




Um texto que subscrevo integralmente:
Por Marcello Pera,
Filósofo, agnóstico e senador.
Publicado no Corriere della Sera 17.III.10
"A questão dos sacerdotes pedófilos ou homossexuais, que rebentou recentemente na Alemanha, tem como alvo o Papa. E, dadas as enormidades temerárias da imprensa, cometeria um grave erro quem pensasse que o golpe não acertou no alvo – e um erro ainda mais grave quem pensasse que a questão morreria depressa, como morreram tantas questões parecidas. Não é isso que se passa. Está em curso uma guerra.
Não propriamente contra a pessoa do Papa porque, neste terreno, tal guerra é impossível: Bento XVI tornou-se inexpugnável pela sua imagem, pela sua serenidade, pela sua limpidez, firmeza e doutrina; só aquele sorriso manso basta para desbaratar um exército de adversários. Não, a guerra é entre o laicismo e o cristianismo.
Os laicistas sabem perfeitamente que, se aquela batina branca fosse tocada, sequer, por uma pontinha de lama, toda a Igreja ficaria suja, e se a Igreja ficasse suja, suja ficaria igualmente a religião cristã. Foi por isso que os laicistas acompanharam esta campanha com palavras de ordem do tipo: «Quem voltará a mandar os filhos à igreja?», ou «Quem voltará a meter os filhos numa escola católica?», ou ainda: «Quem internará os filhos num hospital ou numa clínica católica?» Há uns dias, uma laicista deixou escapar uma observação reveladora: «A relevância das revelações dos abusos sexuais de crianças por parte de sacerdotes mina a própria legitimação da Igreja Católica como garante da educação dos mais novos.»
Pouco importa que semelhante sentença seja desprovida de qualquer base de prova, porque a mesma aparece cuidadosamente latente: «A relevância das revelações»; quantos são os sacerdotes pedófilos? 1%? 10%? Todos? Pouco importa também que a sentença seja completamente ilógica; bastaria substituir «sacerdotes» por «professores», ou por «políticos», ou por «jornalistas» para se «minar a legitimação» da escola pública, do parlamento, ou da imprensa. Aquilo que importa é a insinuação, mesmo que feita à custa de um argumento grosseiro: os sacerdotes são pedófilos, portanto a Igreja não tem autoridade moral, portanto a educação católica é perigosa, portanto o cristianismo é um engano e um perigo. Esta guerra do laicismo contra o cristianismo é uma guerra campal; é preciso recuar ao nazismo e ao comunismo para se encontrar outra igual. Mudam os meios, mas o fim é o mesmo: hoje, como ontem, aquilo que se pretende é a destruição da religião. Ora, a Europa pagou esta fúria destrutiva ao preço da própria liberdade.
É incrível que sobretudo a Alemanha, que bate continuamente no peito pela memória desse preço que infligiu a toda a Europa, se esqueça dele, hoje que é democrática, recusando-se a compreender que, destruído o cristianismo, é a própria democracia que se perde. No passado, a destruição da religião comportou a destruição da razão; hoje, não conduz ao triunfo da razão laica, mas a uma segunda barbárie.
No plano ético, é a barbárie de quem mata um feto por ser prejudicial à «saúde psíquica» da mãe. De quem diz que um embrião é uma «bola de células», boa para fazer experiências. De quem mata um velho porque este já não tem família que cuide dele. De quem apressa o fim de um filho, porque este deixou de estar consciente e tem uma doença incurável. De quem pensa que progenitor «A» e progenitor «B» é o mesmo que «pai» e «mãe». De quem julga que a fé é como o cóccix, um órgão que deixou de participar na evolução, porque o homem deixou de precisar de cauda. E por aí fora. Ou então, e considerando agora o lado político da guerra do laicismo contra o cristianismo, a barbárie será a destruição da Europa. Porque, eliminado o cristianismo, restará o multiculturalismo, de acordo com o qual todos os grupos têm direito à sua cultura. O relativismo, que pensa que todas as culturas são igualmente boas. O pacifismo, que nega a existência do mal.
Mas esta guerra contra o cristianismo seria menos perigosa se os cristãos a compreendessem; pelo contrário, muitos deles não percebem o que se está a passar. São os teólogos que se sentem frustrados com a supremacia intelectual de Bento XVI. Os bispos indecisos, que consideram que o compromisso com a modernidade é a melhor maneira de actualizar a mensagem cristã.
Os cardeais em crise de fé, que começam a insinuar que o celibato dos sacerdotes não é um dogma, e que talvez fosse melhor repensar essa questão. Os intelectuais católicos que acham que a Igreja tem um problema com o feminismo e que o cristianismo tem um diferendo por resolver com a sexualidade. As conferências episcopais que se enganam na ordem do dia e, enquanto auguram uma política de fronteiras abertas a todos, não têm a coragem de denunciar as agressões de que os cristãos são alvo, bem como a humilhação que são obrigados a suportar por serem colocados, todos sem descriminação, no banco dos réus. Ou ainda os chanceleres vindos do Leste, que exibem um ministro dos negócios estrangeiros homossexual, ao mesmo tempo que atacam o Papa com argumentos éticos; e os nascidos no Ocidente, que acham que este deve ser laico, que o mesmo é dizer anti-cristão. A guerra dos laicistas vai continuar, quanto mais não seja porque um Papa como Bento XVI sorri, mas não recua um milímetro.
Mas aqueles que compreendem esta intransigência papal têm de agarrar na situação com as duas mãos, não ficando de braços cruzados à espera do próximo golpe. Quem se limita a solidarizar-se com ele, ou entrou no horto das oliveiras de noite e às escondidas, ou então não percebeu o que está ali a fazer."
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Varão perfeito, escolhido
Para esposo virginal
De Maria concebida
Sem pecado original.
Mereceste ter nos braços
Quem criou a terra e os céus;
Chamavas filho a quem era
O próprio Filho de Deus.
Aquele que dá alimento
Às avezinhas do céu
Por ti foi alimentado,
Do teu trabalho viveu.
Patrono da Santa Igreja,
Protege-a contra os perigos,
Como outrora defendeste
Jesus de seus inimigos.
A nós, a quem o pecado
Oculta a luz da verdade,
Ensina o caminho certo
Que nos leva à santidade.
E humildes, castos e fortes,
Como tu, servindo a Deus,
Cheguemos no fim da vida
À glória eterna dos Céus.
"Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar? Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’.
Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos, que não precisam de arrependimento. Ou então, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e tendo perdido uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente a moeda até a encontrar? Quando a encontra, chama as amigas e vizinhas e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida’. Eu vos digo: Assim haverá alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrependa".
Evangelho São Lucas 15, 1-32
“Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: 'Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo'. E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.”

“Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti. Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim protector, entre pedras afogueadas. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.”
AS TRÊS MAIORES MENTIRAS DO MUNDO
O diabo é o criador das três maiores mentiras do mundo. Ele é o pai da mentira (Jo 8,44). Ele é o mestre na arte do engano (Gn 3,13; Ap 20,10).
A missão do diabo é matar, roubar e destruir (Jo 10,10; 1 Pd 5,7.8).
“É mais fácil as grandes massas do povo se tornarem vítimas de uma grande mentira do que de uma mentira pequena” disse o ditador alemão nazista Adolf Hitler (1889-1945).
O político e revolucionário comunista russo Vladimir Lenin (1870-1924), afirmou: “Uma mentira repetida com suficiente frequência torna-se verdade”.
O diabo é o autor de todo engodo, fábulas, superstições, crendices e heresias. Ele é o mentor das grandes ideologias e pensamentos filosóficos contrários às doutrinas cristãs.
Graças a Deus, que somos bem informados dessas falácias diabólicas.
Escreve São Pedro Apóstolo: “Com efeito, não foi seguindo fábulas subtis, mas por termos sido testemunhas oculares da sua majestade, que vos demos a conhecer o poder e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Pd 1,16). Também nos ensina São Paulo Apóstolo: “Tomai cuidado para que ninguém vos escravize por vãs e enganosas especulações da “filosofia”, segundo a tradição dos homens, segundo os elementos do mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2,8).
A grande mística e Doutora da Igreja Santa Teresa d’Ávila dizia: “Terríveis são os ardis e manhas do demónio, para que as almas não se conheçam, não progridam, nem entendam o caminho a seguir”.
Realmente, toda obra do diabo é para desviar o ser humano do seu conhecimento como imagem e semelhança de Deus e do caminho da verdade que é Cristo, Senhor nosso.
Vejamos as mentiras:
1º Deus não existe. “Diz o insensato em seu coração: ‘Deus não existe!’ As suas acções são corrompidas e abomináveis: não há um que faça o bem” (Sl 14,11).
O ateísta, materialista e marxista alemão Ludwig Feuerback (1804-1872), disse: “Não foi Deus que criou o homem; ao contrário, foi o homem que criou Deus”.
O naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882), autor da teoria da evolução, disse que tudo que existe é obra de um processo evolutivo.
Falando sobre cientistas que acreditam que o Universo e a vida nele resultam dum design inteligente, uma resenha no mais importante jornal do mundo o The New York Time comentou: “Eles têm doutorado e ocupam cargos importantes em algumas das universidades de maior prestígio. Os eus argumentos contra o darwinismo não se baseiam na autoridade das Escrituras Sagradas; antes, baseiam-se em argumentos científicos”.
Vários cientistas concluíram que as evidências a favor da evolução são demasiadamente fracas e contraditórias. O engenheiro aeroespacial Luther D. Sutherland escreveu em seu livro Darwin’s Enigma (O Enigma de Darwin): “A evidência cientifica indica que sempre que qualquer espécie básica de vida surgia na Terra; desde protozoários monocelulares até o homem, cada forma de vida era completa, e seus órgãos e estruturas, inteiramente funcionais. A conclusão inevitável a ser tirada desse facto é que havia algum tipo de inteligência antes de surgir à vida na terra”.
Depois de uma longa vida de pesquisas e trabalhos científicos bem-sucedidos, o astrónomo Allan Sandage declarou: “Foi o estudo da ciência que me fez chegar à conclusão de que o mundo é muito mais complexo do que a própria ciência pode explicar. É somente por meio do sobrenatural que consigo entender o mistério de tudo que existe”.
O biólogo americano Francis Collins é um dos cientistas mais notáveis da actualidade. Director do Projecto Genoma, foi um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001. Autor do livro de grande sucesso internacional “A Linguagem de Deus”. Nas 300 páginas da obra, o renomado cientista conta como deixou de ser ateu para se tornar um fervoroso cristão.
Afirma Collins: “As sociedades precisam da ciência como da religião. Elas não são incompatíveis, mas complementares”. Afirma mais: “O ateísmo é a mais irracional das escolhas”.
2º O diabo não existe. Dentro dessa mentira, contém a negação do pecado, do inferno e da condenação.
O poeta francês e autor da obra: As flores do Mal, Charles Pirre Baldelaire escreveu: “A maior astúcia do diabo é convencer-nos de que ele não existe”.
Afirmação semelhante é do erudito cardeal e arcebispo de Milão Dom Dionigi Tettamanzi: “Não te esqueças de que o diabo existe, ‘porque sua primeira postura’ é fazer-nos crer que ele não existe”.
O filósofo existencialista francês Jean Paul Sartre (1905-1980) disse: “Tudo é absurdo, nada tem sentido. O inferno, são os outros”.
O diabo tem incutido na mente do homem pensamentos de descrenças de si mesmo e do transcendental. O sentido da vida e do espiritual é um trabalho que o homem se completa na sua dimensão holística, porém mentes inspiradas pelo diabo, trabalham fortemente contra o abissal do espírito.
Mentes racionalistas e materialistas penetram até na teologia para minar a fé dos cristãos.
O diabo é tão astuto que não basta só usar as correntes filosóficas, mas também as teológicas para negar, ou matar a sua existência, como à de Deus.
O teólogo protestante americano William Hamilton afirma, enfaticamente: “Deus está ausente. O homem perdeu-o irreparavelmente, ou melhor, Deus está realmente morto”.
No seu livro Holy Hatred: Religious Conflicts of the 90’s (Santo Ódio: Conflitos Religiosos dos Anos 90), o autor James A. Haught faz a seguinte observação chocante: “Uma grande ironia dos anos 90 é que a religião – que deveria ser uma fonte de bondade e preocupação humanitária – tomou a dianteira como o principal fator que contribui para o ódio, a guerra e o terrorismo”.
Não, Deus não está morto e o diabo está muito vivo e actuante no mundo (Jó 2,1-10; Jo 12,31; 2 Cor 4,4; 1 Jo 5,19) usando teólogos, lideres em todo seguimento social, intelectuais e a religião para lutarem contra Deus, a sua Igreja, a Bíblia e a destruição do ser humano.
O diabo sabe da sua condenação para o inferno junto com seus anjos, todavia, a sua revolta contra Deus é vingativa em cima de toda obra criada por Deus (Mt 25,41; Ap 20,10).
A sua missão é enganar o mundo inteiro e levar o ser humano à perdição (Mt 4,8.9; Ap 12,9).
Como posso ter Deus ao meu lado para ficar livre das armadilhas do diabo? Quem responde é o grande teólogo e Doutor da Igreja Santo Agostinho: “É muito simples: põe-te do lado de Deus”. Diz mais: “Deus é mais profundo no homem do que o mais íntimo do próprio homem”.
3º Tudo é matéria. Tudo acaba com a morte. Nada existe além túmulo.
O famoso poeta latino e pensador epicurismo Horácio (65-8 a.C.) dizia: “Coronemus nos rosis donec marcescant: coroemo-nos de rosas enquanto não murcham”.
O poeta que dizer que o mais importante da vida é gozar o prazer sem se preocupar com a morte.
Os antigos filósofos gregos Sócrates e Platão afirmavam que deve haver algo inerentemente imortal dentro do ser humano – uma alma que sobrevive à morte e nunca morre realmente.
Em Eclesiastes 12,7 está escrito: “E o pó volte a terra, como era, e o espírito volte a Deus, que o deu”.
É desde o princípio que a ideologia diabólica trabalha contra a verdade divina (Jo 8,44). De um lado filósofos materialistas, do outro lado, filósofos transcendentais e no centro a verdade da Revelação Divina.
O que é o materialismo? É um falso sistema filosófico que considera a matéria como a única realidade e todos os acontecimentos no mundo como o resultado da matéria em evolução. Nega tudo que não for matéria, portanto a alma e Deus. A inteligência humana seria segundo este sistema a acção da matéria organizada.
O materialismo dialético, histórico e económico teve seus expoentes máximos em dois filósofos alemães: Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895). São os pais do comunismo.
O materialismo teórico aplicado à vida prática colocou grande número de países asiáticos e europeus sob a tirania de governos que negam a Deus, a alma, os valores espirituais e se esforçam por arrancá-los da consciência humana destruindo assim a fonte de luz que pode explicar o mistério do universo e o destino do homem.
A prática materialista é diametralmente contrária aos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
“Que proveito tem o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc 8,36).
“E direi à minha alma: Minha alma, tem uma quantidade de bens em reserva para muito anos; repousa, come, bebe, regala-te. Mas Deus lhe diz: “Insensato, nesta mesma noite ser-te-á reclamada a alma. E as coisas que acumulaste, de quem serão? Assim acontece aquele que ajunta tesouros para si mesmo, e não é rico para Deus”(Lc 12,19-21).
Afirma o cientista Francis Collins: “A busca por Deus sempre esteve presente na história e foi necessária para o progresso. Civilizações que tentaram suprimir a fé e justificar a vida exclusivamente por meio da ciência como, recentemente, a União Soviética de Staline e a China de Mao - falharam”.
Nos seus piores momentos, esse foi o século de Satanás. Em nenhuma época anterior as pessoas demonstraram tanta aptidão e vontade de matar milhões de outros por motivos de raça, religião ou classe social.
O 50º aniversário da libertação de vítimas inocentes dos campos de extermínio nazi foi o motivo do comentário acima num editorial no jornal The New York Times, de 26 de Janeiro de 1995. O Holocausto – um dos genocídios mais amplamente conhecidos da História – eliminou mais de seis milhões de judeus. Quase três milhões de poloneses que não eram judeus pereceram no que é chamado de “Holocausto Esquecido”.
O sargento Laurem Nash, da III Divisão do Exército americano, disse o seguinte no dia da libertação do campo de concentração de Buchenwald: “Parecia um abatedouro de animais, não fossem todos humanos ali dentro”.
O filósofo alemão Fridrich Nietzsche (1844-1900). Depois de haver proclamado a morte de Deus no século XIX, profetizou que o século XX seria um século de guerras.
“A guerra é uma das constantes da História”, escreveram os renomados historiadores americanos Will e Ariel Durant, “e não tem diminuído, apesar da civilização e da democracia”.
Algumas pessoas ficam tristes e revoltadas e acham que, se existe Deus, ele não se importa conosco. Ou até mesmo acham que Deus não existe. Mas é justamente isso que o diabo quer.
Ele está por detrás de toda monstruosidade, atrocidade, desgraças, misérias, violências e desesperança. Escreve São Paulo Apóstolo: “Não deis lugar ao diabo” (Ef 4,27). Ora, o homem dando espaço na sua vida ao diabo, torna-se uma máquina destruidora para si e para sociedade.
Disse Jesus: “O diabo foi homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade” (Jo 8,44). Aqui está todo fundamento da sua missão e sua pretensão é fazer de todos os seus discípulos via as três mentiras. Estas são as mais poderosas ferramentas ideológicas do diabo para destruir a fé, o amor e a verdade divina nos corações das pessoas.
Inspirados pelo diabo, o relativismo, o racionalismo, o materialismo e o ateísmo ensinam que Deus é uma criação da imaginação humana e o diabo é uma criação mitológica da religião que serve para amedrontar e alienar as pessoas.
Todo esse esquema ideológico satânico não convence bilhões e bilhões de seres humanos, por que?
Quem responde com categoria é o ilustre teólogo beneditino Dom Estêvão Bettencourt: “O ser humano foi feito para a verdade. Traz em si a sede natural da verdade. Ora a natureza, sábia como é, não pode frustrar o homem. Não raro a pessoa humana pode errar, mas reconhecendo seus erros, vai-se aproximando da verdade, que lhe é dado atingir nos pontos essenciais à orientação de sua vida”.
Realmente, o homem tem dentro de si uma sede, que só o faz feliz e realizado, quando esta está conectada em Deus seu Criador. Oh! Como é maravilhoso sentir, amar e viver no coração do bom Deus.
CONCLUSÃO
Não podemos e não devemos temer o sistema ideológico do império do diabo.
O príncipe das trevas (Jo 12,31; Cl 1,13) não vence jamais os filhos da luz (Ef 5,8 e 13; Tg 1,17.18).
Os demónios estremecem diante de Deus (Tg 2,19). E o bispo e Doutor da Igreja Santo Ambrósio de Milão dizia: “Quem se entrega a Deus não teme ao demónio”.
Com Cristo e seu poder podemos resistir e vencer as insídias do diabo. Pois o nosso combate não é contra o sangue nem contra a carne, mas contra os Principados, contra as Autoridades, contra os Dominadores deste mundo de trevas, contra os Espíritos do Mal, que povoam as regiões celestiais. Por isso devemos vestir a armadura de Deus, para podermos resistir no dia mau e sairmos firmes de todo o combate (Ef 6,10-17).
A armadura de Deus é: os Sacramentos (especialmente a Confissão e a Santíssima Eucaristia), a oração (de um modo especial o Terço do Rosário), o jejum, retiros espirituais, estudo da Palavra de Deus, estudo do Catecismo e/ou estudos teológicos dos Santos Padres e Doutores da Igreja.
Para reforçar mais a nossa armadura, à poderosa oração do Patriarca São Bento:
"A Cruz Sagrada seja a minha luz!
Não seja o dragão o meu guia,
Retira-te Satanás,
Nunca me aconselhes coisas vãs,
É mal que tu ofereces
Bebe tu mesmo o teu veneno
Amén."
(Pe. Inácio Jose do Vale, Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo e Professor de História da Igreja)
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Satanás era um querubim, Lúcifer, que tinha sido criado por Deus (querubim é o anjo mais importante hierarquicamente). Ele era muito formoso, e também era dono de grande sabedoria. Deus havia-lhe dado grande poder e domínio sobre as nações. Porém, Lúcifer, com tanta formosura, sabedoria e poder, encheu-se de soberba (orgulhou-se demais) e quis colocar-se no lugar d’Aquele que o havia criado e por este motivo foi ele expulso do Céu. Satanás foi expulso do céu com mais de 1/3 dos anjos que o seguiram. Foi lançado na terra, onde hoje é o lugar de seu domínio.
Os atributos de Satanás:
1. Mentiroso: o pai, o criador, da mentira (Jo 8:44 e Gn 3:1-7);
2. Destruidor: o seu interior é cheio de violência (Is 14:20, Ez 28:16);
3. Poderoso: dono de grande poder (Is 14:1, 2);
4. Encarcerador: aprisiona, programa-nos, manipula-nos, coloca uma rotina, não nos permite pensar (Is 14:17 e II Tm 2:26);
5. Homicida: tem prazer na morte (Jo 8:44 e Hb 2:14);
6. Opressor: como é encarcerador, assim também oprime a quem pode (cf. At 10:38);
7. Pecador: pecou e foi causador dos males (I Jo 3:8 e Ez 28:16);
8. Injusto: comete injustiças (cf. I Jo 3:10);
9. Acusador: acusa-nos perante Deus (Ap 12:10 e Jó 1:6-11);
10. Sedutor: usa da sedução para nos afastar de Deus (Ap 20:10);
11. Sagaz: inteligente e astuto (Gn 3:1 e Ez 28:12)
O que O Catecismo da Igreja nos ensina sobre o Demónio:
§414- Satanás ou o Diabo, bem como os demais demónios, são anjos decaídos por terem se recusado livremente a servir a Deus a seu desígnio. A sua opção contra Deus é definitiva. Eles tentam associar o homem à sua revolta contra Deus.
§391 – Por trás da opção de desobediência de nossos primeiros pais há uma voz sedutora que se opõe a Deus (Gen 3,1-5) e que, por inveja, os faz cair na morte (Sab 2,24). A Escritura e a Tradição da Igreja vêem neste ser um anjo destronado, chamado Satanás ou Diabo (Jo 8,44; Ap 12,9). A Igreja ensina que ele tinha sido anteriormente um anjo bom, criado por Deus. – “Com efeito, o Diabo e outros demônios foram por Deus criados bons em (sua) natureza, mas se tornaram maus por sua própria iniciativa.” (IV Conc. Latrão, 1215)§392 – A Escritura fala de um pecado desses anjos (2Pe 2,4). Esta “queda” consiste na opção livre desses espíritos criados, que rejeitaram radical e irrevogavelmente a Deus e seu Reino. Temos um reflexo desta rebelião nas palavras do Tentador ditas a nossos primeiros pais: “E vós sereis como deuses” (Gn 3,5). O Diabo é pecador “desde o princípio” (1Jo 3,8), “pai da mentira” (Jo 8,44).
§393 – É o carácter irrevogável de sua opção, e não uma deficiência da infinita misericórdia divina, que faz com que o pecado dos anjos não possa ser perdoado. “Não existe arrependimento para eles depois da queda, como não existe para os homens após a morte.” (S. João Damasceno; De fide orthodoxa. 2,4).
§394 – A Escritura atesta a influência nefasta daquele que Jesus chama de “o homicida desde o princípio” (Jo 8,44) e que até chegou a tentar desviar Jesus da missão recebida do Pai (Mt 4, 1-11). “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo” (1Jo 3,9). A mais grave dessas obras, devido às suas consequências, foi a sedução mentirosa que introduziu o homem a desobedecer a Deus.
§395 – Contudo, o poder de Satanás não é infinito. Ele não passa de uma criatura, poderosa pelo fato de ser puro espírito, mas sempre uma criatura: não é capaz de impedir a edificação do Reino de Deus. Embora Satanás actue no mundo por ódio contra Deus e seu Reino
em Jesus Cristo, e embora a sua acção cause graves danos – de natureza espiritual e, indiretamente, até de natureza física – para cada homem e para a sociedade, esta acção é permitida pela Divina Providência, que com vigor e doçura dirige a história do homem e do mundo. A permissão divina da actividade diabólica é um grande mistério, mas “nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam”.
Fonte: http://www.fimdostempos.net/maiores-mentiras-mundo.html
http://www.wodwig.co.cc/filhotesdecristo/Estudos/satanso.htm
“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do Demónio.
Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, Príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no Inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amén”