sábado, 4 de abril de 2009

Semana Santa

"Convém que meditemos naquilo que nos revela a morte de Cristo, sem ficarmos nas formas exteriores ou em fases estereotipadas. É necessário que nos metamos de verdade nas cenas que vivemos durante estes dias da Semana Santa: a dor de Jesus, as lágrimas de sua Mãe, a debandada dos discípulos, a fortaleza das santas mulheres, a audácia de José e Nicodemos, que pedem a Pilatos o corpo do Senhor. Aproximemo-nos, em suma, de Jesus morto, dessa Cruz que se recorta sobre o cume do Gólgota.

Mas aproximemo-nos com sinceridade, sabendo encontrar o recolhimento interior que é sinal de maturidade cristã. Os acontecimentos, divinos e humanos, da Paixão penetrarão desta forma na alma como palavra que Deus nos dirige para desvelar os segredos do nosso coração e revelar-nos aquilo que espera das nossas vidas.

Há já muitos anos, vi um quadro que se gravou profundamente no meu intimo. Representava a Cruz de Cristo e, junto ao madeiro, três anjos: um chorava desconsoladamente; outro tinha um cravo na mão, como para se convencer de que aquilo era verdade; o terceiro estava recolhido em oração. Eis um programa sempre actual para cada um de nós: chorar, crer e orar.

Perante a Cruz, dor dos nossos pecados, dos pecados da Humanidade, que levaram Jesus à morte; fé, para penetrarmos nessa verdade sublime que ultrapassa todo o entendimento e para nos maravilharmos com o amor de Deus; oração, para que a vida e a morte de Cristo sejam o modelo e o estímulo da nossa vida e da nossa entrega. Só assim nos chamaremos vencedores! Porque Cristo ressuscitado vencerá em nós, e a morte transformar-se-á em vida."

(São Josemaria Escrivá, Livro Cristo que Passa - A Morte de Cristo, Vida do Cristão, ponto 101)

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A Cruz de Cristo e o sofrimento humano

Fala-nos São Josemaria Escrivá:

"Não esqueçamos também que, mesmo que consigamos atingir um estado razoável de distribuição dos bens e uma harmoniosa organização da sociedade, não há-de desaparecer a dor da doença, da incompreensão ou da solidão, a dor da experiência dos nossas próprias limitações. Em face dessas penas, o cristão só tem uma resposta autêntica, uma resposta definitiva: Cristo na Cruz, Deus que sofre e que morre, Deus que nos entrega o seu Coração, aberto por uma lança, por amor a todos.

Nosso Senhor abomina as injustiças e condena quem as comete. Mas, como respeita a liberdade das pessoas, permite que existam. Deus Nosso Senhor não causa a dor das criaturas, mas tolera-a como parte que é - depois do pecado original - da condição humana. E, no entanto, o seu Coração, cheio de amor pelos homens, levou-O a tomar sobre os seus ombros, juntamente com a Cruz, todas essas torturas: o nosso sofrimento, a nossa tristeza, a nossa angústia, a nossa fome e sede de justiça.

A doutrina cristã sobre a dor não é um programa de fáceis consolações. Começa logo por ser uma doutrina de aceitação do sofrimento, inseparável de toda a vida humana. Não vos posso esconder - e com alegria pois sempre preguei e procurei viver a verdade de que, onde está a Cruz está Cristo, o Amor - que a dor apareceu muitas vezes na minha vida; e mais de uma vez tive vontade de chorar. Noutras ocasiões, senti crescer em mim o desgosto pela injustiça e pelo mal. E soube o que era a mágoa de ver que nada podia fazer, que, apesar dos meus desejos e dos meus esforços, não conseguia melhorar aquelas situações iníquas.

Quando vos falo de dor, não vos falo apenas de teorias. Nem me limito a recolher uma experiência de outros, quando vos confirmo que, se sentis, diante da realidade do sofrimento, que a vossa alma vacila algumas vezes, o remédio que tendes é olhar para Cristo. A cena do Calvário proclama a todos que as aflições hão-de ser santificadas, se vivermos unidos à Cruz. Porque as nossas tribulações, cristãmente vividas, se convertem em reparação, em desagravo, em participação no destino e na vida de Jesus, que voluntariamente experimentou, por amor aos homens, toda a espécie de dores, todo o género de tormentos. Nasceu, viveu e morreu pobre; foi atacado, insultado, difamado, caluniado e condenado injustamente; conheceu a traição e o abandono dos discípulos; experimentou a solidão e as amarguras do suplício e da morte.

Ainda agora, Cristo continua a sofrer nos seus membros, na Humanidade inteira que povoa a Terra e da qual Ele é Cabeça e Primogénito e Redentor.A dor entra nos planos de Deus. Ainda que nos entendê-la, é esta a realidade. Também Jesus, como homem, teve dificuldade em admiti-la: Pai, se é possível, afasta de Mim este cálice! Não se faça, porém, a minha vontade, mas a tua! Nesta tensão entre o sofrimento e a aceitação da vontade do Pai, Jesus vai serenamente para a morte, perdoando aos que O crucificaram.

Ora, esta aceitação sobrenatural da dor pressupõe, por outro lado, a maior conquista. Jesus, morrendo na Cruz, venceu a morte. Deus tira da morte a vida. A atitude de um filho de Deus não é a de quem se resigna à sua trágica desventura; é, sim, a satisfação de quem já antegoza a vitória. Em nome desse amor vitorioso de Cristo, nós, os cristãos, devemos lançar-nos por todos os caminhos da Terra, para sermos semeadores de paz e de alegria, com a nossa palavra e nossas obras. Temos de lutar - é uma luta de paz - contra o mal, contra a injustiça, contra o pecado, para proclamarmos assim que a actual condição humana não é a definitiva; o amor de Deus, manifestado no Coração de Cristo, conseguirá o glorioso triunfo espiritual dos homens."

Livro Cristo que Passa - O Coração de Cristo, Paz dos Cristãos, ponto 168

AVE, CRUX SANCTA!

Ave, crux sancta, virtus nostra.
Ave, cruz adoranda, laus et gloria nostra.
Ave, crux, auxilium et refugium nostrum.
Ave, crux, consolatio omnium moerentium;

Salve, crux, victoria et spes nostra;
Salve, crux, defensio et vita nostra.
Salve, crux, redemptio et liberatio nostra.
Salve, crux, signum salutis, atque inexpugnabilis murus contra omnem virtutem inimici.

Sit mihi crux semper spes Christianitatis meae.
Sit mihi crux resurrectio mortis meae.
Sit mihi crux triumphus adversus daemones.
Sit mihi crux mater consolationis meae.
Sit mihi crux requies tribulationis meae.
Sit mihi crux baculus senectutis meae.
Sit mihi crux medicina aegrotationis meae.
Sit mihi crux protectio nuditatis meae.
Sit mihi crux consolatio vitae meae.
Sit mihi crux in omnibus angustiis meis solatium.
Sit mihi crux remedium in tribulationibus meis.
Sit mihi crux in infirmitatibus meis medicamentum, atque contra omnia adversa tutamentum.
Amen

Palhaçadas da vida real

Notícia G1:

"Um político italiano fez um protesto bem-humorado (correcção: um protesto completamente ordinário, infantil, reles e perverso) em resposta a recente declaração do Papa Bento XVI sobre a eficácia (?) dos preservativos.

O local da manifestação foi simbólico: a Praça da República, diante da Igreja Santa Maria degli Angelis, em Roma. Ele distribuiu camisinhas para quem passava pela rua e até mesmo para quem passava de carro. (Que coisa mais bonita... Uma palhaçada autêntica. Mas não há vergonha na cara para esta gente ordinária?)

Foi a forma que o político encontrou para provocar Bento XVI e a Igreja Católica (valha-nos que, como diz o povo, 'as vozes de burro não chegam ao Céu'!), que são contra o uso de preservativos. Na viagem à África no mês passado, o Papa afirmou que a camisinha não previne a AIDS e pode até mesmo agravar o problema. Segundo o autor do manifesto, porém, a camisinha é um sinal de respeito pelo parceiro (expliquem-me como é que o santo látex, canonizado por esta gente fiel à promiscuidade é um sinal de "respeito pelo parceiro"... ridículo) e uma forma de sexo seguro."

Enfim, este tipo de atitudes, paranóicas, ignorantes e infantis, com palhaços a armarem-se em gente crescida, bem como as imagens nauseantes e blasfemas como a apresentada aqui, nem deviam merecer comentários.

Que fique ao menos denunciada a estupidez destes energúmenos e os ataques à Igreja Católica e ao Santo Padre. Felizmente, ela mantém-se fiel ao depósito de Fé que lhe foi confiado, por muito que uivem os lobos...

E cada vez mais eles se ouvem...
Estejamos preparados para combater o bom combate.

Pela Igreja, por Deus!

Mater Ecclesiae, ora pro nobis!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Há quanto tempo não te abeiras do confessionário?

Como fazer uma boa Confissão?

Retirado do website da Paróquia de Nossa Senhora Porta do Céu, Telheiras - Lisboa

Confessar-se é uma das coisas que mais felicidade comunica à alma. Recebemos um cúmulo de graças destinadas àquelas faltas de que nos acusámos e aos defeitos que lhes estão na origem. A alma fica cheia de paz e o amor de Deus que sempre perdoa é-lhe mais manifesto.

No entanto, nem sempre é fácil fazer uma boa Confissão. Por vezes parece-nos que não encontramos nada para acusar. Noutras ocasiões a vergonha complica-nos terrivelmente. Há momentos em que não estamos certos do arrependimento porque nos parece que tínhamos razão.

Para fazer uma boa Confissão requer-se que nos detenhamos antes a examinar a própria consciência. Pedimos luz ao Espírito Santo e reservamos algum tempo, diante do Santíssimo, se possível. Se temos um registo diário do nosso exame recorremos a ele. Ao ler esses apontamentos pensamos na causa dos pecados para assim ir à raíz do mal. Se não temos recorremos a um formulário com perguntas de exame para nos ajudar.

A seguir procuramos formular um propósito de não voltar a cometer os pecados que vimos no exame. É aqui que pode surgir a dúvida sobre o arrependimento: temos que distinguir, nos casos duvidosos, aquilo que foi culpa nossa daquela parte que cabe a algum defeito dos outros, e propor-nos a emenda daquilo que nos diz respeito.

Vem então a dor ou contrição. Devemos pensar que não se trata de um erro mas de uma ofensa feita a Deus, que é infinitamente bom e que nos ama. É aqui que a alma se deve deter. Quanto mais fundo for o seu arrependimento mais sincera a sua Confissão, mais graça recebe, mais alegria, e mais libertação do pecado.

Depois chega o momento da Confissão. É bom pensar que, qualquer que seja o sacerdote, quem está a ouvir-nos é Cristo, que actua através do ministro. Nesta altura pode ser bom pedir ajuda, caso nos custe revelar algum pecado ou caso não tenhamos ainda noção clara do motivo de um pecado.

Finalmente cumprimos a penitência. Se nos foi dado um conselho procuramos gravá-lo na alma e até pode ser bom registá-lo para nos lembrarmos mais tarde. Agradecemos a Deus a sua bondade para connosco e renovamos o propósito que já tínhamos formulado.

(http://coisaspracticas.blogspot.com/2007/02/como-fazer-uma-boa-confisso.html)


PROPOSTA DE EXAME DE CONSCIÊNCIA

(Sugerido no website do Padre Duarte Sousa Lara, em http://www.santidade.net/folhetos/Exame_adultos.pdf)

Oração Inicial:

Ó divino Espirito Santo, vinde sobre mim e iluminai-me com a Vossa luz para poder reconhecer os meus pecados que são a causa da morte na cruz de Jesus Cristo a quem tanto amo. Ajudai-me também a arrepender- me sinceramente e dai-me força para não os cometer nunca mais.
Amen.

Exame Inicial:

Há quanto tempo não me confesso?
Escondi conscientemente, por vergonha, algum pecado grave em alguma confissão precedente?
Comunguei em pecado mortal? (este é um pecado gravíssimo!)
Respeitei o jejum eucarístico?
Estou verdadeiramente arrependido dos meus pecados e luto para não pecar mais?

Exame de Consciência:

1º Mandamento : Adorar a Deus e amá-Lo sobre todas as coisas.

  • Tenho posto em dúvida ou negado, deliberadamente, alguma verdade de fé?
  • Li algum livro contra a religião?
  • Abandonei os meios necessários para a salvação (oração, sacramentos)?
  • Tenho procurado adquirir formação religiosa, de acordo com a minha condição?
  • Faltei ao respeito das coisas santas (por ex. omitindo a genuflexão diante do Sacrário), da Igreja ou dos seus Ministros?
  • Rezo e frequento os sacramentos de má vontade?
  • Recebi indignamente algum sacramento?
  • Sou supersticioso? Pratiquei a magia, o espiritismo ou fui à bruxa? Pratiquei a advinhação através da astrologia, do jogo do copo, do pêndulo, das cartas do tarôt, da leitura da palma da mão ou coisas semelhantes?
  • Acreditei em horóscopos?
  • Usei amuletos como a ferradura, o corno, os cristais ou coisas semelhantes?
  • Acreditei nas "energias", no NewAge, na reencarnação, no Reiki, ou em coisas semelhantes?
  • Usei coisas, li textos, ou ouvi músicas que invocam explicitamente o demónio?
  • Revolto-me contra Deus nas minhas tribulações
  • Nego ou ponho em duvida de alguma verdade revelada por Deus?

2º Mandamento : Não invocar o Santo nome de Deus em vão.

  • Blasfemei ou disse palavras injuriosas contra Deus, contra os Santos ou contra as coisas santas?
  • Jurei sabendo que era falso o que prometia?
  • Jurei fazer alguma coisa que não é justa ou lícita?
  • Reparei os prejuízos que daí tenham decorrido?
  • Deixei de cumprir algum voto ou promessa grave?


3º Mandamento : Santificar os Domingos e festas de Guarda.

  • Faltei à Missa ao Domingo ou festa de Guarda?
  • Trabalhei ou mandei trabalhar nesses dias sem necessidade urgente?
  • Creio em tudo o que a Santa Igreja Católica ensina?
  • Discuti os seus mandamentos que são mandamentos de Cristo?
  • Guardei abstinência nas sextas-feiras de acordo com a Conferência Episcopal (por exemplo, não comendo carne, doces ou não vendo televisão, dedicando assim mais tempo à oração)?
  • Jejuei Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa?
  • Confessei-me pelo menos uma vez ao ano?
  • Comunguei durante o tempo estabelecido para cumprir o preceito Pascal?

4º Mandamento : Honrar pai e mãe e os outros legítimos superiores

  • Obedeci aos meus pais e legítimos superiores? Manifestei-
    lhes o devido amor e respeito? Entristeci-os?
  • Zanguei-me com os meus irmãos? Maltratei-os?
  • Dei maus exemplos aos meus filhos ou subordinados, não cumprindo os meus deveres religiosos, familiares ou profissionais?
  • Corrigi com firmeza os seus defeitos ou descuidei-me nisso por comodidade? Ameacei-os, maltratei-os ou prejudiquei-os com palavras ou obras, ou desejei-lhes algum mal, grave ou leve?
  • Sacrifiquei os meus gostos, caprichos, passatempos, etc., para cumprir o dever de me dedicar à minha família?
  • Evitei os conflitos com os filhos não dando importância demasiada a miudezas que se podem vencer com o tempo e o bom humor?
  • Fui amável com os estranhos e, ao contrário, pouco amável na vida de família?
  • Discuti com o meu marido (a minha mulher)?
  • Evitei repreendê-lo(a) ou discutir diante dos filhos? Tenho-
    lhe faltado ao respeito? Tenho, com isto dado mau exemplo?
  • Deixei muito tempo sozinho(a) o meu marido (a minha
    mulher)?
  • Tenho procurado aumentar a fé na Providência, esforçando-me ao mesmo tempo por ganhar o dinheiro suficiente para poder ter ou educar mais filhos?
  • Deixei de ajudar, dentro das minhas possibilidades, os
    meus familiares nas suas necessidades espirituais ou materiais?

5º Mandamento : Não matar nem causar outro dano no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo

  • Causei prejuízos ao próximo com palavras ou com obras? Desejei-lhe mal?
  • Manifestei ódio ou rancor a alguém? Perdoei de todo o coração as ofensas que recebi?
  • Deixei de falar ou nego a saudação a alguém?
  • Escandalizei o próximo, incitando-o a pecar, com as minhas conversas, o meu modo de vestir, convidando-o para assistir a algum espectáculo mau ou emprestando-lhe algum livro ou revista maus?
  • Procurei reparar o mal causado pelo escândalo?
  • Cheguei a ferir ou a tirar a vida ao próximo? Colaborei, de algum modo, em actos que ocasionassem a morte de um inocente?
  • Pratiquei, aconselhei ou facilitei o crime grave do aborto?
  • Fui gravemente imprudente na condução de veículos motorizados?
  • Deixei-me vencer pela ira?
  • Cometi algum atentado contra a minha vida? Embriaguei-me ou, levado pela gula, comi mais do que devia?
  • Tomei drogas?
  • Preocupei-me eficazmente pelo bem do próximo, advertindo-o de algum grave perigo material ou espiritual, em que se encontrava ou corrigindo-o como exige a caridade
    cristã?

6º e 9º Mandamentos : Guardar castidade nas palavras e nas obras. Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.

  • Consenti em pensamentos e desejos impuros?
  • Fixei o olhar, falei ou li coisas desonestas?
  • Pratiquei acções impuras? Sozinho (masturbação) ou acompanhado (adultério, fornicação, "curtir", procurando o prazer sexual fora de uma relação conjugal)?
  • Cometi pecado sensual contra a natureza (ex. homossexualismo)?
  • Havia alguma circunstância - de parentesco, matrimónio, consagração a Deus, ou menoridade - que tornassem mais grave aquela acção?
  • Assisti a espectáculos ou conversas que me colocaram numa situação próxima do pecado?
  • Tenho em conta que expor-me a essa ocasião já é um pecado?
  • Vi pornografia através da internet, revistas, filmes, etc.?
  • Antes de assistir a um espectáculo ou de ler um livro ou uma revista, procuro informar-me sobre a sua classificação moral para evitar a ocasião de pecado ou o perigo de deformação da consciência que pode ocasionar-me?
  • Usei do matrimónio indevidamente (sexo oral, sexo anal, etc.)?
  • Neguei ao meu cônjuge os seus direitos? Uso do matrimónio somente naqueles dias em que julgo não poder haver descendência?E actuo deste modo sem razões
    graves?
  • Tomei remédios ou usei de outros meios artificiais para evitar os filhos? Aconselhei outros a tomá-los?
  • Faltei à fidelidade conjugal por pensamentos e acções?
  • Mantenho amizades que são ocasião habitual deste pecado
    de infidelidade? Estou disposto(a) a abandoná-las?
  • Visto-me com decência ou sou provocante pondo em evidência aquelas partes do meu corpo que mais chamam a atenção do sexo oposto?


7º e 10º Mandamentos : Não furtar nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo. Não cobiçar as coisas alheias.

  • Roubei algum objecto ou alguma quantia em dinheiro?
  • Reparei os prejuízos causados ou restituí as coisas roubadas na medida das minhas possibilidades?
  • Defraudei a minha mulher (o meu marido nos seus bens)?
  • Paguei aos outros os salários devidos pelo seu trabalho?
  • Cumpri rigorosamente os meus deveres sociais: o pagamento de seguros, impostos, etc.?
  • Desrespeitei os direitos de autor, copiando livros, software, filmes ou músicas?
  • Dei o meu apoio a programas de acção social e política imorais e anticristãos?
  • Prejudiquei, de algum modo, o próximo nos seus bens?
  • Enganei o próximo cobrando, mais do que o justo ou combinado? Reparei o prejuízo causado?
  • Trabalhei como devia, com honradez e sentido de responsabilidade?
  • Deixei, por preguiça, que se produzissem graves prejuízos no meu trabalho?
  • Realizei o meu trabalho lembrado de que a Deus não se oferecem coisas mal
    feitas?
  • Facilito o trabalho dos outros ou estorvo-o de alguma maneira, como, por exemplo, com discussões, interrupções, derrotismos, etc.?
  • Abusei da confiança dos meus superiores?
  • Tolerei abusos ou injustiças que tinha obrigação de impedir?
  • Fiz acepção de pessoas ou manifestei favoritismos?
  • Gastei mais do que permitem as minhas possibilidades, sobrecarregando, injustamente, o orçamento familiar?
  • Deixei de prestar à Igreja a ajuda conveniente? Dei esmolas de acordo coma minha condição económica?
  • Aceitei, com sentido cristão, a carência de coisas necessárias?

8º Mandamento : Não levantar falsos testemunhos nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo.

  • Minto habitualmente com a desculpa de que se tratar de coisas de pouca importância?
  • Revelei, sem motivo justo, defeitos graves alheios que, embora reais, são desconhecidos?
  • Reparei de algum modo os prejuízos causados, por exemplo, falando dos aspectos positivos dessa pessoa?
  • Caluniei, atribuindo ao próximo defeitos que não eram verdadeiros?
  • Já reparei os males causados ou estou disposto disposto a fazê-lo?
  • Disse mal dos outros - de pessoas ou instituições - baseando-me apenas nos boatos de: “contaram-me” ou no “diz-se”? Por outras palavras: colaborei na calúnia ou na
    murmuração?
  • Tenho presente que a diversidade de opiniões políticas, profissionais ou ideológicas, não deve ofuscar-me até ao ponto de julgar ou falar mal do próximo, e que essas divergências não são motivo para manifestar os seus defeitos morais, a menos que o exija o bem comum?
  • ACTO DE CONTRIÇÃO

    Meus Deus, pesa-me de todo o coração e arrependo-me do mal que pratiquei e do bem que deixei de fazer, porque, pelos meus pecados, Vos ofendi a Vós, que sois o sumo bem, digno de ser amado sobre todas as coisas. Proponho firmemente, com o auxílio da vossa graça, fazer penitência, não mais tornar a pecar e fugir das ocasiões de pecado. Senhor, pelos merecimentos da paixão de nosso Salvador Jesus Cristo, tende compaixão de mim. Ámen.

    Recordando o Santo Padre João Paulo II

    Há quatro anos atrás o Papa João Paulo II falecia em Roma às 20h37 (hora portuguesa), enquanto na praça de São Pedro milhares de fiéis rezavam em silêncio pelo Sumo Pontífice.

    Extracto da homilia do Cardeal Joseph Ratzinger nos funerais do Papa João Paulo II, a 8 de Abril de 2005:

    Segue-me! Em Outubro de 1978 o Cardeal Wojtyla escutou novamente a voz do Senhor. Renova-se o diálogo com Pedro no Evangelho desta celebração: “Simão, filho de João, Amas-me? Apascenta as minhas ovelhas!”

    À pergunta do Senhor: “Karol amas-me?”, o Arcebispo de Cracóvia respondeu do mais profundo do seu coração: “Senhor, tu sabes tudo: Tu sabes que te amo”.

    O amor a Cristo foi a força dominante do nosso amado Santo Padre. Quem o viu rezar, quem o ouviu pregar, sabe-o. E assim, graças a este profundo enraizamento em Cristo, pôde levar um peso superior às forças puramente humanas: Ser pastor do rebanho de Cristo, da sua Igreja universal. Ele interpretou para nós o mistério pascal como um mistério da Divina Misericórdia.

    Escreve no seu último livro: O limite imposto ao mal “é em definitiva a divina misericórdia” (Memória e Identidade”, pág. 70). E reflectindo sobre o atentado diz: “Cristo, sofrendo por todos nós, deu um novo sentido ao sofrimento; inseriu-o numa nova dimensão, numa nova ordem: aquela do amor… é o sofrimento que queima e consome o mal com a chama do amor e traz também ao pecado uma multiforme renovação de bem” (pág. 199). Animado por esta visão, o Papa sofreu e amou em comunhão com Cristo e por isso a mensagem do seu sofrimento e do seu silêncio foi tão eloquente e fecunda.

    Na Divina Misericórdia, o Santo Padre encontrou o reflexo puro da misericórdia de Deus em Maria, Sua Mãe. Ele, que tinha perdido a sua em tenra idade, tanto mais amou a Mãe divina. Ouviu as palavras do Senhor crucificado como ditas a ele pessoalmente: “Aqui tens a tua mãe!”. E procedeu como o discípulo predilecto: acolheu-a no íntimo do seu ser (Jo 19, 27): Totus tuus. E da mãe aprendeu a conformar-se com Cristo.

    Para todos nós permanece como inolvidável o último domingo de Páscoa da sua vida, o Santo Padre, marcado pelo sofrimento, acercou-se ainda uma vez da sua janela do Palácio Apostólico e uma última vez deu a bênção “Urbi et orbi”. Podemos estar certos de que o nosso amado Papa está agora na janela da casa do Pai, vê-nos e abençoa-nos.

    Sim, abençoa-nos, Santo Padre. Nós encomendamos a tua querida alma à Mãe de Deus, tua Mãe, que te guiou em cada dia e te guiará agora à glória eterna do Seu Filho, Jesus Cristo nosso Senhor.
    Ámen.

    +
    Fidelium animae per misericordiam Dei
    requiescant in pace.

    quarta-feira, 1 de abril de 2009

    Aos jovens homossexuais

    É difícil para um jovem católico como eu falar aos jovens homossexuais sobre a homossexualidade. Primeiro porque, muito por culpa dos media e dos inimigos da Santa Religião,ainda se pensa que a Igreja discrmina as pessoas com esta tendência. Esta ideia errada, aliada ao não conhecimento do Catecismo da Igreja Católica, incute no homossexual católico sentimentos confusos, pois vive na ansiedade e na angústia de não estar a viver rectamente de acordo com os preceitos de Deus e da Sua Igreja e, ao mesmo tempo, de não se sentir bem consigo mesmo.

    Assim, é difícil explicar o que a Igreja recomenda a estas pessoas, chamadas à santidade como todos. Quando usamos (e eu também as uso) palavras mais ásperas contra o homossexualismo, é exactamente contra ele que me pronuncio e não contra os homossexuais enquanto pessoas. É contra a imposição da homossexualidade como “normal”. A ajuda aos homossexuais não pode passar por “normalizar” uma coisa que nunca o foi, não é e não o será. É daquelas coisas que não são votadas ou decididas por ninguém. É a natureza humana. E a natureza e a dignidade humana manifestam-se, entre outras coisas, pela união de homem e mulher, num sentido unitivo e procriativo.

    Há homossexuais que o são desde sempre. Há os que descobrem esta tendência desordenada mais tarde. Há os que o são apenas por moda. Seja qual for o caso, todos são chamados à santidade e à salvação, desde que procurem sinceramente na Igreja uma ajuda – valiosa! – que lhes permita viver, dentro dos limites da sua condição, uma vida de santidade e felicidade. Mas para isso tem de se estar decidido a amar muito a Nosso Senhor e à Santíssima Virgem. O amor a Deus e a Nossa Senhora, exemplo perfeito se santidade, castidade, sacrifício e obediência é um passo muito importante para um homossexual católico viver na Lei do Senhor.

    Que fique esclarecido: A Igreja ama os homossexuais. A Igreja acolhe as pessoas com tendência homossexual, como acolhe todo aquele que se deixar embalar por esta mãe. Acolhe-os por serem pessoas humanas, com uma dignidade igual à de todas as outras. A Igreja não fecha as portas a ninguém que verdadeira e sinceramente nela quiser encontrar abrigo e ajuda.

    Do Catecismo da Igreja Católica:

    §2358 Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objectivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa da sua condição.

    §2359 As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.

    A Igreja entende que a homossexualidade traz em si causas complexas e não exclui do seu meio àqueles que lutam por uma normalidade. O que a Igreja nunca aceitará é a prática homossexual – o homossexualismo. O mal, o pecado não está no facto de se ter esta tendência homossexual. É a prática é o que caracteriza o erro. Entendendo isso, ao jovem homossexual só resta uma saída: viver a castidade, ou seja, não manter relação sexual com ninguém. A castidade, quando bem vivida, pode fortificar a resolução do jovem em evitar a prática homossexual.

    Para quem já caiu no erro, Nosso Senhor oferece, através da Sua Igreja, um excelente remédio: o Sacramento da Penitência. Uma confissão sincera, feita com um sacerdote amigo, pode ajudar o jovem a buscar uma saída segura e feliz. Quase sempre esta saída significará um sacrifício para a pessoa. Mas lembremos que as dificuldades nos fortalecem e quando são vencidas traz paz interior. É possível sim deixar de lado as práticas homossexuais, desde que o jovem se decida em evitar as situações que o levam ao erro.

    A Igreja não aceita nem aceitará a prática homossexual porque o sexo foi criado por Deus não apenas com a função de obter prazer, mas principalmente como um meio de procriar. Como é que dois homens ou duas mulheres podem gerar um filho? O sexo no casamento traz prazer e é sagrado. Fora dele é pecaminoso e traz tristeza.Ninguém é verdadeiramente feliz, quando se vive permanentemente em pecado.

    Diz-nos Paulo Franklin:

    A tendência homossexual nunca pode ser entendida como “normal”. Não se pode “deixar” que as pessoas sigam seus instintos simplesmente por que somos livres para escolher o que é melhor ou não para a nossa vida. A nossa liberdade acaba no momento em que ela é mal usada.

    A pior coisa que se pode fazer para ajudar um jovem homossexual é aconselhá-lo a ter uma experiência sexual com alguém do sexo oposto para vê no que dá. Não se resolve um problema atirando no escuro. O jovem homossexual precisa descobrir as causas da sua homossexualidade e trabalhar arduamente para combatê-las.

    Muitas vezes, o jovem que sofre com esta realidade considera mais fácil aceitar-se como homossexual e viver a homossexualidade ao invés de procurar ajuda para buscar uma normalidade. A Igreja ensina que é possível sim deixar de ser homossexual. Assim como se pode deixar de beber, deixar de usar drogas ou deixar de roubar, pode-se perfeitamente direcionar a sexualidade para uma atitude sadia. E não existe ex-homossexual. A pessoa que deixa de lado a prática da homossexualidade torna-se homem ou mulher, mas nunca um ex-homossexual. A decisão é sempre da pessoa que percebe a cruz que carrega e luta para viver diferente.

    Dentre estas razões existe a relatada no livro A Batalha pela Normalidade Sexual escrito pelo Dr. Gerard van den Aardweg ( Ph.D. em Psicologia pela Universidade de Amsterdam-Holanda): a homossexualidade traz em si muito de infantilidade.


    Este livro é realmente muito bom.

    http://textolivre.com.br/artigos/7834-conselhos-a-um-homossexual

    Não se pode aceitar a mentalidade mundana que trata a homossexualidade com algo normal e totalmente aceitável. A Igreja não aceita a prática homossexual e luta para que seus filhos busquem a castidade como forma de vencer-se a cada dia.

    Não se deve ficar a penar e a culpar-se por ter caído no erro.

    Diz-nos de novo o mesmo autor:

    O arrependimento nos impulsiona a fazer melhor. A culpa nos paralisa. Quer mudar?

    É verdade que a cruz da tendência homossexual é pesada, mas sabemos que é da cruz que vem a Ressureição. O homossexual que souber viver com essa tendência, mas sem praticar o acto pecaminoso, está a subir a escada da santidade. Para isso é preciso a graça de Deus, o Sacramento da Confissão quando cair e receber o Santíssimo Sacramento Eucaristia frequente e nas devidas condições, se possível diariamente. Aliás, todos somos chamados a fazer isto. Os Santos são do mesmo barro que nós, tiveram seus momentos difíceis, mas conseguiram vencer com o seu esforço e o auxílio de Deus.

    São Pedro diz que Cristo “carregou as nossas enfermidades”.

    Jesus carregou também a cruz dos homossexuais. Por isso, Nosso Senhor não negará a ajuda, pela Sua graça, no combate pela virtude da castidade, a quem sinceramente Lha pedir.

    Mãe Castíssima, modelo perfeito de castidade, rogai por nós!

    São José, Esposo Castíssimo da Virgem Santa Maria e defensor das almas Virgens e Castas, rogai por nós!

    Da Suécia ao Brasil: A perversa e doentia cultura gayzista a instalar-se na sociedade

    Uma notícia LUSA

    O Parlamento sueco deverá aprovar hoje "por larga maioria" as propostas legislativas que vão permitir aos casais homossexuais casarem pelo registo civil, disse hoje à Lusa fonte do Ministério da Justiça da Suécia. Em declarações à agência Lusa, Martin Valfridsson, um porta-voz do Ministério da Justiça da Suécia, adiantou que estas alterações visam "estender a legislação que rege o casamento no país, no sentido de permitir os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, que passarão a ser reconhecidos como cônjuges".

    O responsável explicou que estas propostas visam "acabar com a importância do sexo de quem quiser contrair matrimónio, tornando os géneros dos cônjuges neutros", bem como "permitir que os casais homossexuais, que já viviam em 'uniões registadas' [uniões de facto], passem a ser vistos como casados e a terem os mesmos direitos" de qualquer casal.

    Segundo o responsável sueco, a nova legislação "deverá entrar em vigor em 01 de Maio deste ano".

    No Brasil, e segundo o blog de Jorge Ferraz (http://www.deuslovult.wordpress.com/), prepara-se uma imposição gayzista nas escolas.

    Noticia o Jorge:

    "O Projeto Educação sem Homofobia, um curso “com carga horária de 80 horas - 60 horas presenciais e 20 vivenciais” (dado o tema do curso, tenho até medo de imaginar o que isso signifique…), do qual participaram “240 professores e professoras” de Abril a Dezembro do ano passado. O curso serve para ensinar aos professores a “analisarem a própria escola e detectarem tanto a diversidade sexual ali presente (mas que não aparece e deve ser reconhecida) quanto situações de homofobia e sexismo, que devem ser combatidas”.

    Detalhe importante: “o projeto é financiado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educadação (Secad/MEC)”.

    Como “homofobia” é uma palavra inexistente e inventada pelo Movimento Gay para designar qualquer coisa que ele queira combater e destruir (e, de modo particularíssimo, é bem sabido que isto inclui o Cristianismo e a Igreja Católica), o que nós estamos vendo é o Governo financiar, com o dinheiro dos impostos dos cidadãos em sua maioria cristãos, o combate ao próprio cristianismo.

    É esta tristeza que se pode verificar por esse mundo fora. Enquanto nos matadouros (clínicas abortivas, para os abortófilos) se assassinam seres humanos em desenvolvimento, enquanto se tentam matar os idosos e incapacitados porque perderam a dignidade toda com o sofrimento e não merecem viver, o gayzismo instala-se a passos largos nesta sociedade poluída por tanta estupidez.

    É a cultura da morte e dominar o mundo. A sociedade a preferir o autor do mal, o pai da mentira, ao Autor da Vida e à Verdade, que é Cristo.

    Tristes dos que vêem nestes eufemismos diabólicos um "avanço", um "progresso".

    Portugal pensa em aderir a estas modas de aceitar perversões como sendo "normais".

    Um país como Portugal nunca deveria sofrer de adolescentismo. Devia ter VERGONHA dessas espécies de países chamados de "avançados" e não aderir a essas modas, qual adolescente rebelde que vê os outros a fazer burradas e dizer "Também quero! Também quero ser moderno! Quero ser fixe e estar ao nível da malta!"

    Tenhamos vergonha! Um país de tantos séculos, um paíz de fortes valores cristãos a sofrer de adolescentismo, porque acha o "must" as idiotices que os outros fazem...

    Ridículo.
    Triste.
    Patético!

    Santa Inquisição

    Do blog Dominus Vobiscum


    "Muitas controvérsias surgiram acerca deste melindroso e delicado assunto. Se por um lado a história regista excessos e atrocidades, muitas mentiras também foram levantadas com o único objectivo de caluniar a Igreja Católica. Foram períodos duros para a Igreja, que teve de agir com veemência diante do surgimento de heresias que ameaçavam destruir os princípios básicos da Sã Doutrina.

    Entretanto, para entendermos os excessos e grandes abusos na aplicação do regimento da Santa Inquisição, devemos estudar também a questão da investiduras, que será tratado num tópico à parte.

    Resumidamente, podemos dizer que naquela ocasião os soberanos exerciam forte interferência política nas decisões regionais da Igreja, muitas vezes influenciando directamente na escolha de bispos e padres. Muitos deles santificaram-se nos cargos em que foram investidos. Outros, porém, sem o menor resquício de vocação religiosa, aceitavam tal condição unicamente para atender os interesses dos nobres.

    Um tipo de influência política semelhante, a História registou no caso do julgamento de Santa Joana D'Arc, apesar de nesta época a questão das investiduras ser já uma página virada.
    Ao ser aprisionada quando tentava libertar a cidade de Compiègne, foi sumariamente sentenciada sem que pudesse recorrer às instâncias superiores da Igreja. Assim, apoiada pelo clero francês, acabou sendo condenada à morte, como herética pelo clero inglês e, ao apelar para o Papa, o Bispo francês Pedro Cauchon, simpático à coroa inglesa, retrucou: "O Papa está muito longe". Aplicou-se , assim a pena capital através de uma decisão iníqua, maliciosa e política, sem direito à apelação, sem o conhecimento do Papa.

    Não é à toa ser notório que muitos acusam e responsabilizam a Santa Igreja por tais excessos. Sem conhecimento de causa, ignoraram a má conduta daqueles falsos pastores, políticos e iníquos que, usurpando suas funções eclesiais, aplicavam penas capitais baseada nos seus interesses escusos. Não fosse assim Santa Joana D'Arc não teria sido elevada aos altares, para honra dos católicos e glória de Deus.

    HISTÓRIA

    Pode-se dizer que a Igreja Católica foi a alma da sociedade feudal, onde o clero era constituído como a única classe letrada e, os servos e senhores, na maioria ignorantes e completamente analfabetos. Os sacerdotes, arcebispos, padres e párocos constituíam o clero secular, porque seus membros viviam na sociedade ou no mundo (do latim seculum). Os bispos governavam uma diocese constituída de várias paróquias e administravam em nome da Igreja. Já o clero regular era dividido em diversos grupos de comunidades e, cada comunidade de convento que obedecia à mesma regra, denominava-se , como ainda hoje denomina-se "ordem".

    A importância do clero regular na cultura medieval foi enorme. Bastaria dizer-se que as obras mestras da literatura latina chegaram até os nossos dias através dos manuscritos copiados pelos monges. O respeito que impunham criava ao redor dos mosteiros uma zona de segurança, onde a massa campesina encontrava asilo e protecção. A Igreja enaltecia a dignidade do trabalho, dando o exemplo com a operosidade de seus monges na agricultura: "Ora et labora" - reza e trabalha.

    Os tribunais eclesiásticos eram importantíssimos na idade média, pois não julgavam somente os membros do clero, mas se pronunciavam sobre todos os assuntos que directa ou indirectamente se vinculavam à Igreja, tais como contratos celebrados sob juramento, testamentos, questões referentes à órfãos e viúvas, bruxarias, sacrilégios, etc.
    A maneira de julgar dos tribunais eclesiásticos era sumamente mais justa que os processos bárbaros utilizados pela justiça feudal, como os "ordálios" e "juízos de Deus". Nos tribunais ordálios exigia-se que o acusado provasse sua inocência colocando a mão no fogo ou água fervente. Os "juízos de Deus" submetiam o acusador e o acusado à luta, e tinha ganho de causa o vencedor.

    O julgamento da Igreja Católica pautava-se por um conjunto de normas que constituíam o direito canónico, o qual proporcionava aos acusados defesa muito mais amplas e penas menos severas, razão por que a maioria das pessoas procurava estar sob jurisdição eclesiástica.

    Também para coibir dissidências que pudessem eventualmente atingir os princípios básicos da sã doutrina, dispunha a Igreja da excomunhão. O excomungado era excluído da comunidade dos fiéis, não podendo receber os sacramentos e os católicos não podiam ter nenhuma relação ou contacto com ele. Quando os senhores feudais excomungados persistiam em rebeldia , a Igreja lançava então a interdição, que significava a proibição da realização de qualquer cerimónia religiosa no feudo.

    Os princípios básicos da Inquisição remontam ao ano de 1184, quando, pelo Concílio de Verona , tornou-se órgão de investigação e combate às heresias. O tribunal do Santo Ofício, a princípio, definiu as atribuições que seriam exercidas pelos bispos especialmente delegados, penetrando em diversos países da Europa, mas só adquiriu força na península ibérica, Itália, França e Alemanha.

    Em 1231, através o Papa Gregório IX lança a bula Excommunicamus, que estabelecia a Santa Inquisição, tendo adquirido funcionamento próprio através de um decreto, de 1233, sistematizando leis e jurisprudências acerca dos crimes relativos à feitiçaria, blasfémia, usura e heresias. Os processos eram constituídos a partir de denúncias e confissões, feitas muitas vezes para evitar de incorrer em um outro crime considerado pior: o de ser "fautor de hereges", isto é, acobertar ou fomentar as heresias. As penas aplicadas tinha uma gradação de penas que iam do jejum, multas, pequenas penitências e até a prisão. Nos casos considerados mais graves, os acusados eram entregues ao "braço secular", isto é, à autoridade civil, a qual geralmente aplicava a pena máxima da morte na fogueira, em um acto público, chamado, "auto de fé", isso em casos extremos em que o herege, voluntariamente negava-se a pedir perdão ou a retractar-se.

    O estabelecimento das leis do Santo Ofício firmaram-se, principalmente, por causa da reacção da própria sociedade. Praticamente unânime de pensamento e espírito cristão, mobilizam-se contra fortes correntes que rejeitam e atacam a doutrina e organização da Igreja. Tais movimentos heréticos organizam-se e influenciam fortemente o ambiente por intensa propaganda. Destacando os cátaros e albingenses, que julgam descobrir radical oposição entre o Bom (almas puras) e o Mau (resto do mundo), além de consideraram o matrimónio e a procriação como invenção do Demónio; rejeitam o juramento de fidelidade, bem como os sacramentos, a hierarquia da Igreja, os dias de festa, construção de igrejas, etc. Antes de 1200, ocorrera, muitas vezes, que o povo linchasse a hereges presos, "porque tinha medo", assim reza o documento, "que o clero fosse demasiadamente clemente".

    Posteriormente, após o assentamento das leis da inquisição, o bispo na qualidade de juiz papal assume os encargos da inquisição sobre determinados casos na sua jurisdição eclesiástica e, nesta fase, em inúmeros casos, tal poder eclesial assume carácter eminentemente político. O rei tinha o poder de nomear bispos e padres e tal investidura, muitas vezes, representava interesse bilateral, onde a troca de favores podia ser uma inclinação natural para personalidades voltadas à planos terrenos, e não divinos, como deveriam ser.

    Em consequência disso, foram sendo desvirtuados os verdadeiros objectivos das leis do Santo Ofício. Pessoas condenadas à fogueira, na maioria das vezes, eram sentenciadas por membros do clero em atendimento aos interesses dos soberanos, vezes sem par, à revelia do Papa. A questão, portanto, subtilmente embaralhava questões políticas com religiosas e essa confusão ainda ecoa nos dias actuais. Sem dúvida, muitas barbaridades foram cometidas, a maioria delas em nome do Papa e da Santa Madre Igreja.

    Em nome da Igreja, e não pela Igreja.

    Daí a necessidade de pelo menos tentarmos entender, mesmo que palidamente tais questões e seus reflexos exercidos por maus pastores atraídos aos cargos eclesiásticos, não por vocação, mas com a flagrante intenção de trocas de interesses e favores políticos. Surpreendentemente, muitos destes homens que receberam tais investiduras, eram santos religiosos, piedosos. Pela inata nobreza de carácter, preferiram fidelidade a Roma a serem servis aos interesses do rei. Pagando com a vida, assumiram as honras dos altares.

    Em 1542 a Inquisição foi restabelecida como órgão oficial da Igreja, revigorado e dirigido de Roma pelo Santo Ofício, sendo que seu objectivo era deter com violência o avanço protestante em Portugal, Espanha e Itália. Tempos de significativas mudanças no mapa religioso e político da Europa.

    Devemos ressaltar ainda que há muitas divergências entre os historiadores sobre a questão da inquisição. Sem dúvida, o tempo nos separou daquele capítulo longínquo, de forma que estabelecer um raciocínio preciso sobre tais acontecimentos exigiria um estudo muito aprofundado sobre o assunto. As circunstâncias da época, os conceitos da sociedade, as decisões do clero e do poder civil, toma um vulto demasiadamente complexo e talvez incompreensível para a sociedade contemporânea.

    O certo é que críticas a respeito e os consequentes ataques à Igreja sem conhecimento de causa é, no mínimo, leviandade. Como católicos sabemos que os Papas da época agiram acertadamente, e tomaram não posturas e atitudes pessoais, mas sim divinas, sob inspiração do Espírito Santo. É uma pena que os historiadores actuais tentem responsabilizar a Igreja por actos isolados praticados por outros interesses, como mencionamos.

    Na Eternidade, tudo será definitivamente esclarecido."

    ( http://dominusvobis.blogspot.com/)

    Ora nem mais!

    terça-feira, 31 de março de 2009

    Mais declarações infelizes

    D. Ilídio Leandro afirma ser "um homem da modernidade" apostado em que a Igreja que representa e abraçou se mantenha actualizada em relação à sociedade dos nossos tempos, dando "respostas actuais a problemas actuais."

    D. Ilídio afirma respeitar muito a Idade Média "para as pessoas que viveram a Idade Média".

    "Também no século XXI eu gostaria, e da minha parte farei tudo, para que a Igreja esteja também actualizada em ordem à relação com a pessoa humana e com a sociedade humana também à medida do século XXI", assegurou.

    Fonte: RTP (http://www.rtp.pt/)

    Sempre o humano, sempre o homem. Mas afinal quem é que a Igreja serve? Deus ou o homem? A Igreja não tem de estar actualizada ou modernizada coisa nenhuma, porque trata da Fé e da Moral, coisas que não se actualizam nem ficam "modernas" nem "ultrapassadas".

    É neste sentido de modernidade e de actualização da Igreja católica que o Bispo de Viseu continua a envergonhar os católicos dignos desse nome. Na segunda-feira, este Senhor Bispo, que tanto agrada à sociedade paganizada, participou num debate cujo tema central era a violência doméstica.

    D. Ilídio, iluminado sabe-se lá por obra de que espírito, diz que, nos casos em que exista violência doméstica, a única solução para este homem da Igreja é a dissolução do matrimónio, ou seja, o divórcio.
    Isto porque, segundo o clérigo, "quando já não há o amor, já não há casamento, porque o amor é a sua base". Os discursos sentimentalóides dos cultuadores do homem são tããão remelosos que chegam a ser giros... O amor treina-se, sabia? Sabe o que é o verdadeiro Amor? O que vem de Deus? Não é um sentimento esquisitóide. O verdadeiro amor - entre homem e mulher - treina-se, educa-se, é um processo de aprendizagem. É para isso que serve o namoro.

    Claro, quando o namoro não passa de uma fase de "curtição", irresponsável e infantilmente, não há aprendizagem. Quando a coisa corre mal depois do casamento, o divórcio é a saída mais fácil. Longe de ser solução, é remedeio. Tal como o preservativo.

    Qual será o próximo desvairo deste senhor Bispo? Defender o "casamento" entre homossexuais, como propõe a cultura gayzista, em nome do amor e dos 'direitos humanos'?

    Admirem-se... Triste destino mundo, que coloca o homem no lugar de Deus. Que coloca o látex no lugar da castidade, fidelidade e responsabilidade. Que não sabe dignificar o ser humano, mas antes o rebaixa, defendendo comportamentos indignos da sua natureza, mais perto dos comportamentos anilamalescos selvagens.

    Deus livre Portugal!

    Mas Roma está atenta.

    O Santo Padre não brinca em serviço, isso está mais que visto.

    Das heresias modernistas, libera nos Domine!

    Santa Mãe de Deus, Rainha de Portugal, salvai Portugal das investidas do Maligno e que resplandeça a Fé Católica neste país que é Vosso filho e Vassalo!

    segunda-feira, 30 de março de 2009

    Os 'católicos' modernos

    Do blog Tradição Católica

    (entre parêntesis, acrescento eu)

    1 Quando tentam defender a fé, recorrem unicamente a frases retiradas da Sagrada Escritura. É frequente esquecerem-se da outra fonte da Revelação: a sagrada Tradição. Não serve para legitimar posições, não está na Bíblia.

    2 Raramente citam textos do magistério e, quando o fazem, é sempre do magistério pós-conciliar. São Pio X, Leão XIII, Pio XI e os demais Papas pré-conciliares são para esquecer.

    (Digo eu, quase que reduzindo a zero os 1960 anos de vida da Igreja. Para eles, a Igreja Católica teve início com o Concílio Vaticano II, esse 'super-concílio', dogmático para alguns pseudo-católicos. É feio e perverso fazer de uma coisa aquilo que ela não é, a nosso bel-prazer. Infelizmente, o CVII foi usado e abusado por muitos para colocar o homem no lugar de Deus, para 'des-divinizar' a Igreja, na estapafúrdia e irreflectida intenção de a tornar mais humana. Preferir o humano ao Divino é muito, mas muito triste... Judas não fez melhor...)

    3 Atribuem aos outros teses que sabem que não subscrevem. Por exemplo, há quem chame católicos tradicionalistas de sedevacantistas materiais (o que vem a ser isto???)

    4 Distorcem a doutrina da Igreja, para adaptá-la sei lá ao quê. Jogam com as palavras.

    5 Odeiam a clareza (e a objectividade, acrescento eu) e, como tal, a escolástica e a lógica aristotélico-tomista.

    6 Contrapõem a misericórdia à verdade e preferem a primeira à segunda.

    (Claro, há quem seja tão apegado ao erro, que acha que, se estiver errado, pode valer-lhe a misericórdia Divina... Como se valesse de alguma coisa para o obstinado no erro... Deus quer salvar todos os homens, mas não seria perfeitamente Justo se desse à salvação a quem não a merece. Há quem não deixe e não queira ser salvo. A liberdade que Deus nos deu dá-nos essa possibilidade de O rejeitarmos).

    7 Gostam de pastorais.

    (Coisa mais linda!... Podem defender as maiores barbaridades. Podem não saber um parágrafo do Catecismo. Mas se fazem pastoral, seja ela qual for, são católicos dignos desse nome! Brilhante...)

    8 Relativizam a fé da Igreja, a Sua doutrina e moral. Uma coisa é o princípio, outra os casos individuais.

    9 Chamam fariseus a todos quantos tentam viver em graça de Deus. Leis para quê?

    10 Falam de um Jesus bonzinho, aberto ao diálogo e diferente do Cristo que a Igreja católica apresenta. (Esquecem-se que Jesus Cristo é Deus, como tal, infinitamente misericordioso e infinitamente justo. Jesus não é um "tipo porreiro, pah! É cá da malta!").

    11 Criticam encíclicas papais, as verdadeiramente católicas, claro.

    (Principalmente as anteriores ao Concílio Vaticano II e as posteriores que tenham algum raio de Tradição Católica. "Isso já passou de moda!". Como se houvesse modas na Doutrina Sagrada)

    12 Não amam a Santíssima Virgem.

    13 Separam Jesus de Maria. Chamam escrupulosos aos outros mas, quando o tema é a Mãe de Deus, têm tantos escrúpulos. Não demos demasiado ênfase a Maria que isso obscurece a centralidade de Cristo!

    (Haverá pior que um filho a renegar a Mãe? A devoção mariana é o atalho seguro para chegar ao Caminho, à Verdade e à Vida!)

    14 São ecuménicos no mau sentido da palavra. Procuram a unidade e não a conversão. Daqui se conclui que, a não terem cuidado, rapidamente se transformarão em indiferentistas ou protestantes.

    (O verdadeiro Ecumenismo hoje em dia está pervertido. Haja diálogo! Todos querem falar. Ninguém se entende. E a Igreja Católica a rebaixar-se, colocando-se no mesmo patamar das falsas religiões, seitas e cismáticos. Ecumenismo, sim, mas com o verdadeiro objectivo: A conversão à Igreja de Jesus Cristo. Não há unidade sem a conversão à Igreja Católica, a única e verdadeira Igreja de Jesus. Para os mais distraídos, Jesus, antes de subir a Céu, disse "Ide e ensinai"! Não disse "Ide e dialogai"! Patético.

    15 Não crêem no Demónio.

    (Este é a melhor carta que o Inimigo tem para apostar. Convencer-nos da sua não existência. Não acreditar no Diabo é o caminho mais directo para se constatar o contrário e travar conhecimento com esse ser asqueroso)

    16 Não fogem das ocasiões próximas de pecado porque já não acreditam nessas "coisas" medievais.

    (Gloriosa Idade das Luzes! Antes medievais que pervertidas e obscuras como as actuais, esta a verdadeira Idade das Trevas. Libera nos Domine!)

    17 Iluminados como são, dizem que o Inferno é um estado de alma e não um lugar. No Purgatório, claro que não acreditam.

    (Muitos dstes, infelizmente, vão poder confirmar o contrário...)

    18 A Missa não é o Sacrifício de Cristo, é um encontro da comunidade com o Senhor ressuscitado para celebrar o banquete da palavra e do pão. Pura teologia protestante, portanto.

    (Sim, tal qual um banquete na tasca do vizinho. Afinal, Cristo é um "porreiraço pah!" e diverte-se "à brava" com as violas, baterias, danças e palminhas, qual circo ou festa entre "people porreiro!". Chega de profanações ao Santíssimo Sacramento. Por acaso havia festa no Calvário? Convençam-se que a MISSA NÃO É UMA FESTA! É o Sacramento por excelência, no qual têm os outros a base. É o Sacrifício da Cruz, e no Calvário havia tudo menos festa... Excepto para os inimigos de Nosso Senhor. Esses não duvido que tocassem as violas, pandeiretas, guitarras, dançassem e batessem palminhas...)

    19 Não pedem a intercessão dos santos.

    20 Não acreditam na eficácia da mortificação dos sentidos, do sacrifício corporal, da dor e da penitência cristã. Deus é alegria, dizem.

    21 Não obedecem à Igreja nem lhe são submissos, procurando sempre uma razão para justificar uma possível adesão aos princípios da fé católica.

    Até aqui, o artigo da Teresa.

    (http://www.emdefesadelefebvre.blogspot.comm/)

    And so on, and so on...

    Católicos que não sabem o que são é o prato do dia. É mais tolerável um ateu ou herege convicto no erro que um católico tipo 'maria-vai-com-todas'.

    É impossível querer agradar ao mundo e a Deus ao mesmo tempo. Não foi por acaso que a Igreja sempre determinou que o mundo, juntamente com o demónio e a carne, é um dos inimigos da alma.

    Há quem se envergonhe da Doutrina da Igreja Católica e tenha medo da Verdade. Há quem prefere consentir o erro e a mentira, para agradar ao mundo. Os cultuadores do mundo, adoradores do homem, os que cantam os louvores da criatura dizem-se pela vida, apresentam-se como sendo por Deus, mas em contradição com a Santa Doutrina da Igreja.

    Como servir a dois senhores, sendo um o Criador, pricípio e fim de todas as coisas, eterno e imutável, e o outro uma criatura que dança ao sabor das modas, corrompido pelo pecado? De que lado combatemos, afinal?

    Ou pela Verdade, ou pela mentira.

    Ou pela Luz, ou pelas Trevas.

    Ou preto ou branco.

    No que respeita a Fé e Moral, não há cinzentos. Chega de relativismo!

    De que lado queremos estar?

    Pela Igreja, e portanto, por Deus?
    Ou pelo príncipe deste mundo, o Demónio?

    Mater Castissima, ora pro nobis!

    domingo, 29 de março de 2009

    "Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação." (2 Tm 4,1-3)

    "É claro que há circunstâncias, e do ponto de vista médico não tenho qualquer dúvida, em que proibir o preservativo é consentir na morte de muitas pessoas (...) as pessoas que estão aconselhar o Papa deveriam ser mais cultas". (D. Januário Torgal Ferreira)

    "Nestes casos, quando a pessoa infectada não prescinde das relações e induz o(a) parceiro(a) (conhecedor ou não da doença) à relação, há obrigação moral de se prevenir e de não provocar a doença na outra pessoa. Aqui, o preservativo não somente é aconselhável como poderá ser eticamente obrigatório." (D. Ilídio Leandro)


    Lamento informar, Senhores Bispos, mas a continuar assim vão ter de continuar a ter vergonha da Igreja Católica, porque a sua Doutrina não muda um milímetro, muito menos com as tristes declarações que se andam a fazer por aí. Temos pena, mas é mesmo assim. Ao contrário dos Senhores Bispos, a Igreja não se preocupa com a opinião da maioria ou com o que é socialmente aceitável e politicamente correcto. Apenas com a Verdade. Deus nos livre de uma seita desse género! Mas, na Igreja Santa e Imaculada, existem pastores que, em vez da união, apenas levam à confusão e dispersão do rebanho.


    Atitudes destas lembram-me os novos Judas... Que vendem a Verdade pelo troco de serem bem vistos pela sociedade e pelo mundo, envergonhando-se de defenderem o que a Santa Igreja ensina.


    São fiéis a quem afinal? Acaso a Verdade é relativa? Serve para uns casos e outros não? Se, como sucessores dos Apóstolos, não sabem ser fiéis à Doutrina e à Santa Igreja, como querem que as pessoas os ouçam quando falam ensinam e promovem a fidelidade entre casais?


    Ah, pois é, a fidelidade que se ensina hoje é a fidelidade entre o casal e o látex, o salvador do mundo, esse importantíssimo terceiro elemento que qualquer casal "normal" não dispensa nos dias de hoje. Casais e outras espécies de "casais", teimosa e indecentemente apresentados pela cultura gayzista e companhia limitada...


    No entanto, e curiosamente, este tipo de declarações heréticas chegam a ser proveitosas para os verdadeiros filhos da Igreja. Chegam até a ser necessárias para a correcta instrução de quem deseja ser fiel à Doutrina da Santa Igreja. Pelo fruto conhecereis a árvore. Por certas atitudes, começamos a perceber por que lado é que eles combatem.


    Pelo Santo Padre, pela Santa Igreja Católica, pela Verdade, por Deus;

    Ou pelos os senhores do mundo, pela imoralidade, contra o Papa, contra a Igreja, pelo Demónio.


    Não há meio termo.


    Dizia Nossa Senhora à Irmã Lúcia:


    "O que mais aflige ao Imaculado Coração de Maria e ao Coração de Jesus é a queda das almas religiosas e sacerdotais. O Demónio sabe que os religiosos e padres que se afastam de sua vocação arrastam consigo um número de almas para o Inferno. O Demónio quer conquistar as almas consagradas. Ele as tentará corromper para adormecer as almas dos leigos e, assim, levá-los à impenitência final".


    Nosso Senhor abençoe o Papa Bento XVI, que enfrenta os lobos corajosa e gloriosamente, lobos esses que uivam com cada vez mais intensidade. Sendo fiel à Santa Doutrina, vai praticamente sozinho guiando a Barca de Pedro até bom porto, contra a ondulação do mundo e contra a ondulação provocada por aqueles que deviam ser seus súbditos fidelíssimos.


    Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis!


    Santíssima Virgem, Mãe da Igreja, abençoai os sacerdotes e os Bispos do mundo inteiro, eles que têm a enorme graça e poder de tornar o Vosso Filho presente no Altar, tão Real como está no Céu.


    Protegei-os, Mãe Castíssima, das investidas do Maligno e que contem com a fortaleza do Espírito Santo para defenderem a Verdadeira Fé Católica, sempre e em qualquer lugar, sem vergonha e sem medo, já quem combate por Vós e pelo Vosso Filho e defende a Santa Doutrina, nada tem a recear porque conta com a imensa graça do Soberano dos Céus e da Terra.


    Mater Ecclesiae, ora pro nobis!

    sábado, 28 de março de 2009

    Domingo V da Quaresma - 29 de Março de 2009 - Ano B

    LEITURA I
    Leitura do Livro de Jeremias (Jer 31,31-34)

    Dias virão, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma aliança nova.
    Não será como a aliança que firmei com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egipto, aliança que eles violaram, embora Eu exercesse o meu domínio sobre eles, diz o Senhor.
    Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel, naqueles dias, diz o senhor: Hei-de imprimir a minha lei no íntimo da sua alma e gravá-la-ei no seu coração.
    Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Não terão já de se instruir uns aos outros, nem de dizer cada um a seu irmão:«Aprendei a conhecer o Senhor».
    Todos eles Me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno, diz o Senhor.
    Porque vou perdoar os seus pecados e não mais recordarei as suas faltas.


    SALMO RESPONSORIAL - Salmo 50 (51)

    Dai-me, Senhor, um coração puro.

    Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
    pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.
    Lavai-me de toda a iniquidade
    e purificai-me de todas as faltas.

    Criai em mim, ó Deus, um coração puro
    e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
    Não queirais repelir-me da vossa presença
    e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.

    Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
    e sustentai-me com espírito generoso.
    Ensinarei aos pecadores os vossos caminhos
    e os transviados hão-de voltar para Vós.


    LEITURA II

    Leitura da Epístola aos Hebreus (Heb 5,7-9)

    Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade.
    Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.


    EVANGELHO

    Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 12,20-33)

    Naquele tempo, alguns gregos que tinha vindo a Jerusalémpara adorar nos dias da festa, foram ter com Filipe, de Betsaida da Galileia, e fizeram-lhe este pedido: «Senhor, nós queríamos ver Jesus».
    Filipe foi dizê-lo a André; e então André e Filipe foram dizê-lo a Jesus. Jesus respondeu-lhes:«Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado.
    Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna.
    Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém Me servir, meu Pai o honrará.
    Agora a minha alma está perturbada. E que hei-de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora. Pai, glorifica o teu nome».

    A bondade sem a verdade não leva à salvação

    "A fé cristã tem a ver com a razão e não se opõe a ela, mas exige. Acima de tudo, porém, isso significa que a fé cristã tem a ver essencial e originariamente com a verdade. Não é indiferente para o homem o que ele acredita; não se pode substituir a verdade pela boa intenção. A perda da verdade corrompe também as boas intenções.

    Corrompe também o amor que sem verdade é cego, não podendo por isso cumprir o seu sentido propriamente dito: querer e fazer bem ao próximo. Só quando sei o que é o homem e o mundo na verdade, posso ser verdadeiramente bom. A bondade sem a verdade pode produzir uma justificação subjectiva, mas não a salvação.”

    (RATZINGER, Joseph. Dogma e anúncio. São Paulo: Loyola, 2005, p.97)

    HOJE EM DIA, AS PESSOAS NÃO ACREDITAM MAIS EM VERDADES ABSOLUTAS, MAS ACREDITAM COM FÉ ABSOLUTA EM VERDADES RELATIVAS QUE LHES AGRADAM.

    É a chamada prostituição da inteligência...


    Fonte: site Adversus haereses
    http://advhaereses.blogspot.com/


    E ja diz o povo...de boas intenções está o Inferno cheio. Ninguém se salva simplesmente por ser bom. Ou por ter boas intenções. É preciso que essas intenções e boas obras estejam aliadas à Fé e que vão de encontro à Verdade, sendo baseadas nela.

    Ego sum via et veritas et vita. (São João: 14,6)

    Do politicamente correcto e do medo de defendermos a verdade, libera nos Domine!

    sexta-feira, 27 de março de 2009

    A perversidade desta gente não tem limites


    "A caixa de correio do Vaticano vai receber dezenas de milhares de preservativos como forma de protesto pelas recentes declarações do Papa Bento XVI, em África, contra o uso do preservativo para combater a Sida.

    Os organizadores, um grupo de italianos registados na rede social «Facebook», asseguram que, esta sexta-feira, 60 mil pessoas enviarão preservativos para o Vaticano, noticia o Jornal 20 minutos.

    No entanto, os números podem chegar aos milhões, tendo em conta que outros grupos de todo o mundo de redes sociais similares se propuseram a participar. Cada pessoa enviará um preservativo para a Casa Pontifícia, prevendo-se que cheguem ao destino no primeiro dia de Abril.

    O grupo italiano entende que esta é «uma provocação pacífica realizada por gente jovem, que são provavelmente os mais afectados por este problema, o das doenças sexualmente transmissíveis». A campanha iniciou em Itália, mas alargou-se a toda a Europa, a países como a França, Reino Unido, Alemanha, Áustria e Bulgária."


    A ser uma notícia verdadeira, resta lamentar este pântano de lodo e lixo social que vivemos. Os referidos grupos ainda têm o descaramento de dizer que é "uma provocação pacífica realizada por gente jovem, que são provavelmente os mais afectados por este problema, o das doenças sexualmente transmissíveis".

    A ser assim, de quem é a culpa? Do Santo Padre? Da Igreja Católica? Os grandes culpados da proliferação da SIDA e das outras IST's são estes grupos de cultuadores do sexo, que vêem o látex como o salvador do mundo.

    "Provocação pacífica"? Não. Provocação ordinária, reles e infantil, típica de gente mal formada (e informada), que exalta a promiscuidade e o sexo livre e têm aversão à castidade, à fidelidade, à decência, à pureza e à relação sexual como acto unitivo e procriativo (e não meramente recreativo!) entre homem e mulher.
    O único remédio realmente eficaz para a SIDA são os valores morais e cristãos, estes sim realmente dignos do ser humano. No lugar da (des)educação sexual obrigatória, devia ser obrigatória uma educação moral. Assim, evitar-se-ia que as crianças deste país crescessem sem valores, sem regras, onde tudo é tido como normal:
    - como os assassínios de seres humanos dentro das barrigas das mães, sem que ninguém seja penalizado por isso (vergonhosamente já tido como normal);

    - como o facto de um um "casal" poder ser formado por duas (ou mais, sabe-se lá!) pessoas do mesmo sexo;

    - como o ser normal ter duas mães e/ou dois pais (ou três, ou quatro...);
    - como ser normal matar velhinhos e/ou incapacitados porque o sofrimento não dignifica ninguém...
    - etc...

    É neste contexto deprimente, vazio, desumano, indigno da natureza humana, sem Deus, sem valores, sem Fé que as nossas futuras crianças vão crescer? Se um dia as deixarem crescer...
    Tenho medo por elas...

    Poderão não ter de saber a História de Portugal, o Catecismo ou os valores morais e universais que dignificam o ser humano. Poderão não ter de saber a importância da fidelidade ou o que é verdadeiramente um casamento.

    Mas vão ser obrigados a saber, desde muito cedo, como colocar uma borracha pelo pénis abaixo, como recorrer a químicos para as meninas se tornarem temporariamente estéreis, como descobrir a "orientação" sexual ou como se livrar de um filho sem peso na consciência e ninguém os responsabilizar por isso.

    Triste futuro o delas...

    Triste para nós, vergonhoso para a sociedade e, acima de tudo, ofensivo para Deus...
    Mãe da Igreja, abençoai o Santo Padre Bento XVI, gloriosa e valentemente reinante!

    Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis!

    Sancta Maria, Mater Castissima, ora pro nobis!

    quinta-feira, 26 de março de 2009

    Contra a heresia modernista

    Eu, João, firmemente abraço e aceito cada uma e todas as definições feitas e declaradas pela autoridade inerrante da Igreja, especialmente estas verdades principais que são directamente opostas aos erros destes dias.

    Antes de mais nada eu professo que Deus, a origem e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão a partir do mundo criado (Cf Rom. 1,90), ou seja, dos trabalhos visíveis da Criação, como uma causa a partir de seus efeitos, e que, portanto, Sua existência também pode ser demonstrada.

    Segundo: eu aceito e reconheço as provas exteriores da revelação, ou seja, os actos divinos e especialmente os milagres e profecias como os sinais mais seguros da origem divina da Religião cristã e considero estas mesmas provas bem adaptadas à compreensão de todas as eras e de todos os homens, até mesmo os de agora.

    Terceiro, eu acredito com fé igualmente firme que a Igreja, Guardiã e mestra da Palavra Revelada, foi instituída pessoalmente pelo Cristo histórico e real quando Ele viveu entre nós, e que a Igreja foi construída sobre Pedro, o príncipe da hierarquia apostólica, e seus sucessores pela duração dos tempos.

    Quarto: eu sinceramente mantenho que a Doutrina da Fé nos foi trazida desde os Apóstolos pelos Padres ortodoxos com exactamente o mesmo significado e sempre com o mesmo propósito. Assim sendo, eu rejeito inteiramente a falsa representação herética de que os dogmas evoluem e se modificam de um significado para outro diferente do que a Igreja antes manteve. Condeno também todo erro segundo o qual, no lugar do divino Depósito que foi confiado à esposa de Cristo para que ela o guardasse, há apenas uma invenção filosófica ou produto de consciência humana que foi gradualmente desenvolvida pelo esforço humano e continuará a se desenvolver indefinidamente.

    Quinto: eu mantenho com certeza e confesso sinceramente que a Fé não é um sentimento cego de religião que se alevanta das profundezas do subconsciente pelo impulso do coração e pela moção da vontade treinada para a moralidade, mas um genuíno assentimento da inteligência com a Verdade recebida oralmente de uma fonte externa. Por este assentimento, devido à autoridade do Deus supremamente verdadeiro, acreditamos ser Verdade o que foi revelado e atestado por um Deus pessoal, nosso Criador e Senhor.

    Além disso, com a devida reverência, eu me submeto e adiro com todo o meu coração às condenações, declarações e todas as proibições contidas na encíclica Pascendi e no decreto Lamentabili, especialmente as que dizem respeito ao que é conhecido como a história dos dogmas.

    Também rejeito o erro daqueles que dizem que a Fé mantida pela Igreja pode contradizer a história, e que os dogmas católicos, no sentido em que são agora entendidos, são irreconciliáveis com uma visão mais realista das origens da Religião cristã.

    Também condeno e rejeito a opinião dos que dizem que um cristão erudito assume uma dupla personalidade - a de um crente e ao mesmo tempo a de um historiador, como se fosse permissível a um historiador manter coisas que contradizem a Fé do crente, ou estabelecer premissas que, desde que não haja negação directa dos dogmas, levariam à conclusão de que os dogmas são falsos ou duvidosos.

    Do mesmo modo, eu rejeito o método de julgar e interpretar a Sagrada Escritura que, afastando-se da Tradição da Igreja, da analogia da Fé e das normas da Sé Apostólica, abraça as falsas representações dos racionalistas e sem prudência ou restrição adopta a crítica textual como norma única e suprema.

    Além disso, eu rejeito a opinião dos que mantém que um professor ensinando ou escrevendo sobre um assunto histórico-teológico deve antes colocar de lado qualquer opinião preconcebida sobre a origem sobrenatural da Tradição católica ou a promessa divina de ajudar a preservar para sempre toda a Verdade Revelada; e que ele deveria então interpretar os escritos dos Padres apenas por princípios científicos, excluindo toda autoridade sagrada, e com a mesma liberdade de julgamento que é comum na investigação de todos os documentos históricos profanos.

    Finalmente, declaro que sou completamente oposto ao erro dos modernistas, que mantém nada haver de divino na Tradição sagrada; ou, o que é muito pior, dizer que há, mas em um sentido panteísta, com o resultado de nada restar a não ser este facto simples - a colocar no mesmo plano com os fatos comuns da história - o fato, precisamente, de que um grupo de homens, por seu próprio trabalho, talento e qualidades continuaram ao longo dos tempos subsequentes uma escola iniciada por Cristo e por Seus Apóstolos.

    Prometo que manterei todos estes artigos fielmente, inteiramente e sinceramente e os guardarei invioladas, sem me desviar em nenhuma maneira por palavras ou por escrito. Isto eu prometo, assim eu juro, para isso Deus me ajude, e os Santos Evagelhos de Deus que agora toco com minha mão.

    (Juramento de São Pio X contra o Modernismo, 01 de Setembro de 1910)


    Infelizmente, por existirem nos dias de hoje muitos bispos, sacerdotes e teólogos que se dizem "católicos" que defendem uma doutrina pessoal,muito pouco ou nada católica, - exemplo das tristes e covardes opiniões de D. Januário no que respeita ao uso do preservativo ou de tantos sacerdotes e leigos que opinaram hereticamente relativamente à matança dos bebés gémeos no ventre da menina, sua mãe, no Brasil - torna-se inevitável abordar a questão do modernismo. O modernismo é uma heresia nascida no século XIX, espalhando-se depressa no universo católico, e que foi denunciada e combatida desde muito cedo por Papas como São Pio X (1835-1914), que inclusive fez promulgar o Juramento Anti-Modernista que deveria ser feito por todo e qualquer sacerdote católico. Na encíclica Pascendi Domini Grecis, Pio X classifica o modernismo como a síntese de todas as heresias.

    Então, não é assim tão estranho que um católico que o queira ser verdadeiramente, que se esforce por cumprir o que a Santa Igreja recomenda, nos dias de hoje, seja atacado por todos os lados. O modernismo virou "moda" e quem dele se afastar é rotulado de todos os defeitos e mais alguns.

    Por isso, não de estranhar que o mundo paganizado em que vivemos se revolte contra a Igreja e contra o Santo Padre quando ele afirma, gloriosa e valentemente a Verdade da Fé Católica. E tantas vezes que o Santo Padre Bento XVI suporta pacientemente a ira do mundo...

    ℣. Oremus pro Pontifice nostro Benedicto.
    ℟. Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra,et non tradat eum in animam inimicorum eius.

    ℣. Tu es Petrus.
    ℟. Et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam.

    Oremus.
    Deus, omnium fidelium pastor et rector, famulum tuum Benedictum, quem pastorem Ecclesiae tuae praeesse voluisti, propitius respice: da ei, quaesumus, verbo et exemplo, quibus praeest, proficere: ut ad vitam, una cum grege sibi credito, perveniat sempiternam.
    Per Christum, Dominum nostrum.
    ℟. Amen.

    Mater Ecclesiae, ora pro nobis!

    Da heresia modernista, libera nos Domine!
    Do mundo, do Demónio e da Carne, libera nos Domine!

    quarta-feira, 25 de março de 2009

    Sem papas na língua para dizer a verdade!

    "A prostituição eclesiástica e a Paixão do Papa"

    "1. Haverá aí alguém que não tenha ouvido falar num Bispo, até há pouco desconhecido, chamado Williamson? Creio que ninguém ignorará o grande clamor que se levantou por todo o mundo e mesmo na Igreja a propósito das suas disparatadas, ingénuas ou imbecis, maliciosas ou simplesmente apatetadas, afirmações sobre o holocausto perpetrado pelos nazis ao povo judeu. É fácil de compreender a grave apreensão que esse pronunciamento público provocou, principalmente nos sobreviventes e familiares dos que padeceram e morreram vítimas daquela monstruosa injustiça. Se hoje é ponto assente, não subsistindo dúvidas, sobre a enormidade e extensão daquele genocídio maquiavélico, entende-se também, muito bem, a perigosidade de tais declarações, uma vez que poderá contribuir, em certa medida, para gerar ou incrementar movimentos anti-semitas que advoguem que tudo não tenha passado de um delírio ou de uma propaganda dolosa, por parte desse povo, com objectivos inconfessáveis. Concebida a suspeita, a desconfiança, e com esta a hostilidade, tende a crescer dando à luz desentendimentos, discórdias, agressividades, perseguições, etc.

    No entanto, tanto quanto nos é dado saber, este Bispo, que recordemo-nos está suspenso a divinis, nunca promoveu a ideologia nazi, aceitando plenamente as pesadas e implacáveis condenações que da mesma fizeram os Papas Pio XI e Pio XII, e nunca matou nenhum judeu.

    Nos dias de hoje há um outro holocausto – a palavra é do Papa João Paulo II – o do aborto. Este genocídio foi advogado, propagandeado, promovido e votado por muitos que várias instituições católicas, desde a RR à UCP, têm como colaboradores ou convidados a debater e palestrar sobre os mais variados assuntos, inclusive acerca da licitude deste crime que João Paulo II classificou como o mais perverso e abominável.

    O Bispo Williamson nunca, mas mesmo nunca, seria convidado ou autorizado a palestrar sobre qualquer tema, mesmo que fosse o do amor aos inimigos, como o são os promotores do holocausto contemporâneo.

    Parece-me, pois, que isto só poderá significar o seguinte: quem manda na Igreja em Portugal não se rege por princípios e valores, mas pela popularidade e benefícios que pode ganhar. O que me leva a concluir que se o anti-semitismo estivesse de moda, contasse com maiorias, tivesse a comunicação social a seu favor e mandasse no estado, o Bispo Williamson e outros como ele, talvez mesmo Goebbels, caso fosse vivo, seguramente teriam as mesmas atenções e gozariam da mesma presença na RR, na UCP e em outras instituições da Igreja. As Sagradas Escrituras ao indicarem este tipo de comportamento chamam-lhe prostituição.

    2. O Papa Bento XVI tem aquele traço que caracterizava Jesus Cristo, de Quem é vigário na Terra. Quando ensina, pela palavra ou pelo exemplo, desencadeia vendavais. Foi o que aconteceu agora, mais uma vez, a propósito de preservativo. Porque disse a verdade, a comunidade internacional, constituída por políticos, grandes multinacionais farmacêuticas, comunicação social, membros da hierarquia da Igreja, movimentos de controlo demográfico, instituições eugenistas, etc., formaram furacões, cuja característica parece ser a de, por incapacidade de se abrirem para irem ao encontro do outro, rodopiarem sobre si mesmos levando a destruição e desolação a toda a parte. O Santo Padre foi, de novo, flagelado pelos grandes deste mundo, acusado injustamente, condenado na praça pública. O semanário português Expresso ultrapassou ignobilmente em infâmia os algozes que coroaram Cristo de espinhos, ao encapuzar o representante do mesmo Cristo com aquele látex posto ao serviço da promiscuidade imunda que domina grande parte do mundo.

    O Norte e o Ocidente rasgaram hipocritamente as faustosas e luxuriosas vestes arguindo o Papa de ser responsável por um genocídio sexual, como se a castidade e a fidelidade no matrimónio pudessem liquidar alguém! Este mesmo multimilionário Noroeste que atulha África de preservativos mas que é incapaz de auxiliar esse continente num verdadeiro combate à malária que mata muito mais que a sida; que ignora as mães que têm de andar 40 quilómetros a pé para arranjarem uma aspirina para o seu filho doente, ou 10 quilómetros para irem buscar água; que assistiu impávido e sereno aquele tenebroso e imenso genocídio do Ruanda. Este Noroeste que censura a informação verdadeira e cientificamente comprovada do incentivo à promiscuidade que as suas campanhas do látex imundo têm promovido com o consequente aumento exponencial das doenças sexualmente transmissíveis, algumas incuráveis e outras mais mortais que a sida. Em 20 anos, por exemplo, nos USA elas subiram de três para cerca de vinte. O preservativos é incapaz de deter o vírus do papiloma humano (HPV) que é responsável por muito mais mortes que a sida. E o vírus desta, com o decorrer do tempo, acabará inevitavelmente, mesmo com o uso consistente do preservativo, em virtude do chamado “efeito roleta russa”, por contagiar quem o usa. Isto quem o afirma não é a Igreja mas sim a IPPF a maior organização não governamental do mundo que se dedica ao incentivo do aborto, da promiscuidade sexual, da contracepção e do preservativo.

    Não por acaso Edward C. Green, Director do projecto de investigação sobre a sida do Centro de Estudos, da Universidade de Harvard (USA), para a População e Desenvolvimento veio a terreno defender o Papa Bento XVI: “O Papa tem razão, ou dito de outra maneira, as melhores provas que temos estão de acordo, suportam, as palavras do Papa”. E continuou “ os nossos estudos, incluindo o US – funded Demographic Healt Surveys’, mostram uma associação consistente entre a maior disponibilidade e uso de preservativos e uma taxa mais alta (não mais baixa) de infecção por HIV.”

    Os médicos que trabalham em África sabem-no bem. Em entrevistas, por estes dias, ao Avvennire afirmaram categoricamente que não é possível diminuir o contágio sem uma alteração radical dos comportamentos. E que só onde ela se deu é que se verificou uma diminuição substancial do mesmo. Sendo porventura os exemplos mais eloquentes o Uganda, em África, e as Filipinas, no Pacífico.

    Acima falei de vendaval e logo a seguir dos furacões. Espero que não se tenha entendido que eu atribuía a responsabilidade por estes últimos ao Santo Padre. Não! Estes devastadores como são devem ser atribuídos ao império que as potestades malignas exercem sobre os grandes deste mundo. Os vendavais, pelo contrário, são causados pelo Espírito Santo, como no Pentecostes, e suscitam conversões e adesão a Jesus Cristo e à Sua Igreja. É isso mesmo que verificamos com o Papa Bento XVI. Bem podem as autoridades mundanas e algumas eclesiásticas arreganhar-lhe o dente e rosnar-lhe impropérios que o povo simples está com ele e segue-o avidamente, como outrora seguia Jesus."

    Nuno Serras Pereira
    23. 03. 2009

    http://jesus-logos.blogspot.com/search/label/Nuno%20Serras%20Pereira


    Oremus pro Pontifice nostro Benedicto.
    Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius.


    Mater Ecclesiae, ora pro nobis!