quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

A beleza da Criação de Deus

“No princípio, Deus criou os céus e a terra“. (Génesis 1:1)


Nesta noite, de 5 para 6 de Agosto, poderá assistir-se a um eclipse lunar penumbral.

Não é segredo para ninguém que tudo o que envolve a Astronomiasempre me fascinou, ao ponto de perder noites, principalmente no Verão, com o meu modesto telescópio e binóculos a escrutinar o céu. Eclipses, movimentos das estrelas, meteoros ('chuva de estrelas'), entre outras tantas coisas que se podem observar no céu numa só noite (não, não falo de OVNI's...lol...), são motivos mais que válidos, para mim, para perder umas tantas horinhas de sono!

O fenómeno mais fascinante, para mim, depois de uma Aurora Boreal, é um eclipse solar. Já os eclipses lunares, além de não terem propriamente nada de espectacular, talvez por ocorrerem durante a noite (sempre gostei da noite, do crepúsculo, mais que o amanhecer ou o dia), são mais discretos, mas tremendamente belos.

A beleza de ver a Lua a entrar na sombra projectada pela Terra, escurecendo, ficando azulada e, no máximo do eclipse, com uma cor avermelhada é indescritível!

Esta noite, porém, o eclipse que ocorre é do tipo penumbral, ou seja, apenas uma pequena parte da Lua Cheia fica escurecida com a sombra da Terra. Nada de espectacular, portanto, mas um evento igualmente digno de se ver, para os amantes destas coisas celestes, como eu...

Um eclipse lunar é um fenómeno celeste que ocorre quando a Lua penetra totalmente ou parcialmente o cone de sombra projectado pela Terra, em geral sendo visível a olho nu. Isto ocorre sempre que o Sol, a Terra e a Lua se encontram próximos ou em perfeito alinhamento, estando a Terra no meio destes outros dois corpos.
Por isso o eclipse lunar só pode ocorrer quando coincidem a fase de Lua cheia e a passagem dela pelo seu nodo orbital. Este último evento também é responsável pelo tipo e duração do eclipse.

Os eclipses lunares podem ser classificados de acordo com a parte da Lua que é obscurecida pela sombra da Terra, e por qual parte da sombra da Terra ela é obscurecida.

A sombra projectada pela Terra possui duas partes denominadas umbra e penumbra. A umbra é uma região em que não há iluminação directa do Sol e a penumbra é uma região em que apenas parte da iluminação é bloqueada.

Os eclipses penumbrais ocorrem quando a Lua entra na região de penumbra, o que na prática resulta numa variação do brilho da Lua que dificilmente é notada. Se a Lua entra inteiramente na região de penumbra ocorre o raro eclipse penumbral total que pode gerar um gradiente de luminosidade visível, estando a Lua mais escura na região que se aproxima mais da umbra.

Quando a Lua entra na região da umbra podem ocorrer os eclipses lunares parcial e total. O eclipse parcial ocorre quando apenas parte da Lua é obscurecida pela sombra da Terra e o total quando toda a face visível da Lua é obscurecida pela umbra. Este obscurecimento total pode durar até 107 minutos e é mais longo quando a Lua está próxima de seu apogeu, ou seja, quando sua distância da Terra é o maior possível.

E pronto, dou por mim a olhar para o céu, a admirar a grandiosidade do Universo, os milhares de milhões de galáxias, cada uma com biliões de estrelas. Numa destas galáxias, chamada de Via Láctea, numa extremidade quase esquecida, existe uma estrela a que chamamos de Sol, com um conjunto de planetas a orbitar em seu redor. E num desses planetas, um grão de poeira no meio deste Universo imenso, habitamos nós, que dificilmente nos apercebemos do quão pequeninos somos no meio desta imensidão...

E enfim, por muito que se saiba, que se perceba de como estes fenómenos ocorrem, por muito que compreendamos as leis pelas quais o Universo se rege, mais certo que um relógio, essa ciência nunca é suficiente para explicar e compreender o fascínio que nos suscita (a mim e outros como eu) a observação do céu.

Mas uma coisa é certa. Quanto mais se sabe acerca de como isto tudo "está feito", de como isto tudo ocorre, mais certezas se tem que tal beleza não pode existir simplesmente por acaso.

O que me leva a admirar o céu ainda mais, pois reflectindo nisto tudo, olha-se para esta imensidão como uma magnífica obra que saiu das 'mãos' de um Autor Magnífico.

É inconcebível e incompreensível, para mim, neste momento, admirar a beleza que tenho à frente dos meus olhos e pensar que foi 'por acaso' que todo este Universo, que me inclui, surgiu.

Sem querer entrar em discussões sobre teorias criacionistas/evolucionistas, resta-me dizer que olho para o céu, neste momento, e admiro-o simplesmente como uma magnífica obra de Deus.

Salmo 65 (66)

Aclamai a Deus, terra inteira,
Cantai a glória do seu nome,
Celebrai os seus louvores,
Dizei a Deus: «Maravilhosas são as vossas obras.

Ante a grandeza do vosso poder,
Curvam-se os vossos inimigos.
A terra inteira Vos adore e celebre,
Entoe hinos ao vosso Nome».

Vinde contemplar as obras de Deus,
Admirável na sua acção pelos homens:
Mudou o mar em terra firme,
Atravessaram o rio ao pé enxuto.

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