sexta-feira, 25 de junho de 2010

Quem ama os seus filhos, baptiza-os.

“Quem crer e for Baptizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Marcos 16.16)

Anda aí muita gente que, levada por sentimentalismos puramente humanos, pensa que o Baptismo não é mais que uma festa/ritual de iniciação à vida cristã. Pensam estes "humanistas" que a necessidade do Baptismo para a salvação eterna está ultrapassada e, consequentemente, o Limbo foi encerrado, indo as almas dos bebés ou crianças que morrem na graça de Deus sem o Baptismo, directamente para o Céu. Isto por que, mais uma vez, se quer fazer de Deus um deus à imagem e semelhança do Homem. Um deus self-service, que é rico em Misericórdia apenas.

Que Deus é rico em Misericórdia e que a Sua Bondade é infinita, todos (?!) sabemos. Mas há gente que, por conveniência (e até por má-fé) vê só e apenas Misericórdia em Deus. Ora, as Leis e preceitos de Deus são irrevogáveis. São eternos e imutáveis.

Ficou estabelecido que, depois da desobediência dos nossos primeiros pais, Adão e Eva, todos os seres humanos carregariam as consequências desse acto, tal foi a gravidade deste primeiro pecado, induzido pela soberba. A partir de então, todos os viventes nascem com a mancha do Pecado Original. Houve, há 2.000 anos, uma única excepção, a Virgem Santíssima, que foi salva, na Sua concepção, do pecado original, por antecipação dos méritos de Cristo, atendendo às maravilhas que n'Ela Deus iria operar.

Ora, nós nascemos bebés. Logo, quando nascemos, trazemos essa mancha, consequência do pecado de Adão e Eva. O Pecado Original é uma herança de que só e apenas nos livramos com o Sacramento do Baptismo. Este Sacramento apaga todo o pecado e assim faz-nos merecedores do Reino Eterno de Deus.

A mentalidade "humanista" não percebe porque Deus não admitiria no Seu Reino as almas dos bebézinhos que morrem quando acabados de nascer, ou que, por qualquer motivo, morrem sem receber este Sacramento, ou mesmo os que são assassinados antes de nascerem, pela praga do aborto. Não percebe porque perdeu a Fé e guia-se por materialismos e sentimentalismos.

Deus é puro, é a Santidade e o Bem absoluto. Na Sua Majestade, uma alma, ainda que livre de pecado mortal, não suportaria estar na sua presença com o mais leve pecado venial. Ora, o mesmo acontece com uma alma que tem a marca do pecado Original.

Como foi herdado e não cometido de livre vontade, evidentemente que não é merecedor das penas eternas no Inferno. No entanto, também não pode ser admitido no Céu, uma vez que está numa situação mais ou menos parecida com a dos Justos que morreram antes da morte de Jesus. Para essas almas, as portas do Céu não estão ainda abertas. Se por um lado não podem ser condenadas, por outro não podem participar da Majestade de Deus no Céu porque ainda não pertencem ao Seu Corpo Místico, a Igreja Católica. Estas almas ficam num intermédio, em que existe uma felicidade e satisfação natural.

No Limbo.

Como garantir que um filho, que perca a vida na mais tenra idade, obtenha a salvação eterna e a felicidade suprema e absoluta? Baptizando-o. Adiar o Baptismo de um filho sem justo motivo, é sinal de falta de Fé ou mesmo de desleixo pelo bem dos pequeninos e Deus pedirá também contas disso aos pais. Afinal, está a descurar-se a salvação deles e a recusar a presença deles diante do Altíssimo!

Quem ama os seu filhos, baptiza-os. Porque lhes faculta a possibilidade de usufruírem do Bem absoluto e eterno: Viver eternamente com Deus, Nossa Senhora, os Anjos e os Santos, para todo o sempre. Haverá maior bem que se possa desejar a um filho?


No dia de São João Baptista, um texto do Pe. Rodrigo Lynce de Faria:

Porque é que a Igreja insiste em baptizar as crianças pouco tempo depois de elas nascerem? Não será isto um atentado contra a sua liberdade? E se mais tarde não quiserem seguir a religião Católica? Não será muito mais sensato esperar que cresçam e nessa altura escolham livremente a religião que desejam praticar?

São muito comuns, nos dias de hoje, estas perguntas. E não somente as perguntas. Também está a tornar-se comum – infelizmente – atrasar o baptismo com o argumento de que é preciso respeitar a liberdade das crianças. Com essa mesma “lógica”, os pais não deveriam escolher arbitrariamente um nome para os seus filhos – seria mais respeitador da sua liberdade que mais tarde os próprios escolhessem. Também seria contra a liberdade dos filhos obrigá-los a ir à escola, a arrumar o quarto ou, em geral, a portarem-se bem. Quem são os pais para imporem aos seus filhos aquilo que consideram que é o bem ou o mal? Não será que essa atitude pode gerar-lhes traumas na infância que dificultarão o exercício da sua liberdade sem nenhum tipo de limites?

Que tal, neste momento, pormos os pontos nos ii? O problema de fundo não é o baptismo nem a liberdade. O problema de fundo é a falta de fé de alguns pais no que significa para o seu filho ser baptizado. Actualmente, vê-se muitas vezes o baptismo como uma simples festa de apresentação aos familiares e amigos da criança que acaba de nascer. Dá-se mais importância a aspectos exteriores como a escolha “cuidadosa” dos padrinhos – não com a finalidade de que saibam zelar pela fé do afilhado, mas com o “critério” de que sejam pessoas amigas que não se esqueçam de dar presentes nos momentos oportunos.

O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica diz-nos que é precisamente o desejo de que os filhos sejam livres que leva os pais a pedirem o baptismo pouco depois de eles nascerem. Pergunta nº 258: “Porque é que a Igreja baptiza as crianças?”. Resposta: “Porque tendo nascido com o pecado original, elas têm necessidade de ser libertadas do poder do Maligno e de ser transferidas para o reino da liberdade dos filhos de Deus”.

Se uma pessoa possui de verdade a fé católica – ou seja, se acredita naquilo que nos disse Nosso Senhor Jesus Cristo – sabe que todos nascemos com uma doença espiritual que se chama pecado original. Também sabe que essa doença tem cura – uma cura infalível que é o baptismo. Também sabe que essa cura não foi “inventada” pela Igreja, mas foi instituída por Jesus Cristo, que, com a sua morte na Cruz, nos alcançou a libertação do pecado e a gloriosa liberdade de filhos de Deus. Também sabe que o baptismo é necessário para a salvação porque assim o disse, sem papas na língua, o próprio Jesus: “Quem crer e for baptizado será salvo; mas quem não crer, será condenado” (
Mc 16, 15).

Resumindo: o problema dos atrasos no baptismo não está tanto no respeito pela liberdade das crianças, mas sim na falta de fé de muitos pais que se “esquecem” da importância que possui este sacramento para a salvação dos seus filhos.



in Spe Deus

Louvada seja na Terra a Virgem Santa Maria!

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

    ResponderEliminar
  2. João, deixa-me fazer-te a seguinte pergunta:

    -Então e no caso das crianças que mal acabam de nascer (por grande desejo dos pais) e morrem segundos após o seu nascimento?
    Ou as que nascem antes do parto ou ate durante?
    Também não foram Baptizadas. E talvez os pais até tivessem esse desejo certo?

    E depois do Baptismo tem de se crer na "verdade"... Então e uma criança que nasça com trissomia 21? O que ela vai aprender sobre a verdade?
    Ou uma que nasca cheia de mal formaçoes? E que tenha de passar a vida no hospital, nunca podendo sair? (ha muitas crianças assim)...

    Como se pode ter acesso á verdade?

    Aguardo a tua resposta sobre o assunto...

    "Anonimo ameaçador"

    ResponderEliminar
  3. Mas o Vaticano não tinha eliminado o limbo e dito que as criancinhas não-batizadas iriam direto pro céu (fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL24736-5602,00.html)? De quem é a palavra final nessa história, afinal?

    ResponderEliminar