segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Contra o Modernismo



Gravidade dos erros modernistas

P. Qual é o primeiro dever imposto por Nosso Senhor Jesus Cristo ao Soberano Pontífice?

R. Sua Santidade, Pio X, nos responde: "A missão, que nos foi divinamente confiada, de apascentar o rebanho do Senhor tem principalmente o dever, imposto por Cristo, de guardar com a maior vigilância o depósito da fé transmitida aos Santos, repudiando as profanas novidades de palavras e as oposições de uma ciência enganosa."


P. Não foi sempre necessária tal vigilância?

R. "Nunca houve um tempo em que esta providência do Supremo Pastor não fosse necessária à Igreja Católica; pois, graças aos esforços do inimigo do género humano, nunca faltaram "homens falando coisas perversas" (Act 20, 30), "vaníloquos e sedutores" (Tito 1, 10), que "caídos eles em erro arrastaram os mais ao erro" (2 Tim 3, 3)."


P. Esses homens desencaminhados são hoje mais numerosos? Qual é o seu objectivo?

R. "É preciso confessar que nestes últimos tempos cresceu muito o número dos inimigos da cruz de Cristo, os quais, com artifícios novos e bastante subtis, se esforçam por destruir a virtude vivificante da Igreja e, se pudessem, enterrar os alicerces o próprio reino de Cristo."


P. Por que o Soberano Pontífice não pode mais permanecer em silêncio?

R. Diz o Papa: "Não Nos é lícito mais calar, para não parecer faltarmos ao Nosso santíssimo dever, e para que a benignidade com que até agora os tratamos, na esperança de melhores disposições, não Nos seja atribuída a descuido de Nossa obrigação."


P. Onde estão os "sequazes do erro" que precisam ser encontrados? São eles inimigos declarados?

R. "O que exige que falemos sem demora é antes de tudo que os sequazes do erro já não devem ser procurados entre os inimigos declarados da Igreja; mas, o que é para deplorar e temer muito, se ocultam no seu próprio seio, tornando-se assim tanto mais nocivos quanto menos percebidos."


P. Santo Padre, estes inimigos ocultos, que causam ansiedade ao vosso paternal coração, se encontram entre os católicos? Estão nas fileiras do clero?

R. Sim! "Muitos leigos católicos e também, o que é mais lastimável, muitos no próprio clero, fingindo amor à Igreja e sem nenhum conhecimento sólido de filosofia ou teologia, mas antes embebidos das teorias venenosas dos inimigos da Igreja, gabam-se presunçosamente de ser reformadores da Igreja."


P. Esses católicos, leigos e sacerdotes, que se apresentam como reformadores da Igreja, ousam eles atacar a obra de Cristo? Chegam eles ao ponto de atacar a própria Pessoa de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo?

R. "Cerrando fileiras ousadamente na linha de ataque, eles se atiram sobre tudo que há de mais santo na obra de Cristo, sem pouparem sequer a Pessoa do Divino Redentor, que com audácia sacrílega rebaixam à condição de um mero homem."


P. Surpreendem-se tais pessoas quando Sua Santidade os inclui entre os inimigos da Santa Igreja?

R. "Apesar de se demonstrarem pasmados, ninguém poderá com razão se surpreender que Nós incluímos tais homens entre os inimigos da Igreja, se, deixando de lado as intenções de que só Deus é juiz, se aplicar a examinar as doutrinas e o modo de falar e de agir deles. Não se afastará, portanto, da verdade quem os tiver como os mais perigosos inimigos da Igreja."


P. Por que Sua Santidade os chama de os mais perigosos inimigos da Igreja?

R. Por este motivo: "Como dissemos, eles tramam seus perniciosos conselhos não fora, mas dentro da Igreja; e, por isso, o perigo está presente nas próprias veias e no coração da Igreja, e o dano causado é tanto maior quanto mais intimamente eles a conhecem."


P. Haveria ainda outros motivos para chamá-los de os mais perigosos inimigos da Igreja?

R. Sim! "Eles dirigem seu machado não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as próprias raízes, que são a Fé e suas fibras mais vitais."


P. Atingida a raiz, eles cessam suas actividades?

R. "Atingida a raiz da imortalidade, eles continuam a disseminar o veneno por toda a árvore, de modo que não há verdade católica poupada, não há verdade que eles deixem de corromper."


P. De que meios astuciosos eles se servem para arrastar os incautos ao erro?

R. "Ninguém é mais hábil, ninguém é mais astuto que eles no emprego de seus inumeráveis e maléficos ardis; porque fazem promiscuamente o papel ora de racionalistas, ora de católicos, com tal dissimulação que arrastam sem dificuldade ao erro qualquer incauto."


P. As consequências dessas doutrinas não deviam assustar os sacerdotes e leigos católicos e fazê-los recuar?

R. "As consequências deviam fazê-los recuar; mas, como a audácia é uma das características desses inimigos da Igreja, não há consequências de que se amedrontem e que não aceitem com obstinação e sem escrúpulos."


P. Por que são eles especialmente perigosos e calculistas para enganar as almas?

R. "Eles são de facto extremamente aptos para enganar as almas, pois levam vidas de intensa actividade, de aplicação assídua e vigorosa a todos os campos de estudo e, o mais das vezes, têm fama de vida austera."


P. Santo Padre, Sua Santidade tem esperança de curar esses desencaminhados?

R. "O que faz desvanecer toda esperança de cura é o seguinte: as suas próprias doutrinas torceram de tal forma suas mentes que eles desprezam toda autoridade e todo freio; e, baseados numa falsa consciência, tentam atribuir a um amor pela verdade o que na realidade não passa de soberba e obstinação."


P. Santo Padre, Sua Santidade não tem esperança de reconduzir essas pessoas desencaminhadas ao bom senso?

R. "Na verdade, por algum tempo esperamos reconduzi-los ao bom senso; e, para este fim, a princípio os tratamos com a brandura com que tratamos Nossos filhos, em seguida com severidade, e finalmente, bem a contragosto, Nos servimos de penas públicas. Mas vós bem sabeis, Veneráveis Irmãos, como tudo foi em vão; pareceram por um momento curvar a fronte, para depois reerguê-la com ainda maior arrogância."


P. Como não há esperança de reconduzir esses inimigos, por que Sua Santidade levanta sua voz de advertência?

R. "Porque, se se tratasse de assunto somente deles, poderíamos talvez ainda deixar desapercebido, mas é o nome católico que está em jogo. Por conseguinte, manter o silêncio por mais tempo seria um crime."


P. É agora o momento de falar?

R. "Nós precisamos agora quebrar o silêncio, para tornar bem conhecidos à Igreja esses homens tão mal disfarçados."


P. Que nome nós podemos dar a esses novos inimigos de Jesus Cristo e de Sua Santa Igreja?

R. "Eles são chamados vulgarmente e com razão de Modernistas."

In Catecismo dobre o Modernismo

domingo, 5 de dezembro de 2010

À Vossa protecção nos acolhemos!

RAINHA E PADROEIRA DE PORTUGAL, ROGAI POR NÓS!


Ó Rainha e Padroeira
Do Teu povo português,
Hoje aqui, mais uma vez,
a Teus pés vimos rezar.

Nesta luta derradeira,
Neste negro anoitecer,
Esperamos Teu poder,
Só Tu nos podes salvar!

São Teus vassalos e filhos,
Os que a Teus pés vêm rezar!
Ouve-nos, ó Mãe piedosa,
Só Tu nos podes salvar!


Mãe de dores, de tristezas,
Mãe de prantos sem igual!
Ouvi as mães portuguesas
Chorando seu Portugal!

Vossas lágrimas ungiram
As chagas do Salvador.
Lavai com elas os crimes
De Portugal pecador!

À vossa protecção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus;
não desprezeis as nossas súplicas em nossas
necessidades, mas livrai-nos de todos os perigos,
ó Virgem gloriosa e bendita.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Salvé, Rainha de Portugal!

"[confirmo] (...) A Bem Aventurada Virgem Maria, sob a invocação da Santíssima Conceição, como particular, única e singular Advogada e Protectora do Reino de Portugal”.
(Papa Clemente X, 1670)


"Assentamos de tomar por padroeira de Nossos Reinos e Senhorios, a Santíssima Virgem, Nossa Senhora da Conceição na forma dos Breves do Santo Padre Urbano 8º, obrigando-me a aceitar a confirmação da Santa Sé Apostólica e lhe ofereço em meu nome e do príncipe D. Theodósio, e de todos os meus descendentes, sucessores, Reinos, Senhorios e Vassalos a Sua Santa Caza da Conceição sita em Vila Viçosa (...).

Esperando com grande confiança na infinita Misericórdia de Nosso Senhor, por meio desta Senhora Padroeira e protectora dos nossos Reinos e Senhorios, de quem por honra nossa nos confessamos e reconhecemos Vassalos e Tributários, nos ampare e defenda dos nossos inimigos, para glória de Cristo, nosso Deus, e exaltação da nossa Fé Católica Romana, conversão das gentes e redução dos hereges. (...)"

(...) Se alguma pessoa intentar contra esta nossa promessa, juramento e vassalagem, por este mesmo efeito, sendo vassalo, o havemos por não natural e queremos que seja logo lançado fora do Reino; se fôr Rei, haja a sua e nossa maldição e não se conte entre nossos descendentes, esperando que pelo mesmo Deus que nos deu o Reino e subiu à dignidade real, seja dela abatido e despojado. Para que em todo o tempo haja a certeza desta nossa Eleição, promessa e juramento, firmada e estabelecida em Cortes, mandamos fazer dela três autos públicos, um que vai ser levado de imediato à Corte de Roma para se expedir a confirmação da Santa Sé Apostólica, outro que se juntará a esta confirmação, e o terceiro com cópia se guarde no Cartório da Caza de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e na nossa Torre do Tombo."

Lisboa, aos 25 de Março de 1646;
Baltazar Roiz Coelho, o fez;
Pedro Vieira da Silva, o escreveu.

(D. João IV; Rei de Portugal, Decreto de 25 de Março de 1646, perante toda a corte)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A SANTA E IMUTÁVEL DOUTRINA DA IGREJA CATÓLICA


“É moralmente ilícito propugnar uma prevenção da SIDA baseada em meios e recursos que violam o sentido autêntico da sexualidade e que são um mero paliativo para um mal estar profundo, no qual está em jogo a responsabilidade dos indivíduos e da sociedade. E a recta razão não pode admitir que a fragilidade humana, em vez de ser motivo para empenhar-se mais, se converta em pretexto para uma sessão que abra o caminho para a degradação moral”
(Papa João Paulo II, discurso à Conferência Internacional sobre a SIDA – Roma, 1989)

“Nenhuma indicação ou necessidade pode transformar uma acção intrinsecamente imoral num acto moral e lícito”
(Papa Pio XII, alocução às parteiras - 29 de Outubro de 1951)

“Nenhuma razão, ainda que gravíssima, justifica que aquilo que vai intrinsecamente contra a natureza seja honesto e conforme com a mesma"
(Papa Pio XI, encíclica Casti Connubii)

“Não havemos de fazer um mal, a fim de que dele resulte um bem”
(Rom. 3, 8)

“Na realidade, se é lícito por vezes tolerar um mal moral menor a fim de evitar um mal maior ou promover um grande bem, não é lícito, nem por razões gravíssimas, fazer o mal para conseguir o bem (cf. Rom. 3,14), ou seja: fazer objecto de um acto positivo de vontade o que é intrinsecamente desordenado e por isso mesmo indigno da pessoa humana, ainda que com isso se quisesse salvaguardar ou promover o bem individual, familiar ou social.”
(Papa Paulo VI, encíclica Humanae vitae, número 14)


CARTA AO PAPA E ANO MARIANO

via Deus lo Vult!

Por: Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior:

Penso que seja extremamente oportuna a iniciativa do meu querido irmão, Padre Rodrigo Maria, de suplicar ao Papa Bento XVI a graça de um novo Ano Mariano para 2012-2013.

Tenho ainda na lembrança as graças imensas que pude colher do Ano Sacerdotal que vivemos, por ocasião do aniversário de 150 anos da morte de São João Maria Vianney (Padroeiro dos Párocos), e que teve muitíssimos frutos de conversão na vida de tantos padres. Um novo Ano Mariano comemorando, em 2012-13, recordando os 25 anos do último ano mariano proclamado pelo servo de Deus o Papa João Paulo II e comemorando os 300 anos do “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” de São Luis Maria Montfort, seria um verdadeiro tempo de graça para a Santa Igreja de Deus.

O Ano Mariano em 2012 seria uma grande oportunidade de reavivar a Devoção a nossa Mãe Santíssima no coração dos católicos e propagar a prática da Consagração Total a Ela, como é ensinado pelo próprio São Luis.

Seria uma forma muito prática de responder aos apelos que a Virgem Santíssima fez em Fátima (1917): “Deus quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Coração Imaculado. (…) Se fizerdes o que vos digo, muitas almas se salvarão e terão paz.”

Pois como diz o próprio São Luis, “foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por meio Dela que Ele deve reinar no mundo. (…) Por Ela Jesus Cristo vem a nós, e por Ela devemos ir a Ele.” (“Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, n. 1; 85)

Por estas razões, gostaria de me unir a esta iniciativa do Pe. Rodrigo Maria, e convidá-lo, caríssimo irmão e irmã, a enviar também a sua carta ao Santo Padre Bento XVI, através dos endereços que se encontram abaixo.

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

——-

A Sua Santidade Bento XVI

Palazzo Apostolico

Città del Vaticano (Europe)

(Enviar cópia para:)

Ao Rev.mo Monsignore

Mons. Ettore Balestrero

Sotto-Segretario per i Rapporti con gli Stati

Segreteria di Stato

Città del Vaticano (Europe)

——–

Que reine em nossos corações o puro amor de Deus!

Aos católicos, movimentos, associações e a todos que ainda conservam a fé e acreditam no amor:

Caríssimos irmãos, diante da situação dramática na qual se encontra o nosso mundo; tendo diante dos nossos olhos o aumento da iniquidade, o avanço do mal, a destruição dos valores, a perda da fé e o esfriamento da caridade, somos impelidos a perguntar: Até quando isso continuará? O que podemos fazer para que tudo isso mude? Para que o mal seja superado e o amor volte a prevalecer? O que fazer para que Jesus seja mais conhecido, amado e adorado por todos?

Na verdade Deus já nos deu a resposta! No meio desta batalha espiritual, O Senhor mesmo estabeleceu a Sua estratégia para esmagar a cabeça do inimigo e neutralizar a acção do mal. E estender o Seu reinado nos corações. Ele nos deu uma mãe!

O próprio Jesus consagrou a Igreja aos cuidados de sua mãe Santíssima (“Eis aí a tua mãe”, Jo 25,19), colocando-nos sob sua autoridade, fazendo de nós seus filhos na ordem da Graça, entendendo sua maternidade espiritual sobre todos os corações para que ela nos ensinasse a amar a Deus em verdade levando-nos a fazer tudo quanto Jesus mandou.

Em Fátima (1917) a Santíssima Virgem recordou-no a vontade de Deus e a Sua estratégia para vencer o inimigo no meio desta guerra espiritual; Ela disse-nos: “Meu filho quer estabelecer ao mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”. Eis o remédio para os nossos tempos! Uma verdadeira devoção a Santíssima Virgem. Uma devoção que nos coloque no seu colo, ou melhor, na escola do seu Imaculado Coração, onde devemos aprender o verdadeiro amor a Deus, tornando-nos cristãos autênticos, santos, a altura dos tempos difíceis em que vivemos. O mundo precisa de santos… e Deus determinou que estes fossem formados na escola do Imaculado Coração de sua Mãe Santíssima.

A Total Consagração é um meio privilegiado para se entrar no coração da Santíssima Virgem, pois por este meio, nós aceitamos livremente a maternidade espiritual de Nossa Senhora sobre nós, assumindo a condição de filhos como Jesus determinou. Se os cristãos conhecessem e vivessem a Total consagração a Santíssima Virgem, aprenderiam com a Mãe do Céu a amar a Deus e ao próximo como Jesus ensinou.

Jesus quer que se estabeleça no mundo a devoção ao coração de sua Mãe Santíssima. Como fazer?

Em 2012, o “Tratado da Verdadeira devoção à Santíssima Virgem” escrito por São Luís Grignion de Montfort completará 300 anos, dando – nos uma singular oportunidade para difundir a devoção ali tão sublimemente ensinada. A concretização deste desejo do coração de Jesus expresso por Nossa Senhora e Fátima, tomará grande impulso, se conseguíssemos junto Santo Padre a graça de um ano Mariano de 2012 a 2013. Pois a exemplo do que aconteceu no ano sacerdotal, toda Igreja se volta para meditar a pessoa e a missão da Santíssima Virgem, tal como apresenta o padre de Montfort que por sua vez, poderia ser apresentado como exemplo de devoção a Santíssima Virgem, e por isso mesmo, de amor a Jesus Cristo.

Irmãos, peçamos ao Santo Padre a Graça de um Ano Mariano em 2012 para que venha ao mundo o esperado Triunfo do Imaculado Coração de Maria e consequentemente o reinado de Jesus em cada coração. Falemos com todos para que enviem carta ao Santo Padre, o Papa, bem como para os cardeais; para os nossos bispos, padres, comunidades, associações e movimentos, pedindo a estes que façam o mesmo, ou seja, que envie ao Santo Padre e aos Cardeais um pedido para que em 2012 – 2013 sejam decretado Ano Mariano.

Segue em anexo um modelo de carta que foi enviada ao Santo Padre pedindo a Graça do Ano Mariano em 2012-2013.

Nos corações de Jesus e Maria,

Pe. Rodrigo Maria

Fraternidade Arca de Maria

——-

MODELO DE CARTA:


A Sua Santidade

Papa Bento XVI


Beatissime Pater,

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Desejosos de contribuir com o retorno da humanidade a Cristo e com a restauração da Fé entre os baptizados, queremos suplicar a Vossa Santidade a graça da proclamação de um Ano Mariano em 2012-2013 , quando o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” de São Luis Maria Grignion de Montfort completar 300 anos, bem como se completarem exactos 25 anos do último Ano Mariano que a Santa Igreja viveu (1987-1988), convocado pelo saudoso Papa João Paulo II.

A exemplo do que ocorreu no Ano Sacerdotal (2009-2010), quando toda Igreja meditou sobre a natureza e importância do sacerdócio cristão – havendo sido proposta a figura de são João Maria Vianney como modelo para os sacerdotes – um Ano Mariano que propusesse a Total Consagração a Jesus por Maria seria ocasião para renovação espiritual de todo povo e incremento de uma nova evangelização .

A Total Consagração ou Santa Escravidão de amor, como é ensinada pelo padre de Montfort é de uma perene actualidade pastoral uma vez que é radicada na renovação das promessas batismais, tornando-se assim meio privilegiado para recuperação da consciência de nosso baptismo, bem como da nossa vocação a bem-aventurança eterna.

A proclamação de um Ano Mariano para toda a Igreja tornar-se-ia também uma resposta positiva ao desejo de Nosso Senhor expresso por sua Mãe Santíssima aos pastorinhos de Fátima em 1917, a qual disse : “Meu Filho quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”. De facto, a total consagração a Santíssima Virgem traduz muito bem aquela santa dependência que Jesus quis que tivéssemos para com sua Mãe Santíssima, a fim de que na escola de seu Imaculado Coração aprendêssemos a fazer bem tudo quanto Ele mandou.

Por ser completamente cristocêntrica a devoção à Santíssima Virgem como é proposta por São Luis de Montfort, encontrou no Papa João Paulo II um grande acolhimento, aprovação e recomendação, ao ponto de se tornar a sua predilecta via espiritual, mostrando mais uma vez a sua actualidade.

Santidade, tudo que os nossos dias precisam é de verdadeiros seguidores de Cristo, de homens e mulheres santas que vivam o seu baptismo, que amem a Santa Igreja e a humanidade e que não tenham medo de crer e viver a fé. E não temos duvidas que estes devem ser formados na bendita escola do Imaculado Coração de Maria, pois foi Cristo quem por primeiro nos consagrou e nos confiou aos cuidados desta Mãe Santíssima a fim de que ela nos ensinasse a amar a Deus de verdade.

Padre Santo, estamos em continua oração por Vossa Santidade e pela Sua missão.

Em espírito de filial submissão, de joelhos, pedimos Sua Bênção paternal.

Nos corações de Jesus e Maria,

Padre Rodrigo Maria

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

MEDITAÇÕES DO ADVENTO - Maria Santíssima, a Arca da Aliança

"Quem é essa que surge como a aurora‚bela como a lua‚brilhante como o sol‚temível como um exército em ordem de batalha?”
(Cant. 6‚ 8-10)

  • "E novamente, como Isaías havia expressamente previsto que Ele nasceria de uma virgem, ele declarou o seguinte: 'Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e seu nome será chamado "Deus-connosco"'.. A frase 'Eis que uma virgem conceberá' significa certamente que a virgem iria conceber ser ter relacionamento. Se ela tivesse relacionamento com qualquer um que fosse, ela não poderia ser virgem. Mas o poder de Deus, vindo sobre a Virgem, a encobriu, e a induziu a conceber, embora ainda permanecesse Virgem" (S. Justino Mártir, "Primeira Apologia", 148-155 dC).
  • "A Virgem Maria mostrou-se obediente ao dizer: "Eis aqui a tua serva, Senhor; faça-se em mim conforme a tua palavra". Entretanto, Eva foi desobediente; mesmo enquanto era virgem, ela não obedeceu. Como ela - que ainda era virgem embora tivesse Adão por marido... - foi desobediente, tornou-se a causa da sua própria morte e também de todo género humano; então, também Maria, noiva de um homem mas, apesar disso, ainda virgem, sendo obediente, se tornou a causa de salvação dela própria e de todo o género humano... Assim, o problema da desobediência de Eva foi eliminado pela obediência de Maria. O que a virgem Eva causou em sua incredulidade, a Virgem Maria eliminou através da sua fé" (S. Ireneu, "Contra as Heresias", 180-199 dC).
  • "A Virgem Maria, tendo sido obediente à palavra de Deus, recebeu de um anjo a alegre notícia de que iria dar à luz ao próprio Deus" (S. Ireneu de Lião, "Contra as Heresias V,19,1", 189 aD).
  • "Apesar de permanecer virgem enquanto carregava um filho em seu ventre, a serva e obra da sabedoria divina tornou-se a Mãe de Deus" (Efraim o Sírio, "Canções de Louvor 1,20", 351 aD).
  • "O Verbo gerado do Pai do céu, inexpressavelmente, inexplicavelmente, incompreensivelmente e de maneira eterna, nasceu há tempos atrás da Virgem Maria, a Mãe de Deus" (S. Atanásio, "A Encarnação do Verbo de Deus 8", 365 dC).
  • "Se alguém disser que a Santa Maria não é a Mãe de Deus, ele está em divergência com Deus. Se alguém declarar que Cristo passou pela Virgem como se passasse por um canal, e que não se desenvolveu divina e humanamente nela - divina porque não houve a participação de um homem, e humanamente segundo a lei da gestação - tal pessoa é também herege" (S. Gregório de Nanzianzo, "Carta ao Sacerdote Cledônio", 382 dC).
  • "Ajuda-nos a compreender os termos "primogénito" e "unigénito" quando o Evangelista diz que Maria permaneceu Virgem "até que deu à luz ao seu filho primogénito" [Mt 1,25]. Nada fez Maria, que é honrada e louvada acima de todas as outras: não se relacionou com ninguém, nem jamais foi Mãe de qualquer outro filho; mas, mesmo após o nascimento do seu filho [único], ela permaneceu sempre e para sempre uma virgem imaculada" (Dídimo o Cego, "A Trindade 3,4", 386 dC.).
  • "Entre todas as mulheres, Maria é a única a ser, ao mesmo tempo, Virgem e Mãe, não somente segundo o espírito, mas também pelo corpo. Ela é mãe conforme o espírito, não d'Aquele que é nossa Cabeça, isto é, do Salvador do qual ela nasceu, espiritualmente. Pois todos os que nele creram - e nesse número ela mesma se encontra - são chamado, com razão, "filhos do Esposo" [Mt 9,15]. Mas, certamente, ela é a mãe de seus membros, segundo o espírito, pois cooperou com seu amor para que nascessem os fiéis na Igreja - os membros daquela divina Cabeça - da qual ela mesma é, corporalmente, a verdadeira mãe" (S. Agostinho, "A Virgindade Consagrada 6,6", 401 dC).
  • "Entretanto, quando eles perguntaram: 'Maria é a mãe de um homem ou a Mãe de Deus?', nós redundemos: 'De ambos'. O primeiro pela natureza do que ocorreu e o segundo pela relação. Mãe de um homem porque era ser humano que estava e que saiu do ventre de Maria; e Mãe de Deus porque o homem que nasceu era o próprio Deus" (Teodoro de Mopsuéstia, "A Encarnação 15", 405 dC).
  • "Agora, herético, dirás (qualquer um de vocês que negar que Deus nasceu da Virgem) que Maria, a Mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, não pode ser chamada de Mãe de Deus, mas somente de Mãe de Cristo e não de Deus, porque nenhuma mulher - afirmarás - pode dar à luz a alguém mais velho do que ela própria. A respeito deste estúpido argumento [...] deixe-nos provar por testemunhos divinos de que tanto Cristo é Deus como Maria é a Mãe de Deus" (João Cassiano, "Sobre a Encarnação de Cristo contra Nestório 2,2", 429 dC).
  • "O próprio Verbo, vindo por sua vontade à Bem-Aventurada Virgem, assumiu para si o seu próprio templo da substância da Virgem e saindo dela, fez-se completamente homem de modo que todos pudessem vê-lo externamente, mas sendo verdadeiramente Deus internamente. Portanto, Ele preservou sua Mãe virgem mesmo depois dela ter dado à luz" (S. Cirilo de Alexandria, "Contra aqueles que não desejam professar que a Santa Virgem é a Mãe de Deus 4", 430 dC).
  • "Assim como os marinheiros são guiados ao porto por uma estrela, também os Cristãos são guiados ao céu por Maria" (S. Tomás de Aquino).
Fonte do texto

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

AVÉ, MARIA, MÃE DE JESUS! De Ti, Maria, não me esqueço!



Uns anos, atrás, quando era um menino de 6, 7 anos, ouvi esta música e ficou-me marcada na cabeça.

Os anos passaram e eu nunca mais a ouvi nem me lembrei dela.

Hoje, em pesquisas na Internet, volto a ouvi-la (em português do Brasil)...e faz muito mais sentido que há 17 anos atrás...


"Eu era pequeno, nem me lembro,
Só lembro que, à noite, ao pé da cama,
Juntava as maõzinhas e rezava apressado,
Mas rezava como alguém que ama.

Nas Avé-Marias que eu rezava,
Eu sempre engolia umas palavras,
E muito cansado, acabava dormindo,
Mas dormia como quem amava!

Avé, Maria, Mãe de Jesus!
O tempo passa, não volta mais.
Tenho saudades daquele tempo,
Que eu Te chamava de minha Mãe!
Avé, Maria, Mãe de Jesus!
Avé, Maria, Mãe de Jesus!

Depois fui crescendo, eu me lembro,
E fui esquecendo a nossa amizade.
Chegava a casa chateado e cansado,
E rezar, não tinha nem vontade.

Andei duvidando, eu me lembro,
Das coisas mais puras que me ensinaram.
Perdi o costume da criança inocente
Minhas mãos quase não se juntavam.

Avé, Maria, Mãe de Jesus!
O tempo passa, não volta mais.
Tenho saudades daquele tempo,
Que eu Te chamava de minha Mãe!
Avé, Maria, Mãe de Jesus!
Avé, Maria, Mãe de Jesus!

O Teu amor cresce com a gente,
A Mãe nunca esquece o filho ausente.
Eu chego a casa chateado e cansado,
Mas eu rezo como antigamente.

As Avé-Marias que hoje eu rezo,
Esqueço as palavras e adormeço.
E, embora cansado, sem rezar como eu devo,
Eu de Ti, Maria, não esqueço!

Avé, Maria, Mãe de Jesus!
O tempo passa, não volta mais.
Tenho saudades daquele tempo,
Que eu Te chamava de minha Mãe!
Avé, Maria, Mãe de Jesus!
Avé, Maria, Mãe de Jesus!"