adoro-Vos, Divindade escondida!


Adoro-Vos devotamente, ó Divindade escondida,
Que verdadeiramente Se oculta sob estas aparências,
A Vós, o meu coração submete-se todo por inteiro,
Porque, contemplando-Vos, tudo desfalece.

A vista, o tacto, o gosto falham em relação a Vós
Mas, somente em ouvir-Vos em tudo creio.
Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus,
Nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.

Na cruz, estava oculta somente a Vossa Divindade,
Mas aqui, oculta-se também a Vossa Humanidade.
Eu, contudo, crendo e professando ambas,
Peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.

Não vejo, como Tomé, as Vossas chagas
Entretanto, confesso-Vos meu Senhor e meu Deus
Fazei que eu sempre creia mais em Vós,
Em vós esperar e Vos amar.

Ó memorial da morte do Senhor,
Pão vivo que dá vida aos homens,
Fazei que a minha alma viva de Vós,
E que a ela seja sempre doce este saber.

Senhor Jesus, bondoso pelicano,
Lavai-me, eu que sou imundo, em Vosso sangue
Pois que uma única gota faz salvar
Todo o mundo e apagar todo pecado.

Ó Jesus, que velado agora vejo
Peço que se realize aquilo que tanto desejo
Que eu veja claramente a Vossa face revelada
Que seja feliz contemplando a Vossa glória.
Amén.

(São Tomás de Aquino)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Momento catequético

As três virtudes teologais:

1. Fé
2. Esperança
3. Caridade.

As quatro virtudes cardeais:

1. Prudência
2. Justiça
3. Fortaleza
4. Temperança.

Os sete dons do Espírito Santo:

1. Sabedoria
2. Entendimento
3. Conselho
4. Fortaleza
5. Ciência
6. Piedade
7. Temor de Deus.

Os doze frutos do Espírito Santo:

1. Amor
2. Alegria
3. Paz
4. Paciência
5. Longanimidade
6. Benignidade
7. Bondade
8. Mansidão
9. Fé
10. Modéstia
11. Continência
12. Castidade.

Os cinco preceitos da Igreja:

1. Participar na Missa, aos domingos e festas de guarda e abster-se de trabalhos e actividades que impeçam a santificação desses dias.
2. Confessar os pecados ao menos uma vez cada ano.
3. Comungar o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa.
4. Guardar a abstinência e jejuar nos dias determinados pela Igreja.
5. Contribuir para as necessidades materiais da Igreja, segundo as possibilidades.

As sete obras de misericórdia corporais:

1. Dar de comer a quem tem fome
2. Dar de beber a quem tem sede
3. Vestir os nus
4. Dar pousada aos peregrinos
5. Visitar os enfermos
6. Visitar os presos
7. Enterrar os mortos

As sete obras de misericórdia espirituais:

1. Dar bons conselhos
2. Ensinar os ignorantes
3. Corrigir os que erram
4. Consolar os tristes
5. Perdoar as injúrias
6. Suportar com paciência as fraquezas do nosso próximo
7. Rezar a Deus por vivos e defuntos

Os sete pecados capitais:

1. Soberba
2. Avareza
3. Luxúria
4. Ira
5. Gula
6. Inveja
7. Preguiça

Os seis pecados contra o Espírito Santo:

1. Desespero da salvação.
2. Presunção de se salvar sem mérito.
3. Negar a verdade conhecida como tal.
4. Ter inveja das graças que Deus concedeu a alguém.
5. Obstinação no pecado.
6. Impenitência final.

Os quatro pecados que bradam aos Céus:

1. Homicídio voluntário (cf. Gn 4,10)
2. Pecado de luxúria contra a natureza (cf. Lev 18,22-23)
3. Oprimir os pobres, órfãos e as viúvas (cf. Ex 22,22; Tg 1,27)
4. Negar o salário aos que trabalham (cf. Dt 24,14;Tg 5,4)

Os quatro novíssimos:

1. Morte
2. Juízo
3. Inferno
4. Paraíso.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A Cruz permanece firme, enquanto o mundo dá voltas!

Stat Crux, dum volvitur orbis. (A cruz permanece firme, o mundo dá voltas). Capela da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Urca, após incêndio ocorrido em 28 de março de 2011. Agradecimento ao leitor Alex Fontes pelo envio. Foto: O Globo.

Stat crux, dum volvitur orbis!
"A Cruz permanece firme, enquanto o mundo dá voltas!"


Imagem da Capela da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Urca, após o incêndio ocorrido em 28 de Março de 2011.

Faço minhas as palavras de um comentador do mesmo artigo:

Que sirva de sinal aos que querem a todo custo tirar Cristo das paredes dos prédios públicos: o prédio foi, e Cristo ficou.

A VERDADEIRA E ÚNICA ESPERANÇA PARA OS JOVENS


"Já antes do começo, Eu vos conheço. Tenho esperado pacientemente.

Conheço-vos desde antes da Criação e pela História da Humanidade. Eu vi montanhas subirem e Impérios caírem. Testemunhei Reinos e Principados, governos, Revoluções, guerras.

Durante todo este tempo, Eu sofri por toda a humanidade e ofereci o Meu Sacrifício.

E Eu estou à espera. Estou à TUA espera...

Estou aqui... Estou aqui a qualquer hora, todos os dias.

Estou aqui ao amanhecer, a meio da noite... Eu estou REALMENTE AQUI na humilde forma de uma hóstia. E tenho fome do teu amor e da tua presença.

Vem a Mim... Descansa comigo... Por um tempo, por uma hora, fala comigo! Escuta, reza...

Posso não tirar todas as aflições, mas carregá-las-ei contigo.

Traz-me os teus medos, pecados, alegrias e feridas... E Eu as curarei e então abraçar-te-ei.

Eu sempre te conheci.


ESTE É O MEU CORPO.

Humilhado e flagelado por ti. Eu vim para te trazer conforto, esperança e salvação.

Ensinar-te-ei um amor que nunca conheceste antes. O Amor que sempre esteve aqui para ti.

Basta que venhas..."

(Ver vídeo completo aqui)

* * *

The Cardinal Newman Society apresenta a Adoração a Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento do Altar como o modo pelo qual os jovens podem renovar suas vidas e encontrar ajuda para os seus problemas.

V. Graças e louvores se dêem agora e a todo o momento.

R. Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.


domingo, 3 de abril de 2011

O falso (mas perigoso) "casamento" homossexual


O que é importante saber sobre o emparelhamento sodomita:
  1. Não passa a ser casamento só porque lhe chamamos “casamento”;
  2. Viola a lei natural;
  3. Recusa sempre um pai e uma mãe às crianças;
  4. Valida e promove o estilo de vida gay por aculturação;
  5. Transforma uma enormidade moral num direito civil;
  6. Não cria uma família mas apenas e invariavelmente uma união estéril;
  7. Derrota o sentido nobre da sociedade e do Estado em beneficiar o casamento como instituição;
  8. Impõe a sua aceitação a toda a sociedade de forma compulsória e totalitária;
  9. Culmina a “revolução sexual” tal qual entendida pelo marxismo cultural;
  10. Ofende a Deus e vai contra a ordem universal estabelecida por Ele.

Não foi uma lei humana ou positiva que criou a dualidade e a complementaridade dos sexos. Homem e mulher tendem, naturalmente, a constituir uma pequena sociedade, ordenada à complementação mútua – física e psíquica – e à procriação, necessária, ademais, à perpetuação da espécie. A estabilidade, a unidade do casal – os cônjuges tornam-se como que um só na sua estreita união –, fornecem o ambiente propício para a formação da prole e também para a sua própria realização pessoal.

Legislar – e julgar – segundo a natureza é preciso, mas não é suficiente. É preciso também fazê-lo segundo a recta razão. Maltratando-se a natureza, ofende-se, igualmente, a razão, pois a racionalidade integra a natureza humana.

Há ilícitos que são particularmente graves por corromperem não apenas a razão, mas a própria natureza. Explicando melhor: o acto cometido pelo adúltero é natural. A atracção pelo sexo opostocorresponde a um instinto inato do ser humano. A ilicitude do adultério não está no acto em si, mas decorre da qualidade da pessoa com a qual é realizado o acto sexual: alguém que não é o cônjuge. Sendo o homem dotado de racionalidade, e não somente de instinto, cumpre-lhe domar o instinto quando contrário à razão.

No caso, porém, da união entre duas pessoas do mesmo sexo, é o próprio acto que, em si mesmo, é contrário à natureza. O organismo masculino não existe para unir-se ao de outro homem nem o organismo feminino para unir-se ao de outra mulher. Que o digam os mecanismos de reprodução da espécie!

A conjunção carnal de dois homens ou de duas mulheres não é uma união sexual real. Na falta de órgãos que se complementem, faz-se uso antinatural de órgãos que não são sexuais, desvirtuando-lhes as funções e finalidades. Cuida-se de imitação grotesca, caricatural, do acto sexual entre pessoas do sexo oposto.

Também sob o aspecto psíquico, não há verdadeira complementaridade entre conviventes homossexuais. Observe-se que nessas relações imita-se a natureza, pois um dos parceiros se porta à semelhança de homem, e o outro, à semelhança de uma mulher. Ora, sabe-se que os psiquismos feminino e masculino são complementares. Em regra, o homem é mais racional e prático. A mulher, mais emotiva edetalhista.

São Tomás de Aquino advertia sobre a maior gravidade dos delitos contra a natureza em relação aos delitos contra a razão. Como os princípios da razão fundam-se sobre os princípios da natureza, a corrupção da natureza é a pior de todas as corrupções.


Fonte1

Fonte2

sexta-feira, 1 de abril de 2011

SALMOS PENITENCIAIS - Salmo 101

Senhor, ouvi a minha oração,
e chegue até Vós o meu clamor.
Não oculteis de mim a Vossa face na minha angústia.
Inclinai para mim o Vosso ouvido.

Quando Vos invocar, acudi-me prontamente,
porque meus dias se dissipam como a fumaça,
e como um tição consomem-se os meus ossos.

A queimar como erva, o meu coração murcha,
até me esqueço de comer o meu pão.
A violência dos meus gemidos faz com que se me peguem à pele os ossos.
Assemelho-me ao pelicano do deserto, sou como a coruja nas ruínas.

Perdi o sono e gemo, como pássaro solitário no telhado.
Insultam-me continuamente os inimigos, na sua ira atiram-me imprecações.

Como cinza do mesmo modo que pão,
lágrimas misturam-se à minha bebida,

devido à Vossa cólera indignada,
pois me tomastes para me lançar ao longe.

Os meus dias se esvaecem como a sombra da noite
e vou murchando como a relva.

Vós, porém, Senhor, sois eterno,
e o Vosso nome subsiste em todas as gerações.
Levantai-Vos, pois, e sede propício a Sião;
é tempo de compadecer-Vos dela, chegou a hora.

Porque os Vossos servos têm amor aos seus escombros
e condoem-se de suas ruínas.

E as nações pagãs reverenciarão o Vosso nome,
Senhor, e os reis da terra prestarão homenagens à Vossa glória.

Quando o Senhor tiver reconstruído Sião,
e aparecer na Sua glória,
quando ele aceitar a oração dos desvalidos
e não mais rejeitar as suas súplicas,

Escrevam-se estes factos para a geração futura,
e louve o Senhor o povo que há de vir,
porque o Senhor olhou do alto do Seu santuário,
do Céu Ele contemplou a terra;

Para escutar os gemidos dos cativos,
para livrar da morte os condenados;
para que seja aclamado em Sião o nome do Senhor,

E em Jerusalém o Seu louvor,
no dia em que se hão de reunir os povos,
e os reinos para servir o Senhor.

Deus esgotou-me as forças no meio do caminho, abreviou-me os dias.
Meu Deus, peço, não me leveis no meio da minha vida, Vós, cujos anos são eternos.

No início criastes a terra, e o céu é obra das Vossas mãos.
Um e outro passarão, enquanto vós ficareis.
Tudo se acaba pelo uso como um traje.
Como uma veste, Vós os substituís e eles hão de desaparecer.

Mas Vós permaneceis o mesmo e os Vossos anos não têm fim.
Os filhos dos Vossos servos habitarão seguros,
e a sua posteridade se perpetuará diante de Vós.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre,
pelos séculos dos séculos.
Amén.